Peças para o próximo leilão

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  • BREITTLING  CALLISTINO  LUXUOSO RELÓGIO BREITLING CALLISTINO EM AÇO E OURO. DIAL BLACK. MOVIMENTO QUARTZ. COM CALENDÁRIO. EXCELENTE ESTADO DE CONSERVAÇÃO! 30 MM DE DIAMETRO.
  • ANTONIO BERNARDO - LINDO ANEL EM OURO BRANCO 18 K  E BRILHANTES. ROBUSTO E ELEGANTE. ARO 14. 13,2 G
  • BELO COLAR COM GRANDE S CONTAS DE CORAL PODANGE COM 18 MM E FECHO EM OURO. BRANCO 18 K. 46 CM
  • TIFFANY E CO COLEÇÃO 1837  - PENDENTES CÍRCULOS ENTRELAÇÃDOS. BELO CORDÃO EM PRATA DE LEI DE ONDE PENDEM DOIS CÍRCULOS ENTRELAÇADOS UM EM OURO 18K E OUTRO EM PRATA DE LEI. SIMBOLIZAM O AMOR ETERNO. 6,1 G
  • MAGNÍFICO ANEL ART DECO EM OURO COM FARTA CRAVAÇÃO DE BRILHANTES. PEDRA CENTRAL YELLOW COM APROXIMADAMENTE 0,9 CT. A PEDRA CENTRAL É CERCADA POR PAVE DE DIAMANTES MENORES MUITO BRANCOS. NAS LATERAIS ARREMATES  COM CARRÉ DE BRILHANTES EM BAGUETE. ANEL SOFISTICADO E MUITO BONITO. DEC. 40. ARO 19. 17,8 G
  • BELA CADEIRA OITOCENTISTA EM MADEIRA COM ENCOSTO E ASSENTO  COURO LAVRADO ORIGINAL  TACHEADO. O COURO É DECORADO EM RELEVO COM BELAS FLORES E RAMAGENS. ESTILO MOBILIÁRIO NACIONAL PORTUGUÊS. EXCELENTE ESTADO DE CONSERVAÇÃO. PORTUGAL, SEC. XIX. 100 X 44 X 40 CM
  • LINDA MESA DE ENCOSTAR COM PÉS DE GARRA E BOLA ESTILO DOM JOÃO V. TAMPO SUAVEMENTE ONDULADO COM GAVETA EM MOVIMENTO BOMBE. SAIA RECORTADA COM BELOS ENTALHES EM VOLUTAS. JOELHEIRAS PRONUNCIADAS TAMBÉM APRESENTAM FINALIZAÇÃO EM VOLUTA. ASSENTE SOBRE PÉS ARTISTICAMENTE ESCULPIDOS EM GARRA E BOLA. BRASIL, SEC. XIX;XX. 77 (H) X 87 (C) X 42 CM
  • O DIA E A NOITE  A PARTIR DA OBRA DE MICHELANGELO. BELA ESCULTURA EM BRONZE REPRESENTANDO ALEGORIA AO DIA E A NOITE. UMA DAS OBRAS PRIMAS DE MICHELANGELO. EUROPA, SEC. XIX/XX. 41 CM DE COMPRIMENTO
  • MONOGRAMA DE PII - ELEGANTE PAR DE LANTERNAS PARA PAREDE  EM METAL COM ARREMATES EM ROCAILLES FENESTRADAS .  DE ESTILO GÓTICO SÃO FINALIZADAS POR BELAS CRUZES LATINAS.  CONSTRUÍDA S EM FACETAS. OS VIDROS JATEADOS TEM MONOGRAMA  DE DOM PEDRO II. P2 ENTRE RAMOS DE FUMO E CAFÉ SOB COROA IMPERIAL. BRASIL, SÉC .XIX. 60 CM DE ALTURA. (FALTAM UM VIDRO EM UMA DELAS QUE NÃO É DIFÍCIL DE SUBSTITUIR)
  • MENINO JESUS  LINDA ESCULTURA REPRESENTANDO MENINO JESUS. FATURA MINEIRA DO BARROCO ERUDITO TEM UM LINDO ROSTO E RICO CABELO FORMANDO INTRICADO CACHEADO. BRASIL, SEC. XVIII. 13 CM DE ALTURA
  • SANTA FACE DE CRISTO EM CRISTAL DE ROCHA. EXCEPCIONAL ESCULTURA EM UM ÚNICO FRAGMENTO DE CRISTAL DE ROCHA!  ENTALHADA EM FINO LAVOR REPRESENTA DE FORMA EXPRESSIVA CRISTO COROADO DE ESPINHOS.  DIFICILMENTE SE VÊ ESCULTURA TÃO BEM TALHADA EM UM MATERIAL QUE POUCOS ARTIFICES DOMINAM. BRASIL, SEC. XX. 13 X 12 CM. 790 G
  • SÃO ROQUE - BELA ESCULTURA EM MADEIRA POLICROMADA E DOURADA COM RESPLENDOR EM PRATA DE LEI. EXPRESSIVOS OLHOS DE VIDRO.  LINDO ROSTO E BELA POLICROMIA. BRASIL, SEC. XIX. 30 CM DE ALTURA (COM RESPLENDOR). NOTA: São Roque nasceu no ano de 1295, provavelmente em Montpellier, na França. Quando ele nasceu, todos ficaram bastante surpresos por causa de uma marca em seu peito: uma cruz vermelha. Era de família nobre, distinta e abastada. Seu nascimento foi uma grande benção de Deus. Foi fruto e resultado de muita oração. Sua mãe, chamada Libéria era muito devota da Nossa Senhora. Por isso, pedia a insistentemente a Nossa Senhora a graça de poder ter um filho, mesmo já estando em idade avançada. E ela foi atendida. Por isso, imensamente grata a Deus e a Nossa Senhora, dedicou-se à educação de seu amado Roque. Ela soube incutir nele a linda devoção a Nossa Senhora. Roque ficou órfão dos pais quando tinha entre quinze e vinte anos e herdou uma grande fortuna. Porém, como cristão convicto educado por sua mãe, Roque desejava viver na pobreza, em imitação a Cristo. Por isso, ele quis repartir todos os seus bens entre os pobres. E ia fazer isso em segredo, como disse Jesus. A pouca idade, porém, não permitia que ele se dispusesse de seus bens. Então, ele confiou tudo a um tio. Depois, partiu sem nada para a cidade de Roma, Foi mendigando ao longo do caminho. São Roque viveu por três anos na cidade de Roma. Passava muito tempo em oração na tumba dos apóstolos. Lá ele contraiu a praga e para não ocupar mais um leito no hospital, arrumou um lugar na floresta para esperar a morte. Pela graça de Deus, ele viu nascer ali, bem perto da cabana onde vivia, uma pequena fonte de água límpida e cristalina. Ao beber e se lavar nas águas ele sentia grande alívio em suas feridas. Outro fato interessante foi que um cachorro o encontrou e começou a levar pão para São Roque. O dono do cão, notando a regularidade com que o animal fazia isso, seguiu-o e encontrou o santo. Roque ficou curado da doença e conseguiu a conversão de seu benfeitor. Então, ele ficou um tempo em Piacenza e curava os doentes. Chegando a Toscana, em Aguapendente, na Itália, viu a grande mortalidade causada pela peste. Então, pediu permissão ao administrador do hospital para assistir aos doentes. Logo que Roque se pôs entre os enfermos, cessou a epidemia em toda a cidade. O mesmo aconteceu em Cesena e em outras localidades. Ele curou muitos fazendo apenas o sinal da cruz. Dizia-se que a peste fugia de Roque. Ao retornar a Montepellier, sua terra natal, não o reconheceram e ele acabou preso. Pensavam que era um espião disfarçado de peregrino, pois havia uma guerra civil. Ele ficou na prisão por cinco anos. No dia 16 de agosto de 1327, foi encontrado morto em sua cela e, então, realizou seu primeiro milagre depois de morto. O carcereiro, que era manco desde o nascimento, ficou curado ao tocar o corpo de São Roque com o pé, para ver se ele estava vivo, dormindo, ou se estava morto. Ao tirarem sua roupa para sepultá-lo, ele foi reconhecido por causa da cruz marcada em seu peito. No Concílio de Constance (1414 1418), a praga ainda ameaçava a população. Os dirigentes pediram a proteção e a intercessão de São Roque e a praga acabou. Por isso sua canonização e seu culto foram aprovados rapidamente. As relíquias de São Roque foram levadas para Veneza. Ele é reverenciado e invocado na França e na Itália como protetor contra doenças e pragas. São Roque é representado com um cachorro ou como um peregrino usando capa, chapéu, botas e, às vezes, segurando um cajado. Como protetor dos cães, ele é mostrado com o cachorro lambendo suas feridas. São Roque também é invocado como padroeiro dos inválidos, dos cirurgiões e do gado. No Brasil, na cidade de São Roque, interior de São Paulo, encontra-se a principal Igreja consagrada ao Santo. É onde se encontra, também, uma relíquia do santo, uma parte de seu braço. Sua festa é dia 16 de agosto.
  • BELO CRUCIFIXO DE POUSAR EM MADEIRA COM ARREMATES EM METAL ESPESSURADO A PRATA. BASE EM BALAÚSTRE, PONTEIRAS, ARREMATE NO PÉ SIMBOLIZANDO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E RESPLENDOR EM METAL ESPESSURADO A PRATA. CRISTO POLICROMADO REMATADO EM OURO. BRASIL, SEC. XIX. 46 CM DE ALTURA
  • CLÓVIS BEVILAQUA (1959-1944)   AUTOR DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO QUE ELABORADO POR ELE EM 1901 FOI VIGENTE NO BRASIL POR QUASE CEM ANOS DE 1916 A 2002. PARECER MANUSCRITO PELO IMORTAL JURISTA, LEGISLADOR, FILÓSOFO E HISTORIADOR BRASILEIRO DOUTOR CLÓVIS BEVILAQUA SOBRE A QUESTÃO DA PROMOÇÃO DE JUIZES SUBSTITUTOS À FUNÇÃO VITÁLICIA DE JUIZ DE DIREITO. A LUZ DA CONSTIUIÇÃO O BRILHANTE CLÓVIS BEVILAQUA APRESENTA A QUESTÃO E A LUZ DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA RESPONDE DE FORMA CLARA E INCONTESTÁVEL A CONSULTA. DATADO E ASSINADO NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO EM 20 DE FEVEREIRO DE 1939. NOTA: CLÓVIS BEVILAQUA nasceu em Viçosa, no Estado do Ceará, no dia 4 de novembro de 1859. Era filho do padre José Beviláqua, vigário da localidade em que a família estava radicada desde o século XVIII, quando da vinda do avô, italiano, Ângelo Beviláqua. Beviláqua estudou em sua cidade natal e em 1872 ingressou no Ateneu Cearense. Em seguida, estudou no Liceu do Ceará.Clóvis iniciou sua vida profissional como jornalista, em Fortaleza, em 1875. Em 1876, viajou para o Rio de Janeiro, para estudar no Mosteiro de São Bento. Fundou junto com Francisco de Paula Ney e Silva Jardim o Jornal Laborum Literarium. Em 1878 mudou-se para a cidade do Recife e ingressou na Faculdade de Direito, onde foi aluno de Tobias Barreto. Voltou-se, então, para o estudo do Direito, fortemente influenciado por seu mestre e pelo empirismo evolucionista alemão. Nesse período, Clóvis Beviláqua publicou seus primeiros ensaios sobre filosofia e direito comparados. Fez parte do grupo que mobilizava a vida intelectual da época, a "Escola do Recife". Em 1882 forma-se em Direito e inicia a carreira de magistrado. No ano seguinte foi nomeado promotor público de Alcântara, no Maranhão. Em 1884, de volta ao Recife trabalhou como bibliotecário. Nesse mesmo ano, casa-se com a escritora Amélia de Freitas. Em 1889 passa a lecionar Filosofia na Faculdade de Direito. Em 1891, assume a cátedra de Legislação Comparada. Nesse mesmo ano foi eleito deputado para Assembleia Constituinte do Ceará. Colaborou ativamente na elaboração da Constituição Estadual. Em 1898, foi convidado por Epitácio Pessoa, ministro da justiça no governo Campos Sales,a elaborar o projeto do Código Civil brasileiro, pois já era um mestre do Direito e não um desconhecido, como julgou o conselheiro Rui Barbosa. O Projeto de Código Civil seria o coroamento da brilhante carreira de Beviláqua. Concluído em seis meses eencaminhado ao congresso, deu origem a memorável polêmica entre Rui Barbosa e Ernesto Carneiro Ribeiro. Em resposta ao parecer sobre a redação do projeto da Câmara dos Deputados, de Rui, o filósofo Carneiro Ribeiro escreveu Ligeiras Observações Sobre as Emendas do Dr. Rui Barbosa feitas à redação do Projeto do Código Civil, o que resultou na famosa réplica do senador. Carneiro Ribeiro revidaria, em 1905 com uma tréplica A Redação do Projeto da Código Civil e a Réplica do Dr. Rui Barbosa". Clóvis Beviláqua só defendeu seu projeto em 1906 com Em Defesa do Projeto do Código Civil Brasileiro e só veio a opinar sobre o código dez anos mais tarde com Código Civil dos Estados Unidos do Brasil, Comentado (1916-1919), em 6 volumes, na época em que foi sancionado pelo presidente Venceslau Brás. Ainda em 1906, Clóvis Beviláqua foi nomeado Consultor Jurídico do Ministério das Relações Exteriores, cargo que ocupou durante vinte e oito anos. Redigiu vários pareceres, entre eles, "A Organização da III Conferência da Paz, em Haia", "Importação de Armas e Munições", "Codificação Progressiva do Direito Internacional". Clóvis Beviláqua foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira n.º 14. Não chegou a frequentar a Academia, sua participação mais importante foi o discurso de recepção ao jurista Pedro Lessa, em 1910. Em 1930, teve sérios atritos com a entidade por esta ter recusado a inscrição de sua mulher, a escritora Amélia de Freitas Beviláqua. Clóvis Beviláqua defendeu-lhe a pretensão em parecer de poucas linhas, argumentando que aquilo que o regulamento não proíbe, permite. Clóvis Beviláqua pertenceu a numerosas instituições culturais do país e do exterior. Foi presidente honorário da Ordem dos Advogados do Brasil, que lhe conferiu a medalha Teixeira de Freitas. Ele foi também professor honoris causa de várias faculdades de direito, inclusive em Buenos Aires. Clóvis Beviláqua faleceu no Rio de Janeiro no dia 26 de julho de 1944.
  • SUNTUOSA MESA DE APRESENTAÇÃO EM MADEIRA DE LEI DE FINO LAVOR. FORNITURE LUXUOSA COM BELOS ENTALHES. O FUSTE É CONSTRUIDO COM INVULGAR TORCEIL. DOTADA DE QUATRO GAVETAS. ASSENTE SOBRE QUATRO PÉS REUNIDOS NA BASE. LINDA E EM ÓTIMO ESTADO! BRASIL, SEC. XIX. 110 CM DE DIAMETRO. 79 CM DE ALTURA
  • SUNTUOSO PAR DE LANTERNAS PROCESSIONAIS EM METAL ESPESSURADO A PRATA. MAGNIFICO TRABALHO COM SIMILARIDADE AOS MELHORES CONSTRUIDOS EM PRATA DE LEI. AS VARAS POSSUEM SUPORTE PARA FIXAÇÃO A PAREDE. AS GRANDES LANTERNAS SÃO TRABALHADAS EM CINZELADO FORMANDO ROCAILLES VEGETALISTAS E FLORES. AS CHAMINÉS TEM FORMATO DE RÉGIAS COROAS ALUDINDO A VIRGEM MARIA. EXTRAORDINÁRIO TRABALHO DO PERÍODO OITOCENTISTA. BRASIL, SEC. XIX. 191 CM DE ALTURANOTA: Nos séculos subsequentes a instituição do Cristianismo,  procissões sacras começam a integrar as celebrações eucarísticas. Como resposta às exigências da devoção popular, o século XIII, vai assistir à exteriorização da procissão, incrementa-se o ritual processional para fora do espaço da igreja e da missa. Da mais antiga procissão que se recorda, a que celebra a apresentação de Jesus no Templo, com origem no oriente, difundida em Roma no período de Sérgio I (687- 701) e adaptada do decurso da época medieval na procissão mariana da Candelária, o ritual processional evolui em crescendo até atingir o seu máximo expoente no período Barroco. Regista-se assim, a procissão da palma, de origem oriental e ainda hoje popular e traduzida no tradicional ritual de bênção dos ramos; a procissão do círio que abre a vigília pascal; a procissão da trasladação das relíquias, muito frequente na Idade Média; a procissão por motivos e causas públicas  fome, pestes, calamidades e fenómenos meteorológicos, etc.; a procissão do período quaresmal; a procissão de Corpus Christi, a mais importante do ritual processional eucarístico e finalmente a procissão em honra da virgem e dos santos, que nasce e difunde-se após a Idade Média, nas quais se expunham as relíquias, as imagem e estátuas de forma espectacular e aparatosa com grandiosos acompanhamentos populares que encontra a sua expressão mais eloquente, como afirmámos, no período Barroco.  Nesta época, as procissões transformam-se em grandes festivais urbanos, têm como cenário ideal as cidades, como epicentro a igreja e a praça que a envolve, implicavam um itinerário muito bem definido, percorrido por uma massa humana em movimento pelas ruas mais importantes que se preparavam cuidadosamente, a preceito para estas ocasiões. No caso das procissões solenes do Santíssimo, as ruas eram meticulosamente limpas e as fachadas das casas (paredes e janelas) eram ornamentadas com as melhores alfaias, e armações, que a industria puder haver. Glorificar e louvar a Deus, honrar os Santos, são as duas premissas basilares para que se realizem as procissões sacras, rituais em que toda a comunidade cristã era convidada a participar e participava espontânea e voluntariamente. A razão das massivas adesões populares a este tipo de manifestações, estão profundamente enraizadas na necessidade da comunidade, coletiva ou individualmente, exorcizar medos, cimentar crenças, obter a proteção divina, alcançar a salvação das almas. Por quanto as procissões serão ordenadas na Santa Igreja para gloria, & louvor do Senhor, & honra de seus santos: & para que, juntos os fieis Cristãos em hum mesmo espírito, possam mais facilmente alcançar de Deus remédio, & favor em suas necessidades Na linha da frente, a igreja impulsionará estes rituais públicos de caris devocional, dirigidos preferencialmente a grandes comunidades, na maior parte dos casos urbanas. A procissão religiosa mais célebre a ocorrer no Brasil pelo fausto, riqueza e aparato foi a procissão do triunfo eucarístico as cruzes processionais de fina prata que participaram desse inusitado evento do Brasil Colonial permanecem como registro desse singular evento na sala do Triunfo Eucarístico no Museu da Inconfidência em Ouro Preto. TRIUNFO EUCARÍSTICO: Nos idos de 24 de maio de 1733 realizou-se a solene transladação do Santíssimo Sacramento da Igreja de Nossa Senhora do Rosário para a nova Matriz de Nossa Senhora do Pilar, na antiga Via Rica, hoje Ouro Preto. Nenhum outro acontecimento celebrado em Minas Gerais teve tal esplendor, requinte de luxo e pompa, em plena opulência do ouro. Ele representou grande demonstração do profundo espírito religioso, conjugado a festividades populares, que se observava no Brasil do século XVIII. A comemoração preliminar começou vários dias antes. Desde o final de abril, dois grupos de pessoas ricamente vestidas, com bandeiras de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora do Pilar, tendo na outra face a custódia do Santíssimo Sacramento, percorriam as ruas da cidade e arredores, anunciando a futura solenidade. No dia marcado para a procissão, a cidade amanheceu engalanada. No percurso entre as duas igrejas, as ruas foram atapetadas com flores e folhagens. Como homenagem dos moradores, nas janelas foram colocadas sedas e damascos, em meio a adornos de ouro e prata. Nas ruas, cinco arcos ornamentais, um deles de cera, e um altar para descanso do Santíssimo Sacramento. Antes da saída do cortejo foi celebrada uma Missa, durante a qual o Divino Sacramento esteve colocado em um braço de Nossa Senhora, em lugar do Menino Jesus. Iniciaram a procissão 32 cavaleiros vestidos como cristãos e mouros, com dois carros de músicos instrumentistas e vocalistas. Vinham depois romeiros ricamente trajados, e músicos com alegorias diversas. A seguir, quatro figuras a cavalo, representando os ventos dos pontos cardeais. Todas ricamente revestidas com diamante, ouro, renda, seda e plumas. A comemoração preliminar começou vários dias antes. Desde o final de abril, dois grupos de pessoas ricamente vestidas, com bandeiras de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora do Pilar, tendo na outra face a custódia do Santíssimo Sacramento, percorriam as ruas da cidade e arredores, anunciando a futura solenidade. No dia marcado para a procissão, a cidade amanheceu engalanada. No percurso entre as duas igrejas, as ruas foram atapetadas com flores e folhagens. Como homenagem dos moradores, nas janelas foram colocadas sedas e damascos, em meio a adornos de ouro e prata. Nas ruas, cinco arcos ornamentais, um deles de cera, e um altar para descanso do Santíssimo Sacramento. Antes da saída do cortejo foi celebrada uma Missa, durante a qual o Divino Sacramento esteve colocado em um braço de Nossa Senhora, em lugar do Menino Jesus. Iniciaram a procissão 32 cavaleiros vestidos como cristãos e mouros, com dois carros de músicos instrumentistas e vocalistas. Vinham depois romeiros ricamente trajados, e músicos com alegorias diversas. A seguir, quatro figuras a cavalo, representando os ventos dos pontos cardeais. Todas ricamente revestidas com diamante, ouro, renda, seda e plumas. Seguia-se um personagem representando Ouro Preto, bairro de Vila Rica onde estava situada a Nova Matriz do Pilar, para onde se dirigia o cortejo. Ele trajava vestes de tecidos finos, ornamentados com ouro e diamantes. Seu cavalo era igualmente ajaezado com ouro, prata, esmeraldas e veludo. Vinham depois as esplendorosas figuras representando os corpos celestes: Lua, Marte, Mercúrio, Sol, Júpiter, Vênus e Saturno, todas com deslumbrantes indumentárias e fartamente escoltados. A seguir aparecia a figura que representava a Igreja Matriz do Pilar, com exuberantes ornamentos, portando um estandarte com a inscrição Nossa Senhora do Pilar em um dos lados, do outro o desenho da custódia eucarística. Após essas figuras, sumariamente descritas, vinham as irmandades, conduzindo andores com seus santos padroeiros e cruzes de prata. Entre essas confrarias estavam as do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora do Rosário, de Santo Antonio, de Nossa Senhora da Conceição e de Nossa Senhora do Pilar. Todos os participantes portavam trajes esplendorosos com acabamento em veludo e seda, ouro, prata e pedrarias. Fechando a procissão, o Santíssimo Sacramento, conduzido pelo vigário da Matriz do Pilar, debaixo de um pálio de tela carmesim com ramos e franjas de ouro, sustentados por seis varas de prata. Logo atrás o Conde de Galvêas, Governador de Minas Gerais, com autoridades civis e militares da Província e do Município. Com toda a população de Ouro Preto e arredores presente, foi uma grande apoteose: sinos tocando, bandas musicais, fogos e cânticos em homenagem ao Santíssimo Sacramento. Os festejos prolongaram-se por três dias, com Missas solenes, cavalhadas, corrida de touros e fogos de artifício. O Triunfo Eucarístico foi sem dúvida a maior festa barroca de todos os tempos e um dos eventos religiosos e sociais mais exuberantes da América Portuguesa. Em seu livro O Triunfo Eucarístico Exemplar da Cristandade Lusitana, publicado em 1734, Simão Ferreira Machado, português residente em Minas Gerais, se refere aos seus compatriotas como sendo os senhores dos mais finos diamantes de todo o mundo, em um momento ao qual referiu não ter tido lembrança que visse no Brasil, nem consta, que se visse na América ato de maior grandeza. Na Minas Gerais barroca, um Brasil autêntico que infelizmente se foi Mas nessas fulgurações da nacionalidade encontra-se a luz que ainda pode nos indicar o caminho a retomar com vistas ao futuro. Luz que brilha na constelação do Cruzeiro do Sul. Luz que se chama Civilização Cristã.( O triunfo eucarístico em Minas Gerais Por Carlos Sodré Lanna)
  • NOSSA SENHORA RAINHA DOS HOMENS  ESCULTURA MADEIRA DE FEIÇÃO MEDIEVAL REPRESENTANDO IMAGEM DE NOSSA SENHORA RAINHA DOS HOMENS SEGURANDO MENINO JESUS. EUROPA, SEC. XX. 37 CM DE ALTURA
  • NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO  DELICADA ESCULTURA DE FATURA OITOCENTISTA REPRESENTANDO FIGURA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. ASSENTE SOBRE NUVENS DE ONDE PARTEM TORSOS DE ANJOS E CRESCENTE LUNAR., BRASIL, SEC .XIX. 26 CM DE ALTURA (DESCONSIDERANDO-SE O TAMANHO DA COROA)
  • NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO  GRANDE IMAGEM EM MADEIRA POLICROMADA REMATADA EM OURO. APRESENTA A VIRGEM SEGURANDO O MENINO JESUS LEVA A MÃO AO PEITO. BRASIL, SEC. XIX. 40 CM DE ALTURA
  • MUITO GRANDE E LUXUOSO FLOREIRO EM VIDRO VENEZIANO PROFUSAMENTE DECORADO EM OURO E LINDOS ARRANJOS FLORAIS RELEVADOS EM ESMALTE. ESMALTES TAMBÉM NA TONALIDADE LARANJA FORMAM BELOS ARABESCOS. FUNDO NA TONALIDADE RUBI. PRODUÇÃO DE MUITO BOA QUALIDADE! ITALIA, INICIO DO SEC. XX. 40 CM DE ALTURA

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