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  • 1º BARÃO DE ITAMBÉ FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA GRANDE E MAGNÍFICA TRAVESSA EM PORCELANA DE PARIS COM SUNTUOSA DECORAÇÃO EM "VERMICULATED GROUND" REMATADO EM OURO. É O PRESENTOIR DA LEGUMEIRA APREGOADA NO LOTE ANTERIOR E IDENTICO AO CONJUNTO APRESENTADO NOS DOIS LOTES A SEGUIR. A TITULO DE REFERÊNCIA APRESENTAREMOS NO ÚLTIMO LOTE DESSE LOTE A FOTOGRAFIA DA LEGUMEIRA SOBRE O PREENTOIR. BORDA VERDE COM "VERMICULATED GROUND" REMATADO EM OURO. NA PARTE SUPERIOR, RESERVA ENRIQUECIDA COM MOTIVOS FLORAIS EM OURO, CONTENDO OS DIZERES: "B. DE ITAMBÉ". AO CENTRO ROSÁCEA DOURADA. PASTA DURA. REPRODUZIDO NO LIVRO "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL" POR JENNY DREYFUS NA PAG. 275, SEM MARCA. FRANÇA. SÉCULO XIX. 46 CM DE DIÂMETRO FRANÇA, SEC. XIX. 33 CM DE COMPRIMENTO. NOTA: O 1º Barão de Itambé, nascido Francisco José Teixeira em 6 de setembro de 1780 em Minas Gerais e falecido em 22 de março de 1866 em Vassouras (RJ), foi um imponente comerciante, minerador, fazendeiro e banqueiro do Vale do Paraíba durante o apogeu do ciclo do café. Recebeu o título nobiliárquico de Barão de Itambé por decreto imperial de 15 de novembro de 1846 de D. Pedro II e era Comendador da Imperial Ordem da Rosa. Ele e sua esposa, Francisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro (a Baronesa de Itambé), foram patriarcas de uma das famílias mais influentes do sul fluminense. Foram pais do Barão de Vassouras, avós da famosa bilionária Eufrásia Teixeira Leite e da Baronesa do Rio Negro, além de bisavós do renomado historiador Afonso d'Escragnolle Taunay.  O Palacete Barão Itambé, construído originalmente em 1849 e adquirido por ele, fica localizado bem ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição no centro histórico de Vassouras. O prédio exibe em seu frontão um grifo de louça, gárgulas e incríveis pinturas murais internas executadas pelo artista catalão José Maria Villaronga.  O Barão foi sepultado no cemitério local de Vassouras, na cripta subterrânea de um dos jazigos mais artísticos e monumentais construídos no Brasil durante o século XIX.  Além das vastas terras dedicadas ao café, açúcar e pecuária, destacou-se fortemente no setor financeiro regional, operando como um poderoso capitalista e banqueiro de prestígio em toda a província fluminense.
  • 1º BARÃO DE ITAMBÉ FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA (1780-1866)  PRINCIPESCA TERRINE PERTENCENTE AO SERVIÇO DO BARÃO DE ITAMBÉ. A TRAVESSA QUE LHE SERVE COMO PRESENTOIR SERÁ APRESENTADA NO LOTE A SEGUIR E NA SEQUENCIA OUTRO PAR IDENTICO DE SOPEIRA E PRESENTOIR DESTA QUE É A MEU VER UMA DAS MAIS BELAS PORCELANAS DA NOBREZA BRASILEIRA. MANUFATURA EM PORCELANA DE PARIS. BORDA VERDE COM "VERMICULATED GROUND" REMATADO EM OURO. NA TAMPA E NO CORPO  RESERVAS ENRIQUECIDAS COM MOTIVOS FLORAIS EM OURO, CONTENDO OS DIZERES: "B. DE ITAMBÉ".A TAMPA TEM ESPETAULAR PEGA DUPLA TRANÇADA QUE SE ERGUE MAJESTOSAMENTE SOBRE O CONJUNTO. ELEVADA SOBRE QUATRO FORMIDÁVEIS PÉS REMATADOS EM OURO. REPRODUZIDO NO LIVRO "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL" POR JENNY DREYFUS NA PAG. 275, SEM MARCA. FRANÇA. SÉCULO XIX. 32 CM DE DIAMETRO. NOTA: Francisco foi titulado barão por Decreto de 15 de novembro de 1856 em função de vários serviços prestados ao Segundo Reinado, tomando tal designação toponímica de um pico e de uma povoação de Minas Gerais, onde se radicara sua família. Nasceu na Fazenda da Ilha, em Conceição da Barra (São João d'El Rei), em 6 de setembro de 1780, e faleceu em Vassouras em 22 de março de 1866, aos 85 anos, sendo filho do Capitão Francisco José Teixeira (nascido em 1750 em São Tiago da Cuxita, na Comarca de Guimarães, Arcebispado de Braga, Portugal e falecido em 1788 quando trabalhava como minerador no Rio das Mortes, em Minas Gerais) e de D. Ana Josefa de Souza (nascida em 1758 em São João d'El Rei e falecida em 23 de janeiro de 1808) e neto paterno de Belchior Gonçalves e de Helena Teixeira e materno de Manuel Martins de Carvalho e de Josefa de Souza Monteiro. Casou-se em 13 de setembro de 1802 com Francisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro, nascida também em São João d'El Rei no dia 4 de junho de 1781 e morta em Vassouras em 6 de setembro de 1864 aos 83 anos, por uma infeliz coincidência no dia do aniversário de 83 anos do marido. Era ela filha do sargento-mor José Leite Ribeiro e de D. Escolástica Maria de Jesus (nascida em 1745 no Distrito de Nazaré, também em São João d'El Rei, e falecida na mesma cidade em 25 de junho de 1823, aos 78 anos de idade), sendo neta paterna de Francisco Leite Ribeiro e de Isabel Ferreira e materna do sargento-mor Lourenço Correia Sardinha (nascido em Portugal em data ignorada e falecido em Minas Gerais em 1747) e de Maria da Assunção Morais (nascida em São João d'El Rei em 1721 e ali morta em 1763). Francisca Bernardina também era sobrinha do barão de Itamarandiba (Joaquim Vidal Leite Ribeiro), sendo sua mãe irmã do barão de Ayuruóca ou Airuóca (Custódio Ferreira Leite). O barão de Itambé foi um banqueiro de grande renome em toda a área do Vale do Paraíba e político de imenso prestígio e respeito, principalmente em Vassouras, cidade em que desenvolveu vários trabalhos sociais. A propósito, deixou ele no centro de Vassouras e bem ao lado da Matriz um belo palacete edificado entre 1848 e 1849 por José Joaquim Botelho. Trata-se de uma rica e elegante construção assobradada, com cobertura em telha de canal, de pé direito elevado. No sobrado, na parte central, há um amplo salão com três portas que se abrem para a varanda corrida com guarda-corpo de ferro e belos desenhos nas vidraças das portas. Por sua vez, o pavimento térreo, que é mais longo que o segundo, possui cinco janelas. À direita do solar, lateralmente, aparece o pórtico de entrada para a chácara, dotado de portão de ferro robusto e desenho refinado, encimado por frontão partido que tem ao centro uma gárgula de louça. O belo prédio hoje pertence à Universidade de Vassouras.Os barões de Itambé geraram 11 filhos (8 homens e 3 mulheres), sendo que o segundo - Francisco José Teixeira Leite - foi titulado barão de Vassouras em 1871. Além de banqueiro, o barão de Itambé foi também agricultor e prestigiado chefe político, tendo sido agraciado pelo Império como Comendador da Imperial Ordem da Rosa.A descendência o barão de Itambé 01. JOSÉ EUGÊNIO TEIXEIRA LEITE (1803-1873), nascido em 28 de julho de 1803 em Conceição da Barra. Casado em 25 de janeiro de 1835 com Maria Guilhermina Cândida Teixeira Leite, sua prima. O casal teve 6 filhos (José Eugênio Filho, Francisco Leopoldo, Maria, João, Francisca e Ana). 02. FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA LEITE, O BARÃO DE VASSOURAS (1804-1884), casado uma primeira vez com sua prima Ana Esméria Teixeira Leite e uma segunda vez com outra prima, Alexandrina Teixeira Leite. Com a primeira esposa ele gerou 7 filhos e com a segunda mais 11 descendentes. Esse barão merecerá um capítulo futuro. 03. JOÃO EVANGELISTA TEIXEIRA LEITE (1807-1861), nascido em Conceição da Barra em 15 de maio de 1807. Casado em 26 de outubro de 1837 com Ana Bernardina de Carvalho, nascida em 1816 e falecida em 1851, filha do 1º Barão do Amparo. O casal gerou 5 filhos, sendo que a terceira (Amélia Eugênia Teixeira Leite) casou-se com Joaquim Gomes Leite de Carvalho, o 2º barão do Amparo, seu tio. Os outros quatro foram João Evangelista Filho, Francisco Augusto, Francisca Bernardina e Ana Bernardina. 04. MARIANA (OU MARIA ALEXANDRINA) TEIXEIRA LEITE (1808-1842), nascida em Conceição da Barra em 18 de dezembro de 1808 e falecida em São João d'El Rei em 28 de junho de 1842. Casada em 2 de novembro de 1827 com Batista Caetano de Almeida (nascido em 3 de maio de 1797 e falecido em 24 de junho de 1839), com quem gerou 5 filhos (Mariana, Emília, Batista Caetano Filho, Manoel e Francisca Bernardina). 05. ANTÔNIO CARLOS TEIXEIRA LEITE (1810-1877), nascido em Conceição da Barra em 26 de julho de 1810 e morto em 20 de outubro de 1810. Casado em primeiras núpcias com Maria Jesuína Teixeira Leite, sua contraparente, não se descobrindo registro de filhos para eles. Casado uma segunda vez com Umbelina Cândida Teixeira Leite, sua prima, teve com ela 8 filhos (João Olímpio, Antônio Carlos, Custódio Sobrinho, Umbelina, Ernestina, Carlos Alberto, Jorge Luiz e Luciano Arnaldo). 06 JOAQUIM JOSÉ TEIXEIRA LEITE (1812-1872), nascido em Conceição da Barra e batizado na Matriz daquela cidade em 6 de fevereiro de 1812. Faleceu em Vassouras em 14 de novembro de 1872. Casado em 15 de agosto de 1847 com Ana Esméria Corrêa e Castro, filha de Laureano Corrêa e Castro, o barão de Campo Belo. O casal teve apenas duas filhas: Francisca e Eufrásia Teixeira Leite, esta nascida em 1850. Eufrásia herdou dos pais, entre outros vários bens, a Chácara da Hera. 07. CARLOS TEIXEIRA LEITE (1814-1873), nascido em Conceição da Barra, onde foi batizado em 28 de julho de 1814. Casado na mesma cidade, em primeiras núpcias, em 6 de setembro de 1844, com sua sobrinha Mariana Alexandrina Teixeira de Almeida (filha de Batista Caetano e Maria Alexandrina), com quem gerou três filhos (Mariana, Carlos e Luciano). De um segundo casamento com Carlota Augusta do Couto Teixeira, em 18 de outubro de 1858, nasceram mais 5 filhos (Francisca, Francisco José, Ernesto, Julieta e Estefânia). 08.ANA JESUÍNA C NDIDA TEIXEIRA LEITE (1815-1899), nascida em Conceição da Barra em 10 de dezembro de 1815. Casada com o Comendador Luciano Leite Ribeiro. Não se conhecem descendentes do casal. 09. MARIA GABRIELA TEIXEIRA LEITE (1817-1883), nascida em Conceição da Barra em 28 de setembro de 1817 e falecida em 21 de agosto de 1883. Casada, em 6 de setembro de 1844, com o Major Francisco José Teixeira e Souza, seu primo nascido em 1800. Tiveram 5 descendentes, sendo que a filha Emília Gabriela Teixeira Leite e Souza tornou-se esposa de Manuel Gomes de Carvalho, o barão do Rio Negro. 10. CUSTÓDIO TEIXEIRA LEITE (1819-1883), nascido em Conceição da Barra em 1819 e falecido na cidade de Nice, na França, em 1 de fevereiro de 1883. Casado com sua prima Teresa Vidal Leite Ribeiro. Tiveram três filhos falecidos solteiros, cujos nomes não se tornaram conhecidos. 11. PEDRO TEIXEIRA LEITE - Sem maiores dados.
  • VISCONDE DE MAUÁ  IRINEU EVANGELISTA DE SOUSA (18131889) -  BACCARAT - REQUINTADO GOMIL E BACIA EM OPALINA AZUL CELESTE DA MANUFATURA DE BACCARAT -  DECORADO A OURO COM GUIRLANDAS EMOLDURANDO MONOGRAMA "BM" SOB COROA DE BARÃO COM GRANDEZA. PERTENCEU A  IRINEU EVANGELISTA DE SOUSA O VISCONDE DE MAUÁ (AINDA COMO BARÃO). O MUSEU HISTÓRICO NACIONAL CONSERVA EM SEU ACERVO UMA CAVE EM BRONZE DOURADO COM CRISTAL CONTENDO MONOGRAMA IDENTICO A ESTE. ESTA PEÇA ESTÁ REPRODUZIDA NO LIVRO O CRISTAL NO IMPÉRIO DO BRASIL POR JORGE GETULIO VEIGA ET ALL PAG 219 (VIDE FOTO NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE). FRANÇA, SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. 40 CM DE DIAMETRO (BACIA)NOTA: Irineu Evangelista de Sousa acumulou histórias fascinantes ao longo de sua icônica e revolucionária trajetória no Brasil Império.  No auge de sua carreira, em 1867, os ativos de suas empresas somavam 115 mil contos de réis. O orçamento anual de todo o Império do Brasil era de apenas 97 mil contos de réis.  Mauá controlava sozinho 17 empresas espalhadas por 6 países: Brasil, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e Estados Unidos.  Nascido no Rio Grande do Sul, ele perdeu o pai na infância e foi enviado sozinho ao Rio de Janeiro com apenas 9 anos de idade. Ele começou trabalhando como caixeiro e limpando estantes em uma loja de tecidos. Devido à sua facilidade com matemática, contabilidade e caligrafia, ele passou a gerenciar a tesouraria da empresa e a guardar as chaves do cofre principal com apenas 14 anos. Tinha uma relação tensa com Dom Pedro II. O Imperador Dom Pedro II era um homem focado na erudição, nas artes e na estabilidade agrária. Ele tinha profundas desconfianças do capitalismo acelerado, do dinamismo de Mauá e do surgimento de uma nova elite burguesa industrial. O título de "Barão de Mauá" foi concedido por Dom Pedro II em 1854, no dia da inauguração da primeira ferrovia do país. Contudo, historiadores apontam que as honrarias eram uma forma do governo reconhecer o feito técnico sem precisar dar o apoio financeiro e político que Mauá tanto pedia para suas indústrias.  Mauá não era apenas um abolicionista teórico. Ele comprava e alforriava escravizados para que trabalhassem como assalariados em suas indústrias, além de dar abrigo secreto a foragidos. Sua postura firme contra a escravidão gerou ódio entre os barões do café e latifundiários. Como retaliação, seu estaleiro em Niterói (o Ponta de Areia) sofreu atentados e incêndios criminosos misteriosos que destruíram maquinários caríssimos. Durante as crises financeiras e políticas no Uruguai, o Banco Mauá financiou diretamente o governo de Montevidéu. Mauá chegou a ser o maior credor do país vizinho, possuindo tanta influência que a economia uruguaia dependia quase inteiramente de suas decisões bancárias.  Seguindo um costume comum entre as elites da época para manter o patrimônio protegido, Irineu casou-se com sua própria sobrinha, Maria Joaquina de Sousa Machado. A locomotiva da primeira ferrovia brasileira foi batizada como "Baronesa" em homenagem a ela. Em 1849, o estaleiro de Mauá construiu o maior e mais rápido navio mercante do Brasil, batizado de Serpente. Devido à velocidade da embarcação, ela acabou sendo comprada clandestinamente e utilizada por traficantes de escravizados para burlar a fiscalização britânica no oceano. Isso gerou um enorme incômodo para Mauá, que era um abolicionista declarado.
  • DUQUE DE PALMELA  PORCELANA CHINESA REINADO JIAQING - D.PEDRO DE SOUSA HOLSTEIN (1781-1850) O PRIMEIRO DUQUE DE PALMELA. PRINCIPAL ARTICULADOR POLÍTICO E DIPLOMÁTICO DE D. PEDRO NA EUROPA PARA RESTAURAR OS DIREITOS DA RAINHA D. MARIA II NO TRONO PORTUGUES. A ELE SE DEVEM AS ALIANÇAS FEITAS COM INGLATERRA E OUTROS PAÍSES EUROPEUS NESSE SENTIDO, PALMELA TINHA FORTES CONEXÕES DE PODER COM A EUROPA, ERA ADMIRADO POR SUA ERUDIÇÃO E PORTE. REPRESENTOU PORTUGAL NO CONGRESSO DE VIENA (18141815), DEFENDENDO OS INTERESSES DO IMPÉRIO LUSO-BRASILEIRO APÓS AS INVASÕES NAPOLEÓNICAS. RARA XÍCARA COM PIRES  EM PORCELANA CHINESA DE EXPORTAÇÃO REINADO JIANQING. PERTENCENTE AO SERVIÇO DO DUQUE DE PALMELA D.PEDRO DE SOUSA HOLSTEIN (1781-1850). BORDA COM GUIRLANDA EM OURO.  CORPO COM ÁRVORE DE ROMÃ E SEUS FRUTOS TENDO AO FUNDO CIDADELA. NÃO FORA RARO POR TER PERTENCIDO AO SERVIÇO DESSE TITULAR É TAMBÉM DE RARA BELEZA, UMA PEÇA SURPREENDENTE DA LAVRA DOS ARTESÃOS DE PORCELANA CHINESA DO INICIO DO PERÍODO OITOCENTISTA. EXEMPLAR DESTE SERVIÇO ESTA REPRODUZIDO NO LIVRO LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL, POR JENNY DREYFUS. PAG. 135, 14,5 CM DE DIÂMETRO (PIRES). NOTA: D.Pedro de Sousa Holstein (1781-1850) o primeiro Duque de Palmela foi um dos artífices da Revolução Liberal que entronizou Dona Maria II em Portugal com a deposição do usurpador D. Miguel. Era afilhado de batismo da Rainha Dona Maria I e do rei Dom Pedro III. Foi feito conde por Dona Maria I, sua madrinha, Marquês por Dom joão VI e Duque por Dom Pedro I quando este regia o Reino de Portugal em favor de sua Filha D. Maria II. Foi um militar que desempenhou papel importante nas guerras peninsulares pela libertação de Portugal do jugo de Napoleão Bonaparte. Foi também ministro plenipotenciário em Londres e guardião de Dona Maria II quando esta viveu em na Inglaterra a aguardar as guerras que destronariam seu tio e marido Dom Miguel I que lhe usurpou o trono português. Em 1817 foi chamado a exercer o cargo de ministro dos negócios estrangeiros. Como tal, viajou para oRio de Janeiro, onde a corte portuguesa se encontrava desde as invasões francesas. No entanto, contrário à presença da corte noBrasil, e não emLisboa, acaba por se demitir; só após aRevolução Liberalde 24 de Agosto de 1820, e o subsequente regresso dorei, em 1821, Palmela aceitou o cargo; nessa altura foi incumbido de viajar ao Brasil e acompanhar o rei no seu regresso triunfal a Portugal. Até à sua morte desempenhou numerosos cargos políticos e militares. Por sua lealdade foi recompensado por Dom Pedro I que o tornou grande no Reino. D. Pedro de Sousa Holstein, 1º conde, marquês e duque de Palmela e 1º duque do Faial, descendente da Casa de Bragança e da Família Real Dinamarquesa; foi primeiro-ministro de Portugal.
  • BARÃO DE IBITINGA (1832-1815) JOAQUIM FERREIRA DE CAMARGO ANDRADE FILHO DO BARÃO DE ITATIBA, SOGRO E PADRASTO DO CONDE DE ÁLVARES PENTEADO, CUNHADO DA BARONESA DE PIRAPITINGUI. CONTINENTAL TRAVESSA DE SERVIÇO EM PORCELANA DA MANUFATURA DE CHARLES PILLIVUYT & CO MEDAILLE D0R 1867 1878. BORDA COM BARRADO EM SALMÃO DELIMITADO POR FRISOS EM OURO. CALDEIRA COM RESERVA CONTENDO INICIAS BI ENTREÇADOS SOB COROA DE BARÃO. PERTENCEU AO SERVIÇO DE JOAQUIM FERREIRA DE CAMARGO ANDRADE. EXEMPLAR DESSE BELO SERVIÇO ESTÁ REPRODUZIDO A PAGINA 265 DO LIVRO LOUÇA DA ARISTOCRACIA DO BRASIL POR JENNY DREYFUS. EXCELENTE ESTADO DE CONSERVAÇÃO. FRANÇA, DEC. 1870. 56 X 38 CM NOTA: Natural de Campinas, Joaquim Ferreira de Camargo nasceu em 1832. Proprietário de uma fazenda de café, conhecida como Nova Lousã, no município de Espírito Santo do Pinhal. Também foi proprietário da Fazenda das Cabras e São José. Pertenceu ao Partido Liberal, exercendo cargos de nomeação e eleição popular. Foi fazendeiro e teve plantação de café no município de Itatiba/SP, foi também vereador, juiz municipal e diretor de várias empresas, como a Companhia Campineira de Iluminação e Gás e Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Em 1882 foi agraciado com o título de Barão de Ibitinga pelo Governo Imperial. Joaquim Ferreira de Camargo Andrade é neto, por pai, do Capitão Joaquim de Camargo Penteado e é neto, por mãe, do Capitão Mor, Floriano de Camargo Penteado. Foi fazendeiro e teve plantações de café no município de Itatiba/SP. Casou-se com Cândida Marcolina de Cássia Franco (1842 - 1866), filha do capitão Joaquim Franco de Camargo e de sua segunda esposa, Maria Lourença de Morais. Eram suas irmãs Manuela Assis de Cássia Franco, baronesa de Araras, e Clara Franco de Camargo, primeira esposa do Barão de Arari. O casal teve cinco filhos: Maria Ferreira de Camargo; Francisca Ferreira de Camargo; Cândida Ferreira de Camargo; Joaquim Ferreira de Camargo; Ana Ferreira de Camargo, morta em tenra idade. Viúvo, casou pela segunda vez com Maria Higina Álvares de Almeida Lima (1833 - 1902), também viúva (do Dr. João Carlos Leite Penteado), filha de Antônio Álvares de Almeida Lima, importante fazendeiro de Limeira, e de Maria Emília de Toledo, irmã do Barão do Descalvado. Desta união, nasceram-lhe mais quatro filhos: Alberto Ferreira de Camargo; Clodomiro Ferreira de Camargo; Fausto Ferreira de Camargo; Amália Ferreira de Camargo. Um fato curioso é que Maria, Francisca e Cândida, as três filhas do primeiro casamento de Camargo Andrade, casaram-se, respectivamente com Antônio Álvares, Carlos Olímpio e Bernardo Álvares Leite Penteado, filhos do primeiro casamento de Maria Higina. Também Clodomiro casou-se com Lucília Ferreira de Camargo, sua sobrinha, filha de sua meia-irmã Maria Joana Leite Penteado, do casamento de Maria Higina e de João Carlos Leite Penteado, e de Elisiário Ferreira de Camargo Andrade, seu tio paterno. Já Joaquim e Alberto desposaram outras duas irmãs: Clara e Olívia, filhas de João Soares do Amaral e de Maria da Glória Lacerda (filha de Clara Franco de Camargo). Amália, por sua vez, casou-se com Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto Santos Dumont. Em 7 de maio de 1882, foi condecorado com o título de Barão de Ibitinga pelo imperador Pedro II. Faleceu em Campinas, aos 83 anos, e seu corpo foi sepultado no Cemitério da Saudade
  • DUQUE DE PALMELA  PORCELANA CHINESA REINADO JIAQING - D.PEDRO DE SOUSA HOLSTEIN (1781-1850) O PRIMEIRO DUQUE DE PALMELA. PRINCIPAL ARTICULADOR POLÍTICO E DIPLOMÁTICO DE D. PEDRO NA EUROPA PARA RESTAURAR OS DIREITOS DA RAINHA D. MARIA II NO TRONO PORTUGUES. A ELE SE DEVEM AS ALIANÇAS FEITAS COM INGLATERRA E OUTROS PAÍSES EUROPEUS NESSE SENTIDO, PALMELA TINHA FORTES CONEXÕES DE PODER COM A EUROPA, ERA ADMIRADO POR SUA ERUDIÇÃO E PORTE. REPRESENTOU PORTUGAL NO CONGRESSO DE VIENA (18141815), DEFENDENDO OS INTERESSES DO IMPÉRIO LUSO-BRASILEIRO APÓS AS INVASÕES NAPOLEÓNICAS. RARO PRATO EM PORCELANA CHINESA DE EXPORTAÇÃO REINADO JIANQING. PERTENCENTE AO SERVIÇO DO DUQUE DE PALMELA D.PEDRO DE SOUSA HOLSTEIN (1781-1850). BORDA COM GUIRLANDA EM OURO E FOLHAS DE PARREIRA.  CORPO E CALDEIRA COM ÁRVORE DE ROMÃ E SEUS FRUTOS TENDO AO FUNDO CIDADELA. NÃO FORA RARO POR TER PERTENCIDO AO SERVIÇO DESSE TITULAR É TAMBÉM DE RARA BELEZA, UMA PEÇA SURPREENDENTE DA LAVRA DOS ARTESÃOS DE PORCELANA CHINESA DO INICIO DO PERÍODO OITOCENTISTA. EXEMPLAR DESTE SERVIÇO ESTA REPRODUZIDO NO LIVRO LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL, POR JENNY DREYFUS. PAG. 134, 25 CM DE DIÂMETRO. NOTA: D.Pedro de Sousa Holstein (1781-1850) o primeiro Duque de Palmela foi um dos artífices da Revolução Liberal que entronizou Dona Maria II em Portugal com a deposição do usurpador D. Miguel. Era afilhado de batismo da Rainha Dona Maria I e do rei Dom Pedro III. Foi feito conde por Dona Maria I, sua madrinha, Marquês por Dom joão VI e Duque por Dom Pedro I quando este regia o Reino de Portugal em favor de sua Filha D. Maria II. Foi um militar que desempenhou papel importante nas guerras peninsulares pela libertação de Portugal do jugo de Napoleão Bonaparte. Foi também ministro plenipotenciário em Londres e guardião de Dona Maria II quando esta viveu em na Inglaterra a aguardar as guerras que destronariam seu tio e marido Dom Miguel I que lhe usurpou o trono português. Em 1817 foi chamado a exercer o cargo de ministro dos negócios estrangeiros. Como tal, viajou para oRio de Janeiro, onde a corte portuguesa se encontrava desde as invasões francesas. No entanto, contrário à presença da corte noBrasil, e não emLisboa, acaba por se demitir; só após aRevolução Liberalde 24 de Agosto de 1820, e o subsequente regresso dorei, em 1821, Palmela aceitou o cargo; nessa altura foi incumbido de viajar ao Brasil e acompanhar o rei no seu regresso triunfal a Portugal. Até à sua morte desempenhou numerosos cargos políticos e militares. Por sua lealdade foi recompensado por Dom Pedro I que o tornou grande no Reino. D. Pedro de Sousa Holstein, 1º conde, marquês e duque de Palmela e 1º duque do Faial, descendente da Casa de Bragança e da Família Real Dinamarquesa; foi primeiro-ministro de Portugal.
  • BARÃO DE ITAPICURU-DE-CIMA  - MANUEL DE OLIVEIRA MENDES, 2.BARÃO E 1. E ÚNICO VISCONDE DE ITAPICURU DE CIMA ( 30 DE DEZEMBRO DE 1867) .FILHO DO 1 BARÃO DE ITAPICURU DE CIMA, LUÍS MANUEL DE OLIVEIRA MENDES, HERÓI DAS GUERRAS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL. TRAVESSA EM PORCELANA FRANCESA, PERTENCENTE AO SERVIÇO DO BARÃO DE ITAPICURU-DE-CIMA. BORDA COM FILETE VERDE ENTRE FIOS DOURADOS E MONOGRAMA "B DE I" SOB COROA, EM DOURADO. FOI AGRACIADO 2º BARÃO DE ITAPICURU DE CIMA, EM 12 DE OUTUBRO DE 1830, DEPOIS AGRACIADO VISCONDE, EM 12 DE OUTUBRO DE1858, TAMBÉM ERA COMENDADOR DA IMPERIAL ORDEM DE CRISTO. FAMÍLIA MENDES ERA UMA DAS MAIORES FORÇAS ECONÔMICAS DO RECÔNCAVO BAIANO, CONTROLANDO LATIFÚNDIOS VOLTADOS À AGRICULTURA ESCRAVISTA E À PRODUÇÃO AÇUCAREIRA. ENTRE AS PROPRIEDADES ASSOCIADAS A MANUEL ESTAVA O HISTÓRICO ENGENHO MAMÃO, LOCALIZADO NA REGIÃO DE SANTO AMARO, QUE OUTRORA PERTENCERA AOS JESUÍTAS PEÇA DESTE SERVIÇO REPRODUZIDA À PÁG. 276 NO LIVRO "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL", POR JENNY DREYFUS.  SÉC. XIX. DIÂM. 34 CM DE DIAMETRO NOTA: Nascido na freguesia de Nossa Senhora do Monte do Recôncavo, no Município de São Francisco do Conde, em 9 de outubro de 1793, sendo filho de Luís Manoel de Oliveira Mendes Lobato, depois 1º Barão de Itapicuru de Cima, e de D. Ana Francisca Xavier Pinto de Almeida.Na Bahia foi Suplente do Deputado Provincial na 1ª legislatura de 1835 a 1837, tendo nessa qualidade exercido o mandato em 1835, e Vereador no Município de Santo Amaro nos quatriênios de 1857 a 1860 e de 1861 a 1864.Era Comendador da Ordem do Cristo.Casado com D. Maria Carolina do Patrocínio e Almeida, Viscondessa do mesmo título, nascida na freguesia de Santana do Camisão, então pertencente ao Município de Cachoeira, a atual cidade de Ipirá, na Bahia, em 1803, filha de José Carlos de Almeida e de D. Ana de Oliveira Araújo Pinto, e falecida na cidade de Santo Amaro, na Bahia, em 24 de abril de 1876.Faleceu na referida cidade de Santo Amaro, em 30 de dezembro de 1867.Deixou descendência.
  • BARÃO DE SANTO ÂNGELO  MANOEL DE ARAÚJO PORTO ALEGRE (1806  1874)  - PRATO EM PORCELANA DA MANUFATURA DE MARTIAL REDON E PJ GIBUS (MARCAS PARA DÉCADA DE 1870). BORDA RECORTADA E ABA MOVIMENTADA E REALÇADA EM OURO. A ABA É DELIMITADA DA CALDEIRA POR FRISO EM OURO.  AO CENTRO DA CALDEIRA MONOBRAMA ENTRELAÇADO PA. PERTENCEU AO SERVIÇO DO BARÃO DE SANTO ÂNGELO, MANOEL DE ARAÚJO PORTO ALEGRE (1806  1874) , ESCRITOR, DIPLOMATA, ARQUITETO E PINTOR.  VIDE NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE AUTORETRATO DO BARÃO DE SANTO ANGELO, EXÍMIO PINTOR. FOI UM DOS FUNDADORES DO ROMANTISMO BRASILEIRO. EM SUAS POESIAS PODEM SER ENCONTRADAS UM FORTE NACIONALISMO. FOI, ALÉM DISSO, HISTORIADOR, E TEATRÓLOGO. É O PATRONO DA CADEIRA Nº 32 DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. EXEMPLAR DESSE BELO SERVIÇO INTEGRA O ACERVO DO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL DO RIO DE JANEIRO CONFIRMAMOS INCLUSIVE A INFORMAÇÃO COM A RESPEIDA INSTITUIÇÃO (VIDE NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE PRINT DA TELA COM O E-MAIL TROCADO COM O DEPARTAMENTO DE RESERVA TECNICA DO MUSEU HISTORICO NACIONAL). FRANÇA, DEC. 1870. 25 CM DE DIAMETRONOTA: Manuel Araújo Porto Alegre, o Barão de Santo Ângelo, nasceu em 29 de novembro de 1806, em Rio Pardo. Órfão de pai, desde tenra idade, oriundo de lar pobre, iniciou sua carreira como ourives, ajudando a sustentar a família. Ainda menino, reuniu um pequeno gabinete histórico em sua casa. Praticava alpinismo, estudava línguas e matemática; matriculou-se na Academia de Belas Artes, no Rio, conquistando, logo na primeira exposição realizada, todos os primeiros prêmios, de pintura, escultura e arquitetura. Nomeado professor da Academia Imperial de Belas Artes, dirigiu-a de 1853 a 1857.. Em 1831, seguiu para Europa, percorrendo a Itália, Suíça, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, França e Portugal.  Regressando ao Brasil,  em 1837, fundou o Conservatório Dramático e a Academia de Ópera Lírica.  Retomou o cinzel de escultor.  Serviu à Pátria, na qualidade de cônsul na Prússia e em  Portugal. Escreveu prosa e verso, legando-nos diversos trabalhos  como Colombo(um poema  épico em  dois tomos),  As Brasilianas (poesia) e A Estátua Amazônica (peça teatral).  Foi um dos fundadores do romantismo brasileiro. Em suas poesias podem ser encontradas um forte nacionalismo. Foi, além disso, historiador, e teatrólogo. Em 1838, no Rio de Janeiro, casou-se com Ana Paulina Delamare, tendo tido o casal dois filhos.  No movimento romântico, acrescentou a seu nome, Manoel de Araújo, o de Porto Alegre, quando em 1874 foi agraciado com o título de Barão, escolheu o de Santo Ângelo, então o santo de maior devoção dos rio-pardenses.   Em 1877, em viagem a Roma para Florença, sofreu o primeiro insulto cerebral. Recolheu-se em Lisboa, onde pouco tempo depois teve a segunda crise, que o deixou com a metade do corpo paralisado e mudo. Sua ultima vontade era de ser sepultado em sua terra natal Rio Pardo. Viveu mais dois anos, vindo a falecer em Lisboa, no Conselho Geral do Império  do Brasil, em 29 de dezembro de 1879. Seu corpo embalsamado encontra-se no Cemitério Municipal de Rio Pardo, em mausoléu erguido em sua memória, depois de ter sido exposto no salão de honra da Intendência Municipal de Porto Alegre, quando foi transladado para o Brasil, em 1929. É o Patrono da cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Fundou com Gonçalves de Magalhães, em Paris, a revista "Niterói" (1836) e dirigiu "Lanterna Mágica" (1844-1845). Recebeu o título de barão em 1874. Escreveu poemas como "Brasiliana" (1843), "O caçador" (1843), "Corcovado" (1847), etc. e peças teatrais como: "Prólogo dramático", "Os lobisomens" (comédia) e "Os toltecas" (tragédia em três partes).
  • DOM CRISTÓVÃO PEREIRA DE CASTRO (1733- 1805)  FIDALGO, CAPITÃO-GENERAL E GOVERNADOR DE MACAU DE 1797 A 1800. PRATO EM PORCELANA DA COMPANHIA DAS INDIAS, REINADO QIANLONG ((1736-1795). ABA COM BORDA RECORTDA DECORADA COM FRISOS EM OURO, SALMÃO E AZUL. DELIMITANDO A CALDEIRA E A ABA GUIRLANDA COM FOLHAS EM AZUL E FIO EM OURO. NA CALDEIRA, RESERVA COM BRASÃO SOBRE COROA DE DUQUE. O BRASÃO TEM ARMAS EM ESCUDO BIPARTIDO SENDO UMA METADE COM FUNDO EM BRANCO E SEIS ESTRELAS EM AZUL E A OUTRA TEM FUNDO EM VERMELHO COM CRUZ EM OURO DA ORDEM DE CRISTO. SÃO ARMAS DE CASTRP E PEREIRA. SOB O BRASÃO COROA DE DUQUE. REPRODUZIDO NA PAGINA 184 DO LIVRO  A PORCELANA CHINESA E OS BRASÕES DO IMPÉRIO POR NUNO DE CASTRO.  TAMBÉM ESTA REPRODUZINO NO LIVRO DE VARELA SANTOS: "PORTUGAL NA PORCELANA DA CHINA - 500 ANOS DE COMÉRCIO", VOLUME IV. LISBOA: ARTEMÁGICA, 2010, PP. 1275-1277. CHINA, CIRCA DE 1790. 25 CM DE DIAMETRO (mínimo fio de cabelo na aba praticamente imperceptível)NOTA: Carta escrita por Ebenezer Townsend Jr., supercargo (oficial dos navios mercantes, encarregado da carga e dos assuntos comerciais da viagem) a bordo do Neptune (1) na sua viagem pelo Pacifico Sul, Cantão e Penang, entre 1796-1799. Ebenezer era natural dos Estados Unidos da América e traçou um relato sobre o aspecto de Macau a época em que Dom Cristóvão Pereira de Castro era Governador: Caro IrmãoÀ 1 P.M. (24 de Outubro) ancorámos na rada de Macau numa profundidade de cinco braças e fomos a terra buscar um piloto para Cantão  a nossa primeira tarefa foi ir visitar o Governador CRISTÓVÃO PEREIRA DE CASTRO e a seguir o Comodoro dos navios ingleses na Taipa, que eram então comandados pelo Capitão Turner. Suponho que não tínhamos obrigação de ir cumprimentar este inglês, mas é costume, e eu senti satisfação ao ouvir ali um cavalheiro inglês que havia estado algum tempo na América.   Há grande número de belos edifícios. A cidade é muralhada e muito bem fortificada. O chamado porto interior é bom com cerca de 13 pés de água, mas as fragatas ancoram na Taipa. Há agora treze navios de velas redondas e vários barcos menores no porto interior. O tufão não lhes causou prejuízos, pois o porto é como um lago. Os barcos que aqui estão carregam de cem a centenas de toneladas.No verão é lugar de residência para os sobrecargos e empregados da East India Company, visto que nessa estação não se faz negócio em Cantão, e aqui podem viver mais economicamente e mais agradavelmente do que em Cantão. Eu, porém, vi pouco que me agradasse. Vi poucas mulheres portuguesas nas ruas, mas elas estavam de tal forma cobertas com um véu que eu não posso dizer se eram bonitas ou feias; porém, se é verdade o que dizem, eu poderia ter examinado mais intimamente as suas feições por uma pequena compensação.Comprámos ovos e laranjas  cem por meio dólar  e bom vinho no hotel  uma garrafa por 75 centavos de dólar. Há cerca de doze igrejas (3) e uns 4.000 habitantes (4) no máximo; eles vão à igreja, mas são falhos de iniciativa. No início o estabelecimento era muito florescente; mas a riqueza, que o ergueu, foi provavelmente a causa do seu declínio; tornaram-se faustosos e enervados
  • CONDE DE SARZEDAS (Campo Grande, Portugal, 20 de abril de 1756  Rio de Janeiro, 1818))  D. BERNANDO JOSÉ MARIA DA SILVEIRA E LORENA. GOVERNADOR GERAL DE SÃO PAULO DE 1782 ATÉ 1797 E FUNDADOR DA CIDADE DE CAMPANHA NO SUL DE MINAS GERAIS.  PRATO EM PORCELA DA COMPANHIA DAS INDIAS REINADO JIAQING (1796  1820). DECORADO COM ABA DELIMITADA POR FRISOS EM AZUL E ARREMATES EM OURO. NA CALDEIRA BRASÃO DE ARMAS DO ENCOMENDANTE E SEU LEMA QUAS CUNQUE FINDT (AQUELE QUE FENDE OU SEJA AQUELE QUE ABRE CAMINHO), LEMA DAS ARMAS DOS TÁVORA, PERTENCENTE A BERNARDO JOSE MARIA DA SILVA E LORENA. Exemplar do mesmo serviço reproduzido à pagina 151 do livro Louça da Aristocracia no Brasil, por Jenny Dreyfus e também  em Nuno de Castro: A Porcelana Chinesa e os Brasões do Império, p. 200. 24,5 CM DE DIÂMETRO. CHINA, SÉC. XVIII / XIX.NOTA: BERNARDO JOSÉ MARIA DE LORENA E SILVEIRA, QUINTO CONDE DE SARZEDAS, (CAMPO GRANDE, 20 DE ABRIL DE 1756  RIO DE JANEIRO, 1818) foi um fidalgo e administrador colonial português no Brasil e na India. Segundo o registo de batismo nasceu e foi batizado na Paroquia do Campo Grande em Lisboa, no dia 20 de abril de 1756, sendo neste apontados como seus pais D. Nuno Gaspar de Távora e D. Maria Inácia da Silveira. Entretanto atualmente veio a luz a condição de Dom Bernardo José Maria de Lorena e Silveira como filho de criação de Nuno Gaspar de Lorena, e de fato filho bastardo do rei D. José I com a "Marquesa Nova" (Tereza de Távora), esposa de D. Luís Bernardo de Lorena e Távora, 4.º Marquês de Távora, executado junto com os demais Távoras em 1759. Sendo assim, Bernardo de Lorena era meio irmão de D. Maria I, a qual sucedeu no trono a seu pai D. José I, e que lhe concedeu cargos e honrarias, e seu nascimento, em 1758, provocou a Conspiração dos Távoras, o Caso Távora. Nuno Gaspar teria sido pai de criação por ter sido o 4º Marquês de Távora executado e Tereza de Távora presa em convento, onde ficou até falecer. Essa afirmação teve origem em Saint-Hilaire, que o conheceu no Brasil, e escreveu sobre Bernardo de Lorena e Frei Lourenço do Caraça em seu livro "Viagem pelas capitanias de Rio de Janeiro e de Minas Gerais". A amizade de Frei Lourenço do Caraça com Bernardo de Lorena despertou as suspeitas de Saint-Hilaire, pois o misterioso frei é visto, até hoje, como um dos muitos fugitivos do Caso Távora e era de São João da Pesqueira, lugar de senhorio dos Távoras, e era da família Figueiredo, ligada aos Távoras. Moço fidalgo com exercício nomeado em 3 de fevereiro de 1766; capitão de cavalaria agregado à 1ª Corte. Grã-cruz da Ordem de São Tiago e comendador da Ordem de Cristo; capitão-general de Minas Gerais e Vice-rei da Índia. Em 1786 recebeu a carta de conselheiro. A 19 de agosto de 1786 nomeado, por Dona Maria I, capitão-general governador da capitania de São Paulo, no Brasil, cargo de que só tomou posse a 5 de junho de 1788 (mas Nobreza de Portugal cita outra data: 25 de julho). O nascimento de Bernardo, filho bastardo, teria então causado a Conspiração dos Távora contra o rei. Faleceu no Rio de Janeiro em 1819. Seu governo em São Paulo durou nove anos, terminando em 28 de junho de 1797. Entre suas obras mais importantes, a Calçada do Lorena, o primeiro caminho calçado com pedras na Serra do Mar que ligou o litoral ao planalto e à cidade de São Paulo. Terminado este seu governo, que durou até 28 de junho de 1797, quando entregou o mando a António Manuel de Melo Castro e Mendonça, foi render o Visconde de Barbacena no governo da província de Minas Gerais. Ali fundou a cidade de Campanha. Concluída em 1805 a comissão, foi agraciado com o título de 5º Conde de Sarzedas, como descendente de um irmão do 1º conde de Sarzedas. Nomeado conselheiro de capa e espada do Conselho Ultramarino, deputado da Junta de administração do Tabaco, e finalmente a 17 de setembro de 1806 vice-rei da Índia. Em 1806 foi nomeado vice-rei da Índia, que governou por também nove anos até 29 de novembro de 1816. Tal título havia sido extinto em 1774. Entrou a barra de Goa a 27 de maio de 1807, sendo recebido com entusiasmo por vir investido na dignidade de vice-rei, que em 1774 fora suprimida pelo marquês de Pombal. Achavam-se ainda em Goa uns 30 mil e tantos soldados ingleses que ocupavam a cidade sob pretexto de a proteger contra empresas dos franceses. No governo de Veiga Cabral, seu antecessor, homewm inábil e de curtas vistas, os ingleses governavam a pretexto de defender Goa das tropas napoleônicas. As tropas lhe haviam sido impostas pelo Marquês de Wellesley, irmão do duque de Wellington. Não sucedeu, porém, assim com o Conde: Sarzedas mostrou dignidade e força de caráter. Só a 1 de novembro de 1810 começaram os ingleses a retirar-se. A 2 de abril de 1813 saiu de Goa o último regimento. Sarzedas governou a Índia durante nove anos. Conseguiu a extinção completa da Inquisição de Goa, restabelecida em 1779, na reação contra a política pombalina, e conseguiu revigorar a autoridade portuguesa com tato e firmeza. Entregando o governo ao seu sucessor, o 1º conde de Rio Pardo, a 29 de novembro de 1816, retirou-se para o Brasil, onde veio a falecer três anos depois. O PROCESSO DOS TÁVORAS: Foi um ruidoso caso com forte repercussão inclusive no Brasil, em que encabeçados pelos Condes de Távora foi perpetrado um atentado contra a vida do Rei Dom José I. Francisco Carlos Távora de Albuquerque Caixeta assim relata o ocorrido: No ano de 1758, D. José I foi vítima de um atentado. A partir daí, sob a acusação da prática dos crimes de Traição e Lesa-Majestade, procedeu-se uma perseguição a membros de algumas das principais famílias da nobreza de Portugal, especialmente o Duque de Aveiro e o Marquês de Távora. Tal perseguição culminou num julgamento de cunho político repleto de irregularidades jurídicas e numa execução bárbara com requintes de crueldade que entrou para a história como "O Processo dos Távora", igualmente cognominado de "O Caso dos Távoras" é um episódio histórico muito famoso em Portugal com repercussões no Brasil.  A história remonta o ano de 1750, quando El-Rei Nosso Senhor de Portugal, D. João V nomeou D. Francisco de Assis (o Marquês de Távora), para o cargo de Vice-Rei da Índia. Assim, em março daquele ano o Marquês de Távora partiu para a Índia com o intuito de representar a Coroa Portuguesa naquele país, acompanhado de sua esposa D. Leonor Tomásia de Távora  (a Marquesa de Távora) e seus filhos Luís Bernardo (o Marquês-novo) e José Maria, deixando em Portugal suas duas filhas casadas e a esposa de Luís Bernardo, Teresa de Távora e Lorena (a Marquesa-nova).   Enquanto D. Francisco de Assis estava em Goa, na Índia, o rei D. João V faleceu, assumindo o trono o até então príncipe D. José (agora El-Rei D.José I). Ao regressarem a Portugal, após quatro anos de bem sucedido governo de D. Francisco de Assis na Índia, os Marqueses de Távora foram informados por amigos e parentes que a esposa de Luís Bernardo de Távora, D. Teresa de Távora havia se tornado a amante preferida do rei D. José I, e que esse relacionamento amoroso adulterino já era de conhecimento público. Indignada com a situação, D. Leonor passou a pleitear a anulação canônica do casamento de seu filho Luís Bernardo e exigiu que o mesmo não mais convivesse maritalmente com D. Teresa.  A posição radical adotada pela Marquesa de Távora em relação ao casamento do filho mais velho, aborreceu extremamente o rei D. José I, o qual mandou seu principal ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, tentar convencer os Marqueses de Távora de que D. Teresa deveria retomar a vida conjugal normal com o marido Luís Bernardo de Távora. Contudo, os Marqueses se mostraram irredutíveis. Posteriormente, o próprio rei D. José I solicitou pessoalmente a D. Francisco de Assis que fosse relevado o "suposto affair" de D. Teresa com aquele regente em troca de favores e títulos no governo, mas D. Francisco de Assis recusou a proposta do rei, irritando-o mais profundamente ainda.  Pouco tempo depois, em 1º de novembro de 1755, dia de feriado religioso católico português denominado "Dia de Todos os Santos", a cidade de Lisboa (capital do Império Português) sofreu um terrível terremoto que destruiu casas, igrejas, edifícios e palácios, e que foi sentido inclusive em outras cidades do Reino. Não se tratou de mais um dos tantos abalos sísmicos a que os europeus estavam acostumados, mas sim o pior da história do velho continente já registrado. Além do terremoto, Lisboa foi inundada por um grande maremoto e depois ficou ardendo em chamas durante seis dias.  Os membros do clero de Portugal encararam essa catástrofe natural como uma revolta de Deus em relação aos amores adulterinos do rei D. José I e de sua política de governo, da qual era figura fundamental o ministro Carvalho e Melo. Um dos sacerdotes mais exaltados foi o padre Gabriel Malagrida, o qual chegou a escrever um manifesto intitulado "Juízo da Verdadeira Causa do Terremoto" descrevendo o cataclismo como punição divina aos pecados dos governantes do país e profetizando novos desastres se os culpados continuassem a agir daquela forma; o que provocou a ira do rei e do ministro Carvalho e Melo.  É imperioso mencionar que o rei D. José I não gostava de governar e delegava a maioria de seus poderes, principalmente para o seu ministro de confiança Sebastião José de Carvalho e Melo (o qual futuramente foi nomeado Marquês de Pombal 03). Desse modo, determinados membros da nobreza começaram a se incomodar com o fato de uma pessoa considerada de origem inferior a deles deter cada vez mais poder prestígio e importância no Reino. Foram nessas circunstâncias que se esboçou um movimento palaciano contestatório, encabeçado pelo desembargador Costa Freire, com o fulcro de derrubar o governo e substituí-lo por outro, a ser constituído por alguns membros da nobreza portuguesa. Posto isso, em 03 de setembro de 1758, deu-se o incidente que mudou a história. Nessa noite, o rei D. José I saiu secretamente para uma breve visita a sua amante predileta, D. Teresa de Távora. Tanto era secreto esse encontro que alguns dias antes o rei havia decretado luto oficial no país em virtude da morte de sua irmã Maria Bárbara, ex-rainha da Espanha; fato esse que impedia as saídas dos membros da Família Real do Paço que habitavam em Belém, depois do terremoto em Lisboa. Desse modo, o rei não se serviu da carruagem nem da escolta reais.  Ao retornar do encontro com a Marquesa-nova, o monarca tomou a estrada de volta ao Paço, quando por volta das onze e meia da noite, homens encapuzados abriram fogo de clavina e pistola sobre a carruagem que transportava o soberano, ferindo-o no ombro e braço direitos, bem como nas costas. Contudo, o cocheiro conseguiu escapar levando o rei até a casa do Marquês de Angeja , na Junqueira, onde permaneceu até o amanhecer, quando regressou ao Paço numa carruagem real e escoltado por um corpo de Dragões. Vale ressaltar a incrível celeridade com que ocorreram os derradeiros atos da marcha processual, pois a defesa dos réus foi entregue no dia 11 de janeiro de 1759 às quatro horas da tarde e nesse mesmo dia a Junta conclui os autos e requereu ao rei permissão para agravar as penas previstas em lei. No dia 12, foi concluída a devassa, redigida a sentença, comunicada aos réus e executada na manhã do dia 13. Destarte, o julgamento foi em tudo contrário às leis e a justiça, mesmo porque consoante o escritor português Luiz Lancastre e Távora há registros de que a sentença já se encontrava previamente lavrada antes mesmo do término do julgamento. Tanto isso é verdade que nem os juízes cuidaram em averiguar um único fato alegado pelos réus em sua defesa ou em inquirir uma só testemunha por eles oferecidas. Não obstante, passa-se, enfim, à parte das sentenças: ao Duque de Aveiro e ao Marquês de Távora pai seria aplicada a pena de serem rompidos em vida, quebrando-lhes os ossos das pernas, braços e peito a golpes de maça, estando seus corpos atados às rodas, após o que seria queimados, sendo as cinzas jogadas ao mar. D. Leonor teria a cabeça decepada à espada pelo carrasco, o qual após expor a cabeça ao povo deveria queimá-la juntamente com o restante do corpo e lançar as cinzas ao mar. O Marquês Luís Bernardo, José Maria Távora e o Conde de Atouguia seriam logo garrotados e só depois quebrados os ossos das pernas e braços, antes de serem seus corpos lançados na mesma fogueira que os predecessores. Pena igual aplicar-se-ia aos criados Manuel Álvares e João Miguel, assim como ao cabo Brás Romeiro. António Álvares e José Policarpo de Azevedo seriam atados em postes altos e queimados em vida, tendo suas cinzas o mesmo destino das dos outros réus. Além disso, todos foram condenados a desnaturazilação de Portugal, exautoração das honras e privilégios da nobreza a que tinham direito e total confisco de bens.  Ademais, no tocante especificamente à família Távora, ficava de futuro proibido o uso do sobrenome Távora; determinava-se que suas armas fossem picadas e raspadas onde quer que se encontrassem; o restante das mulheres deveriam ser separadas dos filhos (os quais ficavam obrigados a professar) e encerradas em conventos; e suas casas arrasadas e salgados os chãos onde se erguiam para eterna lembrança desse castigo.  A execução da sentença ocorreu no sítio de Belém, no chamado Cais Grande, onde se construiu especialmente para tal feito um alto e grande patíbulo  todo em madeira sobre o qual se encontravam os postes, as rodas, as aspas e todos os outros apetrechos necessários a sua realização; e onde até hoje existe um pelourinho.
  • BARÃO DE MIRANDA  JÚLIO DE MIRANDA E SILVA (1839-1901). LINDO PRATO EM PORCELANA COM MARCAS DO ATELIER DE CHARLES E THEODORE HAVILAND, DECORAÇÃO DE LOUIS CHANUT RUE TRONCHET, PARIS. ABA MOVIMENTADA EM BOLEADO PROFUSAMENTE DECORADA COM FLORES EM DOURADO E VERDE ÁGUA A MIM SEMPRE TROUXERAM A SENSAÇÃO DE PADRÃO DE  PELAGEM DE LEOPARDO. EM RESERVA LINDO BRASÃO SOB CORONEL DE BARÃO, COM SUPORTES EM LEÕES RAMPANTENS, ESCUDO ESQUARTELADO E LEMA HOMINEM LABOR HONORAT  O TRABALHO HONRA O HOMEM. O LEMA REFORÇA O QUATRO QUARTEL DO ESCUDO ONDE ESTÁ REPRESENTADA UMA COLMÉIA DE ABELHAS EM OURO, QUE EM HERÁLDICA REPRESENTA LABORIOSA ATIVIDADE. TAMBÉM DOS MAIS BELOS EXEMPLARES DA PORCELANA DA NOBREZA BRASILEIRA, INCLUSIVE É REPRODUZIDO NA CONTRA CAPA DO LIVRO DE JENNY DREYFUS, LOUÇA DA ARISTROCRACIA NO BRASIL. TAMBÉM CONSTA NA PÁGINA 287 DO LIVRO. FRANÇA, 23 CM DE DIAMETRO.NOTA: Julio de Miranda e Silva. BARÃO DE MIRANDA. CRIAÇÃO DO TITULO: Barão por decreto de 7 de Outubro de 1883. Nascido a 17 de julho de 1839 em São Gonçalo, Rio de Janeiro, e falecido a 26 de maio de 1901 em Campos, Rio de Janeiro. Fazendeiro. Casou-se em primeiras núpcias com Maria Elisa Batista, falecida a 11 de agosto de 1894 no Rio de Janeiro, viúva de João Ferreira Tinoco e filha de Julião Batista Pereira de Almeida, 1® Baronesa de Miranda - sem sucessão. Casou-se a segunda vez com Cândida de Paiva Monteiro, 2® Baronesa de Miranda - com geração. Provedor da Sta Casa em 1893 a 1896 - Filho dos Barões de São José - casou-se em 2® núpcias com Candida de Paiva Monteiro, 2® Baronesa d eMiranda em 1896 e tiveram os filhos, João, Candida, Cimodece e José Julio - construiu com madeira vinda de Campos uma casa em Poços de Caldas na rua Amazonas 149.
  • FÁBRICA DE SANTO ANTONIO DO VALE DA PIEDADE - PORTO  PAR DE TELHAS DE PLATIBANDA (MACHO E FÊMEA) EM FAIANÇA DECORADAS EM AZUL COBALTO COM FLORES E RAMAGENS RELEVADAS. VIDE NOS CREDITOS EXTRAS DESSE LOTE IMAGEM DA PRÓPRIA FÁBRICA DE SANTO ANTONIO DO VALE DA PIEDADE COM PLATIBANDA ORNAMENTADA COM ESTE MODELO DE TELHAS. PORTO, PORTUGAL, CERCA DE 1850. 69 CM DE ALTURANOTA: A Fábrica de Santo António do Vale da Piedade laborava já desde finais do século XVIII, sendo propriedade do Vice-Cônsul da Sardenha no Porto, Jerónimo Rossi, falecido em 1821. No início da década de 1830, fábrica estava a laborar debaixo da supervisão de Francisco da Rocha Soares, que então dirigia também a Fábrica de Miragaia e que chegou ainda a explorar, sensivelmente por essa altura, a Fábrica de Louça de Massarelos. A partir da segunda metade da década de 1830, Santo António do Vale da Piedade passa a andar arrendada a Bonifácio José de Faria e Costa e a João de Araújo Lima. Contudo, o primeiro dos dois sócios morre em 1840. A partir de então, João de Araújo Lima passa a ter toda a responsabilidade sobre a sua exploração, num período relativamente alargado, que termina com a sua morte, em 18615 . Durante esse período, em que João de Araújo Lima explorou a fábrica, esta aumentou a gama de produção  não só produzia louça, como passou também a produzir estatuária, vasos e azulejos. Nessa altura, teve certa projecção, em Portugal e no Brasil, ao nível da produção de ornamentação cerâmica para exteriores. Terá sido a mais importante fábrica do género, no norte do país, durante as décadas de 1850 e 1860. Ao nível da produção de estatuária e artefactos de remate, terá sido mesmo a principal fábrica portuguesa, durante esse período. Após a morte de João de Araújo Lima, a fábrica ficou em posse da sua viúva. Poucos anos depois, a gestão passaria para dois irmãos da primeira mulher de João de Araújo Lima, um dos quais  João do Rio Júnior  viria a assumir o protagonismo, devido à morte do outro irmão. Debaixo da gerência de João do Rio Júnior, é dotada de uma máquina a vapor. Em meados da década de 1870, a produção já se alargara a louça sanitária, louça de grés e tubos do mesmo material. Logo de seguida, passou a ser gerida por Manuel Alves Ferreira Pinto, através de arrendamento, e foi ainda premiada na Exposição de Filadélfia de 1876 e na Exposição Universal de Paris de 1878. Porém, a concorrência, sobretudo a da Fábrica de Cerâmica das Devesas, fez com que deixasse de ter a primazia na produção de artefactos cerâmicos para decoração arquitectónica. Em 1882, Manuel Alves Ferreira Pinto declarou falência. Iniciava-se a curva descendente da Fábrica de Santo António do Vale da Piedade. Embora o declínio não tenha sido imediato, esta já no período Arte Nova havia sido relegada para a sombra, dado que foram outras as fábricas similares que singraram, na viragem para o século XX. Aliás, em finais do século XIX, já tinha deixado de produzir artefactos em grés, precisamente por não poder competir com a Fábrica de Cerâmica das Devesas6. A fábrica vegetou nas primeiras décadas do século XX, acabando por fechar. Os edifícios fabris propriamente ditos viriam a ser demolidos.
  • COMMÉRCIO  LINDA ESCULTURA EM FAIANÇA DECORADA COM ESMALTES SIMULANDO MARMOREIO.  CONSTANTE DO CATALOGO DE 189 ONDE SE PODE VER QUE  A ESCULTURA ORIGINALMENTE SEGURAVA UM CADUCEU NA MÃO ESQUERDA (VIDE NOS CREDITOS EXTRAS DAS IMAGENS DESSE LOTE), NA MÃO DIREITA SEGURA MOEDAS. ESTÁ VESTIDA AO GOSTO DO CLASSISSISMO GREGO.  PORTUGAL, FINAL DO SEC. XIX. 102 CM DE ALTURA (FALTAS E RESTAUROS)NOTA: Na arte clássica e na iconografia, uma figura feminina com moedas e  caduceu  é a alegoria do Comércio. Ela frequentemente aparece acompanhada pelo deus Mercúrio (o mensageiro e patrono do comércio) em pinturas e esculturas históricas. Note que a figura feminina que personifica o comércio não possui um nome próprio como uma deusa mítica (como Atena ou Vênus). Ela é chamada simplesmente de Alegoria do Comércio ou Personificação do Comércio. Na tradição da arte clássica, conceitos abstratos como a Justiça, a República, a Indústria e o Comércio ganhavam a forma de mulheres, conhecidas coletivamente como Efígies ou Alegorias. Na mitologia antiga grega ou romana, os patronos do comércio eram deuses masculinos, especificamente Hermes (grego) ou Mercúrio (romano). Durante o Renascimento e o Neoclassicismo, os artistas preferiam desenhar figuras femininas para representar virtudes e atividades econômicas, combinando símbolos de várias divindades (como a cornucópia da deusa da fartura Abundância com a balança da Justiça).
  • FÁBRICA DE DEVESAS JOSÉ P. VALENTE -  VILA NO DE GAIA  PORTO  PAR DE PINHAS ESCULTÓRICAS EM FAIANÇA ESMALTADAS COM EFEITO DE MARMORIZAÇÃO. MARCAS NA BASE FABRICA DEVEZAS J. P. VALENTE PORTO. PORTUGAL, SEUGUNDA METADE DO SEC. XIX. 43 CM DE ALTURANOTA:  em 1864, JOSÉ JOAQUIM TEIXEIRA LOPES viajou para Paris, onde se fixou durante dois anos. Na França, recebeu formação de François Jouffroy na École Impériale de Beaux-Arts, travando conhecimento com o formato telha Marselha. Foi lá que, desenvolveu as peças escultóricas A União faz a Força, que seria exposta no Ateneu Comercial do Porto, e na exposição trienal da Academia Portuense de Belas Artes, em 1866. Dois anos depois, regressou de um lugar onde só regressaria nas Exposições Universais de 1889-90, passando a centrar-se na produção cerâmica dentro de portas. Após trabalhar com Francisco Correia Breda, não se contentou com o trabalho de vidraria que fazia, e juntou-se a Almeida da Costa, tornando-se sócio na Cerâmica das Devesas. Para prolongar a sua vocação artística, fundou a sua própria escola de desenho e modelação, que, apesar do seu ensino decorrer durante a noite, viria a formar as bases para a constituição da Escola Industrial Passos Manuel. Entretanto, seria nomeado para Cavaleiro da Ordem de Cristo."Uma vez regressado a Portugal e rodeado da esposa e dos filhos, o artista abandona a intenção de regressar a França e toma a decisão de se meter ao trabalho imediatamente, começando por reproduzir em cerâmica ( certamente sob influência do desenvolvimento que esta indústria tinha atingido nas fábricas de Vale da Piedade e Miragaia) algumas figuras (como a sua estátua A União faz a força)  e vasos ornamentais modelados por ele, sem descurar também a produção de figurinhas de costumes .  Para o efeito, alugou nas Devesas (Gaia) um pequeno terreno onde construiu um forno e uma pequena oficina, para trabalhar a argila e moldar os gessos.  Na proximidade, alugou também uma pequena casa onde descansava, para não vir diariamente para a sua casa do Porto, na Rua de Miragaia, 146. A sua mulher, que estava grávida, mas não contava ter o filho tão cedo, não teve tempo para voltar ao Porto e acabou por dar à luz em Gaia. Foi por esta razão que nasceu António Teixeira Lopes, em 27 de Outubro de 1866, naquela modesta moradia, na R. Conselheiro Veloso da Cruz, 353, na qual a C. M. de Gaia mandou colocar uma placa em 1936. O destino fez com que Gaia contasse com mais um grande artista. Uma vez que a casa estava situada na proximidade do terreno onde tinha a oficina e aquela era relativamente próxima do local onde seria mais tarde erigido o edifício da Fábrica Cerâmica das Devezas, tal como existe atualmente, pode-se concluir que os imóveis utilizados por Teixeira Lopes foram mesmo o embrião desta fábrica.  Inicialmente, debateu-se com o problema da falta de compradores, fase difícil da sua vida. O seu primeiro grande cliente foi o engenheiro francês Charles Baumam, homem de grande distinção e reconhecida notável carreira profissional, muito estimado em Gaia, tendo-se tornado grandes amigos. De acordo com Ramiro Mourão, em 1866, o artista relaciona-se com Francisco Correia Breda, rapaz sério, que tinha alguns conhecimentos da indústria, em particular  sobre o fabrico de vidros, permitindo a Teixeira Lopes adquirir conhecimentos mais profundos sobre técnicas de acabamento de peças de cerâmica. Breda associa-se com ele muito passageiramente, porque pouco tempo depois Francisco Correia Breda regressa ao Brasil. (3)Deve colocar-se a hipótese da associação de Teixeira Lopes com Francisco Breda se ter iniciado logo após o seu regresso definitivo de Paris ( já poderiam conhecer-se anteriormente?) e a laboração cerâmica ter começado ainda em 1865, sendo marcadas peças com a firma Teixeira & C., como se verá abaixo. Justificar-se-ia, desta forma, a atribuição da data de 1865 como a da fundação de facto do núcleo inicial da  Fábrica de Cerâmica das Devesas,  que é assumida oficialmente no catálogo da Fábrica de 1910 e que vem assim corroborar a hipótese que se está a desenvolver. Aliás, que motivo ponderoso levaria a Fábrica de Cerâmica das Devesas a atribuir-se uma data de fundação diferente da real? De acordo com Ramiro Mourão, Teixeira Lopes não podendo, por falta de recursos, comprar a Breda por doze moedas a sua parte na sociedade, esta é adquirida por António Almeida da Costa (1832-1915), seu amigo desde o momento em que dirigiu o pedestal da estátua de D. Pedro V. Mourão é vago sobre o valor da quota de Breda, não informando qual o montante monetário total das doze moedas.Deve ser referido que Teixeira Lopes poderia ter continuado sozinho, dado que, apesar do que escreve Ramiro Mourão, não seria difícil a Teixeira Lopes adquirir a quota de Breda, uma vez que, tratando-se duma microempresa, o seu valor seria muito reduzido. Além disso, se os seus pais não teriam grande possibilidade de o ajudar, já o inverso se poderia dizer dos seus sogros, que eram abonados proprietários e certamente o apoiariam, pelo reconhecimento da capacidade e vontade que Teixeira Lopes demonstrava em desenvolver a sua actividade e, sobretudo, pela amizade que os unia, de tal forma que, devido à casa dos pais de José Joaquim ser pequena, era na habitação daqueles, casa rústica de apreciáveis dimensões, que o casal Teixeira Lopes/Rachel residia quando estavam na terra natal. Esta casa viria a ser herdada por Rachel e foi usada pelo casal e família até à última década do século XIX, época em que Teixeira Lopes mandou construir uma casa nova na sua quinta, embora continuassem a ocupar a anterior, devido ao volumoso agregado familiar. (4)Mas, o escultor ambicionava dar um salto qualitativo na sua actividade, transitando duma prática artesanal de pequena monta, para uma industrial de maior dimensão. Para tanto era-lhe necessário conseguir um sócio com apreciável capital próprio (ou com fácil acesso a crédito), disposto a aplicá-lo naquele negócio e de preferência com algum conhecimento da indústria, como tinha sido o caso de Breda. Teixeira Lopes já conhecia Almeida Costa há uns anos, devido às parcerias artístico-comerciais já existentes entre eles (pelo menos desde 1862), em diversas obras, muito antes da fundação da Fábrica de Cerâmica das Devesas, nomeadamente o fornecimento de modelos de estátuas por parte de Teixeira Lopes, para serem copiados em mármore/pedra na oficina de Almeida Costa.  As parcerias mais paradigmáticas foram as dos concursos para a realização dos monumentos a Passos Manuel, D. Pedro IV e D. Pedro V. O segundo concurso foi perdido, mas o primeiro e terceiro foram ganhos, tendo Teixeira Lopes, pela execução da estátua de D. Pedro V, obtido uma notoriedade imediata, o que aproveitou também a Almeida Costa e à sua oficina de mármores, que passou assim a poder dispor de um parceiro escultor destacado, que daria garantia de qualidade a qualquer obra futura que viesse a ser objecto de concurso. O que veio a suceder...Dito isto, e considerando o bom relacionamento, amizade mesmo, entre os dois parceiros, nada mais natural que Teixeira Lopes tenha convidado o segundo para substituir Breda. Por seu lado, Almeida Costa tinha visão e experiência suficientes para  compreender que esta era uma excelente oportunidade de diversificar a sua actividade de canteiro-marmorista, sendo a produção cerâmica uma área que lhe poderia aportar uma excelente mais valia e um bom complemento para a sua oficina de mármores.Almeida Costa reunia todas as condições: tinha dinheiro, adquirido através da sua oficina, sobretudo pela construção de capelas e jazigos funerários e elementos decorativos para os mesmos, tudo realizado em mármore, lioz ou granito, e de algumas empreitadas que a transcendiam, por requererem concurso de outras artes, de que são exemplo as referidas colaborações de Teixeira Lopes.A quota de Breda foi assim comprada por Almeida Costa, ficando cada sócio com metade do capital. Entretanto, Almeida Costa  já em 1864 se tinha instalado, em sociedade com João Bernardo de Almeida em terrenos a norte da actual Rua Conselheiro Veloso da Cruz, com a finalidade de produzir cal. Esta empresa dissolveu-se em 1866, tendo Almeida Costa adquirido a quota de Bernardo de Almeida, incluindo terrenos, e toma posse, por compra ou aprazamento, da maioria dos terrenos onde se viria a instalar a futura Fábrica Cerâmica das Devesas. (5)  Certo é que Teixeira Lopes foi o fundador do núcleo primitivo da Fábrica (com as modestas instalações já referidas), iniciada sob a firma  Teixeira & C.:O seu neto José Marcel afirma que Teixeira Lopes Foi o fundador da Fábrica de Cerâmica das Devesas, iniciada com a firma Teixeira & Cª. e só depois da entrada do sócio António de Almeida Costa tomou esse título Assim, embora os dois sócios tivessem paridade de quotas, a firma continua a ser Teixeira & C. e, em 1867, em estátuas assinadas Teix.ra  surge pela primeira vez um carimbo oval  com a marca Fábrica das Devezas. O nome de Costa só aparece na firma seguinte: Costa, Breda e Teixeira Lopes.Seu filho António confirma-o: meu pai fundou a Fábrica das Devesas onde trabalhou duramente mais de quarenta anos; mais tarde, aceitou-o (a Almeida Costa) como sócioJoaquim de Vasconcelos secunda estas afirmações, acrescentando informação adicional: a Fábrica de Cerâmica das Devesas tinha começado nas condições mais modestas em 1865 num barracão de madeira, com meia dúzia de oleiros. (8)Júlio Brandão refere sobre Teixeira Lopes: A Fábrica das Devesas, que criou e dirigiu artisticamente até há pouco, deve-lhe todo o seu esplendor e tôda a sua nomeada
  • PINHA  EM CERAMICA ESTATUARIA REVIVALISTA DA TRADIÇÃO DE PRODUÇÃO NA REGIÃO DO PORTO. DECORADA EM BELA POLICROMIA. INICIO DO SEC. XX. 51 CM DE ALTURA (RESTAURO NA INSERÇÃO DA PINHA COM A BASE)
  • DEVEZAS  BELA PINHA DE FAIANÇA PORTUGUESA  COM FARTA POLICROMIA. PRESENÇA DA INSCRITA APÓCRIFA NA BASE: FÁBRICA DE DEVEZAS   J P VALENTE PORTO  -PORTUGAL, INICIO DO SEC. XX .48 CM DE ALTURA .  NOTA : A Fábrica de Cerâmica das Devesas localiza-se perto da Estação Ferroviária das Devesas, na cidade e concelho de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, em Portugal. Foi fundada em meados da década de 1860 e, durante décadas, foi gerida por uma sociedade constituída por António Almeida da Costa (canteiro ornatista), José Joaquim Teixeira Lopes (estatuário e ceramista) e Feliciano Rodrigues da Rocha (canteiro ornatista). Terá sido a mais importante produtora de artefatos cerâmicos para aplicação na Arquitetura no país. Até 1915, ano da morte de António Almeida da Costa, a fábrica dominou o espectro da produção de azulejaria de fachada, de estatuária e outra ornamentação cerâmica para platibandas e jardins. Nas oficinas de Vila Nova de Gaia ou do Porto - onde ainda hoje existe o edifício da fábrica, na Rua José Falcão - produziram-se ainda artefatos em ferro fundidos e em bronze, maquinaria, cantarias de mármore, túmulos, ornatos para tetos em estuque, e outros. A fábrica dispunha ainda de uma sucursal junto à Estação Ferroviária da Pampilhosa do Botão, onde se produziam materiais de construção. Foi premiada em várias exposições nacionais e internacionais, em finais do século XIX e inícios do século XX. Depois da morte de António Almeida Costa, em 1915, e de José Joaquim Teixeira Lopes, em 1918, a fábrica das Devesas entra num longo processo de declínio, abdicando da produção de obras de arte e passando a dedicar-se essencialmente ao fabrico de materiais para a construção civil.
  • FÁBRICA DE DEVESAS JOSÉ P. VALENTE -  VILA NO DE GAIA  PORTO - MONUMENTAL PINHA ESTATUÁRIA EM FAIANÇA DE DEVESAS. FUNDO ESMALTADO É DECORADA A TODA VOLTA COM GUIRLANDA RELEVADA EM AMARELO E AZUL. TAMBÉM FESTÕES E ESTRELAS. BASE TEM INSCRIÇÕES EM AZUL DA FÁBRICA DE DEVESAS E DO FABRICANTE JOSÉ P VALENTE. CONSTRUÍDAS COMO PEÇAS DE APARATO, SEGUNDO A TRADIÇÃO DECORATIVA PORTUGUESA E EUROPEIA, A PINHA SIMBOLIZA A PROSPERIDADE, A IMORTALIDADE, A FORÇA VITAL E A BOAS-VINDAS.. PORTUGAL,SEC. XIX. 84 CM DE ALTURANOTA:  A Fábrica das Devesas, fundada em 1865 em Vila Nova de Gaia, tornou-se uma das maiores e mais importantes fábricas de cerâmica de toda a Península Ibérica. Além das pinhas, a fábrica era famosa por produzir estátuas gigantes, fontes de jardim, fontanários e decorações de fachadas que ainda hoje adornam ruas em Portugal e no Brasil. A empresa publicava catálogos ilustrados impressionantes para a época, permitindo que clientes de colónias e outros países encomendassem peças de arte por catálogo. Na arquitetura tradicional portuguesa, colocar pinhas de cerâmica nos portões de entrada, muros ou no topo das casas era um símbolo universal de hospitalidade e acolhimento. Desde a antiguidade (associada ao deus Baco), a pinha representa a fertilidade, a regeneração, a imortalidade e a prosperidade devido à sua abundância de sementes (pinhões). No Brasil, devido ao formato esculpido e à distância da Europa, muitas destas pinhas importadas no século XIX e início do XX passaram a ser chamadas popularmente de "pinhas-de-açúcar" ou até confundidas visualmente com representações do ananás (abacaxi), que também simboliza hospitalidade.
  • IMPONENTE PAR DE CASSOLETES FEITOS EM MADEIRA EBANIZADA REVESTIDA COM CASCO DE TARTARUGA E RESERVAS INCISAS COM PLACAS EM PASTA MOLE DE PORCELANA DECORADA COM FIGURAS DE VESTAIS EMOLDURADAS POR CORDÕES PEROLADOS EM METAL DORE.. ESTES VASOS DECORATIVOS DATAM DO PERÍODO ENTRE 1860 E 1870 E ERAM FREQUENTEMENTE COLOCADOS SOBRE A LAREIRA, FAZENDO PARTE OU NÃO DE UM CONJUNTO. INCENSO OU OUTRAS FRAGRÂNCIAS ERAM QUEIMADOS NOS PRÓPRIOS SUPORTES PARA DISSIPAR O CHEIRO DA LAREIRA. NO SÉCULO XIX, AS CASSOLETES ERAM FREQUENTEMENTE USADAS COMO QUEIMADORES DE INCENSO DECORATIVOS NAS CASAS DAS CLASSES ABASTADAS. ESTES OBJETOS ELEGANTES SERVIAM PARA DIFUNDIR AROMAS AGRADÁVEIS PELOS AMBIENTES. OS SUPORTES ERAM, PORTANTO, PREENCHIDOS COM ÓLEO PERFUMADO, ESPECIARIAS OU PRODUTOS OLFATIVOS QUE EVAPORAVAM OU QUEIMAVAM LENTAMENTE, PERMITINDO QUE A FRAGRÂNCIA DELICADA PREENCHESSE O ESPAÇO. NUMA ÉPOCA EM QUE A VENTILAÇÃO ERA LIMITADA, AS CASSOLETES SERVIAM PARA MASCARAR ODORES INDESEJÁVEIS E PERFUMAR AGRADAVELMENTE O INTERIOR. ERAM, PORTANTO, UM SÍMBOLO DE LUXO, REQUINTE E BOM GOSTO. FREQUENTEMENTE, FAZIAM PARTE DE UM CONJUNTO DE LAREIRA ACOMPANHADO POR UM RELÓGIO. FRANÇA, SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. 28 CM DE ALTURANOTA: O período francês de Napoleão III (1852-1870) foi marcado pela ascensão da burguesia urbana, que formaria uma nova elite graças à Revolução Industrial. O Segundo Império foi, portanto, caracterizado pelo luxo, pela riqueza e pelo uso de materiais caros, como madeiras tropicais, bronze dourado e mármore. O estilo em si era bastante eclético, com elementos de praticamente todos os estilos clássicos franceses dos séculos anteriores combinados com o orientalismo.
  • PRINCESA ISABEL DO BRASIL E CONDE D'EU. PRATO RASO DE PORCELANA FRANCESA, PASTA DURA, PERTENCENTE AO 1º SERVIÇO DE GALA DA PRINCESA ISABEL E GASTÃO DE ORLEANS, CONDE D'EU, CONHECIDO COMO SERVIÇO ISABEL E GASTÃO. BORDA DECORADA COM FAIXA VERDE-ESMERALDA ENTRE FRISOS A OURO, OSTENTANDO MONOGRAMA "IG" SOB COROA IMPERIAL. NO REVERSO, MARCA DORURE 2 PEUX, INDICATIVA DE DUPLA DOURAÇÃO A FOGO. IDÊNTICO EXEMPLAR INTEGRA OS ACERVOS DO MUSEU IMPERIAL EM PETRÓPOLIS, RJ, E DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO, RJ. TAMBÉM REPRODUZIDO NA PÁGINA Nº 217 DO LIVRO, "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL", DE JENNY DREYFUS. SÉCULO XIX. DIÂM. 24 CM.
  • D. PEDRO II SERVIÇO IMPERIAL DITO PII GRANDE (DIFERENCIA-SE DO PII PEQUENO PELO TAMANHO DA INSCRIÇÃO PII NA PEÇA). PRATO FUNDO EM PORCELANA FRANCESA. NA ABA DO PRATO O BRASÃO IMPERIAL EM SUAS CORES HERÁLDICAS ENCIMADO POR COROA APLICADOS SOB MANTO CARMESIM E CORDÕES EM OURO. DO BRASÃO PENDE INSIGNIA DA IMPERIAL ORDEM DO CRUZEIRO DO SUL. SOB O BRASÃO A INSCRIÇÃO PII. BORDA DELIMITADA POR FRISO VERDE ESMERALDA E RENDILHADO EM OURO. EXEMPLAR DO MESMO SERVIÇO REPRODUZIDO À PÁGINA 214 DO LIVRO "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL" POR JENNY DREYFUS. FRANÇA, SÉC. XIX. 17 CM DE DIÂMETRO. NOTA: OTA: Dom Pedro II tinha 46 anos em 1871, quando soube que sua filha de 23 anos, a princesa Leopoldina, falecera de tifo em Viena, decidiu então que chegara o dia de partir com a imperatriz e conhecer seus familiares austríacos. Nesse périplo pela Europa e África, foi Portugal, terra de seus ancestrais, onde estava sepultado seu pai e residia sua madrasta, Amélia de Leuchtenberg, que mereceu uma atenção especial. Dom Pedro II planejou sua viagem pelo estrangeiro de modo a começar e terminar neste país. O imperador fez questão de viajar com a maior simplicidade possível, reservando seus lugares sob o nome de D. Pedro dAlcantara e sua mulher, o que não impediu que logo fosse reconhecido e constantemente cercado de amabilidades e deferências pelos outros passageiros, a quem tratou com gentileza. Este clima de mútuo respeito e cordialidade permaneceu durante a viagem. Chegando a Lisboa, o imperador Dom Pedro II juntamente com todos os passageiros fez questão de cumprir a quarentena de febre amarela ordenada para embarcações que viessem do Rio de Janeiro, onde grassava foco desta doença. O Imperador recusou qualquer tratamento diferente oferecido a outros passageiros assim como agradeceu gentilmente o palácio que havia sido preparado para si durante a estada em Lisboa, preferindo hospedar-se em um hotel. O Imperador e a Imperatriz tiveram uma grande recepção dos lisboetas que já tinham muito ouvido falar do grande Imperador. Seu primeiro desejo foi o de visitar sua madrasta viúva de seu Pai o Imperador Dom Pedro I. Sobre a visita a ex imperatriz do Brasil, que ele não via desde aquele dia triste em sua infância em que o pai Dom Pedro I abdicando do trono do Brasil teve de deixar no País os infantes herdeiros do trono Dom Pedro escreveu: ...desembarquei no terreiro do Paço, indo logo às Janelas-Verdes (palácio onde residia Dona Amélia Augusta Eugenia Napoelona de Beauharnais) chorei de alegria e também de dor vendo minha Mãe tão carinhosa para mim, mas tão avelhantada e doente. O clima festivo em Lisboa continuou pela noite, com vários edifícios iluminados com capricho e imaginação, como a Rua do Alecrim, o Real Teatro Nacional dona Maria, alguns prédios do Chiado e da Rua do Ouro. Dom Pedro II e sua mulher não foram descansar, como seria de prever após aquele dia agitado, preferindo dar uma volta pelo Passeio Público. Tendo vasado este fato, imediatamente começou a chegar ao local uma multidão de umas seis mil pessoas, que queriam festejar os Imperadores. Ver um soberano passear na multidão era um espetáculo inédito e insólito para os portugueses, acostumados com as formalidades e a distância arrogante e protocolar da realeza. Foi uma visita memorável e nessa ocasião foi que Dom Luiz presenteou o Imperador Dom Pedro II com o magnífico aparelho de jantar que ficou conhecido como PII Grande.

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