Peças para o próximo leilão

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  • SÃO JERONIMO E O LEÃO  GRAVURA COM ÁGUA FORTE FEITA POR JOSEPH BANI. SEC. XVII. APRESENTA O SANTO EM MEDITAÇÃO VOLTADO PARA A CAVEIRA (MEMENTO MORI) GOLPEANDO SEU PEITO COM UMA PEDRA EM SINAL DE PENITÊNCIA. AOS SEUS PÉS DORME TRANQUILAMENTE O LEÃO QUE O ACOMPANHAVA. SÃO JERÔNIMO É O PROFETA DO ARREPENDIMENTO. SOBRE A GRAVURA A LEGENDA EM LATIM TRADUZIDA PARA O PORTUGUES DIZ: QUE O PECADOR VOLTE AO ARREPENDIMENTO TÃO RAPIDAMENTE QUANTO O SENHOR ESTIVER PRONTO PARA MUDAR A SENTENÇA PRÉ DETERMINADA. EUROPA, SEC. XVIII. 30 X 20 CMNOTA: Uma tarde São Jerônimo sentou-se com seus amigos monges no seu monastério em Jerusalém ouvindo a lição do dia quando um gigantesco leão aproximou-se andando em três patas, com a quarta pata levantada.Imaginem o caos que se seguiu quando todos os monges correram, cada um para um lado, mas São Jerônimo calmamente levantou-se e foi se encontrar com o hóspede não convidado.Naturalmente o leão não podia falar, mas ofereceu a sua pata ferida ao bom padre. Jerônimo examinou a pata e pediu a um monge menos medroso, um balde com água e lavou a pata ferida do leão. Aí Jerônimo notou que a pata estava perfurada por espinhos. Jerônimo retirou com cuidado os espinhos e aplicou uma pomada e o ferimento rapidamente sarou.O gentil cuidado amansou o leão que ia e vinha pacificamente onde estava São Jerônimo, como se fosse um animal doméstico. Deste episódio Jerônimo disse Pensem sobre isto e vocês encontrarão várias respostas. Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou, pois Ele curaria a pata sem a nossa ajuda, mas enviou o leão para mostrar quanto Ele estava ansioso para prover o que necessitamos para o nosso bem.
  • MADONNA  REFLEXIVA  DAPRÉS PIETRO PERUGINO  VIRTUOSO DESENHO A CARVÃO BASEADO NO FAMOSO QUADRO DE PERUGINI DA GALERIA UFFIZI EM FIRENZE. IMPRESSIONANTE EXECUÇÃO! COMPARE O DESENHO EM LEIILÃO COM A OBRA DE PERUGINI EXPOSTA NA SALA DE DESENHOS E GRAVURAS  NO PALACIO UFFIZI EM: https://alinari.printstoreonline.com/drawing-depicting-virgin-mary-reflective-pose-33184672.html. A OBRA ORIGINAL DE PERUGINO FOI REALIZADA ENTRE 1470 E 1523. ITALIA, SEC. XIX. 34 X 17 CMDesenho representando a Virgem Maria em pose reflexiva. Obra de Perugino localizada na Sala de Desenhos e Gravura do Museu Uffizi. Museu Uffizi de Florença, Sala de Desenhos e Gravuras Desenho de estilos e períodos da Alta Renascença, Renascença, Renascença-Barroco, Europa, Primeiro e Segundo Milênio DC. Data da fotografia: 1810-1914 ca,. Data da obra: 1470-1523 ca.. Artista: Perugino, Pietro Vannnucci, conhecido como (c.1445-1523)NOTA: Pietro Perugino (1450-1523) foi um importante pintor do Renascimento italiano. Sua fama se deve ao fato de ter sido o mestre de Rafael Sanzio e da grande influência que exerceu sobre o discípulo.Por muito tempo se discutiu se a obra Sposalizio della Vergine (Casamento da Virgem) de Perugino não seria uma primeira versão da obra homônima de Rafael.
  • SÃO THOMAS DE AQUINO O DOUTOR ANGÉLICO  GRAVURA ITALIANA DO SEC. XVII. ANONIMA. APRSENTA SÃO THOMAS DE AQUINO COM LEGENDA ANGELICO DOCTORI. SÃO THOMAZ DE AQUINO É APRESENTADO ESCREVENDO SOB INSPIRAÇÃO DO DIVINO ESPIRITO SANTO. A GRAVURA É CIRCUNDADA POR MAGNFICA MOLDURA COM ELEMENTOS VEGETALISTAS. ITALIA, SEC. XVII. 18 X 14 CMNOTA: Para especialistas contemporâneos, Tomás de Aquino (1225-1274) foi um divisor de águas do pensamento humano. Não somente da teologia, mas também da filosofia. Em plena Idade Média, o religioso ousou beber em uma fonte pagã  os textos do sábio grego Aristóteles (384 a.C. - 323 a.C.)  para buscar explicar a existência do ser humano e a própria ideia das relações com o divino. O desejo de seu pai era que Tomás fosse abade do mosteiro de Montecassino, porém, abrindo mão de qualquer ambição e poder, ele quis se tornar um frade Dominicano, escolhendo ser apenas um mendicante. A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Enviado para Paris para estudar teologia, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. Estreitou com ele uma grande amizade, onde foi até convidado para ir à Colônia. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus. Na Colônia, Tomás teve contato com as obras de Aristóteles; isso contribuiu para que ele se aprofundasse em sua tese sobre aristotelismo. Em 1259, no Capítulo Geral dos Dominicanos em Valenciennes, foi membro de uma comissão que estabeleceu o programa de estudos na Ordem. Entre os anos de 1261 e 1265, esteve em Orvieto, Papa Urbano IV, que nutria por ele grande estima, comissionou a ele a composição dos textos litúrgicos para a festa de Corpus Christi. Com a alma totalmente eucarística, os hinos entoados na Liturgia para celebrar a presença do Corpo e do Sangue de Cristo na Eucaristia, foram atribuídos à sua fé e sabedoria teológica.
  • MAARTEN DE VOS (15321603) PLACA DE TÍTULO: ORACULUM ANACHORETICUM, GRAVADA POR JOHAN SADELER I (1550-1600)  GRAVADA ENTRE 15951600, UMA GRAVURA EXCEPCIONALMENTE BELA DO SÉCULO XVI DO ORACULUM ANACHORETICUM, UMA SÉRIE DE GRAVURAS REPRESENTANDO AS 'VIDAS DOS EREMITAS' DO GRAVADOR FLAMENGO JAN SADELER I (1550-1600). INTITULADA 'AUXENTIUS, 13', ESTA GRAVURA RETRATA UM  REI EREMITA QUE DEIXOU SEU TRONO E SE ALIMENTAVA DE RAÍZES E FRUTOS.  IMPERI VIETUS REX SUATA COPIUS ARMIS SAMBRI AFD RADICIS EXUIT ARMA IUGI. PROVAVLEMENTE A REPRESENTAÇÃO É DE REI EARDWULF, O GOVERNANTE DO REINO DA NORTÚMBRIA, PARTE DO HOJE REINO DA INGLATERRA. 19 X 14 CMNota: Jan Sadeler I (1550-1600) fez parte da maior e mais bem sucedida dinastia familiar de gravadores flamengos, dominante no Norte da Europa ao longo dos séculos XVI e XVII.Nascido no Brabante Flamengo, perto de Bruxelas, Jan estava em Antuérpia em 1572, um centro de gravura na época. Depois de se tornar mestre da Guilda dos Artistas de São Lucas e se casar na Catedral de Antuérpia, começou a trabalhar para o editor Christophe Plantin (1520-1589). Mais tarde, trabalhou na Alemanha e na Itália ao lado de seu irmão mais novo, Raphael Sadeler I.
  • FRANÇOIS VERDIER - LA FEMME DE MANUÉ ENFANTE UN FILS COMME L'ANGE LUY AVOIT DIT  A ESPOSA DE MANUE TEM UM FILHO COMO ANUNCIADO PELO ANJO. GRAVURA DE JEAN POILLY FEITA A PARTIR DO DESENHO DE FRANÇOIS VERDIER. DA ´SERIE HISTÓRIA DAS AÇÕES EXTRAORDINÁRIAS DE SANÇÃO PUBLICADA EM 1698. PLACA 6: NASCIMENTO DE SANSÃO; INTERIOR COM UMA MULHER SENTADA AO CENTRO EM UMA CADEIRA COM O MENINO SANSÃO NO COLO, AMBOS OLHANDO PARA MANOÁ, QUE ESTÁ À ESQUERDA E EXPRESSA SUA GRATIDÃO; À DIREITA, SUA ESPOSA DESCANSA NA CAMA E BEBE DE UMA TIGELA. Conteúdo da inscrição: LETRAS COM DETALHES DE PRODUÇÃO: 'INV. ET DESSINÉ PAR F. VERDIER - ET GRAVÉ PAR IB DE POILLY, E LEGENDA EM FRANCÊS E EM LATIM, EM AMBOS OS LADOS DO NÚMERO DA PLACA.  ESSA GRAVURA COMPÕE O ACERVO DO BRITISH MUSEUM. FRANÇA, 1698. 20 X 17 CMNOTA: François-Alexandre Verdier nasceu em Paris por volta de 1651. Estudou com Charles Le Brun. Em 1668 foi-lhe atribuído o 1º prémio de desenho na Real Academia de Pintura e Escultura.  De 1668 a 1671 viveu na Itália, na Villa Medici.  Ele ganhou o Prix de Rome de desenho em 1668 por sua obra Première conquête de la Franche-Comté , e novamente em 1671 por Le Roi donnant la paix à l'Europe .  Ele foi admitido na Academia em 1678. Em 1684 ele era professor. Ele expôs no Salão de 1704. Morreu em Paris em 1730.
  • MAARTEN DE VOS (1532-1603)  PELAGIA MIMA ANTIOCHENA  EDITADA POR LE CLERC EM PARIS NO ANO DE  1600. DA SÉRIE "SOLITUDO SIVE VITAE FOEMINARUM ANACHORITARUM", QUE CONTÉM GRAVURAS DE ADRIEN COLLAERT, JOAN COLLAERT E CORNELIS GALLE SEGUNDO MAARTEN DE VOS.. ESTA GRAVURA É INTITULADA PELAGIA IMITA ANTIOQUIA. A PROSTITUTA PELAGIA NO EREMITÉRIO APÓS SUA CONVERSÃO.. 22 X 16 CMNOTA: Esta  gravura compões parte de uma série completa de 24 placas mais o frontispício que retrata histórias da vida dos anacoretas. As placas foram gravadas por Adrian Collaert que retomou os desenhos de Martin de Vos (Hollstein, ed. 1980). Os dois artistas que viveram entre os séculos XVI e XVII sugerem que a obra possa ser datada por volta de 1600 (a datação duvidosa de 1600 é apresentada pelo Catálogo Geral de Livros Impressos do Museu Britânico, Nova Iorque, 1967, vol. 5, pp.754-755, vol.26, pp.575-576). No entanto, o frontispício deste volume apresenta uma dedicatória à Condessa Caterina Sforza da filial de Santa Fiora, indicação que desloca a datação da impressão deste volume para a segunda metade do século XVII. Na verdade, a partir do século XVII, foram encontradas duas Catherines na família Sforza de Santa Fiora. A primeira filha de Paolo e Olimpia de Federico Cesi, príncipe de Acquasparta, morreu em 1698 e era esposa de Francesco Maria Salviati, duque de Giuliano.ANACORETAS: Os anacoretas eram monges ou ermitãos cristãos que viviam em retiro e solidão, especialmente nos primórdios do cristianismo, dedicando-se à oração e à escrita de liturgias, a fim de alcançar um estado de graça e pureza de alma pela contemplação.O termo anacoreta também é utilizado para denominar um penitente que se afastou do convívio humano para viver na mais completa solidão, procurando expiar seus pecados via meditação. Dentre notórios anacoretas reconhecidos pela Igreja Católica, estão Santo Antão do Deserto, São Drogo de Seburgo e Santo Afraates, da Igreja Siríaca
  • . HARTMANN. SÃO GREGÓRIO MAGNO -  GRAVURA PUBLICADA POR JOHAN JACOB HAID ET FILIUS (1749-1762). LEGENDA: S. GREGORIUS ECLESIAE DOCTOR VENIT IN ME SPIRITUS SAPIENTIAE SAP VII.7. FORMIDÁVEL GRAVURA EM METAL APRESENTANDO S. GREGORIO ESCREVENDO SOB INSPIRAÇÃO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO.  ALEMANHA DEC. 1750. 31 X 20 CMNOTA: SÃO GREGORIO MAGNO Nascido em 540, na família Anícia, de tradição na Corte romana, muito rica, influente e poderosa, Gregório registrou de maneira indelével sua passagem na história da Igreja, deixando importantíssimas realizações, como, por exemplo, a instituiuição da observância do celibato, a introdução do pai-nosso na missa e o famoso "canto gregoriano". Foi muito amado pelo povo simples, por causa de sua extrema humildade, caridade e piedade.Sua vocação surgiu na tenra infância, sendo educado num ambiente muito religioso - sua mãe, Sílvia, e duas de suas tias paternas, Tarsila e Emiliana, tornaram-se santas. As três mulheres foram as responsáveis, também, por sua formação cultural. Quando seu pai, Jordão, morreu, Gregório era muito jovem, mas já havia ingressado na vida pública, sendo o prefeito de Roma.Nessa época, buscava refúgio na capital um grupo de monges beneditinos, cujo convento, em Montecassino, fora atacado pelos invasores longobardos. Gregório, então, deu-lhes um palácio na colina do Célio, onde fundaram um convento dedicado a santo André. Esse contato constante com eles fez explodir de vez sua vocação monástica. Assim, renunciou a tudo e foi para o convento que permitira fundar, onde vestiu o hábito beneditino. Mais tarde, declararia que seu tempo de monge foram os melhores anos de sua vida.Como sua sabedoria não poderia ficar restrita apenas a um convento, o papa Pelágio nomeou-o para uma importante missão em Constantinopla. Nesse período, Gregório escreveu grande parte de sua obra literária. Chamado de volta a Roma, foi eleito abade do Convento de Santo André e, nessa função, ganhou fama por sua caridade e dedicação ao próximo.Assim, após a morte do papa Pelágio, Gregório foi eleito seu sucessor. Porém, de constituição física pequena e já que desde o nascimento nunca teve boa saúde, relutou em aceitar o cargo. Chegou a escrever uma carta ao imperador, pedindo que o liberasse da função. Só que a carta nunca foi remetida pelos seus confrades e ele acabou tendo de assumir, um ano depois, sendo consagrado em 3 de setembro de 590.Os quatorze anos de seu pontificado passaram para a história da Igreja como um período singular. Papa Gregório levou uma vida de monge, dispensou todos os leigos que serviam no palácio, exercendo um apostolado de muito trabalho, disciplina, moralidade e respeito às tradições da doutrina cristã. No comando da Igreja, orientou a conversão dos ingleses, protegeu os judeus da Itália contra a perseguição dos hereges e tomou todas as atitudes necessárias para que o cristianismo fosse respeitado por sua piedade, prudência e magnanimidade.Morreu em 604, sendo sepultado na basílica de São Pedro. Os registros mostram que, durante o seu funeral, o povo já aclamava santo o papa Gregório Magno, honrado com o título de doutor da Igreja. Sua festa ocorre no dia em que foi consagrado papa.
  • A SANTISSIMA TRINDADE  GRAVURA DE Henry Richard Cook FEITA A PARTIR DA OBRA DE RUBENS.  MAJESTOSA GRAVURA, FRONTESPÍCIO DA BIBLIA FÓLIO DO REV. CLARKE. PUBLICADA EM 1813. CRISTO ESTÁ A DIREITA DE DEUS PAI SEGURANDO UMA CRUZ, AO LADO ESQUERDO DEUS SEGURA UM CETRO SOBRE O QUAL PAIRA O DIVINO ESPÍRITO SANTO COMO UMA POMBA DE ASAS ABERTAS. O CONJUNTO FORMA UMA TRINDADE DISPOSTA EM TRIANGULO. CRISTO E DEUS PAI APOIAM UM DE SEUS PÉS SOBRE GLOBO ENTRE NUVENS. EXEMPLAR IDENTICO A ESTE COMPÕE A COLEÇÃO DO BRITISH MUSEUM DE LONDRES. VIDE EM: https://www.britishmuseum.org/collection/object/P_1956-0725-86 INGLATERRA, 1813. 32 X 20 CM
  • ELIAS E O ANJO - NUTTAL FISHER & DIXON  - ATIVOS EM 1818 NA CIDADE DE LONDRES. LINDA GRAVURA APRESENTANDO O ANJO APRESENTANDO JARRA DE ÁGUA AO PROFETA ELIAS. . 33 X 20 CMNOTA: 1 Reis 19:3-7 A Mensagem ( MSG )Quando Elias viu como as coisas estavam, ele fugiu para Berseba, no extremo sul de Judá, para salvar sua vida. Ele deixou seu jovem servo lá e depois seguiu para o deserto por mais um dia de viagem. Ele chegou a um arbusto solitário e desabou em sua sombra, querendo da pior maneira acabar com tudo isso - simplesmente morrer: Chega disso, DEUS! Tire minha vida  estou pronto para me juntar aos meus ancestrais na sepultura! Exausto, ele adormeceu sob o solitário arbusto de vassouras. De repente, um anjo o acordou e disse: Levante-se e coma! Ele olhou em volta e, para sua surpresa, bem perto de sua cabeça havia um pão assado na brasa e uma jarra de água. Ele comeu a refeição e voltou a dormir. O anjo de DEUS voltou, sacudiu-o para acordá-lo novamente e disse: Levante-se e coma mais um pouco  você tem uma longa jornada pela frente.
  • O SEXTO DIA DA CRIAÇÃO - NUTTAL FISHER & DIXON  - ATIVOS EM 1818 NA CIDADE DE LONDRES. A CRIAÇÃO DOS ANIMAIS  FECIT DEUS BESTIAS TERRAE  FORMIDÁVEL GRAVURA EM MEDALHÃO APRESENTANDO A CRIAÇÃO DOS ANIMAIS COM DEUS CAMINHANDO PELO ÉDEM E A SUA VOLTA LEÃO, LEOPARDO, UM QUERUBIM PUXANDO UMA VACA E SEU BEZERRO, UM LEOPARDO ANINHADO COM UMA OVELHA, QUERUBINS BRINCANDO COM SERPENTES, UM BOI PASTANDO COM URSO, UM LOBO DEITDO COM UM CORDEIRO. NO ALTO ENTRE NUVENS SERAFINSEM TORNO DE GLOBO. SUBLIME GRAVURA! INGLATERRA, INICIO DO SEC. XIX. 33 X 20 CMNOTA: Gênesis 1.24-31Então Deus disse: Produza a terra grande variedade de animais, cada um conforme a sua espécie: animais domésticos, animais que rastejam pelo chão e animais selvagens. E assim aconteceu.Deus criou uma grande variedade de animais selvagens, animais domésticos e animais que rastejam pelo chão, cada um conforme a sua espécie. E Deus viu que isso era bom.Então Deus disse: Façamos o ser humano à nossa imagem; ele será semelhante a nós. Dominará sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre todos os animais selvagens da terra e sobre os animais que rastejam pelo chão.Assim, Deus criou os seres humanos à sua própria imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou.Então Deus os abençoou e disse: Sejam férteis e multipliquem-se. Encham e governem a terra. Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que rastejam pelo chão.Então Deus disse: Vejam! Eu lhes dou todas as plantas com sementes em toda a terra e todas as árvores frutíferas, para que lhes sirvam de alimento. E dou todas as plantas verdes como alimento a todos os seres vivos: aos animais selvagens, às aves do céu e aos animais que rastejam pelo chão. E assim aconteceu.Então Deus olhou para tudo que havia feito e viu que era muito bom. A noite passou e veio a manhã, encerrando o sexto dia.
  • PAPA PIO VII (1742-1823)  ENDEREÇO ESCRITO DE PUNHO PELO PAPA PIO VII COM SEU BRASÃO EM CERADIRIGIDO A SIGG CONFALONIERI E CONSARVATORI  IMOLA. INCIIO DO SEC. XIX. NOTA: Papa Pio VII O.S.B. (Cesena, 14 de agosto de 1742  Vaticano, 20 de agosto de 1823), nascido como Barnaba Niccolò Maria Luigi Chiaramonti, foi Papa de 14 de março de 1800 até a data da sua morte. Era Monge Beneditino, tendo tomado o nome de Dom Gregório Chiaramonti O.S.B.. Barnaba Niccolò Maria Luigi Chiaramonti nasceu em Cesena em 1742, filho mais novo do conde Scipione Chiaramonti (30 de abril de 1698 - 13 de setembro de 1750). Sua mãe, Giovanna Coronata (m. 22 de novembro de 1777), era filha do marquês Ghini; através dela, o futuro Papa Pio VII foi relacionada com a Braschi família de Pio VI após o casamento em 10 de novembro de 1713.carece de fontes Embora sua família era de status de nobre, não eram ricos, mas em vez disso, eram de estoque de classe média.Seus avós maternos eram Barnaba Eufrasio Ghini e Isabella de 'conti Aguselli. Seus avós paternos foram Giacinto Chiaramonti (1673-1725) e Ottavia Maria Altini; seus bisavós paternos foram Scipione Chiaramonti (1642-1677) e Ottavia Maria Aldini. Seus bisavós paternos foram Chiaramonte Chiaramonti e Polissena Marescalchi.Seus irmãos eram Giacinto Ignazio (19 de setembro de 1731 - 7 de junho de 1805), Tommaso (19 de dezembro de 1732 - 8 de dezembro de 1799) e Ottavia (1 de junho de 1738 - 7 de maio de 1814).Como seus irmãos, ele frequentou o Collegio dei Nobili em Ravenna, mas decidiu ingressar na Ordem de São Bento aos 14 anos, em 2 de outubro de 1756, como noviço na Abadia de Santa Maria del Monte, em Cesena. Dois anos depois, em 20 de agosto de 1758, ele se tornou um membro professo e assumiu o nome de Gregório. Ele ensinou em faculdades beneditinos em Parma e Roma, e foi ordenado um sacerdote em 21 de setembro de 1765.Uma série de promoções resultou depois que seu parente, Giovanni Angelo Braschi, foi eleito Papa Pio VI (1775-1799). Alguns anos antes dessa eleição, em 1773, Chiaramonti se tornou o confessor pessoal de Braschi. Em 1776, Pio VI nomeou Dom Gregório, 34 anos, que lecionava no mosteiro de Sant'Anselmo, em Roma, como abade honorário em louvor ao seu mosteiro. Embora essa fosse uma prática antiga, atraía reclamações dos monges da comunidade, pois as comunidades monásticas geralmente sentiam que não estava de acordo com a regra de São Bento.Em dezembro de 1782, o papa nomeou Dom Gregório como o bispo de Tivoli, perto de Roma. Pio VI logo o nomeou, em 14 de fevereiro de 1785, o Cardeal-Sacerdote de São Calisto,2 e como Bispo de Ímola, cargo que ocupou até 1816.3Quando o exército revolucionário francês invadiu a Itália em 1797, o cardeal Chiaramonti aconselhou a temperança e a submissão à recém-criada República Cisalpina. Em uma carta dirigida ao povo de sua diocese, Chiaramonti pediu que eles cumprissem " nas atuais circunstâncias de mudança de governo ()" a autoridade do vitorioso general comandante em chefe da Exército francês. Na homilia de Natal daquele ano, ele afirmou que não havia oposição entre uma forma democrática de governo e ser um bom católico: "A virtude cristã faz dos homens bons democratas A igualdade não é uma ideia dos filósofos, mas de Cristo e não acredito que a religião católica seja contra a democracia"Após a morte do Papa Pio VI, na época praticamente prisioneiro da França, em Valence em 1799, o conclave para eleger seu sucessor reuniu-se em 30 de novembro de 1799 no mosteiro beneditino de San Giorgio em Veneza. Havia três candidatos principais, dois dos quais se mostraram inaceitáveis para os Habsburgos, cujo candidato, Alessandro Mattei, não conseguiu votos suficientes. No entanto, Carlo Bellisomi também era candidato, embora não fosse favorecido pelos cardeais austríacos; um "veto virtual"a foi imposto contra ele em nome de Francisco II e realizado pelo cardeal Franziskus Herzan von Harras.5Após vários meses de impasse, Jean-Sifrein Maury propôs Chiaramonti como candidato a compromisso. Em 14 de março de 1800, Chiaramonti foi eleito papa, certamente não a escolha dos oponentes obstinados da Revolução Francesa, e tomou como seu nome pontifício Pio VII em homenagem ao seu antecessor imediato.4 Ele foi coroado em 21 de março em uma cerimônia bastante incomum, usando uma tiara papel-machê enquanto os franceses haviam apreendido as tiaras seguradas pela Santa Sé ao ocupar Roma e forçar Pio VI ao exílio. Ele então partiu para Roma, navegando em um navio austríaco que mal podia navegar, o Bellona, que não possuía nem uma galera.. A viagem de doze dias terminou em Pésaro e ele seguiu para Roma.Um dos primeiros atos de Pio VII foi nomear o clérigo menor Ercole Consalvi, que havia desempenhado tão habilmente o cargo de secretário do recente conclave, no Colégio de Cardeais e no escritório do Cardeal Secretário de Estado. Consalvi partiu imediatamente para a França, onde conseguiu negociar a Concordata de 1801 com o Primeiro Cônsul Napoleão. Embora não tenha efetivado um retorno à antiga ordem cristã, o tratado forneceu certas garantias civis à Igreja, reconhecendo "a religião católica, apostólica e romana" como a da "maioria dos cidadãos franceses".6Os principais termos da concordata entre a França e o papa incluem:Uma proclamação de que "o catolicismo era a religião da grande maioria dos franceses", mas não era a religião oficial, mantendo a liberdade religiosa, em particular no que diz respeito aos protestantes:O papa tinha o direito de depor bispos;O estado pagaria salários clericais e o clero prestou juramento de lealdade ao estado;A igreja desistiu de todas as reivindicações para terras da igreja que foram tomadas após 1790;O domingo foi restabelecido como um "festival", a partir do domingo de Páscoa, em 18 de abril de 1802.Como papa, ele seguiu uma política de cooperação com a República e o Império estabelecidos pela França. Ele esteve presente na coroação de Napoleão I em 1804. Ele até participou do Bloqueio Continental da Grã-Bretanha na França, sob as objeções de seu Secretário de Estado Consalvi, que foi forçado a renunciar. Apesar disso, a França ocupou e anexou os Estados Papais em 1809 e tomou Pio VII como prisioneiro, exilando-o para Savona. Em 15 de novembro de 1809, Pio VII consagrou a igreja em La Voglina, Valenza Po, Piemonte, com a intenção de que a vila de La Voglina se tornasse sua base espiritual enquanto estava no exílio. Infelizmente, sua residência teve vida curta quando Napoleão tomou conhecimento de suas intenções de estabelecer uma base permanente e logo foi exilado na França. Apesar disso, o papa continuou a se referir a Napoleão como "meu querido filho", mas acrescentou que ele era "um filho um pouco teimoso, mas um filho ainda".Esse exílio só terminou quando Pio VII assinou a Concordata de Fontainebleau em 1813. Um resultado desse novo tratado foi a libertação dos cardeais exilados, incluindo Consalvi, que, ao se reintegrar ao séquito papal, persuadiu Pio VII a revogar as concessões que ele tinha feito nele. Este Pio VII começou a acontecer em março de 1814, o que levou as autoridades francesas a prenderem muitos dos prelados opostos. Seu confinamento, no entanto, durou apenas uma questão de semanas, quando Napoleão abdicou em 11 de abril daquele ano.7 Assim que Pio VII retornou a Roma, ele imediatamente reviveu a Inquisição e o Índice de Livros Condenados.A prisão de Pio VII veio de fato com um lado positivo para ele. Deu-lhe uma aura que o reconheceu como um mártir vivo, de modo que, quando ele voltou a Roma em maio de 1814, foi recebido com mais calor pelos italianos como heróiDesde o momento de sua eleição como papa até a queda de Napoleão em 1815, o reinado de Pio VII foi completamente retomado no trato com a França.9 Ele e o imperador estavam continuamente em conflito, muitas vezes envolvendo os desejos do líder militar francês de concessões às suas demandas. Pio VII queria sua própria libertação do exílio, bem como o retorno dos Estados Papais e, mais tarde, a libertação dos 13 "Cardeais Negros", ou seja, os Cardeais, incluindo Consalvi, que desprezaram o casamento de Napoleão com a Princesa. Marie Louise, acreditando que seu casamento anterior ainda era válido e havia sido exilado e empobrecido em consequência de sua posição10 juntamente com vários prelados, padres, monges, freiras e outros apoiadores exilados ou presos. Em 7 de março de 1801, Pio VII publicou o breve "Catholicae fidei" que aprovava a existência da Companhia de Jesus na Rússia e nomeou seu primeiro superior geral como Franciszek Kareu. Este foi o primeiro passo na restauração da ordem. Em 31 de julho de 1814, ele assinou a bula papal Sollicitudo omnium ecclesiarum, que restaurou universalmente a Companhia de Jesus. Ele nomeou Tadeusz Brzozowski como Superior Geral da ordem. Pio VII aderiu à declaração do Congresso de Viena de 1815, representada pelo cardeal Secretário de Estado Ercole Consalvi, e pediu a supressão do tráfico de escravos. Isso se aplicava principalmente a lugares como Espanha e Portugal, onde a escravidão era economicamente muito importante. O papa escreveu uma carta ao rei Luís XVIII de França de 20 de setembro de 1814 e ao rei João VI de Portugal em 1823 para incentivar o fim da escravidão. Ele condenou o tráfico de escravos e definiu a venda de pessoas como uma injustiça à dignidade da pessoa humana. Em sua carta ao rei de Portugal, ele escreveu: "o papa lamenta que esse comércio de negros, que ele acreditava ter cessado, ainda seja exercido em algumas regiões e de maneira ainda mais cruel. Ele implora e implora ao rei de Portugal que implementar toda a sua autoridade e sabedoria para extirpar essa vergonha profana e abominável ". Sob o domínio napoleônico, o gueto romano judeu havia sido abolido e os judeus eram livres para viver e se mudar para onde quisessem. Após a restauração do domínio papal, Pio VII restabeleceu o confinamento de judeus no gueto, mantendo as portas fechadas à noite Pio VII emitiu uma encíclica "Diu satis" para defender um retorno aos valores do Evangelho e universalizou a festa de Nossa Senhora das Dores em 15 de setembro. Ele condenou a Maçonaria e o movimento dos Carbonari na encíclica Ecclesiam a Jesu Christo em 1821. Pio VII afirmou que os maçons deveriam ser excomungados e os vinculava aos Carbonari, um grupo revolucionário anticlerical na Itália. Todos os membros dos Carbonari também foram excomungados.Pio VII era multilíngue e sabia falar italiano, francês, inglês e latim.Pio VII era um homem de cultura e tentou revigorar Roma com escavações arqueológicas em Ostia, que revelavam ruínas e ícones desde os tempos antigos. Ele também teve paredes e outros edifícios reconstruídos e restaurou o Arco de Tito. Ele ordenou a construção de fontes e praças e ergueu o obelisco no Monte Pinciano.O papa também garantiu que Roma fosse um lugar para artistas e artistas importantes da época, como Antonio Canova e Peter von Cornelius. Ele também enriqueceu a Biblioteca do Vaticano com numerosos manuscritos e livros. Foi Pio VII quem adotou a bandeira amarela e branca da Santa Sé como resposta à invasão napoleônica de 1808.Em 15 de agosto de 1811  a Festa da Assunção  está registrado que o papa celebrou a missa e foi dito que entrou em transe e começou a levitar de uma maneira que o atraiu para o altar. Esse episódio em particular despertou grande espanto e admiração entre os atendentes, que incluíam os soldados franceses que o vigiavam, incrédulos com o que ocorrera. Em 1822, Pio VII completou 80 anos e sua saúde estava visivelmente em declínio. Em 6 de julho de 1823, ele fraturou o quadril em uma queda nos aposentos papais e ficou acamado a partir daquele momento. Nas últimas semanas, ele frequentemente perdia a consciência e murmurava os nomes das cidades para as quais fora transportado pelas forças francesas. Com o cardeal Secretário de Estado Ercole Consalvi ao seu lado, Pio VII sucumbiu ao seu ferimento em 20 de agosto às 5 da manhã.Ele foi enterrado brevemente nas grutas do Vaticano, mas depois foi enterrado em um monumento na Basílica de São Pedro após seu funeral em 25 de agosto.
  • CARTA DO CARDEAL POLIDORI ESCRITA  EM 19  DE AGOSTO DE 1831 E DIRIGIDA AO BANQUEIRO CACCIA DE PARIS, OPERADOR DE FUNDOS DO VATICANO,  SOBRE REMESSA DE FUNDOS DA NUNCIATURA APOSTOLICA DO RIO DE JANEIRO EM NOME DO ARCEBISPO DOM Pietro Ostini (1775-1849). DETERMINAVA QUE SE LIMITASSE A   NO MÁXIMO ATÉ DUAS MENSALIADES TENDO RECEIO DE SER FECHADA A NUNCIATURA PELAS CONDIÇÕES POLITICAS DO MOMENTO. ESCRITA EM ROMA EM 19 DE AGOSTO DE 1831. O RECEIO DO CARDEAL POLIDORI SE DEU PELA ABDICAÇÃO DO IMPERADOR DOM PEDRO I EM FAVOR DE SEU FILHO O PRINCIPE DOM PEDRO II EM 7 DE ABRIL DE 1831. NOTA: Pietro Ostini (1775-1849) Foi nomeado pelo Papa Leão XII como arcebispo titular de Tarso em 9 de abril de 1827, sendo consagrado em 12 de agosto, na Igreja de Santa Maria della Pace em Roma, pelo cardeal Giacomo Giustiniani, arcebispo-bispo de Ímola, assistido por Giovanni Giacomo Sinibaldi, presidente da Pontifícia Academia Eclesiástica e por Ignazio Giovanni Cadolini, bispo de Cervia. Foi nomeado como o primeiro internúncio apostólico exclusivo no Brasil em 17 de julho de 1829. Em 23 de fevereiro daquele ano a Santa Sé havia reconhecido o Império do Brasil, que se tornara independente de Portugal em 1822, mas Leão XII já em fevereiro de 1826 havia proposto o cargo de representante pontifício no Brasil a Gaspare del Bufalo, que no entanto, com a intervenção de Belisario Cristaldi e Giovanni Marchetti, secretário da Congregação dos Bispos e Regulares, conseguiu ser dispensado deste cargo. O internúncio, que residia no Rio de Janeiro, até a ereção da internunciatura da Colômbia, também tinha as faculdades de delegado apostólico in universis Americae meridionalis et mexicanibus regionibus, excluindo as Antilhas. Ostini recebeu indicações precisas sobre as áreas de seu trabalho: enquadrar a situação política em que a nação se encontrava, interessar-se pelo problema da sucessão no Reino de Portugal e resolver os problemas da jurisdição eclesiástica sobre as antigas colônias espanholas. De fato, já como internúncio em Viena, a partir de 1826, ele teve um papel importante na abertura de uma nunciatura no Brasil, como comprova sua correspondência com António Teles da Silva Caminha e Meneses, Marquês de Resende, ministro brasileiro em Viena.
  • PAPA PIO VI (1717-1799)  O PRISIONEIRO DA REVOLUÇÃO - PROCLAMAÇÃO EM LATIM ASSINADA PELO PAPA PIO VI EM 13 DE DEZEMBRO DE 1785. ENTITULADA: LUGDUNUM A PARTE REGNI (LYON PARTE DO REINO) PARA CIDADE DE LYON. APRESENTA A FÓRMULA FIAT UT PETITUR SIGNIFICANDO QUE A CONCESSÃO PAPAL FOI FEITA A PEDIDO. 1785, 40 X 38 CM NOTA:  PAPA PIO VI  Nasceu em Cesena , em 27 de dezembro de 1717; eleito em 15 de fevereiro de 1775; morreu em Valence, França , em 29 de agosto de 1799. Ele pertencia a uma família nobre, mas empobrecida , e foi educado no Colégio Jesuíta de Cesena e estudou direito em Ferrara . Depois de uma missão diplomática em Nápoles , foi nomeado secretário papal e cônego de São Pedro em 1755. Clemente XIII o nomeou tesoureiro da Igreja Romana em 1766, e Clemente XIV o nomeou cardeal em 1775. Ele então se retirou para a Abadia de Nápoles. Subiaco , do qual foi abade comendador , até sua eleição como Pio VI.Espanha , Portugal e França combinaram-se inicialmente para impedir a sua eleição, porque se acreditava que ele era amigo dos jesuítas ; ele estava bem disposto em relação à ordem, mas não ousou revogar a Bula de sua supressão . Ainda assim, ele ordenou a libertação do seu general, Ricci , um prisioneiro no Castelo de Sant'Angelo, em Roma , mas o general morreu antes da chegada do decreto de libertação. A pedido de Frederico II da Prússia, ele permitiu que os jesuítas mantivessem as suas escolas na Prússia ; enquanto estava na Rússia , ele permitiu uma continuação ininterrupta da ordem. Logo após sua adesão , ele tomou medidas para erradicar a ideia galicana de supremacia papal que havia sido difundida na Alemanha por Hontheim ( ver FEBRONIANISMO . José II proibiu os bispos austríacos de solicitar faculdades de qualquer tipo a Roma , e suprimiu inúmeros mosteiros . Pio VI resolveu ir para Viena ; deixou Roma em 27 de fevereiro de 1782 e chegou a Viena em 22 de março. O imperador o recebeu respeitosamente, embora o ministro, Kaunitz , negligenciasse até mesmo as regras comuns de etiqueta. Viena até 22 de abril de 1782. Tudo o que obteve do imperador foi a promessa de que suas reformas eclesiásticas não conteriam qualquer violação dos dogmas católicos , nem comprometeriam a dignidade do papa . Mosteiro de Mariabrunn, e suprimiu este mosteiro poucas horas depois de o papa o ter deixado. Mal o papa chegou a Roma quando se viu novamente obrigado a protestar contra o confisco injustificável de propriedades eclesiásticas pelo imperador . Mas quando José II preencheu a sede vaga de Milão com sua própria autoridade, Pio protestou solenemente, e foi provavelmente nesta ocasião que ele ameaçou o imperador com excomunhão . Em 23 de dezembro de 1783, o imperador veio inesperadamente a Roma para retribuir a visita papal . Ele estava determinado a continuar as suas reformas eclesiásticas , e deu a conhecer ao diplomata espanhol, Azara, o seu projecto de separar inteiramente a Igreja Alemã de Roma . Este último, porém, dissuadiu-o de dar este passo fatal. Para evitar coisas piores, o papa concedeu-lhe o direito de nomear os bispos nos Ducados de Milão e Mântua, numa concordata datada de 20 de janeiro de 1784. O exemplo de José foi seguido na Toscana por seu irmão, o Grão-Duque Leopoldo II e o Bispo Cipião Ricci de Pistoia. Aqui as reformas antipapais culminaram no Sínodo de Pistoia em 1786, onde as doutrinas de Jansênio e Quesnel foram sancionadas e a supremacia papal foi eliminada. Na sua Bula "Auctorem fidei" de 28 de agosto de 1794, o papa condenou os atos e, em particular, oitenta e cinco proposições deste sínodo. Na Alemanha, os três eleitores eclesiásticos de Mainz , Trier e Colônia, e o Arcebispo de Salzburgo tentaram restringir a autoridade papal convocando um congresso em Ems (qv). Com Portugal as relações papais tornaram-se muito amistosas após a ascensão de Maria I em 1777, e uma concordata satisfatória foi concluída em 1778 (Nussi, loc. cit., 138-39). Na Espanha , na Sardenha e em Veneza, os governos seguiram em grande parte os passos de José II . Mas as reformas anti-eclesiásticas mais abrangentes foram realizadas nas Duas Sicílias. Fernando IV recusou o exequatur a todos os escritos papais obtidos sem a permissão real e reivindicou o direito de nomear todos os beneficiários eclesiásticos . Pio VI recusou-se a aceitar os bispos nomeados pelo rei e, como resultado, havia em 1784 trinta sés vagas apenas no Reino de Nápoles , cujo número aumentou para sessenta em 1798. O rei, além disso, recusou-se a reconhecer a suserania papal que existia há oitocentos anos. O papa fez propostas repetidas vezes, mas o rei persistiu em nomear todas as sedes vagas . Em abril de 1791, quando mais da metade das sedes do Reino de Nápoles estavam vagas, um acordo temporário foi alcançado e naquele ano foram preenchidas sessenta e duas sedes vagas (Rinieri, loc. cit., infra).Em resposta ao requerimento do clero dos Estados Unidos , a Bula de abril de 1788, erigiu a Sé de Baltimore .Pio VI colocou as finanças papais em bases mais firmes; drenou as terras pantanosas perto de Città della Pieve, Perugia , Spoleto e Trevi; aprofundou os portos de Porto d'Anzio e Terracina ; acrescentou uma nova sacristia à Basílica de São Pedro ; completou o Museu Pio-Clementino e enriqueceu-o com muitas peças de arte caras; restaurou a Via Appia; e drenou a maior parte dos Pântanos Pontinos.Após a Revolução Francesa , Pio rejeitou a "Constitution civile du clergé" em 13 de março de 1791, suspendeu os padres que a aceitaram, providenciou o melhor que pôde para o clero banido e protestou contra a execução de Luís XVI. A França retaliou anexando os pequenos territórios papais de Avignon e Venaissin. A cooperação do papa com os Aliados contra a República Francesa e o assassinato do adido francês, Basseville, em Roma , provocado por sua própria culpa, levaram ao ataque de Napoleão aos Estados Papais . Na Trégua de Bolonha (25 de junho de 1796), Napoleão ditou os termos: vinte e um milhões de francos, a libertação de todos os criminosos políticos, livre acesso dos navios franceses aos portos papais , a ocupação da Romagna pelas tropas francesas, etc. a Paz de Tolentino (19 de fevereiro de 1797) Pio VI foi obrigado a render Avinhão , Venaissin, Ferrara , Bolonha e Romagna; e pagar quinze milhões de francos e desistir de numerosas obras de arte e manuscritos caros . Numa tentativa de revolucionar Roma, o general francês Duphot foi baleado e morto, após o que os franceses tomaram Roma em 10 de fevereiro de 1798 e proclamaram a República Romana em 15 de fevereiro . na noite de 20 de fevereiro, e levado primeiro para Siena e depois para Florença. No final de março de 1799, embora gravemente doente, foi levado às pressas para Parma , Piacenza , Turim , depois através dos Alpes para Briançon e Grenoble, e finalmente para Valence , onde sucumbiu aos sofrimentos antes de poder ser levado adiante. Ele foi enterrado pela primeira vez em Valence , mas os restos mortais foram transferidos para a Basílica de São Pedro, em Roma , em 17 de fevereiro de 1802 (ver NAPOLEÃO I ). Sua estátua ajoelhada por Canova foi colocada na Basílica de São Pedro diante da cripta do Príncipe dos Apóstolos .
  • PASSAPORTE PONTIFICIO DE 1814 COM ARMAS DO CARDEAL CONSALVE SECRETÁRIO DE ESTADO DO PAPA PIO VII E ASSINATURA DO CARDEAL PACCA. O PASSAPORTE É DATADO DE  1814 E FOI CONCEDIDO A SEBASTIANO BERNARDIINI. ARMAS DO CARDEAL CONSALVI EM SELO SECO. GRANDE E BELO DOCUMENTO. 50 X 37 CM NOTA: O CARDEAL PACCA QUE ASSINA O DOCUMENTO É  Bartolomeo Pacca (23 de dezembro de 1756  19 de abril de 1844) foi um cardeal e diplomata italiano, Decano do Colégio dos Cardeais.)  Filho de Orazio Pacca, marquês de Matrice. Estudou na Pontifícia Academia dos Nobres Eclesiásticos, em Roma, em 1778, e na Universidade La Sapienza, Roma (doutorado utroque iure, tanto em direito canônico como civil, em 21 de abril de 1775). Recebeu as insígnias de caráter clerical, em 13 de julho de 1777, as ordens inferiores em 17 de julho de 1785, o subdiaconato em 31 de julho de 1785 e o diaconato em 7 de agosto de 1785. Foi ordenado padre em 14 de agosto de 1785. Foi nomeado camareiro privado de Sua Santidade. Eleito arcebispo-titular de Tamiathis em 26 de setembro de 1785, foi consagrado em 17 de abril de 1786, na Igreja da SS. Trinità um Montecitorio (não mais existe, é hoje o edifício do parlamento italiano), pelo Cardeal Giovanni Carlo Boschi, assistido por Rudolf von Edling, arcebispo de Gorizia, e por Ottavio Boni, arcebispo titular de Nazianzo. Núncio apostólico em Colônia, em 24 de abril de 1786. Depois, foi nomeado núncio na França, mas não pode ocupar o cargo por causa da Revolução Francesa. Então, foi nomeado núncio em Portugal em 21 de março de 1794, onde ficou até 18 de junho de 1808. Nesse momento, a Família Real Portuguesa estava a caminho do Brasil, já com o seu sucessor na nunciatura, Lorenzo Caleppi.Criado cardeal-presbítero no consistório de 23 de fevereiro de 1801, recebeu o barrete cardinalício em 29 de julho e o título de São Silvestre em Capite em 9 de agosto de 1802.12 Cardeal pró-secretário de Estado da Santa Sé nomeado em 18 de junho de 1808, após a entrada dos franceses em Roma, ocupou o cargo até 7 de maio de 1814. Em 1809, o Papa Pio VII excomungou o imperador Napoleão Bonaparte em 6 de julho e por sua vez, o papa e o cardeal Pacca foram presos; o Papa foi enviado para Savona enquanto o Pacca foi enviado, em 6 de agosto de 1809, para Fenestrelle, onde ficou até 1813.1 Naquele ano, ele foi autorizado a juntar-se ao papa, em Fontainebleau, onde influenciou o papa a se retratar com Napoleão Bonaparte e foi deportado para Uzès em janeiro de 1814. Foi libertado com a queda de Napoleão I em abril de 1814. Retornou a Roma e organizou uma Junta de Estado para governar em nome do papa ausente. Inicialmente, representou a Santa Sé no Congresso de Viena, mas logo foi substituído pelo cardeal Ercole Consalvi. Foi novamente Pró-secretário de Estado, enquanto o cardeal Consalvi estava no Congresso. Não deixou Roma quando Joaquim Murat, rei de Nápoles, avançou em direção à cidade, e durante os cem dias como governador de Roma, tomou algumas medidas controversas, como ordenar a prisão do Cardeal Jean-Siffrein Maury na Castello Sant'Angelo (libertado pelo Cardeal Consalvi tão logo ele retornou a Roma).1 Em 26 de setembro de 1814, tornou-se Camerlengo da Santa Igreja. Passou para o título de São Lourenço em Lucina em 2 de outubro de 1818. Prefeito da Sagrada Congregação dos Bispos e Regulares em 29 de novembro de 1818 Passa para a ordem de cardeais-bispos e assume a sé suburbicária de Frascati em 21 de dezembro de 1818. Preceptor do Accademia Archeologica, quando emitiu o Édito Pacca proibindo o êxodo de Roma de tesouros artísticos preservados em galerias privadas, em 1820. Passou para a sé suburbicária de Porto e Santa Rufina em 13 de agosto de 1821. Pró-datário da Dataria Apostólica em 18 de novembro de 1824. Tornou-se bispo de Porto e Santa Rufina e Civitavecchia em 10 de dezembro de 1825, quando a última sé se uniu ao seu anterior. No Conclave de 1829, sofreu o Jus exclusivae do Rei Carlos X da França. Confirmado como pró-datário pelo Papa Pio VIII, em 31 de março de 1829. Secretário da Sagrada Congregação da Inquisição Romana e Universal em 5 de abril de 1830. Torna-se Decano do Sacro Colégio dos Cardeais e passa para a sé suburbicária de Óstia-Velletri em 5 de julho de 1830, além de nomeado Prefeito da Sagrada Congregação Cerimonial. Nesse mesmo ano, é nomeado arcipreste da Basílica de São João de Latrão. Sua casa era frequentada pelos cientistas mais ilustres, homens de letras e artistas, tanto romanos e estrangeiros. Ele tinha pago a suas expensas escavações feitas em Ostia, e com os objetos descobertos, ele formou um pequeno museu em sua vinícola na via Aurélia, o Casino de Pio V. Faleceu em 19 de abril de 1844, em Roma. Velado e enterrado na Igreja S. Maria in Portico Campitelli, com a presença do Papa Gregório XVI.
  • IMPERIO DO BRASIL  PROVINCIA DE SÃO PAULO  PASSAPORTE EMITIDO PELA POLICIA DA PROVINCIA DE SÃO PAULO EM NOME DE CARLOS HENRIQUE METCHERT E SEU CRIADO O PARDO LUCENIR BENEDITO DO PRADO  EM 19 DE JANEIRO DE 1877, CARLOS HENRIQUE DE AGUIAR MELCHERT FOI BACHAREL EM DIREITO E PROFESSOR DE LINGUA INGLESA. UM BELO DOCUMENTO COM SELO DO IMPERIO, CHANCELA DA  POLICIA DE SÃO PAULO E CARIMBOS DE ENTRADA COM ESTAMPILHA NO REINO DE PORTUGAL. BRAISL, 39 X 30 CM
  • ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA. J. J. AUBERTIN (ENGENHEIRO, ESCRITOR E VIAJANTE)  - CARTA DE JJ  ALBERTIN DATADA DE 13 DE JUNHO DE 1888 ENDEREÇADA A MEIRELLES, SEU AMIGO BRASILEIRO (JOSÉ PEDRO DE SOUZA MEIRELLES FOI GERENTE DE NEGOCIOS DO VISCONDE DE MAUÁ) CONGRATULANDO O BRASIL PELA PROCLAMAÇÃO DA LEI ÁUREA. ESCRITA EM PAPEL COM SELO ARMORIAL DO AUTOR. EXERTOS DO TEXTO: 13 DE JUNHO DE 1888, MEU GRANDE E TERNO AMIGO MEIRELLES. MEU CORAÇÃO ESTA MUITO AGRADECIDO POR SUA CARTA ME CONTANDO SOBRE O NOBRE ANUNCIO. E EU RESPONDO EM MINHA LÍNGUA QUE VOCÊ CONHECE  PORQUE EU CONSIGO EXPRESSAR SOMENTE ME INGLÊS PARA HONRAR ESSA AUSPICIOSA OCASIÃO. NÃO É EXAGERO DIZER QUE SEU PAÍS É SUPREMO ENTRE AS NAÇÕES NO QUE DIZ RESPEITO AO PODEROSO ATO DE EMANCIPAÇÃO DE SEUS ESCRAVOS. E SEGUE RELATANDO SOBRE A EMANCIPAÇÃO DE OUTROS PAÍSES COMPARATIVAMENTE AO BRASIL (INDIA BRITÂNICA E MÉXICO) COMO RELATOU SEU LIVRO A FLIGHT TO MÉXICO. CONTINUA FALANDO ENTUSIASTICAMENTE SOBRE AS POSSIBILIDADES DO BRASIL: O BRASIL AINDA É UM PAÍS JOVEM SEM  SUGADORES  DE RECURSOS SOB SEU COMANDO (IMAGENE O QUE ELE PENSARIA HOJE DO PAÍS, DESCULPEM NÃO RESISTI). E CONTINUA SEU ELOGIO: O BRASIL  NÃO APENAS AGIU NOBREMENTE, MAS AGIU NOBREMENTE DE UMA FORMA MUITO DISTINTA. QUE OS RESULTADOS CORRESPONDAM À RESOLUÇÃO! 13 DE JUNHO DE 1888, ASSINA J. J. AUBERTIN.  JOHN JAMES AUBERTIN MANIFESTA-SE DE FORMA EXPONTÂNEA PORQUE TEVE EM SUA ESTADA NO BRASIL UMA EXPERIÊCIA MUITO NEGATIVA COM RELAÇÃO A ESCRAVIDÃO. EM 1860 AUBERTIM ESTEVE NO BRASIL COMO ENGENHEIRO RESPOSNÁVEL DA SÃO PAULO RAIWAY COMPANY (SRC) PARA ACOMPANHAR A CONSTRUÇÃO DA FERROVIA. A CONSTRUÇÃO DA ESTRADA DE FERRO DA SPR TEVE INÍCIO EM NOVEMBRO DE 1860, TENDO SIDO A FERROVIA INAUGURADA OFICIALMENTE EM 15 DE FEVEREIRO DE 1867. INDIGNADO PELO USO DA MÃO DE OBRA ESCRAVA NA CONSTRUÇÃO TENTOU DE TODAS AS FORMAS REAGIR AO EMPREGO DESSA MÃO DE OBRA. CHEGOU A REPORTAR-SE AO GOVERNADOR DA PROVÍNCIA SOBRE O TEMA E TROUXE UM GRANDE NÚMERO DE TRABALHADORES LIVRES DA EUROPA PARA ATUAR NA OBRA. ENTRETANTO HAVIA UM CONTRATO QUE EXIGIA QUE PARTE DA MÃO DE OBRA UTILIZADA SERIA OBRIGATORIAMENTE LOCAL OU SEJA BRASILEIRA. AUBERTIN NUNCA SE CONFORMOU COM O FATO DE TER COMPACTUADO COM ESSA CIRCUNSTÂNCIA. INGLATERRA, 1888. NOTA: Em se tratando da SPR o superintendente J. J. Aubertin, em ofício datado de 30 de julho de 1863, enviado ao presidente da província de São Paulo, o conselheiro Vicente Pires da Motta, com cópia para o Ministério da Agricultura, tenta justificar o emprego de escravos nos trabalhos de construção da estrada de ferro. O ofício do superintendente é uma resposta a outro ofício que o presidente da Província havia lhe enviado chamando a atenção para o emprego de escravos nos trabalhos da nossa Estrada de ferro e as estipulações a respeito na condição 8ª do Decreto n. 1759 de 26 de Abril de 1860 (1856).8 Aubertin reclama da cobrança do Governo em ralação a utilização de cativos nas obras da ferrovia, observando que: ... por terem os trabalhos marchados já por mais de três anos (como é de todos sabido) sem que aparecesse qualquer interrupção ou advertencia da parte do Governo por causa de nosso procedimento a este respeito, e conheço também a incompatibilidade que parece existir entre a disposição da condição sobredita, e o emprego de escravos nos trabalhos. Pelas palavras do superintendente da companhia fica evidente que o uso de trabalhadores escravos nas obras da estrada de ferro era algo disseminado deste o início de construção da mesma. Aubertin ainda chama atenção do presidente Pires da Motta para o que ele percebia como sendo uma incompatibilidade entre a aplicação da lei e o emprego de escravos no empreendimento levado a cabo sob sua responsabilidade.  John James Aubertin após chegar ao Brasil em março de 1860 para tomar pé das principaes condições a que a nossa Companhia se tinha comprometido, logo teria se apercebido das grandes dificuldades, e até impossibilidades que traria semelhante condição se fossem os seus termos literalmente exigidos.11 A sua chegada teve lugar no Rio de Janeiro, aonde foi ao encontro de um senhor Brazileiro, um homem muito distincto e intelligente, e que esta inteiramente ligado com todos os nossos interesses, sendo também hum dos nossos concessionarios (seria o Barão de Mauá?). Num país ainda tão dependente da mão de obra escrava, rapidamente Aubertin deve ter concluído que levar a cabo uma obra de construção de uma estrada de ferro, que demandava um número relativamente grande de mão de obra qualificada, e uma enorme quantidade de homens com nenhuma qualificação, seria muito difícil se tivesse que abrir mão do trabalhador escravo. Neste sentido, ele constata: ... como seria impossivel para nós só de repente mudarmos nosso systema, mas também desprezar os meios que o Payz inteiro, assim como nós, acha necessarios e indispensaveis para continuar e sustentar quaisquer obras importantes! Ainda mesmo que a propria Companhia estivesse fazendo a Estrada de ferro, não sei dizer como poderia despensar estes mesmos exforços: mas V. EXª. hade lembrar-se que a Companhia delegou as obras aos Empreiteiros e que estes Empreiteiros, por mera necessidade, são forçados a subdividir e subempreitar huma grande porção dos trabalhos á gente do Paiz, e que esta gente esta em posição de cumprir com seus deveres só pelo facto mesmo de possuirem escravos. Como então poderá a Companhia dizer que os escravos não devem aparecer nas obras? Se dissessem assim, logo paravão uma grande proporção das mesmas, e ficaria a Companhia inteiramente inhabilitada para cumprir com suas obrigações para com o Governo, em respeito á perfeição da linha ferrea! Aubertin, como responsável principal no Brasil pela companhia, necessariamente deveria está bem informado sobre tudo que acontecia nos trabalhos da ferrovia. E para isso, contava com o auxílio dos engenheiros residentes que eram quem acompanhavam e supervisionavam diretamente os trabalhos nas três seções da linha. Pelo mesmo ofício enviado ao presidente da Província, Aubertin informa que a companhia estaria supostamente tomando providências para substituir os trabalhadores escravos por livres, tendo em vista que a Companhia deseja tanto quanto possivel, observar e respeitar o espirito da condição vertente, e que para isso os Empreiteiros, já tem mandado, e ainda estão mandando, vir muitos homens livres, mesmo da Europa. E o Governo também deveria levar em consideração que a despeito da presença de escravos muito maior parte das pessoas empregadas, são homens livres, quer Brazileiros quer Estrangeiros14. O superintendente também chama a atenção do presidente Pires da Motta em relação aos muitos interesses que estavam em jogo na construção da estrada de ferro, com respeito à mão de obra cativa, afinal muitas vantagens tambem serão perdidas aos homens diligentes da Provincia se fosse extrictamente prohibido que Passado mais de um ano da troca de correspondência entre o presidente da Província e o superintendente da companhia, com relação ao emprego de escravos nos trabalhos da ferrovia, novamente do Governo provincial informado por seu engenheiro fiscal, cobrava providências do superintendente sobre tal procedimento. É o que se observa do ofício de 14 de setembro de 1864, enviado por Aubertin ao então presidente Francisco Ignácio Marcondes Homem de Mello: Tenho a honra de accusar a recepção do officio que V. Excia me dirigio sob data de 10 do presente mez incluindo copia de um despacho do Sr Engenheiro Fiscal da nossa estrada. O asumpto ao qual V. Excia assim chama a minha attenção, já foi tratado em um despacho que me deu o seu digno antecessor, o Sr Conselheiro Pires da Motta, sob data de 25 de Julho de 1863 e que foi por mim respondido por um despacho sob data de 30 de Julho de 1863. Chamando a attenção de V. Excia a esta correspondencia tomo a liberdade de dizer que entendi que foi transmittida ao Governo Geral de S. Magestade Imperial, e por isso espero que ate o mesmo Governo recorrer ao assumpto de que a sobretida correspondencia trata, V. Excia não achará bom provocar uma discussão que tanto podia prejudicar a posição da nossa estrada, como igualmente a de outras obras publicas do mesmo genero neste Paiz
  • CZAR ALEXANDER I (1777-   1825) LINDA GRAVURA AQUARELADA DE WILLIAN HEART (1795-1840) PUBLICADA EM 1818 (APRESENTANDO O CZAR ALEXANDRE I EM CAMPO DE BATALHA SEGURANDO SUA ESPADA E AO FUNDO PODE-SE VER A EVOLUÇÃO DAS TROPAS DE NAPOLEÃO BONAPARTE ABANDONANDO A RÚSSIA. SOB O MONARCA A LEGENDA: ALEXANDER I THIS RETRAT IS DEDICATED TO THE RIGHT HONORABLE EARL CATHCART AMBASSADOR EXTRAORDINARY AND MINISTER PLENIPOTENTIARY TO THE IMPERIAL COURT OF SAINT PETERSBURG BY HIS MOST HUMBLE AND OBEDIENT SERVANT JAMES JENKINS (ESTE RETRATO É RETRAIT É DEDICADO AO HONROSO CONDE CATHCART EMBAIXADOR EXTRAORDINÁRIO E MINISTRO PLENIPOTENCIÁRIO DA CORTE IMPERIAL DE SÃO PETERSBURGO POR SEU MAIS HUMILDADE E OBEDIENTE SERVO JAMES JENKINS). O CZAR ALEXANDRE I  FOI UM DOS UNICOS MONARCAS DE SEU TEMPO QUE CONSEGUIU DERROTAR NAPOLEÃO BONAPARTE. GRAVURA IDENTICA A ESTA COMPÕE A COLEÇÃO DO BRHITHS MUSEUM EM LONDRES. INGLATERRA, 1814. 58 X 48 CMNOTA: Alexandre I (São Petersburgo, 23 de dezembro de 1777  Taganrog, 1 de dezembro de 1825) foi o Imperador da Rússia de 1801 até sua morte, também sendo o primeiro monarca russo a ser Rei da Polônia e Grão-Duque da Finlândia. Era filho do imperador Paulo I e sua esposa Sofia Doroteia de Württemberg, ascendendo ao trono após o assassinato do pai. Alexandre, tanto como grão-duque quanto imperador, ele muitas vezes usava de retórica liberal, porém manteve as práticas absolutistas da Rússia durante toda sua vida. Logo no início de seu reinado Alexandre realizou pequenas reformas sociais e depois grandes reformas educacionais, também prometendo reformas constitucionais e sobre a servidão, porém nunca fez nenhuma proposta concreta. Na segunda metade de seu reinado ele ficou cada vez mais arbitrário, reacionário e temerário de conspirações. Alexandre expulsou professores estrangeiros das escolas russas e a educação passou a ser mais religiosa e politicamente conservadora. Internacionalmente, ele governou o Império Russo durante o conturbado período das Guerras Napoleônicas. Ele mudou de lado várias vezes entre 1804 e 1812, passando de pacificador neutro, aliado de Napoleão Bonaparte até inimigo do imperador francês. Ele se aliou ao Reino Unido em 1805 na Terceira Coligação, porém após sua derrota na Batalha de Austerlitz ele trocou de lado e aliou-se à França através dos Tratados de Tilsit. Alexandre juntou a Rússia ao Bloqueio Continental e travou pequenos conflitos com os britânicos. Entretanto, ele e Napoleão nunca conseguiam concordar em alguma coisa, especialmente acerca da Polônia, e a aliança acabou ruindo em 1810. Seu maior triunfo militar veio dois anos depois, quando a invasão francesa da Rússia terminou em desastre, levando à queda Napoleão pouco depois na Batalha das Nações. Ao fim do período napoleônico, Alexandre formou a Santa Aliança a fim de suprimir movimentos revolucionários na Europa. Alexandre se casou em 1793 com a princesa Luísa de Baden, com quem teve duas filhas que morreram jovens: Maria e Isabel. Ele morreu sem herdeiros no final de 1825, devido a tifo, apesar de rumores que teria fabricado sua morte e se transformando em um monge na Sibéria terem aparecido posteriormente. Sua morte causou grande confusão, com seu irmão Constantino abdicando de seu direito a sucessão e fazendo com que militares se rebelassem na Revolta Dezembrista contra seu outro irmão, que posteriormente sucederia Alexandre como Nicolau I. Imperador e autocrata de todas as Rússias desde 1801, foi muito influenciado por sua avó, a imperatriz Catarina II da Rússia, que o tirou do país para educá-lo, e o considerava seu sucessor. Primeiro filho do grão-duque Paulo Petrovitch, futuro Paulo I, e da grã-duquesa Maria Feodorovna, nascida princesa de Württemberg. Tornou-se czar após o assassinato de seu pai, em 23 de março de 1801. Foi coroado na Catedral da Dormição, no Kremlin em 15 de setembro de 1801. Seguidora, em termos, dos princípios iluministas, Catarina II convidou o filósofo francês Denis Diderot para ser seu tutor particular. Como Diderot não aceitou, a imperatriz convidou como preceptor o cidadão suíço Frédéric-César La Harpe, que, em termos de pensamento filosófico, seguia as ideias de Jean-Jacques Rousseau, era republicano por convicção e um excelente educador que inspirou afeto em seu aluno e ajudou a moldar permanentemente sua mente mantendo-a flexível e aberta. Alexandre é considerado das mais interessantes figuras do seu século, autocrata e jacobino, místico e homem do mundo, natureza complexa, extremamente popular em todos os níveis da sociedade. Iniciou reformas administrativas, educativas, científicas, no regime da servidão. Seu reinado foi marcado por uma política externa flutuante. Aliado da Inglaterra e do Império Austríaco na coalizão de 1805 contra a França revolucionária, participou da Terceira Coligação contra Napoleão Bonaparte, mas as forças russo-austríacas foram vencidas em Austerlitz (1805). Fez aliança com o Reino da Prússia mas depois das derrotas de Eylau e de Friedland (1807) se viu obrigado a assinar o Tratado de Tilsit, tornando-se aliado de Napoleão. Declarou guerra à Inglaterra e aderiu ao Bloqueio Continental. Atacou então a Suécia, para obter a Finlândia (1808). Renovou hostilidades contra o Império Otomano, continuadas até a Paz de Bucareste (1812). O ressentimento russo com o sistema continental dominado pelos franceses provocou a invasão da Rússia (1812). Havia retomado em (1811) a luta contra Napoleão, com isso causou a invasão de seu país, o que fez a Europa levantar-se contra o invasor. Embora retornasse à capital antes da derrota russa em Borodino (setembro de 1812), Alexandre tomou parte ativa na destruição do exército retirante de Napoleão 1813 em Dresden e em Leipzig. Entrou em Paris (1814) com os Aliados, visitou triunfante Londres. Após a campanha da Rússia, desastrosa para os franceses, participou da Sexta Coligação em 1813 e, caindo Napoleão, contribuiu para a restauração da dinastia dos Bourbons. Alexandre comandou o exército russo na campanha contra Napoleão. Após o fracasso da Campanha da Rússia (1812), participou da libertação da Europa (Batalha das Nações, 1813; campanha da França, 1814). Em 1815, inspirou a Santa Aliança da Europa cristã, com os soberanos do Império Austríaco e do Reino da Prússia. Queria resgatar o poder das dinastias absolutistas europeias. No Congresso de Viena (1815) recebeu a Polônia, assumiu o trono, deu-lhe uma nova constituição.  Desde a invasão da Rússia, se tornara profundamente religioso. Lia a Bíblia diariamente e rezava muito. Deixara-se influenciar em Paris pelos pensamentos místicos de uma visionária, Bárbara Juliana Krüdener chamada Madame von Krudener, que se considerava profetisa enviada ao czar por Deus. Teve influência curta mas profunda pois o czar nunca mais abandonaria seu fervor religioso. Voltando à Rússia, a partir de 1818, demonstrou políticas retrógradas e reacionárias que o alienaram do povo. Desde que Napoleão Bonaparte fora derrotado em 1812, surgiram sociedades secretas pela Rússia exigindo a abolição da servidão. Um desses movimentos, um grupo de nobres insatisfeitos chamados dezembristas, pediam também o fim da autocracia. Sua liga idealista se tornara uma aliança dos monarcas contra os povos, depois dos encontros em Aachen, Opava, Liubliana e Verona - campeões do despotismo, defensores de uma ordem mantida pela força das armas. Alexandre mesmo ficou golpeado pelo motim de seu regimento Semenovski e pensou detectar a presença de radicalismo revolucionário. O que marcou o fim de seus sonhos liberais. Todas as rebeliões lhe pareceram então doravante revoltas contra Deus. Chocou o povo russo ao recusar apoio aos gregos, povo da mesma religião ortodoxa , ao se levantarem contra o Império Otomano, mantendo que eram rebeldes como outros. O chanceler austríaco, príncipe Klemens Wenzel von Metternich, a quem o czar deixou a direção dos negócios europeus, aproveitou-se de seu estado de espírito. Tinha mesmo abandonado os assuntos do país a seu favorito Arakcheev. A morte da única filha muito amada, uma enorme inundação em São Petersburgo, em 1824, e o descontentamento com os regimentos de seu exército, levaram-no à Crimeia, para tentar recuperar a saúde. Sua coroa passara a pesar muito e não escondia da família e dos amigos o desejo de abdicar. Quando a czarina adoeceu, Taganrog, aldeia no mar de Azov, parecia um destino ideal. Mas o czar contraiu malária durante uma viagem de inspeção, e morreu. Sua morte repentina, seu misticismo, a perplexidade da corte e a recusa de permitir a abertura de seu caixão ajudaram a criar a lenda de sua "partida" para um refúgio siberiano. Alexandre faleceu em 1 de dezembro de 1825 e está atualmente sepultado na Fortaleza de São Pedro e São Paulo, São Petersburgo, Rússia.Anexou a Transcaucásia da Pérsia (1813) e a Bessarábia após guerra contra o Império Otomano (1812). Aboliu muitos castigos bárbaros, melhorou as condições de vida dos servos e fomentou a educação. Após sua morte, Alexandre foi sucedido por seu irmão Nicolau.. Desde a invasão da Rússia, se tornara profundamente religioso. Lia a Bíblia diariamente e rezava muito. Deixara-se influenciar em Paris pelos pensamentos místicos de uma visionária, Bárbara Juliana Krüdener chamada Madame von Krudener, que se considerava profetisa enviada ao czar por Deus. Teve influência curta mas profunda pois o czar nunca mais abandonaria seu fervor religioso. Voltando à Rússia, a partir de 1818, demonstrou políticas retrógradas e reacionárias que o alienaram do povo. Desde que Napoleão Bonaparte fora derrotado em 1812, surgiram sociedades secretas pela Rússia exigindo a abolição da servidão. Um desses movimentos, um grupo de nobres insatisfeitos chamados dezembristas, pediam também o fim da autocracia. Sua liga idealista se tornara uma aliança dos monarcas contra os povos, depois dos encontros em Aachen, Opava, Liubliana e Verona - campeões do despotismo, defensores de uma ordem mantida pela força das armas. Alexandre mesmo ficou golpeado pelo motim de seu regimento Semenovski e pensou detectar a presença de radicalismo revolucionário. O que marcou o fim de seus sonhos liberais. Todas as rebeliões lhe pareceram então doravante revoltas contra Deus. Chocou o povo russo ao recusar apoio aos gregos, povo da mesma religião ortodoxa , ao se levantarem contra o Império Otomano, mantendo que eram rebeldes como outros. O chanceler austríaco, príncipe Klemens Wenzel von Metternich, a quem o czar deixou a direção dos negócios europeus, aproveitou-se de seu estado de espírito. Tinha mesmo abandonado os assuntos do país a seu favorito Arakcheev. A morte da única filha muito amada, uma enorme inundação em São Petersburgo, em 1824, e o descontentamento com os regimentos de seu exército, levaram-no à Crimeia, para tentar recuperar a saúde. Sua coroa passara a pesar muito e não escondia da família e dos amigos o desejo de abdicar. Quando a czarina adoeceu, Taganrog, aldeia no mar de Azov, parecia um destino ideal. Mas o czar contraiu malária durante uma viagem de inspeção, e morreu. Sua morte repentina, seu misticismo, a perplexidade da corte e a recusa de permitir a abertura de seu caixão ajudaram a criar a lenda de sua "partida" para um refúgio siberiano. Alexandre faleceu em 1 de dezembro de 1825 e está atualmente sepultado na Fortaleza de São Pedro e São Paulo, São Petersburgo, Rússia.Anexou a Transcaucásia da Pérsia (1813) e a Bessarábia após guerra contra o Império Otomano (1812). Aboliu muitos castigos bárbaros, melhorou as condições de vida dos servos e fomentou a educação. Após sua morte, Alexandre foi sucedido por seu irmão Nicolau.
  • GEORGE IV DA INGLATERRA (1762-1830) = GRAVURA AQUARELADA POR FRNAÇOIS SERAPHIN DELPECH A PARTIR DE ZEPHIRIN FELIX JEAN MARIUS BELLARD, POR VOLTA DE 1920-1835. TAMANHO DA GRAVURA 465 X 317 CM E TAMANHO DA MOLDURA52 X 44 CM. MOLDURA IDENTICA A DO LOTE ANTERIOR PROPICIA PARA UMA COMPOSIÇÃO DAS DUAS GRAVURA. AMBOS OS MONARCAS ENFRENTARAM E VENCERAM NAPOLEÃO BONAPARTE IMPERADOR DOS FRANCESES. INGLATERRA, SEC. XIX., GRAVURA IDÊNTICA A ESTA COMPÕE A COLEÇÃO DO NATIONAL PORTRAIT GALLERY EM LONDRES. NOTA: Jorge IV (Londres, 12 de agosto de 1762  Windsor, 26 de junho de 1830) foi o Rei do Reino Unido e Hanôver de 29 de janeiro de 1820 até sua morte. De 1811 até sua ascensão foi Príncipe Regente durante a doença mental de seu pai, o rei Jorge III.Jorge teve uma vida extravagante que contribuiu para a moda durante o Período da Regência, sendo o patrono de muitas formas de prazer, estilo e gosto. Tinha uma relação ruim com o pai, acumulou grandes dívidas e teve várias amantes, com a principal e mais duradoura sendo Maria Fitzherbert. Ele foi forçado a se casar em 1795 com sua prima Carolina de Brunsvique; os dois não gostavam um do outro e se separaram pouco depois do nascimento de sua filha, Carlota de Gales, no ano seguinte.Robert Jenkinson, 2.º Conde de Liverpool, controlou o governo como primeiro-ministro durante a maior parte de sua regência e reinado. Os governos de Jorge, mesmo recebendo pouco apoio do rei, presidiram a vitória nas Guerras Napoleônicas, negociaram um acordo de paz e tentaram lidar com o mal-estar econômico e social que se seguiu. Ele teve de aceitar George Canning como primeiro-ministro, além de desistir de sua oposição à emancipação católica.Seu charme e cultura lhe valeram o título de "o primeiro cavalheiro da Inglaterra", Reinou sob um tempo muito difícil na Europa o reinado de Napoleão Bonaparte a quem derrotou na Batalha de Waterloo. Sua representação mais famosa é uma enorme estátua equestre em bronze na Trafalgar Square.
  • CATARINA II IMPERATRIZ DE TODAS AS RÚSSIAS  CHAMADA CATARINA A GRANDE EM SEU REINADO A RÚSSIA ALCANÇOU PRESTIGIO, PODERIO BÉLICO INQUESTIONÁVEL E DESENVOLVIMENTO ARTISTICO E INTELECTUAL. BELA MINIATURA PINTADA PROVAVELMENTE SOBRE  MARFIM APRESENTANDO CATARINA II COM TRAJES MAGESTÁTICOS. MOLDURA TAMBÉM EM MARFIM DECORADO COM ESGRAVITADOS. ASSINADO PELO ARTISTA. SEC. XIX. 14 X 12 CMNOTA: Catarina II (Estetino, 2 de maio de 1729  São Petersburgo, 17 de novembro de 1796), conhecida como Catarina, a Grande, foi a Imperatriz da Rússia de 1762 até sua morte. Nascida como princesa Sofia Frederica Augusta de Anhalt-Zerbst-Dornburg, era a filha mais velha de Cristiano Augusto, Príncipe de Anhalt-Zerbst, e sua esposa Joana Isabel de Holsácia-Gottorp. Sofia se converteu para a Igreja Ortodoxa Russa, assumiu o nome de Catarina Alexeievna e se casou com o grão-duque Pedro Feodorovich, nascido príncipe de Holsácia-Gottorp, em 1745. Seu marido ascendeu ao trono russo em janeiro de 1762 como Pedro III e ela organizou um golpe de estado que o tirou do trono em julho, com Pedro morrendo alguns dias depois supostamente assassinado.Durante o seu reinado, o Império Russo melhorou a sua administração e continuou a modernizar-se. O reinado de Catarina revitalizou a Rússia, que cresceu com ainda mais força e tornou conhecida como uma das maiores potências europeias. Os seus sucessos dentro da complexa política externa e as suas represálias por vezes brutas aos movimentos revolucionários (mais notavelmente na Rebelião Pugachev) complementaram a sua caótica vida privada. Causava escândalo frequentemente, dada a sua tendência para relações que espalhavam rumores por todas as cortes europeias.Catarina subiu ao poder supostamente após uma conspiração por ela mesma elaborada que depôs o seu marido, o czar Pedro III, e o seu reinado foi o apogeu da nobreza russa. Pedro III, sob pressão da mesma nobreza, tinha já aumentado a autoridade dos grandes proprietários de terra nos seus mujique e servos. Apesar dos deveres impostos nos nobres pelo primeiro modernizador proeminente da Rússia, o czar Pedro I, e apesar das amizades de Catarina com os intelectuais do iluminismo na Europa Ocidental (em particular Denis Diderot, Voltaire e Montesquieu), a imperatriz não considerava prático melhorar as condições de vida dos seus súbditos mais pobres que continuavam a ser ostracizados (por exemplo) por conscrição militar. As distinções entre os direitos dos camponeses nos estados votchine e pomestie desapareceram virtualmente na lei e na prática durante o seu reinado.Em 1785, Catarina conferiu à nobreza a Carta Régia da Nobreza, aumentando ainda mais o poder dos senhores de terra. Nobres em cada distrito elegiam um "marechal da nobreza" que falava em seu nome à monarca sobre problemas que os afetavam, em especial os problemas econômicos.
  • MARIA ANTONIETA RAINHA DE FRANÇA  LINDA PINTURA EM MINIATURA PROVAVELMENTE SOBRE MARFIM APRESENTANDO MARIA ANTONIETA EM TRAJES MAJESTÁTICOS. MINITATURA EM MARFIM DECORADA COM FESTÕES. ASSINADA TOURET.  FRANÇA, FINAL DO SEC. XIX.14 X 12,5 CM. NOTA: "Maria Antônia Josefa Joana de Habsburgo-Lorena (Maria Antonia Josepha Johanna von Habsburg-Lothringen, no alemão), mais conhecida como Maria Antonieta, nasceu em Viena, no dia 2 de novembro de 1755. Ela foi a 15ª filha do imperador Fernando I e da imperatriz Maria Teresa da Áustria. Na ocasião, seus pais governavam o Sacro Império Romano-Germânico, que dominava uma série de nações da Europa desde o século X. Naquele contexto, o Sacro Império já estava decadente e era governado de fato por Maria Teresa, cujas obrigações fizeram com que ela se ausentasse bastante da criação de seus filhos. Os historiadores comentam que a educação de Maria Antonieta durante sua infância foi desleixada, e isso fez com que ela tivesse dificuldades de alfabetizar-se e, depois, de falar e escrever corretamente alemão, francês e italiano. No entanto, ela possuía boas habilidades em música e dança. Quando começaram a ser costurados os acordos para o seu casamento, foi necessário que ela passasse por uma espécie de tutoria intensiva a fim de melhorar seus conhecimentos." "No final da década de 1760, a mãe de Maria Antonieta decidiu usar sua filha para uma estratégia política, e, assim, os diplomatas austríacos se envolveram em negociações com a França para casar a jovem com Luís Augusto, delfim da França e filho de Luís Fernando, herdeiro do trono francês falecido em 1765. O casamento era parte de uma estratégia de Maria Teresa de aproximar austríacos e franceses. Essa aproximação era algo importante porque a França e o Sacro Império eram inimigos históricos, mas viam naquele momento a ascensão de uma potencial ameaça em comum: a Prússia (que ainda fazia parte do território do Sacro Império). O casamento de Maria Antonieta e Luís Augusto aconteceu em 19 de abril de 1770, em uma igreja em Viena. A cerimônia foi por procuração, e o representante de Luís Augusto nela foi um dos irmãos da noiva. Com o casamento, ela foi obrigada a renunciar aos seus direitos na dinastia Habsburgo.Maria Antonieta então foi enviada para a França, e conheceu seu marido no dia 14 de maio de 1770, quando ela tinha apenas 14 anos de idade. Apesar de ter renunciado aos seus diretos na coroa austríaca, Maria Antonieta foi orientada por sua mãe a manter relatos frequentes sobre o que acontecia na corte francesa. Uma festa foi realizada em Versalhes pela ocasião do casamento. A adaptação da princesa austríaca à realidade da corte francesa no Palácio de Versalhes foi complicada. A princípio, muitos membros da nobreza francesa foram contrários ao casamento do delfim com a austríaca, e isso fez com que eles nutrissem uma grande antipatia por ela. Além disso, Maria Antonieta também estranhou uma série de costumes da etiqueta francesa. Em 1774, o rei da França Luís XV faleceu, e, com isso, Luís Augusto foi coroado como Luís XVI. Assim, Maria Antonieta se tornou rainha consorte da França e usou de toda a sua influência para ver os seus desejos realizados. Ela gastava grandes somas de dinheiro em diversões dos mais variados tipos. Maria Antonieta realizava corridas de cavalos, participava de bailes de máscaras, jogava cartas e comprava roupas e joias caríssimas. Seus gastos incomodavam a muitos, incluindo a gente da nobreza que já desgostava dela pelo fato de ser austríaca. Alguns historiadores entendem que os gastos da rainha foram uma forma que ela encontrou de reforçar a sua autoridade sobre a nobreza. Os excessos cometidos pela rainha pesavam sobre o orçamento francês, e ela passou a ser chamada de Madame Déficit. Outros críticos a chamavam de l-autrichienne, um jogo de palavras no francês que mistura os termos austríaca e cadela. O Terceiro Estado e os defensores da república também eram profundos críticos da rainha. As críticas à monarca ficaram mais contundentes ainda por ela ter demorado a engravidar de um herdeiro para o trono francês. A primeira filha do casal nasceu apenas em 1778 e foi nomeada de Maria Teresa como homenagem à avó materna. A demora se deveu ao fato de que o rei Luís XVI levou anos para consumar o casamento com sua esposa.Depois disso, Maria Antonieta engravidou outras vezes e deu à luz mais três filhos: Luís José, Luís Carlos e Maria Sófia. As vidas de Maria Antonieta e toda a nobreza francesa foram radicalmente transformadas pela eclosão da Revolução Francesa, em julho de 1789. Essa revolução foi influenciada pelos ideais iluministas, que propagavam ideias de igualdade entre os homens, e foi motivada pela insatisfação da burguesia com os privilégios da nobreza e pela insatisfação do povo com a pobreza em que vivia. A França vivia uma grave crise econômica motivada pelos altos gastos da corte em festas e luxo, mas também pelo envolvimento do país em uma série de conflitos desnecessários. Além disso, a situação da França se agravou com colheitas ruins na década de 1780, o que fez o preço dos alimentos disparar e provocou o aumento dos problemas da população com a falta de comida. Luís XVI recusava-se a tomar medidas contra a nobreza e o clero para aliviar os cofres franceses, e a situação levou à convocação da Assembleia dos Estados Gerais, para que uma decisão fosse tomada. Os Estados Gerais, no entanto, contribuíram para inflamar a população parisiense, insatisfeita com a crise do país.Os distúrbios em Paris resultaram na Queda da Bastilha pela população parisiense, em 14 de julho de 1789. Esse evento é considerado o que deu início à Revolução Francesa ao difundir o fervor revolucionário por todo o país. Com o início da revolução, Maria Antonieta ficou reclusa no Palácio de Versalhes. Ainda em 1789, o Palácio de Versalhes foi invadido, e Luís XVI e Maria Antonieta foram obrigados pela população parisiense a se mudarem para o Palácio de Tulherias, em Paris. O agravamento da situação fez com que ambos tentassem fugir para a Bélgica em 1791. Eles acabaram reconhecidos quando estavam próximo da fronteira e foram reconduzidos para Paris. A tentativa de fuga destruiu o resto da reputação dos monarcas perante a população francesa, e o ódio da população fez com que o Palácio de Tulherias fosse atacado por populares em diferentes ocasiões. O risco à integridade dos membros da monarquia fez com que eles fossem colocados na Torre do Templo, uma fortaleza. Nesse local, Maria Antonieta viveu aprisionada, e lá ficou sabendo que seu esposo, Luís XVI, havia sido guilhotinado no começo de 1793. Posteriormente ela foi transferida para a prisão do Palácio da Cidade e lá enfrentou um processo de alta traição. O julgamento foi entendido como de fachada e condenou Maria Antonieta à morte na guilhotina por alta traição à França, sendo guilhotinada no dia 16 de outubro de 1793, mais precisamente às 12h15min. Ela tinha 37 anos de idade.A decaptação de Maria Antonieta em 1793 foi um dos momentos simbólicos da Revolução Francesa. A ex-rainha, de origem austríaca, era uma das figuras mais odiadas da aristocracia. Mas os séculos passaram e hoje Maria Antonieta desperta fascínio nos meios culturais.

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