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  • BACCARAT  - COM MARCAS DAS MANUFATURA DECANTADOR DE CONHAQUE LOUIS XIII EM CRISTAL BACCARAT, ENCOMENDA PARA REMY MARTIN, COM FLOR DE LIS EM RELEVO E LATERAIS COM ARREMATES EM SERRILHA NAS LATERAIS. ROLHA EM FORMA DE LÁGRIMA. MARCA ACIDADA NA BASE.  FRANÇA, SEC. XX. 28 CM DE ALTURA. ATENTE QUE EXISTE UM DISCRETO BICADO EM UM DOS OITO MEDALHÕES  COM FLORES DE LIZ DISPOSTOS NA GARRAFA. NOTA: O design do decanter Baccarat encomendado pela Remy Martin não nasceu da imaginação moderna. Ele é a réplica exata de uma garrafa metálica de carapaça (um frasco de metal) perdida no ano de 1569 durante a Batalha de Jarnac, na França. Em 1850, o fundador do conhaque, Paul-Émile Rémy Martin, comprou esse frasco histórico de um camponês que o encontrou enterrado em um campo. Paul-Émile usou essa silhueta única para engarrafar sua bebida mais prestigiada a partir de 1874. A fabricação de cada garrafa padrão exige uma coreografia perfeita. São necessários exatamente 11 artesãos trabalhando em total sincronia para soprar, moldar e cortar o cristal manualmente enquanto ele ainda está incandescente. Devido a esse processo estritamente manual, não existem dois decanters perfeitamente iguais no mundo. Cada decanter produzido pela Baccarat recebe uma numeração exclusiva gravada na base, que coincide exatamente com o número gravado em sua respectiva tampa de cristal. Essa numeração serve como certificado de autenticidade para colecionadores em leilões pelo mundo.
  • MAJOR FELICIANO MENDES DE MORAIS -  REQUINTADO DECANTER PARA VINHO DO PORTO EM PRATA DE LEI EM FORMIDÁVEL CRISTAL COM LAPIDAÇÃO A MÃO  DITA HOBNAIL. O CORPO CILÍNDRICO TEM PARTE SUPERIOR  EM PRATA DE LEI ACOPLADA A ALÇA TAMBEM EM PRATA DE LEI., MARCAS DE CONTRASTE PARA CIDADE DE LONDRES, LETRA DATA 1894, PRATEIRO JOHN GRINSELL & SONS, REINADO DA RAINHA VITORIA. TAMPA TEM INICIAS DO MAJOR  FELICIANO MENDES DE MORAIS (1858-1942).  ERA SOBRINHO DO PRESIDENTE PRUDENTE DE MORAIS COM DESTACADA CARREIRA MILITAR . FOI MINISTRO DO TRIBUNAL MILITAR, EMBAIXADOR EXTRAORDINÁRIO E MINISTRO PLENIPOTENCIÁRIO DO BRASIL NA ARGENTINA E PROVEDOR DA IRMANDADE DA CRUZ DOS MILITARES. INGLATERRA, FINAL DO SEC. XIX. 17 CM DE ALTURANOTA: Feliciano Mendes de Morais nasceu na cidade de São Paulo no dia 20 de junho de 1858, filho de Frederico José de Morais Barros e de Maria Mendes Ferraz. Seu tio, Prudente de Morais Barros, foi presidente do estado de São Paulo de 1889 a 1890, senador pelo mesmo estado de 1891 a 1894, e presidente da República de 1894 a 1898. Seu irmão Luís Mendes de Morais foi presidente de Sergipe de 1890 a 1891, ministro do Superior, então Supremo Tribunal Militar (STM) de 1909 a 1914 e ministro da Guerra em 1909. Sentou praça em janeiro de 1876, ingressando na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, então capital do Império. Declarado alferes aluno em dezembro de 1879, foi promovido a segundo-tenente em maio de 1881, a primeiro-tenente em dezembro de 1883, a capitão em janeiro de 1890 e a major em março de 1892. Nesse posto participou da repressão à Revolta da Armada, levante de oposição ao presidente Floriano Peixoto que teve início em setembro de 1893 sob a chefia do almirante Custódio de Melo e envolveu a esquadra fundeada na baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, já Distrito Federal. Foi ferido em janeiro de 1894 na tomada de Mocanguê, em Niterói, dois meses antes da derrota do movimento, que era então liderado pelo almirante Luís Filipe Saldanha da Gama. Promovido a tenente-coronel em julho de 1894 e a coronel em outubro de 1903, exerceu em 1906 a chefia do Gabinete Militar da Presidência da República, durante o governo do presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves (1902-1906). Em julho de 1908 foi promovido a general de brigada e no ano seguinte viajou à Europa, integrando a Comissão de Compras do Exército. De 1914 a 1916 foi presidente do Clube Militar e em dezembro desse ano foi promovido a general de divisão. Em setembro de 1919 foi nomeado ministro do STM. Reformado no posto de marechal em janeiro de 1920, permaneceu em atividade no STM, cuja presidência ocupou de dezembro de 1926 a junho de 1927. Em dezembro de 1928 tornou-se vice-presidente do tribunal, condição em que se manteve até novembro de 1931, quando foi posto em disponibilidade. Foi também diretor de Material Bélico do Exército, diretor de Obras Públicas do estado do Paraná, membro da Comissão de Elaboração da Carta Geral do Brasil, embaixador extraordinário e ministro plenipotenciário do Brasil na Argentina, provedor da Irmandade da Cruz dos Militares e presidente do Círculo dos Oficiais Reformados. Oficial da arma de engenharia, ao longo de sua carreira militar fez ainda os cursos de infantaria e cavalaria, de estado-maior e artilharia. Formou-se também em matemática e ciências físicas. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 28 de junho de 1942.
  • BACCARAT - EXUBERANTE CLARET JUG EM CRISTAL DA MANUFATURA DE BACCARAT COM LAPIDAÇÃO PONTARLIER MODELO DITO "DIAMANTS PIERRRERIES" (9647) COMPÕE OS CATALOGOS DA MANUFATURA A PARTIR DE 1903 (VIDE NOS CRÉDITOS EXTRAS IMAGEM DO CATÁLOGO).. A PARTE SUPERIOR É LAPIDADA EM FACETAS DO TIPO DEDÃO COM ANEIS CONCÊNTRICOS NO CENTRO DAS FACETAS.  BASTANTE ALONGADA E COM ELEGANTE DESIGN ESTREITO FOI CONCEBIDA PARA SERVIR VINHOS PRINCIPALMENTE OS FAMOSOS TINTOS DA REGIÃO DE BORDEUX . NO INICIO DO SEC. ERA ALTAMENTE SOFISTICADO TRANFERIR O VINHO NO MOMMENTO DE SERVIR DE SUAS GARRAFAS DE ORIGEM PARA ESSAS EXPLENDIDAS E LUXUOSAS JARRAS. A AERAÇÃO SE DAVA NA TRANFERÊNCIA DO CONTEÚDO E O FORMATO ALONGADO PERMITE SERVIR O VINHO SUAVEMTNE AJUDANDO A SEPARAR OS SEDIMENTOS (BORRAS NATURAIS DE UM ANTIGO BOERDEAUX),  QUE FICAVAM RETIDOS NO FUNDO DAS JARRAS. POR TER O CORPO ESTREITO TAMBÉM IMPEDIA QUE O VINHO EM CONTATO COM O AR OXIDASSE RAPIDAMENTE PRESERVANDO OS AROMAS DA BEBIDA POR MAIS TEMPO DURANTE O JANTAR. EM NOSSOS DIASPOR SUA VERSATILIDADE E BELEZA TAMBÉM É UTILIZADA PARA SERVIR =AGUA OU SUCO E NÃO SÓ VINHOS FINOS. FRANÇA, INICIO DO SEC. XX. 30 CM DE ALTURA.
  • FORMIDÁVEL DECANTER PARA WISKY, BRANDY OU COGNAC EM CRISTAL COM GARGALO EM PRATA DE LEI MARCAS DA CIDADE DE BIRMINGHAM E LETRA DATA 1931. PRATEIROS JOHN THOMPSON & SONS. DE FEIÇÃO EDUARDIANA TEM CARACTERÍSTICO DESIGN ART DECO. ELABORADA LAPIDAÇÃO EM LOSANGOS FORMANDO COROA INVERTIDA SUCEDIAD POR ANÉIS CONCÊNTRICOS ATÉ A JUNÇÃO COM O GARGALO EM PRATA DE LEI. BASE COM LAPIDAÇÃO ESTRELA. INGLATERRA. 1931, 32 CM DE ALTURA
  • SALVA EM PRATA DE LEI COM MARCAS DE CONTRASTE DA PRATARIA UNIÃO. PLANO COM BELOS GUILLOCHES. GALERIA VAZADA. BRASIL, SEC. XX. 150 G
  • MIYAMOTO SHOKÔ  FORNECEDOR DA CASA IMPERIAL DO JAPÃO  UM DOS MAIS CAROS E EXCLUSIVOS ARTIFICES DO JAPÃO. ESTE PRESENTE DIPLIMÁTICO É UMA CAIXA TABAQUEIRA EM PRATA DE LEI  DE ALTO TEOR COMEMORATIVA DA  ALIANÇA ENTRE A INGLATERRA E O JAPÃO EM 1902 (ALIANÇA ANGLO=JAPONESA  1902 a 1923) ASSINADO NO PRIMEIRO ANO DE REINADO DE EDUARDO VII QUE SUCEDEU A RAINHA VITORIA. O FOCO PRINCIPAL DESSE TRATADO ERA CONTER O EXPANSIONISMO DO IMPÉRIO RUSSO NA ÁSIA ORIENTAL. A TAMPA APRESENTA AS BANDEIRAS DO REINO UNIDO E DO IMPÉRIO JAPONES ENTRELAÇADAS E ATADAS POR UM LAÇO. SÃO REMATADAS POR BELISSIMO ESMALTE. ALÇAS LATERAIS PARA SUSPENSÃO. A RICA HISTÓRIA DA MIYAMOTO SHOKO GUARDA EPISÓDIOS FASCINANTES QUE MISTURAM A ABERTURA CULTURAL DO JAPÃO AO OCIDENTE, SEGREDOS DE FABRICAÇÃO E UMA DURADOURA EXCLUSIVIDADE COM A REALEZA. 72 G. 5.5 X 4.5 X 2 CMNOTA: O Tratado Japão-Inglaterra no início do século XX refere-se à Aliança Anglo-Japonesa, um marco diplomático assinado em Londres em 30 de janeiro de 1902. Foi o primeiro acordo de igual para igual firmado entre uma grande potência europeia e uma nação asiática, rompendo o "esplêndido isolamento" britânico. O tratado previa que se uma das  duas nações entrasse em guerra com um terceiro país, a outra se manteria neutra. Contudo, se um segundo adversário entrasse no conflito, a aliada deveria intervir militarmente. A aliança foi vital para o Japão. Ela garantiu que a França  aliada da Rússia  não entrasse no conflito ao lado dos russos, permitindo a histórica vitória militar japonesa. O tratado elevou o Japão ao status de grande potência militar e imperialista após a rápida modernização da Era Meiji. O pacto foi renovado e expandido em 1905 e 1911. No entanto, após a Primeira Guerra Mundial, sob pressão dos Estados Unidos, a aliança começou a perder força e foi substituída na Conferência de Washington de 1921 pelo Tratado das Quatro Potências. MIAMOTO SHIOKÔ - Fundada em 1880, a MIYAMOTO SHOKO é a principal e mais tradicional ourivesaria do Japão. Com sede no distrito de Ginza, em Tóquio, a marca é mundialmente reconhecida pelo alto padrão de sua prataria. Desde 1899, a empresa possui o título de fornecedora oficial da Casa Imperial do Japão. Ganhou notoriedade no início do século XX produzindo caixas de cigarro e acessórios em prata para a aristocracia europeia.   A marca se consagrou ao misturar técnicas vitorianas e georgianas ocidentais com relevos tradicionais japoneses de dragões, bambus e crisântemos.    uas peças ainda servem como os presentes oficiais de aniversário para as jovens princesas da Casa Imperial do Japão, como a Princesa Aiko.
  • PRATA DE LEI INGLESA - COASTER PARA GARRAFAS EM PRATA DE LEI COM MARCAS DE CONTRASTE PARA CIDADE DE SHEFFIELD PRATEIROS MAPPIN & WEBB. FEIÇÃO EDUARDIANA. BORDA RECORTADA. INGLATERRA, MEADOS DO SEC. XX. 14,5 CM DE DIAMETRO. 133 G
  • CAIXA EM PRATA DE LEI TEOR 916 COM MARCAS DE CONTRASTE PARA ESPANHA TEOR 916. TAMPA BASCULANTE APRESENTA O ANTIGO BRASÃO ARMORIAL DE MADRID COROADO SOB MAPA ESTILIZADO DA ESPANHA. MEADOS DO SEC. XX. ESPANHA, MEADOS DO SEC. XX.  9 X 7 CM. 107 GNOTA: A  Estrutura do Brasão Antigo de Madrid (18591967) apresenta a seguinte configuração:Primeiro Quartel (Esquerda/Destro): Apresenta o grifo alado de ouro (muitas vezes confundido ou descrito historicamente como um dragão) sobre um fundo azul (campo de azur). A "seta" ou feixe heráldico que o acompanha em algumas versões representa elementos da coroa cívica ou ornamentos militares que a cidade recebeu por seu heroísmo contra as tropas napoleônicas em 1808. 1, 3Segundo Quartel (Direita/Siniestro): Contém o símbolo tradicional sobre fundo de prata: a ursa apoiada sobre as patas traseiras comendo os frutos vermelhos do medronheiro (madroño). 1A Terceira Parte (Abaixo/Manteladura): É a base heráldica (manteladura) que une os dois quartéis superiores na ponta do escudo, fechando a composição clássica do século XIX. 1A Borda com Sete Estrelas: As tradicionais sete estrelas de cinco pontas (da constelação da Ursa Maior) ficavam dispostas na borda azul que cercava o quartel correspondente. O Timbre (Coroa): Todo o conjunto está sob uma coroa real aberta (uma coroa antiga dourada com pedrarias e sem diademas fechados no topo), comumente usada na heráldica tradicional espanhola para vilas reais. 1, 2Origem do Grifo/DragãoA figura mitológica entrou no brasão por conta de um relato do cronista Juan López de Hoyos em 1569. Ao derrubarem a muralha medieval da antiga Puerta Cerrada (Porta Fechada), operários encontraram uma pedra gravada com uma criatura alada. No século XIX, o município oficializou essa figura metamorfoseada em grifo para dar mais antiguidade e mística à história da capital. 1, 3, 4Em 1967, a prefeitura realizou uma reforma heráldica e decidiu remover o grifo por considerá-lo fundamentado em uma lenda sem forte respaldo histórico, retornando o brasão ao formato simplificado de apenas um campo com a ursa, o medronheiro e as estrelas. Você ainda pode encontrar a versão com o grifo gravada em placas de pedra muito antigas e em monumentos históricos espalhados pelo centro de Madrid.
  • Às oito e meia da noite do dia 7 de maio de 1880, em seu quarto na Fazenda Santa Mônica em Valença no Rio de Janeiro, LUIZ ALVES DE LIMA  E SILVA, o DUQUE DE CAXIAS (1803-1880), rendeu a alma ao Criador. Era o apagar da chama que por mais de sete décadas fulgurou consagrada em sua existência no altar da Pátria. Serviu sob o Brasil Colônia na regência e no reinado  de DOM JOÃO VI,  a DOM PEDRO I nas guerras da INDEPENDÊNCIA DO BRASIL. De igual modo foi pedra angular da pacificação das revoltas durante o Período Regencial, mantendo incólume a integridade do território Nacional. Atuou decisivamente na  consolidação de nosso País como escudo silencioso do trono de DOM PEDRO II, O MAGNANIMO. Foi sob este glorioso reinado que firmou-se como o maior pacificador e estrategista do Império. Sufocou revoltas como a Balaiada, as Rebeliões Liberais e a Guerra dos Farrapos, para finalmente  atingir  o ápice da glória, ao liderar a Tríplice Aliança na Guerra do Paraguai, o maior conflito armado da história das Américas. Ao vislumbrar o sol poente da própria existência,  retirou-se da vida pública com honra e mérito inigualáveis até os dias de hoje, escolhendo como reduto do entardecer dos seus dias a FAZENDA SANTA MÔNICA, residência de sua filha primogênita, DONA LUÍSA DO LORETO VIANA DE LIMA E SILVA NOGUEIRA DA GAMA (1833-1902), futura BARONESA CONSORTE DE SANTA MÔNICA. Ali viveu sob os cuidados extremados de sua filha por quase três anos. Morreu  pacificamente cercado por seus familiares. Viveu Caxias 76 anos, quase 77.  O Duque pediu um funeral simples, sem pompa, sem honras, sem pessoas e apenas seis soldados de boa conduta para carregarem seu caixão. Seu último desejo não foi totalmente respeitado: Pedro II enviou uma carruagem usada apenas nos funerais da família imperial, seguida de dezesseis membros da criadagem imperial e treze soldados de boa conduta para carregarem o caixão. Uma grande procissão foi seguida por um funeral com a presença do imperador. Seu corpo foi enterrado junto com o de sua esposa no Cemitério de São Francisco de Paula, na cidade do Rio de Janeiro.  Nicolau Carneiro Nogueira da Costa e Gama, genro do Duque de Caxias e Barão de Santa Mônica, por sua vez, era filho de Manuel Jacinto Nogueira da Gama o poderoso MARQUÊS DE BAEPENDY (1765-1847), MARECHAL-DE-CAMPO DO EXÉRCITO IMPERIAL, que orquestrou a infraestrutura, fornecimento de recursos e gestão do corpo de tropas nas Guerras da independência e da Cisplatina. Sob o reinado de DOM PEDRO I, foi MINISTRO DA FAZENDA DO IMPÉRIO e reorganizou o tesouro público deixado em ruínas após o retorno de DOM JOÃO VI a Portugal exigido pelas CORTES PORTUGUESAS. Foi também um potentado econômico que  constituiu uma das maiores fortunas do Brasil em sua época constituída de uma imensidão de terras e quase um milhar de  escravos.  O Marquês casou-se com DONA FRANCISCA MÔNICA CARNEIRO DA COSTA (1795-1859)  portanto tornou-se genro da BARONESADE SÃO SALVADOR DE CAMPOS DOS GOYTACASES, DONA ANA FRANCISCA ROSA MACIEL DA COSTA (1757-1852). A BARONESA DE SÃO SALVADOR DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, provinha das mais altas estirpes da nobreza portuguesa e brasileira, ficou conhecida no episódio da Tribuna da Capela  Imperial quando recusou-se â assistir missa na presença da MARQUESA DE SANTOS. Quando viu a amante do Imperador Dom Pedro I entrar na tribuna, sendo dama da IMPERATRIZ LEOPOLDINA, se disse indignada por estar em companhia de uma "prostituta", e se retirou, o seu gesto foi repetido pelas demais damas presentes, causando escândalo em toda a cidade. Foi o MARQUÊS DE BAEPENDY o primeiro senhor da Fazenda Santa Mônica, em Valença, concedida por Carta de Sesmaria, por  mercê do Regente  DOM JOÃO em 9 de agosto de 1814 e batizada com o nome da Santa patrona de sua esposa. Esse feudo particular, legado ao BARÃO DE SANTA MÔNICA, conheceu a riqueza  e o esplendor da civilização do café na próspera região de Valença, mas como tantas outras propriedades naquela região amargou a ruína e o desmoronar do império verde com o declínio da lavoura no Império do Vale da Ribeira. Estas vetustas paredes do palacete sede da FAZENDA SANTA MÔNICA  testemunharam a morte do MARQUÊS DE BAEPENDY, o fechar dos olhos para vida do DUQUE DE CAXIAS, o lacônico fim do BARÃO COM GRANDEZA DE SANTA MÔNICA e também viveu triunfos e festas memoráveis hospedando por quatro ocasiões Dom Pedro II e sua comitiva (1848 para prestar condolência à viúva MARQUESA DE BAEPENDY, 1865 para inaugurações na região, 1876 para visitar seus velhos amigos aristocratas e em 1881 para prestar condolências a Dona Luísa após a morte de seu pai, o Duque de Caxias). A FAZENDA SANTA MÔNICa é um dos maiores e mais suntuosos casarões do Ciclo do Café, localizada no distrito de Barão de Juparanã, em Valença (RJ). O grandioso solar neoclássico possui mais de 80 cômodos e 100 janelas (registros oficiais apontam cerca de 105), distribuídos em mais de 3.000 m² de área construída.  A casa foi construída em formato de "U" e suas paredes externas possuem até um metro de espessura no primeiro piso. Conta também com 144 portas e seis escadas internas. Um dos filhos dos BARÕES DE SANTA MÔNICA  foi FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA (1862-1896) casado com sua prima MARIANNA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA (1862-1936). Marianna como seu marido  Francisco Nicolau, era igualmente neta do DUQUE DE CAXIAS por linhagem materna. As mães de ambos eram irmãs, filhas do DUQUE DE CAXIAS  e suas  únicas descendentes com geração . Quis a providência e o planejamento familiar, que os primos reunissem  a linhagem das duas descendentes. Os pais de dona Marianna eram os VISCONDES DE URURAI, MANUEL CARNEIRO DA SILVA e ANA DO LORETO CARNEIRO VIANA DE LIMA. O acervo hora apresentado, provém da geração de Francisco e Marianna congregando miscelânias dos  acervos de suas importantes linhagens. A DARGENT LEILÕES tem a honra de apresentar seu segundo pregão da temporada de 2026: REMINISCÊNCIAS DA FAZENDA SANTA MÔNICA, DOS DESCENDENTES DO DUQUE DE CAXIAS E DO MARQUÊS DE BAEPENDY: ILUSTRES LUMIARES DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL. NÃO PODERIAMOS DEIXAR DE DESTACAR QUE ESSE ACERVO É UM DOS MAIS IMPORTANTES A NÓS CONFIADOS NOS ÚLTIMOS ANOS, SOBRETUDO SOB  O PONTO DE VISTA  DA RIQUEZA HISTÓRICA QUE O PERMEIA.

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