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  • MASCARA PUNO - GABÃO -  TRADICIONALMENTE PATINADAS EM BRANCO COM CAULIM E CINGINDO ELABORABOS PENTEADOS ESSAS MÁSCARAS CARREGAM UM SIGNIFICADO ESPIRITUAL PROFUNDO PARA O POVO PUNO  GABÃO, UMA MÁSCARA PUNU (OU PUNO) É UMAARTEFATO TRIBAL TRADICIONAL DE MADEIRA DO GABÃO, CARACTERIZADA POR UM ROSTO BRANCO SERENO, PENTEADOS ELABORADOS COM TRANÇAS E MARCAS DE ESCARIFICAÇÃO EM FORMA DE DIAMANTE. INICIO DO SEC. XX. 32 CM DE ALTURA NOTA: Quando obras da África Equatorial nesse estilo refinado começaram a entrar na consciência ocidental no início do século XX, representaram um grande enigma para os críticos de arte. Muitos especularam sobre as origens de sua estética exótica e até propuseram uma possível influência asiática, embora a forma de arte fosse, na verdade, originária do sul do Gabão. Essas máscaras eram usadas por virtuosos dançarinos de perna de pau chamados "mukudj", que consistiam em se erguerem de forma impressionante enquanto executavam coreografias complexas e acrobacias estonteantes.O criador de uma máscara de "mukudj" buscava capturar a imagem da mulher mais bela de sua comunidade. A retratada nesse retrato idealizado e estilizado era adornada, à moda clássica do século XIX, com um penteado composto por uma mecha central e duas laterais, além de motivos de cicatrizes na testa e nas têmporas. Caulim, extraído de leitos de rios e associado à cura e a um reino espiritual ancestral, era aplicado na superfície do rosto. Ao utilizar esse material, a artista celebrou a beleza de uma mulher mortal e a transformou em um ser transcendente.
  • CULTURA IORUBA  OGUN  NIGERIA  ESCULTURA EM MADEIRA ENTALHADA APRESENTANDO O ORIXÁ OGUN. OSTENTA CABELO ESTILIZADO LONGO COM BELISSIMO PENTEADO. ROSTO ALONGADO, OLHOS AMENDOADOS, FALO PROEMINENTE. TOCA UMA TROMPA DE CAÇA FEITA COM  CHIFRE  RITUAL  QUE SEGURA NAS MÃOS. ESTÁ  SENTADO EM UMA BIGORNA SEU ATRIBUTO DE FERREIRO. INICIO DO SEC. XX. 25 CM DE ALTURANOTA: Ogun  é um importante Orixa na religião iorubá , também adotado em diversas outras religiões africanas . Ògún é reverenciado como uma poderosa divindade da guerra, do ferro, da caça, da metalurgia , dos ferreiros, da tecnologia, da inovação e do julgamento divino , bem como do rum e da produção de rum.  1   2   3  Ele é venerado na religião iorubá , na Santeria , no Vodou haitiano , no Vodun da África Ocidental , no Candomblé, na Umbanda e na religião folclórica do povo Gbe , entre outras religiões. Segundo algumas lendas, enquanto humano, ele tentou tomar o trono do Império de Ifé após a morte de bàtálá , que reinou duas vezes, antes e depois de Oduduwa , mas foi deposto por Obalufon Ogbogbodirin e enviado para o exílio
  • GWANDUSU  BAMBARA , MATERNIDADE  FIGURA DE CULTO DA SOCIEDADE JO/GWAN: SENTADA NUM BANQUINHO, ESTA ESTÁTUA AFRICANA PERTENCE A UM CULTO DE FERTILIDADE GWAN ASSOCIADO AO DJO, OU DO, DIFUNDIDO NO CENTRO DO MALI. HÁ MUITO CHAMADA "RAINHA", ESTE TIPO DE ESTÁTUA PARTICIPAVA A CADA SETE ANOS EM CERIMÓNIAS DURANTE AS QUAIS ERA APRESENTADA A MULHERES SEM FILHOS. SEGUNDO O RITO AS ESCULTURAS ERAM LAVADAS E DEPOIS UNGIDAS COM KARITÉ. PÁTINA RITUAL GRANULADA, OS BAMBARA DO CENTRO E SUL DO MALI PERTENCEM AO GRANDE GRUPO MANDE, TAL COMO OS SONINKE E OS MALINKE. ACREDITAM NA EXISTÊNCIA DE UM DEUS CRIADOR GENERICAMENTE CHAMADO DE NGALA QUE MANTÉM A ORDEM DO UNIVERSO. A SUA EXISTÊNCIA COEXISTE COM OUTRO DEUS ANDRÓGINO CHAMADO FARO, QUE DEU TODAS AS QUALIDADES AOS HOMENS E QUE FAZ CRESCER OS FRUTOS DA TERRA. GRANDES FESTIVAIS DE MÁSCARAS ENCERRAM OS RITOS DE INICIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DYO E O RITUAL GWAN DOS BAMBARA NO SUL DO PAÍS BAMBARA, INICIO DO SEC. XX. 35 CM DE ALTURA
  • OXUM ESCULTRUA IORUBÁ -NIGERIA -  ESCULTURA DA CULTURA IORUBÁ REPRESENTANDO A ORIXÁ OXUM. A DIVINDADE É  APRESENTADA SEGURANDO OS PRÓPRIOS SEIOS, UM GESTO DE PROFUNDO SIGNIFICADO SIMBÓLICO NA ARTE E ESPIRITUALIDADE AFRICANA POIS O ATO REPRESESENTA A CAPACIDADE DE NUTRIR, DAR A VIDA E SUSTENTAR A COMUNIDADE. CONHECIDO COMO OMU ESTE GESTO TRADICIONAL É UMA POSTURA RITUAL DE RESPEITO, DEVOÇÃO E RECEPÇÃO BENEVOLENTE.  RELETE O PAPEL DE OXUM COMO MÃE DAS ÁGUAS DOCES, DONA DA FERTILIDADE, DO DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS E DA MANUTENÇÃO DA LINHAGEM FAMILIAR. A ESCULTURA DESTACA O PENTEADO PROEMINENTE SEMELHANTE A UMA CRISTA (AGOGO) COM ENTALHES LINEARES PARALELOS  NO CABELO. O ROSTO TEM OLHOS PROEMINENTES COM PALPEBRAS MARCADAS, NARIZ LARGO E LÁBIOS PROJETADOS PARA A FRENTE COM ESCARIFICAÇÕES NO MAXILAR. NIGERIA, INICIO DO SEC. XX. 50 CM DE ALTURANOTA: divindades das religiões de matriz africana que representam as forças da natureza, como os ventos, as águas e as matas, atuando como energias sagradas ou ancestrais divinizados. Eles são figuras centrais em tradições como o Candomblé e a Umbanda, servindo de ligação entre o plano divino e os seres humanos. Oxum na religião iorubá, é uma orixá que reina sobre as águas doces, considerada a senhora da beleza, da fertilidade, do dinheiro e da sensibilidade. Intimamente associada à riqueza espiritual e material, à vaidade e à capacitação da mulher, é representada por uma mulher africana elegante, adornada da cabeça aos pés com joias de ouro, sentada à beira de um rio, com um espelho redondo e dourado, enquanto amamenta um bebê ao colo. É cultuada no Candomblé, na Umbanda e em diversas religiões afro-americanas. Oxum é dona do ouro e das pedras preciosas, e é cultuada como rainha da nação ijexá. Tem o título de ialodê , ou seja, senhora da sociedade.
  • FIGURA IGINGA  DA TRIBO LEGA  CONGO  RARA FIGURA IGINGA ESCULPIDA EM MADEIRA. ESAS ESCULTURAS ERAM DE PROPRIEDADE COLETIVA  POIS REPRESENTAVAM UM ANCESTRAL ESPECÍFICOE SERVIAM COMO UMA LIGAÇÃO COM AS CONXÕES ESPIRITUAIS DOS ANCESTRAIS. DURANTE DETERMINADAS DANÇAS ESSES OBJETOS ERAM UTILIZADOS EXIBINDO UMA BELA PÁTINA DO USO, DO MANUSEIO E POR SER ESFREGADA COM O ÓLEO DE PALMA (COMO É O CASO DESTA)- A FIGURA OU ESTÁTUA LEGA É UMA IMPORTANTE MANIFESTAÇÃO DA ARTE TRIBAL AFRICANA, ORIGINÁRIA DO POVO LEGA, QUE HABITA AS FLORESTAS ORIENTAIS DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO. CONGO, INICIO DO SEC XX 34 CM DE ALTURA.
  • GRANDE  TAÇA CERIMONIAL MBWOONG NTEY DO  REINO DE  KUBA  CONGO  -  IMPORTANTE TAÇA MBWOONG NTEY  ENCOMENDA DE MEMBROS DA ELITE OU CHEFES LOCAIS QUE SERVIA PRINCIPALMENTE PARA O CONSUMO RITUALISTICO DO VINHO DE PALMA.  A PRESENÇA DE FIGURAS ANTROPOMÓRFICAS (HUMANAS) EM RELEVO E OS INTRINCADOS  PADRÕES GEOMÉTRICOS AO REDOR DO CORPO DA TAÇA ERAM SIMBOLOS DE ALTO STATUS SOCIAL, PRESTÍGIO E REFINAMENTO DO SEU PROPRIETÁRIO.  EM TORNO DA GRANDE TAÇA QUATRO PERSONGENS COM AS MÃOS SOBRE O PEITO SEGURAM CHIFRES DE LIBAÇÃO TEM CABELOS ARRANJADOS EM PENTEADOS TIPICOS DA REALEZA. A BASE É ELEGANTEMENTE VAZADA. TEM  LINDA PÁTINA ESCURA BRILHANTE. APRESENTA RACHADURA  DE DESSECAÇÃO. OS KUBA SÃO FAMOSOS PELO REFINAMENTO DOS ITENS DE PRESTÍGIO CRIADOS PARA OS MEMBROS DOS ALTOS ESCALÕES DE SUA SOCIEDADE. VÁRIOS GRUPOS KUBA DE FATO PRODUZIRAM OBJETOS ANTROPOMÓRFICOS COM MOTIVOS REFINADOS, INCLUINDO XÍCARAS, CHIFRES E TAÇAS. AS GRANDE STAÇAS KUBA ERAM USADAS EM OCASIÕES ESPECIAIS PARA CELEBRAR CASAMENTOS, ACORDOS TRIBAIS, CERIMONIAS IMPORTANTES ONDE CONFERIAM NOTABILIDADE A SEUS PROPRIETÁRIOS. CONGO, INICIO DO SEC. XX. 28 X 18 CM
  • TAMBOR CERIMONIAL CARIÁTIDE A-NDËF  POVO BAGA  GUINÉ - O A-NDËF (TAMBÉM TE-NDËF) É UM TAMBOR EM FORMA DE CARIÁTIDE ENCONTRADO NAS TRADIÇÕES MUSICAIS DO POVO BAGA, UM GRUPO ÉTNICO DO OESTE DA GUINÉ. ESTÁ ASSOCIADO AO A-TËKÄN, A INSTITUIÇÃO BAGA DE SOLIDARIEDADE FEMININA, E É TOCADO EM DIVERSOS EVENTOS IMPORTANTES PARA AS MULHERES. A FORMA DO INSTRUMENTO  ESPECIFICAMENTE, A REPRESENTAÇÃO DE UMA FIGURA FEMININA SUSTENTANDO UM OBJETO GLOBULAR SOBRE A CABEÇA  É COMUM AOS TAMBORES BAGA. TAMBÉM EVOCA OS PAPÉIS DAS MULHERES BAGA NA SOCIEDADE. NÃO APENAS AS MULHERES CARREGAM GRANDES RECIPIENTES DE BARRO PARA ÁGUA OU CESTOS PARA ALIMENTOS, PRINCIPALMENTE ARROZ, SOBRE A CABEÇA, COMO TAMBÉM AS MULHERES SÃO AS PORTADORAS DA SOCIEDADE BAGA EM TODOS OS SENTIDOS DA PALAVRA. , O A-TËKÄN, CUJA COMPOSIÇÃO É TIPICAMENTE EXCLUSIVA DE MÃES, É UMA DAS INSTITUIÇÕES RITUAIS MAIS DURADOURAS DO POVO. AS APRESENTAÇÕES DE A-TËKÄN, QUE CONSISTEM EM UM GRUPO DE PERCUSSIONISTAS E UM CÍRCULO DE DANÇARINAS, ACONTECEM EM CASAMENTOS OU FUNERAIS DE MULHERES ANCIÃS IMPORTANTES, ENTRE OUTROS EVENTOS. A DANÇA É FREQUENTEMENTE ACOMPANHADA POR CANÇÕES COM LETRAS QUE ABORDAM PROBLEMAS UNIVERSAIS DA MATERNIDADE. ESTE A-NDËF É ESCULPIDO EM UMA ÚNICA PEÇA DE MADEIRA. NO TOPO, É CIRCUNDADO POR UMA SERPENTE, QUE FAZ REFERÊNCIA AO ESPÍRITO DA SERPENTE NA SOCIEDADE BAGA E PROVAVELMENTE SIMBOLIZA TAMBÉM A FERTILIDADE. A FIGURA FEMININA QUE SUSTENTA O TAMBOR ESTÁ AJOELHADA EM SINAL DE DEVOÇÃO. GUINÉ, INICIO DO SEC. XX. 69 CM DE ALTURANOTA: Os Baga são o que alguns antropólogos chamam de acéfalos, o que significa que não possuem um estado ou reino histórico. Os Baga migraram para oeste, de sua terra ancestral em Futa Jalon, na atual Guiné central, para a costa oeste da Guiné, onde sua presença foi documentada pela primeira vez no século XVI, a fim de resistir à conversão ao Islã. Uma vez na costa, escreve Lamp, os Baga inventaram ou descobriram, afirmam, uma impressionante variedade tanto de seres espirituais quanto de ideias espirituais, em torno das quais suas tradições culturais estão organizadas. Os espíritos Baga tendem a ser separados por gênero: um espírito masculino, frequentemente assumindo a forma de uma serpente ou pássaro; e um espírito feminino, às vezes assumindo a forma de uma tartaruga marinha. Os tambores Baga também são separados por gênero. O a-ndëf, em particular, é associado ao feminino. Essa divisão de gênero não deve ser rígida, mas sim inclusiva e interconectada por natureza, escreve Lamp. Assim, o a-ndëf pode, em certas ocasiões, ser tocado por um homem. Durante o baile de máscaras de a-Bol, um espírito feminino, por exemplo, os homens se vestem com roupas do sexo oposto e tocam o a-ndëf. O equivalente masculino do a-ndëf, a timba, maior, no entanto, é tocado exclusivamente por homens. Ao longo do século XX, o povo Baga e suas tradições foram violentamente reprimidos. Primeiramente, durante a ocupação colonial francesa, explica Lamp, a demanda por objetos de arte africana na França quase despojou a paisagem cultural Baga de antigas máscaras e esculturas rituais. Poucos anos antes da independência da Guiné, entre 1956 e 1957, missionários muçulmanos Malinke e Susu invadiram aldeias, derrubaram florestas sagradas e torturaram opositores à conversão ao Islã no território Baga, com a bênção do então ditador Sékou Touré. Após a ascensão de Touré ao poder, as práticas religiosas tradicionais foram declaradas ilegais e severamente punidas.
  • MÁSCARA BAULE REGIÃO DE SAKASSOU  COSTA DO MARFIM  LINDA MÁSCARA DE FATURA SOFISTICADA. COM PROEMINENTE ARRANJO ENTALHADO NO TOPO DA CABEÇA  COM LINHAS FINAS E PARALELAS QUE SIMULAM FIOS DE CABELO TRANÇADOS (ESTA É UMA MARCA MUITO CARACTERISTICA NAS MASCARAS DO POVO BAULE). A FACE OVAL E AFILADA EM DIREÇÃO AO QUEIXO O QUE CONFERE A ELEGÂNCIA IDEALIZADA E TÍPICA DA ESTÉTICA BAULE. AS PEQUENAS ESCARFICAÇOES NA MAÇA DO ROSTO CONFEREM BELEZA E STATUS SOCIAK DENTRO DA CULTURA DO GRUPO. AS ORELHAS SÃO ADORANDAS COM FIBRAS VEGETAIS. COSTA DO MARFIM, INICIO DO SEC. XX. 423 CM DE ALTURA (SEM CONSIDERAR O TAMANHO DA BASE EM METAL QUE ACOMPANHA A MÁSCARA)NOTA: A máscara Baule da região de Sakassou faz parte do rico patrimônio cultural do povo Baule, um dos grupos étnicos mais importantes da Costa do Marfim. Os Baule são conhecidos por sua arte sofisticada, particularmente suas máscaras, que desempenham papéis importantes em rituais religiosos, cerimônias e eventos comunitários. As máscaras são frequentemente esculpidas em madeira, e o estilo da região de Sakassou pode apresentar nuances locais específicas, mas geralmente segue a tradição Baule. Características principais das máscaras Baule:1. Material: A maioria das máscaras Baule é feita de madeira, geralmente de madeiras nobres como mogno ou ébano, e às vezes são adornadas com metal, miçangas ou pigmentos. 2. Escultura e design: As máscaras geralmente apresentam rostos ovais e suaves com traços faciais refinados e idealizados, como testas altas, olhos amendoados e narizes bem definidos. Elas são tipicamente equilibradas e simétricas, refletindo a apreciação dos Baule pela beleza e harmonia.3. Simbolismo: As máscaras Baule são imbuídas de profundo significado simbólico. São utilizadas em diversos contextos, como ritos funerários, cerimônias de iniciação e festivais. As máscaras frequentemente representam espíritos, ancestrais ou seres sobrenaturais. Algumas máscaras estão ligadas a divindades específicas ou forças espirituais e são usadas para invocar sua presença durante rituais.O povo Baule possui diferentes tipos de máscaras para diferentes propósitos: * Máscaras Faciais: Estas são as mais comuns e geralmente são usadas por dançarinos do sexo masculino durante apresentações cerimoniais. Podem representar espíritos ancestrais ou seres mitológicos. Máscaras de Capacete: Estas máscaras cobrem toda a cabeça e são maiores. São frequentemente usadas por dançarinos que se apresentam em bailes de máscaras e encenações dramáticas de histórias ou relatos tradicionais.  Máscaras de Animais: Algumas máscaras representam animais, que possuem significado simbólico na cosmologia Baule. Por exemplo, uma máscara pode representar um leão, que simboliza força ou poder. A região de Sakassou está  localizada no centro da Costa do Marfim, é uma área importante para a cultura Baule. O povo Baule desta região é particularmente conhecido pela sua arte refinada de confecção de máscaras. A variante de máscaras Baule de Sakassou pode apresentar diferenças estilísticas locais, mas os elementos essenciais  como o uso de desenhos simétricos, traços faciais suaves e ênfase no simbolismo espiritual  permanecem consistentes com a tradição Baule.As máscaras Baule são frequentemente usadas durante eventos comunitários importantes, incluindo funerais, rituais e ritos de passagem. Acredita-se que elas canalizam forças espirituais e também podem ser usadas em danças ou apresentações para educar a comunidade sobre crenças culturais, história e lições morais.As máscaras servem não apenas como um meio de comunicação espiritual, mas também como ferramentas de coesão social. Elas reforçam a identidade cultural e os valores do povo Baule, como o respeito aos ancestrais e a importância dos rituais comunitários. As máscaras, portanto, carregam uma função social e espiritual intrínseca que conecta o mundo material ao reino espiritual.
  • MÁSCARA DE TERRACOTA BAMILEKE  CAMARÕES  RARA MÁSCARA DE TERRACOTA COM FIBRAS, BÚZIOS, ARGOLAS EM METAL E RÁFIA. ESCULPIDA EM ARGILA LOCAL E QUEIMADA EM FORNO OU AO SOL, RESULTANDO EM UMA ESTRUTURA ROBUSTA DE CERÂMICA DE TERRACOTA, EM VEZ DA MADEIRA ESCULPIDA MAIS COMUM. DECORADA COM CORANTES EM VERMELHO E BRANCO.  ESNA CULTURA BAMILEQUE OS BUZIOS E METAIS HISTORICAMENTE INDICAVAM PRESTÍGIO RIQUEZA E STATUS REAL. FREQUENTEMENTE APRESENTAM CARACTERÍSTICAS HUMANAS OU ANIMAIS ESTILIZADAS (COMO ROSTOS ANCESTRAIS OU CHIFRES/CRISTAS) QUE REFLETEM A HIERARQUIA DA COMUNIDADE E A PROTEÇÃO ESPIRITUAL. EXCEPCIONAL QUALIDADE DE EXECUÇÃO! INICIO DO SEC. XX. 39 CM DE ALTURA
  • MASCARA PUNO - GABÃO -  TRADICIONALMENTE PATINADAS EM BRANCO COM CAULIM E CINGINDO ELABORABOS PENTEADOS ESSAS MÁSCARAS CARREGAM UM SIGNIFICADO ESPIRITUAL PROFUNDO PARA O POVO PUNO  GABÃO, INICIO DO SEC. XX. 32 CM DE ALTURA (SEM CONSIDERAR A ALTURA DA BASE QUE ACOMPANHA A PEÇA)NOTA: O povo Punu do Gabão e da República do Congo vive em pequenas aldeias, principalmente ao longo da bacia do rio Ogowe. São um povo matrilineal organizado em chefaturas hereditárias. Como a maioria dos povos da África central e noroeste, possuem crenças religiosas animistas. Em cada aldeia Punu existe a Sociedade Mwiri, uma organização secreta masculina cujos únicos membros podem confeccionar máscaras. As máscaras desempenham muitas funções importantes na sociedade Punu, incluindo o controle social e a purificação de espíritos malignos e feitiçaria. A máscara mukudj (também chamada okuyi , mokoi , ukuyi , mokoi ou mbwanda ) representa simultaneamente um espírito ancestral e uma mulher idealizada. O padrão de losangos na testa e os quadrados nas têmporas representam as marcas de escarificação comuns entre as mulheres Punu e enfatizam a simetria do rosto. O mukudj é dançado por membros masculinos da Sociedade Mwiri em pernas de pau muito altas em nascimentos, funerais, cerimônias de iniciação à vida adulta e outros eventos sociais importantes para invocar a aprovação dos espíritos ancestrais.
  • MÁSCARA FACIAL RITUAL GURO  COSTA DO MARFIM/GANA. MÁSCARA ANTROPOMÓRFICA DO POVO GURO. OLHOS SEMICERRADOS AMENDOADOS, A MÁSCARA É O ELEMENTO CENTRAL DO RITUAL E DA DANÇA ZAOULI, UMA MANIFESTAÇÃO CULTURAL TÃO RICA QUE FOI DECLARADA PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE PELA UNESCO.. ÁFRICA, INICIO DO XX. 35 CM DE ALTURA (NÃO CONSIDERANDO A ALTURA DO SUPORTE EM METAL QUE ACOMPANHA A PEÇA)NOTA: As máscaras rituais das etnias Guro e Baule desempenham papel social e espiritual essencial. A máscara representa a figura idealizada de uma jovem de extrema beleza chamada Djela Lou Zaouli (traduzido como "Zaouli, a filha de Djela" ou "A filha do leão"  : O ritual é realizado em funerais, celebrações e grandes festas. O povo Guro acredita que a presença da máscara atrai prosperidade, paz, união e produtividade para a aldeia. Embora a máscara homenageie a beleza feminina, o dançarino que a veste é sempre um homem iniciado no ritual. performance é conhecida informalmente como "a dança mais impossível do mundo". O dançarino move os pés e as pernas em uma velocidade ultrarrápida, sincronizado com os tambores, enquanto mantém a parte superior do corpo inteiramente imóvel.
  • MÁSCARA FACIAL RITUAL PENDE  CONGO -  MÁSCARA ANTROPOMÓRFICA DO POVO PENDE. OLHOS SEMICERRADOS EM AMENDOADOS, TESTA ABAULADA COM ESCARIFICAÇÕES RITUAIS NA TESTA E NAS BOCHECHAS. PENTEADO TRANÇADO EM CRISTA.  ESSA PEÇA TRANSBORDA A SERENIDADE E O MISTÉRIO TÍPICOS DOS VELHOS MESTRES ENTALHADORES DA ÁFRICA CENTRAL. DESTACAM-SE AS MARCAS DELICADAS DE ESCARIFICAÇÃO E NO OLHAR SERENO. CADA DETALHE FOI PENSADO PARA REPRESENTAR A DIGNIDADE ANCESTRAL. UMA ESCULTURA DE PESO HISTÓRICO E APELO ESTÉTICO IMPECÁVEL. EXTRAORDINÁRIA PEÇA DE COLEÇÃO. ÁFRICA, FINAL DO SEC. XIX OU INICIO DO XX. 30 X 27 CM
  • MÁSCARA RITUAL KIFWEBE - POVO LUBA   CONGO  - LINDA MÁSCARA EM MADEIRA DE FEIÇÃO ARREDONDADA. VISUALMENTE MARCANTES, ELAS SÃO FAMOSAS POR SEUS PADRÕES GEOMÉTRICOS DE LINHAS INCISAS E VISUAL ABSTRATO QUE INFLUENCIOU PROFUNDAMENTE O MODERNISMO OCIDENTAL NO INÍCIO DO SÉCULO XXA MÁSCARA DE MADEIRA É APENAS A CABEÇA; O DANÇARINO VESTE UM TRAJE DE FIBRAS VEGETAIS E RÁFIA QUE COBRE TODO O SEU CORPO. AS RANHURAS BRANCAS NA MADEIRA SÃO PREENCHIDAS COM ARGILA BRANCA (KAOLIN), QUE OS POVOS LOCAIS ASSOCIAM AO MUNDO DOS ESPÍRITOS E À PUREZA.OS OLHOS PROJETADOS PARA FORA IMITAM OS OLHOS DE UM CAMALEÃO, SIMBOLIZANDO VIGILÂNCIA E A HABILIDADE DE ENXERGAR TUDO AO REDOR. O VISUAL ABSTRATO E LINEAR DAS MÁSCARAS KIFWEBE CHOCOU E INSPIROU ARTISTAS EUROPEUS COMO PABLO PICASSO, INFLUENCIANDO DIRETAMENTE O CUBISMO. ÁFRICA, INICIO DO SEC. XX. 52 X 44 CMNOTA: Tradicionalmente, as máscaras Luba kifwebe redondas e estriadas são utilizadas em práticas benevolentes para purificar a comunidade dos espíritos malignos dos feiticeiros. As máscaras kifwebe participavam de iniciações e desempenhavam um papel no estabelecimento da ordem na sociedade.
  • DOM PEDRO II SERVIÇO IMPERIAL DO PAÇO DA CIDADE. RARO PRATO RASO EM PORCELANA DO SERVIÇO IMPERIAL DO PAÇO DA CIDADE. FEITIO RECORTADO, BORDA CONTÉM REQUINTADA GUIRLANDA EM OURO DELIMITADA POR FRISOS TAMBÉM EM OURO ESTILO LOUIS PHILLIPE. NA BORDA E NA JUNÇÃO DA ABA COM A CALDEIRA. EXEMPLAR IDENTICO A ESTE ESTÁ REPRODUZIDO NA PÁGINA 225 DO LIVRO "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL", POR JENNY DREYFUS. O CASAMENTO DO IMPERADOR DOM PEDRO II COM DONA TEREZA CHRISTINA EM 1843 LEVOU A REVITALIZAÇÃO DAS ALFAIAS, OBRAS DE ARTE E MOBILIARIO DOS PALÁCIOS IMPERIAIS O LIVRO DE MORDOMIA DO PAÇO RELATA VÁRIAS ENCOMENDS FEITAS NA DECADA DE 1840 A CASA DE BERNARDO WALLERSTEIN IMPORTADOR DA CORTE NO RIO DE JANEIRO: 192$500 A BERNARDO WALLTERSTEIN E CIA., POR QUINHENTOS E DEZESSEIS PRATOS DE PORCELANA FINA 5:132$736 A BERNARDO WALLERSTEIN, POR NOVE DÚZIAS E QUATRO CASAIS DE XÍCARAS DE PORCELANA FINA DOURADA 373$330: A WALLERSTEIN, LOUÇA DE PORCELANA FINA 927$000 A B. WALLERSTEIN, POR QUATRO CAIXAS COM LOUÇA DE PORCELANA FINA 4:848$000. MAIS TARDE ENCONTRAREMOS O REGISTRO DESSAS MESMAS PORCELANAS APREGOANAS NOS LEILÕES DAS PEÇAS IMPERIAIS DE 1891 PROMOVIDOS APÓS O GOLPE REPUBLICANO. O ANUARIO DO MUSEU IMPERIAL DE PETRÓLES DE 1941 APRESENTA UM IMPORTANTE REGISTRO SOBRE AS PORCELANAS DA CASA IMPERIAL BRASILEIRA CRUZANDO-0S COM SEUS LOTES NO REFERIDO LEILÃO. ASSIM ENCONTRAMOS QUE NO 12 SEGUNDO DIA DE LEILÃO LOTE 93 FORAM APREGOADOS: 1 LOTE DE PRATOS RASWOS E FUNDOS, TRAVESSAS, AZEITONEIRAS, PRATOS PARA OVOS E DE PORCELANA BRANCA COM FRISO DOURADO.O LOTE DESSAS PORCELANAS FOI DESMEMBRADO E SEGUIRAM ATÉ O LOTE 97. O 94 POR EXEMPLO TRAZ A SEGUINTE DESCRITIVA: 40 CASAIS DE RIQUISSIMAS XÍCARAS DE PORCELANA BRANCA COM FRISOS DE OURO ... E ASSIM POR DIANTE .FRANÇA, SEC. XIX. 23 CM DE DIAMETRONOTA: Como leiloeiros muitas vezes nos deparamos com a surpresa de nossos clientes principalmente na sala de leilão com o fato de um objeto da Família Imperial Brasileira ser levado à hasta pública. A pergunta recorrente é: Como esse objeto pode ter vindo parar aqui não teria de estar em um museu?. Por isso resolvi escrever um pouco sobre o desfecho da memória física da família Imperial Brasileira após o golpe republicano. Passados 129 anos da fatídica madrugada chuvosa e melancólica em que a Família Imperial embarcou para seu exílio na Europa em 17 de novembro de 1889 rememoramos um fato que aprendemos na escola, Dom Pedro II não pede indenização por suas propriedades perdidas, valores, haveres, apenas dirige ao governo provisório o pedido de um saco com terra do Brasil para pousar sua cabeça quando morresse. Tudo ficou para trás, o elo perdido da monarquia era um corpo insepulto nos corredores e aposentos dos palácios imperiais cheios de suas mobílias e alfaias. A última coisa que os golpistas desejariam era preservar essa memória em um museu. O novo sistema de governo sem legitimidade tratou de tentar varrer a honrada memória de Dom Pedro II e de sua família. Assim rapidamente organizou dezenas de leilões públicos para dar cabo da acusadora lembrança do regime imperial. Tomo a liberdade de transcrever alguns trechos Litiere C. de Oliveira a propósito dos leilões dos paços imperiais: O nono leilão realizado no Paço de São Cristóvão, realizado em 3 de outubro de 1890, começou com uma novidade que ainda hoje não é praticada em nenhum leilão de arte, que foi a venda antecipada, "por conveniência", de 28 lotes, não se sabe a quem nem o motivo! Entre as peças vendidas, destacamos: uma bela pintura a óleo sobre tela, "Vista de Veneza" com moldura veneziana, autor não revelado; três quadros pequenos e uma aquarela; um quadro "Paisagem", o.s.t. de artista ignorado; quatro telas, pontes "St. Pierre et neuf á Toulouse", "Hospício de la Grave" e "Eglise des Jesuites", Toulouse; uma pintura o.s.t. "Claustro de um convento" por M.C., 1843; uma pintura o.s.t. "Peregrino" por L. Moureaux; uma mesa e 12 cadeiras de mogno com assento e encosto de palhinha; duas mesas de mogno para jogo; quatro castiçais de Cristofle; seis antigas cadeiras de jacarandá esculturadas; secretária de mogno com guarnições de bronze dourado e fundo de espelho; outros móveis e diversos quadros e aquarelas. Segundo Francisco Marques dos Santos, "o leilão do Imperador foi como um destes grandes leilões modernos; o entusiasmo não arrefeceu, muito embora não fosse a São Cristóvão um número considerável de pessoas de destaque, justamente aquelas timoratas e outras que imaginavam se comprometer e algumas que, sendo hostis ao novo estado de coisas, não queriam arrostar os desordeiros que espionavam a casa, por própria conta ou de terceiros, fazendo, não raro, achincalhe ao antigo regime. Nesse leilão o que mais se via eram senhoras, formando grupo maior do que em dias anteriores. O leilão atravessou os aposentos particulares do Imperador e aquela gente estava na volúpia de devassar, ver os recantos onde vivia uma família arrebatada de sua Pátria pelo sopro tempestuoso dos acontecimentos políticos. No decorrer do leilão todos os móveis com a coroa imperial ou iniciais dos ex-imperadores adquiriram preços muitas vezes maiores do que a avaliação que lhes fizeram..."Esse nono leilão também ficou marcado por um fato inusitado e talvez inédito na leiloaria brasileira. Ao apregoar um piano de cauda (lote 1747), em caixa de jacarandá e tuia, com escultura e filetes dourados, fabricado por Chickering e comprado pelo Sr. Antônio Rezende por 2:000$000 (US$ 1.080), o leiloeiro Virgílio sentou-se ao piano e executou uma música. O referido piano está hoje no Museu Histórico Nacional. O décimo leilão foi realizado em 7 de outubro e se destacou pela acirrada disputa pelo dormitório da Imperatriz. Somente a cama de jacarandá com coroa esculturada e colchão de crina (lote 2001), foi vendida por preço recorde: 7:000$000 (três mil, setecentos e oitenta Dólares). Enquanto isso a cama onde dormia o Imperador (lote 1980), por ser um móvel modesto, sem coroa, brasão ou iniciais, alcançou apenas o preço de 190$000 (102 Dólares)! Era uma sólida cama de mogno e érable, com acolchoado de crina vegetal e lastro de palhinha. O filho e a governanta alemã do comprador afirmaram, tempos depois, que a cama foi destruída pelos cupins e jogada fora! Outros destaques desse leilão foram: cama de jacarandá que pertenceu à Princesa Isabel quando solteira, com escultura e coroa, comprada pelo Comendador Antônio Rezende por 3:100$000 (US$ 1.673), e que depois foi vendida no leilão do Conde Sebastião de Pinho ao Dr. Castro Maia, cujo filho doou ao Museu Imperial; um lavatório de jacarandá com esculturas, bronze e tampo de mármore (lote 1983), adquirido pelo Sr. A. Rezende por 5:000$000 (US$ 2.700); guarda-roupa de D. Pedro II (lote 1984) vendido por 2:000$000 (US$ 1.512); cadeira de repouso do Imperador (lote 1885) de jacarandá, com escultura, coroa e iniciais comprada pelo Comendador A. Rezende por 3:100:000 (US$ 1.674); entre outros. Realizado no dia 10 de outubro, o décimo primeiro leilão compreendeu os lotes 2001 a 2345, com aproximadamente 650 peças. Até aquele momento os leilões tinham atingido 400 contos de Réis, cerca de 215 mil Dólares, valor muito superior à avaliação inicial de 90:000$000, e ainda faltavam mais de dez pregões. Esse leilão era constituído de objetos que tinham sobrado do dormitório dos imperadores, das salas 40 e 41, galeria, sacristia e tribuna. Entre as peças leiloadas estavam: um oratório de jacarandá esculturado e guarnecido de cornalinas, lápis lazuli e figuras de bronze (lote 2007) que foi comprado pelo Dr. Faro por 3:000$000 (US$ 1.620); uma secretária de bois-rose com placas de porcelana de Sèvres e guarnições de bronze dourado (lote 2135) adquirida pelo Barão de Itacurussá por 7:000$000 (US$ 3.800); guarda roupa de jacarandá com guarnições de bronze dourado, coroa e espelho francês (lote 2034) alienado por 5:000$000 (US$ 2.700) ao Sr. Antônio Resende; uma mobília de jacarandá com 11 peças (lote 2236) vendida ao Sr. Goulart e outros móveis, ricas pinturas, porcelanas, esculturas, muitos objetos de decoração e bibelots, quase todos esses lotes a preços irrisórios. Ao final do décimo primeiro leilão, o último realizado no interior do Paço de São Cristóvão, relata Marques dos Santos: "Depois do leilão da galeria do 2º andar, desceu o leiloeiro ao pavimento térreo, onde estava a capela e suas dependências, que deviam imediatamente desaparecer, para dar lugar ao salão cenográfico do Congresso. O singelo e gracioso templo, concepção de Manoel de Araújo Porto Alegre, ostentava na frontaria Ecce Agnus Dei. Abrangia a nave propriamente dita e a sacristia, em dois compartimentos, além da tribuna, onde o pregão do leiloeiro emudeceu! Ali estacou! Naquele lugar onde tanta gente fora batizada, acrescendo ao nome o apelido de do Paço, onde tanta vez rezaram os Imperadores, em horas alegres e amargas! Já que falamos em capela: ainda vemos em São Cristóvão, no primeiro andar, ao Torreão do Norte, o local onde ficava o altar privado dos Imperadores, cuja abóboda, pintada de azul celeste, deixa ver em pequeno céu, mimosas estrelinhas de prata! Que recordações trazem!" O décimo segundo leilão foi realizado em uma das cocheiras do Paço de São Cristóvão, com os objetos não licitados, não retirados ou que não foram incluídos nos leilões anteriores. Esse leilão foi realizado no dia 20 de outubro, abrangendo 155 lotes. Foram leiloados quadros a óleo, ricos espelhos, estantes de jacarandá e de mogno, porcelanas valiosas, cristais, molduras de quadros que tinham ido para a Europa (!), um telescópio que ficava no terraço do Paço, alguns móveis e outros objetos. O décimo terceiro leilão foi realizado no dia 10 de novembro de 1890 abrangendo as benfeitorias da Quinta da Boa Vista, assim relatado por Francisco Marques dos Santos: Foi arrematante dessas benfeitorias o próprio governo. Supomos que foi o Comendador Bethencourt da Silva quem comprou por 320:000$000, como representante do Ministério do Interior e Justiça as casas ali existentes, habitadas pelos empregados e protegidos da família Imperial, desde o tempo de Dom João. Essa operação foi considerada bastante vantajosa. Segundo a Gazetilha do Jornal do Commércio de 12 de novembro, valia perto de 300:000$000 só a casa do mordomo ou Quinta da Joana, como era conhecida a grande habitação próxima ao portão da Estrada de Ferro, na então Rua Duque de Saxe. Era solidamente construída, com vastas acomodações para família, abundância de água, gaz, aparelhos e magnífico terreno. O edifício que o Imperador construíra de seu bolso para escola mista diurna e noturna, destinada aos filhos dos moradores da Quinta e seus arredores, fora reedificado em 1883 e custara 60 contos de réis. Arrematou-a o Ministério da Instrução Pública por 41:000$000. Cumpre, aliás, notar que o governo sempre fez bom negócio naquilo que comprou, pertencente ao Imperador! Antes dos leilões da Fazenda Imperial de Santa Cruz, um outro foi realizado nas cocheiras do Paço da Cidade, no dia 5 de dezembro, lotes 1 a 14, compreendendo as últimas carruagens que se achavam espalhadas por diversas cocheiras particulares. O destaque foi um rico coche de gala com lanternas de cristal, guarnições de bronze e armas imperiais. Também foi vendido nesse leilão o carro mortuário, com coroa imperial que, entre outros nomes importantes, fez o enterro do General Osório e do Marques do Paraná. Quando a DARGENT LEILÕES leva a pregão objetos como o desta coleção ligados ao cotidiano da Família Imperial Brasileira sempre busca justamente o contrário do que o regime republicano tentou com a venda dos objetos imperiais. Não buscamos esconder, apagar, esmaecer a augusta memória de Dom Pedro II, mas sim exaltar a figura de um patriota e do homem que construiu as bases para o crescimento do Brasil, um sábio reconhecido pelo mundo e injustiçado em seu próprio País.INFORMAÇÕES
  • CONDE DE BAEPENDI  (1812-1887)   BRÁS CARNEIRO NOGUEIRA DA COSTA E GAMA  MUITO RARO PRATO RASO DO SERVIÇO DO SEGUNDO CONDE DE BAEPENDI, BRÁS CARNEIRO NOGUEIRA DA COSTA E GAMA . ERA FILHO DO MARQUÊS DE BAEPENDI E TINHA COMO IRMÃOS O BARÃO JUPARANÃ E O BARÃO DE SANTA MONICA. ERA GENRO DO CONDE DE CARAPEBUS E SEU FILHO CASOU COM UMA DAS FILHAS DOS BARÕES DE CARAPEBUS. A LOUÇA TEM MARCAS INCISAS DA MANUFATURA CF DE CHRISTIAN FISCHER, DA BOHEMIA EMPREGADAS ENTRE 1846 E 1860. BORDA TIOTADA REALÇADA EM OURO E ROSA EM TOM BLUSHING (RUBOR DE BOCHECHA). NA BORDA MONOGRAMA COM INICIAIS NGC ENTRELAÇADAS EM AZUL REALÇADAS EM OURO SOB COROA DE CONDE. O SEGUNDO CONDE DE BAEPENDI TEVE DESTACADA IMPORTÂNCIA NA POLITICA BRASILEIRA, FOI POR VÁRIAS  OCASIÕES PRESIDENTE DA CÂMARA E DO SENADO DO IMPÉRIO. TINHA PARENTESCO NA CIDADE DE CAMPINAS , ERA PRIMO DO PRIMEIRO PÁROCO DA CIDADE  DE CAMPINAS FREI ANTÔNIO DE PÁDUA TEIXEIRA E DO FUNDADOR DA CIDADE FRANCISCO BARRETO LEME.  O MUI NOBRE CONDE DE BAEPENDI RECEBEU OS TÍTULOS DE GENTIL-HOMEM DA IMPERIAL CÂMARA; FIDALGO CAVALEIRO DA CASA IMPERIAL; VISCONDE COM GRANDEZA, PELO DECRETO DE 12 DE OUTUBRO DE 1828; CONDE DE BAEPENDI, PELO DECRETO DE 2 DE DEZEMBRO DE 1858. 24,5  CM DE DIAMETRONOTA: Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama, Conde de Baependi -  (Rio das Flores, 22 de maio de 1812  12 de maio de 1887) foi um proprietário rural e político brasileiro. Foi presidente da província por Pernambuco em 1868, além de deputado provincial, deputado geral (de 1850 a 1864 e de 1869 a 1872) e senador (de 1872 a 1887) pelo Rio de Janeiro, além de presidir Câmara e Senado por diversas vezes. Filho de Manuel Jacinto Nogueira da Gama, marquês de Baependi, e de Dona Francisca Mônica Carneiro da Costa. Era irmão de Manuel Jacinto Carneiro da Costa e Gama, barão de Juparanã, e Francisco Nicolau Carneiro Nogueira da Costa e Gama, barão com honras de grandeza de Santa Mônica. Casou-se aos 22 de outubro de 1834 com sua prima Rosa Mônica Nogueira Vale da Gama, filha da Baronesa de São Mateus, com a qual teve dois filhos: Manuel Jacinto Nogueira da Gama, que se casou com Ana Pinto Neto da Cruz, filha dos primeiros barões de Carapebus, e Francisca Jacinta Nogueira da Gama, que se casou com Antônio Dias Coelho Neto dos Reis, conde de Carapebus, filho dos primeiros barões de Carapebus. Grande do Império, foi gentil-homem e fidalgo-cavaleiro. Recebeu os graus de comendador da Imperial Ordem de Cristo e de grande dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Recebeu o viscondado com grandeza por decreto de 12 de outubro de 1828 e o condado por decreto de 2 de dezembro de 1858. O título faz referência à cidade mineira de Baependi.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA  PAR TE GRANDES  TRAVESSAS  -  NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. PAR DE GRANDES  TRAVESSAS RETANGULARES  EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZX ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX. FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIDO POR GREGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA  DIAMETRALMENTE OPOSTOS DOIS MONOGRAMAS F G . COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERTENCERAM AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 45 X 26 CM.  NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA  PAR DE TRAVESSAS QUADRADAS -  NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. PAR DE LEGUMEIRAS QUADRADAS EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZX ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX. FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIDO POR GREGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA  DIAMETRALMENTE OPOSTOS DOIS MONOGRAMAS F G . COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERTENCERAM AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 28 X 28 CM  NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA  PAR TE VISTOSAS  TRAVESSAS  -  NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. PAR DE TRAVESSAS RETANGULARES  EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZX ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX. FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIDO POR GREGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA  DIAMETRALMENTE OPOSTOS DOIS MONOGRAMAS F G . COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERTENCERAM AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 34 X 20,5  CM .  NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA  TRAVESSA PARA PEIXE -  NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. GRANDE TRAVESSA DE SERVIÇO PARA PEIRXE EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZX ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX. FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIO POR GREGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA  DIAMETRALMENTE OPOSTOS DOIS MONOGRAMAS F G . COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 66  CM DE COMPRIMENTO.  NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • NORITAKI  BOUNTIFUL GARDEN  FAUSTOSO APARELHO DE JANTAR DA MANUFATURA NORITAKI PADRÃO BOUNTIFUL GARDEN.COMPOSTO POR 356 PEÇAS SENDO 12 PRATOS RASOS, 12 BOWLS E 12 PRATOS DE SOBREMESA. O ELEMENTO DE MAIOR DESTAQUE NA DECORAÇÃO  A ILUSTRAÇÃO DETALHADA DE UM PAVÃO IMPONENTE POUSADO ENTRE GALHOS. DESIGN APRESENTA RAMALHETES FLUIDOS DE FLORES SILVESTRES, BOTÕES E FOLHAS EM TONS SUAVES, QUE PARECEM CRESCER ORGANICAMENTE A PARTIR DAS BORDAS DA LOUÇA. O FUNDO É COMPOSTO POR UMA PORCELANA BRANCA PURA E BRILHANTE DE ALTÍSSIMA QUALIDADE, QUE FAZ AS CORES DO PADRÃO SE DESTACAREM. COM DECORAÇÃO MANUAL É REMATADO POR FILETES EM OURO. FABRICADO NA DISTINTA PORCELANA JAPONESA PREMIUM, ESTE CONJUNTO IRRADIA UMA SOFISTICAÇÃO SUTIL, DECORADA COM UM DESIGN FLORAL E DE FOLHAGENS EM TONS SUAVES E HARMONIOSOS QUE PARECEM PINTADOS À MÃO. A AUSÊNCIA DE EXCESSOS E O ACABAMENTO IMPECÁVEL CONFEREM UMA LEVEZA VISUAL QUE ENOBRECE A APRESENTAÇÃO DE QUALQUER PRATO. É A ESCOLHA PERFEITA PARA ANFITRIÕES QUE VALORIZAM A BELEZA ORGÂNICA E DESEJAM INFUNDIR SUAS REFEIÇÕES COM UM TOQUE DE POESIA NATURAL E REQUINTE INQUESTIONÁVEL. JAPÃO, SEC. XX

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