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  • DOM PEDRO II  (1648-1706)  - RARISSIMO  DOCUMENTO DE CONCESSÃO DE ARMAS DE NOBREZA  PARA OS IRMÃOS PEDRO, JUAN E PABLO DE GUSMÃO EM 12 DE MAIO DE 1686. ERAM FILHOS DE ANTONIO VAZ DE GUSMÃO TESOUREIRO DOS DEFUNTOS DA PARAIBA NO BRASIL E SUA MÃE ERA DONA MARIA GOMES DE GUSMAO. ESTA CARTA  ERA A MAIS ALTA HONRARIA NOBILIARQUICA DO REINO PORTUGUÊS.  A MERCÊ DE ARMAS CONCEDIDA PELO SOBERANO. POUCAS FORAM EMITIDAS EM TODA A HISTÓRIA DE 800 ANOS DA MONARQUIA PORTUGUESA. PARA RECEBER ERA NECESSÁRIO COMPROVAR A ASCENDÊNCIA POR PELO MENOS TRÊS GERAÇÕES, NÃO TER MÁCULA DE SANGUE (SANGUE JUDEU, MOURO OU MULATO). A CARTA É SEMPRE ACOMPANHADA PELO BRASÃO DE ARMAS ILUMINADO PELO REY DE ARMAS (UMA ILUMINURA COM AS CORRETAS CORES DO BRASÃO). POUCAS RESTARAM APÓS O TERREMOTO QUE DESTRUIU LISBOA E OS ARQUIVOS DO REI EM 1755 ESSE DOCUMENTO ESCASSO, BELISSIMO E SOBREVIVENTE DO MAIOR DESASTRE NATURAL OCORRIDO EM PORTUGAL EM TODA SUA HISTÓRIA É UMA VERDADEIRA E PRECIOSA PEÇA DE MUSEU. SABE-SE QUE OS GOMES DE GUSMAO OCUPARAM AINDA NOS PRIMÓRDIOS DA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NO BRASIL NOS ANOS 1600 POSIÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO COLONIAL BEM COMO TIRERAM REPRESENTENTAS CLÉRIGOS QUE DISSEMINARAM OS ENSINAMENTOS CRISTÃOS NAQUELE BRASIL PRIMITIVO. A BEATA  DONA JOANNA GOMES DE GUSMÃO DESCENDENTE DE ANTONIO VAZ DE GUSMAO E MARIA GOMES DE GUSMÃO. MORADORA DA VILA DE IGUAPE CERTA FEITA EM UMA FESTA RELIGIOSA JUROU AOS PÉS DO ALTAR MOR QUE SE FICASSE VIUVA DEDICARIA TODA SUA VIDA A PRÁTICA DA CARIDADE. CEDO ENVIUVOU E  PASSOU A PEREGRINAR A PÉ, PEDINDO ESMOLAS PARA OS POBRES.ALONGANDO MAIS AS SUAS PEREGRINAÇÕES, FOI ATÉ NOSSA SENHORA DO DESTERRO (FLORIANOPOLIS); LÁ PERMANECENDO ALGUNS DIAS. PROCUROU ENTÃO ALI FUNDAR UMA CAPELA: A " CAPELA DO MENINO DE DEUS", COM AS ESMOLAS QUE ANGARIAVA NAS SUAS ANDANÇAS PELA VILAS CONHECIDAS. DIAS DEPOIS, ESSA ADMIRÁVEL CRIATURA, MAIS CONHECIDA PELO POVO COMO "MULHER SANTA", RECEBIA O "HABITO DE FREIRA", NA IGREJA DA ORDEM III DE PARANAGUÀ, NO ANO DE 1745. SOLENE ATO CELEBRADO PELO SUPERIOR DA ORDEM SERÁFICA, QUE PARA ISSO TINHA PLENOS PODERES.FALECEU AOS 92 ANOS CUMPRINDO UMA MISSÃO DE FÉ E DEDICAÇÃO AOS POBRES. BEATIFICADA ESTÁ EM PROCESSO DE CANONIZAÇÃO. ERA IRMÃ DO NOTÁVEL ESTADISTA - ALEXANDRE DE GUSMÂO- E DO GRANDE SACERDOTE, O CELEBRE BARTOLOMEU DE GUSMÃO , CONHECIDO COMO O "PADRE VOADOR" INVENTOR DE UMA CURIOSA ENGENHOCA VOADORA CHAMADA PASSAROLA MAS SEUS BRILHANTES INVENTOS LHE CAUSARAM PROBLEMAS COM A INQUISIÇÃO E TEVE DE FUGIR PARA NÃO SER LEVADO A FOGUEIRA. EXCERTOS DO TEXTO: ANNO SEGUNDO SESSENTA E OCHO MARAVEIDS, ANNO DE MIL SEISCNETOS E OITENTA E SEIS. PORTUGAL REY DE ARMASE NESTES REINOS E SENHORIOS DE PORTUGAL POR EL MUITO ALTO E MUY PODEROSO PRÍNCIPE DOM PEDRO NUESTRO SENORPELA GRAÇA DE DIOS PRINCIPE DE PORTUGAL E DOS ALGARVES DAQUEM E DALEM MAR EM ÁFFRICA SENHOR DE GUINÉ E DA CONQUISTA NEVEGAÇÃO E DO COMÉRCIO DA ETHIOPIA, ARABIA, PERSIA E INDIA.COMO REGENTE E GOVERNADOR DE TODOS OS REINOS E SENHORIOS ETC... FAÇO SABER A TODAS AS PARTES DESSES REINOS E SENHORIOS E A TODOS OS CAVALEIROS E FIDALGOS DO REINO QUE ESTA MINHA CARTA DE CERTIFICÇÃO DE BRASÃO DE ARMAS DE NOBREZA E FIDALGUIA DE LINHAGEM VIREM QUE HÁ PROVIMENTO DA NOBREZA POR PARTE DE DOM PEDRO DE GUZMAN, DOM JUAN DE GUZMAN E DOM PABLO DE GUZMAN TODOS HEY IRMAOS DE PADRE E MADRE QUE RESIDEM NA CORTE DE MADRID., ME FOI APRESENTADA PETIÇÃO POR ESCRITO  DIZENDO QUE ESSE VINHA POR LEGITIMA DESCENDÊNCIA DA NOBRE GERAÇÃO E LINHAGEM ,,,,  A SEGUIR O REI DE ARMAS APRESENTA AS TRÊS GERAÇÕES ANTERIORES DOS SUPLICANTES PARA JUSTIFICAR SEU DIREITO A FIDALGUIA E DESCREVE AS ARMAS E SUAS CORES HERALDICAS APRESNTADAS EM ILUMINURA EM SUA VERSÃO COMO FICOU REGISTRADA NOS LIVROS DE ARMAS DA NOBREZA DE PORTUGAL.  PORTUGAL, ANNO DE 1686. NOTA: Os nobres de  sangue em Portugal eram normalmente oriundos de  famílias antigas, do período de formação do Estado português durante a Baixa Idade Media, e eram considerados  nobres de linhagem somente depois de três gerações  da família, passando  a ter direito  a um brasão de armas. As cartas de brasão de armas não estavam ao alcance de todos os nobres . Somente mereciam a distinção os fidalgos hierarquicamente superiores ao fidalgo de cota de armas. Ou seja, somente poderiam pleitear a distinção os fidalgos de grande qualidade, fidalgos de solar, fidalgos de linhagem, fidalgos notáveis e fidalgos assentados nos livros dEl Rei, denominados fidalgos principais ou nobreza principal do reino. Nesse grupo seleto ainda estavam os fidalgos do conselho, fidalgos cavaleiros, fidalgos escudeiros, fidalgos capelães e moços fidalgos. Embora pudessem ter brasões, os fidalgos de cotas de armas se localizavam na segunda ordem, onde estavam os nobres de linhagem(com quatro avós nobres),os cavaleiros fidalgos, desembargadores de El Rei ,os cavaleiros das Ordens Militares, as pessoas denominadas por dom .Por fim, a terceira ordem se compunha de pessoas de nobreza ordinária, como os simples letrados, pessoas de grau de letras, professores régios de gramática latina e grega, de retórica e os cavaleiros, escudeiros e homens bons. Desde a Idade Média, os reis portugueses procuraram preservar os antigos brasões de armas e controlar a concessão de novos. o brasão de armas era uma condecoração própria da alta nobreza. Todos os descendentes de homens abrasonados, por linha paterna ou materna, herdavam a distinção. Ao conceder os brasões, os monarcas nobilitavam os agraciados, como remuneração de serviços prestados. Quando as concessões nobilitavam plebeus, denominavam- se armas novas, mas quando se referiam à modificação de armas já existentes e usadas, eram confirmação ou acrescentamento de armas. Para provar a nobreza de geração, ou seja, a fidalguia, o suplicante devia apresentar um trem de vida segundo os costumes da nobreza, com cavalos, criados e amas para os filhos. Não podia ter exercido ofícios mecânicos ou de procurador judicial, mas também que descendia das famílias armoriadas de cujas armas o mesmo justificante pretendia usar .... Embora as provas documentais fossem da maior importância, encontram-se nos processos de justificação da nobreza somente certidões de batismo sobretudo dos justificantes e, por vezes, de seus pais e avós. Apresentavam igualmente carta de foro de fidalgo, algumas certidões de serviços, atestados de genealogistas avulsos e transcrições de obras impressas. Assim, poucos seguiam as exigências e desconsideravam a comprovação taxativa da nobreza e da fidalguia alegadas
  • RARO RELÓGIO DE BOLSO DITO " FICO" EM METAL ESPESSURADO A PRATA, COMEMORATIVO DO CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL EM 1922. MOSTRADOR DECORADO COM BRASÃO DA REPÚBLICA BRASILEIRA. TAMPA POSSUI REPRESENTAÇÃO DO GRITO DO IPIRANGA EM RELEVO COM A FRASE INDEPENDÊNCIA OU MORTE. NA TAMPA INTERMEDIÁRIA BUSTO DE JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA COM AS INSCRIÇÕES GLÓRIA AOS FUNDADORES DA INDEPENDÊNCIA. LATERALMENTE POSSUI INSCRIÇÕES COM AS DATAS 24 DE FEVEREIRO DE 1821 (DIA DO FICO), 25 DE MARÇO DE 1825 (PROMULGAÇÃO DA PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL, 13 DE MAIO DE 1888 (LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS) E 15 DE NOVEMBRO DE 1889 (PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA). CIRCUNDANDO O MOSTRADOR GUIRLANDA DE LOUROS COM A INSCRIÇÃO SETE DE SETEMBRO 1822-1922 (ALUSIVA AO CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA). MANUFATURA CHRONOMETRE PRIMA (SUIÇA). 5 CM DE DIÂMETRO.MECANISMO FUNCIONANDO. NOTA: A expressão Dia do Fico, deve-se a uma frase célebre de dom Pedro, então príncipe-regente do Brasil, que era na época um Reino Unido a Portugal e Algarves:Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta da corte de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta ideia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico".
  • A BATALHA DE BREDA  CENA DE BATALHA DE BREDA OCORRIDA EM 1625  DURANTE A GUERRA DOS TRINTA ANOS ENTRE PAÍSES BAIXOS E ESPANHA. PINTURA SOBRE PLACA ASSINADO RUI.  APRESENTA O CONFLITO ENTRE O EXERCITO ESPANHOL COM UNIFORME VERMELHO E O EXÉRCITO DA HOLANDA COM UNIFORME AZUL. A BATALHA É APRESENTADA COM CAVALARIA E INFANTARIA. AO FUNDO UM MOINHO DE VENTO APARECE EM CHAMAS. FOI ESSE CONFLITO A REVELAR A HABIADADE E ENGENHOSIDADE DO PRINCIPE MAURICIO DE  NASSAU QUE O HABILITARIA AO COMANDO DA INVASÃO HOLANDESA A PERNAMBUCO NO BRASIL. PAISES BAIXOS, SEC. XVIII/XIX. 16 X 14 CMNOTA: O cerco (Ou assédio) de Breda de 1624 a 1625 ocorreu durante a Guerra dos Oitenta Anos. O cerco aconteceu em Breda, uma cidade fortificada holandesa, que acabou sob o controle do exército da Flandres. Seguindo as ordens de Ambrogio Spinola, o exército de Filipe IV sitiou Breda em agosto de 1624. O cerco foi contrário aos desejos do governo de Filipe IV, devido aos encargos já excessivos das guerras simultâneas dos oitenta e trinta anos. A cidade estrategicamente localizada foi fortemente fortificada e fortemente defendida por uma guarnição grande e bem preparada de 7.000 homens, que os holandeses estavam confiantes de que aguentariam o tempo suficiente para derrubar os sitiantes enquanto aguardavam uma força de socorro para interromper o cerco. Apesar da oposição do governo espanhol a grandes cercos nos Países Baixos e dos obstáculos que enfrentam qualquer ataque a uma cidade tão fortemente fortificada e defendida, Spinola lançou sua campanha em Breda, bloqueando rapidamente as defesas da cidade e expulsando um exército de ajuda holandês sob a liderança de Maurício de Nassau, que tentara interromper o acesso do exército espanhol a suprimentos. Em fevereiro de 1625, uma segunda força de socorro, composta por 7.000 soldados ingleses sob a liderança de Horace Vere e Ernst von Mansfeld, também foi expulsa por Spinola. Depois de um oneroso onze meses, Justin de Nassau rendeu Breda em 2 de junho de 1625. Apenas 3.500 holandeses e menos de 600 ingleses sobreviveram ao cerco.  O cerco de Breda é considerado o maior sucesso de Spinola e uma das últimas grandes vitórias da Espanha na Guerra dos Oitenta Anos. O cerco fazia parte de um plano para isolar a República de seu interior e coordenado com a guerra naval de Olivares liderada pelos Corsários, para sufocar economicamente a República Holandesa. Embora as lutas políticas dificultassem a liberdade de movimento de Spinola, os esforços da Espanha na Holanda continuaram depois. O cerco de 1624 chamou a atenção dos príncipes europeus e, junto com outras batalhas vitoriosas como a Batalha de Montanha Branca (1620), foi recuperada a formidável reputação que mantinha o exército espanhol ao longo do século anterior.Nos últimos estágios das guerras combinadas dos Oitenta e Trinta Anos, que haviam sobrecarregado bastante os recursos espanhóis, Breda foi perdida para os holandeses sob o comando de Frederico Henrique após um cerco de quatro meses. No Tratado de Vestfália em 1648, que encerrou as guerras dos Trinta e Oitenta Anos, Breda foi cedida à República Holandesa.
  • FRAGMENTO DE ESCULTURA VOTIVA COM FEITIO DE THOTH  - AVE SAGRADA (IBIS) UMA DAS REPRESENTAÇÕES DE THOTH. CONSTRUIDA EM PASTA DE PEDRA (GRÃOS DE QUARTZO EM PÓ FINO FUNDIDOS COM PEQUENAS QUANTIDADES DE ÁLCALI E/OU CAL POR MEIO DE AQUECIMENTO PARCIAL) EPOCA SAITA, ESCAVADA EM MENFIS . THOTH ERA O DEUS EGÍPCIO DA ESCRITA, DA SABEDORIA E DA MAGIA. ELE ESTAVA ASSOCIADO À ORDEM E À JUSTIÇA E ERA CONSELHEIRO E MEDIADOR DOS DEUSES. PATRONO DOS ESCRIBAS, SUA CONTRAPARTE FEMININA ERA SESHAT, DEUSA DA ESCRITA E GUARDIÃ DOS LIVROS, THOTH CRIOU A LINGUAGEM E SESHAT DEU SUAS PALAVRAS AO POVO.SEC. VII. AC. 7 CM DE COMPRIMENTO. NOTA: Os deuses egípcios estavam sempre em conflito e o papel de Thoth como mediador e solucionador de problemas era frequentemente solicitado. Quando Rá amaldiçoou sua filha Nut, proibindo-a de dar à luz em qualquer dia do ano, ela veio a Thoth em busca de ajuda. O velho e sábio Thoth superou a maldição apostando com o Deus da Lua (Khonsu) por um pouco de sua luz. Ele ganhou 1/72 da luz da lua. O suficiente para cinco dias extras no ano, permitindo que Nut tenha seus cinco filhos (Osíris, Ísis, Geb, Néftis e Hórus) e ampliando o calendário anual de 360 para 365 dias.Novamente, quando Set assassinou seu irmão Osíris, foi Thoth quem ajudou sua esposa Ísis a realizar o ritual para trazê-lo de volta à vida e deu-lhe as palavras mágicas para que Osíris pudesse gerar Hórus. Mais tarde, ele usou sua sabedoria e magia para apoiar Hórus nas guerras em curso com Set.Mais uma vez, quando Tefnut, a Deusa da chuva e da umidade  essencial para manter a vida no ambiente desértico do Egito  se afastou de seu pai Rá e fugiu para a Núbia. Rá enviou Thoth com Shu (mensageiro dos deuses e marido de Tefnut) disfarçados de babuínos para persuadi-la a voltar para casa. Eles tiveram sucesso em sua busca e retornaram com grande alegria na terra do Egito. Thoth também ajudou Osíris e Anúbis no Salão da Verdade, registrando o resultado da pesagem do coração contra a pena da verdade. Decidir se uma pessoa pode ou não entrar na vida após a morte. Joshua J. Marks escreve: Sua casa na vida após a morte, conhecida como Mansão de Thoth, fornecia um lugar seguro para descansar e receber feitiços para ajudá-los contra os demônios que os impediriam de chegar ao paraíso. Sua magia também foi fundamental para a revitalização da alma que trouxe os mortos de volta à vida no submundo. Há evidências de que Thoth é uma das primeiras divindades conhecidas e que sua adoração remonta ao período pré-dinástico (6.000-3.150 aC). Seu culto também foi aceito e venerado pelas famílias reais posteriores e no Segundo Período Intermediário o nome Tutmés, que significa Nascido de Thoth, aparece três vezes na Cronologia dos Faraós.Na Colina Thoth, o ponto norte da Necrópole de Tebas, fica o templo mais antigo conhecido em Tebas. Aqui foram escavadas três estátuas de babuínos e fragmentos inscritos com o nome do faraó Mentuhotep II (2055-2004 a.C.).Nas escavações em andamento no templo funerário de Amemhotep III (1390-1352 aC), foram encontradas duas grandes estátuas de Thoth como um babuíno. Pensa-se que estes podem ter feito parte de uma avenida de babuínos que conduz ao templo, semelhante em estilo à avenida de esfinges que vai de Luxor a Karnak. Este Faraó também encomendou as duas estátuas de babuínos de 30 toneladas em Hermópolis.No entanto, a popularidade de Thoth estendeu-se muito além das classes dominantes. Seu centro de culto em Hermópolis atraiu um grande número de peregrinos. Milhares de íbis e babuínos mumificados, usados como oferendas votivas em dias de festa, foram encontrados perto daqui e também em Saqqara. Estátuas de pedra do tipo encontrado no Museu Hunt também teriam sido oferecidas por funcionários e outros indivíduos ricos.Imagens de Thoth em ambas as suas manifestações são encontradas nos túmulos dos sacerdotes dos faraós e nos da população em geral. Amuletos de Thoth como um íbis, e mais frequentemente como um babuíno, foram encontrados em diferentes períodos da história do Egito. Pensa-se que estes foram usados por escribas.
  • GUERRA DO PARAGUAI - MEDALHA GERAL DA CAMPANHA DO PARAGUAI.CRIADA POR D. PEDRO II POR DEC 4560 DE 6 AGO 1870. DESTINOU-SE A PREMIAR OS QUE FIZERAM PARTE DO EXÉRCITO E DESTACARAM-SE POR BRAVURA NA GUERRA DO  PARAGUAI. ELA FOI CUNHADA DO BRONZE DOS CANHÕES TOMADOS DOS PARAGUAIOS. A FITA REPRESENTA AS CORES DA TRÍPLICE ALIANÇA (BRASIL, ARGENTINA E URUGUAI). POSSUI 5 LINHAS DE IGUAL LARGURA ASSIM DISPOSTAS DA ESQUERDA PARA A DIREITA: VERDE, BRANCA, AZUL, BRANCA, AMARELA. ELA REPRESENTA UMA CRUZ DE MALTA TENDO AO CENTRO UMA COROA FECHADA DE RAMOS DE CARVALHO ENTRELAÇADOS DE FITAS CRUZADAS. NO ANVERSO TRAZ A LEGENDA CAMPANHA DO PARAGUAIE NO REVERSO A DATA 6-1870-8 (6 AGO 1870) DO DECRETO QUE A INSTITUIU. ERA USADA DO LADO ESQUERDO DO PEITO PENDENTE DE FITA E ESTA A UM PASSADOR.A ELA FAZIAM JUZ TODOS OS MILITARES DO EXÉRCITO, GUARDA NACIONAL, VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA, CORPOS DE POLÍCIA E CIVIS EM SERVIÇO NO EXERCÍCIO EM OPERAÇÕES, INCLUSIVE ARGENTINOS E URUGUAIOS CUJO PASSADOR, AO INVÉS DE NÚMERO, TRAZ UMA ESTRELA.
  • DOM PEDRO II  GUERRA DO PARAGUAI  DOIS BOTÕES DE FARDA DE TENENTE CORONEL DO BATÃLHÃO DE ENGENHARIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO UTILIZADO DURANTE A  GUERRA DO PARAGUAI. MARCAS DO IMPORTADOR LUIS TARRAGÃO - RIO DE JANEIRO. POSSUEM EM RELEVO NO MAIOR  BRASÃO COM COROA IMPERIAL BRASILEIRA SOBRE AS INICIAIS PII E NO DOS PUNHOS ESFERA ARMILAR COM AS 21 ESTRELAS REPRESENTANDO AS PROVÍNCIAS DO IMPÉRIO DO BRASIL. O MUSEU IMPERIAL BRASILEIRO POSSUI UM CONJUNTO DE QAUTRO BOTÕES ACONDICIONADOS EM UMA CAIXA  SENDO UM DELES IDÊNTICO AOS QUE ESTÃO SENDO APREGOADOS. NA PARTE INFERIOR DA CAIXA CONSTAM AS SEGUINTES INSCRIÇÕES: "BOTÕES DE UNIFORMES DE OFFICIAES SUPERIORES BRAZILEIROS, MORTOS NA GUERRA DO PARAGUAY (JANEIRO DE 1870). NO CENTRO, EM ARO DE OURO, MOEDA DE CÓBRE DA MESMA ÉPOCA, COM A EFFIGIE DE D. PEDRO II"; "BOTÕES RECOLHIDOS EM DIVERSOS CAMPOS DE BATALHA". VIDE NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE A FOTO DA CAIXA QUE COMPÕE O ACERVO DO MUSEU IMPERIAL.  E VEJA TAMBÉM O PUNHO DA FARDA DE ONDE FORAM RETIRADOS ESSES BOTÕES. BRASIL, SEC. XIX. 21,5 MM 0 MAIOR E 11,7 MM O MENOR. NOTA: O escritor AFONSO TAUNAY,  contava que seu pai O  VISCONDE TAUNAY, oficial-general de nosso Exército Imperial e veterano da GUERRA DO PARAGUAI, após a proclamação da Republica, nunca mais vestiu seu uniforme, para não trocar os botões dourados do Império.
  • WILLIAN GORE OUSELEY (1797-1866) DIPLOMATA E PINTOR VIAJANTE. HARBOR OF BAHIA  BAIA DE SÃO SALVADOR. . LINDA E MUITO RARA GRAVURA AQUARELADA A PARTIR DE DESENHO DE WILLIAN GORE OUSELEY. EXCEPCIONALMENTE BELA MOLDURA! APRESENTA VISTA DA BAÍA DE SÃO SALVADOR.  PUBLICADO EM 1852  NA OBRA VIEWS IN SOUTH AMERICA FROM ORIGINAL DRAWINGS MADE IN BRAZIL, THE RIVER PLATE AND PARANA, DE W. G. OUSELEY. WILLIAM GORE OUSELEY (1797-1866), FOI UM DIPLOMATA INGLÊS QUE ESTEVE NA BAHIA, EM 1835, E FEZ ALGUMAS ILUSTRAÇÕES, QUE FORAM LITOGRAFADAS POR J. NEEDHAM. 49 X 35 CM SOMENTE O TAMANHO DA GRAVURA E 70 X 57 CM (CONSIDERANDO O TAMANHO DA MOLDURANOTA: O diplomata e pintor amador inglês William Gore Ouseley (1797-1866) dedicava-se a desenhar paisagens fora das trilhas convencionais retratadas, antes dele, por outros viajantes, conforme escreveu na introdução de seu álbum Views in South America from original drawings made in Brazil, the River Plate and Parana, publicado em Londres, em 1852. Com 25 litografias que retratam majoritariamente paisagens brasileiras, além de algumas da Argentina, da Ilha da Madeira e de Tenerife, o livro destinava-se a curiosos e principalmente potenciais viajantes que desejavam conhecer lugares pouco visitados.Ouseley viveu no Brasil como secretário comercial e depois como ministro especial britânico entre 1833 e 1841. Por recomendação médica, dedicava-se a passeios pelas serras do Rio de Janeiro, onde os ingleses costumavam se reunir para escapar do calor extremo da cidade. Em 1835, esteve na Bahia onde também fez vários desenhos.Acima, em uma das imagens do álbum, a Capela de São Gonçalo em ruínas, na Bahia (Ruined Chapel of S. Gonsalo, Bahia), que ele considerou um objeto de muito interesse, talvez pela dificuldade de acesso devido à vegetação densa típica do país. Segundo Ouseley, algumas pessoas que encontrou na estrada do Rio Vermelho, onde ficava a capela, lhe disseram que esta seria uma das primeiras construções, ou até mesmo a primeira, devotadas ao cristianismo no Brasil e talvez na América.Examinando o local, "cortando algumas das plantas no interior, densamente coberto de vegetação, vestígios de vários detalhes ornamentais em pedra bem lapidada ou em mármore atestam o cuidado com que este local de culto era antigamente ornamentado, e o sacrifício com que deve ter sido construído", escreveu Ouseley, na explicação da gravura (em tradução livre). Em seu texto, ele também alertava os viajantes sobre os perigos de encontrar escorpiões e cobras no interior da capela. Como escreve a pesquisadora e crítica de arte Ana Maria Belluzzo, em seu artigo O viajante e a paisagem brasileira (Revista Porto Arte, Porto Alegre, 2008), Ouseley ficou muito impressionado com esta pequena ruína de pedras situada num ponto de observação tão artístico. E também pela pouca importância que lhe era atribuída pela população do país.A aquarela acima, de 1835, que retrata a Gamboa, na Bahia, também revela o interesse do artista por lugares e pontos de vista inusitados.No mesmo artigo, Belluzzo defende que esse gosto do artista era influenciado por sua formação clássica: William Gore Ouseley, filho de um orientalista, era um homem de ampla cultura clássica; estudou em Paris e em Leyden e viajou por vários países (dentre eles Suécia e Estados Unidos) antes de chegar ao Brasil. A obra de Ouseley traz esclarecimentos a respeito das características do passeio pitoresco inglês praticado pelos visitantes do Brasil. O termo pitoresco denota aqueles objetos que são propriamente aptos para a pintura. (...) Conforme o gosto pitoresco, o olhar buscava as relações que revelassem a natureza digna de ser apreciada ou desenhada, segundo padrões poéticos arcádicos. O observador escolhia ângulos privilegiados para registrá-la sob valores consagrados pela pintura e pela poesia. A tradição pictórica ditava normas à natureza e só algumas combinações notáveis da natureza chegavam a constituir material adequado a arte.Essa paisagem parece ainda mais idealizada quando pensamos que foi pintada no mesmo ano em que ocorreu, em Salvador, o maior levante de escravizados da história do Brasil, que ficou conhecido como a Revolta dos Malês. Naquela época, dos cerca de 65.500 habitantes da capital da Bahia, 78% eram de origem africana ou afrodescendentes. Os malês eram os negros muçulmanos (imalê em iorubá) que lutaram pelo fim da escravidão e pela liberdade religiosa, entre outros direitos que lhes eram negados. Na aquarela de Ouseley, alguns homens negros aparecem nos barcos, pequenos frente à grandiosidade da natureza, apenas para compor o cenário idílico que o artista propõe em sua obra.Segundo a pesquisadora, a própria configuração das cidades costeiras e a implantação da arquitetura em território irregular e montanhoso vêm de encontro aos anseios do paisagismo inglês. A forte presença da vegetação e das montanhas à beira-mar tornava a natureza, por si, um signo imperativo junto ao conjunto edificado. Integraram ainda o repertório pitoresco: a casa isolada em meio à vegetação, a mescla da arquitetura com algum aspecto da natureza, as chácaras e casas de campo, que forneciam o modelo ideal de ambiência prezado pelos viajantes europeus no Rio de Janeiro, assim como na Bahia e Pernambuco.
  • WILLIAN GORE OUSELEY (1797-1866) DIPLOMATA E PINTOR VIAJANTE. RUINAS DA CAPELA DE SÃO GONÇALO  BAHIA. LINDA E MUITO RARA GRAVURA AQUARELADA A PARTIR DE DESENHO DE WILLIAN GORE OUSELEY. EXCEPCIONALMENTE BELA MOLDURA! APRESENTA VISTA DAS RUÍNAS DA CAPELA DE SÃO GONÇALO NA BAHIA.  A CAPELA DE SÃO GONÇALO DO RIO VERMELHO FOI PROVAVELMENTE A PRIMEIRA IGREJA DEDICADA AO SANTO, NO BRASIL, CONSTRUÍDA ENTRE 1636 E 1695. EM 1724, O TEMPLO FOI DOADO AO MOSTEIRO DE SÃO BENTO. NO FINAL DO SÉCULO 18, A IMAGEM DE SÃO GONÇALO FOI TRANSFERIDA PARA A IGREJA DO BONFIM E A FESTA DE SÃO GONÇALO FOI ADAPTADA PARA O NOVO LOCAL.  PUBLICADO EM 1852ESTA LIVRO VIEWS IN SOUTH AMERICA FROM ORIGINAL DRAWINGS MADE IN BRAZIL, THE RIVER PLATE AND PARANA, DE W. G. OUSELEY. WILLIAM GORE OUSELEY (1797-1866), FOI UM DIPLOMATA INGLÊS QUE ESTEVE NA BAHIA, EM 1835, E FEZ ALGUMAS ILUSTRAÇÕES, QUE FORAM LITOGRAFADAS POR J. NEEDHAM. 49 X 35 CM SOMENTE O TAMANHO DA GRAVURA E 70 X 57 CM (CONSIDERANDO O TAMANHO DA MOLDURANOTA: RELATO DE WILLIAN GORE OUSELEY (1797-1866) DIPLOMATA E PINTOR  SOBRE SUA VISITA ÁS RUINAS DA CAPELA DE SÃO GONÇALO POR ELE RETRATADAS. A poucos quilômetros da Bahia, na costa atlântica, perto do Rio Vermelho, há uma pequena capela em ruínas que pode facilmente escapar à atenção de um viajante, a menos que seja mais viciado em explorar os recantos de um país pitoresco do que os habitantes ou estrangeiros residentes, que são naturalmente absorvido em atividades mais lucrativas. Ao aproximar-se dela, o que não foi muito fácil, pois os caminhos estavam tomados pelo denso mato e pela rica vegetação comum neste país, o aspecto solitário e deserto da capelinha, e a sua pitoresca posição e interior, tornaram-na objeto de interesse. Em resposta à indagação de pessoas casualmente encontradas na estrada do Rio Vermelho (provavelmente autoridades pouco competentes), afirmou-se que se tratava da Capela de São Gonçalo; entre os primeiros edifícios, alguns disseram o primeiro edifício, dedicado ao culto cristão, construído no Brasil, ou como outros acrescentaram, na América. Como sua própria existência parecia desconhecida na Bahia, essa história foi aceita, sobretudo porque sua correção em nada diminuía o efeito da pequena ruína do ponto de vista artístico. Ao exame, ao cortar algumas das plantas que cobrem o interior densamente coberto de vegetação, vestígios de vários detalhes ornamentais em pedra ou mármore bem talhados, atestam o cuidado com que este local de culto isolado foi anteriormente ornamentado, e o custo com que deve ter sido construído. Às vezes ficamos inexplicavelmente interessados pela descoberta (como pode ser chamada) de relíquias que comprovem antigo zelo religioso ou habilidade arquitetônica, no meio do que é agora uma solidão deserta. Tal interesse é tudo o que se pode alegar por oferecer esboços de um lugar tão pouco conhecido e de tão pouca importância como as ruínas da capela de São Gonçalo
  • GUSTAV EILERS (1834-1911) O REI DE ROMA (NAPOLEÃO II)L  FILHO DE NAPOLEÃO BONAPARTE . BELISSIMA PINTURA APRESENTANDO RETRATO DO REI DE ROMA PINTADO EM ESMALTES SOBRE PORCELANA. EXCEPCIONAL PINTURA COM LINDA MOLDURA EM BRONZE. ASSINADA POR EILERS. ALEMANHA, SEC. XIX. 11 CM DE ALTURA   NOTA: Imperador dos franceses por pouco mais de 10 anos, Napoleão Bonaparte torcia para que sua segunda esposa, Maria Louise da Áustria, desse à luz um herdeiro para o trono. Ele pedia por um filho inteligente e destemido, que pudesse seguir seus passos.Em 20 de março de 1811, então, nasceu o pequeno Napoleão François Joseph Charles Bonaparte. Dono de finos cabelos loiros, o menino foi batizado na imponente Notre Dame de Paris e, desde então, foi considerado o príncipe imperial.Sob os cuidados de Louise Charlotte Françoise Le Tellier de Montesquiou, a governanta dos filhos da França, o menino recebeu uma educação filosófica, militar e bastante religiosa. Nenhum livro, no entanto, foi capaz de prepará-lo para o que viria a seguir.Aos três anos de idade, o pequeno príncipe sequer imaginava que o Império Francês estava entrando em colapso, em meados de 1814. Ele viu seu pai pela última vez em janeiro daquele ano, quando Napoleão partiu para seu exílio em Elba.Três meses mais tarde, o imperador dos franceses abdicou do trono em favor de seu filho. Assim, François tornou-se regente em tenra idade e recebeu o título de Napoleão II  conquista que durou apenas dois dias, já que Napoleão também abriu mão dos direitos de seus descendentes ao trono francês.Isolados da elite e sem rumo, Maria Louise e seu filho foram mandados para um exílio na Áustria, deixando a França para sempre, em abril de 1814. No ano seguinte, Napoleão chegou a abdicar pela segunda vez em nome de seu herdeiro que, aos quatro anos, nunca chegou a governar. Uma vez instalado na Áustria, Napoleão II passou a ser tratado como Franz por seus amigos e empregados. Aos 8 anos, o menino já era apaixonado pelas artes militares e, vestindo uniformes parecidos com o de seu pai, orquestrava manobras no palácio. Em meados de 1820, o herdeiro concluiu seus estudos e passou a receber treinamento militar de verdade. Assim, aprendeu alemão, italiano e matemática, além de uma rotina rígida de exercícios para treinar seu físico.Com apenas 12 anos, Napoleão II iniciou sua carreira no exército austríaco, atuando como cadete, em 1823. Apesar de focado, inteligente e temido pelos exércitos europeus, entretanto, o menino nunca teve qualquer papel político de importância.Após a morte de Napoleão, em 1821, Maria Louise casou-se novamente, agora com Adam Albert von Neipperg, que também faleceu enquanto Franz era criança. De luto e bastante decepcionado com sua mãe, que teria gerado dois filhos ilegítimos, o jovem Napoleão II distanciou-se da mulher. Minha mãe é gentil, mas fraca, disse à época.Em meados de 1831, Franz finalmente foi convidado para servir em um batalhão austríaco, mas nunca teve a chance de servir. Isso porque, no ano seguinte, foi acometido por uma pneumonia e, enfermo, ficou de cama por meses.Em julho de 1832, já bastante debilitado, o herdeiro de Napoleão Bonaparte faleceu, vítima de tuberculose. Franz tinha apenas 21 anos quando deu seu último suspiro, no Palácio de Schönbrunn, em Viena.Durante a juventude, Napoleão II mantinha uma amizade bastante íntima com Sophie, princesa bávara da Casa de Wittelsbach. Na época, rumores afirmavam um caso de amor adúltero entre os dois herdeiros.Tais boatos, inclusive, determinam que Franz chegou a ter um filho com Sophie, que era casada com outro homem. Segundo a teoria, Maximiliano I do México, nascido em 1832, foi o fruto do relacionamento infiel. No entanto, eram apenas rumores, nada nunca foi comprovado.Sem quaisquer filhos legítimos de Napoleão II, no entanto, o trono francês foi reivindicado pelo primo de Franz, Louis-Napoleon. Herdeiro de Louis I, rei da Holanda, o novo regente assumiu o nome de Napoleão III, em homenagem aos familiares falecidos.
  • DUQUE DE PALMELA PORCELANA COMPANHIA DAS INDIAS RARA TAÇA EM PORCELANA CIA DAS INDIAS PERTENCENTE AO SERVIÇO DO DUQUE DE PALMELA D.PEDRO DE SOUSA HOLSTEIN (1781-1850). BELA DECORAÇÃO COM ESMALTES DO PERÍODO JIAQING. BORDA COM GUIRLANDA EM OURO. CORPO E CALDEIRA COM ÁRVORE DE ROMÃ E SEUS FRUTOS TENDO AO FUNDO CIDADELA. NÃO FORA RARO POR TER PERTENCIDO AO SERVIÇO DESSE TITULAR É TAMBÉM DE RARA BELEZA, UMA PEÇA SURPREENDENTE DA LAVRA DOS ARTESÃOS DE PORCELANA CHINESA DO INICIO DO PERÍODO OITOCENTISTA. EXEMPLAR DESTE SERVIÇO ESTA REPRODUZIDO NO LIVRO LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL, POR JENNY DREYFUS. PAG. 135, 8 CM DE DIÂMETRO. NOTA: D.Pedro de Sousa Holstein (1781-1850) o primeiro Duque de Palmela foi um dos artífices da Revolução Liberal que entronizou Dona Maria II em Portugal com a deposição do usurpador D. Miguel. Era afilhado de batismo da Rainha Dona Maria I e do rei Dom Pedro III. Foi feito conde por Dona Maria I, sua madrinha, Marquês por Dom joão VI e Duque por Dom Pedro I quando este regia o Reino de Portugal em favor de sua Filha D. Maria II. Foi um militar que desempenhou papel importante nas guerras peninsulares pela libertação de Portugal do jugo de Napoleão Bonaparte. Foi também ministro plenipotenciário em Londres e guardião de Dona Maria II quando esta viveu em na Inglaterra a aguardar as guerras que destronariam seu tio e marido Dom Miguel I que lhe usurpou o trono português. Em 1817 foi chamado a exercer o cargo de ministro dos negócios estrangeiros. Como tal, viajou para oRio de Janeiro, onde a corte portuguesa se encontrava desde as invasões francesas. No entanto, contrário à presença da corte noBrasil, e não emLisboa, acaba por se demitir; só após aRevolução Liberalde 24 de Agosto de 1820, e o subsequente regresso dorei, em 1821, Palmela aceitou o cargo; nessa altura foi incumbido de viajar ao Brasil e acompanhar o rei no seu regresso triunfal a Portugal. Até à sua morte desempenhou numerosos cargos políticos e militares. Por sua lealdade foi recompensado por Dom Pedro I que o tornou grande no Reino. D. Pedro de Sousa Holstein, 1º conde, marquês e duque de Palmela e 1º duque do Faial, descendente da Casa de Bragança e da Família Real Dinamarquesa; foi primeiro-ministro de Portugal.
  • ACESSE O CATALOGO COMPLETO DO LEILÃO EM PDF PELO LINK: https://drive.google.com/file/d/13E8zLHc6Q6J0MQSl2viDWO05UwKxTO1d/view?usp=sharing
  • DOCUMENTOS DO LEILÃO ORDENADO PELO JUIZ DE DIREITO DA TERCEIRA VARA DA FAMÍLIA E DAS SUCESSÕES CUJO INVENTÁRIO DO SR. EDUARDO STOPPEL SE PROCESSA PELO CARTORIO DO 8, OFÍCIO DA FAMILIA E DAS SUCESSOES. DATADA DE 14 DE MAIO DE 1963 EMITIDA EM NOME DO SR. JOSÉ CLAUDINO DA NÓBREGA. RECIBO DE VENDA DO SR. JOSÉ CLAUDINO DA NOBREGA EM FAVOR DO DR. ANTONIO MELILLO .  EXEMPLAR DO JORNAL ULTIMA HORA COM A MATERIA  QUE NOTICIOU A VENDA DA COLEÇÃO E SUA TRAJETÓRIA  INUSITADA. PUBLICADA EM 1963. COMPROVA-SE ASSIM A ORIGEEM DA COLEÇÃO E OS ATOS JURÍDICOS QUE A LEVARAM A LEILÃO JUDICIAL. .
  • DOMINGOS SEQUEIRA (1768-1836) SÃO BRUNO EM ORAÇÃO (PUBLICADA NA PRIMEIRA METADE DO SEC. XIX.  MARAVILHOSA GRAVURA EM METAL COM ÁGUA FORTE  FEITA POR MANUEL LUIZ DA RUA NOVA DOS MÁRTIRES N. 12 EM LISBOA. FEITA A PARTIR DA MONUMENTAL OBRA DE DOMINGOS DE SEQUEIRA PINTADA ENTRE 1799 E 1800 E EXPOSTA NA ACADEMIA DAS BELLAS  ARTES DE LISBOA. APRESENTA O SANTO EM ORAÇÃO. SÃO BRUNO TORNOU-SE O FUNDADOR DA ORDEM DOS CARTUXOS COM SEUS SEIS COMPANHEIROS. ESSA ORDEM É CONSIDERADA A MAIS RÍGIDA DE TODAS AS ORDENS DA IGREJA, PELO EXERCÍCIO DO SILÊNCIO, SOLIDÃO, JEJUNS, PENITÊNCIAS E ORAÇÕES, E QUE ATRAVESSOU A HISTÓRIA SEM REFORMAS E PERDURA ATÉ HOJE NA MESMA RADICALIDADE. PRIMEIRA METADE DO SEC. XIX, 26 X 30 CM  NOTA: Domingos António do Espírito Santo nasceu em Belém, em 1768. O nome Domingos Sequeira  foi adoptado com cerca de dezassete anos de idade e vinha de um padrinho rico que tinha esse apelido. Frequentou, em Lisboa, a Aula de Desenho "do Rocha" e pintou tectos de palacetes. Foi protegido pela família Marialva, conseguindo de João António Pinto da Silva, guarda-jóias da rainha, uma pensão para ir a Roma, em 1788. Nessa cidade foi aluno de Cavallucci, Della Picola e Domenico Corvi. Em 1793, foi admitido como académico de mérito na Academia de São Lucas. No regresso a Portugal, viajou por Florença, Milão e Veneza, onde apreciou as obras de Tiépolo e Veronese. Chegou a Portugal entre 1795 e 1796, onde recebeu algumas encomendas, entre as quais os desenhos para o Álbum da Sopa de Arroios. Contudo estava desalentado com o pouco apreço que recebia, entrando como noviço no Convento das Laveiras, da Ordem dos Cartuxos, onde ficou durante três anos. Em 1802 saiu do Convento e foi nomeado primeiro pintor da camara e da corte, passando a dirigir as pinturas da Ajuda. Em 1805, foi nomeado para a direcção da Academia portuense, mas foi forçado a regressar a Lisboa devido às invasões francesas. Aderiu ao liberalismo e depois da Revolução Liberal fez o retratos dos constituintes e uma Alegoria à Constituição. Contudo, com o regresso ao absolutismo, decidiu abandonar Portugal, viajando para Londres e Paris. Em 1825, foi para Roma onde acabou por falecer, cerca de dez anos depois.
  • FRANCISCO TOMÁS DE ALMEIDA  A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO  LINDA CALCOGRAVURA COM AGUA FORTE  DA PRIMEIRA METADE DO SEC. XIX. APRESENTA CRISTO CRUCIFICAOD, SUA SANTA MÃE, SÃO JOÃO EVANGELISTA E MARIA MADALENA AOS PÉS DA CRUZ. PRIMEIRA METADE DO SEC. XIX. 33 X 23 CMNOTA: FRANCISCO TOMÁS DE ALMEIDA - Bénézit situa a data do seu nascimento por volta de 17751 enquanto Ernesto Soares, com base nas folhas de ponto da Imprensa Régia onde se encontram os documentos referentes à Casa Literária do Arco Cego, fixa 1778 como o ano de nascimento e a data de 8 de Setembro de 1866 como a do seu falecimento2 . Foi aluno, protegido e testamenteiro do mestre florentino Bartolozzi e considerado um dos seus discípulos mais hábeis. Segundo Ernesto Soares, tem gravuras de notável execução técnica
  • A ASSUMÇÃO DA VIRGEM - GRAVURA DE FRANCESCO BARTOLOZZI  PUBLICADA EM 1811 PRODUZIDA PARA O MISSAL ROMANO. A MAGNIFICA GRAVURA APRESENTA A VIRGEM MARIA, SUBINDO AOS CÉUS SENDO LEVADA POR QUERUBINS E NO PLANO INFERIOR ESTÃO OS DISCÍPULOS EM TORNO DA TUMBA VAZIA DA VIRGEM OFUSCADOS PELA GLÓRIA DE SUA ASSUNÇÃO.  32 X 21 CM. NOTA: Francesco Bartolozzi (Florença, 25 de Setembro de 1725  Lisboa, 7 de Março de 1815) foi um artista italiano de gravuras, cujo período mais produtivo foi passado em Londres.Viveu em Portugal, vindo em 1802 para estabelecimento de uma escola de gravura. Foi atraído por D. Rodrigo de Sousa Coutinho ao país com o objetivo primordial de realizar as gravuras de ilustração de uma edição especial dos Lusíadas. O Príncipe Regente concedeu-lhe casa e uma pensão de 600 000 réis.Ele viveu em Londres por quase quarenta anos. Ele produziu um grande número de gravuras, incluindo Clytie após Annibale Carracci, e da Virgem com o Menino, após Carlo Dolci. Uma grande parte deles são das obras de Cipriani e Angelica Kauffman. Bartolozzi também contribuiu com várias placas para a Galeria Shakespeare de Boydell. Ele também desenhou seus próprios esboços em giz vermelho. Logo depois de chegar a Londres, ele foi nomeado 'Gravador do Rei' (George III) com um salário anual de  300. Ele foi eleito membro fundador da Royal Academy. Os estatutos da nova Academia excluíam especificamente os gravadores, mas Bartolozzi era tão estimado que foi incluído como Acadêmico na categoria de Pintor. Em 1802 tornou-se o presidente fundador da curta Sociedade dos Gravadores.Embora Bartolozzi não tenha sido o inventor original da maneira de gravar com giz de cera, ele se tornou um dos principais expoentes do método "pontilhado" e este se tornou associado a ele. Com essa técnica, as imagens são criadas por pontos delicados em vez de linhas, como nas águas-fortes ou gravuras tradicionais. Bartolozzi acrescentou distinção ao seu trabalho usando tintas vermelha (sanguínea), laranja e marrom em vez de tinta preta comum.Conforme sua proeminência crescia, ele aceitou alunos como Michele Benedetti, Ignatius Joseph van den Berghe, Thomas Cheesman, Lambertus Antonius Claessens, Daniel Gardner, Christiaan Josi, Johan Fredrik Martin, Conrad Martin Metz, Luigi Schiavonetti, John Keyse Sherwin, Heinrich Sintzenich, Peltro William Tomkins, Domenico Bernardo Zilotti,3 e Gavriil Skorodumov.45Seu filho Gaetano Stefano Bartolozzi, nascido em 1757, também se tornou um gravador e mais tarde foi pai de Madame Vestris, uma famosa atriz, cantora de ópera e gerente de teatro inglesa.
  • LUDOVICUS MOLINA  RETRATO DE LUIS DE MOLINA EM GRAVURA E ÁGUAR FORTE COM IMPRESSÃO DE JEAN LOUIS DAUDET E PUBLICADO POR MARC MICHEL BOUSQUET EM EM 1733. ESCOLA FRANCESA APRESENTA O RETRATADO EM MEIO CORPO OLHANDO A DIREITA VESTINDO ROBE E BARRETE DE CATED´RATICO. UMA GRAVURA IDÊNTICA COMPÕE O ACERVO DO BRITISH MUSEUM. LUIS DE MOLINA FOI UM BRILHANTE SACERDOTE JESUÍNA CRIADOR DE UMA DOUTRINA CHAMADA MOLINISMO, UMA TENTATIVA DE RECONCILIAR A PRESCIÊNCIA DIVINA COM O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO. SEGUNDO MOLINA, DEUS POSSUI CONHECIMENTO DE EVENTOS FUTUROS CONTINGENTES E, COM BASE NESSE CONHECIMENTO, ESTABELECE SEUS DECRETOS PREDESTINATÓRIOS. 1733,  32 X 20 CMNOTA: Luís de Molina (1535-1600) foi um proeminente teólogo jesuíta espanhol, conhecido por suas contribuições significativas à teologia e filosofia, especialmente por seu desenvolvimento da doutrina do molinismo. Nascido em Cuenca, Espanha, em 1535, ingressou na Companhia de Jesus aos dezoito anos de idade, em 10 de agosto de 1553. Na Sociedade de Jesus, destacou-se pela sua profunda aprendizagem em filosofia e teologia, bem como pela sua habilidade em ensinar essas disciplinas.Molina estudou teologia na Universidade de Coimbra, no Reino de Portugal, onde posteriormente se tornou professor. Ele ocupou o cargo de professor de teologia na Universidade de Évora durante muitos anos, destacando-se como um dos principais teólogos da academia. Além de lecionar, Molina dedicou-se intensamente à escrita, interpretando as obras de São Tomás de Aquino e desenvolvendo suas próprias teorias teológicas.Luís de Molina era amplamente conhecido e respeitado, tanto por sua virtude quanto por seu profundo conhecimento nas letras. Sua humildade e pobreza eram notáveis, e ele mantinha uma vida austera, com seu quarto possuindo apenas uma imagem pintada e livros. Molina seguia rigorosamente as observâncias religiosas e mantinha uma leitura diária do livro "A Imitação de Cristo" de Tomás de Kempis.Molina escreveu várias obras importantes, incluindo:Liberi arbitrii cum gratiae donis, divina praescientia, providentia, praedestinatione et reprobatione, concordia (1588), publicado em Lisboa. Este livro é uma tentativa de conciliar as doutrinas agostinianas de predestinação e graça com o semipelagianismo.Comentários sobre a primeira parte da "Summa" de Tomás de Aquino (1593), em dois volumes.De justitia et jure, um tratado sobre justiça e direito, dividido em seis volumes (1593-1609).Sua obra mais famosa, "Concordia", propõe a doutrina da scientia media, uma tentativa de reconciliar a presciência divina com o livre-arbítrio humano. Segundo Molina, Deus possui conhecimento de eventos futuros contingentes e, com base nesse conhecimento, estabelece Seus decretos predestinatórios.As doutrinas de Molina, que desafiavam tanto as visões tradicionais agostinianas e tomistas quanto os ensinamentos de Lutero e Calvino, provocaram intensa controvérsia, especialmente entre os dominicanos e os jansenistas. A disputa tornou necessária a intervenção do Papa Clemente VIII, que estabeleceu a "Congregatio de auxiliis Gratiae" em 1598. Apesar de numerosas sessões, a congregação não chegou a uma decisão final, e em 1607 suas reuniões foram suspensas por Paulo V, que em 1611 proibiu discussões adicionais sobre a questão "de auxiliis".Luis de Molina faleceu em Madri, em 12 de outubro de 1600, aos 65 anos de idade. Sua morte foi uma grande perda para a teologia, pois muitas de suas obras estavam em andamento no Conselho Real. Apesar das críticas e controvérsias, Molina é lembrado como um erudito que trouxe novas luzes à teologia de São Tomás de Aquino e influenciou profundamente a teologia moral e jurídica.Molina foi também um dos primeiros jesuítas a escrever extensivamente sobre economia e direito contratual. Antes de sua época, o pensamento econômico estava intimamente ligado à teologia moral católica. Molina ajudou a desenvolver uma teoria da inflação de preços e discutiu o "paradoxo diamante-água", que explora como a escassez relativa e a utilidade de um bem determinam seu preço. Ele afirmou que o valor de um bem é determinado tanto por sua escassez quanto por sua utilidade, desafiando a teoria econômica clássica e destacando a importância das percepções subjetivas de valor na determinação dos preços de mercado.O trabalho de Molina foi reconhecido por vários eruditos, incluindo Sylvester Maurolycus e Laurentius Beyerlinck. Maurolycus elogiou a pureza e a precisão de seus exames teológicos, enquanto Beyerlinck destacou como sua erudição superou a de muitos doutores contemporâneos. Embora houvesse divergências sobre suas doutrinas, especialmente no que tange à scientia media, a influência de Molina perdurou, sendo incorporada e debatida em diversos contextos teológicos ao longo dos séculos.
  • FILIPE III DE PORTUGAL E IV DA ESPANHA (1605-1665) DITO O GRANDE. FORMIDÁVEL E CURIOSA   CARTA DE PRIVILÉGIO E CONFIRMAÇÃO CONCEDIDA A DONA ANA DE CEVALLOS, FIDALGA ESPANHOLA, A ELA E SEUS DESCENDENTES. EM 1561 O REI FILIPE II MUDOU A CORTE ESPANHOLA DE SEVILHA PARA MARDIR, TORNANDO ASSSIM ESSA CIDADE CAPITAL DA ESPANHA COMO É ATÉ OS DIAS DE HOJE. OCORRE QUE ESSA MUDANÇA DO GRANDE ESTADO ESPANHOL PARA MADRID GEROU UMA CRISE IMOBILIÁRIA SEM PRECEDENTES LEVANDO O REI A UMA SOLUÇÃO NADA CÔMODA PARA OS MADRILENHOS, RESGATOU UMA LEI MEDIEVAL CHAMADA REGALIA DE APOSENTO, NA PRÁTICA CONSISTIA NA OBRIGAÇÃO DE CEDER METADE DA CASA PARA ABRIGAR TEMPORARIAMENTE FUNCIONÁRIOS REAIS . NA IDADE MÉDIA E NO INÍCIO DA MODERNIDADE, SENDO A CORTE CASTELHANA ITINERANTE, ESTA CARGA ERA GERALMENTE BREVE, POIS AFETAVA UMA DETERMINADA POPULAÇÃO APENAS DURANTE O TEMPO EM QUE ALI PERMANECIAM O REI E A CORTE. QUANDO FILIPE II DECIDIU ESTABELECER A CORTE EM MADRID EM 1561 , O ÓNUS DA ACOMODAÇÃO PASSOU A SER SUPORTADO EXCLUSIVAMENTE PELO POVO DE MADRID. ASSIM  TODOS OS RESIDENTES NÃO ISENTOS DA CIDADE DE MADRID A ALOJAR UM FUNCIONÁRIO DO REI EM METADE DA SUPERFÍCIE ÚTIL. HAVIA PARA DETERMINAÇÃO DAS CASASQUE RECEBERIAM OS HÓSPEDES REAIS UM VISITADOR REAL QUE  ERA RESPONSÁVEL POR FISCALIZAR A CASA E SEU INTERIOR. PARA ESCAPAR DO INCOMODO OS MADRILENHOS MUDARAM NO SEC. XVII SEU ESTILO ARQUITETÔNICO NAS RESIDÊNCIAS FAZENDO SURGIR AS CASAS DE MALÍCIA, ou na linguagem do  século XXI casas-armadilha. ASSIM OS PROPRIETÁRIOS PEDIAM AOS CONSTRUTORES DE NOVAS CASAS , para enganar a autoridade Real, o Visitador. Os imóveis picarescos encenados apresentavam características exteriores que sugeriam falsos interiores estreitos, desconfortáveis e, em última análise, inadequados para serem incluídos no conjunto de edifícios que deviam cumprir a lei da REGALIA DO APOSENTO , ou seja: ceder metade da casa a Funcionário do tribunal sem ter que pagar alojamento. Os truques e artimanhas arquitetônicas mais comuns eram cobrir a construção com grandes telhados que não permitiam adivinhar quantos andares havia no interior da casa, e apresentar pequenas aberturas ou janelas em absoluta desordem arquitetônica como se fossem os buracos de luz. a fachada de um casarão antigo - quando na verdade serviam de respiradouro de dois ou mais andares para apartamentos fáceis de especular pelos proprietários.  Esta e outras armadilhas arquitetónicas, como a conversão de pátios, currais ou vielas em superfícies habitáveis, fizeram com que os edifícios, pela sua aparência exterior, escapassem ao controlE municipal, passando a ser classificados como casas com divisórias desconfortáveis e, portanto, isentos de serem incluído na referida lei de REGALIA DE APOSENTO. NESSA CARTA DE PRIVILÉGIO O REI FILIPE III CONCEDE A DONA ANA DE CEVELLOS O PRIVILEGIO DE PARA SEMPRE EM SUAS DUAS CASAS EM MADRID DE SER ISENTA DE RECEBER OS HÓSPEDES REAIS COMO DETERMINAVA A LEI. PARA TANTO FOI DETERMINADO PELO MONARCA UMA TAXA DE ISENÇÃO. O DOCUMENTO ESCRITO EM PERGAMINHO COM DIVERSAS PÁGINAS TEM PASSAGENS BASTANTE INTERESSANTES E É ASSINADO PELO REI FILIPI III E POR SEU SECRETARIO. EXCERTOS DO TEXTO: DON PHELIPPE POR LA GRACIA DE DIOS REY DE CATILLA DE LEON DE ARAGON, DE LAS SICILIAS DE JERUSALEM DE PORTUGAL DE NAVARRA DE GRANADA DE TOLEDO DE VALENCIA DE GALICIA MALLORCAS DE SEVILLA DE CERDENA DE CANTONA DE CORCEGA DE MURCIA DE ALLEM DE LOS ALGARVES, DE ALGECIRA DE GIBRALTAR DE LAS ISLAS DE CANARIA E DE LAS INDIAS ORIENTALES Y OCIDENTALES ISLAS Y TIERRRA FIRME DEL MAR OCEANO ARCHIDUQUE DE AUSTRIA DUQUE DE BORNONA, DE BRAVANTE Y MILAN CONDE DE ABSPURG DE FLANDRES TIROL Y BARCELONA SEOR DE BISCAYA Y DE MOLINA ETX.. POR QUANTO HAVIENDO ENTENDIDO DQUE SISE CONCEDIESEN ALGUMAS ISENCIONES PERPETUAS, PARA LAS CASAS DE MALICIA E INCOMODA PARTICION, Y OUTROS EXEMPLOS DE HUESPEDE DE APOSENTO...DONA ANA DE CERVELLOS VICINA DE LA VILLA DE MADRID A PEDIDO ESEMPTION PERPETUA DE HUSPEDES DE APOSENTO DE CORTA PARA DOS CASA QUE TIENA NA CALLE DE LA MAGDALENA  EM FRENTE A LA PUERTA REGLAR DEL MONASTERIO DE MONJAS QUE SE ALINDA POR MANO DERECHA COM CASASDE LA MARQUESA DE CERRALUO Y PORM MANO YSQUIERDA ACESSORIAS DE LA DUQUESA DE PASTRAMA. Y LA OTRA CASA EM LA CALLE QUE LLAMAN DE LA CAUEZA. ASSINA O REI FILIPE IV DA ESPANHA EM MADRID A 25 DE MAIO DE 1622. 30 X 22 CM ESCELENTE ESTADO DE CONSERVAÇAO!! NOTA: Filipe IV (em castelhano: Felipe IV; Valladolid, 8 de abril de 1605  Madrid, 17 de setembro de 1665), também chamado O Grande e O Rei Planeta por seus apoiantes, e "O Opressor" por seus detractores, foi rei da Espanha, de Portugal (POR CONSEGUINTE TAMBÉM DO BRASIL)  e dos Países Baixos Espanhóis, durante a União Ibérica. Subiu ao trono em 1621 e reinou na Espanha até 1665, ano de sua morte. É lembrado pelo seu grande patrocínio às artes e pelo seu domínio sobre a Espanha durante a Guerra dos Trinta Anos.Apesar de o Império Espanhol ter alcançado aproximadamente 12,2 milhões de quilômetros quadrados de área na época de seu falecimento, o reino estava em declínio em outros aspetos, reflexo das inúmeras reformas fracassadas das políticas Filipinas. Filipe IV nasceu no Palácio Real de Valladolid em 8 de abril de 1605 como o filho mais velho de Filipe III e sua esposa, Margarida da Áustria. Aos 10 anos, casou-se com Elisabeth da França, de 13 anos, e teve sete filhos com ela. Entretanto, o único homem, Baltasar Carlos, morreu aos 16 anos, em 1646.Após a morte de sua primeira esposa, casou-se novamente com Marianna da Áustria, a fim de fortalecer as relações com os Habsburgo, na Áustria. Em seu segundo casamento, teve cinco filhos, porém apenas dois deles - Margarita Teresa e o futuro Carlos II da Espanha - atingiram a idade adulta.Apesar de ter sido retratado durante muito tempo pela História como um monarca fraco, que dominava uma corte barroca debochada e delegava excessivas atribuições a seus ministros, os historiadores, a partir do século XX, passaram a considerá-lo mais enérgico - tanto física quanto mentalmente - do que seu pai. Filipe IV era um bom cavaleiro, um caçador afiado e um devoto das touradas. Em particular, parecia ter uma personalidade mais leve. Quando era mais jovem, dizia-se que ele possuía um senso de humor agudo e um "grande senso de diversão".Ele frequentou academias particulares em Madri durante todo o seu reinado - eram salões literários alegres que tinham por objetivo analisar literatura e poesia contemporâneas com um toque humorístico. Apaixonado por teatro, às vezes era criticado pelos contemporâneos por seu amor a esses entretenimentos "frívolos".Outros contemporâneos capturaram sua personalidade privada como "naturalmente gentil e afável". Aqueles próximos a ele alegaram que era academicamente competente, com uma boa noção de latim e geografia, além de saber falar bem francês, português e italiano.12 Como muitos na sua época, Filipe IV tinha um grande interesse em astrologia.13 Sua tradução manuscrita dos textos de Francesco Guicciardini sobre história política ainda existe.O monarca teve inúmeras amantes, principalmente atrizes. A mais famosa delas foi María Inés Calderón (La Calderona), com quem teve um filho em 1629, João José, criado como príncipe real. No final do reinado e com a saúde de Carlos José em dúvida, havia uma possibilidade real de que seu filho bastardo visse a reivindicar o trono, o que contribuiu para a instabilidade dos anos da regência. FILIPI III E O BRASIL: A ligação entre o Brasil e a Coroa Espanhola, assim como a monarquia de Filipe IV, estabeleceu-se de forma sutil e secundária. A marginalidade atribuída à área se expressou nos escritos dos próprios moradores do território entre os séculos XVI e XVII quando mencionaram a falta de ajuda da coroa da Espanha, assim como a ausência de registros das atividades que foram desenvolvidas ali na América e a curta menção do território nos documentos que relacionavam o peso da monarquia de Filipe no resto do mundo. Para além disso, o testamento de seu pai, Filipe III, apesar de numerar suas diversas possessões territoriais, não incluía as terras brasileiras. Inclusive, era compreendido pela Coroa portuguesa e por aqueles que realizavam a ocupação das terras que, antes e durante o domínio Habsburgo, o Brasil era pouco importante. O processo de expansão espanhol, iniciado a partir de 1560 se estendeu até a segunda década do século XVII, consolidou-se com a expulsão de franceses e holandeses, em decorrência de inúmeros conflitos como a famosa Batalha de Guararapes e com a derrota dos grupos indígenas que resistiram. Como herança do governo de Filipe IV, em comparação aos anteriores, obteve-se o domínio de boa parte da faixa litorânea brasileira, ou seja, as terras desde a capitania de São Vicente no Sul até a capitania do Pará no Norte; dobrou-se o número de centros urbanos; houve significativo crescimento dos engenhos de cana-de-açúcar e por fim, a facilidade inicial em obter terras e escravos indígenas, coisa que, posteriormente, se complicara devido a necessidade de substituir a mão de obra indígena pela negra, que era mais lucrativa. Foi um período de grande desenvolvimento para a colônia e prosperidade para os senhores de engenho. A demanda europeia pelo açúcar, um dos grandes produtos comerciais da época, garantia mercados e preços crescentes para a produção. A fase de combate contra os holandeses, a intensificação do tráfico de escravos da África e o acirramento da carga fiscal são exemplos de situações que contribuíram para o fim da prosperidade espanhola vivenciada pouco antes da Guerra dos Trinta Anos, que viria a propiciar o desvio das riqueza de Portugal pela monarquia dos Habsburgo para sustentar o lado católico no conflito, criando tensões dentro da União Ibérica
  • RETRATO DO PAPA CLEMENTE XIV (NASCIDO EM 1705-PONTIFICADO EM 1769). CHAMADO DE O RIGOROSO.  POR JOHANN ESAUAS NILSON (1769-1788) GRAVURA DA ÉPOCA DO PONTIFICADO FEITA EM METAL. LINDA REPRESENTAÇÃO COM HERMA DO PONTÍFICE ADORDANA POR SUNTUOSA MOLDURA CONTENDO SEU BRASÃO SOB MITRA PAPAL E ENTRE NUVENS E PÁLIO FIGURAS DE QUERUBINS. 26 X 21 CMNOTA: Clemente XIV, o Rigoroso (O.F.M.Conv. nascido Giovanni Vincenzo Antonio Ganganelli; Santarcangelo di Romagna 31 de outubro de 1705  Roma 22 de setembro de 1774). Foi Papa de 19 de maio de 1769 até a data da sua morte. Era filho de um médico. Aos 18 anos vestiu o hábito de Franciscano, sob o nome de frei Lourenço. Clemente estudou em Roma, na Itália. Pregador de grande e impressionante capacidade apostólica. Nomeado cardeal por Clemente XIII em 1759, sua eleição realizou-se num prolongado conclave de três meses com 179 escrutínios. O mais longo da história, e recordista de apurações "acaloradas".Era bem-visto pelos governos adversos aos Jesuítas. Mais certo ainda que, embora premido pelas circunstâncias, ele contemporizou quatro anos. Só em 1773 publicou o breve Dominus ac Redemptor noster, com o qual extinguiu a Companhia. Os soberanos Bourbons de França, Espanha, Nápoles e Parma não permitiam a permanência dos inacianos em seus países. Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras e marquês de Pombal, já os expulsara das terras lusitanas. O Geral, Padre Lorenzo Ricci, não admitia modificações essenciais na constituição jesuítica: "sunt ut sint aut non sint". Preso no castelo San Ângelo, morreu octogenário em 1775, protestando a inocência de sua Companhia. Na Prússia protestante e na Rússia cismática foram os jesuítas acolhidos com distinção.Faleceu em 22 de setembro de 1774, de uma doença pulmonar contraída numa procissão em dia chuvoso.
  • BISPO AGOSTINHO BARBOSA (1589-1649)  GRAVURA EM METAL PUBLICADA EM 1622 NA SÉRIE RETRATOS DE CARDEAES, BISPOS E VAROENS PORTUGUEZES, ILLUSTRES EM NOBREZA, ARMAS, LETRAS E SANTIDADE. AUTORIA DE JOHAN FRIEDRICH GREUTER. SEC. XVII, 25 X 18 CMNOTA: Agostinho Barbosa (Avgvstini Barbos, 1589-1649), (Aldão, Guimarães, 17 de Setembro de 1589 - Roma, 19 de Novembro de 1649), foi lexicógrafo, jurista, jesuíta e bispo português, além de prolífico autor sobre direito canônico. A sua obra Dictionarium Lusitanico-Latinum foi publicada na cidade de Braga em 1611. Estudou direito canônico em sua cidade natal e depois formou-se em 11 de Maio de 1615 pela Universidade de Coimbra. Durante dois anos deu aulas sobre direito pontifício. Em 1618, publicou a obra Doctorum qui varia loca Concilii Tridentini, incidenter tractarunt, que foi colocada no Índice de Livros Proibidos por ter sido considerada um tratado geral aos Decretos Disciplinares do Concílio de Trento.Em 19 de Setembro de 1615 é ordenado sacerdote na cidade de Vigo. Em seguida, visitou as principais universidades europeias da época. Em Roma se doutorou in utroque iure, na Universidade da Sapientia em 3 de Julho de 1621. Viveu em penúria extrema. Como tinha poucos recursos para sobreviver, não podia adquirir os livros, porém, devido à sua índole afável e modesta, os livreiros e os amigos permitiam que ele os levasse para casa, e depois, durante a noite, registrava o que lera durante o dia. E desse modo veio a compor as suas obras, resultantes da sua memória e erudição prodigiosas.Por ocasião da Independência de Portugal (1 de Dezembro de 1640), colocou-se a serviço de Filipe IV, porém sempre se dedicando a seus afazeres religiosos e a seus escritos. Em fevereiro de 1648 o rei atendeu a um pedido seu e decidiu apresentá-lo para Bispo de Ugento, no reino de Nápoles, que na época pertencia à coroa da Espanha. O papa Inocêncio IX confirma a nomeação em 26 de Fevereiro de 1649, poucos meses antes de sua morte. Foi sepultado na Catedral de Ugento, num mausoléu adornado com longo epitáfio criado pelo seu irmão Simão Vaz Barbosa.
  • NICOLAS DE LARMESSIN  I (1632-1694 ) RETRATO DO CARDEAL  GIL ALVAREZ CARRILLO DE ALORNOZ, VIGÁRIO GERAL DA ITÁLIA, GUERREIRO  QUE RECONQUISTOU OS ESTADOS PAPAIS PARA O PAPA INVOCENCIO VI. GRAVURA DE LARMESSEM EM PAPEL IMPRESSA EM BRUXELAS EM 1682. 32 X 20 CMNOTA: NICOLAS DE LARMESSIN  I (1632-1694 )  Gravador, irmão mais velho de Nicolas de Larmessin II (qv). Seu pai era bibliotecário; ele próprio foi aprendiz de Jean Mathieu em 1647. Casou-se em 1654 com a filha do editor impresso Pierre Bertrand do Pomme d'Or na rue St Jacques. Assumiu seu estoque quando morreu, por volta de 1678. Após sua morte, o negócio parece ter sido continuado por sua viúva. Especializado em retratos, muitas vezes em série. GIL ÁLVAREZ CARRILLO DE ALBORNOZ (nascido em 1310, Cuenca , Castela Espanha - falecido em 23/24 de agosto de 1367, Viterbo , Estados Papais Itália) foi um cardeal e jurista espanhol que abriu o caminho para o retorno do papado à Itália de Avinhão , França (onde os papas viveram cerca de 1309 a 1377). CARDEAL  GIL ALVAREZ CARRILLO DE ALORNOZ: Albornoz foi primeiro soldado, depois entrou na igreja e tornou-se arcebispo de Toledo em 1338. Apoiou as campanhas do rei Alfonso XI de Castela contra os muçulmanos, e as suas realizações atraíram a atenção da cúria papal em Avinhão. O Papa Clemente VI nomeou-o cardeal em 1350. Sob o PapaInocêncio VI foi feito legado (1353-1357) e vigário-geral da Itália com ordens de subjugar os senhores feudais e déspotas individuais que então controlavam efetivamente os Estados Papais. Ele foi surpreendentemente bem-sucedido em suas campanhas contra eles e, em 1357, sentiu-se livre para retornar a Avignon, onde seuFoi publicado o Liber Constitutionum Sanctae Matris Ecclesiae (Livro da Constituição da Santa Madre Igreja), também conhecido como Constitutiones aegidianae . Este código legal , ou constituição, permaneceu em vigor nos Estados Papais até o início do século XIX. Em 1358, Albornoz foi novamente nomeado legado papal e enviado de volta à Itália para eliminar os dois obstáculos restantes ao retorno do papado para lá. Ele erradicou as Companhias Livres, ou bandos de mercenários, e recuperou Bolonha da família milanesa de Visconti em 1364. Os Estados Papais foram assim reunidos, e parecia seguro para o papa retornar a Roma , queUrbano V fez uma visita em 1367. Urban V também fez de Albornoz legado deBolonha , onde fundou a universidade para jovens espanhóis que hoje leva o seu nome.

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