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Arte sacra

ESCOLA JESUÍTICA PAULISTA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO FABULOSA ESCULTURA EM BARRO COZIDO POLICROMADO REPRESENTANDO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. ESSA IMAGEM ESTÁ REPRODUZIDA NO LIVRO BARROCO ARDENTE E SINCRÉTICO LUSO-AFRO-BRASILEIRO, DE EMANOEL ARAÚJO, TAMBÉM PARTICIPOU DA EXPOSIÇÃO COMEMORATIVA DOS 300 ANOS DO APARECIMENTO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA. ESSA GRANDIOSA E EXPRESSIVA IMAGEM ENCARNA AS TRADIÇÕES DA ESCOLA JESUÍTICA PAULISTA CAPITANEADA POR FREI AGOSTINHO DA PIEDADADE. A IMAGEM DE GRANDE DIMENSÃO TEM MOVIMENTO SINUOSO E REALISTA, ROSTO EXPRESSIVO E ANGELICAL, PANEJAMENTO RESOLVIDO EM TIRANGULAÇÕES E DOBRAS RETANGUALRES, NARIZ AFILADO, CABELOS QUE LHE CAEM EM CASCATA SOBRE OS OMBROS EM GROSSOS ROLOS ENTRELAÇADOS. SOB A BASE DOZE CABEÇAS DE ANJOS EM ADORAÇÃO. BRASIL, SEC. XVII/XVIII. 53 CM DE ALTURANOTA: Seguindo uma narrativa de frei António de Santa Maria Jaboatão, constatamos a presença de dois irmãos leigos habilitados em ofícios mecânicos partindo de Portugal em 25 de março de 1624 e chegando a Pernambuco em 4 de maio do mesmo ano. Em seguida, saíram de Pernambuco em doze de julho e chegaram ao Ceará cinco dias depois; passaram pelo Ceará, de onde partiram a trinta de julho, chegando a São Luiz do Maranhão a 5 de agosto. Segundo o prelado o grupo que integrava essa missão era de cinco pessoas: Frei Antônio do Calvário, religioso já velho e com saúde agravada, que era excelente na Língua dos índios; Frei Manoel Batista, e Frei João da Cruz, Pregadores; e dois leigos, Frei Junípero e Frei Domingos, ambos oficiais, um de carpinteiro e outro oleiro. Frei Antonio relata ainda a narrativa da prisão e condenação à morte de um português, Gonçalo Fernandes, na Vila de Itanhaem acusado de crimes que não cometera, em razão de ter o mesmo nome de um acusado na Bahia. Escutadas suas alegações, foi posto em cadeia, onde esperava que o caso se esclarecesse pelas indagações dirigidas à Bahia. Tendo pedido ao carcereiro que lhe trouxesse um pouco de barro, fez três imagens. Como chegassem instruções da Bahia esclarecendo a confusão e ordenado que o injustiçado fosse posto em liberdade, as imagens foram consideradas milagrosas, especialmente a que depois ficou em Itanhaém. Eram as três imagens: Uma de Nossa Senhora da Assunção; uma segunda de Nossa Senhora da Conceição, por causa da invocação da Vila de Itanhém, Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém; e a terceira um busto de Santo Antônio. A Senhora da Assunção e o busto de Santo Antônio foram depois levados para São Vicente, onde a Senhora foi colocada na Igreja Matriz e o Santo em uma ermida. Frei Basílio também se faz referência a imagens feitas de barro, ao tratar do convento de Nossa Senhora dos Anjos de Cabo Frio , lamentando a má fatura desigual, mas corroborando a afirmação de que, por toda a costa do Brasil, havia imagens de barro, muitas delas provavelmente no próprio local, no contexto das olarias ligadas aos mosteiros e fazendas pertencentes aos religiosos. O polo inicial da produção de imagens religiosas, no século XVI, são as ordens religiosas que se estabeleceram em São Vicente: os franciscanos e os jesuítas, que produziam artefatos de cerâmica em suas fundações. Em seguida, no século XVII, instalados no Planalto, além dos mosteiros, os beneditinos tinham fazendas onde funcionavam olarias: entre elas, destacou-se a fazenda de São Caetano. Na Baixada, os jesuítas tinham uma olaria em sua fazenda do Cubatão; em Santos, funcionava um forno junto à igreja franciscana de Santo Antônio do Valongo e outro junto ao Mosteiro de São Bento de Santos; no litoral havia ainda uma olaria franciscana em São Sebastião, junto ao convento de Nossa Senhora do Amparo (ainda hoje, as vizinhanças do convento retêm a memória e chamam o local de bairro de Olaria). Em São Paulo, além do Colégio, a Companhia de Jesus mantinha e se ocupava de aldeias, fazendas e missões. Carapicuíba, Itapecerica, Itaquaquecetuba, Pacaembu, Cubatão, Araçariguama, Jacareí e Botucatu são nomes familiares aos paulistas: em todos esses locais, em menor ou maior grau, com menos ou mais perícia, os padres se ocuparam em dirigir a produção de objetos cerâmicos. No século XVIII, com a rota do ouro passando pelo vale do Paraíba, surgiu um novo eixo de produção franciscana, centrado principalmente em Taubaté, no Convento de Santa Clara, que favoreceu o desenvolvimento de uma produção de caráter cada vez mais popular, chegando às imagens marcadas como paulistinhas, algumas delas fortemente estilizadas. Ainda no Vale do Paraíba, com o surgimento e progresso do culto a Nossa Senhora Aparecida, no século XIX, houve também uma produção em série, de cunho comercial, promovida em função da peregrinação, que se mescla com uma produção popular mais o original e que se mantém até hoje. Como imagens eram produzidas nas oficinas mantidas pelas ordens religiosas em seus conventos, colégios e fazendas, sendo as últimas onde se instalavam os fornos das olarias; onde eram cozidas como imagens feitas com o mesmo barro com que se produziam telhas e tijolos (BARRO PAULISTA DALTON SALA)

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Tipo: Arte sacra

ESCOLA JESUÍTICA PAULISTA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO FABULOSA ESCULTURA EM BARRO COZIDO POLICROMADO REPRESENTANDO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. ESSA IMAGEM ESTÁ REPRODUZIDA NO LIVRO BARROCO ARDENTE E SINCRÉTICO LUSO-AFRO-BRASILEIRO, DE EMANOEL ARAÚJO, TAMBÉM PARTICIPOU DA EXPOSIÇÃO COMEMORATIVA DOS 300 ANOS DO APARECIMENTO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA. ESSA GRANDIOSA E EXPRESSIVA IMAGEM ENCARNA AS TRADIÇÕES DA ESCOLA JESUÍTICA PAULISTA CAPITANEADA POR FREI AGOSTINHO DA PIEDADADE. A IMAGEM DE GRANDE DIMENSÃO TEM MOVIMENTO SINUOSO E REALISTA, ROSTO EXPRESSIVO E ANGELICAL, PANEJAMENTO RESOLVIDO EM TIRANGULAÇÕES E DOBRAS RETANGUALRES, NARIZ AFILADO, CABELOS QUE LHE CAEM EM CASCATA SOBRE OS OMBROS EM GROSSOS ROLOS ENTRELAÇADOS. SOB A BASE DOZE CABEÇAS DE ANJOS EM ADORAÇÃO. BRASIL, SEC. XVII/XVIII. 53 CM DE ALTURANOTA: Seguindo uma narrativa de frei António de Santa Maria Jaboatão, constatamos a presença de dois irmãos leigos habilitados em ofícios mecânicos partindo de Portugal em 25 de março de 1624 e chegando a Pernambuco em 4 de maio do mesmo ano. Em seguida, saíram de Pernambuco em doze de julho e chegaram ao Ceará cinco dias depois; passaram pelo Ceará, de onde partiram a trinta de julho, chegando a São Luiz do Maranhão a 5 de agosto. Segundo o prelado o grupo que integrava essa missão era de cinco pessoas: Frei Antônio do Calvário, religioso já velho e com saúde agravada, que era excelente na Língua dos índios; Frei Manoel Batista, e Frei João da Cruz, Pregadores; e dois leigos, Frei Junípero e Frei Domingos, ambos oficiais, um de carpinteiro e outro oleiro. Frei Antonio relata ainda a narrativa da prisão e condenação à morte de um português, Gonçalo Fernandes, na Vila de Itanhaem acusado de crimes que não cometera, em razão de ter o mesmo nome de um acusado na Bahia. Escutadas suas alegações, foi posto em cadeia, onde esperava que o caso se esclarecesse pelas indagações dirigidas à Bahia. Tendo pedido ao carcereiro que lhe trouxesse um pouco de barro, fez três imagens. Como chegassem instruções da Bahia esclarecendo a confusão e ordenado que o injustiçado fosse posto em liberdade, as imagens foram consideradas milagrosas, especialmente a que depois ficou em Itanhaém. Eram as três imagens: Uma de Nossa Senhora da Assunção; uma segunda de Nossa Senhora da Conceição, por causa da invocação da Vila de Itanhém, Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém; e a terceira um busto de Santo Antônio. A Senhora da Assunção e o busto de Santo Antônio foram depois levados para São Vicente, onde a Senhora foi colocada na Igreja Matriz e o Santo em uma ermida. Frei Basílio também se faz referência a imagens feitas de barro, ao tratar do convento de Nossa Senhora dos Anjos de Cabo Frio , lamentando a má fatura desigual, mas corroborando a afirmação de que, por toda a costa do Brasil, havia imagens de barro, muitas delas provavelmente no próprio local, no contexto das olarias ligadas aos mosteiros e fazendas pertencentes aos religiosos. O polo inicial da produção de imagens religiosas, no século XVI, são as ordens religiosas que se estabeleceram em São Vicente: os franciscanos e os jesuítas, que produziam artefatos de cerâmica em suas fundações. Em seguida, no século XVII, instalados no Planalto, além dos mosteiros, os beneditinos tinham fazendas onde funcionavam olarias: entre elas, destacou-se a fazenda de São Caetano. Na Baixada, os jesuítas tinham uma olaria em sua fazenda do Cubatão; em Santos, funcionava um forno junto à igreja franciscana de Santo Antônio do Valongo e outro junto ao Mosteiro de São Bento de Santos; no litoral havia ainda uma olaria franciscana em São Sebastião, junto ao convento de Nossa Senhora do Amparo (ainda hoje, as vizinhanças do convento retêm a memória e chamam o local de bairro de Olaria). Em São Paulo, além do Colégio, a Companhia de Jesus mantinha e se ocupava de aldeias, fazendas e missões. Carapicuíba, Itapecerica, Itaquaquecetuba, Pacaembu, Cubatão, Araçariguama, Jacareí e Botucatu são nomes familiares aos paulistas: em todos esses locais, em menor ou maior grau, com menos ou mais perícia, os padres se ocuparam em dirigir a produção de objetos cerâmicos. No século XVIII, com a rota do ouro passando pelo vale do Paraíba, surgiu um novo eixo de produção franciscana, centrado principalmente em Taubaté, no Convento de Santa Clara, que favoreceu o desenvolvimento de uma produção de caráter cada vez mais popular, chegando às imagens marcadas como paulistinhas, algumas delas fortemente estilizadas. Ainda no Vale do Paraíba, com o surgimento e progresso do culto a Nossa Senhora Aparecida, no século XIX, houve também uma produção em série, de cunho comercial, promovida em função da peregrinação, que se mescla com uma produção popular mais o original e que se mantém até hoje. Como imagens eram produzidas nas oficinas mantidas pelas ordens religiosas em seus conventos, colégios e fazendas, sendo as últimas onde se instalavam os fornos das olarias; onde eram cozidas como imagens feitas com o mesmo barro com que se produziam telhas e tijolos (BARRO PAULISTA DALTON SALA)

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Informações

Lance

    • 3 lance(s)

    • R$ 31,000.00

  • Lote Vendido
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação. Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6ª. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8ª. Os Organizadores colocarão a título de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    8.2. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação da empresa responsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de Campinas - SP. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    À vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.
    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser enviada por e-mail após o último dia do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito ou débito.
    O pagamento deverá ser efetuado até 72 horas após o término do leilão sob risco da venda ser desfeita.

  • FRETE E ENVIO

    Enviamos através dos Correios para todo o Brasil.

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes.

    Em caso de envio por transportadoras, esta deverá ser providenciada pelo Arrematante.