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  • BACCARAT POLIGNAC   COM SELO DA MANUFATURA  IGENTICAS AS OFERTADAS NO LOTE ANTERIOR.  .ORIGINALMENTE ENCOMENDA DO GOVERNO FRANCÊS (PRESIDENTE RENÉ COTY) PARA O BANQUETE OFICIAL OFERECIDO EM HOMENAGEM A RAINHA ELIZABETH II NA GALERIA DOS ESPLEHOS DO PALÁCIO DE VERSALHES EM 9 DE ABRIL DE 1957. RÉGIO CONJUNTO COM SEIS TAÇAS PARA VINHO BRANCO EM CRISTAL DO MODELO POLIGNAC DA BACCARAT. APRESENTA LAPIDAÇÕES VERTICAIS ESPESSAS E PROFUNDAS (ORGUE BEVEL CUTS) QUE SAEM DA HASTE E SOBEM PELO BOJO. O DETALHAMENTO GEOMÉTRICO CRIA UM VISUAL ROBUSTO QUE SIMULA UM CÁLICE MODERNO, CONTRASTANDO COM A SUAVIDADE DA BORDA SUPERIOR LISA. FOI BATIZADO EM HOMENAGEM À DUQUESA DE POLIGNAC, FIGURA HISTÓRICA CONHECIDA POR SEU GOSTO REFINADO E PROXIMIDADE COM A RAINHA MARIA ANTONIETA. FRANÇA, DEC. 1950. 13 CM DE ALTURA.NOTA: O modelo foi criado exclusivamente para servir a Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip em sua visita oficial à França em 1957. Ele decorou a mesa do banquete na Galeria dos Espelhos no Palácio de Versalhes. O presidente francês René Coty encomendou o design para impressionar a monarca com a modernidade do cristal francês. Seus cortes verticais profundos funcionam como prismas que refletem a luz das velas, criando um brilho único na mesa. Cada taça exigia o trabalho de vários artesãos altamente qualificados, conhecidos como Meilleurs Ouvriers de France.do: Devido à lapidação profunda, as taças são notavelmente mais pesadas que os modelos tradicionais. O nome celebra a Duquesa de Polignac, que foi a amiga mais íntima e favorita da rainha Maria Antonieta. As peças produzidas antes de 1936 não tinham logotipo gravado, mas como o Polignac nasceu nos anos 1950, todas as peças originais trazem a marca circular jateada da Baccarat na base.
  • BACCARAT POLIGNAC   COM SELO DA MANUFATURA  .ORIGINALMENTE ENCOMENDA DO GOVERNO FRANCÊS (PRESIDENTE RENÉ COTY) PARA O BANQUETE OFICIAL OFERECIDO EM HOMENAGEM A RAINHA ELIZABETH II NA GALERIA DOS ESPLEHOS DO PALÁCIO DE VERSALHES EM 9 DE ABRIL DE 1957. RÉGIO CONJUNTO COM SEIS TAÇAS PARA VINHO BRANCO EM CRISTAL DO MODELO POLIGNAC DA BACCARAT. APRESENTA LAPIDAÇÕES VERTICAIS ESPESSAS E PROFUNDAS (ORGUE BEVEL CUTS) QUE SAEM DA HASTE E SOBEM PELO BOJO. O DETALHAMENTO GEOMÉTRICO CRIA UM VISUAL ROBUSTO QUE SIMULA UM CÁLICE MODERNO, CONTRASTANDO COM A SUAVIDADE DA BORDA SUPERIOR LISA. FOI BATIZADO EM HOMENAGEM À DUQUESA DE POLIGNAC, FIGURA HISTÓRICA CONHECIDA POR SEU GOSTO REFINADO E PROXIMIDADE COM A RAINHA MARIA ANTONIETA. FRANÇA, DEC. 1950. 13 CM DE ALTURA.NOTA: O modelo foi criado exclusivamente para servir a Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip em sua visita oficial à França em 1957. Ele decorou a mesa do banquete na Galeria dos Espelhos no Palácio de Versalhes. O presidente francês René Coty encomendou o design para impressionar a monarca com a modernidade do cristal francês. Seus cortes verticais profundos funcionam como prismas que refletem a luz das velas, criando um brilho único na mesa. Cada taça exigia o trabalho de vários artesãos altamente qualificados, conhecidos como Meilleurs Ouvriers de France.do: Devido à lapidação profunda, as taças são notavelmente mais pesadas que os modelos tradicionais. O nome celebra a Duquesa de Polignac, que foi a amiga mais íntima e favorita da rainha Maria Antonieta. As peças produzidas antes de 1936 não tinham logotipo gravado, mas como o Polignac nasceu nos anos 1950, todas as peças originais trazem a marca circular jateada da Baccarat na base.
  • BACCARAT POLIGNAC   COM SELO DA MANUFATURA  .ORIGINALMENTE ENCOMENDA DO GOVERNO FRANCÊS (PRESIDENTE RENÉ COTY) PARA O BANQUETE OFICIAL OFERECIDO EM HOMENAGEM A RAINHA ELIZABETH II NA GALERIA DOS ESPLEHOS DO PALÁCIO DE VERSALHES EM 9 DE ABRIL DE 1957. RÉGIO CONJUNTO COM SETE TAÇAS PARA VINHO TINTO EM CRISTAL DO MODELO POLIGNAC DA BACCARAT. APRESENTA LAPIDAÇÕES VERTICAIS ESPESSAS E PROFUNDAS (ORGUE BEVEL CUTS) QUE SAEM DA HASTE E SOBEM PELO BOJO. O DETALHAMENTO GEOMÉTRICO CRIA UM VISUAL ROBUSTO QUE SIMULA UM CÁLICE MODERNO, CONTRASTANDO COM A SUAVIDADE DA BORDA SUPERIOR LISA. FOI BATIZADO EM HOMENAGEM À DUQUESA DE POLIGNAC, FIGURA HISTÓRICA CONHECIDA POR SEU GOSTO REFINADO E PROXIMIDADE COM A RAINHA MARIA ANTONIETA. FRANÇA, DEC. 1950. 15 CM DE ALTURA.NOTA: O modelo foi criado exclusivamente para servir a Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip em sua visita oficial à França em 1957. Ele decorou a mesa do banquete na Galeria dos Espelhos no Palácio de Versalhes. O presidente francês René Coty encomendou o design para impressionar a monarca com a modernidade do cristal francês. Seus cortes verticais profundos funcionam como prismas que refletem a luz das velas, criando um brilho único na mesa. Cada taça exigia o trabalho de vários artesãos altamente qualificados, conhecidos como Meilleurs Ouvriers de France.do: Devido à lapidação profunda, as taças são notavelmente mais pesadas que os modelos tradicionais. O nome celebra a Duquesa de Polignac, que foi a amiga mais íntima e favorita da rainha Maria Antonieta. As peças produzidas antes de 1936 não tinham logotipo gravado, mas como o Polignac nasceu nos anos 1950, todas as peças originais trazem a marca circular jateada da Baccarat na base.
  • BACCARAT POLIGNAC   COM SELO DA MANUFATURA  IDENTICAS AS APRESENTADAS NO LOTE ANTERIOR .ORIGINALMENTE ENCOMENDA DO GOVERNO FRANCÊS (PRESIDENTE RENÉ COTY) PARA O BANQUETE OFICIAL OFERECIDO EM HOMENAGEM A RAINHA ELIZABETH II NA GALERIA DOS ESPLEHOS DO PALÁCIO DE VERSALHES EM 9 DE ABRIL DE 1957. RÉGIO CONJUNTO COM QUATRO TAÇAS PARA ÁGUA EM CRISTAL DO MODELO POLIGNAC DA BACCARAT. APRESENTA LAPIDAÇÕES VERTICAIS ESPESSAS E PROFUNDAS (ORGUE BEVEL CUTS) QUE SAEM DA HASTE E SOBEM PELO BOJO. O DETALHAMENTO GEOMÉTRICO CRIA UM VISUAL ROBUSTO QUE SIMULA UM CÁLICE MODERNO, CONTRASTANDO COM A SUAVIDADE DA BORDA SUPERIOR LISA. FOI BATIZADO EM HOMENAGEM À DUQUESA DE POLIGNAC, FIGURA HISTÓRICA CONHECIDA POR SEU GOSTO REFINADO E PROXIMIDADE COM A RAINHA MARIA ANTONIETA. FRANÇA, DEC. 1950. 16 CM DE ALTURA.NOTA: O modelo foi criado exclusivamente para servir a Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip em sua visita oficial à França em 1957. Ele decorou a mesa do banquete na Galeria dos Espelhos no Palácio de Versalhes. O presidente francês René Coty encomendou o design para impressionar a monarca com a modernidade do cristal francês. Seus cortes verticais profundos funcionam como prismas que refletem a luz das velas, criando um brilho único na mesa. Cada taça exigia o trabalho de vários artesãos altamente qualificados, conhecidos como Meilleurs Ouvriers de France.do: Devido à lapidação profunda, as taças são notavelmente mais pesadas que os modelos tradicionais. O nome celebra a Duquesa de Polignac, que foi a amiga mais íntima e favorita da rainha Maria Antonieta. As peças produzidas antes de 1936 não tinham logotipo gravado, mas como o Polignac nasceu nos anos 1950, todas as peças originais trazem a marca circular jateada da Baccarat na base.
  • BACCARAT POLIGNAC   COM SELO DA MANUFATURA   ORIGINALMENTE ENCOMENDA DO GOVERNO FRANCÊS (PRESIDENTE RENÉ COTY) PARA O BANQUETE OFICIAL OFERECIDO EM HOMENAGEM A RAINHA ELIZABETH II NA GALERIA DOS ESPELHOS DO PALÁCIO DE VERSALHES EM 9 DE ABRIL DE 1957. RÉGIO CONJUNTO COM CINCO TAÇAS PARA ÁGUA EM CRISTAL DO MODELO POLIGNAC DA BACCARAT. APRESENTA LAPIDAÇÕES VERTICAIS ESPESSAS E PROFUNDAS (ORGUE BEVEL CUTS) QUE SAEM DA HASTE E SOBEM PELO BOJO. O DETALHAMENTO GEOMÉTRICO CRIA UM VISUAL ROBUSTO QUE SIMULA UM CÁLICE MODERNO, CONTRASTANDO COM A SUAVIDADE DA BORDA SUPERIOR LISA. FOI BATIZADO EM HOMENAGEM À DUQUESA DE POLIGNAC, FIGURA HISTÓRICA CONHECIDA POR SEU GOSTO REFINADO E PROXIMIDADE COM A RAINHA MARIA ANTONIETA. FRANÇA, DEC. 1950. 16 CM DE ALTURA.NOTA: O modelo foi criado exclusivamente para servir a Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip em sua visita oficial à França em 1957. Ele decorou a mesa do banquete na Galeria dos Espelhos no Palácio de Versalhes. O presidente francês René Coty encomendou o design para impressionar a monarca com a modernidade do cristal francês. Seus cortes verticais profundos funcionam como prismas que refletem a luz das velas, criando um brilho único na mesa. Cada taça exigia o trabalho de vários artesãos altamente qualificados, conhecidos como Meilleurs Ouvriers de France.do: Devido à lapidação profunda, as taças são notavelmente mais pesadas que os modelos tradicionais. O nome celebra a Duquesa de Polignac, que foi a amiga mais íntima e favorita da rainha Maria Antonieta. As peças produzidas antes de 1936 não tinham logotipo gravado, mas como o Polignac nasceu nos anos 1950, todas as peças originais trazem a marca circular jateada da Baccarat na base.
  • KARL PALDA -  SOBERBA GARRAFA ESTILO E ÉPOCA ART DECO DE FORMATO FACETADO.CONSTRUIDA EM CRISTAL ESPESSO COMO LAPIDAÇÃO MANUAL A DECORAÇÃO EXPLORA O CONTRASTE ENTRE O VERMELHO RUBI, O OURO E O FOSQUEADO REALÇANDO O FEITIO ELEGANTE. O CRISTA UTLIZADO POR PALDA É CONHECIDO PELO TRASLÚCIDO E AUSENCIA DE IMPERFEITÇÕES, ESTA GARRAFA É UMA DE ARTE! BOHEMIA, DEC. 1930. 25 CM DE ALTURA. NOTA: A manufatura Karl Palda foi uma famosa empresa de vidros e cristais fundada em 1888 na região de Haida (atual Nov Bor, na República Tcheca). A marca ganhou enorme reconhecimento internacional na década de 1930 devido ao seu design vanguardista em estilo Art Déco e Construtivista. As suas criações destacam-se por combinar formas geométricas arrojadas, lapidação impecável e detalhes esmaltados em cores fortes, como preto e vermelho muitas vezes contrastando com ouro e fosqueados.
  • BACCARAT - COUPE PRESENTATION MODELO EXPRESSION - COM SELO DA MANUFATURA. GRANDIOSO CENTRO DE MESA EM CRISTAL TRANSLÚCIDO DE ESTÉTICA ART DECO. O DESIGN É FOCADO EM RESSALTAR A REFRAÇÃO DE LUZ ATRAVÉS DOS ANÉIS SALIENTES PERIFÉRICOS. É UM MARCO MODERNISTA DA MARCA ROMPENDO COM O CLÁSSICO MODELO HARCOURT AO INVESTIR EM LINHAS GEOMÉTRICAS LIMPASA E IMPONENTES. APRESENTA CORPO ROBUSTO EM ESPESSO CRISTAL COM ABA ABERTA REMATADA POR ANÉIS CONCENTRICOS MOLDADOS EM DEGRAUS CONFERINDO MAGNIFICO EFEITO OPTICODE REFRAÇÃO LUMINOSA. FRANÇA, MEADOS DO SEC. XX.  36 CM DE DIAMETRO
  • LALIQUE  PADRÃO MARGUERITES (MODELO Nº 10-403).  EXPLÊNDIDO BOWL EM CRISTAL DA MANUFATURA DE LALIQUE (ASSINADA SOB A BASE).  PROJETADA ORIGINALMENTE COMO UM CENTRO DE MESA PARA COMPOSIÇÕES FLORAIS, FRUTAS OU COMO PEÇA DECORATIVA AUTÔNOMA PARA APARADORES E MESAS DE JANTAR REFINADAS. A BORDA EXTERNA APRESENTA UMA ESTRUTURA CONTÍNUA E DENSAMENTE MOLDADA COM FLORES DE MARGARIDA FOSCAS EXIBINDO DETALHES INTRINCADOS NAS PÉTALAS E CENTROS TEXTURIZADOS. BAIXO DA BORDA, A TAÇA TRANSITA PARA UM VIDRO TRANSPARENTE COM RANHURAS LINEARES RADIANTES ( GODRONS ) QUE DIRECIONAM A LUZ PARA O CENTRO. UM TESTEMUNHO DA MAESTRIA DE LALIQUE QUE CONTRASTA O RELEVO FOSCO COM ACABAMENTO ACETINADO AO VIDRO TRANSPARENTE E POLIDO PARA CRIAR PROFUNDIDADE E BRINCAR COM A LUZ. AS MARGARIDAS SÃO UM TEMA MUITO QUERIDO POR RENÉ LALIQUE. ELE DESENHOU ESTA OBRA PELA PRIMEIRA VEZ EM 1933. ESTA PEÇA DE MEADOS DO SEC. XX ESTÁ EM EXCELENTE CONDIÇÃO! FRANÇA, MEADOS DO SEC. XX. 36 CM DE DIAMETRO
  • BACCARAT  LUXUOSA GARRAFA DE TOUCADOR E SEU PRESENTOIR DA ESCOLA DE BACCARAT (CRISTAL DA MANUFATURA E ATELIER DE DECORAÇÃO) ESTILO EPOCA SEGUNDO IMPERIO FRANCÊS (ENTRE 1855-1880). TODO O CORPO DA GARRAFA E O PRESENTOIR É DECORADO COM ESCUDELLAR CORRUGADAS ENTREMEADOS POR PÉROLAS RELEVADAS EM ESMALTE OPALESCENTE (BEADING). ESTAS PÉROLAS SÃO FEITAS DE ESMALTES SOPRADOS APLICADOS A QUENTE UM TRABALHO QUE EXIGE EXÍMIA APTIDÇÃO ARTISTICA.BARRADOS E FRISOS EM OURO. A GARRAFA TEM RESERVA COM EXUBERANTE PINTURA PASTORAL GALANTE AO ESTILO DE WATTEAU E LANCRET  EXECUTADA EM ESMALTES MANUAIS. MEIAS PÉROLAS REMATADAS EM OURO EMOLDURAM A PINTURA QUE TEM ASSINATURA DO ARTISTA. A BASE DO CRISTAL TEM UM PONTIL DE CORTE E POLIMENTO UM ACABAMENTO QUE DENOTA SUA QUALIDADE EXTRA. DESTINADO A COMPOR UM  SERVIÇO DE TOUCADOR DE LUXO DA ALTA BURGUESIA OU ARISTOCRACIA FAZ PARTE DA CATEGORIA DOS FRASCOS GALANTES INSPIRADOS NA PINTURA ROCOCÓ FRANCESA DO SEC. XVIII. FRANÇA, MEADOS DO SEC. XIX. 21 CM ALTURA (GARRAFA) E 18 CM DE DIAMETRO (PRATO).
  • PALITEIRO NETUNO - MAGNÍFICO PALITEIRO DE MESA DE BANQUETE  EM PRATA DE LEI. O DEUS DOS MARES SURGE COROADO, EMPUNHANDO SEU TRIDENTE. SUSTENTADO POR UM PEDESTAL EM FACETAS COM BASE APRESENTANDO ORNAMENTOS FLORAIS ,ASSENTE SOBRE PÉS DE GARRA. MARCAS DE CONTRASTE P COROADO (CIDADE DO PORTO) E PRATEIRO REFERENCIADO POR MOITINHO COMO P362 (PAG 254) ATIVO A PARTIR DA DECADA DE 1830. TRATA-SE DA REPRESENTAÇÃO DO DEUS NETUNO, REI DOS MARES. ESSE PALITEIRO FAZ PARTE DA SÉRIE SURGIDA NO INÍCIO DO SEC. XIX COM PERSONAGENS MITOLÓGICOS E SÃO EXTREMAMENTE COLECIONÁVEIS NO BRASIL E EM PORTUGAL. PORTUGAL, SEC. XIX, 18 CM DE ALTURA.NOTA: A história dos paliteiros, como objetos de coleção e decoração, está ligada à evolução dos hábitos sociais e à apreciação de objetos antigos e requintados. Os palitos de dente surgiram como objetos funcionais, utilizados para higiene bucal após as refeições. Inicialmente, eram simples e feitos de materiais como madeira ou osso. Com o passar do tempo, os palitos evoluíram para objetos mais elaborados, com designs variados, feitos de materiais como prata, ouro e outros metais preciosos. Eram objetos pessoais que usados tanto na residência de seu possuidor quanto levados a banquetes ou refeições fora de sua casa quanto mais ostensivos ou preciosos mais indicavam a riqueza e importância social de seu possuidor. Com o tempo os palitos passaram a ser apresentados em paliteiros levados a mesa para servir a todos os convivas. Evoluíram para objetos mais elaborados, com designs variados, feitos de materiais como prata, porcelana e outros metais preciosos. No Brasil por herança de Portugal os paliteiros assumiam formas decorativas e elaboradas para compor com elegância as mesas. Sendo geralmente confeccionados em prata de lei. Esses paliteiros adornados por esculturas, flores, deuses, pássaros continham orifícios onde os palitos de marfim ou espinhos de laranjeira e limoeiro eram inseridos para o uso. Embora paliteiros existissem em outros locais, nenhum lugar do mundo teve tanta paixão por colecionar e fabricar paliteiros figurativos em prata quanto Portugal e o Brasil. Tornou-se uma especialidade artística da ourivesaria do Porto e de Lisboa. Historiadores de arte apontam que essa profusão de modelos detalhados (com figuras humanas, deuses e animais) é um fenômeno cultural quase exclusivo do mercado luso-brasileiro. A figura de Netuno (Rei dos Mares) pertencia a séries de personagens mitológicos criadas pelos ourives que frequentemente faziam pares. Era muito comum que as famílias ricas comprassem dois paliteiros coordenados para equilibrar a decoração simétrica das grandes mesas: um representando Netuno e outro representando sua esposa, a deusa Anfitrite (Rainha dos Mares)Modelos similares aos existentes no acervo do Museu Imperial eram conhecidos desde o final do século XVIII em Portugal, chegando ao Brasil por influência, e tendo seu auge no século XIX. Os prateiros europeus produziam paliteiros com formas diversas e elaboradas. Personagens históricos, como Vasco da Gama e Napoleão, animais, como pavões e pássaros, frutas como romãs e uvas e flores em ramos e buquês eram frequentes. No Brasil, alguns temas sofreram influência nacional, frutas como abacaxis e cajus, personagens como figuras representando indígenas estilizados, como este exemplar do acervo Museu Imperial, além de elementos africanos, foram representados nos paliteiros utilizados aqui, produzidos principalmente no Rio de Janeiro e Bahia.
  • LINDO FLOREIRO EM PRATA DE LEI COM MARCAS DE CONTRASTE PARA ALEMANHA IMPERIAL (LUA E COROA) E TEOR 800. COPRO FENESTRADO DECORADO COM CINTAS REMATADAS POR SEMI ESFERAS. INTERIOR EM LINDO VIDRO ARTISTICO VERMELHO. INICIO DO SEC. XX. 13 X 10 CM . 305 G (PESO TOTAL)  SOMENTE EM PRATA 150G
  • BELO PALITEIRO EM PRATA DE LEI DE EXCELENTE FATURA OITOCENTISTA COM MARCAS DE CONTRASTE DE PRATEIRO REGIONAL BRASILEIRO NÃO IDENTIFICADO (DOIS CONTRASTES). SOBRE UMA FOLHA DE PARREIRA MUITO BEM CINZELADA ERGUE-SE UMA PLANTA COM FIGURAÇÃO NATURALISTICA DE ALCACHOFRA UM SÍMBOLO DE PROSPERIDADE, ABUNDÂNCIA E REFINAMENTO GASTRONÔMICO. BRASIL, PRIMEIRA METADE DO SEC. XIX. 13 CM DE ALTURA.
  • draHENRIK BERTRAM MLLER (18581937) MAGNFICO VIDE POCHE ESTILO DRAGESTIL EM PRATA DE LEI TEOR 830Os. MARCAS DO IMPORTANTE PRATEIRO NORUEGUES HENRICK MOLLER ATIVO NA SEGUNDA METADE OD SEC. XIX. UMA PEÇA DE EXTRAORDINÁRIA BELEZA A PEÇA APRESENTA UMA BACIA OVAL RASA INTEGRADA DE FORMA ESCULTURAL À FIGURA MITOLÓGICA DE UMA CRIATURA MARINHA HÍBRIDA. O PAINEL FRONTAL EXIBE UMA CABEÇA MONUMENTAL DE DRAGÃO ERGUIDA EM ALTA DEFINIÇÃO, DESTACANDO-SE POR UMA MANDÍBULA AGRESSIVA E UMA LONGA LÍNGUA SINUOSA ESTENDIDA QUE PROJETA-SE SOBRE O RECEPTÁCULO. O CORPO DO OBJETO ESTENDE-SE LATERALMENTE COM GRAVAÇÕES EM RELEVO E CINZELADOS PROFUNDOS SIMULANDO FOLHAGENS ENTRELAÇADAS (STRAPWORK) DE INSPIRAÇÃO VIKING E MEDIEVAL. A ESTRUTURA É SUPORTADA POR DUAS ROBUSTAS PATAS DIANTEIRAS COM GARRAS PROEMINENTES E MEMBRANAS DETALHADAS, ESTABILIZADA NA PARTE POSTERIOR POR UMA CAUDA LONGA ORNAMENTADA COM ESCAMAS REALISTAS QUE TERMINA EM NADADEIRAS BIFURCADAS.PRINCIPAL EXPOENTE DO MOVIMENTO REVIVIALISTA NÓRDICO CONHECIDO COMO DRAGESTIL (ESTILO DRAGÃO) MOLLER ATRAIU COM SUA ARTE NOBRE E INCOMUM A REALEZA EUROPEIA E A CLASSE ENDINHEIRADA DA ERA VITORIANA. PARA MLLER, OS DRAGÕES ESCULPIDOS E GRAVADOS EM SUAS PEÇAS SIMBOLIZAVAM A LUTA CONSTANTE CONTRA O MAL. DINAMARCA, SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. 18 CM DE COMPRIMENTO. 285 GNOTA: Henrik Mller foi um ourives norueguês especializado na confecção de peças requintadas em prata, com ornamentação em estilo dragestil (dragão) e arabescos, frequentemente incorporando elementos de antigos motivos nórdicos da Catedral de Nidaros. Ele tinha como público-alvo os turistas e rapidamente alcançou reconhecimento internacional. Magníficas peças eram encomendadas por clientes ricos e membros da realeza de todo o mundo. Henrik Bertram Mller nasceu em Trondheim em 11 de outubro de 1858. Ele era a quarta geração de uma família de ourives que se estabeleceu em Trondheim em 1770. A restauração da Catedral de Nidaros, em Trondheim, iniciada em 1869, foi uma importante fonte de inspiração para artistas decorativos no final do século XIX, especialmente para Mller. Após passar um ano e meio no mar, aos 14 anos, começou como aprendiz de ourives na oficina de sua mãe (viúva de Jacob A. Mller). Fez o Svenneprven (exame final tradicional para cursos profissionalizantes e de artesanato) em Copenhague em 1879. No final da década de 1870, aprendeu trabalho em corpo e cinzelamento com Bernhard Hertz em Copenhague; à noite, estudava modelagem, desenho, etc., na academia de arte. De Copenhague, ele foi para Viena para aprender mais, e também passou um ano e meio em Nova York antes de se estabelecer definitivamente em Trondheim, em 1884. Em 1890, estabeleceu-se como ourives, fabricante de peneiras e modelista.Até a década de 1930, a obra de Mller caracterizou-se pelo entusiasmo romântico pelo passado, no estilo dos dragões do final do século XIX. Baseando-se em seus próprios desenhos, ele criou obras imaginativas com dragões e outros animais míticos, ornamentos compactos de gavinhas e animais, motivos inspirados na mitologia nórdica e na literatura das sagas, igrejas de madeira e a Catedral de Nidaros. Segundo Mller, os dragões simbolizavam a luta contra o mal. Eles podem ser encontrados adornando seus jarros de prata, chifres para beber e joias. Rugindo, mordendo e um tanto aterrorizantes em toda a sua beleza, eles falam a mesma língua das cabeças acima do teto da catedral.
  • WEINRANCK & SCHMIDT PRATEIROS DE HANAU  LINDA  CAIXA EM PRATA DE LEI COM INTERIOR EM VERMEIL. MARCAS DE CONTRASTE DA ALEMANHA INAL DO SEC. XIX E DOS PRATEIROS DE HANAU WEINRANCK & SCHMIDT, A MARCA DOS PRATEIROS NESSA PEÇA É O RARO CORAÇÃO HERÁLDICO, QUE ACOMPANHARAM SUAS MELHORES PRODUÇÕES NO INICIO DA PARCERIA.  DECORADA COM CENA DE CAÇA AO JAVALI. VÁRIOS HOMENS CERCAM A FERA E A CRIVAM COM SUAS LANÇAS. DECORADA LATERALMENTE COM ROCAILLE E ESCUDELAS. ALEMANHA, FINAL DO SEC. XIX. 10 CM DE DIAMETRO. 135 GNOTA: Weinranck & Schmidt foi uma renomada manufatura de prataria alemã sediada em Hanau, uma cidade historicamente famosa como o principal polo de produção de "prata de Hanau". Fundada em 1889 pelos ourives Wilhelm Weinranck e Fritz Schmidt, a empresa destacou-se internacionalmente pela fabricação de peças luxuosas feitas à mão, transitando entre réplicas de estilos antigos (como o Neoclássico, o Rococó e o Renascentista) e criações modernas para a época, como o Art Nouveau.  A manufatura era especializada em criar peças ricamente decoradas em alto-relevo (repoussé), apresentando frequentemente cenas detalhadas de banquetes, figuras mitológicas, querubins (putti), decorações florais e volutas.  Produziam desde imponentes conjuntos de chá e café, floreiras (jardinières) e salvas (bandejas), até caixas de charuto revestidas de madeira, armações de bolsas de luxo e frascos de perfume em cristal lapidado com montagem em prata. Ficou muito conhecida pelas suas jarras de vinho e licoreiras que mesclavam vidro ou cristal gravado com pesadas montagens ornamentais em prata. Ao contrário de outras cidades alemãs, Hanau não tinha uma guilda rígida de ourives para fiscalizar as marcações até o final do século XIX. A Weinranck & Schmidt e outros produtores locais aproveitaram esse vácuo legal para criar pseudomarcas (símbolos que imitavam punções antigas do século XVII e XVIII da França, Augsburgo ou Nuremberg). Eles faziam isso porque o mercado da época pagava fortunas por antiguidades reais. Suas réplicas eram tão perfeitas que, na época, muitos compradores acreditavam estar levando peças de museu medievais ou renascentistas. Embora a empresa fosse alemã, o mercado britânico e o norte-americano eram os maiores compradores das peças da Weinranck & Schmidt. A elite da Era Vitoriana e Eduardiana na Inglaterra adorava o estilo "carregado" e romântico das peças de Hanau. O sucesso foi tão grande que a empresa precisou adaptar seus teores de prata para o padrão Sterling (925) apenas para exportação, pois a lei britânica barrava a entrada da prata alemã padrão (800). Muitas das peças mais valiosas da Weinranck & Schmidt hoje não são feitas puramente de prata. Eles se tornaram mundialmente famosos por comprar corpos de cristal e vidro lapidado de altíssima qualidade (muitas vezes importados da renomada fabricante francesa Baccarat) e criar "armaduras" de prata sob medida para eles. Decantadores de vinho, frascos de perfume e floreiras dessa linha combinavam a transparência do cristal lapidado com o peso da prata esculpida. Em março de 1945, a cidade de Hanau sofreu um bombardeio devastador que destruiu cerca de 87% do seu centro histórico e a grande maioria das oficinas de prata locais. Arquivos inteiros, moldes de fundição de mais de 50 anos e ferramentas da Weinranck & Schmidt foram perdidos ou enterrados nos escombros. Por causa dessa destruição em massa, as peças sobreviventes fabricadas antes da guerra ganharam um valor histórico e uma raridade imensa no mercado de colecionadores. Uma das marcas registradas mais curiosas da dupla Wilhelm Weinranck e Fritz Schmidt era a forma como assinavam suas peças antes da unificação das leis de marcas. Eles costumavam colocar as iniciais W&S dentro do contorno de um coração heráldico. Para os colecionadores de hoje, encontrar esse pequeno coração desgastado pelo tempo no fundo de uma bandeja ou sob a base de um candelabro é sinônimo de ter encontrado um "tesouro" autêntico.
  • ANTON MICHELSEN  - MARGRETHE CUP  COPO MARGRETHE  LINDO COPO EM PRATA DE LEI  925 DO RENOMADO OURIVES DINAMARQUES ANTON MICHELSEN. UMA DAS PEÇAS DE PRATARIA MAIS FAMOSAS DESTE PRATEIRO,  FOI INSPIRADA NO COPO ORIGINAL USADO PELA RAINHA MARGARIDA I DA DINAMARCA (SÉCULO XIV) PARA EVITAR ENVENENAMENTOS. OS COPOS RECRIADOS  EM PRATA DE LEI POR  A. MICHELSEN TORNARAM-SE ITENS ALTAMENTE COLECIONÁVEIS NO SÉCULO XX. DE ELEGANTE FEITIO CÔNICO LOBADO SEPARADOS POR FILETES SIMULANDO CORDAS TRANÇADAS. BELOS GUILLOCHES! DINAMARCA, DEC. 1940. 7 X 6 CM 110 G NOTA: O Copo Margrethe (Margrethe Cup ou Margrethe Bger), produzido pela prestigiada prataria dinamarquesa Anton Michelsen, é uma das peças de prata mais icônicas e colecionáveis do design escandinavo. Carregado de história, ele combina lendas medievais, realeza e alta cutelaria. O copo foi inspirado na Rainha Margarida I da Dinamarca (Margrethe I), que governou a Dinamarca, Noruega e Suécia no final do século XIV.  A  rainha tinha um medo extremo de ser envenenada por seus inimigos. Por isso, seu copo original possuía 8 seções verticais gomadas: sete de seus cortesãos testavam a bebida em cada gomo antes que ela pudesse beber com segurança no último. A fabricante Anton Michelsen era a fornecedora oficial da Corte Real Dinamarquesa (Royal Court Supplier), o que garantia o mais alto prestígio a quem possuísse a peça. Inclusive, criaram coleções híbridas raras combinando o copo em porcelana branca da Royal Copenhagen com bases montadas em prata de lei.
  • PALITEIRO ANFRITITE - MAGNÍFICO PALITEIRO DE MESA DE BANQUETE  EM PRATA DE LEI. ANFRITITE É APRESENTADA COROADA, EMPUNHANDO CETRO E POSICIONADA A FRENTE DE UMA CONCHA DE VIEIRA SUTENTADA POR UM PEDESTAL EM FACETAS COM BASE APRESENTANDO ORNAMENTOS FLORAIS ,ASSENTE SOBRE PÉS DE GARRA. MARCAS DE CONTRASTE P COROADO (CIDADE DO PORTO)  DO FINAL DO SEC. XVIII OU INICIO DO XIXE PRATERIO DA MESMA ÉPOCA REFERENCIADO POR MOITINHO COMO P464. ESSE PALITEIRO FAZ PARTE DA SÉRIE SURGIDA NO INÍCIO DO SEC. XIX COM PERSONAGENS MITOLÓGICOS E SÃO EXTREMAMENTE COLECIONÁVEIS NO BRASIL E EM PORTUGAL. PORTUGAL, SEC. XVIII OU INICIO DO XIX.21  CM DE ALTURA.
  • PALITEIRO NETUNO - MAGNÍFICO PALITEIRO DE MESA DE BANQUETE  EM PRATA DE LEI. O DEUS DOS MARES SURGE COROADO, EMPUNHANDO SEU TRIDENTE E POSICIONADO A FRENTE DE UMA CONCHA DE VIEIRA SUTENTADO POR UM PEDESTAL EM FACETAS COM BASE APRESENTANDO ORNAMENTOS FLORAIS ,ASSENTE SOBRE PÉS DE GARRA. MARCAS DE CONTRASTE P COROADO (CIDADE DO PORTO) E PRATEIRO CAETANO RODRIGUES DE ARAUJO ENSAIADOR DA CIDADE DATAVEL DA DECADA DE 1840 (MOITINHO PAG. 230). TRATA-SE DA REPRESENTAÇÃO DO DEUS NETUNO, REI DOS MARES. ESSE PALITEIRO FAZ PARTE DA SÉRIE SURGIDA NO INÍCIO DO SEC. XIX COM PERSONAGENS MITOLÓGICOS E SÃO EXTREMAMENTE COLECIONÁVEIS NO BRASIL E EM PORTUGAL. PORTUGAL, SEC. XIX, 22 CM DE ALTURA.NOTA: A história dos paliteiros, como objetos de coleção e decoração, está ligada à evolução dos hábitos sociais e à apreciação de objetos antigos e requintados. Os palitos de dente surgiram como objetos funcionais, utilizados para higiene bucal após as refeições. Inicialmente, eram simples e feitos de materiais como madeira ou osso. Com o passar do tempo, os palitos evoluíram para objetos mais elaborados, com designs variados, feitos de materiais como prata, ouro e outros metais preciosos. Eram objetos pessoais que usados tanto na residência de seu possuidor quanto levados a banquetes ou refeições fora de sua casa quanto mais ostensivos ou preciosos mais indicavam a riqueza e importância social de seu possuidor. Com o tempo os palitos passaram a ser apresentados em paliteiros levados a mesa para servir a todos os convivas. Evoluíram para objetos mais elaborados, com designs variados, feitos de materiais como prata, porcelana e outros metais preciosos. No Brasil por herança de Portugal os paliteiros assumiam formas decorativas e elaboradas para compor com elegância as mesas. Sendo geralmente confeccionados em prata de lei. Esses paliteiros adornados por esculturas, flores, deuses, pássaros continham orifícios onde os palitos de marfim ou espinhos de laranjeira e limoeiro eram inseridos para o uso. Embora paliteiros existissem em outros locais, nenhum lugar do mundo teve tanta paixão por colecionar e fabricar paliteiros figurativos em prata quanto Portugal e o Brasil. Tornou-se uma especialidade artística da ourivesaria do Porto e de Lisboa. Historiadores de arte apontam que essa profusão de modelos detalhados (com figuras humanas, deuses e animais) é um fenômeno cultural quase exclusivo do mercado luso-brasileiro. A figura de Netuno (Rei dos Mares) pertencia a séries de personagens mitológicos criadas pelos ourives que frequentemente faziam pares. Era muito comum que as famílias ricas comprassem dois paliteiros coordenados para equilibrar a decoração simétrica das grandes mesas: um representando Netuno e outro representando sua esposa, a deusa Anfitrite (Rainha dos Mares)Modelos similares aos existentes no acervo do Museu Imperial eram conhecidos desde o final do século XVIII em Portugal, chegando ao Brasil por influência, e tendo seu auge no século XIX. Os prateiros europeus produziam paliteiros com formas diversas e elaboradas. Personagens históricos, como Vasco da Gama e Napoleão, animais, como pavões e pássaros, frutas como romãs e uvas e flores em ramos e buquês eram frequentes. No Brasil, alguns temas sofreram influência nacional, frutas como abacaxis e cajus, personagens como figuras representando indígenas estilizados, como este exemplar do acervo Museu Imperial, além de elementos africanos, foram representados nos paliteiros utilizados aqui, produzidos principalmente no Rio de Janeiro e Bahia.
  • MÁSCARA RITUAL BAOULÉ - COSTA DO MARFIM - MÁSCARA ANTROPOMÓRFICAS COM CHIFRES CURVADOS PARA FRENTE E PARA BAIXO NO TOPO DA CABEÇA REPRESENTANDO A FORÇA ANIMAL (FREQUENTEMENTE ASSOCIADA AO CARNEIRO OU AO BÚFALO SEVALGEM) . NA ESCULTURA DE MÁSCARAS DA ÁFRICA OCIDENTAL OS CHIFRES SIMBOLIZAM A CONEXÃO  ENTRE O MUNDO HUMANO E A NATUREZA DOS ESPÍRITOS ANCESTRAIS. AS MEIA LUAS ESCULPIDAS EM RELEVO NAS TEMPORAS E NAS BOCHECHAS E TÊMPORAS REFLETEM MARCAS TRADICIOANIS  DE ESCARIFICAÇÃO OU REPRESENTAÇÕES ESTILIZADAS DE PENTEADOS TRADICIONAIS.  OS OLHOS ESTREITOS E SEMICERRADOS O NARIZ RETO E A BOCA SERENA INCORPORAM IDEAIS CULTTURAIS DE PAZ INATERIOR, SERENIDADE E  SABEDORIA ESPIRITUAL. É UMA MASCARA DE PERFORMANCE RITUAL E DANÇAS. UTILIZADA EM CERIMONIAS GOLI OU MBLO (BAULE) REALIZADAS NOS FESTIVAIS DE ENTRETENIIMENTO, CELEBRAÇÃO DA COLHEITA, HOMENAGEM A ANCIÃOS RESPEITADOS OU RITUAIS FÚNEBRES. OS CHIFRES SÃO ROBUSTOS E PLENAMENTE INTEGRADOS NA ESCULTURA FORAM ESCULPIDOS DE UM SÓ BLOCO DE MADEIRA. COSTA DO MARFIM, INICIO DO SEC. XX. 28 CM DE ALTURA
  • MASCARA RITUALÍSTICA DE  KPELIYE  POVO SENUFE  COSTA DO MARFIM  EXCEPCIONAL MÁSCARA RITUALÍSTICA TRADICIONAL DA CULTURA KPELIYE'E .ESTA PEÇA DESEMPENHAVA UM PAPEL CENTRAL NA SOCIEDADE PORO, A INSTITUIÇÃO SECRETA SAGRADA DOS SENUFOS ENCARREGADA DA INICIAÇÃO MASCULINA, GOVERNANÇA COMUNITÁRIA E RITUAIS FÚNEBRES. AS MÁSCARAS KPELIYE'E ERAM UTILIZADAS EM CERIMÔNIAS DE DESPEDIDA AOS ANCIÃOS FALECIDOS (PARA GUIAR O ESPÍRITO AO PLANO DOS ANCESTRAIS) E EM FESTIVAIS AGRÍCOLAS DE FERTILIDADE. EMBORA VESTIDA EXCLUSIVAMENTE POR HOMENS, A ESTRUTURA REPRESENTA A BELEZA E ELEGÂNCIA DO IDEAL FEMININO E A HONRA ÀS ANCESTRAIS FUNDADORAS. APRESENTA EXCELENTES MARCADORES DE AUTENTICIDADE ESTRUTURAL, COMO AS PROJEÇÕES LATERAIS (ABAS ORNAMENTAIS), OS NÓS DE ESCARIFICAÇÃO (CICATRIZATION) NA TESTA E BOCHECHAS, E A ESTRUTURA PONTIAGUDA NO TOPO IMITANDO O TOUCADO TRADICIONAL. A SUPERFÍCIE EXIBE PÁTINA DE USO E DESGASTE NATURAL DOS PIGMENTOS, FATOR ESSENCIAL DE VALORIZAÇÃO PARA O MERCADO DE COLECIONISMO DE ARTE AFRICANA. SURGIDA DAS MÃOS DOS MESTRES ENTALHADORES SENUFOS, A MÁSCARA KPELIYE'E É O VISLUMBRE DE UM RITO ONDE O VISÍVEL E O SAGRADO SE ENCONTRAM. ENTRE O ENTALHE SUAVE DA MADEIRA E O SILÊNCIO DA PÁTINA MARCADA PELO TEMPO, CADA DETALHE ESCULPIDO EVOCA O RESPEITO SOLENE AOS ANTEPASSADOS E A PERPETUAÇÃO DAS TRADIÇÕES QUE MANTÊM VIVA A MEMÓRIA DAS TRIBOS DO OESTE AFRICANO. COSTA DO MARFIM, 35 CM DE ALTURA
  • MASCARA CAPACETE RITUALÍSTICA  COM FEITIO DE FIGURA FEMININA  POVO SENUFE  COSTA DO MARFIM  APRESENTA TRAÇOS MARCANTES DE IDEALIZAÇÃO ESTÉTICA AFRICANA  OLHOS AMENDOADOS E SEMICERRADOS, ESCARIFICAÇÕES FACIAIS GEOMÉTRICAS (MARCAS DE PRESTÍGIO E PERTENCIMENTO), PESCOÇO ANELADO (SÍMBOLO DE BELEZA, PROSPERIDADE E FARTURA) E PENTEADO ELABORADO. AS MÁSCARAS COM FIGURAS FEMININAS NO TOPO SÃO SÍMBOLOS DE FERTILIDADE, ANCESTRALIDADE E SABEDORIA MATRIARCAL. NAS SOCIEDADES SECRETAS TRADICIONAIS DA ÁFRICA OCIDENTAL, COMO A SOCIEDADE PORO OU SANDOGO, A FIGURA DA MULHER REPRESENTA A FIGURA DA MÃE ANCESTRAL QUE PROTEGE A COMUNIDADE, ABENÇOA A COLHEITA E INTERCEDE JUNTO AOS ESPÍRITOS DA NATUREZA. COSTA DO MARFIM, INICIO DO SEC. XX. 38 CM DE ALTURANOTA: Nas sociedades tradicionais da África Ocidental, as máscaras ritualísticas e os elmos esculpidos desempenham um papel central no diálogo entre o mundo visível e o plano dos ancestrais. Elas eram utilizadas em cerimônias de iniciação, ritos funerários de passagem e festivais de celebração da colheita ou da fertilidade. O dançarino que a vestia deixava de ser um indivíduo comum para personificar a própria entidade ou espírito protetor da tribo.

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