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Numismática - Condecorações

IMPERIAL ORDEM DA ROSA RARA COMENDA DA IMPERIAL, PLACA PEITORAL DA ORDEM DA ROSA INTEIRAMENTE EM OURO MACIÇO E ESMALTES COM 21,7 G EM GRAU DE COMENDADOR ACOMPANHADA DE SUA CARTA DE OUTORGA ASSINADA PELA PRINCESA ISABEL, COM SELO DE CHANCELA DAS ARMAS IMPERIAIS CONFERIDA A MANUEL DE SOUZA CAMPOS, RICO EMPREENDEDOR BAHIANO DONO DE UM IMPÉRIO REPRESENTADO PELA COMPANHIA SALINAS DE MARGARIDA QUE JÁ FOI A DECIMA MAIOR EMPRESA DO BRASIL NA VIRADA DO SEC. XIX PARA O XX QUE LIBERTOU TODOS OS SEUS ESCRAVOS ANTES DA LEI ÁUREA, NO PERÍODO DA DISCUSSÃO DA LEI. A COMENDA FOI OUTORGADA DURANTE A TERCEIRA REGÊNCIA (30 DE JULHO DE 1887 A 22 DE AGOSTO DE 188). FOI DURANTE A TERCEIRA REGÊCNIA QUE A PRINCESA ISABEL ASSINOU A LEI ÁUREA. RARAMENTE SE VÊ COMENDAS ORDEM DA ROSA TOTALMENTE EM OURO COMO ESTA, ACOMPANHADAS DE SUA CARTA DE OUTORGA ORIGINAL E AINDA CONCEDIDA EM UM PERÍODO REGECIAL DA PRINCESA ISABEL (FORAM CURTOS E SOMENTE EM TRÊS OCASIÕES). A TRAJETÓRIA DE MANUEL DE SOUZA CAMPOS NA BAHIA, GUARDADAS AS PROPORÇÕES, FOI QUASE TÃO PRODIGIOSA QUANTO A DO VISCONDE DE MAUÁ, AMBOS FORAM MASCATES, AMBOS ROÇARAM OS ´PÍNCAROS DA RIQUEZA NO PERÍODO IMPERIAL BRASILEIRO. TIVERAM TAMBÉM AMBOS VERDADEIRA E OBSTINADA PREOCUPAÇÃO COM AS CONDIÇÕES SOCIAIS DO POVO DE SUA TERRA. EXCERTOS DO TEXTO: A PRINCESA IMPERIAL REGENTE EM NOME DO IMPERADOR SENHOR D. PEDRO SEGUNDO GRÃO MESTRE DA ORDEM DA ROSA FAZ SABER AOS QUE ESTA CARTA VIREM QUE ATENDENDO AOS RELEVANTES SERVIÇOS PRESADOS AO ESTADO E A HUMANIDADE POR MANUEL DE SOUZA CAMPOS, VICE PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO DO ASILO DE MENDICALIDADE NA CAPITAL DA PROVÍNCIA DA BAHIA HÁ POR BEM NOMEAR A COMENDADOR DA DITA ORDEM PELO QUE LHE MANDA PASSAR O PRESENTE A QUAL DEPOIS DE PRESTADO O JURAMENTO DE ESTILO SERÁ SELADO COM AS ARMAS IMPERIAIS. DADA NO PALÁCIO DO RIO DE JANEIRO EM TRÊS DE NOVEMBRO DE MIL OITOCENTOS E OITENTA E SETE, SEXAGÉSIMO SEXTO DA INDEPENDÊNCIA E DO IMPÉRIO. ASSINA PRINCESA IMPERIAL REGENTE E TAMBÉM O BARÃO DE COTEGIPE. BELISSIMA ORDEM EM OURO MACIÇO COM 21,7 G E DOCUMENTO IMPECÁVEL COM 41 CM DE ALTURA. NOTA: SALINAS DE MARGARIDA é um Salinas da Margarida, um município do lado continental da Baía de Todos os Santos. ma firma que durante pouco mais de 70 anos transformou o lugarejo em cidade aprazível, com as cifras de um negócio lucrativo. Entre o final do século XIX, quando foi oficialmente fundada, e os anos 20 do século seguinte, a companhia esteve entre as dez maiores empresas do país, sendo a principal produtora de sal da América do Sul. Benemérito do sal Comendador Manoel de Souza Campos deu a largada para o progresso da inóspita região Pablo Reis. A casa do visionário comendador da Ordem da Rosa Manoel de Souza Campos, responsável pela criação da companhia, permanece de pé. Quando nasceu, em 25 de dezembro de 1838, na Vila da Capela, em Sergipe, ninguém apostava que fosse sobreviver aos índices temerários de mortalidade infantil, quanto mais chegar a comendador. Filho de José do Egito Campos e Mariana Perpétua de Campos, um casal pobre, Manoel de Souza Campos mudou para Salvador aos 14 anos em busca de oportunidades na vida. Quando morreu, detinha um império baseado em austeridade empresarial e filantropia, cujo principal pilar era a Companhia Salinas da Margarida, empresa que se tornou uma das dez maiores do país no final do século XIX e que provocou uma revolução na freguezia que seria batizada com o mesmo nome.Na capital baiana, começou trabalhando como caixeiro-viajante no escritório de Vicente do Amaral e progrediu ao ponto de montar o próprio armarinho na cidade baixa, em meados do século XIX. Aos 22 anos, em 22 de setembro de 1860, casou com Guilhermina Gomes Marelim, filha de um próspero comerciante. Com apoio do sogro, abriu uma loja de tecidos chamada Campos e Marelim e um escritório de consignações, Campos, Irmãos e Cia. Admirado como empresário pelo caráter e pela retidão, Manoel de Souza Campos foi admitido na Santa Casa de Misericórdia da Bahia em 1868 e ingressou na direção do Banco da Bahia em 1872. Chegou à presidência da instituição bancária em 1909. Eleito provedor da Santa Casa em 1892, ganhou a comenda da Ordem da Rosa por libertar escravos que possuía durante as discussões abolicionistas. Foi reeleito sucessivamente ao cargo mais alto da Santa Casa por 11 mandatos. Em uma das gestões na Santa Casa, o comendador conseguiu terminar a construção do Hospital Santa Izabel que ficara parada por 50 anos, sem recursos. A pedra fundamental fora lançada em 15 de junho de 1828, mas a inauguração só ocorreu em 1893. Membro da Associação Comercial da Bahia, sócio do IGHB, participou das mais importantes ordens da Igreja Católica. Nem todas essas realizações, entretanto, são comparáveis ao feito de um visionário que percebeu na inóspita faixa de terra da Baía de Todos os Santos o potencial geográfico e climático para concretizar um dos mais bem-sucedidos projetos empresariais dos séculos XIX e XX na Bahia. Para isso, Souza Campos precisou conhecer o virtuoso Horácio Urpia Júnior que, ao contrário dele, nascera em berço esplêndido.Muitas vezes mencionado como o técnico por trás do espírito empreendedor do comendador Campos, Urpia Júnior foi mais audacioso do que um mero coadjuvante. Empresário, engenheiro e político, teve uma trajetória de destacado participante da sociedade soteropolitana, membro da fidalguia da província. Entre as realizações mais notáveis, chegou a presidir a Câmara Municipal de Salvador e também instalou a linha telegráfica terrestre desde Aracaju até o sul da Bahia, trabalho que durou três anos. Horácio Urpia Júnior foi educado no padrão europeu. Nascido em Salvador, em 23 de agosto de 1842, morou os primeiros 7 anos de vida na cidade do Porto, em Portugal, com os pais Horácio Fortunato Urpias e a mãe Cândida Amélia Carvalho Borges. Voltou para o Brasil com 7 anos e aos 13 foi estudar na Alemanha. Com 18 anos, fixou residência no Rio de Janeiro e aos 23 resolveu morar em Salvador, em um latifúndio comprado pelo pai que se estendia da Graça até o Campo Santo. Exerceu carreira como corretor de produtos de exportação. Foi o introdutor da cultura sisaleira no estado, importando do México as primeiras mudas que plantou em Maragojipe. Homem de conhecimentos ecléticos nos campos da agricultura até a engenharia, passando por contabilidade e comércio exterior, Urpia Júnior falava alemão, francês, inglês e italiano. Foi um dos fundadores da Escola Politécnica e da Faculdade de Direito, além do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e irmão da Santa Casa de Misericórdia. Ele recebia correspondências de dom Pedro II e do marechal Deodoro da Fonseca. A esposa tinha fotografias ao lado de Santos Dumont. Esses dois homens de origens distintas se encontraram para uma sociedade entre o intelecto e o poder de realização. Depois de fazer uma viagem à cidade portuguesa de Aveiro, Souza Campos descobriu que a paisagem das salinas na costa lusitana era semelhante às suas terras até então inutilizadas para qualquer tipo de produção. Colocou na cabeça que poderia transformar os brejos de água salgada na margem do mar em marinhas para extração de sal. Contratou o técnico português José Soares e bancou a vinda dele para o Brasil. Em 1877, a dupla Souza Campos e Urpia conseguia o privilégio de explorar as salinas no método de evaporação natural. No ano de 1881, as primeiras salinas começaram a produzir.A formalização de uma sociedade anônima só ocorreria dez anos mais tarde, com a aprovação dos estatutos da Companhia Salinas da Margarida, em 20 de março de 1891, reunindo cerca de 150 sócios entre os nomes mais prestigiados do empresariado baiano. Com capital de 2 mil contos de réis, dividido em 20 mil ações de 100 mil réis, tinha como sócios majoritários Souza Campos e Urpia Júnior, detentores de quantidade de ações equivalente a 500 contos de réis, referente às propriedades que eram deles. Horácio Urpia Júnior morreu em 3 de maio de 1916 em Salvador, antes de completar 74 anos de idade. Souza Campos morrera por falência dos rins em 13 de fevereiro de 1910. No dia seguinte, o Diário da Bahia dedicou uma página inteira para noticiar a morte do eminente empresário. O sucessor dele, Manoel de Souza Campos Filho, morreria em 22 de novembro de 1931.

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IMPERIAL ORDEM DA ROSA RARA COMENDA DA IMPERIAL, PLACA PEITORAL DA ORDEM DA ROSA INTEIRAMENTE EM OURO MACIÇO E ESMALTES COM 21,7 G EM GRAU DE COMENDADOR ACOMPANHADA DE SUA CARTA DE OUTORGA ASSINADA PELA PRINCESA ISABEL, COM SELO DE CHANCELA DAS ARMAS IMPERIAIS CONFERIDA A MANUEL DE SOUZA CAMPOS, RICO EMPREENDEDOR BAHIANO DONO DE UM IMPÉRIO REPRESENTADO PELA COMPANHIA SALINAS DE MARGARIDA QUE JÁ FOI A DECIMA MAIOR EMPRESA DO BRASIL NA VIRADA DO SEC. XIX PARA O XX QUE LIBERTOU TODOS OS SEUS ESCRAVOS ANTES DA LEI ÁUREA, NO PERÍODO DA DISCUSSÃO DA LEI. A COMENDA FOI OUTORGADA DURANTE A TERCEIRA REGÊNCIA (30 DE JULHO DE 1887 A 22 DE AGOSTO DE 188). FOI DURANTE A TERCEIRA REGÊCNIA QUE A PRINCESA ISABEL ASSINOU A LEI ÁUREA. RARAMENTE SE VÊ COMENDAS ORDEM DA ROSA TOTALMENTE EM OURO COMO ESTA, ACOMPANHADAS DE SUA CARTA DE OUTORGA ORIGINAL E AINDA CONCEDIDA EM UM PERÍODO REGECIAL DA PRINCESA ISABEL (FORAM CURTOS E SOMENTE EM TRÊS OCASIÕES). A TRAJETÓRIA DE MANUEL DE SOUZA CAMPOS NA BAHIA, GUARDADAS AS PROPORÇÕES, FOI QUASE TÃO PRODIGIOSA QUANTO A DO VISCONDE DE MAUÁ, AMBOS FORAM MASCATES, AMBOS ROÇARAM OS ´PÍNCAROS DA RIQUEZA NO PERÍODO IMPERIAL BRASILEIRO. TIVERAM TAMBÉM AMBOS VERDADEIRA E OBSTINADA PREOCUPAÇÃO COM AS CONDIÇÕES SOCIAIS DO POVO DE SUA TERRA. EXCERTOS DO TEXTO: A PRINCESA IMPERIAL REGENTE EM NOME DO IMPERADOR SENHOR D. PEDRO SEGUNDO GRÃO MESTRE DA ORDEM DA ROSA FAZ SABER AOS QUE ESTA CARTA VIREM QUE ATENDENDO AOS RELEVANTES SERVIÇOS PRESADOS AO ESTADO E A HUMANIDADE POR MANUEL DE SOUZA CAMPOS, VICE PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO DO ASILO DE MENDICALIDADE NA CAPITAL DA PROVÍNCIA DA BAHIA HÁ POR BEM NOMEAR A COMENDADOR DA DITA ORDEM PELO QUE LHE MANDA PASSAR O PRESENTE A QUAL DEPOIS DE PRESTADO O JURAMENTO DE ESTILO SERÁ SELADO COM AS ARMAS IMPERIAIS. DADA NO PALÁCIO DO RIO DE JANEIRO EM TRÊS DE NOVEMBRO DE MIL OITOCENTOS E OITENTA E SETE, SEXAGÉSIMO SEXTO DA INDEPENDÊNCIA E DO IMPÉRIO. ASSINA PRINCESA IMPERIAL REGENTE E TAMBÉM O BARÃO DE COTEGIPE. BELISSIMA ORDEM EM OURO MACIÇO COM 21,7 G E DOCUMENTO IMPECÁVEL COM 41 CM DE ALTURA. NOTA: SALINAS DE MARGARIDA é um Salinas da Margarida, um município do lado continental da Baía de Todos os Santos. ma firma que durante pouco mais de 70 anos transformou o lugarejo em cidade aprazível, com as cifras de um negócio lucrativo. Entre o final do século XIX, quando foi oficialmente fundada, e os anos 20 do século seguinte, a companhia esteve entre as dez maiores empresas do país, sendo a principal produtora de sal da América do Sul. Benemérito do sal Comendador Manoel de Souza Campos deu a largada para o progresso da inóspita região Pablo Reis. A casa do visionário comendador da Ordem da Rosa Manoel de Souza Campos, responsável pela criação da companhia, permanece de pé. Quando nasceu, em 25 de dezembro de 1838, na Vila da Capela, em Sergipe, ninguém apostava que fosse sobreviver aos índices temerários de mortalidade infantil, quanto mais chegar a comendador. Filho de José do Egito Campos e Mariana Perpétua de Campos, um casal pobre, Manoel de Souza Campos mudou para Salvador aos 14 anos em busca de oportunidades na vida. Quando morreu, detinha um império baseado em austeridade empresarial e filantropia, cujo principal pilar era a Companhia Salinas da Margarida, empresa que se tornou uma das dez maiores do país no final do século XIX e que provocou uma revolução na freguezia que seria batizada com o mesmo nome.Na capital baiana, começou trabalhando como caixeiro-viajante no escritório de Vicente do Amaral e progrediu ao ponto de montar o próprio armarinho na cidade baixa, em meados do século XIX. Aos 22 anos, em 22 de setembro de 1860, casou com Guilhermina Gomes Marelim, filha de um próspero comerciante. Com apoio do sogro, abriu uma loja de tecidos chamada Campos e Marelim e um escritório de consignações, Campos, Irmãos e Cia. Admirado como empresário pelo caráter e pela retidão, Manoel de Souza Campos foi admitido na Santa Casa de Misericórdia da Bahia em 1868 e ingressou na direção do Banco da Bahia em 1872. Chegou à presidência da instituição bancária em 1909. Eleito provedor da Santa Casa em 1892, ganhou a comenda da Ordem da Rosa por libertar escravos que possuía durante as discussões abolicionistas. Foi reeleito sucessivamente ao cargo mais alto da Santa Casa por 11 mandatos. Em uma das gestões na Santa Casa, o comendador conseguiu terminar a construção do Hospital Santa Izabel que ficara parada por 50 anos, sem recursos. A pedra fundamental fora lançada em 15 de junho de 1828, mas a inauguração só ocorreu em 1893. Membro da Associação Comercial da Bahia, sócio do IGHB, participou das mais importantes ordens da Igreja Católica. Nem todas essas realizações, entretanto, são comparáveis ao feito de um visionário que percebeu na inóspita faixa de terra da Baía de Todos os Santos o potencial geográfico e climático para concretizar um dos mais bem-sucedidos projetos empresariais dos séculos XIX e XX na Bahia. Para isso, Souza Campos precisou conhecer o virtuoso Horácio Urpia Júnior que, ao contrário dele, nascera em berço esplêndido.Muitas vezes mencionado como o técnico por trás do espírito empreendedor do comendador Campos, Urpia Júnior foi mais audacioso do que um mero coadjuvante. Empresário, engenheiro e político, teve uma trajetória de destacado participante da sociedade soteropolitana, membro da fidalguia da província. Entre as realizações mais notáveis, chegou a presidir a Câmara Municipal de Salvador e também instalou a linha telegráfica terrestre desde Aracaju até o sul da Bahia, trabalho que durou três anos. Horácio Urpia Júnior foi educado no padrão europeu. Nascido em Salvador, em 23 de agosto de 1842, morou os primeiros 7 anos de vida na cidade do Porto, em Portugal, com os pais Horácio Fortunato Urpias e a mãe Cândida Amélia Carvalho Borges. Voltou para o Brasil com 7 anos e aos 13 foi estudar na Alemanha. Com 18 anos, fixou residência no Rio de Janeiro e aos 23 resolveu morar em Salvador, em um latifúndio comprado pelo pai que se estendia da Graça até o Campo Santo. Exerceu carreira como corretor de produtos de exportação. Foi o introdutor da cultura sisaleira no estado, importando do México as primeiras mudas que plantou em Maragojipe. Homem de conhecimentos ecléticos nos campos da agricultura até a engenharia, passando por contabilidade e comércio exterior, Urpia Júnior falava alemão, francês, inglês e italiano. Foi um dos fundadores da Escola Politécnica e da Faculdade de Direito, além do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e irmão da Santa Casa de Misericórdia. Ele recebia correspondências de dom Pedro II e do marechal Deodoro da Fonseca. A esposa tinha fotografias ao lado de Santos Dumont. Esses dois homens de origens distintas se encontraram para uma sociedade entre o intelecto e o poder de realização. Depois de fazer uma viagem à cidade portuguesa de Aveiro, Souza Campos descobriu que a paisagem das salinas na costa lusitana era semelhante às suas terras até então inutilizadas para qualquer tipo de produção. Colocou na cabeça que poderia transformar os brejos de água salgada na margem do mar em marinhas para extração de sal. Contratou o técnico português José Soares e bancou a vinda dele para o Brasil. Em 1877, a dupla Souza Campos e Urpia conseguia o privilégio de explorar as salinas no método de evaporação natural. No ano de 1881, as primeiras salinas começaram a produzir.A formalização de uma sociedade anônima só ocorreria dez anos mais tarde, com a aprovação dos estatutos da Companhia Salinas da Margarida, em 20 de março de 1891, reunindo cerca de 150 sócios entre os nomes mais prestigiados do empresariado baiano. Com capital de 2 mil contos de réis, dividido em 20 mil ações de 100 mil réis, tinha como sócios majoritários Souza Campos e Urpia Júnior, detentores de quantidade de ações equivalente a 500 contos de réis, referente às propriedades que eram deles. Horácio Urpia Júnior morreu em 3 de maio de 1916 em Salvador, antes de completar 74 anos de idade. Souza Campos morrera por falência dos rins em 13 de fevereiro de 1910. No dia seguinte, o Diário da Bahia dedicou uma página inteira para noticiar a morte do eminente empresário. O sucessor dele, Manoel de Souza Campos Filho, morreria em 22 de novembro de 1931.

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Informações

Lance

    • Lote Vendido
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    O presente instrumento, denominado "Termos e Condições do Leilão", tem por objetivo regular a participação de usuários (arrematantes) no sistema online de leilões.

    1. As obras que compõem o presente LEILÃO foram periciadas pelos organizadores que,solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2. Em caso eventual de engano na expertise de obras, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feitaem até 5 dias após o fim do leilão e/ou acesso à mercadoria. Findo este prazo, não mais serão admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3. Obras estrangeiras serão sempre vendidas como "Atribuídas".

    4. O Leiloeiro(a) não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo.

    As obras serão vendidas "NO ESTADO" em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação.

    Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão.

    Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas, nem servirá de alegação para descumprir o compromisso firmado.

    6. O leilão obedecerá rigorosamente à ordem dos lotes apresentada no catalogo. Todos os lotes poderão receber lances prévios antes da data de realização do pregão(*).

    Contudo, o lance vencedor será registrado somente durante o pregão ao vivo (data e horário divulgado no catálogo).

    É somente nesta data que o Leiloeiro(a) "baterá o martelo", formalizando cada lote como "Lote vendido".

    Os lances efetuados após a apresentação do lote no pregão, terão seu aceite ou não submetidos ao crivo do Leiloeiro(a) responsável.

    7. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que poderá ser feito por funcionário autorizado pelo Leiloeiro(a).

    8. O Leiloeiro(a) colocará, a titulo de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: Para a participação nos leilões online faz-se necessário possuir um cadastro válido e ativo.

    Caso não possua cadastro, este poderá ser efetuado diretamente através do site do respectivo leilão, sendo certo que este deverá ser atualizado sempre que necessário.

    8.1.1 O acesso ao sistema de leilões online pelo usuário poderá ser cancelado ou suspenso a qualquer tempo e sob o exclusivo critério do Leiloeiro(a), não havendo direito a qualquer reclamação ou indenização.

    8.2. O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante,

    acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem efetuados.

    Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, os quais somente poderão ser anulados e/ou cancelados de acordo com autorização do leiloeiro(a) responsável.

    8.3. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site),devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9. O Leiloeiro(a) se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10. Adquiridas as obras e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro(a); o que não cria novação.

    12. As obras adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 72 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro(a), (5%).

    Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e efetuar o bloqueio da respectiva cartela até respectiva quitação de taxas e multas equivalentes.

    13. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes.

    O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação pelo arrematante da empresaresponsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio, ficando o Leiloeiro(a) e as Galerias e/ou Organizadores isentos de qualquer responsabilidade em caso de extravio, furto e/ou dano à mercadoria.

    14. O Leiloeiro(a) reserva-se ao direito de cancelar o lance, caso o arrematante adote posturas consideradas ofensivas, desrespeitosas ou inapropriadas, seja antes ou durante a realização de leilão.

    Poderá haver cancelamento de qualquer oferta de compra, sempre que não for possível comprovar a identidade do usuário ou caso este venha a descumprir quaisquer condições estabelecidas no presente contrato,dentre elas, a utilização de cadastros paralelos objetivando se eximir das responsabilidades previstas neste Termo.

    15. - O arrematante assume neste ato, expressamente, que responderá, civil e criminalmente, pelo uso de qualquer equipamento, programa ou procedimento que vise interferir no funcionamento do site.

    16. - O arrematante, ao clicar ACEITO declara ter lido e aceito o conteúdo do presente "termos e condições", sem nenhuma oposição, inclusive, não tem ressalva a fazer sobre as condições aqui estabelecidas.

    Também declara ter capacidade, autoridade e legitimidade para assumir responsabilidades e obrigações através do presente instrumento.

    17. Todas as controvérsias oriundas ou relacionadas ao presente Termo, deverão ser resolvidas, primeiramente, por negociação e/ou mediação entre as Partes.

    Não logrando êxito, a controvérsia poderá vir a ser resolvida por interpelação judicial.

    18. A Parte interessada em iniciar o procedimento de negociação/mediação deverá comunicar a outra parte por escrito, detalhando a sua reclamação, bem como apresentando proposta para a solução da questão,sendo concedido prazo de até 10 (dez) dias para a outra Parte apresentar sua manifestação.

    Fica eleito o foro do estado do Comarca da Capital, para dirimir qualquer controvérsia oriunda deste instrumento não equacionada via negociação e/ou mediação,com a expressa renuncia a outro por mais privilegiado que seja ou venha a ser.

    Leilão - forma de alienação de bens.

    *Pregão - forma de licitação pública, em data e horário pré-definidos, onde é validado a escolha do melhor candidato pelo respectivo leiloeiro(a) responsável.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    À vista, acrescido da taxa do leiloeiro de 5 %.

    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser informada através do e-mail de cobrança.

    Não aceitamos cartões de crédito.

    Para depósitos em cheque, as peças serão liberadas para retirada/envio somente após a compensação.

  • FRETE E ENVIO

    Enviamos através dos Correios para todo o Brasil.

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes.

    Em caso de envio por transportadoras, esta deverá ser providenciada pelo Arrematante.