Peças para o próximo leilão

163 Itens encontrados

Página:

  • NAPOLEÃO BONAPARTE  CARTA DE NAPOLEÃO BONAPARTE DIRIGIDA A IMPERATRIZ JOSEPHINE ESCRITA AS 3 HORAS DA MADRUGADA DO DIA 9 DE FEVEREIRO DE 1807 APÓS A BATALHA DE EYLAN. O IMPERADOR ESCREVE PARA IMPERATRIZ DIZENDO ESTAR MUITO CANSADO, DESCREVE A GRANDE BATALHA QUE SEU EXÉRCITO TRAVOU SEM MUITAS MINUCIAS MAS DIZ QUE MESMO CANSADO DESEJOU ESCREVER ESSAS DUAS LINHAS PARA LHE DIZER QUE VAI BEM E QUE LHE AMA. ASSINA TODO SEU N. ESSA CARTA FOII AMPLAMENTE DIVULGADA E SEU CONTEUDO PUBLICADO EM  VARIOS JORNAIS NA DEC. DE 1960. TAMBÉM PARTICIPOU DE EXPOSIÇOES  TEMÁTICAS SOBRE O IMPERADOR NAPOLEÃO BONAPARTE ( A DOCUMENTAÇÃO DA PUBLICAÇÃO ACOMPANHA O LOTE) NOTA: A batalha de Eylau ou Batalha de Preussisch Eylau ocorreu em 7 de fevereiro de 1807, próxima à cidade de Preuisch Eylau, na Prússia Oriental, atualmente no Óblast de Kaliningrado, na Rússia. Nesta batalha sangrenta, opuseram-se, com resultados indefinidos, o exército de Napoleão Bonaparte e o exército russo sob o comando do general Benningsen.3 Depois de Napoleão derrotar a Prússia, o Czar Alexandre I decidiu confrontá-lo. O exército russo avançou para a Polônia. Franceses e russos se encontraram na Polônia, que fora repartida entre Prússia, Áustria e Rússia, no fim de 1806. Com o tempo frio e chuvoso e o solo lamacento, nenhuma batalha foi travada. Os russos recuaram para o leste. Acostumado a lutar sob condições climáticas extremas, o exército russo retomou a iniciativa no ano seguinte, no auge do Inverno. Como sempre, Napoleão respondeu com um contra-ataque agressivo. Seus planos, no entanto, foram descobertos pelo general russo Benningsen, que decidiu tomar uma posição defensiva a leste do vilarejo de Preuisch Eylau, na Prússia Oriental. Ali, 80 mil russos, com 400 canhões, aguardavam 46 mil franceses e 300 peças de artilharia que rumavam para Eylau.Na manhã do dia 8 de fevereiro, sob uma tempestade de neve a -15C, os combates tiveram início. Napoleão confiou seu ataque ao flanco direito, comandado pelo eficiente Davout, enquanto Benningsen tentava cercar o lado esquerdo do exército francês. Às 10 horas, os Russos reagiram. Napoleão respondeu com a infantaria de Augereau, que, com a visibilidade prejudicada, foi massacrada pela artilharia. Bonaparte decidiu então solicitar o avanço de Murat com seus 10 mil cavaleiros. Começava uma das maiores cargas de cavalaria já registradas. Custou a vida de 1,5 mil cavaleiros franceses e 4 mil soldados russos. Às 15 horas, já sem reservas, Napoleão soube da chegada de 8 mil prussianos para socorrer os russos.As tropas de Davout começaram a ser repelidas. Porém, ao cair da noite e com sete horas de atraso, 8 mil homens sob o comando do marechal Ney reforçaram os franceses, permitindo que Dvout retomasse a ofensiva. Vendo sua principal rota de retirada ameaçada, Benningsen ordenou a retirada dos russos. A batalha custou 20 mil homens aos franceses, mais de um terço do exército, e os russos perderam 30 mil.A batalha foi uma verdadeira carnificina, mas não produziu resultado decisivo algum. A vitória esmagadora de Napoleão teria de esperar a primavera.
  • ROMA  SEC. I DC.   FRAGMENTO DE  PINTURA MURAL AFRESCO EM ESTUQUE COM CARACTERÍSTICAS DO QUARTO ESTILO ASSOCIADO A MEADOS DO SEC. I D.C  INSPIRADO NOS DESENVOLVIMENMTOS ARTÍSTICOS SURGIDOS NA CONSTRUÇÃO DA VLLA DO IMPERADOR NERO NO  CORAÇÃO DE ROMA. O FRAGMENTO EM QUESTÃO É UMA PARTE DE DECORAÇÃO CENTRAL COM ROSTO DE DIVINDADE..EX COLEÇÃO PROF. DR.  ANTONIO BERNARDES DE OLIVEIRA. EMOLDURADO. SEC I AC. 10 X 9 CMNOTA: A técnica utilizada para pintar paredes chama-se afresco  porque envolve a pintura sobre estuque recentemente colocado e ainda húmido  ou fresco (afresco em italiano). Isso significou que os pigmentos utilizados se fundiram com as camadas preparadas de pó de cal e mármore para formar uma camada compacta na qual as cores adquiriram uma aparência polida que perdurou ao longo do tempo. A maioria das cores usadas nos tempos antigos vinha de pigmentos de base mineral. Amarelos, vermelhos, marrons e alguns verdes foram obtidos pela decantação do terreno natural, ou às vezes por um processo conhecido como calcinação que provoca decomposição térmica. Outros pigmentos  rosa, por exemplo  são originários de plantas  e o preto é muitas vezes à base de carvão. O azul - frequentemente descrito como Azul Egípcio - era um pigmento particularmente caro para criar e envolvia o aquecimento de uma mistura de areia de quartzo, sais de cálcio e limalha de cobre (malaquita).  A arte do afresco praticada nos tempos clássicos foi descrita por Vitrúvio ( De Architectura ) e Plínio, o Velho ( Naturalis Historia ). Uma parede foi preparada pela aplicação de 1-3 camadas de argamassa (cal e areia) seguidas de 1-3 camadas de cal misturadas com mármore de pó fino; pigmentos coloridos foram aplicados enquanto a parede ainda estava úmida. Às vezes, tempera e cera líquida eram adicionadas após a secagem da parede. Quatro estilos "Pompeianos" de decoração de paredes pintadas, que aparecem em toda a Itália e no mundo romano, foram identificados por August Mau ( Pompeia, Sua Vida e Arte ), no final do século XIX. O Primeiro Estilo ("Incrustação") originou-se no início do século 2 aC. É uma imitação de folheado de mármore, em que a decoração pintada lembra lajes de mármore colorido. Este estilo representa as aspirações culturais de uma classe média em ascensão e foi inspirado na decoração em mármore real das paredes interiores do palácio grego helenístico. Exemplo: Casa Samnita, Herculano . O Segundo Estilo começou no início do século I AC. Este estilo abriu a parede, proporcionando uma ilusão de janelas e pórticos que davam para cenas imaginárias, geralmente emolduradas por colunas e arquitraves pintadas . A arquitetura pintada neste estilo tendia para o pesado e substancial, com perspectiva multiponto, às vezes dando um efeito semelhante ao de Escher. Exemplos no Estilo II incluem as pinturas da Odisseia de uma casa romana no Esquilino (agora no Vaticano), a Villa de Lívia em Prima Porta (pinturas no Museo Nazionale Romano), a já mencionada Villa de Publius Fannius Synistor em Boscoreale, e o Vila dos Mistérios em Pompéia. O Terceiro Estilo ("ornamental") data do período augustano no final do século I aC. Abandonando a arquitetura realista e as vistas abertas do Estilo II, o Estilo III fechou as paredes para criar um efeito de "galeria de imagens". Normalmente, uma imagem central grande seria flanqueada por uma imagem menor de cada lado. A arquitetura torna-se atenuada, insubstancial e fragmentária; candelabros alongados geralmente substituem as colunas pintadas anteriormente. O Quarto Estilo aparece em Pompéia após o terremoto de 62 DC e continu a no mundo romano até o século II DC. O Estilo IV é heterogêneo e incorpora elementos de todos os estilos anteriores. A arquitetura torna-se mais realista e a parede tende a se abrir novamente, mas não tanto quanto no Estilo II. Desenvolvendo-se a partir do Estilo III, as pinturas ganham a ilusão de portabilidade ao serem colocadas em edículas trompe-l'oeil , telas e tapeçarias. Outros desenvolvimentos incluem a imitação de fundos de palco e um estilo "intrincado" que consiste em arabescos sobre fundo branco, como na Domus Aurea de Nero, em Roma. Os temas figurativos da arte romana - além do retrato - normalmente referem-se a mitos, lendas e rituais religiosos. Tal como acontece com as suas estátuas, os romanos copiaram ou imitaram muitas das suas pinturas de originais gregos helenísticos. Portanto, ao olhar para as pinturas romanas, é importante compreender o contexto mitológico e religioso da cultura clássica grega e romana. Os romanos eram pessoas de mentalidade literal, e deveríamos conhecer suas histórias para podermos ler sua arte como os romanos fizeram.
  • ROMA  SEC. I DC.   FRAGMENTO DE  PINTURA MURAL AFRESCO EM ESTUQUE COM CARACTERÍSTICAS DO QUARTO ESTILO ASSOCIADO A MEADOS DO SEC. I D.C  INSPIRADO NOS DESENVOLVIMENMTOS ARTÍSTICOS SURGIDOS NA CONSTRUÇÃO DA VLLA DO IMPERADOR NERO NO  CORAÇÃO DE ROMA. O FRAGMENTO EM QUESTÃO É UMA PARTE DE MOLDURA COM ELEMENTO VEGETALISTA EM FUNDO EM TOM DE VERMELHO.  .EX COLEÇÃO PROF. DR.  ANTONIO BERNARDES DE OLIVEIRA. EMOLDURADO. SEC I AC. 11 X 9 CM  NOTA: A técnica utilizada para pintar paredes chama-se afresco  porque envolve a pintura sobre estuque recentemente colocado e ainda húmido  ou fresco (afresco em italiano). Isso significou que os pigmentos utilizados se fundiram com as camadas preparadas de pó de cal e mármore para formar uma camada compacta na qual as cores adquiriram uma aparência polida que perdurou ao longo do tempo. A maioria das cores usadas nos tempos antigos vinha de pigmentos de base mineral. Amarelos, vermelhos, marrons e alguns verdes foram obtidos pela decantação do terreno natural, ou às vezes por um processo conhecido como calcinação que provoca decomposição térmica. Outros pigmentos  rosa, por exemplo  são originários de plantas  e o preto é muitas vezes à base de carvão. O azul - frequentemente descrito como Azul Egípcio - era um pigmento particularmente caro para criar e envolvia o aquecimento de uma mistura de areia de quartzo, sais de cálcio e limalha de cobre (malaquita).  A arte do afresco praticada nos tempos clássicos foi descrita por Vitrúvio ( De Architectura ) e Plínio, o Velho ( Naturalis Historia ). Uma parede foi preparada pela aplicação de 1-3 camadas de argamassa (cal e areia) seguidas de 1-3 camadas de cal misturadas com mármore de pó fino; pigmentos coloridos foram aplicados enquanto a parede ainda estava úmida. Às vezes, tempera e cera líquida eram adicionadas após a secagem da parede. Quatro estilos "Pompeianos" de decoração de paredes pintadas, que aparecem em toda a Itália e no mundo romano, foram identificados por August Mau ( Pompeia, Sua Vida e Arte ), no final do século XIX. O Primeiro Estilo ("Incrustação") originou-se no início do século 2 aC. É uma imitação de folheado de mármore, em que a decoração pintada lembra lajes de mármore colorido. Este estilo representa as aspirações culturais de uma classe média em ascensão e foi inspirado na decoração em mármore real das paredes interiores do palácio grego helenístico. Exemplo: Casa Samnita, Herculano . O Segundo Estilo começou no início do século I AC. Este estilo abriu a parede, proporcionando uma ilusão de janelas e pórticos que davam para cenas imaginárias, geralmente emolduradas por colunas e arquitraves pintadas . A arquitetura pintada neste estilo tendia para o pesado e substancial, com perspectiva multiponto, às vezes dando um efeito semelhante ao de Escher. Exemplos no Estilo II incluem as pinturas da Odisseia de uma casa romana no Esquilino (agora no Vaticano), a Villa de Lívia em Prima Porta (pinturas no Museo Nazionale Romano), a já mencionada Villa de Publius Fannius Synistor em Boscoreale, e o Vila dos Mistérios em Pompéia. O Terceiro Estilo ("ornamental") data do período augustano no final do século I aC. Abandonando a arquitetura realista e as vistas abertas do Estilo II, o Estilo III fechou as paredes para criar um efeito de "galeria de imagens". Normalmente, uma imagem central grande seria flanqueada por uma imagem menor de cada lado. A arquitetura torna-se atenuada, insubstancial e fragmentária; candelabros alongados geralmente substituem as colunas pintadas anteriormente. O Quarto Estilo aparece em Pompéia após o terremoto de 62 DC e continu a no mundo romano até o século II DC. O Estilo IV é heterogêneo e incorpora elementos de todos os estilos anteriores. A arquitetura torna-se mais realista e a parede tende a se abrir novamente, mas não tanto quanto no Estilo II. Desenvolvendo-se a partir do Estilo III, as pinturas ganham a ilusão de portabilidade ao serem colocadas em edículas trompe-l'oeil , telas e tapeçarias. Outros desenvolvimentos incluem a imitação de fundos de palco e um estilo "intrincado" que consiste em arabescos sobre fundo branco, como na Domus Aurea de Nero, em Roma. Os temas figurativos da arte romana - além do retrato - normalmente referem-se a mitos, lendas e rituais religiosos. Tal como acontece com as suas estátuas, os romanos copiaram ou imitaram muitas das suas pinturas de originais gregos helenísticos. Portanto, ao olhar para as pinturas romanas, é importante compreender o contexto mitológico e religioso da cultura clássica grega e romana. Os romanos eram pessoas de mentalidade literal, e deveríamos conhecer suas histórias para podermos ler sua arte como os romanos fizeram.
  • ETRÚRIA -  GRANDE E MAGNIFICA ESCULTURA EM CERÂMICA APRESENTANDO CABEÇA DE DIVINDADE PROVAVELMENTE DA DEUSA ARITIMI. ENCONTRADA EM VETULONIA, GROSSETO, ITÁLIA. RESQUÍCIOS DE POLICROMIA. 600 A 200 AC. 25 X 20 CMNOTA: A escultura etrusca foi uma das expressões artísticas mais importantes do povo etrusco , que habitou as regiões do Norte da Itália e do Centro da Itália entre cerca do século IX a.C. e o século I a.C.. A arte etrusca foi em grande parte uma derivação da arte grega , embora desenvolvida com muitas características próprias.  Dada a quase total falta de documentos escritos etruscos, um problema agravado pela escassez de informações sobre a sua língua - ainda em grande parte indecifrada - é na sua arte que se encontram as chaves para a reconstrução da sua história, embora o grego e as crônicas romanas também são de grande ajuda. Tal como a sua cultura em geral, a escultura etrusca tem muitos aspectos obscuros para os estudiosos, sendo objecto de controvérsia e obrigando-os a propor as suas interpretações sempre de forma hesitante, mas o consenso é que fez parte do legado mais importante e original da arte italiana e até contribuiu significativamente para a formação inicial das tradições artísticas da Roma Antiga .  A visão da escultura etrusca como um todo homogêneo é errônea, havendo variações importantes, tanto regionais quanto temporais.  A origem dos etruscos é objeto de controvérsia desde a antiguidade. Heródoto acreditava que eles eram descendentes de populações vindas da Anatólia antes de 800 aC, que deslocaram os habitantes anteriores,  embora Dionísio de Halicarnasso os tivesse como autóctones. A investigação moderna também não chegou a um consenso e os especialistas acabaram por considerar esta questão insolúvel, passando a estudar como a sociedade estava organizada, e não de onde vieram.  O que se sabe com certeza é que em meados do século VII a.C. as suas principais cidades já tinham sido fundadas, iniciando imediatamente um período de expansão territorial que acabou por dominar uma grande região mais ou menos no centro da península Itálica. , indo do Vêneto e da Lombardia ao Lácio e à Campânia , o que se chamou de Etrúria .  Contudo, nos séculos seguintes as suas conquistas foram ameaçadas e vários povos italianos conseguiram que os seus avanços fossem remetidos. Finalmente, os seus últimos redutos foram tomados pelos romanos, que absorveram a sua cultura e provocaram a sua dissolução. No seu auge, os etruscos eram o povo mais poderoso da Itália pré-romana e estabeleceram uma civilização próspera com uma grande produção agrícola, uma frota poderosa, um comércio florescente cobrindo grande parte do Mar Mediterrâneo e uma cultura única, onde a arte desempenhou um grande papel. papel, tendo grande influência na formação inicial da arte da Roma Antiga . A sua presença em Itália é assumida a partir do século IX a.C., mas as inscrições em monumentos e objetos, que proporcionam maior certeza na sua datação, só aparecem por volta de 700 a.C.. Embora partilhassem uma cultura comum, os etruscos não formavam uma unidade política coerente e a sua organização social era semelhante ao sistema polis grego , eles até lutaram entre si também. Não existem textos literários etruscos sobreviventes, a sua história pode ser recuperada diretamente a partir de evidências arqueológicas, mas muito do que se sabe foi contado pelos gregos e romanos. Tito Lívio fala de uma sociedade de povo etrusco composta por cunhados (consangüíneos),  sodales  (irmãos de armas) e clientes (pessoas que ofereceram seus serviços e esperavam receber proteção de seus patronos.)
  • SEKHEMET  ESCULTURA REPRESENSTANDO A DEUSA SEKHEMET CONSTRUIDA EM PASTA DE PEDRA (GRÃOS DE QUARTZO EM PÓ FINO FUNDIDOS COM PEQUENAS QUANTIDADES DE ÁLCALI E/OU CAL POR MEIO DE AQUECIMENTO PARCIAL). A DEUSA TEM CABEÇA DE LEOA, PERUCA LONGA TRIPARTIDA. 19 DINASTIA, CIRCA DE 1200 AC. ENCONTRADA EM TEBAS EPOCA SAÍTA, 700 AC. 8 CM  ALTURANOTA: Sekhmet, cujo nome significa a Poderosa, era associada à magia, ao sol, à guerra, às pestes e à cura; os sacerdotes da deusa podem ser vistos como a primeira comunidade de médicos que existiu no mundo antigo, segundo estudiosos.Numa versão de um antigo mito, ela foi enviada à terra pelo deus Rá a fim de exterminar a humanidade, e só teria sido impedida após ser embebedada com cerveja avermelhada, acreditando que estava tomando sangue humano.Sua força e proteção eram invocadas em hinos e fórmulas mágicas, como numa passagem do Capítulo 164 do Livros dos Mortos: Salve ó tu, Sekhmet-Bastet-Rat, senhora dos deuses () única que está na fronte de seu pai; não há deuses mais eminentes do que ela; grande de magia na barca dos milhões de anos, prestigiosa de aparição no lugar do silêncio (). /Glória a ti, que és mais corajosa que os deuses!. Muitas eram as divindades felinas egípcias, sendo Sekhmet uma das mais conhecidas e importantes. Seu centro de culto principal ficava em Mênfis, onde fazia tríade com Ptah (esposo) e Nefertem (filho). O leão (leoa no caso!) era o principal animal sagrado associado a ela. Leões foram mumificados no Egito antigo e os casos conhecidos de enterramentos desses régios felinos são relativamente raros, incluindo achados em cemitérios em Saqqara e Abydos.
  • ESCULTURA VOTIVA DE TOURO DEDICADA A  PTAH. CONSTRUIDA EM PASTA DE PEDRA (GRÃOS DE QUARTZO EM PÓ FINO FUNDIDOS COM PEQUENAS QUANTIDADES DE ÁLCALI E/OU CAL POR MEIO DE AQUECIMENTO PARCIAL). EGITO,  ÉPOCA TARDIA 664-332 a.C. ENCONTRADA EM MENPHIS. 7 X 6 CMNOTA:  A adoração do touro Apis é atestada já na Dinastia I. Indiscutivelmente, o Apis, ao contrário de muitos animais sagrados no Egito, não era apenas favorecido por uma certa divindade, mas era considerado uma divindade por direito próprio. Um único representante vivo foi alojado perto do templo de Ptah, em Memphis. O touro selecionado para esta importante função tinha certas marcas coloridas, como um triângulo branco na testa e manchas pretas semelhantes a pássaros alados ou escaravelhos no corpo. O touro é frequentemente mostrado, como aqui, usando um grande disco solar, uma coleira com faixas e um pano retangular decorado nas costas. O touro Apis participava de cerimônias de fertilidade e regeneração. Quando morreu, foi embalsamado e enterrado com todas as honras; naquela época, um novo touro com as marcações exigidas foi selecionado. Começando com o reinado de Amenhotep III (13901352 aC) na Dinastia 18, o local dos sepultamentos de Apis gradualmente se tornou um enorme e crescente sistema subterrâneo de câmaras chamado Serapeum na necrópole de Menfita, Saqqara. O touro era tão venerado que até as mães dos touros Apis tinham seu próprio culto e cemitério
  • FRAGMENTO DE ESCULTURA VOTIVA COM FEITIO DE GATO. OFERENDA A BASTES, A DEUSA COM CABEÇA DE GATO QUE CONFERIA PROTEÇÃO, BOA SAÚDE E FERTILIDADE. CONSTRUIDA EM PASTA DE PEDRA (GRÃOS DE QUARTZO EM PÓ FINO FUNDIDOS COM PEQUENAS QUANTIDADES DE ÁLCALI E/OU CAL POR MEIO DE AQUECIMENTO PARCIAL) EPOCA SAÍTA, 700 AC. 10 CM ALTURANOTA: Bastet era provavelmente a mais conhecida das divindades felinas do Egito e era uma contraparte benevolente de Sekhmet, a deusa da destruição com cabeça de leão. Juntos, ilustram a natureza complexa dos gatos que os egípcios tanto admiravam: por um lado, podiam ser graciosos, vigilantes e férteis; por outro, podem ser agressivos, destrutivos e implacáveis.Embora as primeiras representações de Bastet a mostrem como uma leoa, mais tarde ela assumiu a forma de um gato doméstico ou de uma mulher com cabeça de gato. Amplamente popular em todo o Egito, o centro do seu culto era a cidade de Bubastis, ao norte do atual Cairo. Milhares de fiéis viajavam para lá todos os anos para um festival em sua homenagem, onde se bebia mais vinho do que em um ano inteiro, segundo o historiador grego Heródoto. Aqueles que buscavam o favor de Bastet deixavam oferendas votivas, como estatuetas ou múmias de gatos em vasos de madeira ou bronze, em seu templo. O arqueólogo suíço Édouard Naville descobriu milhares de gatos mumificados em Bubastis durante as suas escavações na década de 1880.
  • Continuaremos a apresentar elementos da COLEÇÃO ARQUEOLÓGICA DAS CIVILIZAÇÕES EGIPCIA, ETRUSCA E ROMANA DO DR. ANTONIO MELILO. Essas peças inicialmente integraram a COLEÇÃO DO DR. CARLOS M. FERREIROZ DIAZ, médico espanhol radicado em Buenos Ayres na segunda metade do Sec XX. Era um reputado Arqueológo, Egiptóligo e também especialista em civilizações Pré Colombianas. Esses itens participaram de uma Exposição em Buenos Ayres com curadoria da ORGANIZACION INTERNACIONAL NUEVA ACRÓPOLIS fundada por Jorge Angel Livraga. Toda a descritiva dos artefatos foi feita pelo Dr. Ferreiroz. Iniciaremos com o lote que segue: IMPÉRIO MÉDIO EGÍPCIO - FRAGMENTO DE  ESTELA FUNERÁRIA EM  PASTA DE PEDRA (GRÃOS DE QUARTZO EM PÓ FINO FUNDIDOS COM PEQUENAS QUANTIDADES DE ÁLCALI E/OU CAL POR MEIO DE AQUECIMENTO PARCIAL.) REPRESENTA OSIRIS, ESPOSO DE ISIS, DEUS DOS MORTOS COM O LÁTEGO E O GANCHO. AO LADO DELE EM PE ESTA BHUTO A COBRA SAGRADA. NA FRENTE DE BHUTO ESTÁ O OFETANTE COM UM VASO DE OFERENDAS AOS DEUSES. IMPÉRIO MÉDIO 2100 A 1700 ac. 16 X 16 CM
  • DOM PEDRO GASTÃO DE ORLEANS E BRAGANÇA (1913-2007) NETO DA PRINCESA ISABEL  O CASTELO DEU  AQUARELA SOBRE PASTEL. EX COLEÇÃO DO ARTISTA.  DOM PEDRO GASTÃO NASCEU DURANTE A VIGÊNCIA DO BANIMENTO DA FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA, NA PROPRIEDADE DE SEUS AVÓS PATERNOS, O CASTELO D'EU, PEDRO GASTÃO CHEGOU AO BRASIL AOS NOVE ANOS DE IDADE, NO ANO DE 1922, QUANDO A LEI DO BANIMENTO FOI REVOGADA PELO ENTÃO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EPITÁCIO PESSOA. AO NASCER, SEU TIO LUÍS MARIA FILIPE DE ORLÉANS E BRAGANÇA JÁ DETINHA O TÍTULO DE PRÍNCIPE IMPERIAL DO BRASIL E SEU PRIMO PEDRO HENRIQUE DE ORLÉANS E BRAGANÇA O DE PRÍNCIPE DO GRÃO-PARÁ. AO LONGO DE SUA ADOLESCÊNCIA, O PRÍNCIPE VIVEU ENTRE A FRANÇA NATAL E O BRASIL, AONDE VEIO ALGUMAS VEZES.PEDRO GASTÃO CONCLUIU SEUS ESTUDOS NA EUROPA E CASOU-SE COM A INFANTA MARIA DE LA ESPERANZA DE ESPANHA, NA SICÍLIA, EM 1944. ESTABELECEU-SE NO BRASIL A PARTIR DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E FOI VIVER NA CIDADE DE PETRÓPOLIS, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LÁ, SE TORNOU UMA DAS FIGURAS MAIS POPULARES DA FAMÍLIA IMPERIAL, PRINCIPALMENTE APÓS A MORTE DE SEU PAI. MORANDO NO PALÁCIO DO GRÃO-PARÁ, ANTIGO ALOJAMENTO DOS SEMANÁRIOS DO MUSEU IMPERIAL, ELE PASSOU A SER CONHECIDO COMO O "PRÍNCIPE DE PETRÓPOLIS".23 X 30 CMNOTA: Quando  o golpe republicano pôs fim ao império  no Brasil em 15 de novembro de 1889,  o Imperador e seus familiares partiram para o exílio na Europa. Depois de chegar ao velho continente, a Princesa Isabel nunca mais retornaria ao Brasil em vida. Conta em seu livro de memórias, a Condessa de Paris, neta e também  homônima da Princesa Isabel ,  que quando era criança em um dos aniversários da avó decorou e recitou a pedido de seus pais, a  POESIA CANÇÃO DO EXÍLIO de Gonçalves Dias para homenagear Dona Isabel em sua data natalícia. A canção, no entanto, não trouxe a alegria esperada e a princesa começou a chorar. Mais: sua neta guardou em suas memórias que foi neste dia que viu, pela primeira vez, um adulto chorando. A princesa Isabel olha-me com seus bons olhos azuis, tão claros e sorridente, inicialmente tão encorajadores e depois, repentinamente, cheios de lágrimas Eu estava consternada porque acreditava ter-lhe causado um mal. Não sabia o que o exílio podia fazer chorar, assinalou a Condessa de Paris. O CASTELO DEU até 1945 foi o lar da Família Imperial Brasileira em seu exílio na França. Foi então adquirido pelo milionário Assis Chateaubriand, que pretendia fazer da construção a sede da "Fundação Dom Pedro II", um instituto de auxílio a estudantes brasileiros na Europa, que jamais saiu do papel. Adquirido pelo governo municipal de Sena Marítimo em 1961, o Castelo d'Eu reabriu em 1973, passando a abrigar a Casa da Câmara e o chamado Musée Louis-Philippe, este último destinado a preservar a memória dos príncipes e da monarquia. Em seu acervo encontram-se peças pertencentes à Família Imperial Brasileira. Vide nos créditos extras desse lote uma imagem do CASTELO DEU durante visita da RAINHA VICTORIA da Inglaterra em 1847 e também imagem do interior do castelo na época em que que vivia lá a Princesa Isabel.  CANÇÃO DO EXÍLIO  GONÇALVES DIAS  1847 Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá;As aves, que aqui gorjeiam,Não gorjeiam como lá ()Não permita Deus que eu morra,Sem que eu volte para lá;Sem que disfrute os primoresQue não encontro por cá;Sem quinda aviste as palmeiras,Onde canta o Sabiá.
  • A MUITO HEROICA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO - PARIS  MARCEL MOUILLOT, 1965, 1ª EDIÇÃO ORIGINAL. TEXTOS E SELEÇÃO DE DOCUMENTOS POR GILBERTO FERREZ. EX LIBRES DA BIBLIOTECA DO  ESCRITOR ARNALDO MACHADO. TIRAGEM DE 1.000 EXEMPLARES, NUMERADOS DE 1 A 1.000 E 100 EXEMPLARES, FORA DO COMÉRCIO, NUMERADOS EM ALGARISMOS ROMANOS, RESERVADOS À COMISSÃO ORGANIZADORA E AOS COLABORADORES, SENDO QUE AS MATRIZES QUE SERVIRAM PARA A ILUSTRAÇÃO FORAM DESTRUÍDAS. ESTE É O EXEMPLAR Nº 973. QUATRO SÉCULOS DE EXPANSÃO E EVOLUÇÃO. INICIATIVA DE RAYMUNDO DE CASTRO MAYA EM COMEMORAÇÃO DO IVº CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO DA CIDADE. TEXTOS E ORGANIZAÇÃO DE GILBERTO FERREZ. EXECUTADO EM PARIS SOB A DIREÇÃO DE MARCEL MOUILLOT. EDITADO POR RAYMUNDO DE CASTRO MAYA, CANDIDO GUINLE DE PAULA MACHADO, FERNANDO MACHADO PORTELLA, BANCO BOAVISTA SA 1965. ENCADERNAÇÃO DO EDITOR EM PERCALINA COM GRAVAÇÃO A OURO NA CAPA ANTERIOR. ILUSTRADO COM UMA VASTA E INTERESSANTE SELEÇÃO DE AGUARELAS, GRAVURAS, MAPAS, DOCUMENTOS E FOTOS, TANTO A CORES, COMO A PRETO E BRANCO. IMPRESSO SOBRE PAPEL MUITO INCORPADO E DE QUALIDADE PURO LINHO FILIGRANADO COM AS ARMAS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. O TEXTO FOI IMPRESSO NO MANUAL ANTERIOR. AS REPRODUÇÕES EM FOTOTIPIA; A CORES COLORIDAS À MÃO PELO PROCESSO AU POCHOIR NO ATELIER DART LIBIS E NOS ÉTABLISSEMENTS NERVET.  ICONOGRAFIA DE QUALIDADE QUE DOCUMENTA QUATRO SÉCULOS DE HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO, ATRAVÉS DE UMA VASTA E INTERESSANTE SELEÇÃO DE AGUARELAS, GRAVURAS, MAPAS, DOCUMENTOS E FOTOS. CONTÉM UM ÍNDICE DAS ILUSTRAÇÕES NAS ÚLTIMAS PÁGINAS NÃO NUMERADAS. NOTA: À época do estabelecimento do sistema de Capitanias Hereditárias no Brasil, a região da baía do Rio de Janeiro (mais tarde, renomeada para baía de Guanabara) foi entregue a Martim Afonso de Souza e compunha o 1º lote ou a porção setentrional da Capitania de São Vicente, cujo território ia da atual cidade de Macaé até a atual cidade de Caraguatatuba, e era separada do 2º lote ou da porção meridional da Capitania de São Vicente pela Capitania de Santo Amaro (de Caraguatatuba a Bertioga). A região norte do atual Estado do Rio de Janeiro compunha a Capitania de São Tomé ou Capitania da Paraíba do Sul, e foi entregue inicialmente a Pero de Góis.No entanto, as primeiras tentativas de colonização portuguesa tanto na parte setentrional de São Vicente quanto em São Tomé acabaram fracassando, em virtude da hostilidade dos tamoios (os índios tupinambás da Guanabara) e dos goitacás (índios tapuias da região de Campos). Em 1555, os tamoios fizeram uma aliança com a coroa francesa e autorizaram que os franceses estabelecessem uma colônia na margem ocidental da baía de Guanabara, sob o comando do almirante e cavaleiro templário Nicolas Durand de Villegagnon. Essa colônia recebeu o nome de "França Antártica" e tinha como capital Henriville (cidade de Henrique), localizada no atual bairro do Flamengo na Zona Sul da capital fluminense.Visando a evitar esta ocupação e a assegurar a posse do território para a Coroa Portuguesa, foi fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1.º de março de 1565, por Estácio de Sá, no morro do Cara de Cão, na atual bairro da Urca. Estácio de Sá pode ser considerado o primeiro governador-geral do Rio de Janeiro, no período colonial. Entre o grupo de fundadores, incluía-se também Dom Antônio de Mariz e o Padre José de Anchieta, que participou dos preparativos para a tomada do Rio de Janeiro e mais tarde da organização das primeiras vilas no recôncavo da Guanabara e na sua margem oriental, como, por exemplo, a vila de São Lourenço dos Índios do Rio de Janeiro (atual cidade de Niterói). Como a região foi recuperada por uma conquista bélica patrocinada pela coroa, a sua propriedade foi revertida para a família real portuguesa (deixando de ser, portanto, uma capitânia hereditária da família Souza). Em decorrência desse fato, a Capitânia de São Vicente Setentrional passou a chamar-se Capitania Real do Rio de Janeiro, tornando-se a segunda capitânia real da América Portuguesa (após a da Bahia de Todos os Santos, em 1548). Diferentemente das capitanias donatárias, as capitanias reais possuíam administradores indicados pela coroa e não proprietários.Mais tarde, em 1621, por iniciativa do governador Martim Correia de Sá, que concedeu sesmarias na região de Campos dos Goytacazes, a antiga Capitânia de São Tomé foi povoada e por fim anexada a do Rio de Janeiro, dando a ela uma forma muito parecida a do atual Estado do Rio de Janeiro. A Carta Régia de 30 de junho de 1642, passada pela Chancelaria de D. João IV, outorgou o título de "a muy heróica e leal cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro", conferindo aos cidadãos do Rio o título de "homens bons do Porto", o que lhe assegurava os mesmos direitos e privilégios dos cidadãos de Lisboa e do Porto. Em 1763, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a sede do Vice-reino do Brasil e a capital da colônia. Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, na época da tomada da Península Ibérica por Napoleão Bonaparte, a região foi muito beneficiada com reformas urbanas para abrigar a Corte portuguesa. Dentro das mudanças promovidas, destacam-se: a transferência de órgãos de administração pública e justiça, a criação de novas igrejas, hospitais, quartéis, fundação do primeiro banco do país  o Banco do Brasil  e a Imprensa Régia, com a Gazeta do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes também surgiram o Jardim Botânico, a Biblioteca Real (hoje Biblioteca Nacional) e a Academia Real Militar, antecessora da atual Academia Militar das Agulhas Negras.
  • RENÉ DUGUAY-TROUIN (1673-1736) E O SEQUESTRO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO EM 1711.  DOCUMENTO INTITULADO MEMORIA DOS SERVIÇOS  PRESTADOS POR LA BICHE DE REIGNEFOR BRIGADIER DES GARDES DE LA MARINE. REDIGIDA EM PAPEL DE LINHO EM 1715 E  DIRIGIDA  A LOUIS DE BOURBON CONDE DE TOULOUSE (1678-1737), ALMIRANTE DE FRANCE, ULTIMO FILHO BASTARDO  DE LOUIS XIV E DA MADAME DE MONTESPAN (ALMIRANTE DA FRANÇA DESDE OS CINCO ANOS DE IDADE). O DOCUMENTO TEM CARIMBO DA COLEÇÃO DO GABINETE DE DHOZIER, CHARLES -RENE DHOZIER (1640-1732), HISTORIADOR FRANCES. NA CARTA ESCRITA EM 1715 O MARINHEIRO LA BICHE DE REIGNEFERT DESCREVE OS SERVIÇOS QUE PRESTOU E MISSÕES QUE PARTICIPOU EM NOME DO REI DA FRANÇA. EM MEIO A SUA NARRATIVA ESTÁ O RELATO DE SUA PARTICIPAÇÃO NO SEQUESTRO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO EM 1711 E QUE AO FINAL TENDO DESTACADA PARTICIPAÇÃO NÃO FOI RECONHECIDO NEM RECEBEU RECOMPENSA: CETTE CAMPAGNE SINIT AU MOIR DAOST 1710, JE CONTINUAY DE SERVIR DANS DAOST JUSQEM 1711 AU MOIS DE MAY QUE JE SUS DELACHE POUR SERVIR LOFFICIER SUR LE VAISSEAU DU ROY LSIGLE POUR LA CAMPAGN DE REOGANERO DANS LESCADRE DE DUGUAY-TROUIN, DANS LA DESCENTE JESTOIEX LIEUTERANT DINFANTERIE  ET ME SUIS TROUNE DANS TOUS LES DETACHEMENTS QUI SE SONT FIELS  CEPENDANT JAY ENCORE EU LE MALHEUR DETRE OUBLIE DANS CETTE OCCASION. TRADUÇÃO: ESTA CAMPANHA COMEÇOU EM MAIO DE 1710, CONTINUEI A SERVIR EM AOST ATÉ 1711, NO MÊS DE MAIO, QUANDO FUI LIBERADO PARA SERVIR COMO OFICIAL NO NAVIO DO REI EU SEGUI PARA A CAMPANHA DE REOGANERO ( RIO DE JANEIRO) NA 'ESQUADRA DE DUGUAY- TROUIN, NO DESEMBARQUE ERA TENENTE DE INFANTARIA E ESTIVE EM TODOS OS DESTACAMENTOS QUE DISPARARAM, PORÉM AINDA TIVE O INFORTUNHO DE SER ESQUECIDO NESTA OCASIÃO. NO TEXTO APÓS APRESENTAR SEUS SERVIÇOS PRESTADOS EM AÇÕES DE CORSÁRIO RECORDA QUE SERVIU NA COSTA DA AMÉRICA, SANTO DOMINGOS, BARBADOS, COSTA DA GUINÉ E SOBRE AS ORDENS DO GENERAL BLENAC TEVE UMA OPORTUNIDADE PRAZEIROSA DE COMANDAR UMA FRAGATA PRO SEIS SEMANAS, O QUE O DEU ESPERANÇA DE ENCONTRAR ALGUMA OPORTUNIDADE PARA SER RECONHECIDO E DISTINGUIDO POR SUA ALTEZA SERENÍSSIMA (O CONDE). FINALMENTE PEDE PERMISSÃO PARA EMBARCAR NA FRAGATTA LA PRINCESSE QUE SEGUIA EM CAMPANHA PARA SANTO DOMINGO E TERMINA RENDENDO SEUS RESPEITOS A VOSSA ALTEZA SERENÍSSIMA. LE BICHE REIGNEFORT TEVE UMA CARREIRA DE SUCESSO NA MARINHA DE LOUIS XIV E LOUIS XV, FOI GUARDA NAVAL EM ROCHEFORT, FOI SUB MARINHEIRO, MARINHEIRO, LIDER DE BRIGADA, CAPITÃO NA MARTINICA EM 1724, MAJOR EM ILLE A VACHES E TENENTE DO REI. APARENTEMENTE SUA CARTA PARA O CONDE DE TOULOUSE PARECE QUE SURTIU OS EFEITOS DESEJADOS...MORREU EM 10 DE JUNHO DE 1734. MAS PARA NÓS O MAIS RELEVANTE EM SUA CARREIRA FOI A PARTICIPAÇÃO NO SEQUESTRO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO EM SETEMBRO DE 1711. NESSA DATA CORSÁRIOS (PIRATAS A SERVIÇO DO REI) SEQUESTRARAM POR DOIS MESES A CIDADE DO RIO DE JANEIRO UM ANO ANTES JÁ HAVIAM TENTADO, SEM SUCESSO, TOMAR A CIDADE. O PRINCIPAL CHAMARIZ ERA O OURO QUE CHEGAVA AO PORTO DO RIO PARA SER LEVADO A PORTUGAL. DESDE 1698, QUANDO A EUROPA SOUBE DA GRANDE DESCOBERTA DE OURO NAS MINAS GERAIS E DA MIGRAÇÃO DE GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO PARA O INTERIOR DO BRASIL, A CIDADE PASSOU A SER ALVO DE PIRATAS E CORSÁRIOS DE PAÍSES QUE NÃO ERAM ALIADOS DO REINO DE PORTUGAL, COMO A FRANÇA. O RIO DE JANEIRO FOI ATACADO POR UMA FROTA DE 17 NAVIOS COMANDADA PELO CORSÁRIO FRANCÊS RENÉ DUGUAY-TROUIN (1673-1736) QUE, COM APOIO E PERMISSÃO DO REI LUÍS XIV (1638-1715), VINHA SAQUEANDO NAVIOS MERCANTES E DE GUERRA POR ONDE PASSASSE. APESAR DO ÓBVIO INTERESSE ECONÔMICO NA TOMADA DO RIO DE JANEIRO, O CORSÁRIO JUSTIFICAVA SUA INVASÃO PELA CRUELDADE COM QUE OS PORTUGUESES TERIAM TRATADO OUTRO CORSÁRIO FRANCÊS, JEAN-FRANÇOIS DUCLERC (?-1711), QUE TENTARA INVADIR A CIDADE UM ANO ANTES E FORA EXECUTADO NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. LINDO DOCUMENTO, COM BELA E CAPRICHADA CALIGRAFIA, FRANÇA, 1715, 32 CM DE ALTURANOTA: Em 1710, Duclerc foi impedido de entrar na Baía de Guanabara pelos canhões disparados dos fortes que protegiam a cidade. Rumou para o sul, até Guaratiba, tentou tomar a cidade por terra, mas foi impedido pelas forças portuguesas e pela população. Os que não foram mortos, terminaram presos.Desde então já era esperado um novo ataque francês à cidade e a invasão em 1711 não foi uma surpresa. A Inglaterra, aliada de Portugal, avisara que uma esquadra invasora francesa estava a caminho do Brasil e a cidade tinha reforçado sua defesa com quatro navios de guerra portugueses.Ainda assim, a invasão, que começou na noite de 11 de setembro, foi rápida e eficaz. Um vento forte deu velocidade à esquadra que se aproximava da entrada da baía de Guanabara e evitou que seus navios fossem alvo fácil dos canhões. A neblina da manhã também ajudou e, no dia seguinte, a esquadra já havia invadido a baía e começado a bombardear a cidade.No mesmo dia, os franceses explodiram o forte da ilha de Villegaignon, dentro da baía, e no dia seguinte tomaram a Ilha das Cobras, onde Duguay-Trouin mandou colocar canhões para bombardear a cidade. Tropas francesas desembarcaram no Saco do Alferes e na Praia Formosa. A essa altura, muitos começaram a fugir da cidade em direção ao interior. Na época, o Rio de Janeiro tinha uma população de 12 mil habitantes.No dia 21 de setembro, Duguay-Trouin ordena o ataque final à cidade, por mar e terra. "Eis senão quando, foi esse plano inteiramente transtornado, por duas causas: primeira, o desabar de terrível borrasca, com raios e trovões, seguida de copiosíssimo aguaceiro, que, ensopando d'água nossas tropas, não lhes permitiu fazer uso das armas de fogo. A segunda, foi que, cerca da meia noite, tendo os inimigos se apercebido do nosso desembarque, fingindo socorrer ao Mosteiro de S. Bento, por completo abandonaram não só esse ponto, mas igualmente, toda a praça, não obstante tão terrível tormenta, fugindo para longínquas montanhas que cercam a cidade. Passou a reinar, então, em suas hostes, tamanha confusão e desordem, que, pelos caminhos e picadas que àqueles lugares conduzem, inteiramente alagadas e tomadas por impetuosas e fortíssimas torrentes, numerosas criaturas pereceram afogadas no turbilhão das águas. O próprio governador, com vários de seus ajudantes e o restante da guarnição, presas de um terror pânico, temendo serem capturados e tratados sem nenhuma compaixão e piedade, conforme ameaças que lhes haviam sido feitas, e que, no íntimo, julgavam realmente merecer, pelas crueldades praticadas com nossos compatrícios, covarde e miseravelmente desertaram seus postos, deixando em completo abandono o Rio de Janeiro, com tudo quanto nele existia ao nosso arbítrio", escreveu o tenente Louis Chancel de Lagrange (1678-1747), que integrava a esquadra do corsário francês, em seu relato A Tomada do Rio de Janeiro em 1711 por Duguay-Trouin, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1966.É esse dia de tempestade que mostra a gravura acima, pertencente ao álbum Recueil de combats et d'expéditions maritimes, contenant des Vues perspectives et pittoresques de ces combats, les plans particuliers des continens, isles et ports à la vue desquels, ils ont eu lieu, le texte explicatif de chaque sujet, publicado na França em 1797, com gravuras e textos do engenheiro e designer naval francês Nicolas Marie Ozanne (1728-1811). O álbum, dirigido a estudiosos da marinha e de construções navais, reúne informações que glorificam a marinha francesa em diferentes lugares e momentos históricos, desde 1625 até 1778.Depois da triste debandada da população e do total domínio do Rio de Janeiro, o corsário francês impôs um preço altíssimo para deixar o Rio de Janeiro: 2 milhões de libras francesas. Os portugueses, sem muito dinheiro em seus cofres brasileiros, pechincharam o quanto puderam e a negociação, feita à distância, levou semanas, durante as quais os franceses foram saqueando tudo o que viam pela frente. Duguay-Trouin ameaçava queimar toda a cidade, mas somente em 28 de outubro o capitão-governador do Rio de Janeiro, Francisco Castro Morais, cedeu, quando convenceu a população toda a ajudar a pagar o resgate os franceses.
  • REVOLUÇÃO FRANCESA  GENERAL JACQUES FRANÇOIS DUGOMMIER -BREVET DE GARDE NATIIONALE. RARO PERGAMINHO DE ALISTAMENTO DE SOLDADO DA GUARDA NACIONAL REVOLUCIONARIA.  ASSINADO PELO GENERAL JACQUES FRANÇOIS DUGOMMIER E DATADO DE 1793. NO AUGE DO PERÍODO DO TERROR DA REVOLUÇÃO FRANCESA ANO EM QUE FORAM GUILHOTINADOS MARIA ANTONIETA E O REI LOUIS XVI, SOMAM-SE  AO GUILHOTINAMENTO DOS MONARCAS  O DE MAIS 17000 PESSOAS ENTRE NOBRES, BURGUESES, MEMBROS DA ADMINISTRAÇÃO REAL E TODOS AQUELES CONSIDERADOS PELO TRIBUNAL DO TERROR COMO INIMIGOS DA REVOLUÇÃO.  ESTE LINDO DOCUMENTO FOI PRODUZIDO. EM PERGAMINHO E É DECORADO COM ÁGUAS FORTES DISTRIBUÍDAS SEGUINDO  A SEGUINTE CONFIGURAÇÃO: NO ALTO PRESIDINDO O DOCUMENTO UM SOL EM FEITIO DE LAURÉU COM INTERIOR CONTENDO AS INSCRIÇÕES LA NATION (A NAÇÃO), LA LOI (A LEI) E ABAIXO DA PALAVRA LEI ONDE ORIGINALMENTE  HAVIA  A EXPRESSÃO LE ROY (O REI)  USADA ATÊ 1790 QUANDO SE INICIOU A REVOLUÇÃO HOUVE A SUBSTITUIÇÃO DO TERMO POR DUAS PALAVRAS LIBERTE EGALITE (LIBERDADE, IGUALDADE), É NÍTIDO QUE AS PALAVRAS QUE SUBSTITUIRAM A MENÇÃO AO REI , NÃO SE ENCAIXAM EM SIMETRIA COM AS DEMAIS ONDE FORAM ACOMODADAS FOI UMA ESPÉCIE DE MALABARISMO ARTÍSTICO PARA SUPRIMIR A PALAVRA REI QUE EM 1793 FOI DECAPITADO (PORTANTO ABOLIDA A MONARQUIA COISA QUE NÄO ERA O OBJETIVO NO PRINCÍPIO DA REVOLUÇAO). EM TORNO DO SOL E SEUS RAIOS NUVENS CONTÉM EXPRESSÕES EM FLAMULAS QUE TRADUZIDAS SIGNIFICAM: ABOLIÇÃO DOS DIREITOS FEUDAIS, LIBERDADE DE IMPRENSA, ASSIGNATS (TITULOS MONETÁRIOS REVOLUCIONARIOS ALGO COMO UM PAPEL MOEDA DA REVOLUÇÃO), CRIAÇÃO DOS TRIBUNAIS (TRIBUNAIS DO TERROR). E DIREITOS HUMANOS. NAS LATERAIS OBELISCOS COM REPRESENTAÇÕES MITOLOGICAS E REVOLUCIONARIAS: HÉRCULES COM UMA CLAVA, THEMIS A JUSTIÇA, TROFÉUS, GALO, ALEGORIA DA FEDEREÇÃO DE 14/1/1790 COM OS LEMAS) OS HOMENS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, CONFEDERAÇÃO DOS FRANCESES EM 14 DE JULHO DE 1790. NA BASE DO OBELISCO DA ESQUERDA ESTÁ REPRESENTADA A QUEDA DA BASTILHA E A EXPRESSÃO  VIVA LIVRE OU MORRA / LIBERDADE CONQUISTADA EM 14 DE JUNHO DE 1789. NA PARTE INFERIOR DO PERGAMINHO A DEUSA FAMA ESTÁ SENTADA SOBRE UM TAMBOR TOCANDO UMA TROMBETA E CERCADA POR MAÇAS D'ARMAS, MACHADOS, CANHÕES E BANDEIRAS E FINALMENTE A MENSAGEM : QUEM SERVE BEM AO SEU PAÍS NÃO PRECISA DE ANTEPASSADOS (CLRA ALUSÃO DE NEGAÇÃO DA NOBREZA). AS XILOGRAVURAS SÃO ASSINADAS POR NICOLAS: "EM PARIS,  NICOLAS, RUE ST HONORÉ, PERTO DO ORATÓRIO, Nº108". NICOLAS INV. NAS DUAS EXTREMIDADES A EXPRESSÃO: VU POR NOUS (VISTO POR NÓS). O TEXTO TRAZ A SEGUINTE INSCRIÇÃO: NÓS, ABAIXO ASSINADOS, DECLARAMOS E ATESTAMOS A QUEM INTERESSAR QUE O SR               NATURAL DE           , DEPARTAMENTO DE                 / FOI REGISTRADO E SERVE COMO SOLDADO DA GUARDA NACIONAL E QUE JUROU SER FIEL À NAÇÃO, À LEI, E MANTER COM TODO O SEU PODER A  LIBERDADE E A IGUALDADE  DATADA DE 1793  E ASSINANDA PELO GENERAL DUGOMMIER. FRANÇA, 1793, 32 X 25 CM NOTA: Dugommier foi um general da Revolução Francesa que tinha experiência militar anterior durante a Guerra dos Sete Anos. Ele inicialmente ingressou no exército em 1753, quando ingressou em uma companhia de cavalheiros cadetes das colônias em Rochefort. Depois de servir nas baterias navais de La Rochelle e da Ilha de Rhé, treinou uma companhia de recrutas de infantaria e depois os levou para a Martinica em 1758. Em 1759 ajudou a defender Guadalupe dos britânicos e depois retornou à França. Alguns anos depois, Dugommier retornou a Guadalupe, onde permaneceu por algum tempo. Em 1778, ele reuniu e equipou uma unidade de cinquenta voluntários e depois os levou na expedição de d'Estaing para tomar Santa Lúcia. O ataque falhou, mas Dugommier se destacou e foi reconhecido como Cavaleiro de São Luís. Dois anos depois ele deixou o serviço militar. Em 1789, enquanto a Revolução estava em andamento na França, em Guadalupe, Dugommier foi escolhido como membro da Assembleia Nacional reunida localmente. Em 1790 viajou para a Martinica para ajudar os habitantes de Saint Pierre que se revoltavam contra a guarnição local. Depois de restabelecer a paz, decidiu regressar a Guadalupe com o governador e 300 voluntários, mas foram derrotados e recuados. Em 1791, Dugommier foi enviado a Paris como representante das Ilhas de Barlavento para se reunir com a Assembleia Legislativa. No ano seguinte, ele pediu para retornar ao serviço militar, e esse pedido foi atendido. Inicialmente, ele se juntou ao Exército da Itália em 1793 e derrotou as forças austríacas e da Sardenha em Gilette e Utelle naquele mês de outubro. No mês seguinte, foi nomeado général de division e encarregado do exército para retomar Toulon. Liderando pela frente, Dugommier foi ferido por dois golpes no braço e ombro direitos enquanto repelia uma investida. Seguindo o conselho inteligente de seu comandante de artilharia, Capitão Bonaparte , suas forças tomaram a cidade em pouco tempo. Dugommier foi eleito o primeiro dos quatro representantes da Martinica na Convenção Nacional. Sua próxima missão foi como comandante-chefe do Exército dos Pirenéus Orientais, do qual assumiu o comando em janeiro de 1794. Muito mais capaz do que seus antecessores, em abril Dugommier derrotou o general espanhol La Union em Monts Albères e em poucos dias mais tarde, seus homens tomaram acampamento em Boulou. No final de maio, ele foi ferido no ataque noturno ao Forte Saint-Elme, mas suas forças tomaram Collioure com sucesso. Naquele agosto, Dugommier foi novamente vitorioso, desta vez em Saint-Laurent de la Mouga, e então, em setembro, seus homens tomaram o Forte Bellegarde. Em novembro, como a Batalha de Montage Noire estava prestes a começar, um projétil de artilharia caiu ao lado dele enquanto ele tomava o café da manhã, matando-o.
  • PRINCESA ISABEL  BILHETE ESCRITO EM PAPEL COM CHANCELA DA PRINCESA ISABEL ( P.D.I SOB COROA IMPERIAL EM RELEVO) DESTINADO A SUA TIA A PRINCESA DONA FRANCISCA, IRMÃ DE DOM PEDRO II, ENCARREGADA DE PROCURAR PRETENDENTES PARA AS DUAS PRINCESAS BRASILEIRAS NAS CORTES EUROPÉIS. O BILHETE TRATA DE UMA ENCOMENDA DE VESTIDO PARA PRINCESA ISABEL. EXCERTOS DO TEXTO: MINHA QUERIDA CHICA, O VESTIDO PODE SER DE CAÇA, DE BARBATANA, DE BACALHAU OU DE MANTEIGA, CONTANTO QUE SEJA BRANCO. MUITAS DA PARTE DA MANA. ADEUS SUA AMIGA MUITO DO CORAÇÃO. ASSINA I. P (ISABEL PRINCESA). DEC.  DE 1860. 21 CM DE ALTURA
  • DOM PEDRO II   FACULDADE DE DIREITO DE SÃO PAULO (LARGO DE SÃO FRANCISCO) DOCUMENTO DE NOMEAÇÃO DO BACHAREL CARLOS GALVÃO MARIANNO BUENO COMO PROFESSOR DE PHILOSOFIA RACIONAL E MORAL DA FACULDADE DE DIREITO DE SÃO PAULO (LARGO DE SÃO FRANCISCO). O BACHAREL CARLOS GALVÃO MARIANNO (1834-1877). DATADO DE 7 DE FEVEREIRO DE 1877. EXCERTOS DO TEXTO:  ATENDENDO AO MERECIMENTO E HABLITAÇÃO QUE EM CONCURSO  DEMONSTROU O BACHAREL CARLOS GALVÃO MARIANNO BUENO PROFESSOR SUBSTITUTO DAS CADEIRAS DE RETHORICA, DE FILOSOPHIA RACIONAL E MORAL DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO CURSO PREPARATÓRIO DE ACESSO A FACULDADE DE DIREITO DE SÃO PAULO . HEI POR BEM NOMEÁ-LO PROFESSOR  DE FILOSOPHIA RACIONAL E MORAL DO MESMO CURSO COM O RENDIMENTO QUE LHE COMPETIR. PALÁCIO DO RIO DE JANEIRO EM 7 DE FEVEREIRO DE 1874, QUINQUAGÉZIMO TERCEIRO DA IMNDEPEND:ENCIA E DO IMPÉRIO. ASSINA IMPERADOR. O DR CARLOS MARIANO GALVÃO BUENO NASCEU EM SÃO PAULO EM JANEIRO DE 1834.  FEITOS OS SEUS ESTUDOS PREPARATÓRIOS MATRICULOU-SE NA FACULDADE DE DIREITO, COLANDO GRAU EM 1860. EM 1867, FOI NOMEADO INTERINAMENTE PROFESSOR DE FILOSOFIA E RETÓRICA DO ANTIGO CURSO ANEXO, EM 1874, LENTE CATEDRÁTICO DE FILOSOFIA DO MESMO CURSO. TORNOU-SE FAMOSO COMO PROFESSOR CRITERIOSO E CULTO. EM 1877, PUBLICOU UM TRATADO DE FILOSOFIA, QUE LOGO SE POPULARIZOU ENTRE A CLASSE ACADÊMICA. MORREU AFOGADO EM 24 DE MAIO DE 1883, QUANDO PESCAVA NAS ÁGUAS DO TAMANDUATEI. SEU NOME FOI IMORTALIZADO AO SER ADOTADO COMO O NOME DA RUA MAIS IMPORTANTE RUA DO BAIRRO DA LIBERDADE A RUA GALVÃO BUENO (AQUELA DECORADA COM LANTERNAS EM FEITIO ORIENTAL). BRASIL, 1874, 37 CM DE ALTURA.NOTA: A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), também conhecida por Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, "São Francisco", "Sanfran" ou, ainda, "Arcadas", em alusão à sua arquitetura, é uma unidade de ensino, pesquisa e extensão da Universidade de São Paulo. Foi criada em 11 de agosto de 1827 juntamente com a Faculdade de Direito do Recife, sendo estas as duas mais antigas faculdades de direito do país. Ao longo de quase dois séculos formou diversas personalidades notórias da história do Brasil.3 55 Ministros que compuseram o STF desde a Proclamação da República estudaram o Bacharelado em Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. 13 Presidentes da República, 45 Governadores do Estado de São Paulo e 13 Prefeitos de São Paulo estudaram o curso de graduação na instituição. Segundo o Anuário Análise Advocacia, grande parcela dos advogados de destaque do Brasil concluíram a graduação na Faculdade de Direito da USP. A Ideia acerca da criação de um curso jurídico no Brasil surgiu em 1822, com José Feliciano Fernandes Pinheiro, o Visconde de São Leopoldo, membro do Parlamento. Até então, os que desejavam estudar direito deveriam deslocar-se até Coimbra, em Portugal. O local onde hoje funciona a Faculdade de Direito era, originalmente, ocupado por um Convento franciscano. O prédio do estilo barroco luso-brasileiro, inaugurado em 17 de setembro de 1647, era feito de taipa, com fundações de 03 metros de profundidade e com paredes que chegavam a 02 metros de espessura em alguns pontos. A Faculdade de Direito, a mais antiga instituição do gênero no Brasil juntamente com a Faculdade de Direito do Recife, deve a sua origem a um decreto imperial assinado em 1827. Estas destinavam-se a formar governantes e administradores públicos, sendo fundamental para a consolidação e para o desenvolvimento do país independente. A Carta de Lei assinada por D. Pedro I em 11 de agosto de 1827 criou dois "Cursos de Sciencias Jurídicas e Sociaes" no Brasil, um instalado no Convento de São Francisco, em São Paulo, e outro no Basílica e Mosteiro de São Bento (Olinda), em Olinda, Pernambuco. Cada curso seria ensinado "no espaço de cinco anos e em nove cadeiras", resultando no grau de bacharel, havendo a possibilidade de prosseguir ao grau de doutor. Em princípio chamado simplesmente "curso jurídico", teve sua aula inaugural dada em São Paulo no 1 de março de 1828, pouco antes do curso de Olinda. Posteriormente, ficou conhecida como Academia de Direito do Largo de São Francisco54 ou também Academia de Direito de São Paulo. O termo "Academia" foi oficialmente incorporado ao nome da Instituição, a partir do Decreto-lei de 7 de novembro de 1831, o qual registra que "O sello da Academia Juridica terá ... a seguinte inscripção - Academia de Sciencias Juridicas, e Sociaes, S. Paulo." Foi só em 1854 que o nome oficial Faculdade de Direito da Cidade de São Paulo começou a ser usado pela aprovação do decreto nº 1 386, de 28 de abril de 1854: "Art. 1º Os actuaes Cursos Juridicos serão constituidos em Faculdades de Direito; designando-se cada uma pelo nome da cidade, em que tem, ou possa ter assento".Devido a um incêndio ocorrido em 1880, a fachada foi reformulada em 1884. Por conta do incêndio de 1880, foi criado o Corpo de Bombeiros na Cidade de São Paulo, pois se percebeu a expansão da cidade e necessidade da disposição de recursos para o combate a incêndios. Por ocasião dessa reforma da fachada em 1884 foi instalado o relógio que possui até a atualidade em sua fachada, o primeiro relógio da Cidade de São Paulo. Em 1903, fora fundada aquela que seria considerada a Entidade (administração) estudantil mais tradicional e antiga do Brasil. Chamada de "Centro Acadêmico XI de Agosto", corresponde a um local de representação dos alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Na década de 1930 foi iniciada a construção do novo prédio do antigo Convento de São Francisco, chamado de Prédio Histórico, que foi finalizada em 1941. Ricardo Severo foi o autor do projeto de estiloneocolonial, no qual implementou características do barroco luso-brasileiro à Arquitetura moderna, mesclando a tradição do antigo convento com o aspecto cultural do país. Desde o início, a Faculdade de Direito pertenceu ao Governo central, passando do monárquico ao republicano, e em agosto de 1934 a Faculdade foi incorporada à Universidade de São Paulo por Getúlio Vargas. Com a Revolução Constitucionalista de 1932, alguns alunos da Faculdade de Direito morreram lutando contra a Ditadura de Getúlio Vargas. Assim, ergueram em Homenagem a estes o "Monumento ao Soldado Constitucionalista", situado na área interna do Prédio Histórico. Encontra-se, também, um túmulo, construído em 1842 em homenagem a Julius Frank,  m professor de história e geografia fundador de uma sociedade secreta de jovens, Burschenschaft, que teria influenciado, principalmente os jovens, durante muitos anos na história da política brasileira. Em 1973, a criação dos cursos de Pós-graduação, teve como consequência a diminuição do espaço acadêmico disponível. Cogitou-se, então, a transferência do "campus" para a Cidade Universitária, na zona oeste da cidade de São Paulo, porém muitos alunos e professores foram contrários a essa mudança devido ao fato de a localização de toda a infraestrutura jurídica estar concentrada no centro de São Paulo (escritórios de advocacia e tribunais). Além significação da Faculdade estar localizada a mais de um século no Largo São Francisco. Diante disto, fora colocada uma pedra fundamental para o pretenso da nova localização do "campus" da faculdade, porém estudantes a retiraram da Cidade Universitária e a levaram para o Largo de São Francisco, instalada (até hoje) na calçada em frente à escola. Nela, gravaram a seguinte frase: "Quantas pedras forem colocadas, tantas arrancaremos. 30-X-1973". A história da faculdade está relacionada ao desenvolvimento de importantes momentos históricos do Brasil. Ela formou alunos notórios que fizeram parte de grandes movimentos políticos, como o movimento abolicionista, de Joaquim Nabuco, José Antônio Pimenta Bueno e Perdigão Malheiro, o movimento republicano, de Prudente de Moraes, Campos Salles e Bernardino José de Campos Júnior, e as campanhas das Diretas Já, de Franco Montoro e Ulysses Guimarães. Emergiram treze presidentes da república desta faculdade, por exemplo, o primeiro presidente civil eleito por meio do voto direto no Brasil, Prudente de Morais, que assumiu o cargo em 1894, e o ex-presidente Michel Temer, empossado após Dilma Rousseff ser destituída do cargo pelo processo de impeachment no dia 31 de agosto de 2016.61 Fernando Haddad - que ficou em segundo lugar na disputa para a Presidência da República em 2018 - também é egresso do curso de graduação da instituição. Além disso, diversos governadores, prefeitos e outras figuras importantes na história do Brasil formaram-se na Faculdade de Direito da Cidade de São Paulo. Os últimos egressos a serem prefeitos de São Paulo foram Fernando Haddad (Turma 154) e Bruno Covas (Turma 171) e os últimos egressos a serem governadores foram Cláudio Lembo (Turma 127) e Franco Montoro (Turma 107). O surgimento desta faculdade também trouxe para São Paulo enorme efervescência cultural. Inúmeros escritores de renome e movimentos culturais ali surgiram, tais como: Alphonsus Guimaraens, um dos principais representantes do Simbolismo no Brasil; Álvares de Azevedo, Escritor e poeta ultrarromântico; Castro Alves, poeta e um dos representantes do movimento abolicionista; Hilda Hilst, uma das maiores escritoras da Língua portuguesa contemporânea; José de Alencar, Autor do Livro Iracema e um dos maiores nomes do Romantismo no Brasil; Monteiro Lobato, escritor de obras-infantis como O Sítio do Picapau Amarelo; Oswald de Andrade, representante do movimento modernista e autor do Manifesto Antropófago. O edifício da faculdade também é repleto de obras com significado cultural, "(...) encontram-se agregados elementos dignos de nota, tais como os vitrais da escadaria, produzidos pela Casa Conrado Sorgenicht, e o mobiliário do Salão Nobre e da Sala da Congregação, confeccionado no Liceu de artes e Ofícios de São Paulo (...)".A Faculdade de Direito de São Paulo foi a primeira entidade a ser incorporada à Universidade de São Paulo na fundação desta, em 1934, e é considerada uma das melhores no ensino jurídico.
  • PRINCESA ISABEL E CONDE DEU - GRANDES BOTÕES DA FARDA DE GALAR DA GUARDA DE ARCHEIROS EM SERVIÇO NO CASAMENTO DA PRINCESA ISABEL E CONDE DEU. OS ARCHEIROS FORMARAM ALAS QUE ACOMPANHARAM AS CARRUAGENS QUE CONDUZIAM A FAMÍLIA IMPERIAL E OS NOIVOS. OS BOTÕES TEM MARCAS DO PRESTIGIADO FABRICANTE INGLÊS FIRMIN & SONS, FORNECEDOR DE BOTÕES, EMBLEMAS, ACESSÓRIOS E UNIFORMES PARA CERIMONIAS MILITARES FUNDADA EM 1655, É A MAIS ANTIGA EMPRESA DO REINO ÚNIDO (365 ANOS) E UMA DAS 500 MAIS ANTIGAS DO MUNDO SERVINDO A DEZESSEIS MONARCAS BRITÂNICOS. SÃO FEITOS EM METAL ESPESSURADO A PRATA. DECORADOS COM A COROA IMPERIAL BRASILEIRA SOB OS BRASÕES DA CASA IMPERIAL DO BRASIL E BRASÃO DA CASA DE ORLEANS (DA QUAL PROVÉM O CONDE DEU). VIDE IMAGEM DA CERIMÔNIA DE CASAMENTO DA PRINCESA ISABEL E CONDE DEU E DO CORTEJO QUE SE INICIOU NO PAÇO IMPERIAL NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE. BOTÕES IDÊNTICOS A ESSES FAZEM PARTE DO ACERVO DO MUSEU IMPERIAL DE PETROPOLIS. 2,5 CM DE DIAMETRO.NOTA: O CASAMENTO DA PRINCESA ISABEL E DO CONDE DEU - Nos dias que antecederam a cerimônia, os jantares se sucederam em São Cristóvão. Ministros e cortesãos eram apresentados aos dois príncipes. Houve visitas ao Arsenal e quartéis, com exibições de artilharia e fuzilaria. A partir do dia 12 de outubro de 1864, os jornais começaram a publicar o programa do dia 15: desfile de carruagens saindo de São Cristóvão, seguida do regimento de cavalaria. A partir da Cidade Nova, a guarda de arqueiros faria alas, às carruagens da família imperial. No Paço, um mestre-sala encaminharia os convidados aos seus respectivos lugares na Capela Imperial. Sobre uma almofada bordada, um fidalgo levaria as condecorações que o Imperador daria ao genro. Outro, os anéis nupciais e dois cartões com as palavras que os jovens teriam que repetir diante do arcebispo. E um terceiro, os autos do casamento. Ao fundo, a harmonia de uma das composições de Haendel. Isabel vestiria filó branco, véu de rendas de Bruxelas, grinalda de flores de laranjeiras e ramos das mesmas apanhando o vestido do lado esquerdo. Gastão, o uniforme de marechal, com a comenda da Ordem do Mérito Militar de Espanha, a comenda da Ordem da Casa de Saxe e a medalha da campanha do Marrocos. Depois da troca de alianças, ao som de harpas, os guarda-tapeçarias estenderiam no estrado do altar mor uma rica colcha bordada a ouro e os noivos ajoelhariam sobre almofadas para receber as bênçãos. A seguir, Gastão seria condecorado e receberia um ósculo paternal do Imperador, numa demonstração pública de que entrara na imperial família. Seguir-se-ia um Te Deum Laudamus. Na saída, uma salva de artilharia postada no largo do Paço e correspondida pelas fortalezas e embarcações colocadas em semicírculo na baia, anunciaria aos moradores da cidade que a cerimônia estava concluída. Desfile militar e recepção no Paço, encerrariam uma parte da festa. Ela graciosa e sorridente e ele, digno, segundo os jornais. Nos jornais, também, começaram a chover os pedidos vindos da penitenciária desta corte. Assinados pela voz de um infeliz ou pelas vítimas do infortúnio, que gemem no cárcere, muitos chefes de numerosa família pediam perdão por seus crimes: Graça! Graça!. Nas freguesias, moradores se organizavam para festejar o feliz consórcio. Sociedades ou clubes pediam aos associados que ornassem e iluminassem a frente de suas casas nos dias 15,16 e 17. Aos negociantes e droguistas, a Classe Caixeral pedia que fechassem as portas. Assim, o povo iria para as ruas aclamar os nubentes. Comissões as mais diversas do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Imperial Sociedade de Beneficência, da Real Sociedade Portuguesa Amante da Monarquia, do Núcleo Literário Fluminense, Veteranos da Independência da Bahia, etc., se organizavam para ir cumprimentar os noivos. Publicavam-se as listas de convidados: quem ia e quem não ia. E não faltava quem usasse o Jornal do Comércio para cobrar: Deixarão de ser convidados para o casamento imperial os Senhores Primeiros Cadetes?!!. A tradição nas festas brasileiras eram as luminárias. De onde vinha? Do tempo em que o Brasil era colônia. Estavam assinaladas nas Cartas Régias, desde o século XVI. De início, eram panelinhas de barro com azeite de mamona. No século XIX, já se beneficiavam da iluminação à gás. No casamento dos jovens príncipes não podiam faltar e foram previstas em toda a parte: no Largo do Paço, na Rua Direita, na Praça da Constituição, no Campo da Aclamação. Na Rua dos Ourives, esquina da Rua da Assembléia, enfeitando a renomada Farmácia do Carmo, a iluminação seria elétrica. Magnífico! Junto com as luminárias, inúmeros coretos com músicos, arcos festivos e representações gratuitas no Teatro do Ginásio. Retratos dos noivos eram vendidos nas livrarias. Na fábrica de gás, fundada pelo barão de Mauá, um coreto para quinhentas pessoas foi montado. Candelabros de vidros prismáticos encantavam o ambiente. O ponto alto da festa popular seria a ascensão do aeronauta Wells, num balão com 80 pés de altura que levava pintadas as armas brasileiras e em grandes dísticos os nomes da Princesa Isabel e do Conde d´Eu. No momento em que o préstito passasse e ao som do hino nacional, o balão se elevaria aos céus. Girândolas de foguetes encheriam os ares. Mas os jornais do dia seguinte mostraram que alguns itens planejados não foram bem sucedidos. O aeronauta não conseguiu encher o balão, que fez um voo curto. Parece que a decoração dos arcos também não agradou a todos. Mas o que de errado aconteceu parece não ter sido culpa dos artistas brasileiros na verdade, os culpados foram o engenheiro francês Auguste Andreosy e o pintor Giacomo Micheli.
  • IMPERIAL ORDEM DE SÃO BENTO DE AVIS - ACOMPANHADA DE SEU ESTOJO ORIGINAL  GRANDE INSIGNIA PARA COLAR EM OURO MACIÇO DE ALTO TEOR E ESMALTES NA TONALIDADE VERDE, VERMELHO E BRANCO. GRAU DE COMENDADOR PARA USO EM COLAR (VIDE NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE OS DIVERSOS GRAUS DA ORDEM INCLUSIVE EXEMPLAR IDENTICO A AQUI APREGOADA). CRUZ LATINA VERDE FLORDELIZADA PENDENTE DE ESTRELA COM OITO PONTAS TENDO AO CENTRO CORAÇÃO FLAMEJANTE COM COROA DE ESPINHOS.  BRASIL, SEC. XIX. 11 CM DE ALTURA. 23,4 G. NOTA: NOTA: A morte de D. João VI, em Março de 1826, e a aclamação do Imperador Dom Pedro I como Rei de Portugal e Algarves , apesar de efémera, elevou, transitoriamente, D. Pedro à dignidade de Grão-Mestre das Ordens Militares e Honoríficas Brasileiras e Portuguesas , e veio suscitar a necessidade de resolver a questão pendente da definição dos termos da posse e gozo pelo Império do Brasil , de todos os direitos e privilégios anteriormente concedidos pela Santa Sé ao reis de Portugal, enquanto administradores do Grão-Mestrado das Ordens Militares de Cristo, Avis e Santiago. D. Pedro solicitou ao Papa Leão XII a concessão de tais direitos e privilégios, dele tendo obtido a bula Praeclara Portugalliae Algarbiorumque Regum, remetida de Roma, aos 15 de Maio de 1827, mediante a qual foi criado no Brasil um novo Grão-Mestrado das Ordens Militares de Cristo, de São Bento de Avis e de Santiago da Espada, independente do Grão-Mestrado das Ordens Militares de Portugal . Além disso, concedia à Ordem de Cristo brasileira o padroado das igrejas e benefícios do Império, transformando os Imperadores do Brasil em seus Grão-Mestres perpétuos. No entanto, tal bula uma vez submetida ao escrutínio do poder legislativo brasileiro, seria liminarmente rejeitada pela Câmara dos Deputados, em Outubro de 1827, como manifestamente ofensiva à Constituição e aos direitos de Sua Majestade o Imperador. As antigas Ordens Militares Portuguesas deixaram de existir desde então no Brasil, tendo sido substituídas por outras com a mesma denominação, mas reformuladas nas suas insígnias. Foi, de fato, nesse período, entre 1825 e 1827, que D. Pedro I modificou as insígnias brasileiras, para que se distinguissem claramente das portuguesas, nelas introduzindo emblemática nova, específica do Império do Brasil , apesar de inspirada na Legião de Honra francesa: - a estrela de cinco braços bifurcados que forma o resplendor das insígnias da Ordem Imperial do Cruzeiro ; inclusão da coroa imperial brasileira nos hábitos das Ordens, cujo uso já vinha do Primeiro Reinado ; a estrela do Cruzeiro, assente numa coroa de ramos de café e de fumo e suspensa da coroa imperial; - manutenção na cabeceira da placa raiada do emblema do Sagrado Coração, em vez da coroa imperial que figura nas placas do Cruzeiro. Tão prematura introdução das novas insígnias das Imperiais Ordens de Cristo, de Avis e de Santiago é, de resto, atestada por dois óleos iconografando D. Pedro e D. Maria da Glória (futura D. Maria II), que integram a galeria dos retratos dos senhores Reis de Portugal da Real Companhia Velha de Gaia, onde ambos já as ostentam em data anterior à abdicação do Imperador A abdicação de D. Pedro I abriu um longo período de regência, que se prolongou de Abril de 1831 até à declaração da maioridade de D. Pedro II, em 1840, e durante o qual não foram concedidas mercês honoríficas. A nacionalização das Ordens Militares Portuguesas por D. Pedro II, doravante, consideradas Ordens Imperiais Brasileiras, meramente civis e políticas , bem assim como a concessão dos seus graus no Império do Brasil seria final e definitivamente regularizada e regulamentada pelo Decreto n.º 321, de 9 de Setembro em 1843, cujos três primeiros artigos estabeleciam: Art. 1.º - As Ordens Militares de Cristo, São Bento de Avis e São Tiago da Espada ficam de ora em diante tidas e consideradas como meramente civis e políticas, destinadas para remunerar serviços feitos ao Estado, tanto pelos súbditos do Império como por estrangeiros beneméritos. Art. 2.º - Cada uma destas Ordens constará de Cavaleiros e Comendadores, sem número determinado, e de 12 Grã-Cruzes; não compreendidos neste número os Príncipes da Família Imperial e os estrangeiros, que serão reputados supranumerários. Art. 3.º - Os Cavaleiros, Comendadores e Grã-Cruzes das três Ordens continuarão a usar das mesmas insígnias de que até agora têm usado, e com as fitas das mesmas cores; sendo, porém as das Ordens de Cristo e S. Tiago orladas de azul, e a da Ordem de S Bento de Avis orlada de encarnado. Quanto à placa, constata-se que, além dos incontáveis exemplos de fabrico local, existiram dois modelos distintos dessas placas, um português e outro brasileiro, adotados pelos fabricantes franceses para satisfazer as encomendas das Ordens Militares, de ambas as proveniências. O modelo francês para o Brasil segue a tipologia adotada desde finais do Primeiro Reinado.
  • IMPERIAL ORDEM DA ROSA  RARA COMENDA DA IMPERIAL, PLACA PEITORAL DA ORDEM DA ROSA INTEIRAMENTE EM OURO MACIÇO E ESMALTES COM 21,7 G EM GRAU DE COMENDADOR ACOMPANHADA DE SUA CARTA DE OUTORGA ASSINADA PELA PRINCESA ISABEL, COM SELO DE CHANCELA DAS ARMAS IMPERIAIS  CONFERIDA A MANUEL DE SOUZA CAMPOS, RICO EMPREENDEDOR BAHIANO DONO DE UM IMPÉRIO REPRESENTADO PELA COMPANHIA SALINAS DE MARGARIDA QUE JÁ FOI A DECIMA MAIOR EMPRESA DO BRASIL NA VIRADA DO SEC. XIX PARA O XX QUE LIBERTOU TODOS OS SEUS ESCRAVOS ANTES DA LEI ÁUREA, NO PERÍODO DA DISCUSSÃO DA LEI. A COMENDA FOI OUTORGADA DURANTE A TERCEIRA REGÊNCIA (30 DE JULHO DE 1887 A 22 DE AGOSTO DE 188). FOI DURANTE A TERCEIRA REGÊCNIA QUE A PRINCESA ISABEL ASSINOU A LEI ÁUREA. RARAMENTE SE VÊ COMENDAS ORDEM DA ROSA TOTALMENTE EM OURO COMO ESTA, ACOMPANHADAS DE SUA CARTA DE OUTORGA ORIGINAL E AINDA CONCEDIDA EM UM PERÍODO REGECIAL DA PRINCESA ISABEL (FORAM CURTOS E SOMENTE EM TRÊS OCASIÕES). A TRAJETÓRIA DE MANUEL DE SOUZA CAMPOS NA BAHIA, GUARDADAS AS PROPORÇÕES, FOI QUASE TÃO PRODIGIOSA QUANTO A DO VISCONDE DE MAUÁ, AMBOS FORAM MASCATES, AMBOS ROÇARAM OS ´PÍNCAROS DA RIQUEZA NO PERÍODO IMPERIAL BRASILEIRO. TIVERAM TAMBÉM AMBOS VERDADEIRA E OBSTINADA PREOCUPAÇÃO COM AS CONDIÇÕES SOCIAIS DO POVO DE SUA TERRA. EXCERTOS DO TEXTO: A PRINCESA IMPERIAL REGENTE EM NOME DO IMPERADOR SENHOR D. PEDRO SEGUNDO GRÃO MESTRE DA ORDEM DA ROSA FAZ SABER AOS QUE ESTA CARTA VIREM QUE ATENDENDO AOS RELEVANTES SERVIÇOS PRESADOS AO ESTADO E A HUMANIDADE POR MANUEL DE SOUZA CAMPOS, VICE PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO DO ASILO DE MENDICALIDADE NA CAPITAL DA PROVÍNCIA DA BAHIA HÁ POR BEM NOMEAR A COMENDADOR DA DITA ORDEM PELO QUE LHE MANDA PASSAR O PRESENTE A QUAL DEPOIS DE PRESTADO O JURAMENTO DE ESTILO SERÁ SELADO COM AS ARMAS IMPERIAIS. DADA NO PALÁCIO DO RIO DE JANEIRO EM TRÊS DE NOVEMBRO DE MIL OITOCENTOS E OITENTA E SETE, SEXAGÉSIMO SEXTO DA INDEPENDÊNCIA E DO IMPÉRIO. ASSINA PRINCESA IMPERIAL REGENTE E TAMBÉM O BARÃO DE COTEGIPE.  BELISSIMA ORDEM EM OURO MACIÇO COM 21,7 G E DOCUMENTO IMPECÁVEL COM 41 CM DE ALTURA. NOTA: SALINAS DE MARGARIDA é um Salinas da Margarida, um município do lado continental da Baía de Todos os Santos. ma firma que durante pouco mais de 70 anos transformou o lugarejo em cidade aprazível, com as cifras de um negócio lucrativo. Entre o final do século XIX, quando foi oficialmente fundada, e os anos 20 do século seguinte, a companhia esteve entre as dez maiores empresas do país, sendo a principal produtora de sal da América do Sul.  Benemérito do sal Comendador Manoel de Souza Campos deu a largada para o progresso da inóspita região Pablo Reis. A casa do visionário comendador da Ordem da Rosa Manoel de Souza Campos, responsável pela criação da companhia, permanece de pé. Quando nasceu, em 25 de dezembro de 1838, na Vila da Capela, em Sergipe, ninguém apostava que fosse sobreviver aos índices temerários de mortalidade infantil, quanto mais chegar a comendador. Filho de José do Egito Campos e Mariana Perpétua de Campos, um casal pobre, Manoel de Souza Campos mudou para Salvador aos 14 anos em busca de oportunidades na vida. Quando morreu, detinha um império baseado em austeridade empresarial e filantropia, cujo principal pilar era a Companhia Salinas da Margarida, empresa que se tornou uma das dez maiores do país no final do século XIX e que provocou uma revolução na freguezia que seria batizada com o mesmo nome.Na capital baiana, começou trabalhando como caixeiro-viajante no escritório de Vicente do Amaral e progrediu ao ponto de montar o próprio armarinho na cidade baixa, em meados do século XIX. Aos 22 anos, em 22 de setembro de 1860, casou com Guilhermina Gomes Marelim, filha de um próspero comerciante. Com apoio do sogro, abriu uma loja de tecidos chamada Campos e Marelim e um escritório de consignações, Campos, Irmãos e Cia. Admirado como empresário pelo caráter e pela retidão, Manoel de Souza Campos foi admitido na Santa Casa de Misericórdia da Bahia em 1868 e ingressou na direção do Banco da Bahia em 1872. Chegou à presidência da instituição bancária em 1909. Eleito provedor da Santa Casa em 1892, ganhou a comenda da Ordem da Rosa  por libertar escravos que possuía durante as discussões abolicionistas. Foi reeleito sucessivamente ao cargo mais alto da Santa Casa por 11 mandatos. Em uma das gestões na Santa Casa, o comendador conseguiu terminar a construção do Hospital Santa Izabel que ficara parada por 50 anos, sem recursos. A pedra fundamental fora lançada em 15 de junho de 1828, mas a inauguração só ocorreu em 1893. Membro da Associação Comercial da Bahia, sócio do IGHB, participou das mais importantes ordens da Igreja Católica. Nem todas essas realizações, entretanto, são comparáveis ao feito de um visionário que percebeu na inóspita faixa de terra da Baía de Todos os Santos o potencial geográfico e climático para concretizar um dos mais bem-sucedidos projetos empresariais dos séculos XIX e XX na Bahia. Para isso, Souza Campos precisou conhecer o virtuoso Horácio Urpia Júnior que, ao contrário dele, nascera em berço esplêndido.Muitas vezes mencionado como o técnico por trás do espírito empreendedor do comendador Campos, Urpia Júnior foi mais audacioso do que um mero coadjuvante. Empresário, engenheiro e político, teve uma trajetória de destacado participante da sociedade soteropolitana, membro da fidalguia da província. Entre as realizações mais notáveis, chegou a presidir a Câmara Municipal de Salvador e também instalou a linha telegráfica terrestre desde Aracaju até o sul da Bahia, trabalho que durou três anos. Horácio Urpia Júnior foi educado no padrão europeu. Nascido em Salvador, em 23 de agosto de 1842, morou os primeiros 7 anos de vida na cidade do Porto, em Portugal, com os pais Horácio Fortunato Urpias e a mãe Cândida Amélia Carvalho Borges. Voltou para o Brasil com 7 anos e aos 13 foi estudar na Alemanha. Com 18 anos, fixou residência no Rio de Janeiro e aos 23 resolveu morar em Salvador, em um latifúndio comprado pelo pai que se estendia da Graça até o Campo Santo. Exerceu carreira como corretor de produtos de exportação. Foi o introdutor da cultura sisaleira no estado, importando do México as primeiras mudas que plantou em Maragojipe. Homem de conhecimentos ecléticos nos campos da agricultura até a engenharia, passando por contabilidade e comércio exterior, Urpia Júnior falava alemão, francês, inglês e italiano. Foi um dos fundadores da Escola Politécnica e da Faculdade de Direito, além do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e irmão da Santa Casa de Misericórdia. Ele recebia correspondências de dom Pedro II e do marechal Deodoro da Fonseca. A esposa tinha fotografias ao lado de Santos Dumont. Esses dois homens de origens distintas se encontraram para uma sociedade entre o intelecto e o poder de realização. Depois de fazer uma viagem à cidade portuguesa de Aveiro, Souza Campos descobriu que a paisagem das salinas na costa lusitana era semelhante às suas terras até então inutilizadas para qualquer tipo de produção. Colocou na cabeça que poderia transformar os brejos de água salgada na margem do mar em marinhas para extração de sal. Contratou o técnico português José Soares e bancou a vinda dele para o Brasil. Em 1877, a dupla Souza Campos e Urpia conseguia o privilégio de explorar as salinas no método de evaporação natural. No ano de 1881, as primeiras salinas começaram a produzir.A formalização de uma sociedade anônima só ocorreria dez anos mais tarde, com a aprovação dos estatutos da Companhia Salinas da Margarida, em 20 de março de 1891, reunindo cerca de 150 sócios entre os nomes mais prestigiados do empresariado baiano. Com capital de 2 mil contos de réis, dividido em 20 mil ações de 100 mil réis, tinha como sócios majoritários Souza Campos e Urpia Júnior, detentores de quantidade de ações equivalente a 500 contos de réis, referente às propriedades que eram deles. Horácio Urpia Júnior morreu em 3 de maio de 1916 em Salvador, antes de completar 74 anos de idade. Souza Campos morrera por falência dos rins em 13 de fevereiro de 1910. No dia seguinte, o Diário da Bahia dedicou uma página inteira para noticiar a morte do eminente empresário. O sucessor dele, Manoel de Souza Campos Filho, morreria em 22 de novembro de 1931.
  • IMPERADOR DOM PEDRO II   GR4NDE  CARTA PATENTE NOMEANDO TENENTE CORONEL DA GUARDA NACIONAL DA PROVÍNCIA DE SÃO PAULO A DIOGO JOSÉ DE CARVALHO. COM SELO GRANDE DAS ARMAS IMPERIAIS E ASSINATURA DO IMPERADOR DOM PEDRO II. DATADO DE 30 DE AGOSTO DE 1856. EXCERTOS DO TEXTO:  DOM PEDRO PELA GRAÇA DE DEUS E UNANIME ACLAMAÇÃO DOS POVOS, IMPERADOR CONSTITUCIONAL E IMPERADOR PERPÉTUO DO BRASZI, FAÇO FABER AOS QUE ESTA MINHA CARTA PATENTE VIREM QUE ATENDENDO AO MERECIMENTO E MAIS PARTES QUE CONCORREM NA PESSOA DE DIOGO JOSÉ DE CARVALHO. HEI POR BEM CONSEDER-LHE O POSTO DE TENENTE CORONEL DA ANTIGA GUARDA NACIONAL DE SÃO PAULO E COM TAL GOZARÁ DE TODAS OS PRIVILÉGIOS, LIBERDADES, IZENÇÕES E FRANQUEZAS QUE DIRETAMENTE LHE PERTENÇAM. PELO QUE MANDO AS AUTORIDADES OFICIAIS SUPERIORES DA DITA GUARDA QUE O TENHAM E RECONHEÇAM POR TAL HONREM E ESTIMEM E A TODOS OS SEUS SUBALTERNOS QUE LHE ODEDEÇAM E GUARDEM SUAS ORDENS NO QUE TOCAR AO SERVIÇO NACIONAL E IMPERIAL TÃO FIELMENTE COMO DEVEM E SÃO OBRIGADOS. COM A FIRMEZA DE QUE LHE MANDEI PASSAR ESTA CARTA POR MIM ASSINADA E SELADA COM O SELO DAS  ARMAS GRANDES DO IMPÉRIO. DADO NO PALÁCIO DO RIO DE JANEIRO EM TRINTA DE AGOSTO DE 1856, TRIGESIMO QUINTO DA INDEPENDENCIA E DO IMPERIO. ASSINADA IMPERADOR. ASSINA TAMBÉM JOSÉ TOMAS NABUCO DE ARAÚJO FILHO (PAI DE JOAQUIM NABUCO). 43 CM DE COMPRIMENTO.NOTA: A criação da Guarda Nacional foi uma medida encontrada pelos estadistas liberais do Império, que ascenderam ao poder após a abdicação de D. Pedro I, para poder contar com uma força de coesão que lhes fosse confiável, pois havia o temor de que o exército apoiasse o retorno do antigo monarca e derrubasse, por força das armas, o governo que assume logo após o ocorrido de sete de Abril de 1831. Desse modo, os políticos conseguiram aprovar a lei que regulamentava a criação da Guarda Nacional ainda no mesmo ano. Ao mesmo tempo, o Estado começou uma política sistêmica de desmantelamento do exército regular10, chamado de 1a linha, completando essa reestruturação do seu aparelho repressivo com a extinção das antigas milícias e ordenanças de origem colonial. as províncias mais próximas a corte do Rio de Janeiro os corpos da Guarda Nacional foram rapidamente formados, pois nessas províncias estava a maioria daqueles que fizeram oposição a D. Pedro I e necessitavam da milícia para controlar a situação gerada pela abdicação, pois em caso de qualquer sublevação por parte da sociedade o poder repressor estava lá para se fazer valer a ordem instituída.  Em 1850, pela Lei 602 de 19 de setembro, a Guarda Nacional foi reformulada. Importante lembrar que a década de 1850 foi o período em que na memória política construída no século XIX configurou-se como apogeu do Segundo Reinado . Isto porque com as superações das revoltas que assolaram o país durante as Regências, com o arrefecimento das disputas políticas através da formação de gabinetes de conciliação dos partidos, e com o fim do tráfico continental de escravos permitiram à década ser caracterizada como o período áureo do Império brasileiro. Com a centralização, a milícia cidadã ficava subordinada ao governo central. Acerca da centralização, Wilma Peres Costa (1996) ressalta que, o controle da Guarda Nacional passou às mãos do partido no poder, por meio do presidente de província, que nomeava os comandantes e distribuía as patentes mediante um complexo sistema de transação com quadros partidários locais Surgiu então uma nova hierarquia política sob os auspícios dos governantes das províncias, os Coronéis da Guarda Nacional. Esse poder estabeleceu-se durante toda segunda metade do sec. XIX no período Imperial e na República Velha até 1920.
  • DONA TEREZA CHRISTINA LITOGRAVURA ORIGINAL OFICIAL DO IMPERADOR EM PAPEL DE LINHO. GRAVADA EM 1887. CONTÉM INSCRIÇÃO S.M A SRA. DONA DONA TEREZA CHRISTINA IMPERATRIZ DO BRAZIL. EM VISITAS E VIAGENS PELO PAÍS ESSA GRAVURA ERA PRESENTEADA AOS QUE RECEBIAM O CASAL IMPERIAL ERA UMA GENTIL FORMA DE PRESTIGIAR  A QUEM A MONARCA DESEJAVA  DISTINGUIR. A GRAVURA ESTÁ EM EXCELENTES CONDIÇÕES, FOI LIMPA E MUITO BEM EMOLDURADA. BRASIL, SEC. XIX.  62 X 46 CM.
  • DOM PEDRO II LITOGRAVURA ORIGINAL OFICIAL DO IMPERADOR EM PAPEL DE LINHO. GRAVADA EM 1887. CONTÉM INSCRIÇÃO S.M O SR. DOM PEDRO II IMPERADOR DO BRAZIL. EM VISITAS E VIAGENS PELO PAÍS ESSA GRAVURA ERA PRESENTEADA AOS QUE RECEBIAM O CASAL IMPERIAL ERA UMA GENTIL FORMA DE PRESTIGIAR  A QUEM O MONARCA DESEJAVA  DISTINGUIR.. A GRAVURA ESTÁ EM EXCELENTES CONDIÇÕES, FOI LIMPA E MUITO BEM EMOLDURADA. BRASIL, SEC. XIX 62 X 46 CM. CONSIDERANDO O TAMANHO DA MOLDURA

163 Itens encontrados

Página: