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Arte sacra

MESTRE DE ANGRA SENHOR DA PACIÊNCIA OU DA PEDRA FRIA LINDA IMAGEM EM TERRACOTA POLICROMADA REPRESENTANDO SENHOR DA PEDRA FRIA. O CRISTO APRESENTA-SE SENTADO SOBRE UMA PILASTRA. LINDOS CABELOS DISPOSTOS EM GRANDES MECHAS CAINDO-LHE SOBRE OS OMBROS. O ROSTO É INCRIVELMENTE BONITO E EXPRESSIVO. A BARBA BIPARTIDA SE UNE AO BIGODE BEM DELINEADO. CORPO COM CHAGAS PUNGENTES. TORAX DEFINIDO E VEIAS ACENTUADAS NOS BRAÇOS. TRONCO COM COSTELAS APARENTES. BRAÇOS FORTES COM MÃOS ATADAS POR CORDA VOLTADAS PARA FRENTE REPOUSAM SOBRE O COLO. PERNAS E COXAS BEM TORNEADAS. O PERISONIO CAI SOBRE A COLUNA. A ICONOGRAFIA DO SENHOR DA PEDRA FRIA É UMA DAS IMAGENS DA PAIXÃO. REPRESENTA CRISTO SENTADO SOBRE UMA PEDRA JUNTO A COLUNA DA FLAGELAÇÃO. NOTA-SE NO PEITO DO CRISTO O MESMO TRATAMENTO DAQUELE ENCONTRADO NO CRISTO SERÁFICO JUNTO A SÃO FRANCISCO DE ASSIS, OBRA DO ARTISTA PERTENCENTE AO ACERVO DO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO (VIDE IMAGEM NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE). TODAS ESSAS CARACTERÍSTICAS REMETEM A AUTORIA DO MESTRE DE ANGRA E FAZEM DESSA IMAGEM UMA PEÇA FORMIDÁVEL DIGNA DE MUSEU! BRASIL, FINAL DO SEC. XVII. 40 CM DE ALTURA.NOTA: O cronista e historiador da arte sacra brasileira, dom Clemente Maria da Silva-Nigra (1903-1986) em conferência realizada no ano de 1961 em São Paulo1 , fez uma avaliação concisa das atuações dos artistas religiosos no fornecimento de imagens para igrejas e casas monásticas. Conforme o relato de Silva-Nigra, no período de 1650 a 1680, um artista anônimo de Angra dos Reis (não se sabe ao certo se era um frei franciscano, irmão leigo ou cidadão comum) foi contratado para fazer dezenas de imagens sacras com o objetivo de colocá-las nas diversas igrejas e conventos daquela congregação, situados no Rio de Janeiro e São Paulo. Dom Clemente denomina-o Mestre de Angra. Afirma ele que, estas imagens, todas de barro cozido, são comprovadamente de origem franciscana e foram encontradas em ermidas no Rio de Janeiro, São Sebastião, Itanhaém e São Paulo. Esculturas idealizadas há mais de 300 anos. O Mestre de Angra dos Reis, talvez discípulo do arquiteto e escultor frei Francisco dos Santos, integra o patrimônio histórico dos conventos entre a costa norte do Estado do Rio de Janeiro ao sul do litoral paulista, findando-se nos bustos relicários remanescentes da cidade de São Paulo. Em realidade, a única biografia que nos deixou está moldada no barro das imagens e seus caminhos percorridos entre a costa e o planalto Sudeste do Brasil. Seu percurso coincide com as fundações dos primeiros pousos franciscanos dessa região, definindo os rumos trilhados por um dos maiores e mais enigmáticos escultores do passado colonial brasileiro: merece também atenção, o fato de que Silva-Nigra chamou de Mestre de Angra ao grande escultor- -ceramista anônimo que produziu esculturas muito semelhantes, à primeira vista, às do frei Agostinho da Piedade, cujas obras datam de 1635-1642, feitas todas no convento de São Bernardino de Angra dos Reis4 . Trata-se de um artista com citações pontuais em alguns livros de arte sacra. arte desse obscuro religioso nos remete a tons goticizantes, renascentes, arcaicos, severos, personificando o atavismo e simplicidade característica dessa corrente religiosa. Os rostos receberam maiores atenções no acabamento, retratando fisionomias do povo ibérico. Os santos atribuídos ao mestre indicam uma formação com referências eruditas portuguesas. Em face da raridade de documentações nos arquivos das igrejas e ausência de assinaturas nas peças, até os dias atuais não foi possível o reconhecimento do nome desse santeiro, suas oficinas e olarias. A significativa quantidade de vultos em barro e a fragilidade no transporte apontam para uma produção em território americano, uma vez que a tradição lusa dos séculos XVI XVII direcionam a escultura para pedra e madeira. Podemos averiguar um referencial peninsular em sua lavra; talvez um oficial trabalhando sob encomenda para a Ordem de São Francisco no Sudeste brasileiro. Embora a maioria das esculturas fosse elaborada em barro vermelho, encontramos outras em tonalidade alva (tabatinga), sugerindo um deslocamento do artista em diferentes locais, conforme necessidades de peças para altares. Esses santos e bustos relicários aproximam-se de similares seiscentistas existentes no Colégio de Angra, em Angra do Heroísmo, Portugal. Em 1999, durante os trabalhos de restauração da igreja matriz de São Sebastião foram escavados importantes testemunhos arqueológicos que direcionam as pesquisas para a produção do Mestre de Angra, artista com profícua atuação nesse perímetro histórico. Em um nicho vedado por volta de 1920 com pedras e tijolos atrás da capela-mor, operários encontraram seis fragmentos de imagens em barro vermelho: Nossa Senhora com o Menino Jesus, Santa Luzia datada e assinada (1652 Ã), Santo Bispo e a imagem-relicário de Santo Antônio, além de fragmentos em madeira de um Cristo Crucificado e São Sebastião. A relevância dessa descoberta foi anunciada como um grande achado arqueológico da época colonial brasileira. Especialmente as quatro primeiras imagens citadas foram analisadas quando estavam em processo de restauração no ateliê de Júlio Moraes em São Paulo (2011) sendo constatados os estilemas característicos das obras do escultor. As peças estão relacionadas à primitiva igreja erguida no século XVII. Provavelmente, o advento de um incêndio ocorrido nos altares da matriz no começo do século XX ocasionou a fragmentação de imagens que acabaram, por final, emparedadas. Os ícones pertencem ao acervo histórico da cidade encontrando-se abrigados no Museu de Arte Sacra Municipal. Seguindo para litoral sul do Estado de São Paulo, o convento de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém (Fig. 1) foi entregue aos franciscanos em 01 de julho de 1654, ampliando-se o claustro e dependências, atualmente em ruínas devido um incêndio no século XIX. O conjunto de imagens remanescentes desse secular local liga-se em forma e estilo as celebradas obras reconhecidas ao Mestre de Angra. Analisando os detalhes característicos do artista explanados anteriormente, podemos atribuir sua marca pessoal nas esculturas de São Francisco das Chagas e Santo Antônio conservados nos altares laterais e fisicamente idênticos aos existentes no Convento do Amparo em São Sebastião, SP. Os detalhes de rostos, cabelos, orelhas, mãos e vestimentas apresentam estilizações coerentes aos padrões desenvolvidos pelo artista. De acordo com uma antiga lenda do povo itanhaense, em época remota, algumas imagens foram enterradas atrás da Igreja Matriz de Santana, talvez visando protegê-las contra saques e/ou desgastadas, perderam a função religiosa. Seguindo essa informação de infância, o artista popular Emygdio Emiliano de Souza (1867-1949), amigo de Volpi (1896-1988) e discípulo do pintor e historiador Benedito Calixto de Jesus (1853-1927) relatou os fatos para frei Venâncio Both (1941), então pároco da cidade. Baseado nesse indício, o religioso iniciou escavações desenterrando quatro santos franciscanos que se tornaram um dos mais importantes achados arqueológicos do litoral brasileiro naquela época: as imagens em terracota vermelha de São Francisco de Assis, Santa Clara, Santa Isabel e São Domingos, trabalhos posteriormente atribuídos por Silva-Nigra ao Mestre de Angra. Podemos constatar a presença do recorte em retângulo característico do artista nas costas dessas esculturas, proporcionando leveza e resistência no cozimento, além dos tradicionais padrões de rostos orientalizados, mãos, orelhas, cabelos e vestes. Ao averiguarem, as imagens encaixavam-se perfeitamente nos nichos de pedra ainda existentes nas ruínas do convento, esculturas provavelmente entronizadas pelos frades quando se instalaram no morro da ermida, coincidindo à época da construção do claustro. Completa esse conjunto uma Conceição e um Ecce Homo expostos nos altares da igreja matriz daquele município. Os santos franciscanos encomendados para os conventos nos arredores da cidade de São Paulo finalizam a produção do Mestre de Angra, misterioso e fascinante artista do rico panorama sacro brasileiro, escultor revelado por meio de sua herança material. Porém, algumas inquietações, segredos e contradições ainda persistem: um escultor pioneiro sem obra e um discípulo anônimo com vasta produção. Quem foi o ceramista de Angra dos Reis? Um seguidor de frei Francisco dos Santos ou o próprio religioso e sua imaginária não identificada? A anotação (1652 Ã) na face oposta da imagem de Santa Luzia (do museu sacro de São Sebastião) atribuído ao Mestre de Angra é uma assinatura estilizada de frei Santos? Mestre/discípulo são a mesma pessoa ou uma oficina coletiva? Obras e personagens se convergem numa linha tênue, sutil. Talvez no futuro encontremos novas respostas (RAFAEL SCHUNK, O MESTRE DE ANGRA DOS REIS SEC. XVII)

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Tipo: Arte sacra

MESTRE DE ANGRA SENHOR DA PACIÊNCIA OU DA PEDRA FRIA LINDA IMAGEM EM TERRACOTA POLICROMADA REPRESENTANDO SENHOR DA PEDRA FRIA. O CRISTO APRESENTA-SE SENTADO SOBRE UMA PILASTRA. LINDOS CABELOS DISPOSTOS EM GRANDES MECHAS CAINDO-LHE SOBRE OS OMBROS. O ROSTO É INCRIVELMENTE BONITO E EXPRESSIVO. A BARBA BIPARTIDA SE UNE AO BIGODE BEM DELINEADO. CORPO COM CHAGAS PUNGENTES. TORAX DEFINIDO E VEIAS ACENTUADAS NOS BRAÇOS. TRONCO COM COSTELAS APARENTES. BRAÇOS FORTES COM MÃOS ATADAS POR CORDA VOLTADAS PARA FRENTE REPOUSAM SOBRE O COLO. PERNAS E COXAS BEM TORNEADAS. O PERISONIO CAI SOBRE A COLUNA. A ICONOGRAFIA DO SENHOR DA PEDRA FRIA É UMA DAS IMAGENS DA PAIXÃO. REPRESENTA CRISTO SENTADO SOBRE UMA PEDRA JUNTO A COLUNA DA FLAGELAÇÃO. NOTA-SE NO PEITO DO CRISTO O MESMO TRATAMENTO DAQUELE ENCONTRADO NO CRISTO SERÁFICO JUNTO A SÃO FRANCISCO DE ASSIS, OBRA DO ARTISTA PERTENCENTE AO ACERVO DO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO (VIDE IMAGEM NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE). TODAS ESSAS CARACTERÍSTICAS REMETEM A AUTORIA DO MESTRE DE ANGRA E FAZEM DESSA IMAGEM UMA PEÇA FORMIDÁVEL DIGNA DE MUSEU! BRASIL, FINAL DO SEC. XVII. 40 CM DE ALTURA.NOTA: O cronista e historiador da arte sacra brasileira, dom Clemente Maria da Silva-Nigra (1903-1986) em conferência realizada no ano de 1961 em São Paulo1 , fez uma avaliação concisa das atuações dos artistas religiosos no fornecimento de imagens para igrejas e casas monásticas. Conforme o relato de Silva-Nigra, no período de 1650 a 1680, um artista anônimo de Angra dos Reis (não se sabe ao certo se era um frei franciscano, irmão leigo ou cidadão comum) foi contratado para fazer dezenas de imagens sacras com o objetivo de colocá-las nas diversas igrejas e conventos daquela congregação, situados no Rio de Janeiro e São Paulo. Dom Clemente denomina-o Mestre de Angra. Afirma ele que, estas imagens, todas de barro cozido, são comprovadamente de origem franciscana e foram encontradas em ermidas no Rio de Janeiro, São Sebastião, Itanhaém e São Paulo. Esculturas idealizadas há mais de 300 anos. O Mestre de Angra dos Reis, talvez discípulo do arquiteto e escultor frei Francisco dos Santos, integra o patrimônio histórico dos conventos entre a costa norte do Estado do Rio de Janeiro ao sul do litoral paulista, findando-se nos bustos relicários remanescentes da cidade de São Paulo. Em realidade, a única biografia que nos deixou está moldada no barro das imagens e seus caminhos percorridos entre a costa e o planalto Sudeste do Brasil. Seu percurso coincide com as fundações dos primeiros pousos franciscanos dessa região, definindo os rumos trilhados por um dos maiores e mais enigmáticos escultores do passado colonial brasileiro: merece também atenção, o fato de que Silva-Nigra chamou de Mestre de Angra ao grande escultor- -ceramista anônimo que produziu esculturas muito semelhantes, à primeira vista, às do frei Agostinho da Piedade, cujas obras datam de 1635-1642, feitas todas no convento de São Bernardino de Angra dos Reis4 . Trata-se de um artista com citações pontuais em alguns livros de arte sacra. arte desse obscuro religioso nos remete a tons goticizantes, renascentes, arcaicos, severos, personificando o atavismo e simplicidade característica dessa corrente religiosa. Os rostos receberam maiores atenções no acabamento, retratando fisionomias do povo ibérico. Os santos atribuídos ao mestre indicam uma formação com referências eruditas portuguesas. Em face da raridade de documentações nos arquivos das igrejas e ausência de assinaturas nas peças, até os dias atuais não foi possível o reconhecimento do nome desse santeiro, suas oficinas e olarias. A significativa quantidade de vultos em barro e a fragilidade no transporte apontam para uma produção em território americano, uma vez que a tradição lusa dos séculos XVI XVII direcionam a escultura para pedra e madeira. Podemos averiguar um referencial peninsular em sua lavra; talvez um oficial trabalhando sob encomenda para a Ordem de São Francisco no Sudeste brasileiro. Embora a maioria das esculturas fosse elaborada em barro vermelho, encontramos outras em tonalidade alva (tabatinga), sugerindo um deslocamento do artista em diferentes locais, conforme necessidades de peças para altares. Esses santos e bustos relicários aproximam-se de similares seiscentistas existentes no Colégio de Angra, em Angra do Heroísmo, Portugal. Em 1999, durante os trabalhos de restauração da igreja matriz de São Sebastião foram escavados importantes testemunhos arqueológicos que direcionam as pesquisas para a produção do Mestre de Angra, artista com profícua atuação nesse perímetro histórico. Em um nicho vedado por volta de 1920 com pedras e tijolos atrás da capela-mor, operários encontraram seis fragmentos de imagens em barro vermelho: Nossa Senhora com o Menino Jesus, Santa Luzia datada e assinada (1652 Ã), Santo Bispo e a imagem-relicário de Santo Antônio, além de fragmentos em madeira de um Cristo Crucificado e São Sebastião. A relevância dessa descoberta foi anunciada como um grande achado arqueológico da época colonial brasileira. Especialmente as quatro primeiras imagens citadas foram analisadas quando estavam em processo de restauração no ateliê de Júlio Moraes em São Paulo (2011) sendo constatados os estilemas característicos das obras do escultor. As peças estão relacionadas à primitiva igreja erguida no século XVII. Provavelmente, o advento de um incêndio ocorrido nos altares da matriz no começo do século XX ocasionou a fragmentação de imagens que acabaram, por final, emparedadas. Os ícones pertencem ao acervo histórico da cidade encontrando-se abrigados no Museu de Arte Sacra Municipal. Seguindo para litoral sul do Estado de São Paulo, o convento de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém (Fig. 1) foi entregue aos franciscanos em 01 de julho de 1654, ampliando-se o claustro e dependências, atualmente em ruínas devido um incêndio no século XIX. O conjunto de imagens remanescentes desse secular local liga-se em forma e estilo as celebradas obras reconhecidas ao Mestre de Angra. Analisando os detalhes característicos do artista explanados anteriormente, podemos atribuir sua marca pessoal nas esculturas de São Francisco das Chagas e Santo Antônio conservados nos altares laterais e fisicamente idênticos aos existentes no Convento do Amparo em São Sebastião, SP. Os detalhes de rostos, cabelos, orelhas, mãos e vestimentas apresentam estilizações coerentes aos padrões desenvolvidos pelo artista. De acordo com uma antiga lenda do povo itanhaense, em época remota, algumas imagens foram enterradas atrás da Igreja Matriz de Santana, talvez visando protegê-las contra saques e/ou desgastadas, perderam a função religiosa. Seguindo essa informação de infância, o artista popular Emygdio Emiliano de Souza (1867-1949), amigo de Volpi (1896-1988) e discípulo do pintor e historiador Benedito Calixto de Jesus (1853-1927) relatou os fatos para frei Venâncio Both (1941), então pároco da cidade. Baseado nesse indício, o religioso iniciou escavações desenterrando quatro santos franciscanos que se tornaram um dos mais importantes achados arqueológicos do litoral brasileiro naquela época: as imagens em terracota vermelha de São Francisco de Assis, Santa Clara, Santa Isabel e São Domingos, trabalhos posteriormente atribuídos por Silva-Nigra ao Mestre de Angra. Podemos constatar a presença do recorte em retângulo característico do artista nas costas dessas esculturas, proporcionando leveza e resistência no cozimento, além dos tradicionais padrões de rostos orientalizados, mãos, orelhas, cabelos e vestes. Ao averiguarem, as imagens encaixavam-se perfeitamente nos nichos de pedra ainda existentes nas ruínas do convento, esculturas provavelmente entronizadas pelos frades quando se instalaram no morro da ermida, coincidindo à época da construção do claustro. Completa esse conjunto uma Conceição e um Ecce Homo expostos nos altares da igreja matriz daquele município. Os santos franciscanos encomendados para os conventos nos arredores da cidade de São Paulo finalizam a produção do Mestre de Angra, misterioso e fascinante artista do rico panorama sacro brasileiro, escultor revelado por meio de sua herança material. Porém, algumas inquietações, segredos e contradições ainda persistem: um escultor pioneiro sem obra e um discípulo anônimo com vasta produção. Quem foi o ceramista de Angra dos Reis? Um seguidor de frei Francisco dos Santos ou o próprio religioso e sua imaginária não identificada? A anotação (1652 Ã) na face oposta da imagem de Santa Luzia (do museu sacro de São Sebastião) atribuído ao Mestre de Angra é uma assinatura estilizada de frei Santos? Mestre/discípulo são a mesma pessoa ou uma oficina coletiva? Obras e personagens se convergem numa linha tênue, sutil. Talvez no futuro encontremos novas respostas (RAFAEL SCHUNK, O MESTRE DE ANGRA DOS REIS SEC. XVII)

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Informações

Lance

    • Lote Vendido
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação. Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6ª. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8ª. Os Organizadores colocarão a título de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    8.2. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação da empresa responsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de Campinas - SP. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    À vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.
    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser enviada por e-mail após o último dia do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito ou débito.
    O pagamento deverá ser efetuado até 72 horas após o término do leilão sob risco da venda ser desfeita.

  • FRETE E ENVIO

    Enviamos através dos Correios para todo o Brasil.

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes.

    Em caso de envio por transportadoras, esta deverá ser providenciada pelo Arrematante.