Peças para o próximo leilão

269 Itens encontrados

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  • GRANDE PAR DE OBELISCOS ESCULPIDOS EM MÁRMORE TRAVERTINO. SEC. XX. 59 CM DE ALTURA
  • ESPESSO BOWL ESCULPIDO  EM MÁRMORE TRAVERTINO POLIDO. SEC XX. 30 X 14 CM
  • LINDO BOWL ESCULPIDO  EM MÁRMORE TRAVERTINO POLIDO. SEC XX. 28,5 X 15 CM
  • BELA COMPOTEIRA  EM ALABASTRO REMATADA  POR DECORAÇÃO EM BRONZE. DE FEIÇÃO ART DECO  TEM FEITIO GLOBULAR. ITALIA, MEADOS DO SEC. XX. 16 X 21  CM
  • BELA ANFORA EM ALABASTRO REMATADA  POR DECORAÇÃO EM BRONZE. DE FEIÇÃO ART DECO  TEM FEITIO GLOBULAR. ITALIA, MEADOS DO SEC. XX. 18 X 25 CM
  • BELA ANFORA EM ALABASTRO REMATADA  POR DECORAÇÃO EM BRONZE. DE FEIÇÃO ART DECO APRESENTA EM TORNO DO BOJO APLICAÇÃO DE FLORES EM BRONZE A TODA VOLTA. TAMPA TAMBÉM TEM PEGA EM BRONZE. ITALIA, MEADOS DO SEC. XX. 27 X 20 CM
  • SALVA EM PRATA DE LEI COM CONTRASTE PSEUDO P COROADO. DE FEITIO CIRCULAR APRESENTA PLANO CINZELADO COM GUIRLANDAS VEGETALISTAS EMOLDURADO POR GALERIA VAZADA REMATADA POR FLORES. ASSENTE SOBRE TRÊS PÉS EM GARRA. BRASIL, FINAL DO SEC. XIX. 29 CM DE DIAMETRO. 735 G
  • PRINCIPE PAULO GAGARIN OST  SERRA DOS ÓRGÃOS  COM  PICO DO ESCALAVRADO NOS ARREDORES DE TERESÓPÓLIS. OST. ASSINADO E DATADO EM 1951 NO CANTO INFERIOR ESQUERDO. LINDA MOLDURA MONTPARNASSE.  72 x 60 CM (SEM CONSIDERAR O TAMANHO DA MOLDURA) COM ELA 98 X 87 CM NOTA: Paulo Gagarin (1885: São Petesburgo, Rússia 1980: Rio de Janeiro, RJ). Príncipe de sangue do Império russo deixou sua terra natal por causa da revolução bolchevique. Encantou-se com a exuberância da flora tropical e as cores do litoral brasileiro, que representou num estilo próximo dos pós-impressionistas. Em 1900 estudou na universidade de sua cidade natal. Serviu no exército russo, na Europa e na Ásia, entre 1911 e 1914. Nos anos de 1914 a 1918 combateu nas fileiras russas durante a Primeira Guerra Mundial. Emigrou para a França, em 1919, após o triunfo da revolução socialista de 1917, que implicou a derrocada do czarismo. Chegou ao Brasil em 1921, como copeiro do navio Pelotas, acompanhando o destino da maioria dos refugiados políticos russos da sua condição. Estudou no Liceu e na Universidade de São Petersburgo. Transferiu-se inicialmente para a França e depois para o Brasil, onde se naturalizou e fixou residência no Rio de Janeiro, em 1921. No ano seguinte realizou sua primeira individual no saguão da Associação dos Empregados do Comércio. Em 1925, ganhou menção honrosa no Salão Nacional de Belas Artes, e, no mesmo Salão, entre outras premiações, também obteve a grande medalha de prata e medalha de ouro. Em 1941, no Salão Paulista de Belas Artes, conquistou a grande medalha de prata. Faleceu em 1980 na cidade do Rio de Janeiro
  • IMPONENTE CONTADOR EM JACARANDÁ ESTILO DONA MARIA I. MÓVEL ELEGANTE E MUITO BEM CONSTRUÍDO. DOTADO DE 14 PEQUENAS GAVETAS E DOIS GAVETÕES. CONSTRUÍDO EM DOIS CORPOS. ESPELHOS DAS FECHADURAS EM OSSO. BRASIL, FINAL DO SEC. XIX. 147 (H) X 104 (C) X 54 (P) CM
  • PRATA DE LEI INGLESA  REINADO GEORGE V - CURIOSO SHAVING SCUTTLE (CANECA DE BARBEAR) EM PRATA DE LEI COM MARCAS PARA CIDADE DE LONDRES LETRA DATA 1920, PRATEIRO MAPPIN & WEBB.. DE FEIÇÃO ART DECO FOI UM ITEM DE LUXO INDISPENSÁVEL PARA O BARBEAR CLÁSSICO TRADICIOANAL. O BOCAL QUE SE PROJETA NA PARTE FRONTAL DO CANECO SERVE PARA DESPEJAR AGUA FERVENTE DIRETAMENTE NO REFSERVATÓRIO INFERIOR. ISSO MANTÉM A PEÇA AQUECIDA DURANTE TODO O PROCESSO DE BARBEAR. O BOWL SUPERIOR COM TAMPA BASCULANTE É ONDE SE COLOCAVA O SABÃO SÓLIDO DE BARBEAR. O CALOR DA ÁGUA FERVENTE QUE VEM DE BAIXO DERRETIA LEVEMENTE O SABÃO MANTENDO A ESPUMA AQUECIDA E CONFORTÁVEL PARA O ROSTO. FUROS NA BASE SUPERIOR DRENAVAM O EXCESSO DE ÁGUA DO PINCEL DE BARBEAR MANDANDO=A DE VOLTA PARA O RESERVATÓRIO. UMA ALÇA LATERAL PERMITIA AO USUÁRIO MANIPULAR COM FACILIDADE O ARTEFATO. INGLATERRA, INICIO DO SEC. XX. 18 CM DE COMPRIMENTO. 240 G. NOTA: O s potes de barbear foram petenteados no sec. XIX durante a era Vitoriana. na Inglaterra. Naquela época as casas não tinham água quente nas torneiras. O pote permitia que o usuário levasse a água fervendo diretamente da cozinha para o toilette. . No ´seculo XIX as barbearias públicas eram focos de  infecções d epele e fungos que causavam uma reação infecciosa conhecida como coceira de barbeiro. . Assim os homens endinheirados compravam seus próprios pincéis e potes de barbear personalizados. Muitos os guardavam em prateleiras numeradas nas barbearias,eram os "clubes de barber". Ter uma caneca de barbear em prata de lei era um grande símbolo de riqueza e masculinidade. O uso desses potes despencou drasticamente ainda na primeira metade do sec. xx pela invenção ocmbinada dos cremes de barbear e o encanamento de água quente. nas residências urbanas.
  • REINADO KANGXI  (1662-1722)  MUITO RARA E EXPLÊNDIDA BACIA DE BARBEAR EM PORCELANA DECORADA COM O VIBRANTE PADRÃ0 CHINA-IMARI. EXTRAORDINÁRIA PEÇA AINDA DO FINAL DO SEC. XVII. APRESENTA UM RECORTE OU REENTRÂNCIA DISTINTIVA EM FORMA DE CRESCENTE AO LONGO DA BORDA, QUE PERMITIA AO USUÁRIO SEGURAR O RECIPIENTE FIRMEMENTE CONTRA O PESCOÇO PARA COLETAR ÁGUA COM SABÃO, ESPUMA OU SANGUE DURANTE PROCEDIMENTOS DE HIGIENE PESSOAL E MÉDICOS. TEM CONCAVIDADE PRONUNCIADA PARA RETER A ÁGUA E ESPUMA DE AFEITAR MAS TAMBÉM O SANGUE TÍPICOS DO OFÍCIO DE BARBEIRO DESTE PERÍODO. A EXUBERANTE DECORAÇÃO CHINA IMARI APRESENTA A BORDA EM AZUL COM RESERVAS CONTENDO ARRANJOS FLORAIS EM ROUGE DE FEUR REMATADOS EM RICO OURO. A CALDEIRA TEM GRANDE RESERVA COM SALGUEIRO E VISTOSA PEÔNIA E OUTRAS FLORES E RAMAGENS. A PARTE TRASEIRA DA PEÇA TAMBÉM É DECORADA COM FLORES. APRESENTA DOIS FUROS CARACTERÍSTICOS PERFURADOS NA BASE SEMPRE PRESENTES NAS PEÇAS DESSE GÊNERO QUE SÃO ORIGINAIS. A FUNÇÃO DESSES FUROS É PERMITIR A PASSAGEM DE UM FIO METÁLICO PARA QUE FOSSE PRESA A PAREDE QUANDO O BARBEIRO NÃO A ESTAVA UTLIZANDO POSSUINDO DESSA FORMA UMA FUNÇÃO ESTÉTICA E DE OSTENAÇÃO. IMAGINE A RARIDADE DE UMA PEÇA DE PORCELANA CHINESA NESSA ÉPOCA PARA O OFICIO DO BARBEIRO, O PREÇO ERA CERTMAENTE VULTOSO DEMAIS PARA QUASE A TOTALIDADE DOS PROFISSIONAIS. ESTA TIGELA DE BARBEIRO É UM EXCELENTE EXEMPLO DE UM OBJETO DE USO COTIDIANO FABRICADO NA CHINA, DE ACORDO COM O GOSTO OCIDENTAL, PARA OS MERCADOS DE CLASSE ALTA DAS AMÉRICAS E DA EUROPA. COMO OUTROS PRODUTOS DE EXPORTAÇÃO ASIÁTICOS, ELA TERIA SIDO COMERCIALIZADA PELA COMPANHIA DAS INDIAS OCIDENTAIS. CHINA, FINAL DO SEC. XVII. 35 CM DE COMPRIMENTONOTA: No século XVIII, o ofício de barbeiro era uma profissão multifuncional, dramática e muito distante do conceito de bem-estar e estética que temos hoje. Eles eram conhecidos como barbeiros-cirurgiões e formavam a linha de frente do atendimento de saúde da população europeia e colonial. Os barbeiros eram responsáveis por procedimentos médicos invasivos porque os médicos acadêmicos (formados em universidades) consideravam o trabalho manual e o contato com o sangue algo inferior. Os procedimentos cirúrgicos dos barbeiros envolviam: SANGRIAS: Era o procedimento mais comum. Acreditava-se que a maioria das doenças era causada pelo excesso de sangue no corpo. O barbeiro cortava uma veia do paciente e colhia o sangue na bacia de porcelana ou latão. EXTRAÇÃO DE DENTES: Sem anestesia, os barbeiros arrancavam dentes estragados usando ferramentas brutas como a "chave de Garengeot". PEQUENAS CIRURGIAS: Tratavam de feridas de guerra, amputavam membros inflamados, tratavam fraturas e cortavam abscessos. O famoso poste listrado em vermelho, branco e azul que vemos hoje nas barbearias nasceu justamente dessa rotina médica do século XVIII:  O paciente segurava firmemente um bastão de madeira para fazer as veias do braço saltarem para a sangria.  Após o procedimento, as bandagens sujas de sangue eram lavadas e colocadas para secar, enroladas em volta desse bastão do lado de fora da loja. O vento girava as bandagens no bastão, criando o padrão listrado. O vermelho representava o sangue arterial, o azul as veias, e o branco as bandagens limpas. O século XVIII foi o período de crise e transição para a profissão, marcado por uma intensa disputa de classes:Barbeiros-Cirurgiões de elite: Atendiam a nobreza, tinham lojas sofisticadas e usavam bacias de porcelana chinesa importada para demonstrar status. Barbeiros ambulantes: Atendiam os pobres nas ruas ou mercados, carregando suas ferramentas em uma bolsa e uma bacia de latão barata sob o braço. Em meados do século XVIII (em 1745 na Inglaterra e 1743 na França), decretos reais separaram oficialmente os cirurgiões dos barbeiros. Os cirurgiões fundaram suas próprias corporações científicas, e os barbeiros perderam o direito de realizar grandes cirurgias, focando mais no cabelo, barbas e perucas.Com a perda das funções médicas no final do século, os barbeiros se reinventaram focando na moda. O século XVIII foi o auge das perucas brancas empoadas para homens e mulheres da aristocracia. O barbeiro passava horas modelando, passando pomada (feita de banha de porco) e jogando pó de arroz ou amido sobre as perucas dos clientes.
  • DINASTIA QING REINADO DAOGUANG (1820-1850) FABULOSA CAIXA COSTUREIRA DE CHARÃO EM LACA NEGRA E DOURADA PADRÃO COURO DE ARRAIA TECNICA MIAOJIN COM APLICAÇÃO DE OURO COM TONALIDADES DIFERENTES PARA CRIAR NOÇÃO DE PROFUNDIDADE. TAMPA BASCULANTE TEM FORMIDAVEL RESERVA COM UMA CENA DE GENERO PALACIANA  OU DE JARDIM COM VÁRIOS PERSONAGENS  E ELEGANTES PAGODES. CHAMO ATENÇÃO PARA A IMPRESSIONANTE RIQUEZA DE DETALHES DA RESERVA . FEITIO OCTAGONAL ALONGADO COM QUINAS AMACIADAS. NA PARTE INFERIOR UMA GAVETA FUNCIONAL PARA PAPÉIS E DESENHOS DE PROJETOS DE BORDADOS. TAMBÉM UM SUPORTE PARA ESCRITA. FERRAGEM COMPOSTA POR ALÇAS LATERAIS PARA TRANSPORTE (UMA DAS ALÇAS AUSENTE). SÃO CARACTERISTICAS DO PERÍODO DA REGENCIA GEORGIANA QUANDO FORAM IMPORTADAS PARA O MERCADO DA ALTA ARISTOCRACIA FEMININA. A IMAGEM DA GAVETA ABERTA REVELA OUTRA CENA DE JARDIM DE ALTISSIMA QUALIDADE EM TORNO DA CAIXA OITO RESERVAS SOBRE O MESMO TEMA. ESSE EXEMPLAR R É UMA ENCOMENDA DO INICIO DO SEC. XIX, PROVAVELMENTE DECADA DE 1830/40 ESPECIALMENTE ENCOMENDADA PARA UMA DAMA DE ALTA SOCIEDADE INGLESA, É UM TESOURO POR SI SÓ, UMA CAIXA DO TEMPO. CHINA, INICIO DO SEC. XIX. 38 x 29 x 13 (A) cmNOTA: Na antiguidade, os primeiros estojos de costura eram feitos de tecido e couro. Mais tarde, surgiram os de madeira, osso e vime. Por volta de 1700, joalheiros, metalúrgicos e outros artesãos criavam estojos de costura para a elite, que desejava algo mais ornamentado para guardar suas ferramentas. Caixas incrustadas de joias, feitas de madeira nobre, metais preciosos e marfim, com interior forrado de veludo, cetim e seda, tornaram-se símbolos de status. Esses estojos de costura passaram a fazer parte do dote de uma mulher quando ela se preparava para casar.Na era industrializada do século XIX, as caixas de costura passaram a ser produzidas em massa e, portanto, tornaram-se mais baratas. A classe média precisava desses recipientes tanto quanto a classe alta, então versões mais acessíveis foram criadas para atender pessoas de todas as faixas de renda.As caixas de costura vitorianas eram maiores que as anteriores e podiam conter todo tipo de ferramentas, incluindo agulhas de costura, botões, tesouras, almofadas de alfinetes, porta-agulhas e esmeris, recipientes de cera de abelha, fita métrica, ferramentas de cerzido e uma variedade de linhas. Como a caixa de costura de uma dama era considerada um lugar sagrado, as caixas dessa época frequentemente tinham fechaduras para manter cartas de amor ou fotografias longe de olhares curiosos.Durante a era vitoriana, as cestas de costura chinesas explodiram em popularidade. Eram cestas redondas com tampas, cobertas com detalhes personalizados como moedas, miçangas e cordões/borlas. Presenteadas às noivas chinesas em sua terra natal, foram exportadas em massa para os Estados Unidos no final do século, mantendo-se populares até os anos 1900. Também populares nessa época eram os kits de costura e as caixas da Clark Thread Company, que faziam propaganda dessa marca.No início do século XX, os recipientes para costura eram predominantemente em forma de cestos, uma herança da época vitoriana.Em 1908, a Sears e Roebuck ofereciam caixas de madeira sofisticadas, forradas com cetim. Na década de 1930, as cestas das marcas Princess e Harvey, com porta-carretéis embutidos e tampa presa por dois cordões coloridos, tornaram-se as caixas de armazenamento favoritas por mais de 20 anos. Decalques ou apliques eram uma forma de personalizar essas cestas, que tinham uma tampa plana de madeira, perfeita para detalhes aplicados. Os decalques mais populares eram flores, animais (principalmente poodles) e ferramentas de costura.Os organizadores de costura de meados do século XX vinham em uma variedade de designs, incluindo as cestas de vime ou de plástico trançado, populares há muito tempo, mas as mais populares eram as caixas de costura em formato de móveis que se integravam à decoração. Esses designs incluíam caixas transformadas em bancos revestidos de vinil acolchoado e armários de teca de fabricação dinamarquesa com pés cônicos típicos do estilo meados do século XX.Devido à entrada recorde de mulheres no mercado de trabalho durante as décadas de 1970 e 1980, a importância da costura como uma atividade esperada para mulheres diminuiu. Não surpreendentemente, as caixas de costura também sofreram um baú de costura. Nas décadas de 1980 e 1990, presentear uma menina com uma caixa de costura era considerado tão antiquado quanto deixar um baú de noiva como herança. No entanto, no final da década de 1990 e início do novo milênio, tudo o que era vintage, incluindo caixas de costura, tornou-se um item de colecionador desejado. Embora as caixas de costura modernas não fossem tão procuradas, suas contrapartes vintage eram disputadas online, em vendas de garagem e feiras de antiguidades. Mais para exibição do que qualquer outra coisa, as cestas de costura adicionavam um toque decorativo extra à casa, independentemente de conterem ferramentas de costura ou outros objetos.
  • GRANDIOSO INCENSÁRIO RITUALISTICO DE ANÉIS SOLTOS DITO FANGDING  ESCULPIDO EM JADE E ACOMODADO SOBRE BASE EM MADEIRA. DE IMPRESSIONANTE DIMENSÃO TEM ALÇAS LATERAIS COM FIGURAS DE DRAGÕES  COMPLETOS MORDENTES. A TAMPA TEM PEGA COM FIGURA DE UM DRAGÃO CHILONG. O CONJUNTO REPOUSA SOBRE TRÊS PÉS COM GARRAS E NA JUNÇÃO DAS PERNAS COM O BOJO DO INCENSÁRIO TRES CABEÇAS DE TAOTIE CRIATURA MÍSTICA ASSOCIADA A FUNÇÃO DE GUARDIÕES. NOTE QUE OS ANÉIS PENDURADOS NAS ALÇAS E EM TORNO DAS TAMPAS MOVIMENTAM-SE LIVREMENTE ISSO PORQUE SÃO ESCULPIDOS EM UM ÚNICO BLOCO MACIÇO DE PEDRA DO QUAL SE ORIGINA TODO O CONJUNTO DO INCENSÁRIO.UMA PEÇA COMO ESSA PELA COMPLEXIDADE DA ESCULTURA E DUREZA DA PEDRA ENVOLVE MESES OU ATÉ ANOS DE TRABALHO UTILIZANDO BROCAS MANUAIS E AREIA ABRASIVA PARA ESCULPIR E CAVAR NA PEDRA. O FORMATO TRIPOIDAL É HERDADO DOS ANTIGOS BRONZES RITUAIS CHINESES CHAMADOS DING QUE SIMBOLIZAVAM AUTORIDADE E ESTABILIDADE. EIS UMA OBRA EM QUE A PRÓPRIA PEDRA PARECE SOPRAR VIDA E POESIA. ESCULPIDO NO SOPRO DA PACIÊNCIA A PARTIR DE UM ÚNICO E RARO BLOCO MINERAL, ESTE INCENSÁRIO CARREGA A SERENIDADE DOS ANTIGOS RITUAIS: A FUMAÇA PERFUMADA SUBIA SUAVEMENTE PELAS PÉTALAS DO TOPO, ENQUANTO AS ALÇAS BALANÇAVAM COMO UM SUSSURRO DE ELEGÂNCIA NOS SALÕES DA NOBREZA ORIENTAL. CHINA, FINAL DO SEC. XIX OU INICIO DO XX. 26 X 24 CM 3520 GNOTA: Incensários de jade carregam  séculos de tradição espiritual, status social e maestria técnica. Na China queimar incensos em vasos de jade purifica o ambiente e atraem boas energias. Durante as dinastias Ming e Qing peças luxuosas de jade eram exclusivas dos altares imperiais ou de famílias nobres.
  • REINADO KANGXI  PAR DE PRATOS (DE UMA SEQUENCIA EM QUE FORAM  APRESENTADOS OUTROS QUATRO DO  MESMO CONJUNTO NOS DOIS LOTES ANTERIORES) EM PORCELANA CHINESA DO PERÍDO KANGXI (16621722)  DECORADOS EM ESMALTES AZUIS UNDERGLAZE.  UMA DAS ERAS DE MAIOR PRESTÍGIO E QUALIDADE NA HISTÓRICA DA PORCELANA AZUL E BRANCA DA CHJINA. COM DECORAÇÃO FLUIDA E ELEGANTE TEM NA ABA REMOS CONINUOS E SINUOSOS QUE SE ESTENDEM AO LONGO DE TODA A CIRCUNFERÊNCIA. ESSES RAMOS ALTERNAM ENTRE FOLHAS LANCEOLADAS DETALHADAS E BOTÕES DE FLORES ESTILIZADOS. NA TRADIÇÃO DA PORCLEANA CHINESA ESSES ARRANJOS DE TREPADEIRAS E FLORES NA BORDA NÃO SÃO MERAMENTE ESTÉTICOS, REMETEM A IDEIA DE CONTINUIDADE, LONGEVIDADE E RENOVAÇÃO CONSTANTE. A CALDEIRA É DECORADA EM PADRÃO BOGU QUE SIMBOLIZA VOTOS DE REFINAMENTO E BOA FORTUNA. ESTÃO NA CALDEIRA UM VASO CENTRAL QUE REMETE AS 100 ANTIGUIDADES, POUSADO SOBRE UM SUPORTE QUADRADO CLÁSSICO. O VASO É DECORADO COM ARRANJOS FLORAIS INDICANDO REFINAMENTO ACADÊMICO. FITAS FLUIDAS DITAS RIBBONS ENVOLVEM A MESA E O VASO ESSAS FITAS ESTÃO SEMPRE PRESENTES QUANDO SE APRESENTAM OS OBJETOS PRECIOSOS QUE INTEGRAM AS 100 ANTIGUIDADES. POSTERIORMENTE AOS VASOS ESTÁ UM TABULEIRO COM PADRÃO QUADRICULADO QUE REPRESENTA O JOGO MILENAR WEIGI UM DOS QUATRO TALENTOS ESSENCIAIS EXIGIDOS DE UM ERUDITO CHINÊS TRADICIONAL.  DELIMITANDO A CALDEIRA DA BORDA DUAS MOLDURAS DE LINHAS CONCÊNTRICAS DUPLAS. RARAMENTE SE ENCONTRARÃO DISPONÍVEIS SETS DE PORCELANA KANGXI COMO ESTE COM SEIS PRATOS  DE UM MESMO PADRÃO. CHINA, FINAL DO SEC. XVII OU INICIO DO XVIII. 23 CM DE DIAMETRONOTA:  Há 800 anos Marco Polo, trouxe da China para o ocidente a primeira peça de porcelana, um pequeno jarro verde acinzentado que está até hoje no tesouro da Basílica de São Marco em Veneza. Essa foi a semente da obsessão da Europa pelo Ouro Branco. No crepúsculo da DINASTIA MING, chegou à China em 1698 o Padre Jesuíta François Xavier d'Entrecolles. O declínio Ming sobreveio de uma crise causada pela corrupção, a exploração da classe dominante e desastres naturais durante anos sucessivos. Os rebeldes começaram a tomar o poder em algumas regiões e a dinastia chegou ao seu oficial fim com o suicídio do último imperador, Weizong. O poder passou então a nascente Dinastia Qing, que por 250 anos governou a China e sobre seu domínio a produção da porcelana Companhia das Indias atingiu seu apogeu em beleza e volume. Estima-se que 60 milhões de peças de porcelana foram exportadas para Europa nesse período. O Imperador QIANLONG governou o país por quase todo o sec. XVIII. Pouco antes do inicio desse grande reinado, ainda sob o período KANGSHI chegou a China o Padre DEntrecolles. Veio para salvar almas dos pagãos mas teve a sua própria alma arrebatada pela obsessão da porcelana. O ouro branco, encantou os europeus desde o primeiro leilão fruto da carga apreendida pelos holandeses de dois navios Portuguses. Era tão alto o preço da porcelana da China que um aparelho de jantar custava o equivalente ao valor de um pequeno palácio. Foi então que na Europa começou a busca da fórmula da composição e do processo para fabricação da porcelana. A princípio, julgaram que era feita a partir de conchas e casca de ovos moídos e tentaram reproduzir o efeito com esses matérias. Claro, tudo em vão porque a porcelana nada tinha a ver com esses elementos. O primeiro Imperador da Dinastia Qing foi Kangxi e este deu ordens de esconder, sob pena de morte, o processo de fabricação. O Padre DEntrecolles valeu-se dos chineses convertidos de Jingdezhen para descobrir aos poucos o processo. Um dia finalmente ele descobriu o segredo mais importante para obtenção da porcelana, em uma região remota chamada KAO-LING (COLINA ELEVADA) os chineses extraiam há séculos a argila chamada caulim que era o principal elemento constituinte da louça da China. O resto, as proporções, o modo de fazer, de decorar e a queima ele cuidou em aprender gradativamente. Em 1712 o Padre DEntrecolles escreveu para França relatando suas descobertas e descrevendo em minúcias o processo de fabricação. Dessa forma um segredo milenar foi revelado a Europa ensandecida pela porcelana e sua capacidade de trazer riquezas além de qualquer sonho aos homens. Paralelamente na Europa, Augusto II, chamado O FORTE, aprisionou em seu castelo um jovem aprendiz chamado BOTTEGER, que se gabava de ser alquimista, e o ameaçou de pena de morte se não conseguisse desvendar o processo para a fabricação. Cinco anos BOTTEGER esteve preso realizando experimentos sistemáticos até chegar por seu próprio mérito à fórmula da porcelana. Embora não tenha sido um método muito ortodoxo, funcionou. Surgiu a manufatura de Meissen. Nessa mesma época na China, LANG TINGJI, foi nomeado pelo Imperador KANGXI, supervisor de porcelana nos fornos de Jingdezhen. A intenção do Imperador era a de recriar as famosas porcelanas monocromáticas do período Ming do SEC. XIV. Os chineses tem essa particularidade, um respeitoso culto aos ancestrais e suas conquistas. Edmund de Waal em seu livro O Caminho da Porcelana: A jornada de Uma Obsessão (recomendo muitíssimo) referencia assim essa respeitosa paixão pela memória dos ancestrais: Esse pode ser o ano em que alguém encomenda a fabricação de turíbulos que se parecem muito com os turíbulos feitos há trezentos anos. Esses por sua vez foram feitos para aludir bronzes de 900 anos atrás. Assim a devoção atravessa os séculos e as gerações. A porcelana chinesa antiga ainda traz encantamento por sua beleza, sua coloração branca azulada e a magnífica decoração. Não por acaso, cada peça de porcelana Companhia das Índias que nos chega à mão é tratada com reverência e devoção não apenas por ser fruto do trabalho do oleiro que lhe deu forma e a decorou, mas por ser produto de 5000 anos de uma cultura extraordinária e única. AS CEM ANTIGUIDADES O PRINCIPIO DAS COISAS:As "Cem Antiguidades" (Baigu ou Po-ku) é um famoso tema decorativo da arte chinesa que reúne emblemas de boa sorte, sabedoria e erudição, refletindo os ideais da classe letrada tradicional. O motivo não representa exatamente cem objetos literais, mas sim uma rica coleção de itens associados à cultura, ao estudo e à filosofia na China antiga. Das cem antiguidades se originaram tudo que existe no mundo. Objetos de Estudo: Pincéis, blocos de tinta, papel e pedras de amolar tinta (os quatro tesouros do letrado).Artes e Passatempos: Instrumentos musicais, tabuleiros de xadrez chinês, livros e rolos de pintura ou caligrafia. Rituais e Símbolos: Vasos de bronze arcaicos, queimadores de incenso, cetros ruy de prosperidade e recipientes rituais que homenageiam os antepassados. Esse repertório visual consolidou-se fortemente durante a dinastia Qing (16441911) e era aplicado em porcelanas, pinturas e painéis. Demonstra a busca por virtude, refinamento intelectual e o respeito contínuo aos ancestrais. Cada objeto funciona como um símbolo ou enigma visual que deseja vida longa, paz, felicidade e riqueza para o lar.
  • REINADO KANGXI  PAR DE PRATOS (DE UMA SEGUENCIA EM QUE FORAM  APRESENTADOS DOIS DO MESMO CONJUNTO NO LOTE ANTERIOR E MAIS DOIS NO LOTE A SEGUIR) EM PORCELANA CHINESA DO PERÍDO KANGXI (16621722)  DECORADOS EM ESMALTES AZUIS UNDERGLAZE.  UMA DAS ERAS DE MAIOR PRESTÍGIO E QUALIDADE NA HISTÓRICA DA PORCELANA AZUL E BRANCA DA CHJINA. COM DECORAÇÃO FLUIDA E ELEGANTE TEM NA ABA REMOS CONINUOS E SINUOSOS QUE SE ESTENDEM AO LONGO DE TODA A CIRCUNFERÊNCIA. ESSES RAMOS ALTERNAM ENTRE FOLHAS LANCEOLADAS DETALHADAS E BOTÕES DE FLORES ESTILIZADOS. NA TRADIÇÃO DA PORCLEANA CHINESA ESSES ARRANJOS DE TREPADEIRAS E FLORES NA BORDA NÃO SÃO MERAMENTE ESTÉTICOS, REMETEM A IDEIA DE CONTINUIDADE, LONGEVIDADE E RENOVAÇÃO CONSTANTE. A CALDEIRA É DECORADA EM PADRÃO BOGU QUE SIMBOLIZA VOTOS DE REFINAMENTO E BOA FORTUNA. ESTÃO NA CALDEIRA UM VASO CENTRAL QUE REMETE AS 100 ANTIGUIDADES, POUSADO SOBRE UM SUPORTE QUADRADO CLÁSSICO. O VASO É DECORADO COM ARRANJOS FLORAIS INDICANDO REFINAMENTO ACADÊMICO. FITAS FLUIDAS DITAS RIBBONS ENVOLVEM A MESA E O VASO ESSAS FITAS ESTÃO SEMPRE PRESENTES QUANDO SE APRESENTAM OS OBJETOS PRECIOSOS QUE INTEGRAM AS 100 ANTIGUIDADES. POSTERIORMENTE AOS VASOS ESTÁ UM TABULEIRO COM PADRÃO QUADRICULADO QUE REPRESENTA O JOGO MILENAR WEIGI UM DOS QUATRO TALENTOS ESSENCIAIS EXIGIDOS DE UM ERUDITO CHINÊS TRADICIONAL.  DELIMITANDO A CALDEIRA DA BORDA DUAS MOLDURAS DE LINHAS CONCÊNTRICAS DUPLAS. RARAMENTE SE ENCONTRARÃO DISPONÍVEIS SETS DE PORCELANA KANGXI COMO ESTE COM SEIS PRATOS  DE UM MESMO PADRÃO. CHINA, FINAL DO SEC. XVII OU INICIO DO XVIII. 23 CM DE DIAMETRONOTA:  Há 800 anos Marco Polo, trouxe da China para o ocidente a primeira peça de porcelana, um pequeno jarro verde acinzentado que está até hoje no tesouro da Basílica de São Marco em Veneza. Essa foi a semente da obsessão da Europa pelo Ouro Branco. No crepúsculo da DINASTIA MING, chegou à China em 1698 o Padre Jesuíta François Xavier d'Entrecolles. O declínio Ming sobreveio de uma crise causada pela corrupção, a exploração da classe dominante e desastres naturais durante anos sucessivos. Os rebeldes começaram a tomar o poder em algumas regiões e a dinastia chegou ao seu oficial fim com o suicídio do último imperador, Weizong. O poder passou então a nascente Dinastia Qing, que por 250 anos governou a China e sobre seu domínio a produção da porcelana Companhia das Indias atingiu seu apogeu em beleza e volume. Estima-se que 60 milhões de peças de porcelana foram exportadas para Europa nesse período. O Imperador QIANLONG governou o país por quase todo o sec. XVIII. Pouco antes do inicio desse grande reinado, ainda sob o período KANGSHI chegou a China o Padre DEntrecolles. Veio para salvar almas dos pagãos mas teve a sua própria alma arrebatada pela obsessão da porcelana. O ouro branco, encantou os europeus desde o primeiro leilão fruto da carga apreendida pelos holandeses de dois navios Portuguses. Era tão alto o preço da porcelana da China que um aparelho de jantar custava o equivalente ao valor de um pequeno palácio. Foi então que na Europa começou a busca da fórmula da composição e do processo para fabricação da porcelana. A princípio, julgaram que era feita a partir de conchas e casca de ovos moídos e tentaram reproduzir o efeito com esses matérias. Claro, tudo em vão porque a porcelana nada tinha a ver com esses elementos. O primeiro Imperador da Dinastia Qing foi Kangxi e este deu ordens de esconder, sob pena de morte, o processo de fabricação. O Padre DEntrecolles valeu-se dos chineses convertidos de Jingdezhen para descobrir aos poucos o processo. Um dia finalmente ele descobriu o segredo mais importante para obtenção da porcelana, em uma região remota chamada KAO-LING (COLINA ELEVADA) os chineses extraiam há séculos a argila chamada caulim que era o principal elemento constituinte da louça da China. O resto, as proporções, o modo de fazer, de decorar e a queima ele cuidou em aprender gradativamente. Em 1712 o Padre DEntrecolles escreveu para França relatando suas descobertas e descrevendo em minúcias o processo de fabricação. Dessa forma um segredo milenar foi revelado a Europa ensandecida pela porcelana e sua capacidade de trazer riquezas além de qualquer sonho aos homens. Paralelamente na Europa, Augusto II, chamado O FORTE, aprisionou em seu castelo um jovem aprendiz chamado BOTTEGER, que se gabava de ser alquimista, e o ameaçou de pena de morte se não conseguisse desvendar o processo para a fabricação. Cinco anos BOTTEGER esteve preso realizando experimentos sistemáticos até chegar por seu próprio mérito à fórmula da porcelana. Embora não tenha sido um método muito ortodoxo, funcionou. Surgiu a manufatura de Meissen. Nessa mesma época na China, LANG TINGJI, foi nomeado pelo Imperador KANGXI, supervisor de porcelana nos fornos de Jingdezhen. A intenção do Imperador era a de recriar as famosas porcelanas monocromáticas do período Ming do SEC. XIV. Os chineses tem essa particularidade, um respeitoso culto aos ancestrais e suas conquistas. Edmund de Waal em seu livro O Caminho da Porcelana: A jornada de Uma Obsessão (recomendo muitíssimo) referencia assim essa respeitosa paixão pela memória dos ancestrais: Esse pode ser o ano em que alguém encomenda a fabricação de turíbulos que se parecem muito com os turíbulos feitos há trezentos anos. Esses por sua vez foram feitos para aludir bronzes de 900 anos atrás. Assim a devoção atravessa os séculos e as gerações. A porcelana chinesa antiga ainda traz encantamento por sua beleza, sua coloração branca azulada e a magnífica decoração. Não por acaso, cada peça de porcelana Companhia das Índias que nos chega à mão é tratada com reverência e devoção não apenas por ser fruto do trabalho do oleiro que lhe deu forma e a decorou, mas por ser produto de 5000 anos de uma cultura extraordinária e única. AS CEM ANTIGUIDADES O PRINCIPIO DAS COISAS:As "Cem Antiguidades" (Baigu ou Po-ku) é um famoso tema decorativo da arte chinesa que reúne emblemas de boa sorte, sabedoria e erudição, refletindo os ideais da classe letrada tradicional. O motivo não representa exatamente cem objetos literais, mas sim uma rica coleção de itens associados à cultura, ao estudo e à filosofia na China antiga. Das cem antiguidades se originaram tudo que existe no mundo. Objetos de Estudo: Pincéis, blocos de tinta, papel e pedras de amolar tinta (os quatro tesouros do letrado).Artes e Passatempos: Instrumentos musicais, tabuleiros de xadrez chinês, livros e rolos de pintura ou caligrafia. Rituais e Símbolos: Vasos de bronze arcaicos, queimadores de incenso, cetros ruy de prosperidade e recipientes rituais que homenageiam os antepassados. Esse repertório visual consolidou-se fortemente durante a dinastia Qing (16441911) e era aplicado em porcelanas, pinturas e painéis. Demonstra a busca por virtude, refinamento intelectual e o respeito contínuo aos ancestrais. Cada objeto funciona como um símbolo ou enigma visual que deseja vida longa, paz, felicidade e riqueza para o lar.
  • REINADO KANGXI  PAR DE PRATOS (DE UMA SEGUENCIA EM QUE SERÃO APRESENTADOS SEIS DO MESMO CONJUNTO) EM PORCELANA CHINESA DO PERÍDO KANGXI (16621722)  DECORADOS EM ESMALTES AZUIS UNDERGLAZE.  UMA DAS ERAS DE MAIOR PRESTÍGIO E QUALIDADE NA HISTÓRICA DA PORCELANA AZUL E BRANCA DA CHJINA. COM DECORAÇÃO FLUIDA E ELEGANTE TEM NA ABA REMOS CONINUOS E SINUOSOS QUE SE ESTENDEM AO LONGO DE TODA A CIRCUNFERÊNCIA. ESSES RAMOS ALTERNAM ENTRE FOLHAS LANCEOLADAS DETALHADAS E BOTÕES DE FLORES ESTILIZADOS. NA TRADIÇÃO DA PORCLEANA CHINESA ESSES ARRANJOS DE TREPADEIRAS E FLORES NA BORDA NÃO SÃO MERAMENTE ESTÉTICOS, REMETEM A IDEIA DE CONTINUIDADE, LONGEVIDADE E RENOVAÇÃO CONSTANTE. A CALDEIRA É DECORADA EM PADRÃO BOGU QUE SIMBOLIZA VOTOS DE REFINAMENTO E BOA FORTUNA. ESTÃO NA CALDEIRA UM VASO CENTRAL QUE REMETE AS 100 ANTIGUIDADES, POUSADO SOBRE UM SUPORTE QUADRADO CLÁSSICO. O VASO É DECORADO COM ARRANJOS FLORAIS INDICANDO REFINAMENTO ACADÊMICO. FITAS FLUIDAS DITAS RIBBONS ENVOLVEM A MESA E O VASO ESSAS FITAS ESTÃO SEMPRE PRESENTES QUANDO SE APRESENTAM OS OBJETOS PRECIOSOS QUE INTEGRAM AS 100 ANTIGUIDADES. POSTERIORMENTE AOS VASOS ESTÁ UM TABULEIRO COM PADRÃO QUADRICULADO QUE REPRESENTA O JOGO MILENAR WEIGI UM DOS QUATRO TALENTOS ESSENCIAIS EXIGIDOS DE UM ERUDITO CHINÊS TRADICIONAL.  DELIMITANDO A CALDEIRA DA BORDA DUAS MOLDURAS DE LINHAS CONCÊNTRICAS DUPLAS. RARAMENTE SE ENCONTRARÃO DISPONÍVEIS SETS DE PORCELANA KANGXI COMO ESTE COM SEIS PRATOS  DE UM MESMO PADRÃO. CHINA, FINAL DO SEC. XVII OU INICIO DO XVIII. 23 CM DE DIAMETRONOTA:  Há 800 anos Marco Polo, trouxe da China para o ocidente a primeira peça de porcelana, um pequeno jarro verde acinzentado que está até hoje no tesouro da Basílica de São Marco em Veneza. Essa foi a semente da obsessão da Europa pelo Ouro Branco. No crepúsculo da DINASTIA MING, chegou à China em 1698 o Padre Jesuíta François Xavier d'Entrecolles. O declínio Ming sobreveio de uma crise causada pela corrupção, a exploração da classe dominante e desastres naturais durante anos sucessivos. Os rebeldes começaram a tomar o poder em algumas regiões e a dinastia chegou ao seu oficial fim com o suicídio do último imperador, Weizong. O poder passou então a nascente Dinastia Qing, que por 250 anos governou a China e sobre seu domínio a produção da porcelana Companhia das Indias atingiu seu apogeu em beleza e volume. Estima-se que 60 milhões de peças de porcelana foram exportadas para Europa nesse período. O Imperador QIANLONG governou o país por quase todo o sec. XVIII. Pouco antes do inicio desse grande reinado, ainda sob o período KANGSHI chegou a China o Padre DEntrecolles. Veio para salvar almas dos pagãos mas teve a sua própria alma arrebatada pela obsessão da porcelana. O ouro branco, encantou os europeus desde o primeiro leilão fruto da carga apreendida pelos holandeses de dois navios Portuguses. Era tão alto o preço da porcelana da China que um aparelho de jantar custava o equivalente ao valor de um pequeno palácio. Foi então que na Europa começou a busca da fórmula da composição e do processo para fabricação da porcelana. A princípio, julgaram que era feita a partir de conchas e casca de ovos moídos e tentaram reproduzir o efeito com esses matérias. Claro, tudo em vão porque a porcelana nada tinha a ver com esses elementos. O primeiro Imperador da Dinastia Qing foi Kangxi e este deu ordens de esconder, sob pena de morte, o processo de fabricação. O Padre DEntrecolles valeu-se dos chineses convertidos de Jingdezhen para descobrir aos poucos o processo. Um dia finalmente ele descobriu o segredo mais importante para obtenção da porcelana, em uma região remota chamada KAO-LING (COLINA ELEVADA) os chineses extraiam há séculos a argila chamada caulim que era o principal elemento constituinte da louça da China. O resto, as proporções, o modo de fazer, de decorar e a queima ele cuidou em aprender gradativamente. Em 1712 o Padre DEntrecolles escreveu para França relatando suas descobertas e descrevendo em minúcias o processo de fabricação. Dessa forma um segredo milenar foi revelado a Europa ensandecida pela porcelana e sua capacidade de trazer riquezas além de qualquer sonho aos homens. Paralelamente na Europa, Augusto II, chamado O FORTE, aprisionou em seu castelo um jovem aprendiz chamado BOTTEGER, que se gabava de ser alquimista, e o ameaçou de pena de morte se não conseguisse desvendar o processo para a fabricação. Cinco anos BOTTEGER esteve preso realizando experimentos sistemáticos até chegar por seu próprio mérito à fórmula da porcelana. Embora não tenha sido um método muito ortodoxo, funcionou. Surgiu a manufatura de Meissen. Nessa mesma época na China, LANG TINGJI, foi nomeado pelo Imperador KANGXI, supervisor de porcelana nos fornos de Jingdezhen. A intenção do Imperador era a de recriar as famosas porcelanas monocromáticas do período Ming do SEC. XIV. Os chineses tem essa particularidade, um respeitoso culto aos ancestrais e suas conquistas. Edmund de Waal em seu livro O Caminho da Porcelana: A jornada de Uma Obsessão (recomendo muitíssimo) referencia assim essa respeitosa paixão pela memória dos ancestrais: Esse pode ser o ano em que alguém encomenda a fabricação de turíbulos que se parecem muito com os turíbulos feitos há trezentos anos. Esses por sua vez foram feitos para aludir bronzes de 900 anos atrás. Assim a devoção atravessa os séculos e as gerações. A porcelana chinesa antiga ainda traz encantamento por sua beleza, sua coloração branca azulada e a magnífica decoração. Não por acaso, cada peça de porcelana Companhia das Índias que nos chega à mão é tratada com reverência e devoção não apenas por ser fruto do trabalho do oleiro que lhe deu forma e a decorou, mas por ser produto de 5000 anos de uma cultura extraordinária e única. AS CEM ANTIGUIDADES O PRINCIPIO DAS COISAS:As "Cem Antiguidades" (Baigu ou Po-ku) é um famoso tema decorativo da arte chinesa que reúne emblemas de boa sorte, sabedoria e erudição, refletindo os ideais da classe letrada tradicional. O motivo não representa exatamente cem objetos literais, mas sim uma rica coleção de itens associados à cultura, ao estudo e à filosofia na China antiga. Das cem antiguidades se originaram tudo que existe no mundo. Objetos de Estudo: Pincéis, blocos de tinta, papel e pedras de amolar tinta (os quatro tesouros do letrado).Artes e Passatempos: Instrumentos musicais, tabuleiros de xadrez chinês, livros e rolos de pintura ou caligrafia. Rituais e Símbolos: Vasos de bronze arcaicos, queimadores de incenso, cetros ruy de prosperidade e recipientes rituais que homenageiam os antepassados. Esse repertório visual consolidou-se fortemente durante a dinastia Qing (16441911) e era aplicado em porcelanas, pinturas e painéis. Demonstra a busca por virtude, refinamento intelectual e o respeito contínuo aos ancestrais. Cada objeto funciona como um símbolo ou enigma visual que deseja vida longa, paz, felicidade e riqueza para o lar.
  • LA DAME AU PARASOL. RARO PRATO EM PORCELANA CIA-DAS-ÍNDIAS; ABA DECORADA COM BARRADO SEGUINDO ESTRUTURA GEOMÉTRICA CONSTITUÍDA POR ALVÉOLOS. EM RESERVA AVES AQUÁTICAS, INSETOS E DAMAS. CALDEIRA COM BARRADO DE FLORES E RESERVA COM FIGURA DE NOBRE SOB PARASOL SEGURADO POR UMA SERVA. JUNTO AS PERSONAGENS TRÊS AVES AQUÁTICAS. NO REVERSO DA ABA COM INSETOS PINTADOS EM AZUL. CENA BASEADA NO DESENHO DO HOLANDÊS CORNELIUS PRONK (1691-1759). VIDE AUTO RETRATO DE CORNELIUS PRONK NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE. PEÇA DE COLECIONADOR, COM ELEVADA COTAÇÃO INTERNACIONAL! 23 CM DE DIÂMETRO, CHINA, REINADO QIANLONG (1735-1796), CIRCA DE 1740. NOTA: La Dame Au Parasol é um padrão de cia das índias proveniente de uma encomenda da Câmara de Delft à Companhia Holandesa das Índias Orientais. A aquarela que serviu como modelo para encomenda foi pintada por Cornelius Pronk (1691-1759) concluída em 1734 foi enviada à China pela Batávia em 1735. Dois anos depois a encomenda foi entregue em Amsterdã. O serviço não foi mais reproduzido pelo elaborado da decoração que a tornava extremamente cara. CORNELIS PRONK (10 DE DEZEMBRO DE 1691 - 28 OU 29 DE SETEMBRO DE 1759), também conhecido como Cornelis Pronck , foi desenhista holandês , pintor e desenhista de porcelana . Ele é conhecido particularmente por seus numerosos desenhos de cidades, vilas e edifícios (os chamados desenhos topográficos), bem como por seus desenhos para porcelana. Em 1734, a Companhia Holandesa das Índias Orientais encarregou a Pronk de produzir projetos para um conjunto de placas de porcelana . Essa porcelana (chamada de chine de commande ) foi produzida na China, depois enviada para a Europa e vendida por um preço extremamente alto. Um conjunto de placas branco-azuladas, por exemplo, seria vendido por 1160 florins holandeses - o suficiente para comprar uma casa senhorial em Amsterdã. Pronk fez quatro desenhos diferentes, dos quais "The Parasol Ladies" foi o mais popular. A companhia holandesa das Índias Orientais encerrou o contrato de produção em 1740 porque a produção e o transporte da China eram muito caros pelo nível de elaboração dos desenhos.
  • SANCAI  DINASTIA QING  - SEGUNDA METADE DO  SEC. XIX  ROOF TILE APRESENTANDO FIGURA DE IMORTAL MONTADO EM UMA AVE FENIX. TRATA-SE DE QIFENG XIANREN TAMBÉM CONHECIDO COMO "O IMORTAL CAVALGANDO UMA FÊNIX", UM ELEMENTO RECORRENTE NA ARQUITETURA CLÁSSICA CHINESA NA DINASTIA QING DO SÉC. XIX.  LOCALIZADO SEMPRE NA PONTA MAIS EXTERNA DA ARESTA DO TELHADO, ELE SERVE TANTO COMO UM ELEMENTO ESTÉTICO DE PRESTÍGIO QUANTO COMO UMA PEÇA ESTRUTURAL ESSENCIAL. SUA PRINCIPAL UTILIDADE PRÁTICA É SEGURAR E PRESSIONAR O PREGO DA PRIMEIRA TELHA DA PONTA. ISSO IMPEDE QUE OS FORTES VENTOS OU AS CHUVAS ARRANQUEM O TELHADO. ELE ATUA COMO O "CAPITÃO" DA FILEIRA. O NÚMERO DE ANIMAIS DECORATIVOS (COMO DRAGÕES, FÊNIX E LEÕES) QUE O SEGUEM DITA A IMPORTÂNCIA E A HIERARQUIA DO EDIFÍCIO. O SALÃO DA HARMONIA SUPREMA NA CIDADE PROIBIDA, POR EXEMPLO, OSTENTA O NÚMERO MÁXIMO PERMITIDO DE 10 ESTÁTUAS ATRÁS DO IMORTAL. A FIGURA ORIGINAL DESCRITA NO TRATADO ARQUITETÔNICO YANGZHOU FASHI ERA A PINJIA (, UMA CRIATURA BUDISTA COM CABEÇA HUMANA E CORPO DE PÁSSARO (BASEADA NA CRIATURA MÍTICA KALAVINKA).   COM A FORTE INFLUÊNCIA DO TAOISMO, O VISUAL MUDOU DE UMA CRIATURA HÍBRIDA BUDISTA PARA UM OFICIAL TAOISTA (CHAMADO DE ZHENREN OU IMORTAL) MONTADO DE LADO NAS COSTAS DE UMA FÊNIX.   A IMAGEM SE CONSOLIDOU NO FORMATO ATUAL, DO SEC. XIX ONDE O IMORTAL APARECE SENTADO DE FRENTE SOBRE A FÊNIX (QUE MUITAS VEZES SE ASSEMELHA A UM GALO NA ARTE POPULAR), TORNANDO-SE UMA FIGURA OFICIAL CATALOGADA NOS REGISTROS IMPERIAIS (QING HUI DIAN). COMO TUDO NA TRADIÇÃO CHINESA ENVOLVE UM SENTIDO, QIFENG XIANREN É UM AVISO DE PRUDÊNCIA E PRECAUÇÃO CONTRA A RUINA QUE PROVÉM DA GANÂNCIA (VIDE ABAIXO A LENDA DO RE MIN DE QI QUE INSPIROU O PERSONAGEM). NA EXTREMIDADE FRONTAL A FIGURA DE UM DRAGÃO ARCAICO CHILONG. CHINA, SEC. XIX 32 X 41 CMNOTA: O Rei Min de Qi  era um rei belicoso e ávido na conquista de terras- Diz a lenda que durante o Período dos Reinos Combatentes, este rei foi derrotado em batalha e encurralado à beira de um grande rio. Quando estava prestes a desistir, uma fênix gigante surgiu e o levou voando para longe, salvando sua vida. Na arquitetura, sua imagem no final do beiral representa a capacidade de transformar o azar em sorte e escapar de situações desesperadoras. Entretanto os arquitetos o colocam na ponta extrema do telhado justamente como um aviso contra a ganância: "mais um passo e você despenca". O EXPLENDOR DA CERÂMICA SANCAI: As peças de sancai, literalmente "peças de três cores", são figuras e vasos moldados em barro, com esmalte arrojado em tons de verde brilhante e âmbar sobre um fundo cor de palha. Mais raramente, azul ou marrom-púrpura também são adicionados. Essas peças estão tão profundamente enraizadas na história da arte chinesa que é difícil imaginar que foram redescobertas apenas no século XIX, quando túmulos da dinastia Tang foram acidentalmente desenterrados em Mangshan, perto de Luoyang, por topógrafos que construíam a ferrovia Longhai. Embora inicialmente ignoradas, algumas peças eventualmente chegaram ao antigo mercado de Liulichang, em Pequim, onde sua importância foi reconhecida pelos renomados filólogos Wang Guowei e Luo Zhenyu. O fascínio do sancai reside não apenas em suas cores brilhantes e formas esculturais expressivas, mas também em sua capacidade de evocar vividamente a vida deslumbrante, luxuosa e cosmopolita da dinastia Tang, proporcionando uma janela fascinante para essa era de ouro da China. Em coleções particulares e museus, as peças de sancai são destaques, com seus vasos de formatos exóticos de mais de mil anos atrás. AS ROOF TILES: As telhas Sancai são cerâmicas arquitetônicas tradicionais chinesas revestidas com uma técnica distinta de esmalte tricolor à base de chumbo.Originalmente introduzidas durante a Dinastia Tang (618907 d.C.) e altamente popularizadas durante as Dinastias Ming e Qing, essas telhas decorativas eram colocadas ao longo dos beirais e nas bordas dos telhados de templos, palácios e edifícios oficiais . Elas tinham dupla função: desviar estruturalmente a água da chuva e afastar espiritualmente os espíritos malignos.
  • PERIODO KANGXI ((1662-1722) - GRANDE BIOMBO EM LACA DE COROMANDEL COM  NOVE FOLHAS MUITO ALTAS E PROFUSAMENTE DECORADAS COM A TECNICA KUANCAI (BAIXO RELEVO ESCULPIDO NA SUPERFÍCIE E ENTÃO COLORIDOS COM PIGMENTOS COM ÓLEO OU LACA) COM COR E COMPOSIÇÃO CONDENSADA.  A FACE FRONTAL  RETRATA  NO CENTRO DOS PAINÉIS  CENA DO  ROMANCE DOS TRÊS REINOS: O ANIVERSÁRIO DO GENERAL GUO ZIYI (697-781), FAMOSO GENERAL DA DISNASTIA TANG QUE DETINHA O TITULO DE PRINCIPE DE FENYANG E ERA CONSIDERADO UMA PERSONIFICAÇÃO DE RIQUEZA, ALTO STATUS E LONGEVIDADE. SENTADO NO SALÃO CENTRAL, EM FRENTE A UMA MESA DE BANQUETE . CONVIDADOS E ACOMPANHANTES CONVERGEM NOS JARDINS COM LAGOS E PAVILHÕES. DISTRAÇÕES COM TEATRO, LUTAS E DANÇAS SÃO PROVIDENCIADAS PARA ABRILHANTAR A OCASIÃO FESTIVA. A CENA É EMOLDURADA POR ANIMAIS AUSPICIOSOS EM RESERVA DE CADA FOLHA COMO O DRAGÃO, O QILIN (UM UNICÓRNIO QUE APARECE COM A CHEGADA DE UM GRANDE REI), O PIXIU (QUE EXPULSA ESPÍRITOS MALIGNOS), O BAIZE (UMA BESTA DE PELOS BRANCOS CAPAZ DE FALAR), O KUI (BESTA BOVINA), O XIEZHI (LEÃO COM CHIFRES), O HOU (LEÃO COM DUAS ORELHAS LONGAS), O ELEFANTE BRANCO, O TIGRE BRANCO DENTRE OUTROS. NA FACE OPOSTA O BIOMBO APRESENTA EXUBERANTE DECORAÇÃO DITA OS CEM PÁSSAROS CONTÉM  FLORES  DE PEONIAS,  AMEIXEIRA , LÓTUS, CRISANTEMOS E CAMÉLIAS  (AS CHAMADAS FLORES DAS QUATRO ESTAÇÕES) ENTRE PENEDOS, PÁSSAROS E INSETOS COM MOLDURA CONTENDO RECIPINTES E OBJETOS CHAMADOS DE  100 ANTIGUIDADES TAMBÉM APETRECHOS DE ACADÊMICOS, INCLUINDO UM COM PENA DE PAVÃO E RAMO DE CORAL, SIMBOLIZANDO O DESEJO PELO POSTO MAIS ELEVADO.  ESTE MONUMENTAL BIOMBO LAQUEADO SURPREEENDENTEMENTE ALTO PERTENCE A UM RENOMADO GRUPO DE BIOMBOS ENCOMENDADOS COMO PRESENTES DE ANIVERSÁRIO AUSPICIOSOS PARA FUNCIONÁRIOS A SERVIÇO IMPERIAL, ESSA MERCÊ FOI PARTICULARMENTE POPULAR DURANTE O PERÍODO KANGXI (1662-1722). CHINA, CIRCA DE 1720. 400 X 283 CMNOTA: O termo "Coromandel" deriva de uma região na parte sudeste da costa indiana repleta de entrepostos comerciais desenvolvidos por mercadores e comerciantes europeus durante os séculos XVI e XVII. As peças de laca chinesa estavam entre os principais itens de exportação locais a serem distribuídos aos mercados europeus. Para-ventos de laca Coromandel como este foram extremamente bem recebidos, particularmente em Paris, por ser o epicentro da tendência Chinoiserie. Coco Chanel foi uma das ávidas colecionadoras de para-ventos Coromandel; especula-se que ela possuía mais de 30 exemplares, abrigando vários em seu apartamento em Paris. Os para-ventos de laca Coromandel eram feitos usando uma técnica chamada kuancai, que significa literalmente "entalhado e colorido". A técnica foi desenvolvida entre os séculos XVI e XVII e envolve várias etapas:1.Grandes painéis de madeira recebem uma preparação (primer) com múltiplas camadas de cinzas, tijolo em pó, sangue de porco e composto de laca.2.Os painéis preparados são então cobertos com um tecido, sobre o qual são aplicadas inumeráveis camadas de laca preta ou vermelha para obter um revestimento espesso a ser polido.3.Por fim, os desenhos são incisados/entalhados na superfície alisada e preenchidos com lacas policromadas, óleos e pigmentos.Acredita-se que a técnica tenha sido idealizada como um método relativamente mais acessível para criar para-ventos gigantes, visando principalmente atender à demanda doméstica de ricos comerciantes e oficiais que os queriam em suas residências, mas não podiam arcar com as variedades imperiais incrustadas com caras madrepérolas e tartaruga  materiais que apenas os artesãos imperiais dominavam. Ainda assim caros para serem produzidos, os para-ventos kuancai eram frequentemente herdados por gerações, mantidos guardados e ocasionalmente retirados para criar um espaço mais reservado dentro de um cômodo ou em um jardim como pano de fundo para realçar a atmosfera de ocasiões especiais, como casamentos, aniversários e até ritos de ancestrais. .
  • GONGBEI -  PRECIOSA TAÇA DE LIBAÇÃO  ENTALHADA EM CORNO DE RINOCERONTE. ESTA NÃO É UMA TAÇA COMUM DE LIBAÇÃO, É UMA ESCULTURA RITUAL DE PRESTÍGIO, PERCEBA QUE O INTERIOR FOI MUITO POUCO ESCAVADO, FOI PLANEJADA PARA PARA PRESERVAR O  MÁXIMO O MATERIAL CÓRNEO  E PARA  QUE A CONCAVIDADE CONTIVESSE APENAS UMA PEQUENA QUANTIDADE DE LÍQUIDO. MAS CHAMA TAMBÉM A ATENÇÃO O PRIMOR DA DECORAÇÃO. A CONCAVIDADE SUPERIOR É EMOLDURADA POR UMA GREGA/MEANDRO TRADICIONAL  CHAMADO LEIWEN. MESMA DECORAÇÃO NA PARTE INFERIOR DA TAÇA JUNTO A BASE. O CORPO TEM FEITIO DOS VASOS RITUAIS GU ARCAIZANTES. A DECORAÇÃO ENTRETANTO É REFINADA, EMBORA ESTEJAM AI OS ELEMENTOS DE SUA INSPIRAÇÃO BASEADA  NA ORNAMENTAÇÃO DOS BRONZES RITUAIS SHANG E ZHOU (1600 A 256 AC) VEJA AS MÁSCARAS TAOTIE E OS DRAGÕES CHILONG, ELES SÃO DISPOSTOS DE FORMA ELABORADA E NADA PRIMITIVA COMO ESPERARIAMOS EM UMA PEÇA ARCAICA. SOB A BASE UM SELO ZHUANZHU  COM CARACTERES DE ESTILO ARCAICO DESGASTADOD EMOLDURADO POR UM CÍRCULO. O DESGASTE DO SELO ASSIM COMO DA BORDA DA CONCAVIDADE SÃO NATURAIS PERMITINDO CONSTATAR TRATAR-SE DE DESGASTE COMPATÍVEL COM O USO E O TEMPO. INFERIMOS ENTÃO SER ESTA UMA TAÇA DE LIBAÇÃO PARA PEQUENAS OFERENDAS (DEVIDO A CAPACIDADE REDUZIDA DA CONCAVIDADE SUPERIOR) COMO UMA PEQUENA QUANTIDADE DE INCENTO EM PÓ, UMA PÉROLA OU UMA ESFERA DE JADE, UM PERFUME RARO OU OUTRA OFERENDA RITUAL MUITO PEQUENA. MUITO PROVAVELMENTE TRATA-SE DE UMA TAÇA DE ALTAR. CHINA, DINASTIA QING (QIANLONG OU  FINAL DO SEC. XVIII. 15,5 X 14 X 10 CM 515 GNOTA: O chifre de rinoceronte é considerado um dos OITO SÍMBOLOS PRECIOSOS. Era conhecido pelos chinese por seu poder de detectar veneno, o que levou a confecção de recipientes destinados a alimentação e a ingestão de bebidas com esse material. Segundo a tradição uma taça feita de chifre de rinoceronte faria um líquido ou alimento envenenado espumar, borbulhar ou mudar de comportamento ao simples contato. Hoje sabemos que não há evidências científicas que comprovem isso (infelizmente para os rinocerontes esse mito foi desfeito há apenas um século) contudo essa crença foi muito influente entre as elites chinesas especialmente entre as dinastias Ming e Qing. Por isso taças de chifre de rinoceronte eram consideras objetos de grande prestígio. TAÇAS DE LIBAÇÃO: As taças de libação chinesas são recipientes rituais usados para derramar líquidos  como vinho de arroz ou chá  em homenagem aos deuses e antepassados. Elas destacam-se pelo uso de chifre de rinoceronte, formas arcaicas de bronze e detalhes mitológicos. O design frequentemente copiava o estilo dos vasos de sacrifício da antiguidade conhecidos como gng, usados para misturar e verter o vinho em banquetes solenes.  As alças e corpos das taças eram enfeitados com dragões Chilong, fênix e máscaras taotie, representando proteção, boa sorte e poder espiritual.  líquido sagrado era derramado segurando o recipiente com as duas mãos e em direção horizontal (da direita para a esquerda) diante de altares, ou diretamente no chão para honrar os mortos.

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