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  • RAINHA ELIZABETH I -  A GLORIANA  PINTURA EM MINIATURA PROVAVELMENTE SOBRE MARFIM  APRESENTANDO A RAINHA INGLESA ELISABETH I FILHA DO REI HENRIQUE VIII. SEU REINADO FICOU CONHECIDO NA INLGLATERRA COMO A ERA DE OURO. PERÍODO DE GRANDE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO, MILITAR, ARTÍSTICO. UMA DAS MAIORES INIMIGAS DE FILIPE I DA ESPANHA QUE PRETENDIA DESTRONAR A RAINHA PARA RESTABELCER A  RELIGIÃO CATÓLICA NA INGLATERRA. CONTRA ELA FILIPE I ARMOU AQUELA QUE FOI CHAMADA INVENCÍVEL ARMADA COM A FROTA ESPANHOLA E PORTUGUESA UNIDAS REDUNDANDO EM FRAGOROSA DERROTA E ESTRUIÇÃO DA ARMADA. LINDA MOLDURA. INGLATERRA. SEC. XIX. 18 X 17 CMNOTA: Elizabeth I (Greenwich, 7 de setembro de 1533  Richmond, 24 de março de 1603), também chamada de "A Rainha Virgem", "Gloriana" ou "Boa Rainha Bess" ("Bess" era como Roberto Durdley, seu favorito, a chamava) foi Rainha Reinante da Inglaterra e Irlanda de 1558 até sua morte e a quinta e última monarca da Casa de Tudor. Como filha do rei Henrique VIII, Isabel nasceu dentro da linha de sucessão; entretanto, a sua mãe Ana Bolena foi executada dois anos e meio após seu nascimento, e o casamento dos seus pais foi anulado. Isabel assim foi declarada ilegítima.O seu meio-irmão Eduardo VI sucedeu a D. Henrique e reinou até morrer em 1553. Antes da sua morte, Eduardo nomeou Joana Grey como rainha, excluindo da sucessão as suas meias-irmãs Isabel e a católica Maria I, apesar da existência de um estatuto declarando o contrário. Porém, o seu testamento acabou anulado e Maria tornou-se rainha, tendo Joana sido executada. Isabel foi também feita prisioneira, durante o cerca de um ano em que durou o reinado de Maria, por suspeitas de apoiar os rebeldes protestantes.Isabel sucedeu a Maria em 1558 e passou a reinar com um conselho.1 A rainha passou a depender muito de um grupo de conselheiros de confiança liderados por Guilherme Cecil, Barão Burghley. Uma das suas primeiras ações como rainha foi o estabelecimento de uma igreja protestante inglesa, da qual tornou-se sua Governadora Suprema. A Resolução Religiosa Isabelina mais tarde desenvolveu-se na atual Igreja Anglicana. Era também esperado que ela se casasse e gerasse um herdeiro para continuar a linhagem da Casa de Tudor, porém, nunca se casou apesar de ter tido vários pretendentes. Isabel ficou famosa pela sua castidade enquanto envelhecia. Um culto cresceu ao seu redor tendo sido celebrada em pinturas, desfiles e obras literárias. .A INVENCÍVEL ARMADA: Enquanto isso, sir Francis Drake realizou entre 1585 e 1586 uma grande viagem contra navios e portos espanhóis no Caribe, conseguindo atacar Cádis em 1587 e destruindo a frota espanhola de navios de guerra destinada para a Empreitada da Inglaterra. Filipe havia decidido fazer guerra contra os ingleses. A Invencível Armada, uma grande frota de navios, partiu para o Canal da Mancha em 12 de julho de 1588 planejando levar uma força de invasão espanhola sob comando de Alexandre Farnésio, Duque de Parma e Placência, para a costa sul da Inglaterra a partir dos Países Baixos. Uma combinação de erros de cálculo, má sorte e um ataque inglês com navios de fogo em 29 de julho perto de Gravelines acabou dispersando os navios espanhóis para o nordeste e a Armada acabou sendo derrotada. Ela voltou para a Espanha em restos despedaçados, após enormes perdas ao oeste da costa da Irlanda (alguns navios tentaram voltar para casa através do Mar do Norte, virando para o sul depois da costa irlandesa). Milícias inglesas, sem saber do destino da Armada, reuniram-se para defender o reino sob o comando de Roberto Dudley. Ele convidou Isabel para inspecionar as tropas em Tilbury, Essex, no dia 8 de agosto. Usando uma armadura peitoral de prata sobre um vestido de veludo branco, ela dirigiu-se aos homens em um de seus discursos mais famosos:Meu amado povo, fomos persuadidos por alguns que se preocupam com nossa segurança, para termos cuidado com a forma como nos empenhamos em armar multidões por medo de traição; porém garanto-vos, não desejo viver para desconfiar de meu fiel e amado povo ... sei que tenho apenas o corpo de uma mulher fraca é débil, porém tenho o coração e estômago de um rei, e também de um Rei da Inglaterra, e desprezo que Parma ou a Espanha, ou qualquer outro Príncipe da Europa ouse invadir as fronteiras de meu reino. A nação comemorou quando não houve nenhuma invasão. A procissão de Isabel para um serviço de ação de graças na Catedral de São Paulo rivalizou em espetáculo com aquela ocorrida em sua coroação. A derrota da Armada foi também uma enorme vitória em propaganda, tanto para a rainha quanto para a Inglaterra protestante. Os ingleses consideraram o ocorrido como um símbolo da preferência divina e a inviolabilidade da nação sob uma rainha virgem. Entretanto, a vitória não foi um ponto de virada na guerra, que prosseguiu e frequentemente favorecia a Espanha. Os espanhóis ainda controlavam os Países Baixos e a ameaça de uma invasão continuou. Sir Valter Raleigh afirmou após a morte de Isabel que a precaução dela impediu a guerra contra a Espanha:Se a falecida rainha tivesse confiado em seus homens de guerra como fez com seus escribas, teríamos em sua época derrotado aquele grande império em pedaços e feito seus reis em figas e laranjas como nos velhos tempos. Porém sua Majestade fez tudo pela metade, e por invasões mesquinhas ensinou o Espanhol como se defender, e ver suas próprias fraquezas. Apesar de alguns historiadores terem criticado Isabel por razões semelhantes, o veredito de Raleigh foi frequentemente considerado como injusto. A rainha tinha bons motivos para não confiar em seus comandantes, que uma vez em ação tendiam "a serem transportados com um tamento de vanglória", como ela mesma colocou.
  • DOM PEDRO I  MINUTA DE DECRETO IMPERIAL REDIGIDA POR DOM PEDRO 1 DE PUNHO E ENVIADA AO MINISTRO CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO PARA QUE LAVRASSE DECRETO INSITUINDO UMA COMISSÃO PARA ANALISAR O ESTADO DO TESOURO PÚBLICO LOGO APÓS A VOLTA DE DOM JOÃO VI E DA CORTE PORTUGUESA PARA PORTUGAL. EM POUCO TEMPO O PRINCIPE REGENTE DOM PEDRO PERCEBEU QUE NÃO TINHA RECURSO PARA NADA EXCERTOS DO TEXTO: DESEJANDO EU QUE A REGÊNCIA DESSE REINO TENHA POR BASE A JUSTIÇA, BOA FÉ E UTILIDADE PÚBLICA MANDEI PROCEDER A UM EXPERTO E CIRCUNSTANCIADO BALANÇO DO TESOURO PÚBLICOE QUERENDO AGORA NÃO SÓ AMPLIAR E PROMOVER A EXECUÇÃO DESTE NECESSÁRIO TRABALHO NAS IGUALMENTE MELHORIAS E VIGORAR O QUANTO ANTES HUM TEMA TÃO IMPORTANTE A ADMNINISTRAÇÃO DO QUAL DEPENDE SOBREMANEIRA A PROSPERIDADE DO ESTADO E DOS CIDADÃOS, HEI POR BEM CRIAR UMA COMISSÃO COMPOSTA DOS DEPUTADOS E SECRETÁRIOS QUE COM ESTE BAIXA ASSINADO PRO CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO DO CONSELHO DE SUA MAGESTADE O MINISTRO E SECRETÁRIO DE ESTADO DOS NEGOCIOS DA FAZENDA E PRESIDENTE DO MESMO TESOURO PÚBLICO A QUAL EXAMINARÁ NÃO SÓ O ESTADO ATUAL DO REFERIDO TESOURO COMO TAMBÉM ME PROPORÁ TODOS OS MELHORAMENTOS E REFORMAS QUE NELE COMPETE FAZER. E IGUALMENTE APONTARÁ OS MEIOS MAIS ADEQUADOS PARA SE RESTABELECER E CONSOLIDAR O CRÉDITO PÚBLICO. ESTA COMISSÃO SERÁ PRESIDIDA PELO PRESIDENTE DO TESOURO NACIONAL ESPERANDO EU NELLE E DOS MAIS MEMBROS QUE A COMPÕE QUE HAJAM DE CORRESPONDER A MINHA REAL CONFIANÇA EM HUM OBJETO QUE TANTO INTERESSA O BEM GERAL DOS HABITANTES DO REINO DO BRASIL QUE MUITO MERECEM MEU AMOR E PATERNAES DESVELOS. DEVERÃO PARTICIPAR DA COMISSÃO TODOS OS LIVROSE PAÉIS DO TESOURO PÚBLICO PARA OS EXAMES E AVERIGUAÇÕES QUE ELA JULGAR NECESSÁRIOS. E TODOS OS TRIBUNAIS E REPARTIÇÕES PÚBLICAS, MAGISTRADOS E AUTORIDADES CONSTITUIDAS DARÃO COM PRONTIDÃO TODAS E QUAISQUER INFORMAÇÕES QUE A MESMA COMISSÃO LHES REQUERER E PEDIR. CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO, DO CONSELHO DE SUA MAGESTADE, MINISTRO E SECRETÁRIO DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA FAZENDA E PRESIDENTE DO TESOURO PÚBLICO O TENHA ASSIM ORDENADO E FAÇA EXCECUTAR COM OS DESPACHOS NECESSÁRIOS. PAÇO EM 21 DE FEVEREIRO DE 1822.RELAÇÃO DOS DEPUTADOS E SECRETÁRIOS NOMEADOS PARA COMISSÃ DO TESOURO PÚBLICO A QUE SE REFERE DECRETO DESSA MESMA DATA. CONSELHEIROS DA FAZENDA: MANUEL JACINTO NOGUEIRA DA GAMA, JOSÉ JOAQUIM CARNEIRO DE CAMPOS. NEGOCIANTES: FRABCUSIC JOSÉ FERNANDES BARBOZA, JOSÉ ANTONIO LISBOA. SECRETARIAMENTO: FRANCISOC ,MANUEL DA CUNHA. PAÇO EM 21 DE FEVEREIRO DE 1822. ASSINA A RELAÇÃO CAETANO PINTO DE MIRANDA DE MONTENEGRO. NOTA: Às vésperas da Independência, assim como viria a acontecer outras tantas vezes na história do país, a gestão das contas públicas se revelou decisiva para a sustentação política do governo  e o de dom João VI, depois de ter raspado os cofres, finalmente ruiu. Em abril de 1821, dom João VI voltaria a Portugal, como exigido pelas Cortes Constituintes. O príncipe dom Pedro, deixado pelo monarca para governar o Brasil  ainda que várias províncias naquele momento não reconhecessem a sua autoridade , fazia um balanço não muito diferente do estado do Tesouro deste lado do oceano, sob a sua responsabilidade. Numa carta ao pai, em julho, o príncipe contava do aperto financeiro em que se encontrava, adiantando já ter tomado providências para economizar nos gastos de administração da Casa Real: entre outras medidas, havia diminuído a própria mesada, a que ele e a princesa Leopoldina tinham direito, vendera os cavalos  reduzidos de cerca de 1,3 mil para não mais do que 156 animais  e agora mandava lavar a própria roupa em casa, pelas escravizadas que o serviam. Sabe-se lá de que serviço de lavanderia se valia dom Pedro antes de se ver em apuros, algo que infelizmente não é explicado na carta. Deixa claro, contudo, que os gastos no final do Antigo Regime eram exorbitantes. Eu não faço de despesa quase nada em proporção do que dantes era, mas se ainda puder economizar mais, o hei de fazer a bem da nação. E não havia dúvidas de que outras economias logo seriam necessárias, pois em seguida dom Pedro expõe o balanço dos encargos sob sua responsabilidade. As dívidas do erário andam: ao banco, por 12 milhões, pouco mais ou menos, porque o dito não pôde acabar de dar as suas contas. O valor do montante tomado emprestado do Banco do Brasil, mencionado pelo príncipe, estava expresso em cruzados, o equivalente a 4,8 mil contos de réis, não muito abaixo do total de receitas do governo joanino no ano de 1820, que somaram cerca de 6 mil contos (um conto equivalia a mil mil-réis). Outros 2 mil e tantos contos de réis eram devidos à firma inglesa Young & Fannie; mais mil contos ao visconde do Rio Seco, nobre e alto funcionário fluminense, tesoureiro da Casa Real; mil contos ao arsenal do Exército e outros 1,1 mil à Marinha. A penúria era tal que faltaram recursos até para providenciar a viagem de dom João VI de volta a Lisboa, em abril de 1821, exigida pelas Cortes, ou seja, pelos revolucionários liberais. A indispensável despesa foi suprida pelo visconde do Rio Seco, que se ofereceu a pôr pronta a esquadra, segundo registrou na época o funcionário régio José da Silva Arêas. O visconde do Rio Seco é quem se obrigou a aprontar o que fosse necessário porque o erário não tem vintém, explicou. Como em Portugal, a Corte fluminense atrasava pagamentos a parte importante da tropa. Aos voluntários reais de El-Rei devem-se 26 meses de seu soldo, comunica dom Pedro ao pai, em referência aos militares empenhados na conquista da região Cisplatina para o monarca português. Ou seja: pouco mais de dois anos de atraso nos pagamentos de salários. Embora o príncipe reclamasse da interrupção no envio de impostos recolhidos em outras províncias, como Pernambuco e Bahia, para os cofres do Rio de Janeiro depois da Revolução Liberal, fica claro, pelo tamanho das dívidas, pelos relatos da época e pela duração do atraso nos soldos, que o problema fiscal precedia em muito a perda de poder do Rio em favor de Lisboa. Em vez de consequência, a crise financeira havia sido na verdade uma das causas da revolta generalizada contra a sede da monarquia. Os problemas, de toda forma, não haviam cessado com a instalação das Cortes Constituintes em Lisboa e a volta de dom João à Europa. Na mesma carta, dom Pedro dá notícia ao pai de uma nova revolta militar, desta vez em São Paulo, pouco tempo antes. Em Santos a tropa levantou-se e quis que se lhe pagasse o que se lhe devia, e como não havia com quê, foi a tropa à casa de um rico e pagou-se por suas mãos. Crise fiscal, paralisia, desordem social e administrativa.
  • LOTE RETIRADO ATENDENDO INTERESSE DO ARQUIVO NACIONAL - CORRESPONDENCIA DE  D. DIOGO DE MENEZES (PORTUGAL 1788  1878) MINISTRO DA FAZENDA DO BRASIL DE 26 DE FEVEREIRO DE 1821 A 16 DE JANEIRO DE1822 (FOI SUBSITTUIDO POR OCASIÃO DA FORMAÇÃO DO GABINETE BRASILEIRO INSTITUIDO POR DOM PEDRO ENQUANTO REGENTE DO REINO. A MISSIVA É DIRIGIDA A  DOM DIOGO JOSÉ FERREIRA DE EÇA DE MENESES,CONDE DE LOUSÃ -   CORRESPONDENCIA ENTRE OS DOIS FIGALGOS RESPONSÁVEIS PELAS FINANÇAS NO PERÍODO JOANINO DO BRASIL TRATANDO A RESPEITO DAS DIFICULDADES PARA O RECEBIMENTO DE DÍZIMOS DAS PROVÍNCIAS.   EXCERTOS DO TEXTO: POR MAIS QUE TENHA REFLETIDO, PROCURADO E COGITADO ALGUM MEIO MENOS ONEROSO QUIE AS ARREMATAÇÕES PARA A COBRANÇA DOS DIZIMOS NAS PROVINCIAS DO INTERIOR DO BRASIL  NÃO ME FOI POSSIVEL DESCOBRIR ARBITRIO ALGUM QUE POSSA OFERECER A VOSSA EXCELENCIA OU POR ESTAR FORA DO MEU ALCANCE OU PORQUE REALMENTE NÃO O HÁ.  AS DIFICULDADES QUE OCORREM A ESTE RESPEITO JÁ FORAM PREVISTAS EM HUMA DAS SÁBIAS LEIS DE 22 DE DEZEMBRO DE 1761 QUANDO NELA SE CLASSIFICARAM AS RENDAS QUE DEVIAM SER ADMINISTRADAS E CONTRATADAS  E NO ÁLVARA DE 28 D EJUNHO DE 1808 EM QUE SE RECONHECEU A SER ATUALMENTE IMPRATICÁVEL A COBRANÇA DAS MIUNÇAS DOS DÍZIMOS POR ADMINISTRAÇÃO. FAVORECER POIS A LAVOURA QUE QUE É A GRANDE BASE DA GRANDEZA E PROSPERIDADE DO BRASIL ALIVIAR O POVO DAS VEXAÇÕES DE RENDEIROS E REGULAR ESTA CONTRIBUIÇÃO DE MANEIRA QUE ELLA RECAIA COM MAIS IGUALDADE SOBRE A RENDA LIQUIDA.E NÃO SOBRE O PRODUTO TOTAL SÃO OBJETOS QUE NÃO PODEM DEIXAR DE INTERESSAR A UNIÃO DE MUITAS LUZES EM UM CENTRO COMUNHÃO MOSTRA OS MELHORAMENTOS MAIS ADEQUADOS E QUE DEVEM SER COMBINADOS COM OUTROS OBJETOS. JULGO QUE NÃO SE DEVE FAZER UMA INOVAÇÃO TOTAL QUE ALEM DE ME PARECER AGORA IMPRATICAVEL PODE SER QUE  ATÉ INFLUENCIE NAS IDEIAS RELIGIOSAS QUE FAVORECEM E AUXILIAM AINDA A COBRANÇA DOS DIZIMOS. NAS MESMAS PROVINCIAS DE BEIRA MAR PERMITA-ME VOSSA EXCELENCIA PELO MUITO QUE AMA A FRANQUEZA E VERDADE ESTA BREVE DIGRESSÃO ANTOLHA-SE-ME DIFICULDADES  NÃO PEQUENAS: 1. PORQUE REDUZIDA TODA A COBRANÇA Á EXPORTAÇÃO EMBARAÇADA ESTA COMO PODE ACONTECER, EXPERIMENTARIA  VOSSA EXCELÊNCIA GRANDES FALTA NAS ENTRADAS DO ERÁRIO.2. PORQUE EM CALCULO DE FINANÇAS DOIS E DOIS  NÃO FAZEM SEMPRE QUATRO E SE A MODICA CONTRIBUIÇÃO DE SEIS POR CENTO NÃO CONVIDAVA ATÉ AGORA A GRANDES EXTRAVIOS, NÃO ACONTECERA O MESMO AJUNTANDO-SE A ESTA MAIS DEZ POR CENTO: 3. PORQUE ALGUMAS PROVÍNCIAS DE GRANDE CONSUMO POUCO OU NADA EXPORTARÃO NÃO SE ACHARAM OUTROS QUE POSSAM  COMPENSAR E DÍZIMOS DAQUELE CONSUMO. COM O ESPÍRITO AINDA MAL ASSENTADO SEM OS MEUS LIVROS, SEM OS MEUS PAPÉIS QUE NÃO CHEGARAM DE PERNAMBUCO EU SÓ PEGUEI NA PENA PARA CUMPRIR O QUE VEJO-ME DETERMINADO E POR ISSO ESPERO QUE VOSSA EXCELÊNCIA SE DIGNARÁ DE RECEBER OS DESACERTOS DA MINHBA OBEDIENCIA. DEOS GUARDE A VOSSA EXCELENCIA MUITOS ANOS. RIO DE JANEIRO 15 DE ABRIL DE 1821. ILMO E EXCELENTISSIMO SR. CONDE DA LOUSÃ ASSINA D. DIOGO DE MENEZES. NOTA:CONDE DA LOUZÃ: Nasceu na Casa do Arco, em Guimarães, Portugal, em 1º de agosto de 1772. De família nobre portuguesa, era filho de Maria José Ferreira de Eça e Bourbon e Rodrigo José António de Meneses, 1º conde de Cavaleiros, e sobrinho e afilhado de Marcos de Noronha e Brito, conde dos Arcos, último vice-rei do Brasil e capitão general de Mar e Terra dos Estados do Brasil (1806-1808). Seu pai foi conselheiro da Fazenda (1790), deputado da Junta da Administração do Tabaco (1792) e governador das capitanias de Minas Gerais (1780-1783) e da Bahia (1784-1788). Fez carreira militar na Cavalaria, tendo servido no Regimento de Cavalaria de Mecklemburgo, chegando a tenente-coronel. Veio para o Brasil com a comitiva da família real, em 1808. De volta ao Reino, foi deputado da Junta dos Três Estados e mordomo-mor da arquiduquesa austríaca d. Maria Leopoldina, a quem acompanhou ao Rio de Janeiro, em 1817, em razão do seu casamento com o príncipe d. Pedro. Em 1821 foi nomeado por d. João VI presidente do Real Erário e secretário de Estado dos Negócios da Fazenda, por ocasião de sua instalação no Brasil. Acompanhou d. João VI em seu retorno a Portugal, em 1821. Foi nomeado e tomou posse da Câmara dos Digníssimos Pares do Reino, a câmara alta das Cortes Portuguesas, durante o reinado de d. João VI, em 1826, o que acabaria sendo suspenso e, mais tarde, quando restabelecido o seu lugar, não aceitou tomar assento. Em 1827, por um curto período durante a Regência de d. Isabel Maria, foi novamente nomeado secretário de Estado dos Negócios da Fazenda e presidente do Tesouro Público. Em 1828 reassumiu o cargo, sendo afastado pela vitória das tropas liberais constitucionalistas que apoiavam d. Pedro, em oposição às absolutistas de d. Miguel, o que deu fim à Guerra Civil Portuguesa (1828-1834). Casou-se com d. Mariana Antônia do Resgate de Saldanha Corte-Real da Câmara e Lencastre (1784-1848), 3ª condessa da Louzã. Foi grã-cruz da Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa, comendador da Ordem de Cristo, grã-cruz da Ordem de São Leopoldo de Áustria e sócio honorário da Academia Real das Ciências de Lisboa. Morreu em Lisboa, em 4 de fevereiro de 1862. D
  • LOTE RETIRADO ATENDENDO INTERESSE DO ARQUIVO  NACIONAL. - CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO  RARO DOCUMENTO ASSINADO POR DOM LUIZ DE VASCONCELLOS E SOUZA (1742 PORTUGAL  1809 BRASIL) , CONDE DE FIGUEIRÓ E VICE REI DO BRASIL (1778 A 1790) ORDENANDO PAGAMENTO DE SOLDO A CAETANO PINTO DE MIRANDA, FUTURO MARQUÊS DE VILLA REAL DE PRAIA GRANDE COMO GOVERNADOR NOMEADO DE ANGOLA POR DOM JOÃO VI. A CURIOSIDADE DO DOCUMENTO RESIDE PRINCIPALMENTE NO FATO DE QUE CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO NUNCA ASUMIU O CARGO DE CAPITÃO GENERAL DE ANGOLA, MAS POR MEIO DE MANIFESTAÇÕES DE DIVERSOS MUNICÍPIOS, DA CÂMARA DO SENADO DO RECIFE E DE PESSOAS NOTÁVEIS JUNTO AO PRÍNCIPE REGENTE, FOI MANTIDO NO CARGO. ASSIM PERMANECEU NO BRASIL O HOMEM QUE É UM DOS PAIS FUNDADORES DE NOSSA NAÇÃO, PRIMEIERO MINISTRO DA JUSTIÇA DO BRASIL E PERTINAZ CONSELHEIRO DE DOM PEDRO I EM INÚMERAS OCASIÕES TANTO NA PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL QUANTO NO NASCIMENTO DO IMPÉRIO. EXCERTOS DO TEXTO: LUIZ DE VASCONCELLOS E SOUZA, DO CONSELHO DE ESTADO, PRESIDENTE DO REAL ERÁRIO E NESSE LUGAR TENENTE JUNTO A REAL PESSOA DO PRÍNCIPE REGENTE NOSSO SENHOR FAÇO SABER A JUNTA DA FAZENDA REAL AO REINO DE ANGOLA QUE PELO REAL ERÁRIO REQUEREU CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO, GOVERNADOR E CAPITÃO GENERAL NOMEADO PARA O DITO REINO SE LHE EXPEDIREM AS ORDENS NECESSÁRIAS A ESTA JUNTAA FIM DE SER PAGO DOS SOLDOS QUE VENCER COM O DITO CARGO. AO QUE HAVENDO ATENÇÃO FOI OMESMO SENHOR SERVIDO DETERMINAR QUE O DITO GOVERNADOR E CAPITÃO GENERAL SEJA JÁ PAGO DO SOLDO QUE VENCER DESDE O DIA DE SEU EMBARQUE NO PORTO DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO ATÉ O DIA DO DESEMBARQUE NO PORTO DESSE REINO OU SEJA BREVE OU DILATADA A VIAGEM REGULANDO-SE A CONTA PARA O PAGAMENTO DO DITO SOLDO PELA CERTIDAO DO CAPITÃO DO NAVIO QUE O TRANPORTAR COM DECLARAÇÃO PORÉM QUE SÓ RECEBERÁ MEIO SOLDO DURANTE O TEMPO QUE SE DEMORAR COM JUSTO IMPEDIMENTO O QUAL NÃO LHE SEJA POSSÍVEL EFETUADA POR MAR OU TERRA DO PORTO EM QUE DESEMBARCAR DE PROPÓSITO OU POR QUALQUER CASO ACIDENTAL PARA SE TRANSPORTAR AO LUGAR DE SEU DESTINO CONTANTO QUE A DITA JUTNA LIQUIDE, REGULE, ARBITRE  E CONHEÇA DO JUSTO IMPEDIMENTO PARTA SE LIQUIDAR O PAGAMENTO DO MEIO SOLDO TODOS NA CONFORMIDADE DA PREVISÃO DO CONSELHO ULTRAMARINO EM DATA DE MAIO DESTE ANO. O QUE SE DETERMINARÁ A DITA JUNTA PARA QUE ASSSIM O TENHA ENTENDIDO E EXECUTE NA FORMA QUE POR ESTA SE LHE ORDENA. RAIMUNDO IDELFONSO ALVES RIBEIRO O FEZ EM LISBOA AOS VINTE E DOIS DE MAIO DE 1805. THEOTONIO RUIZ DE CARVALHO A FEZ ESCREVER. ASSINA DOM LUIZ DE VASCONCELLOS E SOUZA. NOTA: Nasceu no bispado de Lamego em Portugal, segundo filho de Bernardo José Pinto de Miranda Montenegro, fidalgo escudeiro da Casa Real e de d. Antônia Matilde Leite Pereira de Bulhões. Comendador da Ordem de Cristo, Montenegro seguiu a carreira das letras, frequentando a Universidade de Coimbra a partir de 1777, onde obteve o grau de bacharel em 1781. Concluiu a licenciatura em 1783, ano em que também recebeu o grau de doutor em Direito. Contemporâneo dos irmãos Andrada, José Bonifácio e Antônio Carlos, foi apresentado ao ministro Martinho de Melo e Castro por d. Catarina Balsemão  mulher de Luiz Pinto de Sousa Coutinho, futuro ministro e secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra , senhora de grande influência na corte, que solicitou para seu afilhado, o despacho de governador do Mato Grosso. O ministro Melo e Castro, no entanto, o nomeou em 1791 para o cargo de intendente do ouro no Rio de Janeiro, permanecendo na função até 1794, quando conseguiu a patente de governador e capitão general da capitania de Mato Grosso. Permaneceu governador do Mato Grosso até 1803, e tornou-se, posteriormente, governador da capitania de Pernambuco, no período entre 1804 a 1817, inclusive durante a Revolução pernambucana. Chegou a ser nomeado governador e capitão general de Angola, mas por meio de manifestações de diversos municípios, da Câmara do Senado do Recife e de pessoas notáveis junto ao príncipe regente, foi mantido no cargo. Participou ativamente da v ida política do Império, e recebeu do Imperador d. Pedro I os títulos de barão, visconde e marquês de Vila Real da Praia Grande.
  • CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO  (VISCONDE DE VILLA REAL DE PRAIA GRANDE (2.) CHÁVENA PARA CHÁ COM SEU PÍRES EM PORCELANA PERTENCENTE AO SERVIÇO DO  VISCONDE VILA REAL DE PRAIA GRANDE (CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO) EM PORCELANA CHARLES PILLIVUYT. PASTA DURA DE FUNDO BRANCO, BORDA PARCIALMENTE EM VERDE BERILO ENTRE FILETES DOURADOS. NA CALDEIRA, MONOGRAMA VPG ENTRELAÇADO E DOURADO, SOB COROA DE VISCONDE. EXEMPLAR DESSE MESMO SERVIÇO ESTÁ REPRODUZIDO A PÁGINA 344 DO LIVRO LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL POR JENNY DREYFUS.ERA FILHO DO MARQUES DA VILLA REAL DA PRAIA GRANDE, PRIMEIRO MINISTRO DA JUSTIÇA DO BRASIL APÓS A INDEPENDENCIA. CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO FILHO FOI CORONEL DO EXÉRCITO IMPERIAL, GRANDE DO IMPÉRIO, GENTIL HOMEM DA IMPERIAL CÂMARA, MEMBRO DO CONSELHO DE SUA MAGESTADE IMPERIAL , COMENDADOR DA IMPERIAL ORDEM DE CRISTO, CAVALEIRO DA IMPERIAL ORDEM DA ROSA E DA IMPERIAL ORDEM DO CRUZEIRO, TINHA A MEDALHA DA DIVISÃO COOPERADORA DA BOA ORDEM E A INSIGNIA DE OURO DA DISTINÇÃO DE COMBATES. SÉCULO XIX. 14,5 CM DE DIAMETRO.
  • LOTE RETIRADO ATENDENDO INTERESSE DO ARQUIVO NACIONAL - DOM PEDRO I  - MINUTA ESCRITA  DE PUNHO DO IMPERADOR EM PAPEL COM MARCA D'AGUA DE USO DO PALÁCIO, ENCAMINHADA AO MINISTRO DA JUSTIÇA MARQUES DE VILLA REAL DA PRAIA GRANDE PARA DETERMINAR  INVESTIGAÇÃO SOBRE A AGRESSÃO SOFRIDA PELO JORNALISTA  E FUNCIONARIO PUBLICO LUIZ AUGUSTO MAY (1782-1850) UM DOS MAIS CONTROVERSOS REDATORES JORNALISTICOS DO INICIO DO PERIODO IMPERIAL. EDITOR DO PERIODICO O MALAGUETA QUE ESTREOU EM 1821. COMO O NOME JÁ APRESENTA ESSE PERIÓDICO DEDICAVA-SE A ALFINETAR TODOS OS MANDATÁRIOS DO IMPÉRIO DESDE O IMPERADOR ATÉ SEU MAIS FIGADAL INIMIGO JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA. COM QUEM MAY DIVIDIU ARMAS NA LUTA CONTRA A INVASÃO NAPOLEONICA EM PORTUGAL. EM SEU EXEMPLAR DE ESTRÉIA EM DEZEMBRO DE 1821, MAY DESTACOU D. PEDRO I  TAL QUAL UM JOVEM PRÍNCIPE ABANDONADO ENTREGUE AO CHARLATANISMO DE OUTREM. TAMBÉM EM UM OUTRO PERIÓDICO SEU  O ESPELHO, SEGUNDO CONSTA, PUBLICAVA ARTIGOS ESCRITOS PELO IMPERADOR D.PEDRO I E PELO SEU SECRETÁRIO FRANCISCO GOMES DA SILVA, O CHALAÇA. HÁ QUEM AFIRME QUE FAZIA USO DA PENA PARA O JORNAL PUBLICAR, O MARQUÊS DE REZENDE. COMO RESULTADO DE UMA DESTAS QUERELAS, MUITO CITADAS NA HISTORIOGRAFIA E VINCULADA ÀS QUESTÕES RELACIONADAS AO FUTURO DA ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE (MAY FOI ESPANCADO DUAS VEZES POR MOTIVOS DISTINTOS -1823 E 1829), HOUVE CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS NO EPISÓDIO EM QUE MAY FOI ESPANCADO, TENDO SUA MÃO DEFORMADA. DIFÍCIL SABER QUAL DE SEUS INIMIGOS CULTIVADOS COM ESMERO PERPETROU A AÇÃO ENTRENTANTO SABE-SE QUE FOI OBRA DE ALGUÊM MUITO IMPORTANTE NO PALÁCIO. MAY ERA UM LOBISTA QUE USOU DE SUA PENA MORDAZ PARA SEGUIR OS VENTOS QUE LHE FOSSEM MAIS PROPÍCIOS EM VANTAGENS ECONÔMICAS, POLÍTICAS E SOCIAIS. EXCERTOS DO TEXTO: SENDO PÚBLICA NESTA CIDADE A ESCANDALOSA E ATROZ  COM QUE FOI ATACADO, ESPANCADO E FERIDO GRAVEMENTE NO INTERIOR DA SUA CASA O OFICIAL E MAIOR GRADUADO DA SECRETARIA DO ESTADO DE NEGOCIOS DA MARINHA LUIZ AUGUSTO MAY, NA NOITE DE SEIS DO CORRENTE, COM OFENSA DOS MAIS SAGRADOS DIREITOS DO CIDADÃO, E COM INJÚRIA DE SUA MAGESTADE O IMPERADOR, QUE SE AGRAVA DE VER PRÁTICA DE TAMANHA BARBARIDADE NA CAPITAL DO IMPÉRIO ,E ISTO QUANDO NELLA ESTÃO REUNIDOS OS REPRESENTANTES DA NAÇÃO PARA FAZEREM FIRMES E IMPUGNÁVEIS AQUELES DIREITO PRIMÁRIOS FIM DA SOCIEDADE CIVIL. MANDA O MESMO AUGUSTO SENHOR, PELA SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA JUSTIÇA, QUE O JUIZ DE CRIME DO BAIRRO DA SÉ PROCEDA A HUMA ESPERTÍSSIMA DEVASSA PARA SEREM CASTIGADOS OS PERPPETRADORES DESTE MALEFÍCIO. E DÊ LOGO A RAZÃO POR QUE NÃO TEM EXECUTADO O QUE DERTEMINA A ORDEM DO ARTIGO 1  PRARAGRAFO 5 INCISO 31 OND ESTÁ MARCADO O TERMO PARA DOIS DIAS PARA OS CRIMES COMETIDOS NAS CIDADES OU VILLAS. PALÁCIO DO RIO DE JANEIRO EM 9 DE JUNHO DE 1823. NOTA: uís Augusto May nasceu em Lisboa no ano de 1782. Começou sua carreira como militar. Entrou para o Exército aos 16 anos, ascendendo a capitão de artilharia. Segundo historiografia, Luís Augusto May esteve ao de José Bonifácio integrando o Batalhão Acadêmico de Coimbra à época da ocupação francesa . Outros nomes de peso na política luso-brasileira foram seus contemporâneos em Portugal, como: Dom Rodrigo de Souza Coutinho, afilhado de Marquês de Pombal; José da Silva Lisboa, futuro censor e também redator de jornais no Rio de Janeiro - o Visconde de Cairú; entre outros que serão abordados adiante. Nesse sentido, Augusto May foi contemporâneo daquela que Kenneth Maxwell, em estudo célebre, chamou de Geração de 1790. Ou seja, homens preocupados com o futuro das relações entre Portugal e sua colônia americana. Apesar de haver divergências de datas nos cargos os quais ocupou no início dos oitocentos, consta que a pedido da Coroa foi funcionário da Secretaria de Legação Estrangeira em Londres. Em 1810, como reconhecimento de seu trabalho, tornou-se Oficial Adido ao Estado Maior do Exército. Naquele mesmo ano, Augusto May chegou ao Brasil como intérprete dos trabalhadores suecos da fábrica de ferro de São João de Ipanema, em Sorocaba . Segundo o historiador Hélio Vianna, na intenção de manter seu cargo de militar, correspondia-se a respeito com políticos de destaque, como o Marquês de Aguiar; com o Conde da Barca, João Paulo Bezerra e com Tomás Antônio Vila Nova Portugal, todos auxiliares do monarca d. João VI. Ciente de seu valor e da necessidade de se fazer lembrar, May passou boa parte de sua vida enviando correspondências com súplicas por audiências com o Governo; por maior reconhecimento profissional - fosse pleiteando melhorias de salário e/ou cargos, fosse pensões e honrarias. May era ambicioso, não pedia pouco. Os documentos manuscritos encontrados no Arquivo Biográfico do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) trazem os sucessivos pedidos de honrarias e títulos de nobreza que Augusto May solicitou para si e para seu filho. Em meio a inúmeras tentativas, conquistou em 1818 o hábito da Ordem de Cristo junto a Dom João VI . Dois anos depois conquistou uma pensão por meio do decreto do mesmo Rei por préstimo e honra com que tem servido como Oficial da Secretaria de Estado dos negócios da Marinha. No que concerne a sua inclinação política, exposta muitas vezes em seu periódico, é possível notar já no primeiro número de A Malagueta, seu esforço em deixar claro não ser constitucional por contrato, nem corcunda por inclinação, nem republicano. A divulgação de uma espécie de plano de trabalho do periódico era prática comum dos redatores ou editores da época. Fato este que não o impediu de continuar suas investidas em uma carreira política de destaque por meio de súplicas ao monarca, que passou a ser, no pós independência, d.Pedro I. Em meio às intensas convulsões da política, em pleno curso de debates em torno da independência, lançou em setembro de 1822 o escrito Exposição de motivos dirigidas por May a Sua Alteza Real, o príncipe d. Pedro I, pelos quais o aconselha a contemporizar, adiando a Aclamação e substituindo-a pela Aclamação da Regência em todo o Reino. O documento referia-se ao perigo de separação de províncias (especialmente a de Pernambuco) ou de uma delegação do poder real português, da Bahia para o Norte, na pessoa do Infante d. Miguel ou da Princesa Maria Thereza. Do mesmo modo, questões pessoais apareciam como tema e se confundiam com o curso da política do Império. Uma delas pode ser notada no manuscrito intitulado de Última campanha epistolar de May junto a d. Pedro I. Neste documento agia por dois lados. De um, aconselhava o Imperador e de outro pedia indenizações pelas espoliações verbais (publicadas na imprensa) e físicas que tem passado. O redator não via com bons olhos a presença de José Bonifácio ao lado de d. Pedro I e escrevera oferecendo aconselhamento de forma recorrente. May agia como uma figura sinuosa, no sentido que jogava com seus interesses e o poder para obter vantagens/estabilidades políticas e financeiras, não obstante as mesmas lhe fossem negadas por muitas vezes. May foi figura marcante na Corte Fluminense durante os anos de 1810 a 1850. Através de seus periódicos, interferia nas questões políticas mais prementes de seu tempo. Tendo sido publicado durante 12 anos, embora com interrupções, A Malagueta foi órgão de intensa atividade servindo como instrumento que descortinou muito do cotidiano político da Corte. Segundo Araújo Porto Alegre, May foi redator que tanto deu o que falar no tempo da independência. Para ele, ...era homem laborioso, excêntrico; e de uma sagacidade ao encarar os acontecimentos. Seu periódico, existiu em três séries com 122 números totais, de agosto de 1821 a dezembro de 1833. Vale dizer que poucos jornais foram cronologicamente tão longe, uma vez que o contexto prejudicava as atividades de imprensa de opinião. Em termos práticos o jornal passou por quatro fases, cada uma sendo produzido em uma tipografia. Durante os doze anos em que esteve circulando na Corte o referido periódico obteve quinhentos assinantes, o que para a época no que se refere a condições políticas e técnicas é bastante significativo. Nesse sentido, o jornal de May se expandia com um número bastante expressivo para a época, considerado como o mais popular na corte.  Sua publicação era um ato de destemor de um cidadão comum frente à pena de homens poderosos. Houve outros  redatores polêmicos como Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa mas que estavam sob a proteção da maçonaria enquanto Augusto May andava só. Isto posto, cabe frisar que por meio de seu jornal May participava ativamente da política e usava a imprensa como um espaço para sua voz, uma voz ardida aos olhos daqueles que foram se forjando como seus adversários. Tal postura lhe impingiu o epíteto de O Malagueta. Em junho de 1823, mês caro ao redator, o jornal Diário do Governo publicou versos alusivos a Luís Augusto May e ao seu impresso . Que demônio há tão danado, que não teme a cutilada, dos fios secos da espada, do terrível May armado?
  • ROMA  SEC. I DC.   FRAGMENTO DE  PINTURA MURAL AFRESCO EM ESTUQUE COM CARACTERÍSTICAS DO QUARTO ESTILO ASSOCIADO A MEADOS DO SEC. I D.C  INSPIRADO NOS DESENVOLVIMENMTOS ARTÍSTICOS SURGIDOS NA CONSTRUÇÃO DA VLLA DO IMPERADOR NERO NO  CORAÇÃO DE ROMA. O FRAGMENTO EM QUESTÃO É UMA PARTE DE DECORAÇÃO CENTRAL COM ROSTO DE DIVINDADE..EX COLEÇÃO PROF. DR.  ANTONIO BERNARDES DE OLIVEIRA. EMOLDURADO. SEC I AC. 10 X 9 CMNOTA: A técnica utilizada para pintar paredes chama-se afresco  porque envolve a pintura sobre estuque recentemente colocado e ainda húmido  ou fresco (afresco em italiano). Isso significou que os pigmentos utilizados se fundiram com as camadas preparadas de pó de cal e mármore para formar uma camada compacta na qual as cores adquiriram uma aparência polida que perdurou ao longo do tempo. A maioria das cores usadas nos tempos antigos vinha de pigmentos de base mineral. Amarelos, vermelhos, marrons e alguns verdes foram obtidos pela decantação do terreno natural, ou às vezes por um processo conhecido como calcinação que provoca decomposição térmica. Outros pigmentos  rosa, por exemplo  são originários de plantas  e o preto é muitas vezes à base de carvão. O azul - frequentemente descrito como Azul Egípcio - era um pigmento particularmente caro para criar e envolvia o aquecimento de uma mistura de areia de quartzo, sais de cálcio e limalha de cobre (malaquita).  A arte do afresco praticada nos tempos clássicos foi descrita por Vitrúvio ( De Architectura ) e Plínio, o Velho ( Naturalis Historia ). Uma parede foi preparada pela aplicação de 1-3 camadas de argamassa (cal e areia) seguidas de 1-3 camadas de cal misturadas com mármore de pó fino; pigmentos coloridos foram aplicados enquanto a parede ainda estava úmida. Às vezes, tempera e cera líquida eram adicionadas após a secagem da parede. Quatro estilos "Pompeianos" de decoração de paredes pintadas, que aparecem em toda a Itália e no mundo romano, foram identificados por August Mau ( Pompeia, Sua Vida e Arte ), no final do século XIX. O Primeiro Estilo ("Incrustação") originou-se no início do século 2 aC. É uma imitação de folheado de mármore, em que a decoração pintada lembra lajes de mármore colorido. Este estilo representa as aspirações culturais de uma classe média em ascensão e foi inspirado na decoração em mármore real das paredes interiores do palácio grego helenístico. Exemplo: Casa Samnita, Herculano . O Segundo Estilo começou no início do século I AC. Este estilo abriu a parede, proporcionando uma ilusão de janelas e pórticos que davam para cenas imaginárias, geralmente emolduradas por colunas e arquitraves pintadas . A arquitetura pintada neste estilo tendia para o pesado e substancial, com perspectiva multiponto, às vezes dando um efeito semelhante ao de Escher. Exemplos no Estilo II incluem as pinturas da Odisseia de uma casa romana no Esquilino (agora no Vaticano), a Villa de Lívia em Prima Porta (pinturas no Museo Nazionale Romano), a já mencionada Villa de Publius Fannius Synistor em Boscoreale, e o Vila dos Mistérios em Pompéia. O Terceiro Estilo ("ornamental") data do período augustano no final do século I aC. Abandonando a arquitetura realista e as vistas abertas do Estilo II, o Estilo III fechou as paredes para criar um efeito de "galeria de imagens". Normalmente, uma imagem central grande seria flanqueada por uma imagem menor de cada lado. A arquitetura torna-se atenuada, insubstancial e fragmentária; candelabros alongados geralmente substituem as colunas pintadas anteriormente. O Quarto Estilo aparece em Pompéia após o terremoto de 62 DC e continu a no mundo romano até o século II DC. O Estilo IV é heterogêneo e incorpora elementos de todos os estilos anteriores. A arquitetura torna-se mais realista e a parede tende a se abrir novamente, mas não tanto quanto no Estilo II. Desenvolvendo-se a partir do Estilo III, as pinturas ganham a ilusão de portabilidade ao serem colocadas em edículas trompe-l'oeil , telas e tapeçarias. Outros desenvolvimentos incluem a imitação de fundos de palco e um estilo "intrincado" que consiste em arabescos sobre fundo branco, como na Domus Aurea de Nero, em Roma. Os temas figurativos da arte romana - além do retrato - normalmente referem-se a mitos, lendas e rituais religiosos. Tal como acontece com as suas estátuas, os romanos copiaram ou imitaram muitas das suas pinturas de originais gregos helenísticos. Portanto, ao olhar para as pinturas romanas, é importante compreender o contexto mitológico e religioso da cultura clássica grega e romana. Os romanos eram pessoas de mentalidade literal, e deveríamos conhecer suas histórias para podermos ler sua arte como os romanos fizeram.
  • ROMA  SEC. I DC.   FRAGMENTO DE  PINTURA MURAL AFRESCO EM ESTUQUE COM CARACTERÍSTICAS DO QUARTO ESTILO ASSOCIADO A MEADOS DO SEC. I D.C  INSPIRADO NOS DESENVOLVIMENMTOS ARTÍSTICOS SURGIDOS NA CONSTRUÇÃO DA VLLA DO IMPERADOR NERO NO  CORAÇÃO DE ROMA. O FRAGMENTO EM QUESTÃO É UMA PARTE DE MOLDURA COM ELEMENTO VEGETALISTA EM FUNDO EM TOM DE VERMELHO.  .EX COLEÇÃO PROF. DR.  ANTONIO BERNARDES DE OLIVEIRA. EMOLDURADO. SEC I AC. 11 X 9 CM  NOTA: A técnica utilizada para pintar paredes chama-se afresco  porque envolve a pintura sobre estuque recentemente colocado e ainda húmido  ou fresco (afresco em italiano). Isso significou que os pigmentos utilizados se fundiram com as camadas preparadas de pó de cal e mármore para formar uma camada compacta na qual as cores adquiriram uma aparência polida que perdurou ao longo do tempo. A maioria das cores usadas nos tempos antigos vinha de pigmentos de base mineral. Amarelos, vermelhos, marrons e alguns verdes foram obtidos pela decantação do terreno natural, ou às vezes por um processo conhecido como calcinação que provoca decomposição térmica. Outros pigmentos  rosa, por exemplo  são originários de plantas  e o preto é muitas vezes à base de carvão. O azul - frequentemente descrito como Azul Egípcio - era um pigmento particularmente caro para criar e envolvia o aquecimento de uma mistura de areia de quartzo, sais de cálcio e limalha de cobre (malaquita).  A arte do afresco praticada nos tempos clássicos foi descrita por Vitrúvio ( De Architectura ) e Plínio, o Velho ( Naturalis Historia ). Uma parede foi preparada pela aplicação de 1-3 camadas de argamassa (cal e areia) seguidas de 1-3 camadas de cal misturadas com mármore de pó fino; pigmentos coloridos foram aplicados enquanto a parede ainda estava úmida. Às vezes, tempera e cera líquida eram adicionadas após a secagem da parede. Quatro estilos "Pompeianos" de decoração de paredes pintadas, que aparecem em toda a Itália e no mundo romano, foram identificados por August Mau ( Pompeia, Sua Vida e Arte ), no final do século XIX. O Primeiro Estilo ("Incrustação") originou-se no início do século 2 aC. É uma imitação de folheado de mármore, em que a decoração pintada lembra lajes de mármore colorido. Este estilo representa as aspirações culturais de uma classe média em ascensão e foi inspirado na decoração em mármore real das paredes interiores do palácio grego helenístico. Exemplo: Casa Samnita, Herculano . O Segundo Estilo começou no início do século I AC. Este estilo abriu a parede, proporcionando uma ilusão de janelas e pórticos que davam para cenas imaginárias, geralmente emolduradas por colunas e arquitraves pintadas . A arquitetura pintada neste estilo tendia para o pesado e substancial, com perspectiva multiponto, às vezes dando um efeito semelhante ao de Escher. Exemplos no Estilo II incluem as pinturas da Odisseia de uma casa romana no Esquilino (agora no Vaticano), a Villa de Lívia em Prima Porta (pinturas no Museo Nazionale Romano), a já mencionada Villa de Publius Fannius Synistor em Boscoreale, e o Vila dos Mistérios em Pompéia. O Terceiro Estilo ("ornamental") data do período augustano no final do século I aC. Abandonando a arquitetura realista e as vistas abertas do Estilo II, o Estilo III fechou as paredes para criar um efeito de "galeria de imagens". Normalmente, uma imagem central grande seria flanqueada por uma imagem menor de cada lado. A arquitetura torna-se atenuada, insubstancial e fragmentária; candelabros alongados geralmente substituem as colunas pintadas anteriormente. O Quarto Estilo aparece em Pompéia após o terremoto de 62 DC e continu a no mundo romano até o século II DC. O Estilo IV é heterogêneo e incorpora elementos de todos os estilos anteriores. A arquitetura torna-se mais realista e a parede tende a se abrir novamente, mas não tanto quanto no Estilo II. Desenvolvendo-se a partir do Estilo III, as pinturas ganham a ilusão de portabilidade ao serem colocadas em edículas trompe-l'oeil , telas e tapeçarias. Outros desenvolvimentos incluem a imitação de fundos de palco e um estilo "intrincado" que consiste em arabescos sobre fundo branco, como na Domus Aurea de Nero, em Roma. Os temas figurativos da arte romana - além do retrato - normalmente referem-se a mitos, lendas e rituais religiosos. Tal como acontece com as suas estátuas, os romanos copiaram ou imitaram muitas das suas pinturas de originais gregos helenísticos. Portanto, ao olhar para as pinturas romanas, é importante compreender o contexto mitológico e religioso da cultura clássica grega e romana. Os romanos eram pessoas de mentalidade literal, e deveríamos conhecer suas histórias para podermos ler sua arte como os romanos fizeram.
  • ETRÚRIA -  GRANDE E MAGNIFICA ESCULTURA EM CERÂMICA APRESENTANDO CABEÇA DE DIVINDADE PROVAVELMENTE DA DEUSA ARITIMI. ENCONTRADA EM VETULONIA, GROSSETO, ITÁLIA. RESQUÍCIOS DE POLICROMIA. 600 A 200 AC. 25 X 20 CMNOTA: A escultura etrusca foi uma das expressões artísticas mais importantes do povo etrusco , que habitou as regiões do Norte da Itália e do Centro da Itália entre cerca do século IX a.C. e o século I a.C.. A arte etrusca foi em grande parte uma derivação da arte grega , embora desenvolvida com muitas características próprias.  Dada a quase total falta de documentos escritos etruscos, um problema agravado pela escassez de informações sobre a sua língua - ainda em grande parte indecifrada - é na sua arte que se encontram as chaves para a reconstrução da sua história, embora o grego e as crônicas romanas também são de grande ajuda. Tal como a sua cultura em geral, a escultura etrusca tem muitos aspectos obscuros para os estudiosos, sendo objecto de controvérsia e obrigando-os a propor as suas interpretações sempre de forma hesitante, mas o consenso é que fez parte do legado mais importante e original da arte italiana e até contribuiu significativamente para a formação inicial das tradições artísticas da Roma Antiga .  A visão da escultura etrusca como um todo homogêneo é errônea, havendo variações importantes, tanto regionais quanto temporais.  A origem dos etruscos é objeto de controvérsia desde a antiguidade. Heródoto acreditava que eles eram descendentes de populações vindas da Anatólia antes de 800 aC, que deslocaram os habitantes anteriores,  embora Dionísio de Halicarnasso os tivesse como autóctones. A investigação moderna também não chegou a um consenso e os especialistas acabaram por considerar esta questão insolúvel, passando a estudar como a sociedade estava organizada, e não de onde vieram.  O que se sabe com certeza é que em meados do século VII a.C. as suas principais cidades já tinham sido fundadas, iniciando imediatamente um período de expansão territorial que acabou por dominar uma grande região mais ou menos no centro da península Itálica. , indo do Vêneto e da Lombardia ao Lácio e à Campânia , o que se chamou de Etrúria .  Contudo, nos séculos seguintes as suas conquistas foram ameaçadas e vários povos italianos conseguiram que os seus avanços fossem remetidos. Finalmente, os seus últimos redutos foram tomados pelos romanos, que absorveram a sua cultura e provocaram a sua dissolução. No seu auge, os etruscos eram o povo mais poderoso da Itália pré-romana e estabeleceram uma civilização próspera com uma grande produção agrícola, uma frota poderosa, um comércio florescente cobrindo grande parte do Mar Mediterrâneo e uma cultura única, onde a arte desempenhou um grande papel. papel, tendo grande influência na formação inicial da arte da Roma Antiga . A sua presença em Itália é assumida a partir do século IX a.C., mas as inscrições em monumentos e objetos, que proporcionam maior certeza na sua datação, só aparecem por volta de 700 a.C.. Embora partilhassem uma cultura comum, os etruscos não formavam uma unidade política coerente e a sua organização social era semelhante ao sistema polis grego , eles até lutaram entre si também. Não existem textos literários etruscos sobreviventes, a sua história pode ser recuperada diretamente a partir de evidências arqueológicas, mas muito do que se sabe foi contado pelos gregos e romanos. Tito Lívio fala de uma sociedade de povo etrusco composta por cunhados (consangüíneos),  sodales  (irmãos de armas) e clientes (pessoas que ofereceram seus serviços e esperavam receber proteção de seus patronos.)
  • SEKHEMET  ESCULTURA REPRESENSTANDO A DEUSA SEKHEMET CONSTRUIDA EM PASTA DE PEDRA (GRÃOS DE QUARTZO EM PÓ FINO FUNDIDOS COM PEQUENAS QUANTIDADES DE ÁLCALI E/OU CAL POR MEIO DE AQUECIMENTO PARCIAL). A DEUSA TEM CABEÇA DE LEOA, PERUCA LONGA TRIPARTIDA. 19 DINASTIA, CIRCA DE 1200 AC. ENCONTRADA EM TEBAS EPOCA SAÍTA, 700 AC. 8 CM  ALTURANOTA: Sekhmet, cujo nome significa a Poderosa, era associada à magia, ao sol, à guerra, às pestes e à cura; os sacerdotes da deusa podem ser vistos como a primeira comunidade de médicos que existiu no mundo antigo, segundo estudiosos.Numa versão de um antigo mito, ela foi enviada à terra pelo deus Rá a fim de exterminar a humanidade, e só teria sido impedida após ser embebedada com cerveja avermelhada, acreditando que estava tomando sangue humano.Sua força e proteção eram invocadas em hinos e fórmulas mágicas, como numa passagem do Capítulo 164 do Livros dos Mortos: Salve ó tu, Sekhmet-Bastet-Rat, senhora dos deuses () única que está na fronte de seu pai; não há deuses mais eminentes do que ela; grande de magia na barca dos milhões de anos, prestigiosa de aparição no lugar do silêncio (). /Glória a ti, que és mais corajosa que os deuses!. Muitas eram as divindades felinas egípcias, sendo Sekhmet uma das mais conhecidas e importantes. Seu centro de culto principal ficava em Mênfis, onde fazia tríade com Ptah (esposo) e Nefertem (filho). O leão (leoa no caso!) era o principal animal sagrado associado a ela. Leões foram mumificados no Egito antigo e os casos conhecidos de enterramentos desses régios felinos são relativamente raros, incluindo achados em cemitérios em Saqqara e Abydos.
  • ESCULTURA VOTIVA DE TOURO DEDICADA A  PTAH. CONSTRUIDA EM PASTA DE PEDRA (GRÃOS DE QUARTZO EM PÓ FINO FUNDIDOS COM PEQUENAS QUANTIDADES DE ÁLCALI E/OU CAL POR MEIO DE AQUECIMENTO PARCIAL). EGITO,  ÉPOCA TARDIA 664-332 a.C. ENCONTRADA EM MENPHIS. 7 X 6 CMNOTA:  A adoração do touro Apis é atestada já na Dinastia I. Indiscutivelmente, o Apis, ao contrário de muitos animais sagrados no Egito, não era apenas favorecido por uma certa divindade, mas era considerado uma divindade por direito próprio. Um único representante vivo foi alojado perto do templo de Ptah, em Memphis. O touro selecionado para esta importante função tinha certas marcas coloridas, como um triângulo branco na testa e manchas pretas semelhantes a pássaros alados ou escaravelhos no corpo. O touro é frequentemente mostrado, como aqui, usando um grande disco solar, uma coleira com faixas e um pano retangular decorado nas costas. O touro Apis participava de cerimônias de fertilidade e regeneração. Quando morreu, foi embalsamado e enterrado com todas as honras; naquela época, um novo touro com as marcações exigidas foi selecionado. Começando com o reinado de Amenhotep III (13901352 aC) na Dinastia 18, o local dos sepultamentos de Apis gradualmente se tornou um enorme e crescente sistema subterrâneo de câmaras chamado Serapeum na necrópole de Menfita, Saqqara. O touro era tão venerado que até as mães dos touros Apis tinham seu próprio culto e cemitério
  • FRAGMENTO DE ESCULTURA VOTIVA COM FEITIO DE GATO. OFERENDA A BASTES, A DEUSA COM CABEÇA DE GATO QUE CONFERIA PROTEÇÃO, BOA SAÚDE E FERTILIDADE. CONSTRUIDA EM PASTA DE PEDRA (GRÃOS DE QUARTZO EM PÓ FINO FUNDIDOS COM PEQUENAS QUANTIDADES DE ÁLCALI E/OU CAL POR MEIO DE AQUECIMENTO PARCIAL) EPOCA SAÍTA, 700 AC. 10 CM ALTURANOTA: Bastet era provavelmente a mais conhecida das divindades felinas do Egito e era uma contraparte benevolente de Sekhmet, a deusa da destruição com cabeça de leão. Juntos, ilustram a natureza complexa dos gatos que os egípcios tanto admiravam: por um lado, podiam ser graciosos, vigilantes e férteis; por outro, podem ser agressivos, destrutivos e implacáveis.Embora as primeiras representações de Bastet a mostrem como uma leoa, mais tarde ela assumiu a forma de um gato doméstico ou de uma mulher com cabeça de gato. Amplamente popular em todo o Egito, o centro do seu culto era a cidade de Bubastis, ao norte do atual Cairo. Milhares de fiéis viajavam para lá todos os anos para um festival em sua homenagem, onde se bebia mais vinho do que em um ano inteiro, segundo o historiador grego Heródoto. Aqueles que buscavam o favor de Bastet deixavam oferendas votivas, como estatuetas ou múmias de gatos em vasos de madeira ou bronze, em seu templo. O arqueólogo suíço Édouard Naville descobriu milhares de gatos mumificados em Bubastis durante as suas escavações na década de 1880.
  • Continuaremos a apresentar elementos da COLEÇÃO ARQUEOLÓGICA DAS CIVILIZAÇÕES EGIPCIA, ETRUSCA E ROMANA DO DR. ANTONIO MELILO. Essas peças inicialmente integraram a COLEÇÃO DO DR. CARLOS M. FERREIROZ DIAZ, médico espanhol radicado em Buenos Ayres na segunda metade do Sec XX. Era um reputado Arqueológo, Egiptóligo e também especialista em civilizações Pré Colombianas. Esses itens participaram de uma Exposição em Buenos Ayres com curadoria da ORGANIZACION INTERNACIONAL NUEVA ACRÓPOLIS fundada por Jorge Angel Livraga. Toda a descritiva dos artefatos foi feita pelo Dr. Ferreiroz. Iniciaremos com o lote que segue: IMPÉRIO MÉDIO EGÍPCIO - FRAGMENTO DE  ESTELA FUNERÁRIA EM  PASTA DE PEDRA (GRÃOS DE QUARTZO EM PÓ FINO FUNDIDOS COM PEQUENAS QUANTIDADES DE ÁLCALI E/OU CAL POR MEIO DE AQUECIMENTO PARCIAL.) REPRESENTA OSIRIS, ESPOSO DE ISIS, DEUS DOS MORTOS COM O LÁTEGO E O GANCHO. AO LADO DELE EM PE ESTA BHUTO A COBRA SAGRADA. NA FRENTE DE BHUTO ESTÁ O OFETANTE COM UM VASO DE OFERENDAS AOS DEUSES. IMPÉRIO MÉDIO 2100 A 1700 ac. 16 X 16 CM
  • DOM PEDRO GASTÃO DE ORLEANS E BRAGANÇA (1913-2007) NETO DA PRINCESA ISABEL  O CASTELO DEU  AQUARELA SOBRE PASTEL. EX COLEÇÃO DO ARTISTA.  DOM PEDRO GASTÃO NASCEU DURANTE A VIGÊNCIA DO BANIMENTO DA FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA, NA PROPRIEDADE DE SEUS AVÓS PATERNOS, O CASTELO D'EU, PEDRO GASTÃO CHEGOU AO BRASIL AOS NOVE ANOS DE IDADE, NO ANO DE 1922, QUANDO A LEI DO BANIMENTO FOI REVOGADA PELO ENTÃO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EPITÁCIO PESSOA. AO NASCER, SEU TIO LUÍS MARIA FILIPE DE ORLÉANS E BRAGANÇA JÁ DETINHA O TÍTULO DE PRÍNCIPE IMPERIAL DO BRASIL E SEU PRIMO PEDRO HENRIQUE DE ORLÉANS E BRAGANÇA O DE PRÍNCIPE DO GRÃO-PARÁ. AO LONGO DE SUA ADOLESCÊNCIA, O PRÍNCIPE VIVEU ENTRE A FRANÇA NATAL E O BRASIL, AONDE VEIO ALGUMAS VEZES.PEDRO GASTÃO CONCLUIU SEUS ESTUDOS NA EUROPA E CASOU-SE COM A INFANTA MARIA DE LA ESPERANZA DE ESPANHA, NA SICÍLIA, EM 1944. ESTABELECEU-SE NO BRASIL A PARTIR DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E FOI VIVER NA CIDADE DE PETRÓPOLIS, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LÁ, SE TORNOU UMA DAS FIGURAS MAIS POPULARES DA FAMÍLIA IMPERIAL, PRINCIPALMENTE APÓS A MORTE DE SEU PAI. MORANDO NO PALÁCIO DO GRÃO-PARÁ, ANTIGO ALOJAMENTO DOS SEMANÁRIOS DO MUSEU IMPERIAL, ELE PASSOU A SER CONHECIDO COMO O "PRÍNCIPE DE PETRÓPOLIS".23 X 30 CMNOTA: Quando  o golpe republicano pôs fim ao império  no Brasil em 15 de novembro de 1889,  o Imperador e seus familiares partiram para o exílio na Europa. Depois de chegar ao velho continente, a Princesa Isabel nunca mais retornaria ao Brasil em vida. Conta em seu livro de memórias, a Condessa de Paris, neta e também  homônima da Princesa Isabel ,  que quando era criança em um dos aniversários da avó decorou e recitou a pedido de seus pais, a  POESIA CANÇÃO DO EXÍLIO de Gonçalves Dias para homenagear Dona Isabel em sua data natalícia. A canção, no entanto, não trouxe a alegria esperada e a princesa começou a chorar. Mais: sua neta guardou em suas memórias que foi neste dia que viu, pela primeira vez, um adulto chorando. A princesa Isabel olha-me com seus bons olhos azuis, tão claros e sorridente, inicialmente tão encorajadores e depois, repentinamente, cheios de lágrimas Eu estava consternada porque acreditava ter-lhe causado um mal. Não sabia o que o exílio podia fazer chorar, assinalou a Condessa de Paris. O CASTELO DEU até 1945 foi o lar da Família Imperial Brasileira em seu exílio na França. Foi então adquirido pelo milionário Assis Chateaubriand, que pretendia fazer da construção a sede da "Fundação Dom Pedro II", um instituto de auxílio a estudantes brasileiros na Europa, que jamais saiu do papel. Adquirido pelo governo municipal de Sena Marítimo em 1961, o Castelo d'Eu reabriu em 1973, passando a abrigar a Casa da Câmara e o chamado Musée Louis-Philippe, este último destinado a preservar a memória dos príncipes e da monarquia. Em seu acervo encontram-se peças pertencentes à Família Imperial Brasileira. Vide nos créditos extras desse lote uma imagem do CASTELO DEU durante visita da RAINHA VICTORIA da Inglaterra em 1847 e também imagem do interior do castelo na época em que que vivia lá a Princesa Isabel.  CANÇÃO DO EXÍLIO  GONÇALVES DIAS  1847 Minha terra tem palmeiras,Onde canta o Sabiá;As aves, que aqui gorjeiam,Não gorjeiam como lá ()Não permita Deus que eu morra,Sem que eu volte para lá;Sem que disfrute os primoresQue não encontro por cá;Sem quinda aviste as palmeiras,Onde canta o Sabiá.
  • A MUITO HEROICA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO - PARIS  MARCEL MOUILLOT, 1965, 1ª EDIÇÃO ORIGINAL. TEXTOS E SELEÇÃO DE DOCUMENTOS POR GILBERTO FERREZ. EX LIBRES DA BIBLIOTECA DO  ESCRITOR ARNALDO MACHADO. TIRAGEM DE 1.000 EXEMPLARES, NUMERADOS DE 1 A 1.000 E 100 EXEMPLARES, FORA DO COMÉRCIO, NUMERADOS EM ALGARISMOS ROMANOS, RESERVADOS À COMISSÃO ORGANIZADORA E AOS COLABORADORES, SENDO QUE AS MATRIZES QUE SERVIRAM PARA A ILUSTRAÇÃO FORAM DESTRUÍDAS. ESTE É O EXEMPLAR Nº 973. QUATRO SÉCULOS DE EXPANSÃO E EVOLUÇÃO. INICIATIVA DE RAYMUNDO DE CASTRO MAYA EM COMEMORAÇÃO DO IVº CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO DA CIDADE. TEXTOS E ORGANIZAÇÃO DE GILBERTO FERREZ. EXECUTADO EM PARIS SOB A DIREÇÃO DE MARCEL MOUILLOT. EDITADO POR RAYMUNDO DE CASTRO MAYA, CANDIDO GUINLE DE PAULA MACHADO, FERNANDO MACHADO PORTELLA, BANCO BOAVISTA SA 1965. ENCADERNAÇÃO DO EDITOR EM PERCALINA COM GRAVAÇÃO A OURO NA CAPA ANTERIOR. ILUSTRADO COM UMA VASTA E INTERESSANTE SELEÇÃO DE AGUARELAS, GRAVURAS, MAPAS, DOCUMENTOS E FOTOS, TANTO A CORES, COMO A PRETO E BRANCO. IMPRESSO SOBRE PAPEL MUITO INCORPADO E DE QUALIDADE PURO LINHO FILIGRANADO COM AS ARMAS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. O TEXTO FOI IMPRESSO NO MANUAL ANTERIOR. AS REPRODUÇÕES EM FOTOTIPIA; A CORES COLORIDAS À MÃO PELO PROCESSO AU POCHOIR NO ATELIER DART LIBIS E NOS ÉTABLISSEMENTS NERVET.  ICONOGRAFIA DE QUALIDADE QUE DOCUMENTA QUATRO SÉCULOS DE HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO, ATRAVÉS DE UMA VASTA E INTERESSANTE SELEÇÃO DE AGUARELAS, GRAVURAS, MAPAS, DOCUMENTOS E FOTOS. CONTÉM UM ÍNDICE DAS ILUSTRAÇÕES NAS ÚLTIMAS PÁGINAS NÃO NUMERADAS. NOTA: À época do estabelecimento do sistema de Capitanias Hereditárias no Brasil, a região da baía do Rio de Janeiro (mais tarde, renomeada para baía de Guanabara) foi entregue a Martim Afonso de Souza e compunha o 1º lote ou a porção setentrional da Capitania de São Vicente, cujo território ia da atual cidade de Macaé até a atual cidade de Caraguatatuba, e era separada do 2º lote ou da porção meridional da Capitania de São Vicente pela Capitania de Santo Amaro (de Caraguatatuba a Bertioga). A região norte do atual Estado do Rio de Janeiro compunha a Capitania de São Tomé ou Capitania da Paraíba do Sul, e foi entregue inicialmente a Pero de Góis.No entanto, as primeiras tentativas de colonização portuguesa tanto na parte setentrional de São Vicente quanto em São Tomé acabaram fracassando, em virtude da hostilidade dos tamoios (os índios tupinambás da Guanabara) e dos goitacás (índios tapuias da região de Campos). Em 1555, os tamoios fizeram uma aliança com a coroa francesa e autorizaram que os franceses estabelecessem uma colônia na margem ocidental da baía de Guanabara, sob o comando do almirante e cavaleiro templário Nicolas Durand de Villegagnon. Essa colônia recebeu o nome de "França Antártica" e tinha como capital Henriville (cidade de Henrique), localizada no atual bairro do Flamengo na Zona Sul da capital fluminense.Visando a evitar esta ocupação e a assegurar a posse do território para a Coroa Portuguesa, foi fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1.º de março de 1565, por Estácio de Sá, no morro do Cara de Cão, na atual bairro da Urca. Estácio de Sá pode ser considerado o primeiro governador-geral do Rio de Janeiro, no período colonial. Entre o grupo de fundadores, incluía-se também Dom Antônio de Mariz e o Padre José de Anchieta, que participou dos preparativos para a tomada do Rio de Janeiro e mais tarde da organização das primeiras vilas no recôncavo da Guanabara e na sua margem oriental, como, por exemplo, a vila de São Lourenço dos Índios do Rio de Janeiro (atual cidade de Niterói). Como a região foi recuperada por uma conquista bélica patrocinada pela coroa, a sua propriedade foi revertida para a família real portuguesa (deixando de ser, portanto, uma capitânia hereditária da família Souza). Em decorrência desse fato, a Capitânia de São Vicente Setentrional passou a chamar-se Capitania Real do Rio de Janeiro, tornando-se a segunda capitânia real da América Portuguesa (após a da Bahia de Todos os Santos, em 1548). Diferentemente das capitanias donatárias, as capitanias reais possuíam administradores indicados pela coroa e não proprietários.Mais tarde, em 1621, por iniciativa do governador Martim Correia de Sá, que concedeu sesmarias na região de Campos dos Goytacazes, a antiga Capitânia de São Tomé foi povoada e por fim anexada a do Rio de Janeiro, dando a ela uma forma muito parecida a do atual Estado do Rio de Janeiro. A Carta Régia de 30 de junho de 1642, passada pela Chancelaria de D. João IV, outorgou o título de "a muy heróica e leal cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro", conferindo aos cidadãos do Rio o título de "homens bons do Porto", o que lhe assegurava os mesmos direitos e privilégios dos cidadãos de Lisboa e do Porto. Em 1763, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a sede do Vice-reino do Brasil e a capital da colônia. Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, na época da tomada da Península Ibérica por Napoleão Bonaparte, a região foi muito beneficiada com reformas urbanas para abrigar a Corte portuguesa. Dentro das mudanças promovidas, destacam-se: a transferência de órgãos de administração pública e justiça, a criação de novas igrejas, hospitais, quartéis, fundação do primeiro banco do país  o Banco do Brasil  e a Imprensa Régia, com a Gazeta do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes também surgiram o Jardim Botânico, a Biblioteca Real (hoje Biblioteca Nacional) e a Academia Real Militar, antecessora da atual Academia Militar das Agulhas Negras.
  • RENÉ DUGUAY-TROUIN (1673-1736) E O SEQUESTRO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO EM 1711.  DOCUMENTO INTITULADO MEMORIA DOS SERVIÇOS  PRESTADOS POR LA BICHE DE REIGNEFOR BRIGADIER DES GARDES DE LA MARINE. REDIGIDA EM PAPEL DE LINHO EM 1715 E  DIRIGIDA  A LOUIS DE BOURBON CONDE DE TOULOUSE (1678-1737), ALMIRANTE DE FRANCE, ULTIMO FILHO BASTARDO  DE LOUIS XIV E DA MADAME DE MONTESPAN (ALMIRANTE DA FRANÇA DESDE OS CINCO ANOS DE IDADE). O DOCUMENTO TEM CARIMBO DA COLEÇÃO DO GABINETE DE DHOZIER, CHARLES -RENE DHOZIER (1640-1732), HISTORIADOR FRANCES. NA CARTA ESCRITA EM 1715 O MARINHEIRO LA BICHE DE REIGNEFERT DESCREVE OS SERVIÇOS QUE PRESTOU E MISSÕES QUE PARTICIPOU EM NOME DO REI DA FRANÇA. EM MEIO A SUA NARRATIVA ESTÁ O RELATO DE SUA PARTICIPAÇÃO NO SEQUESTRO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO EM 1711 E QUE AO FINAL TENDO DESTACADA PARTICIPAÇÃO NÃO FOI RECONHECIDO NEM RECEBEU RECOMPENSA: CETTE CAMPAGNE SINIT AU MOIR DAOST 1710, JE CONTINUAY DE SERVIR DANS DAOST JUSQEM 1711 AU MOIS DE MAY QUE JE SUS DELACHE POUR SERVIR LOFFICIER SUR LE VAISSEAU DU ROY LSIGLE POUR LA CAMPAGN DE REOGANERO DANS LESCADRE DE DUGUAY-TROUIN, DANS LA DESCENTE JESTOIEX LIEUTERANT DINFANTERIE  ET ME SUIS TROUNE DANS TOUS LES DETACHEMENTS QUI SE SONT FIELS  CEPENDANT JAY ENCORE EU LE MALHEUR DETRE OUBLIE DANS CETTE OCCASION. TRADUÇÃO: ESTA CAMPANHA COMEÇOU EM MAIO DE 1710, CONTINUEI A SERVIR EM AOST ATÉ 1711, NO MÊS DE MAIO, QUANDO FUI LIBERADO PARA SERVIR COMO OFICIAL NO NAVIO DO REI EU SEGUI PARA A CAMPANHA DE REOGANERO ( RIO DE JANEIRO) NA 'ESQUADRA DE DUGUAY- TROUIN, NO DESEMBARQUE ERA TENENTE DE INFANTARIA E ESTIVE EM TODOS OS DESTACAMENTOS QUE DISPARARAM, PORÉM AINDA TIVE O INFORTUNHO DE SER ESQUECIDO NESTA OCASIÃO. NO TEXTO APÓS APRESENTAR SEUS SERVIÇOS PRESTADOS EM AÇÕES DE CORSÁRIO RECORDA QUE SERVIU NA COSTA DA AMÉRICA, SANTO DOMINGOS, BARBADOS, COSTA DA GUINÉ E SOBRE AS ORDENS DO GENERAL BLENAC TEVE UMA OPORTUNIDADE PRAZEIROSA DE COMANDAR UMA FRAGATA PRO SEIS SEMANAS, O QUE O DEU ESPERANÇA DE ENCONTRAR ALGUMA OPORTUNIDADE PARA SER RECONHECIDO E DISTINGUIDO POR SUA ALTEZA SERENÍSSIMA (O CONDE). FINALMENTE PEDE PERMISSÃO PARA EMBARCAR NA FRAGATTA LA PRINCESSE QUE SEGUIA EM CAMPANHA PARA SANTO DOMINGO E TERMINA RENDENDO SEUS RESPEITOS A VOSSA ALTEZA SERENÍSSIMA. LE BICHE REIGNEFORT TEVE UMA CARREIRA DE SUCESSO NA MARINHA DE LOUIS XIV E LOUIS XV, FOI GUARDA NAVAL EM ROCHEFORT, FOI SUB MARINHEIRO, MARINHEIRO, LIDER DE BRIGADA, CAPITÃO NA MARTINICA EM 1724, MAJOR EM ILLE A VACHES E TENENTE DO REI. APARENTEMENTE SUA CARTA PARA O CONDE DE TOULOUSE PARECE QUE SURTIU OS EFEITOS DESEJADOS...MORREU EM 10 DE JUNHO DE 1734. MAS PARA NÓS O MAIS RELEVANTE EM SUA CARREIRA FOI A PARTICIPAÇÃO NO SEQUESTRO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO EM SETEMBRO DE 1711. NESSA DATA CORSÁRIOS (PIRATAS A SERVIÇO DO REI) SEQUESTRARAM POR DOIS MESES A CIDADE DO RIO DE JANEIRO UM ANO ANTES JÁ HAVIAM TENTADO, SEM SUCESSO, TOMAR A CIDADE. O PRINCIPAL CHAMARIZ ERA O OURO QUE CHEGAVA AO PORTO DO RIO PARA SER LEVADO A PORTUGAL. DESDE 1698, QUANDO A EUROPA SOUBE DA GRANDE DESCOBERTA DE OURO NAS MINAS GERAIS E DA MIGRAÇÃO DE GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO PARA O INTERIOR DO BRASIL, A CIDADE PASSOU A SER ALVO DE PIRATAS E CORSÁRIOS DE PAÍSES QUE NÃO ERAM ALIADOS DO REINO DE PORTUGAL, COMO A FRANÇA. O RIO DE JANEIRO FOI ATACADO POR UMA FROTA DE 17 NAVIOS COMANDADA PELO CORSÁRIO FRANCÊS RENÉ DUGUAY-TROUIN (1673-1736) QUE, COM APOIO E PERMISSÃO DO REI LUÍS XIV (1638-1715), VINHA SAQUEANDO NAVIOS MERCANTES E DE GUERRA POR ONDE PASSASSE. APESAR DO ÓBVIO INTERESSE ECONÔMICO NA TOMADA DO RIO DE JANEIRO, O CORSÁRIO JUSTIFICAVA SUA INVASÃO PELA CRUELDADE COM QUE OS PORTUGUESES TERIAM TRATADO OUTRO CORSÁRIO FRANCÊS, JEAN-FRANÇOIS DUCLERC (?-1711), QUE TENTARA INVADIR A CIDADE UM ANO ANTES E FORA EXECUTADO NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. LINDO DOCUMENTO, COM BELA E CAPRICHADA CALIGRAFIA, FRANÇA, 1715, 32 CM DE ALTURANOTA: Em 1710, Duclerc foi impedido de entrar na Baía de Guanabara pelos canhões disparados dos fortes que protegiam a cidade. Rumou para o sul, até Guaratiba, tentou tomar a cidade por terra, mas foi impedido pelas forças portuguesas e pela população. Os que não foram mortos, terminaram presos.Desde então já era esperado um novo ataque francês à cidade e a invasão em 1711 não foi uma surpresa. A Inglaterra, aliada de Portugal, avisara que uma esquadra invasora francesa estava a caminho do Brasil e a cidade tinha reforçado sua defesa com quatro navios de guerra portugueses.Ainda assim, a invasão, que começou na noite de 11 de setembro, foi rápida e eficaz. Um vento forte deu velocidade à esquadra que se aproximava da entrada da baía de Guanabara e evitou que seus navios fossem alvo fácil dos canhões. A neblina da manhã também ajudou e, no dia seguinte, a esquadra já havia invadido a baía e começado a bombardear a cidade.No mesmo dia, os franceses explodiram o forte da ilha de Villegaignon, dentro da baía, e no dia seguinte tomaram a Ilha das Cobras, onde Duguay-Trouin mandou colocar canhões para bombardear a cidade. Tropas francesas desembarcaram no Saco do Alferes e na Praia Formosa. A essa altura, muitos começaram a fugir da cidade em direção ao interior. Na época, o Rio de Janeiro tinha uma população de 12 mil habitantes.No dia 21 de setembro, Duguay-Trouin ordena o ataque final à cidade, por mar e terra. "Eis senão quando, foi esse plano inteiramente transtornado, por duas causas: primeira, o desabar de terrível borrasca, com raios e trovões, seguida de copiosíssimo aguaceiro, que, ensopando d'água nossas tropas, não lhes permitiu fazer uso das armas de fogo. A segunda, foi que, cerca da meia noite, tendo os inimigos se apercebido do nosso desembarque, fingindo socorrer ao Mosteiro de S. Bento, por completo abandonaram não só esse ponto, mas igualmente, toda a praça, não obstante tão terrível tormenta, fugindo para longínquas montanhas que cercam a cidade. Passou a reinar, então, em suas hostes, tamanha confusão e desordem, que, pelos caminhos e picadas que àqueles lugares conduzem, inteiramente alagadas e tomadas por impetuosas e fortíssimas torrentes, numerosas criaturas pereceram afogadas no turbilhão das águas. O próprio governador, com vários de seus ajudantes e o restante da guarnição, presas de um terror pânico, temendo serem capturados e tratados sem nenhuma compaixão e piedade, conforme ameaças que lhes haviam sido feitas, e que, no íntimo, julgavam realmente merecer, pelas crueldades praticadas com nossos compatrícios, covarde e miseravelmente desertaram seus postos, deixando em completo abandono o Rio de Janeiro, com tudo quanto nele existia ao nosso arbítrio", escreveu o tenente Louis Chancel de Lagrange (1678-1747), que integrava a esquadra do corsário francês, em seu relato A Tomada do Rio de Janeiro em 1711 por Duguay-Trouin, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1966.É esse dia de tempestade que mostra a gravura acima, pertencente ao álbum Recueil de combats et d'expéditions maritimes, contenant des Vues perspectives et pittoresques de ces combats, les plans particuliers des continens, isles et ports à la vue desquels, ils ont eu lieu, le texte explicatif de chaque sujet, publicado na França em 1797, com gravuras e textos do engenheiro e designer naval francês Nicolas Marie Ozanne (1728-1811). O álbum, dirigido a estudiosos da marinha e de construções navais, reúne informações que glorificam a marinha francesa em diferentes lugares e momentos históricos, desde 1625 até 1778.Depois da triste debandada da população e do total domínio do Rio de Janeiro, o corsário francês impôs um preço altíssimo para deixar o Rio de Janeiro: 2 milhões de libras francesas. Os portugueses, sem muito dinheiro em seus cofres brasileiros, pechincharam o quanto puderam e a negociação, feita à distância, levou semanas, durante as quais os franceses foram saqueando tudo o que viam pela frente. Duguay-Trouin ameaçava queimar toda a cidade, mas somente em 28 de outubro o capitão-governador do Rio de Janeiro, Francisco Castro Morais, cedeu, quando convenceu a população toda a ajudar a pagar o resgate os franceses.
  • REVOLUÇÃO FRANCESA  GENERAL JACQUES FRANÇOIS DUGOMMIER -BREVET DE GARDE NATIIONALE. RARO PERGAMINHO DE ALISTAMENTO DE SOLDADO DA GUARDA NACIONAL REVOLUCIONARIA.  ASSINADO PELO GENERAL JACQUES FRANÇOIS DUGOMMIER E DATADO DE 1793. NO AUGE DO PERÍODO DO TERROR DA REVOLUÇÃO FRANCESA ANO EM QUE FORAM GUILHOTINADOS MARIA ANTONIETA E O REI LOUIS XVI, SOMAM-SE  AO GUILHOTINAMENTO DOS MONARCAS  O DE MAIS 17000 PESSOAS ENTRE NOBRES, BURGUESES, MEMBROS DA ADMINISTRAÇÃO REAL E TODOS AQUELES CONSIDERADOS PELO TRIBUNAL DO TERROR COMO INIMIGOS DA REVOLUÇÃO.  ESTE LINDO DOCUMENTO FOI PRODUZIDO. EM PERGAMINHO E É DECORADO COM ÁGUAS FORTES DISTRIBUÍDAS SEGUINDO  A SEGUINTE CONFIGURAÇÃO: NO ALTO PRESIDINDO O DOCUMENTO UM SOL EM FEITIO DE LAURÉU COM INTERIOR CONTENDO AS INSCRIÇÕES LA NATION (A NAÇÃO), LA LOI (A LEI) E ABAIXO DA PALAVRA LEI ONDE ORIGINALMENTE  HAVIA  A EXPRESSÃO LE ROY (O REI)  USADA ATÊ 1790 QUANDO SE INICIOU A REVOLUÇÃO HOUVE A SUBSTITUIÇÃO DO TERMO POR DUAS PALAVRAS LIBERTE EGALITE (LIBERDADE, IGUALDADE), É NÍTIDO QUE AS PALAVRAS QUE SUBSTITUIRAM A MENÇÃO AO REI , NÃO SE ENCAIXAM EM SIMETRIA COM AS DEMAIS ONDE FORAM ACOMODADAS FOI UMA ESPÉCIE DE MALABARISMO ARTÍSTICO PARA SUPRIMIR A PALAVRA REI QUE EM 1793 FOI DECAPITADO (PORTANTO ABOLIDA A MONARQUIA COISA QUE NÄO ERA O OBJETIVO NO PRINCÍPIO DA REVOLUÇAO). EM TORNO DO SOL E SEUS RAIOS NUVENS CONTÉM EXPRESSÕES EM FLAMULAS QUE TRADUZIDAS SIGNIFICAM: ABOLIÇÃO DOS DIREITOS FEUDAIS, LIBERDADE DE IMPRENSA, ASSIGNATS (TITULOS MONETÁRIOS REVOLUCIONARIOS ALGO COMO UM PAPEL MOEDA DA REVOLUÇÃO), CRIAÇÃO DOS TRIBUNAIS (TRIBUNAIS DO TERROR). E DIREITOS HUMANOS. NAS LATERAIS OBELISCOS COM REPRESENTAÇÕES MITOLOGICAS E REVOLUCIONARIAS: HÉRCULES COM UMA CLAVA, THEMIS A JUSTIÇA, TROFÉUS, GALO, ALEGORIA DA FEDEREÇÃO DE 14/1/1790 COM OS LEMAS) OS HOMENS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, CONFEDERAÇÃO DOS FRANCESES EM 14 DE JULHO DE 1790. NA BASE DO OBELISCO DA ESQUERDA ESTÁ REPRESENTADA A QUEDA DA BASTILHA E A EXPRESSÃO  VIVA LIVRE OU MORRA / LIBERDADE CONQUISTADA EM 14 DE JUNHO DE 1789. NA PARTE INFERIOR DO PERGAMINHO A DEUSA FAMA ESTÁ SENTADA SOBRE UM TAMBOR TOCANDO UMA TROMBETA E CERCADA POR MAÇAS D'ARMAS, MACHADOS, CANHÕES E BANDEIRAS E FINALMENTE A MENSAGEM : QUEM SERVE BEM AO SEU PAÍS NÃO PRECISA DE ANTEPASSADOS (CLRA ALUSÃO DE NEGAÇÃO DA NOBREZA). AS XILOGRAVURAS SÃO ASSINADAS POR NICOLAS: "EM PARIS,  NICOLAS, RUE ST HONORÉ, PERTO DO ORATÓRIO, Nº108". NICOLAS INV. NAS DUAS EXTREMIDADES A EXPRESSÃO: VU POR NOUS (VISTO POR NÓS). O TEXTO TRAZ A SEGUINTE INSCRIÇÃO: NÓS, ABAIXO ASSINADOS, DECLARAMOS E ATESTAMOS A QUEM INTERESSAR QUE O SR               NATURAL DE           , DEPARTAMENTO DE                 / FOI REGISTRADO E SERVE COMO SOLDADO DA GUARDA NACIONAL E QUE JUROU SER FIEL À NAÇÃO, À LEI, E MANTER COM TODO O SEU PODER A  LIBERDADE E A IGUALDADE  DATADA DE 1793  E ASSINANDA PELO GENERAL DUGOMMIER. FRANÇA, 1793, 32 X 25 CM NOTA: Dugommier foi um general da Revolução Francesa que tinha experiência militar anterior durante a Guerra dos Sete Anos. Ele inicialmente ingressou no exército em 1753, quando ingressou em uma companhia de cavalheiros cadetes das colônias em Rochefort. Depois de servir nas baterias navais de La Rochelle e da Ilha de Rhé, treinou uma companhia de recrutas de infantaria e depois os levou para a Martinica em 1758. Em 1759 ajudou a defender Guadalupe dos britânicos e depois retornou à França. Alguns anos depois, Dugommier retornou a Guadalupe, onde permaneceu por algum tempo. Em 1778, ele reuniu e equipou uma unidade de cinquenta voluntários e depois os levou na expedição de d'Estaing para tomar Santa Lúcia. O ataque falhou, mas Dugommier se destacou e foi reconhecido como Cavaleiro de São Luís. Dois anos depois ele deixou o serviço militar. Em 1789, enquanto a Revolução estava em andamento na França, em Guadalupe, Dugommier foi escolhido como membro da Assembleia Nacional reunida localmente. Em 1790 viajou para a Martinica para ajudar os habitantes de Saint Pierre que se revoltavam contra a guarnição local. Depois de restabelecer a paz, decidiu regressar a Guadalupe com o governador e 300 voluntários, mas foram derrotados e recuados. Em 1791, Dugommier foi enviado a Paris como representante das Ilhas de Barlavento para se reunir com a Assembleia Legislativa. No ano seguinte, ele pediu para retornar ao serviço militar, e esse pedido foi atendido. Inicialmente, ele se juntou ao Exército da Itália em 1793 e derrotou as forças austríacas e da Sardenha em Gilette e Utelle naquele mês de outubro. No mês seguinte, foi nomeado général de division e encarregado do exército para retomar Toulon. Liderando pela frente, Dugommier foi ferido por dois golpes no braço e ombro direitos enquanto repelia uma investida. Seguindo o conselho inteligente de seu comandante de artilharia, Capitão Bonaparte , suas forças tomaram a cidade em pouco tempo. Dugommier foi eleito o primeiro dos quatro representantes da Martinica na Convenção Nacional. Sua próxima missão foi como comandante-chefe do Exército dos Pirenéus Orientais, do qual assumiu o comando em janeiro de 1794. Muito mais capaz do que seus antecessores, em abril Dugommier derrotou o general espanhol La Union em Monts Albères e em poucos dias mais tarde, seus homens tomaram acampamento em Boulou. No final de maio, ele foi ferido no ataque noturno ao Forte Saint-Elme, mas suas forças tomaram Collioure com sucesso. Naquele agosto, Dugommier foi novamente vitorioso, desta vez em Saint-Laurent de la Mouga, e então, em setembro, seus homens tomaram o Forte Bellegarde. Em novembro, como a Batalha de Montage Noire estava prestes a começar, um projétil de artilharia caiu ao lado dele enquanto ele tomava o café da manhã, matando-o.
  • PRINCESA ISABEL  BILHETE ESCRITO EM PAPEL COM CHANCELA DA PRINCESA ISABEL ( P.D.I SOB COROA IMPERIAL EM RELEVO) DESTINADO A SUA TIA A PRINCESA DONA FRANCISCA, IRMÃ DE DOM PEDRO II, ENCARREGADA DE PROCURAR PRETENDENTES PARA AS DUAS PRINCESAS BRASILEIRAS NAS CORTES EUROPÉIS. O BILHETE TRATA DE UMA ENCOMENDA DE VESTIDO PARA PRINCESA ISABEL. EXCERTOS DO TEXTO: MINHA QUERIDA CHICA, O VESTIDO PODE SER DE CAÇA, DE BARBATANA, DE BACALHAU OU DE MANTEIGA, CONTANTO QUE SEJA BRANCO. MUITAS DA PARTE DA MANA. ADEUS SUA AMIGA MUITO DO CORAÇÃO. ASSINA I. P (ISABEL PRINCESA). DEC.  DE 1860. 21 CM DE ALTURA
  • DOM PEDRO II   FACULDADE DE DIREITO DE SÃO PAULO (LARGO DE SÃO FRANCISCO) DOCUMENTO DE NOMEAÇÃO DO BACHAREL CARLOS GALVÃO MARIANNO BUENO COMO PROFESSOR DE PHILOSOFIA RACIONAL E MORAL DA FACULDADE DE DIREITO DE SÃO PAULO (LARGO DE SÃO FRANCISCO). O BACHAREL CARLOS GALVÃO MARIANNO (1834-1877). DATADO DE 7 DE FEVEREIRO DE 1877. EXCERTOS DO TEXTO:  ATENDENDO AO MERECIMENTO E HABLITAÇÃO QUE EM CONCURSO  DEMONSTROU O BACHAREL CARLOS GALVÃO MARIANNO BUENO PROFESSOR SUBSTITUTO DAS CADEIRAS DE RETHORICA, DE FILOSOPHIA RACIONAL E MORAL DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO CURSO PREPARATÓRIO DE ACESSO A FACULDADE DE DIREITO DE SÃO PAULO . HEI POR BEM NOMEÁ-LO PROFESSOR  DE FILOSOPHIA RACIONAL E MORAL DO MESMO CURSO COM O RENDIMENTO QUE LHE COMPETIR. PALÁCIO DO RIO DE JANEIRO EM 7 DE FEVEREIRO DE 1874, QUINQUAGÉZIMO TERCEIRO DA IMNDEPEND:ENCIA E DO IMPÉRIO. ASSINA IMPERADOR. O DR CARLOS MARIANO GALVÃO BUENO NASCEU EM SÃO PAULO EM JANEIRO DE 1834.  FEITOS OS SEUS ESTUDOS PREPARATÓRIOS MATRICULOU-SE NA FACULDADE DE DIREITO, COLANDO GRAU EM 1860. EM 1867, FOI NOMEADO INTERINAMENTE PROFESSOR DE FILOSOFIA E RETÓRICA DO ANTIGO CURSO ANEXO, EM 1874, LENTE CATEDRÁTICO DE FILOSOFIA DO MESMO CURSO. TORNOU-SE FAMOSO COMO PROFESSOR CRITERIOSO E CULTO. EM 1877, PUBLICOU UM TRATADO DE FILOSOFIA, QUE LOGO SE POPULARIZOU ENTRE A CLASSE ACADÊMICA. MORREU AFOGADO EM 24 DE MAIO DE 1883, QUANDO PESCAVA NAS ÁGUAS DO TAMANDUATEI. SEU NOME FOI IMORTALIZADO AO SER ADOTADO COMO O NOME DA RUA MAIS IMPORTANTE RUA DO BAIRRO DA LIBERDADE A RUA GALVÃO BUENO (AQUELA DECORADA COM LANTERNAS EM FEITIO ORIENTAL). BRASIL, 1874, 37 CM DE ALTURA.NOTA: A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), também conhecida por Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, "São Francisco", "Sanfran" ou, ainda, "Arcadas", em alusão à sua arquitetura, é uma unidade de ensino, pesquisa e extensão da Universidade de São Paulo. Foi criada em 11 de agosto de 1827 juntamente com a Faculdade de Direito do Recife, sendo estas as duas mais antigas faculdades de direito do país. Ao longo de quase dois séculos formou diversas personalidades notórias da história do Brasil.3 55 Ministros que compuseram o STF desde a Proclamação da República estudaram o Bacharelado em Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. 13 Presidentes da República, 45 Governadores do Estado de São Paulo e 13 Prefeitos de São Paulo estudaram o curso de graduação na instituição. Segundo o Anuário Análise Advocacia, grande parcela dos advogados de destaque do Brasil concluíram a graduação na Faculdade de Direito da USP. A Ideia acerca da criação de um curso jurídico no Brasil surgiu em 1822, com José Feliciano Fernandes Pinheiro, o Visconde de São Leopoldo, membro do Parlamento. Até então, os que desejavam estudar direito deveriam deslocar-se até Coimbra, em Portugal. O local onde hoje funciona a Faculdade de Direito era, originalmente, ocupado por um Convento franciscano. O prédio do estilo barroco luso-brasileiro, inaugurado em 17 de setembro de 1647, era feito de taipa, com fundações de 03 metros de profundidade e com paredes que chegavam a 02 metros de espessura em alguns pontos. A Faculdade de Direito, a mais antiga instituição do gênero no Brasil juntamente com a Faculdade de Direito do Recife, deve a sua origem a um decreto imperial assinado em 1827. Estas destinavam-se a formar governantes e administradores públicos, sendo fundamental para a consolidação e para o desenvolvimento do país independente. A Carta de Lei assinada por D. Pedro I em 11 de agosto de 1827 criou dois "Cursos de Sciencias Jurídicas e Sociaes" no Brasil, um instalado no Convento de São Francisco, em São Paulo, e outro no Basílica e Mosteiro de São Bento (Olinda), em Olinda, Pernambuco. Cada curso seria ensinado "no espaço de cinco anos e em nove cadeiras", resultando no grau de bacharel, havendo a possibilidade de prosseguir ao grau de doutor. Em princípio chamado simplesmente "curso jurídico", teve sua aula inaugural dada em São Paulo no 1 de março de 1828, pouco antes do curso de Olinda. Posteriormente, ficou conhecida como Academia de Direito do Largo de São Francisco54 ou também Academia de Direito de São Paulo. O termo "Academia" foi oficialmente incorporado ao nome da Instituição, a partir do Decreto-lei de 7 de novembro de 1831, o qual registra que "O sello da Academia Juridica terá ... a seguinte inscripção - Academia de Sciencias Juridicas, e Sociaes, S. Paulo." Foi só em 1854 que o nome oficial Faculdade de Direito da Cidade de São Paulo começou a ser usado pela aprovação do decreto nº 1 386, de 28 de abril de 1854: "Art. 1º Os actuaes Cursos Juridicos serão constituidos em Faculdades de Direito; designando-se cada uma pelo nome da cidade, em que tem, ou possa ter assento".Devido a um incêndio ocorrido em 1880, a fachada foi reformulada em 1884. Por conta do incêndio de 1880, foi criado o Corpo de Bombeiros na Cidade de São Paulo, pois se percebeu a expansão da cidade e necessidade da disposição de recursos para o combate a incêndios. Por ocasião dessa reforma da fachada em 1884 foi instalado o relógio que possui até a atualidade em sua fachada, o primeiro relógio da Cidade de São Paulo. Em 1903, fora fundada aquela que seria considerada a Entidade (administração) estudantil mais tradicional e antiga do Brasil. Chamada de "Centro Acadêmico XI de Agosto", corresponde a um local de representação dos alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Na década de 1930 foi iniciada a construção do novo prédio do antigo Convento de São Francisco, chamado de Prédio Histórico, que foi finalizada em 1941. Ricardo Severo foi o autor do projeto de estiloneocolonial, no qual implementou características do barroco luso-brasileiro à Arquitetura moderna, mesclando a tradição do antigo convento com o aspecto cultural do país. Desde o início, a Faculdade de Direito pertenceu ao Governo central, passando do monárquico ao republicano, e em agosto de 1934 a Faculdade foi incorporada à Universidade de São Paulo por Getúlio Vargas. Com a Revolução Constitucionalista de 1932, alguns alunos da Faculdade de Direito morreram lutando contra a Ditadura de Getúlio Vargas. Assim, ergueram em Homenagem a estes o "Monumento ao Soldado Constitucionalista", situado na área interna do Prédio Histórico. Encontra-se, também, um túmulo, construído em 1842 em homenagem a Julius Frank,  m professor de história e geografia fundador de uma sociedade secreta de jovens, Burschenschaft, que teria influenciado, principalmente os jovens, durante muitos anos na história da política brasileira. Em 1973, a criação dos cursos de Pós-graduação, teve como consequência a diminuição do espaço acadêmico disponível. Cogitou-se, então, a transferência do "campus" para a Cidade Universitária, na zona oeste da cidade de São Paulo, porém muitos alunos e professores foram contrários a essa mudança devido ao fato de a localização de toda a infraestrutura jurídica estar concentrada no centro de São Paulo (escritórios de advocacia e tribunais). Além significação da Faculdade estar localizada a mais de um século no Largo São Francisco. Diante disto, fora colocada uma pedra fundamental para o pretenso da nova localização do "campus" da faculdade, porém estudantes a retiraram da Cidade Universitária e a levaram para o Largo de São Francisco, instalada (até hoje) na calçada em frente à escola. Nela, gravaram a seguinte frase: "Quantas pedras forem colocadas, tantas arrancaremos. 30-X-1973". A história da faculdade está relacionada ao desenvolvimento de importantes momentos históricos do Brasil. Ela formou alunos notórios que fizeram parte de grandes movimentos políticos, como o movimento abolicionista, de Joaquim Nabuco, José Antônio Pimenta Bueno e Perdigão Malheiro, o movimento republicano, de Prudente de Moraes, Campos Salles e Bernardino José de Campos Júnior, e as campanhas das Diretas Já, de Franco Montoro e Ulysses Guimarães. Emergiram treze presidentes da república desta faculdade, por exemplo, o primeiro presidente civil eleito por meio do voto direto no Brasil, Prudente de Morais, que assumiu o cargo em 1894, e o ex-presidente Michel Temer, empossado após Dilma Rousseff ser destituída do cargo pelo processo de impeachment no dia 31 de agosto de 2016.61 Fernando Haddad - que ficou em segundo lugar na disputa para a Presidência da República em 2018 - também é egresso do curso de graduação da instituição. Além disso, diversos governadores, prefeitos e outras figuras importantes na história do Brasil formaram-se na Faculdade de Direito da Cidade de São Paulo. Os últimos egressos a serem prefeitos de São Paulo foram Fernando Haddad (Turma 154) e Bruno Covas (Turma 171) e os últimos egressos a serem governadores foram Cláudio Lembo (Turma 127) e Franco Montoro (Turma 107). O surgimento desta faculdade também trouxe para São Paulo enorme efervescência cultural. Inúmeros escritores de renome e movimentos culturais ali surgiram, tais como: Alphonsus Guimaraens, um dos principais representantes do Simbolismo no Brasil; Álvares de Azevedo, Escritor e poeta ultrarromântico; Castro Alves, poeta e um dos representantes do movimento abolicionista; Hilda Hilst, uma das maiores escritoras da Língua portuguesa contemporânea; José de Alencar, Autor do Livro Iracema e um dos maiores nomes do Romantismo no Brasil; Monteiro Lobato, escritor de obras-infantis como O Sítio do Picapau Amarelo; Oswald de Andrade, representante do movimento modernista e autor do Manifesto Antropófago. O edifício da faculdade também é repleto de obras com significado cultural, "(...) encontram-se agregados elementos dignos de nota, tais como os vitrais da escadaria, produzidos pela Casa Conrado Sorgenicht, e o mobiliário do Salão Nobre e da Sala da Congregação, confeccionado no Liceu de artes e Ofícios de São Paulo (...)".A Faculdade de Direito de São Paulo foi a primeira entidade a ser incorporada à Universidade de São Paulo na fundação desta, em 1934, e é considerada uma das melhores no ensino jurídico.
  • PRINCESA ISABEL E CONDE DEU - GRANDES BOTÕES DA FARDA DE GALAR DA GUARDA DE ARCHEIROS EM SERVIÇO NO CASAMENTO DA PRINCESA ISABEL E CONDE DEU. OS ARCHEIROS FORMARAM ALAS QUE ACOMPANHARAM AS CARRUAGENS QUE CONDUZIAM A FAMÍLIA IMPERIAL E OS NOIVOS. OS BOTÕES TEM MARCAS DO PRESTIGIADO FABRICANTE INGLÊS FIRMIN & SONS, FORNECEDOR DE BOTÕES, EMBLEMAS, ACESSÓRIOS E UNIFORMES PARA CERIMONIAS MILITARES FUNDADA EM 1655, É A MAIS ANTIGA EMPRESA DO REINO ÚNIDO (365 ANOS) E UMA DAS 500 MAIS ANTIGAS DO MUNDO SERVINDO A DEZESSEIS MONARCAS BRITÂNICOS. SÃO FEITOS EM METAL ESPESSURADO A PRATA. DECORADOS COM A COROA IMPERIAL BRASILEIRA SOB OS BRASÕES DA CASA IMPERIAL DO BRASIL E BRASÃO DA CASA DE ORLEANS (DA QUAL PROVÉM O CONDE DEU). VIDE IMAGEM DA CERIMÔNIA DE CASAMENTO DA PRINCESA ISABEL E CONDE DEU E DO CORTEJO QUE SE INICIOU NO PAÇO IMPERIAL NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE. BOTÕES IDÊNTICOS A ESSES FAZEM PARTE DO ACERVO DO MUSEU IMPERIAL DE PETROPOLIS. 2,5 CM DE DIAMETRO.NOTA: O CASAMENTO DA PRINCESA ISABEL E DO CONDE DEU - Nos dias que antecederam a cerimônia, os jantares se sucederam em São Cristóvão. Ministros e cortesãos eram apresentados aos dois príncipes. Houve visitas ao Arsenal e quartéis, com exibições de artilharia e fuzilaria. A partir do dia 12 de outubro de 1864, os jornais começaram a publicar o programa do dia 15: desfile de carruagens saindo de São Cristóvão, seguida do regimento de cavalaria. A partir da Cidade Nova, a guarda de arqueiros faria alas, às carruagens da família imperial. No Paço, um mestre-sala encaminharia os convidados aos seus respectivos lugares na Capela Imperial. Sobre uma almofada bordada, um fidalgo levaria as condecorações que o Imperador daria ao genro. Outro, os anéis nupciais e dois cartões com as palavras que os jovens teriam que repetir diante do arcebispo. E um terceiro, os autos do casamento. Ao fundo, a harmonia de uma das composições de Haendel. Isabel vestiria filó branco, véu de rendas de Bruxelas, grinalda de flores de laranjeiras e ramos das mesmas apanhando o vestido do lado esquerdo. Gastão, o uniforme de marechal, com a comenda da Ordem do Mérito Militar de Espanha, a comenda da Ordem da Casa de Saxe e a medalha da campanha do Marrocos. Depois da troca de alianças, ao som de harpas, os guarda-tapeçarias estenderiam no estrado do altar mor uma rica colcha bordada a ouro e os noivos ajoelhariam sobre almofadas para receber as bênçãos. A seguir, Gastão seria condecorado e receberia um ósculo paternal do Imperador, numa demonstração pública de que entrara na imperial família. Seguir-se-ia um Te Deum Laudamus. Na saída, uma salva de artilharia postada no largo do Paço e correspondida pelas fortalezas e embarcações colocadas em semicírculo na baia, anunciaria aos moradores da cidade que a cerimônia estava concluída. Desfile militar e recepção no Paço, encerrariam uma parte da festa. Ela graciosa e sorridente e ele, digno, segundo os jornais. Nos jornais, também, começaram a chover os pedidos vindos da penitenciária desta corte. Assinados pela voz de um infeliz ou pelas vítimas do infortúnio, que gemem no cárcere, muitos chefes de numerosa família pediam perdão por seus crimes: Graça! Graça!. Nas freguesias, moradores se organizavam para festejar o feliz consórcio. Sociedades ou clubes pediam aos associados que ornassem e iluminassem a frente de suas casas nos dias 15,16 e 17. Aos negociantes e droguistas, a Classe Caixeral pedia que fechassem as portas. Assim, o povo iria para as ruas aclamar os nubentes. Comissões as mais diversas do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Imperial Sociedade de Beneficência, da Real Sociedade Portuguesa Amante da Monarquia, do Núcleo Literário Fluminense, Veteranos da Independência da Bahia, etc., se organizavam para ir cumprimentar os noivos. Publicavam-se as listas de convidados: quem ia e quem não ia. E não faltava quem usasse o Jornal do Comércio para cobrar: Deixarão de ser convidados para o casamento imperial os Senhores Primeiros Cadetes?!!. A tradição nas festas brasileiras eram as luminárias. De onde vinha? Do tempo em que o Brasil era colônia. Estavam assinaladas nas Cartas Régias, desde o século XVI. De início, eram panelinhas de barro com azeite de mamona. No século XIX, já se beneficiavam da iluminação à gás. No casamento dos jovens príncipes não podiam faltar e foram previstas em toda a parte: no Largo do Paço, na Rua Direita, na Praça da Constituição, no Campo da Aclamação. Na Rua dos Ourives, esquina da Rua da Assembléia, enfeitando a renomada Farmácia do Carmo, a iluminação seria elétrica. Magnífico! Junto com as luminárias, inúmeros coretos com músicos, arcos festivos e representações gratuitas no Teatro do Ginásio. Retratos dos noivos eram vendidos nas livrarias. Na fábrica de gás, fundada pelo barão de Mauá, um coreto para quinhentas pessoas foi montado. Candelabros de vidros prismáticos encantavam o ambiente. O ponto alto da festa popular seria a ascensão do aeronauta Wells, num balão com 80 pés de altura que levava pintadas as armas brasileiras e em grandes dísticos os nomes da Princesa Isabel e do Conde d´Eu. No momento em que o préstito passasse e ao som do hino nacional, o balão se elevaria aos céus. Girândolas de foguetes encheriam os ares. Mas os jornais do dia seguinte mostraram que alguns itens planejados não foram bem sucedidos. O aeronauta não conseguiu encher o balão, que fez um voo curto. Parece que a decoração dos arcos também não agradou a todos. Mas o que de errado aconteceu parece não ter sido culpa dos artistas brasileiros na verdade, os culpados foram o engenheiro francês Auguste Andreosy e o pintor Giacomo Micheli.

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