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  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA -  BACCARAT NONANCOURT  DUAS LINDAS TAÇAS PARA VINHO BRANCO EM CRISTAL DA MANUFATYURA DE BACCARAT. REQUINTADA EXECUÇÃO COM LAPIDAÇÃO EM PONTA DE DIAMANTE NA PARTE INFERIOR E CORTES EM LEQUE/FRISOS NA BORDA SUPERIOR. DESTACA-SE, NO CENTRO DO MEDALHÃO PASTILHADO  EM   RELEVO COM FEITIO OVAL,  OSTENTANDO ELEGANTE INICIAL G EM OURO APLICADA A FOGO. A HASTE É FACETADA E LAPIDADA EM GOMOS SEXTAVADOS, ASSENTADA SOBRE UMA BASE CIRCULAR TAMBÉM DECORADA COM LAPIDAÇÃO EM ESTRELA RADIANTE NA PARTE INFERIOR. UMA PEÇA DE ALTÍSSIMA QUALIDADE DE EXECUÇÃO, REPRESENTATIVA DO LUXO E DA OPULÊNCIA DA ARISTOCRACIA RURAL  BRASILEIRA NA SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA ERA NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY.  PERTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 14 CM DE ALTURAOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA -  BACCARAT NONANCOURT  DUAS LINDAS TAÇAS PARA CHAMPAGNE  EM CRISTAL DA MANUFATYURA DE BACCARAT. REQUINTADA EXECUÇÃO COM LAPIDAÇÃO EM PONTA DE DIAMANTE NA PARTE INFERIOR E CORTES EM LEQUE/FRISOS NA BORDA SUPERIOR. DESTACA-SE, NO CENTRO DO MEDALHÃO PASTILHADO  EM   RELEVO COM FEITIO OVAL,  OSTENTANDO ELEGANTE INICIAL G EM OURO APLICADA A FOGO. A HASTE É FACETADA E LAPIDADA EM GOMOS SEXTAVADOS, ASSENTADA SOBRE UMA BASE CIRCULAR TAMBÉM DECORADA COM LAPIDAÇÃO EM ESTRELA RADIANTE NA PARTE INFERIOR. UMA PEÇA DE ALTÍSSIMA QUALIDADE DE EXECUÇÃO, REPRESENTATIVA DO LUXO E DA OPULÊNCIA DA ARISTOCRACIA RURAL  BRASILEIRA NA SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA ERA NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY.  PERTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 14 CM DE ALTURAOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA -  BACCARAT NONANCOURT  DUAS LINDAS TAÇAS PARA VINHO BRANCO EM CRISTAL DA MANUFATYURA DE BACCARAT. REQUINTADA EXECUÇÃO COM LAPIDAÇÃO EM PONTA DE DIAMANTE NA PARTE INFERIOR E CORTES EM LEQUE/FRISOS NA BORDA SUPERIOR. DESTACA-SE, NO CENTRO DO MEDALHÃO PASTILHADO  EM   RELEVO COM FEITIO OVAL,  OSTENTANDO ELEGANTE INICIAL G EM OURO APLICADA A FOGO. A HASTE É FACETADA E LAPIDADA EM GOMOS SEXTAVADOS, ASSENTADA SOBRE UMA BASE CIRCULAR TAMBÉM DECORADA COM LAPIDAÇÃO EM ESTRELA RADIANTE NA PARTE INFERIOR. UMA PEÇA DE ALTÍSSIMA QUALIDADE DE EXECUÇÃO, REPRESENTATIVA DO LUXO E DA OPULÊNCIA DA ARISTOCRACIA RURAL  BRASILEIRA NA SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA ERA NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY.  PERTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 14 CM DE ALTURAOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA -  NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY.  PALACIANO CENTRO DE MESA  M PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZ  ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. É IMPRESSIONANTE PELA GRANDE DIMENSÃO E VANGUARDISMO NA EXECUÇÃO.  DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE EMOLDURADO POR FENESTRAS FORMANDO CADEIAS REMATADAS EM OURO. EM RESERVA MONOGRAMA F G ENTRELADO. FEITIO OVAL COM EXTREMIDADES REMATADAS POR PEGAS EM FEITIO DE ARGOLAR. MARCAS SOB A BASE. PERNTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 50 CM DE COMPRIMENTO. NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA -  NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. EXPLENDIDA GUIZEIRA COM TAMPA COM FEITIO QUADRADO  EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZ ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX.  FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIDO POR GREGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA MONOGRAMAS F G ENTRELADO NA TAMPA E NO CORPO. LINDAS PEGAS ESTILIZADAS. MARCAS SOB A BASE. PERTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCAL DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 25 X 16 CM NOTA:  O PRODIGIOSO  ATELIER DE DECORAÇÃO DE JOSEPH KLOTZ:  Em meados do sec. XIX os ateliers de decoração na cidade de Paris começaram a ganhar relevância e com artigos a preços variados para satisfazer a elevada procura, como o da prestigiante maison L'Escalier de Cristal (1808-1923) desde 1872 no gaveto da rue Scribe n.º 6 e da rue Auber n.º 1, próximo à Ópera e para um público muito seleto; o do decorador Le Rosey-Rihouet na rue de la Paix . o do decorador F. Dommartin na rue des Petites Ecuries, paralela à rue de Paradis-Poissonnière, e o do Grand Dépôt E. Bourgeois (1863-?) na rue Drouot n.º 21 e 23, considerado o maior armazém do mundo com este género de artigos, entre outros. As moradas aqui referidas são todas geograficamente muito próximas umas às outras e à rue de Paradis-Poissonnière. A rue de Paradis-Poissonnière fica próxima à gare de Paris-Est. Esta estação foi inaugurada em 1850 e o arruamento tornou-se na rua da porcelana, da faiança, do vidro e do cristal, onde se concentraram os armazéns das principais manufaturas e fabricantes, como os da Compagnie des Cristalleries de Saint-Louis (fundada em 1586 e ainda em atividade), os dos cristais Baccarat (manufatura fundada em 1764 e ainda em atividade) no n.º 30, os da Faïencerie. de Choisy-le-Roi (1804-1938) da sociedade Hautin Boulenger & Cie. no n.º 18, os das porcelanas Hache, Julien & Cie. Vierzon no n.º 23, os das porcelanas Pillivuyt & Cie. no n.º 46 a 50 e o do afamado porcelanista Jean-Baptiste Gille (1798-1868), mais conhecido por Jean Gille ou por Gille Jeune (o Novo), no n.º 28 , entre outros. Na mesma rue de Paradis-Poissonnière no n.º 22 ficava o atelier do decorador Joseph Klotz que se tornou num dos prolífcos decoradores parisienses.Joseph Klotz nasceu no dia 31 de Outubro de 1825 em Wissembourg, comunafrancesa da região administrativa Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine, numa fa-mília de origem judia ligada ao comércio e era flho de Juda Judel Klotz (1764-1829)e de Françoise Fanny Seligmann (1793-1851). No decurso da sua vida tornou-se pintor de formação em porcelana e por volta de 1843 instalou-se em Paris. No ano de 1852 apresentava-se como mercador de porcelana e no mesmo ano casou no dia 21 de Junho com Laure Brunschwig (1833-1896), flha de Samuel Brunschwig (1803-1886) e de Félicité Bloch (1809-1888), da mesma cidade.No ano de 1855 apresentava-se como vendedor de services de table, vases et biscuit non.º 192 da rue du Temple e o seu nome estava associado a Weil et Cie. A parceriaparticipou na Exposição Universal de 1855 em Paris e os artigos que levaram foramPorcelaines dorées et décorées. . Deverão ter causado sensação e os seus produtos foram altamente recomendados. . Contudo, a associação deverá ter-se dissolvido e em 1859 já tinha estabelecido a sociedade Klotz et Cie., fabricante de porcelana e sucessor de Morel, dedicada a services de table, vases et biscuit blancs, dècorés, assortiment deSèvres, atelier de peinture.  No dia 21 de Agosto de 1861 solicitou a autorização para possuir uma prensa litográfca e foi autorizada a 23 de Março de 1863, para ter os seus próprios decalques e para os aplicar na porcelana. A autorização foi revogada e a 11 de Janeiro de 1864 pediu outra permissão para ter uma segunda prensa litográfica. Efetivamente, Joseph Klotz deveria ter um profundo conhecimento de química e experiência no domínio das artes da cerâmica, para a obtenção de determinadas cores depois de saírem do forno e algumas aplicadas na mesma fornada. As cromolitografas que realizou são reveladoras de uma elevada qualidade técnica e deverá ter sido esse um dos seus segredos para ter alcançado o sucesso que teve. No ano de 1862 já estava instalado no n.º 22 da rue de Paradis-Poissonnière em Paris. A produção de serviços de mesa e pratos decorativos para a festividade Pessach a Páscoa Judaica foi uma forma de diversifcar o maior número possível de clientes e fornecendo, assim, o mercado com peças específicas e únicas. No mesmo período o gosto pelo exotismo intensifcou-se e em 1867 na Exposição Universal em Paris a cerâmica com inspiração orientalista ganhou força e muitas vezes se revelava  nos ornamentos prediletos do gosto muçulmano. As experiências são geralmente bem-sucedidas. Nesta ocasião, Joseph Klotz destacou-se com um elegante serviço de café, decorado em estilo mourisco e com um monograma árabe indicando o destinatário como Ali-Pasha-Sherif 1834-1897. Na referida Exposição Universal Joseph Klotz participou na Classe 17: Porcelaines, Faïences et autres Poteries de Luxe com as suas décors et impressions chromolithographiques sur porcelaine e levou peças com impressões de fotografas , jarras , services de table, jardinières et objets montés sur bois et sur bronze. . A referência a objetos com montagens em madeira e em bronze indica que ampliou já nesse período a sua produção a artigos decorativos e/ ou de mesa. . Na exposição obteve a medalha de bronze pelas suas decorações e impressões cromolitográfcas sobre porcelana . De fato, a participação nas exposições universais foi determinante para divulgar os seus artigos e o aperfeiçoamento das decorações e das cromolitografas deverá ter sido o grande trunfo para o sucesso que alcançou. As decorações nos serviços de mesa são fletes ou motivos padronizados em dourado a ladear bandas coloridas e este recurso era igualmente seguido pelas infuentes fábricas Pillivuyt & Cie. e Haviland & Cie. e pelo armazém Grand Dépôt E. Bourgeois. As pegas e os rebordos das várias tipologias para mesa e para bebidas quentes foram tradicionalmente realçados a dourado. O mesmo convencionalismo estendeu-se às cromolitografas dos motivos, dos monogramas e das representações aplicadas. As constatações aqui apontadas têm vindo a ser observadas nos inúmeros exemplares que ostentam a sua marca em coleções privadas e que aparecem no mercado de antiquariato e leiloeiro francês, português, brasileiro e norte-americano. O que podemos deduzir é que Joseph Klotz respondeu de forma pragmática à procura do mercado coevo e ao que era considerado de bon goût, com produtos de qualidade e certamente menos onerosos do que os que eram praticados pelas mais prestigiantes manufaturas e fábricas de cerâmica. As fontes consultadas Joseph Klotz apresentava-se como mercador ou decorador de porcelana e por isso deveria de ter vários fornecedores de peças para decorar e para aplicar as suas cromolitografas. A Henri Ardant & Cie. foi um deles e um dos fornecedores de peças em branco e sem marca foi a manufatura de Sèvres, onde também se abasteciam outros comerciantes de Paris, entre eles os armazéns Grand Dépôt E. Bourgeois, o decorador Le Rosey da rue de la Paix e o decorador F. Dommartin.  Na mesma rue de Paradis-Poissonnière fcava o depósito do fabricante A. Hache et Pepin-Lehalleur, já aludido, que poderá ter sido um deles. Curiosamente as formas das xícaras e dos pires para café com o monograma  de Augusto de Sousa Queirós (1845-1900) , filho  de  Francisco António de Sousa Queirós, 1.º barão de Sousa Queirós (1806-1891), marcadas por Klotz são as mesmas das chávenas de café da Rainha D. Maria Pia e encomendadas em 1895 à Pillivuyt & Cie. Na Exposição Universal de 1873 em Viena participou no Grupo IX, Secção B, de novo com Peinture, décores et impressions sur porcelaine: Services de table, jardinières et objects montés sur bois et sur bronze , reafrmando assim os artigos pelos quais granjeou fama e reconhecimento. No ano de 1878 Joseph Klotz participou na Exposição Universal de Paris na  classe 20: Cerâmicas, com porcelana decorada, vasos de grande dimensão e serviços de mesa . . A referência a vasos de grande dimensão é curiosa e neste período especializou-se em vasos imitações de peças antigas de Sèvres ,  que embora não pudessem ser comparados aos originais, eram, ainda assim, muito bem executados. Os seus artigos causaram sensação e o seu nome no catálogo da exposição aparece conjuntamente com o da Pillivuyt & Cie., Haviland & Cie., Levy, Marchereau, Delforge, Thomas, Gosse, Clauss, Mansard, J. Pouyat, Roussear e Pannier-Lahoche & Cie., com expositores no imenso espaço devotado a cerâmica nas galerias da indústria. Assim Joseph Klotz ocupou seu lugar no panteão dos maiores decoradores de porcelana de encomenda em seu tempo. Suas peças caíram no gosto da nobreza e aristocracia europeia e foram amplamente apreciadas pela nobreza e aristocracia rural brasileira.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA -  NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. GRANDE TRAVESSA PARA ASSADOS EM FEITIO RETANGULAR  EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZ ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX.  FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIDO POR GREGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA MONOGRAMA F G ENTRELADO. COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERNTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCAL DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 57.5 X 22 CM NOTA:  O PRODIGIOSO  ATELIER DE DECORAÇÃO DE JOSEPH KLOTZ:  Em meados do sec. XIXos ateliers de decoração na cidade de Paris começaram a ganhar relevância e com artigos a preços variados para satisfazer a elevada procura, como o da prestigiante maison L'Escalier de Cristal (1808-1923) desde 1872 no gaveto da rue Scribe n.º 6 e da rue Auber n.º 1, próximo à Ópera e para um público muito seleto; o do decorador Le Rosey-Rihouet na rue de la Paix . o do decorador F. Dommartin na rue des Petites Ecuries, paralela à rue de Paradis-Poissonnière, e o do Grand Dépôt E. Bourgeois (1863-?) na rue Drouot n.º 21 e 23, considerado o maior armazém do mundo com este género de artigos, entre outros. As moradas aqui referidas são todas geograficamente muito próximas umas às outras e à rue de Paradis-Poissonnière. A rue de Paradis-Poissonnière fica próxima à gare de Paris-Est. Esta estação foi inaugurada em 1850 e o arruamento tornou-se na rua da porcelana, da faiança, do vidro e do cristal, onde se concentraram os armazéns das principais manufaturas e fabricantes, como os da Compagnie des Cristalleries de Saint-Louis (fundada em 1586 e ainda em atividade), os dos cristais Baccarat (manufatura fundada em 1764 e ainda em atividade) no n.º 30, os da Faïencerie. de Choisy-le-Roi (1804-1938) da sociedade Hautin Boulenger & Cie. no n.º 18, os das porcelanas Hache, Julien & Cie. Vierzon no n.º 23, os das porcelanas Pillivuyt & Cie. no n.º 46 a 50 e o do afamado porcelanista Jean-Baptiste Gille (1798-1868), mais conhecido por Jean Gille ou por Gille Jeune (o Novo), no n.º 28 , entre outros. Na mesma rue de Paradis-Poissonnière no n.º 22 ficava o atelier do decorador Joseph Klotz que se tornou num dos prolífcos decoradores parisienses.Joseph Klotz nasceu no dia 31 de Outubro de 1825 em Wissembourg, comunafrancesa da região administrativa Alsace-Champagne-Ardenne-Lorraine, numa fa-mília de origem judia ligada ao comércio e era flho de Juda Judel Klotz (1764-1829)e de Françoise Fanny Seligmann (1793-1851). No decurso da sua vida tornou-se pintor de formação em porcelana e por volta de 1843 instalou-se em Paris. No ano de 1852 apresentava-se como mercador de porcelana e no mesmo ano casou no dia 21 de Junho com Laure Brunschwig (1833-1896), flha de Samuel Brunschwig (1803-1886) e de Félicité Bloch (1809-1888), da mesma cidade.No ano de 1855 apresentava-se como vendedor de services de table, vases et biscuit non.º 192 da rue du Temple e o seu nome estava associado a Weil et Cie. A parceriaparticipou na Exposição Universal de 1855 em Paris e os artigos que levaram foramPorcelaines dorées et décorées. . Deverão ter causado sensação e os seus produtos foram altamente recomendados. . Contudo, a associação deverá ter-se dissolvido e em 1859 já tinha estabelecido a sociedade Klotz et Cie., fabricante de porcelana e sucessor de Morel, dedicada a services de table, vases et biscuit blancs, dècorés, assortiment deSèvres, atelier de peinture.  No dia 21 de Agosto de 1861 solicitou a autorização para possuir uma prensa litográfca e foi autorizada a 23 de Março de 1863, para ter os seus próprios decalques e para os aplicar na porcelana. A autorização foi revogada e a 11 de Janeiro de 1864 pediu outra permissão para ter uma segunda prensa litográfica. Efetivamente, Joseph Klotz deveria ter um profundo conhecimento de química e experiência no domínio das artes da cerâmica, para a obtenção de determinadas cores depois de saírem do forno e algumas aplicadas na mesma fornada. As cromolitografas que realizou são reveladoras de uma elevada qualidade técnica e deverá ter sido esse um dos seus segredos para ter alcançado o sucesso que teve. No ano de 1862 já estava instalado no n.º 22 da rue de Paradis-Poissonnière em Paris. A produção de serviços de mesa e pratos decorativos para a festividade Pessach a Páscoa Judaica foi uma forma de diversifcar o maior número possível de clientes e fornecendo, assim, o mercado com peças específicas e únicas. No mesmo período o gosto pelo exotismo intensifcou-se e em 1867 na Exposição Universal em Paris a cerâmica com inspiração orientalista ganhou força e muitas vezes se revelava  nos ornamentos prediletos do gosto muçulmano. As experiências são geralmente bem-sucedidas. Nesta ocasião, Joseph Klotz destacou-se com um elegante serviço de café, decorado em estilo mourisco e com um monograma árabe indicando o destinatário como Ali-Pasha-Sherif 1834-1897. Na referida Exposição Universal Joseph Klotz participou na Classe 17: Porcelaines, Faïences et autres Poteries de Luxe com as suas décors et impressions chromolithographiques sur porcelaine e levou peças com impressões de fotografas , jarras , services de table, jardinières et objets montés sur bois et sur bronze. . A referência a objetos com montagens em madeira e em bronze indica que ampliou já nesse período a sua produção a artigos decorativos e/ ou de mesa. . Na exposição obteve a medalha de bronze pelas suas decorações e impressões cromolitográfcas sobre porcelana . De fato, a participação nas exposições universais foi determinante para divulgar os seus artigos e o aperfeiçoamento das decorações e das cromolitografas deverá ter sido o grande trunfo para o sucesso que alcançou. As decorações nos serviços de mesa são fletes ou motivos padronizados em dourado a ladear bandas coloridas e este recurso era igualmente seguido pelas infuentes fábricas Pillivuyt & Cie. e Haviland & Cie. e pelo armazém Grand Dépôt E. Bourgeois. As pegas e os rebordos das várias tipologias para mesa e para bebidas quentes foram tradicionalmente realçados a dourado. O mesmo convencionalismo estendeu-se às cromolitografas dos motivos, dos monogramas e das representações aplicadas. As constatações aqui apontadas têm vindo a ser observadas nos inúmeros exemplares que ostentam a sua marca em coleções privadas e que aparecem no mercado de antiquariato e leiloeiro francês, português, brasileiro e norte-americano. O que podemos deduzir é que Joseph Klotz respondeu de forma pragmática à procura do mercado coevo e ao que era considerado de bon goût, com produtos de qualidade e certamente menos onerosos do que os que eram praticados pelas mais prestigiantes manufaturas e fábricas de cerâmica. As fontes consultadas Joseph Klotz apresentava-se como mercador ou decorador de porcelana e por isso deveria de ter vários fornecedores de peças para decorar e para aplicar as suas cromolitografas. A Henri Ardant & Cie. foi um deles e um dos fornecedores de peças em branco e sem marca foi a manufatura de Sèvres, onde também se abasteciam outros comerciantes de Paris, entre eles os armazéns Grand Dépôt E. Bourgeois, o decorador Le Rosey da rue de la Paix e o decorador F. Dommartin.  Na mesma rue de Paradis-Poissonnière fcava o depósito do fabricante A. Hache et Pepin-Lehalleur, já aludido, que poderá ter sido um deles. Curiosamente as formas das xícaras e dos pires para café com o monograma  de Augusto de Sousa Queirós (1845-1900) , filho  de  Francisco António de Sousa Queirós, 1.º barão de Sousa Queirós (1806-1891), marcadas por Klotz são as mesmas das chávenas de café da Rainha D. Maria Pia e encomendadas em 1895 à Pillivuyt & Cie. Na Exposição Universal de 1873 em Viena participou no Grupo IX, Secção B, de novo com Peinture, décores et impressions sur porcelaine: Services de table, jardinières et objects montés sur bois et sur bronze , reafrmando assim os artigos pelos quais granjeou fama e reconhecimento. No ano de 1878 Joseph Klotz participou na Exposição Universal de Paris na  classe 20: Cerâmicas, com porcelana decorada, vasos de grande dimensão e serviços de mesa . . A referência a vasos de grande dimensão é curiosa e neste período especializou-se em vasos imitações de peças antigas de Sèvres ,  que embora não pudessem ser comparados aos originais, eram, ainda assim, muito bem executados. Os seus artigos causaram sensação e o seu nome no catálogo da exposição aparece conjuntamente com o da Pillivuyt & Cie., Haviland & Cie., Levy, Marchereau, Delforge, Thomas, Gosse, Clauss, Mansard, J. Pouyat, Roussear e Pannier-Lahoche & Cie., com expositores no imenso espaço devotado a cerâmica nas galerias da indústria. Assim Joseph Klotz ocupou seu lugar no panteão dos maiores decoradores de porcelana de encomenda em seu tempo. Suas peças caíram no gosto da nobreza e aristocracia europeia e foram amplamente apreciadas pela nobreza e aristocracia rural brasileira.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA -  PRATOS FUNDOS - NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. SEIS FORMDIDÁVEIS PRATOS FUNDOS  EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZX ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX. É IMPRESSIONANTE E VANGUARDISTA POR SEREM OS PRATOS DE FEITIO QUADRADO E PELA FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIO POR GRAGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA MONOGRAMA F G ENTRELADO. COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERNTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCALDE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 21.5 X 22 CM NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA -  PRATOS FUNDOS - NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. SEIS FORMDIDÁVEIS PRATOS FUNDOS  EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZX ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX. É IMPRESSIONANTE E VANGUARDISTA POR SEREM OS PRATOS DE FEITIO QUADRADO E PELA FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIO POR GRAGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA MONOGRAMA F G ENTRELADO. COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERNTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCALDE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 21.5 X 22 CM NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA -  PRATOS RASOS - NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. SEIS FORMDIDÁVEIS PRATOS EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZX ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX. É IMPRESSIONANTE E VANGUARDISTA POR SEREM OS PRATOS DE FEITIO QUADRADO E PELA FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIO POR GRAGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA MONOGRAMA F G ENTRELADO. COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERNTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 21.5 X 22 CM NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA - PRATOS RASOS - NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. SEIS FORMDIDÁVEIS PRATOS EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZX ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX. É IMPRESSIONANTE E VANGUARDISTA POR SEREM OS PRATOS DE FEITIO QUADRADO E PELA FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIO POR GRAGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA MONOGRAMA F G ENTRELADO. COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERNTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 21.5 X 22 CM NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA COSTA E GAMA - PRATOS RASOS -  NETO DO DUQUE DE CAXIAS, NETO DO MARQUÊS DE BAEPENDY, FILHO DOS BARÕES DE SANTA MÔNICA, GENRO DOS BARÕES DE ARURAI, SOBRINHO NETO  DO CONDE  DE TOCANTINS, SOBRINHO NETO DA BARONESA DE SURAÍ, SOBRINHO DO BARÃO DE JUPARANÃ E SOBRINHO DO CONDE DE BAEPENDY. SEIS FORMDIDÁVEIS PRATOS EM PORCELANA FRANCESA DO ATELIER DE JOSEPH KLOTZX ESTABELECIDO EM PARIS NA RUE DE PARADIS, NA SEDUNDA METADE DO SEC. XIX. É IMPRESSIONANTE E VANGUARDISTA POR SEREM OS PRATOS DE FEITIO QUADRADO E PELA FABULOSA DECORAÇÃO COM BARRADO EM AZUL CELESTE DELINEADO POR FRISO EM OURO SUCEDIO POR GRAGA DA MESMA ESPÉCIE. EM RESERVA NA ABA MONOGRAMA F G ENTRELADO. COMO LIMÍTROFE A  DELIMITAR A CALDEIRA E A  ABA UM FIO EM OURO A TODA VOLTA. MARCAS SOB A BASE. PERNTENCEU AO SERVIÇO DE FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA, FILHO DOS BARÃOS DE SANTA MÔNICA SENHORES DA FAZENDA DE MESMO NOME QUE POR VEZES HOSPEDEU O IMPERADOR DOM PEDRO II E SUA COMITIVA E TAMBÉM FOI LOCAL DE RESIDENCIA DOS ULTIMOS TRES ANOS DE VIDA DO DUQUE DE CAXIAS  (PAI DA BARONESA) E TAMBÉM LOCA DE SEU FALECIMENTO. FOI CASADO COM MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, FILHA DE MANUEL CARNEIRO DA SILVA, VISCONDE DE URURAÍ, NETA PATERNA DO PRIMEIRO VISCONDE DE ARARUAMA E BISNETA DO PRIMEIRO BARÃO DE SANTA RITA; SENDO NETA MATERNA DO DUQUE DE CAXIAS. FRANÇA, DEC. 1880. 21.5 X 22 CM NOTA:  Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, n. 1862, Rio, faleceu em 1896, engenheiro, casado sua prima Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, nascida em 1862 e falecida em. 1936, Rio de Janeiro . Era filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Urura, e Ana Francisca do Loreto Carneiro Viana de Lima. Dona Mariana era filha Ana de Loreto Carneiro Viana de Lima (1836-1884), Viscondessa de Ururaí, e seu marido Manuel Carneiro da Silva (1833-1917) Visconde de Ururaí. Filha caçula do duque de Caxias, Ana casou-se com Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva Visconde de Ururai, filho de Ten.Cel. Manuel Carneiro da Silva 1 Visconde de Araruama e Francisca Antônia Ribeiro de Castro Carneiro, em Quissamã-RJ, no ano de 1853 em cerimônia celebrada na residência do pai da noiva na Corte Imperial. Tiveram seis filhos, dentre eles Mariana do Loreto de Lima Carneiro da Silva, que se casou com seu primo, Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama, filho dos barões de Santa Monica. Para sua residência, seu marido ergueu em 1867 um luxuoso solar na Fazenda Machadinha, em Quissamã (RJ), herdada da família Carneiro de Silva, projeto do arquiteto alemão Antonio Becher, com mobiliário comprado, em Paris. Ao voltar da Guerra do Paraguai, o Duque de Caxias levou seus dois cavalos de batalha para a Fazenda Machadinha e lá passou uma longa temporada com sua filha Ana, a quem chamada pelo apelido de Aniquinha. Costumava fazer longos passeios a cavalo com seu neto José de Lima Carneiro da Silva, filho do 2º barão e visconde de Ururaí. Um dos cavalos morreu e, conforme conta a tradição local, foi enterrado atrás da capela da fazenda. Após a morte de seu sua mãe em 1874 e seu pai em 1880, Ana e seu marido herdaram o Palacete do Duque na Tijuca. O casal alforriou os escravos da Fazenda Machadinha anos antes da Lei Áurea. Junto de sua irmã Luiz de Loreto, Baronesa de Santa Mônica, Ana representou a família no enterro do Pai com a presença do Imperador que colocou à disposição da família do Duque de Caxias um coche imperial destinado ao enterro de príncipes. Faleceu quatro anos depois do pai a 22.09.1884, na Chácara da Concha, antes da concessão do título de Visconde de Ururaí ao seu marido em 1888, que foi um dos fundadores da companhia Engenho Central de Quissamã. O Visconde de Ururaí morre em 1917, tendo a fazenda sido doada a sua filha Ana Francisca de Queiros Matoso. A partir de sua morte, a Fazenda Machadinha foi doada a seus filhos. A casa grande, estábulos e armazéns hoje estão em ruínas; a capela e as senzalas ainda estão preservadas. Descendentes de antigos escravos ainda habitam a parte que restou das senzalas e realizam festas na quais cantam o "fado", uma forma de jongo preservada há séculos.
  • A partir desse momento apresentaremos lotes compostos pelo serviço de jantar que pertenceu a FRANCISCO NICOLAU DE LIMA NOGUEIRA DA GAMA (1862-1896),  casado com sua prima MARIANA DO LORETO DE LIMA CARNEIRO DA SILVA, filha de Manuel Carneiro da Silva, Visconde de Ururaí, neta paterna do primeiro Visconde de Araruama e bisneta do primeiro Barão de Santa Rita; sendo neta materna do Duque de Caxias. Francisco por sua vez era filho do  primeiro e único barão com grandeza de Santa Mônica, Francisco Nicolau Carneiro Nogueira da Costa e Gama, Filho de Manuel Jacinto Nogueira da Gama, Marquês de Baependi, e de D. Francisca Mônica Carneiro da Costa. Era neto materno da Baronesa de São Salvador de Campos; irmão de Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama, Conde de Baependi; e de Manuel Jacinto Carneiro Nogueira da Costa e Gama, Barão de Juparanã. Exerceu cargos no Paço Imperial, foi Moço Fidalgo, Fidalgo Cavaleiro, Veador, etc. Também se elegeu para cargos políticos como Deputado Provincial. Era fazendeiro e possuía a Fazenda de Santa Monica, em Valença (RJ). Casou-se com sua prima D. Luísa do Loreto Carneiro Viana de Lima e Silva (1833-1902), baronesa consorte de Santa Mônica, filha dos duques de Caxias, Luís Alves de Lima e Silva e D. Ana Luísa Carneiro Viana, sendo neta paterna do Barão da Barra Grande (Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, membro da regência trina) e bisneta materna da Baronesa de São Salvador de Campos.  A união de FRANCISCO E MARIANA reuniu a geração das duas únicas filhas sobreviventes do DUQUE DE CAXIAS já que seu único varão faleceu tragicamente aos 14 anos vitimado por uma pneumonia. O aparelho é surpreendente pelo incomum feitio quadrado e pela requintada decoração. Com o mesmo requinte o serviço de taças de BACCARAT personalizado com a inicial do sobrenome desses aristocratas. Nas imagens ao lado vemos fotos feitas pelo fotografo Marc Freres realizadas na FAZENDA SANTA MÔNICA em  14 de fevereiro de 1881 quando lá estava hospedado o Imperador Dom Pedro II. Nesta visita o Imperador e a Imperatriz foram prestar condolências aos Barões de Santa Mônica pela morte do Duque de Caxias ocorrida ali mesmo naquela propriedade poucos meses antes da visita, que também ensejou  a inauguração da nova Igreja em Vassouras eregida com o patronado do BARÃO DE SANTA MONICA, a Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio. As fotos ao lado foram tomadas por Mark ferrez hoje constituem um importante registro desta visita Imperial na Fazenda de Santa Mônica em 1881 e pertencem ao Instituto Moreira Salles.  Marc Ferrez acompanhou a comitiva imperial desde o Rio de Janeiro. A série das imagens que produziu  traz cartões estereoscópicos com a inscrição "Brésil au stéréoscope" na lateral esquerda e a assinatura de Marc Ferrez na lateral direita. Era o inicio da técnica de fotografia com esterioscopia que trazia tridimensionalidade ao oberservador a partir da observação com um esterioscopio. Apregoaremos um visor esteruiscópico desta época no final da sessão do segundo dia. A primeira imagem mostra a fachada da Fazenda Santa Mônica com a família e convidados do Barão de Santa Mônica e a comitiva imperial. Uma bandeira Imperial pende de mastro junto ao balcão da  sacada. Era natural para anunciar que durante aqueles dias habitavam aquela casa o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Tereza Christina. Em plano principal o Barão de Santa Mônica sentado tendo ao lado os filhos varões Francisco e Manuel. Ainda no alpendre outros membros importantes do sexo masculino da aristocracia local e da comitiva imperial. No balcão da sacada bem junto a bandeira está a dona da casa Dona  Luisa do Loreto Viana de Lima e Silva, filha do Duque de Caxias e Baronesa de Santa Mônica. Outras mulheres igualmente aristocratas estão no balcão. Além disso personagens do sexo masculino talvez não tão importantes no contexto político e social dividem o espaço com as mulheres. As imagens seguintes mostram o interior da luxuosa casa sede com seus espaços destinados aos visitantes imperiais: A sala dos Imperador, A sala da Imperatriz e o quarto de toilette do imperador. Na segunda imagem vemos o vestíbulo da casa com a Baronesa de Santa Mônica e a nora que é também sua sobrinha dona Mariana Nogueira da Gama, filha dos Barões de Ururaí, neta do Duque de Caxias e casada com o primogênito do Barão de Santa Monica (homônimo do pai), Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Costa e Gama. A Sala do Imperador, próxima imagem, mostra a luxosa mobília, retratos de família como o da Duquesa de Caxias, dona Dona Ana Luísa de Loreto Carneiro Viana Alves de Lima (1816-1874) que era ilha de Paulo Fernandes Ferreira Viana, desembargador e conselheiro de Dom João VI. Se casou em 1833 aos 16 anos de idade sem o consentimento dos pais. Inicialmente, a mãe de Ana não aprovava a união. Luísa Rosa Carneiro Leão nutria uma antipatia pelo Imperador D. Pedro I e pelos integrantes de seu batalhão desde que o imperador mandou destruir o jardim do Campo de SantAna, feito pelo seu marido, o Desembargador Paulo Fernandes Viana. A atitude do imperador provocou tanto desgosto que o pai de Ana adoeceu, vindo a falecer tempos depois. Outro motivo era o fato de que Luís Alves não vinha de família nobre e era quatorze anos mais velho que Ana. Enfim, o casamento foi aceito e a cerimônia acabou sendo feita com a presença do padre Pedro Bandeira Arouca. Boatos de jornais inimigos de Caxias circularam a falsa história de que ele havia sequestrado a própria esposa Ana Luísa. Na lua-de-mel, Ana Luísa propôs que Luís deixasse o Exército para viverem sem ausências repentinas. A esposa temia que as campanhas afastassem o marido de casa por muito tempo. Quando Luís partia para entregar ao Ministro da Guerra seu requerimento de dispensa, sua esposa voltou atrás e o incentivou a seguir a carreira. Respeitada na corte Imperial, a Duquesa de Caxias era descrita como uma dama piedosa e de nervos frágeis que tinha gosto pela poesia. Nas inúmeras guerras que seu marido lutou fazia a contribuição que podia, ajudando as viúvas e órfãos dos militares mortos na Guerra do Paraguai e na Construção do Asilo dos Inválidos da Pátria na Ilha do Bom Jesus. Caxias tratava a esposa por meu bem, minha idolatrada mulher, minha querida duquesa, minha duquesa e Anica, como a chamava o esposo, inconsolável viúvo depois de 1874. As duas filhas eram chamadas de Anicota e Aniquinha. O único filho morreu aos 14 anos. Seu pai o chamava de cadete, cadete Luisinho e Luisinho. Entre os familiares, Duque de Caxias era tratado como Luís. Em 23 de março de 1874 falecia a mais ilustre fidalga do Império e seu viúvo, o marechal glorioso, escrevia a um amigo: Perdi o maior bem que eu tinha neste mundo".  AS salas seguintes são a Sala da Imperatriz e o Toilette do Imperador.
  • RELICARIO CONVENTUAL PORTUGUÊS  MÚLTIPLO CONTENDO EM SEU INTERIOR INUMERAS RELIQUIAS ÓSSEAS E TEXTEIS DOS SEGUINTES SANTOS: SANTA ÁGATA (É A PADROEIRA DAS VÍTIMAS DE CÂNCER DE MAMA E DOENÇAS NOS SEIOS, ALÉM DE SER INVOCADA CONTRA ERUPÇÕES VULCÂNICAS, INCÊNDIOS E TERREMOTOS), EX HABITO DE SANTA RITA (PADROEIRA DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS E DOS DESESPERADOS), SÃO GREGORIO MAGNO, S. BRAS (PROTETOR CONTRA OS MALES DA GARGANGA, S. JUSTA (PADROEIRA DOS OLEIROS E CERAMISTAS), SANTA FELICISSIMA, SÃO BARTOLOMEU APOSTOLO,  SÃO VICENTE, SANTA URSULA (ADROEIRA DA EDUCAÇÃO CATÓLICA, DOS PROFESSORES, DOS ESTUDANTES E DA JUVENTUDE), SANTO AGOSTINHO (PADROEIRO DOS TEÓLOGOS, DOS IMPRESSORES, SENDO TAMBÉM INVOCADO PELOS QUE PROCURAM A DEUS.), HÁBITO DE SÃO BERNARDO DE CLARAVAL (PADROEIRO DOS APICULTORES, DOS TEMPLÁRIOS, DA REGIÃO DA BORGONHA (FRANÇA) E DA ORDEM CISTERCIENSE). PORUGAL , SEC.  XVIII. 10 CM DE ALTURA. NOTA: Os relicários conventuais em Portugal foram intensamente produzidos e colecionados entre os séculos XVI e XVIII, impulsionados pela Contra-Reforma e pelas determinações do Concílio de Trento. Os principais encomendantes dos relicários conventuais eram feitos para os nobres, mas nobres e a. Eles também serviam para membros do alto clero, comunidades religiosas e eram criados para abrigar relíquias sagradas de santos ou da própria Paixão de Cristo. Entre os séculos XVI e XVIII, Portugal e os territórios ultramarinos viveram um período de grande produção de relicários, desde pequenas peças de devoção pessoal até grandes estruturas monumentais. Uma das histórias mais fascinantes do século XVIII português envolve o roubo das sagradas partículas e a subsequente criação do monumento do Senhor Roubado, em Odivelas. O episódio mistura devoção religiosa, crime, caçada humana e a riqueza da ourivesaria barroca da época. Na noite de 11 de maio de 1723, um ladrão chamado António de Sousa, alcunhado de "O Galego", invadiu a Igreja Matriz de Odivelas. O seu objetivo principal era o ouro e a prata dos vasos litúrgicos. Ao arrombar o tabernáculo, António roubou as hóstias consagradas e o relicário que as continha. Para o catolicismo fervoroso de Portugal no reinado de D. João V, o furto de objetos sagrados  e o desrespeito às hóstias  era considerado o crime mais grave de todos: o sacrilégio. Após o roubo, o criminoso escondeu-se num matagal próximo, numa zona chamada Povoa de Santo Adrião. Para retirar a prata e o ouro sem levantar suspeitas, António retirou as hóstias do relicário e enterrou-as num silvado, deixando as partículas sagradas diretamente na terra. O desaparecimento dos objetos gerou pânico e comoção nacional. O próprio rei D. João V ordenou uma busca implacável. Dias depois, as hóstias foram encontradas por um pastor que notou que os seus cães ladravam e se ajoelhavam (segundo a lenda popular) diante do silvado.  António de Sousa foi rapidamente capturado, julgado pela Inquisição e pela justiça régia, e executado com extrema severidade, como mandavam as leis do Antigo Regime.Para purificar o local do sacrilégio e celebrar o "desagravo" do crime, a comunidade e a Igreja financiaram a construção do Padrão do Senhor Roubado em Odivelas. O monumento é um imponente nicho barroco do século XVIII, decorado com painéis de azulejos que narram toda a história: desde o momento do roubo do relicário até à execução do ladrão. Hoje, o local permanece como um marco histórico e visual da Lisboa setecentista, mostrando como os relicários e os objetos de culto moviam a justiça, a arte e a fé de todo um reino.
  • DUQUE DE CAXIAS RARÍSSIMO PRATO RASO EM PORCELANA PERTENCENTE AO SERVIÇO DO DUQUE DE CAXIAS, LUIZ ALVES DE LIMA E SILVA UM DOS QUATRO DUQUES BRASILEIROS (O ÚNICO SEM SANGUE REAL) . ABA NA TONALIDADE VERDE COM RESERVAS FLORAIS PINTADAS MANUALMENTE. ARREMATES EM OURO. CALDEIRA COM EXUBERANTE RESERVA FLORAL. ESSE SERVIÇO FOI APREGOADO EM LEILÃO EM 1928 ADQUIRIDO PELO COLECIONADOR INACIO AREAL REALIZADO PELO LEILOEIRO DA ÉPOCA, BASTOS DIAS. DEPOIS EM 1983 FOI LEILOADO POR FERNANDO SOARES EM SÃO PAULO ESSA PEÇA EM PREGÃO TAMBÉM ESTÁ REPRODUZIDA NO CATÁLOGO DO LEILÃO REFERIDO ACIMA (O DE FERNANDO SOARES) E FOI REPRODUZIDA EM MATÉRIA DA DÉCADA DE 90 SOBRE INVESTIMENTO EM MERCADO DE ARTES (VIDE FOTOS DA MATÉRIA E DO CATÁLOGO DO LEILÃO). PEÇA DESSE APARELHO ESTA REPRODUZIDA A PÁGINA 209 DO LIVRO LOUÇA DA ARISTOCRACIA DO BRASIL POR JENNY DREYFUS. FRANÇA, SEC. XIX. 26,5 CM DE DIAMETRO NOTA: Luís Alves de Lima e Silva (25/8/1803-7/5/1880) nasce em Vila do Porto da Estrela, em uma família de militares. É declarado cadete aos 5 anos. Em 1823, com apenas 20 anos, participa da campanha pelo reconhecimento da independência na Bahia como tenente. Promovido a capitão, conduz a linha de frente brasileira na Guerra da Cisplatina em 1825. É nomeado major e chefia o batalhão do imperador até 1831. Em 1840 combate os focos de resistência ao governo central no Maranhão e no Piauí. Em recompensa pela pacificação das duas províncias, é elevado ao posto de brigadeiro e recebe o título de barão de Caxias. Como comandante das Armas da Corte, reprime a Revolução Liberal de 1842 em São Paulo e em Minas Gerais e dirige as tropas imperiais contra a Revolta dos Farrapos. Em 1845, dom Pedro II o indica para o Senado pelo Rio Grande do Sul. Lidera as tropas do Exército nas guerras platinas em 1851 e exerce, depois, a Presidência da província gaúcha. Em 1866 chefia as forças brasileiras na Guerra do Paraguai e conquista Assunção em 1869. No mesmo ano recebe o título de duque de Caxias. Morre na cidade de Barão de Juparanã, no Rio de Janeiro. Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva) (1803-1880) foi um militar brasileiro. É o Patrono do Exército. Foi um dos maiores vultos da nossa história. Foi chamado de O Pacificador. No dia 25 de agosto, dia do seu nascimento, é comemorado o dia do soldado. Luís Alves de Lima e Silva nasceu na fazenda São Paulo, no Taquaraçu, próximo da Vila Estrela, hoje município de Duque de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, no dia 25 de agosto de 1803. Filho de Francisco de Lima e Silva e de Cândida de Oliveira Belo cresceu em meio a uma família de militares. Seu avô, José Joaquim de Lima e Silva, um militar português, imigrou para o Brasil em 1767 e se instalou no Rio de Janeiro, então capital do país. Seu pai foi brigadeiro do Exército Imperial e membro da Regência-Trina durante a menoridade de Dom Pedro II. No dia 22 de novembro de 1808, o 1.º Regimento de Infantaria de Linha, comandado por seu avô, recebia o novo soldado com cinco anos, apenas uma homenagem a seu avô, o Ministro da Guerra. Entre 1809 e 1817, estudou no Seminário São Joaquim (hoje Colégio Pedro II). Em 1818, Luís Alves entrou para a Escola Militar do Largo do São Francisco, onde permaneceu até 1821. Foi cadete, alferes e tenente. Quando concluiu o curso, foi incorporado ao 1.º Batalhão de Fuzileiros. Em 1822, o Brasil torna-se independente e Luís Alves ingressa no Batalhão do Imperador, comandado por seu tio José Joaquim de Lima e Silva. Em 1823, participou da luta no combate aos soldados portugueses da Bahia que relutavam a aceitar a Independência do país. Com a vitória do Batalhão, Luís Alves foi promovido a Capitão e com 21 anos recebia a Imperial Ordem do Cruzeiro, das mãos de D. Pedro I. Em 1825, Luís Alves foi chamado para mais uma vez manter a unidade nacional, desta vez na Campanha da Cisplatina conflito ocorrido entre o Brasil Império e as Províncias Unidas do Rio da Prata, pela posse da "Província Cisplatina", no Uruguai. Três vezes foi citado por bravura. Ganhou as insígnias de Major e as comendas da Ordem de São Bento de Ávis e a ordem da Rosa. Em 1831, após a abdicação de D. Pedro I, Luís Alves foi um dos poucos que permaneceu ao lado do monarca. Foi chamado pelo ministro da Justiça, Padre Feijó, para organizar o Batalhão Sagrado, para manter a ordem no Rio de Janeiro, evitando a anarquia. Nesse mesmo ano, organizou a Guarda Municipal, que depois foi transformada em Guarda Municipal Permanente. Em 1832 a Guarda Municipal lutou contra a tentativa de derrubar a Regência-Trina, durante a menoridade de Dom Pedro II. No dia 2 de fevereiro de 1833, Duque de Caxias casa-se com Ana Luísa do Loreto Carneiro Vianna de apenas 16 anos, neta da Baronesa de São Salvador de Campos. Em dezembro do mesmo ano nasce Luísa de Loreto. Em 24 de junho de 1836 nasce sua segunda filha, Ana de Loreto. O filho Luís Alves Júnior faleceu na adolescência. Em 1837, com 34 anos, Luís Alves foi promovido a Tenente-Coronel, em seguida, deixou o comando da Guarda Permanente. Em 1839, foi nomeado comandante-geral das forças militares do Maranhão e presidente da Província. Sua missão: sufocar a revolta dos que se opunham ao governo provincial e ocupavam acidade de Caxias. Conhecida como Balaiada, a campanha de Lima e Silva saiu vitoriosa. Em 1841, de volta ao Rio de Janeiro, Luís Alves é promovido a General-Brigadeiro e recebeu o título de Barão de Caxias, referência à cidade que conseguiu pacificar. Em 1842, o Barão de Caxias foi nomeado "Comandante das Armas da Corte", cargo já ocupado por seu pai. Nessa época, eclodiu a revolução liberal em São Paulo e Minas Gerais, que Caxias reprimiu com facilidade e entrou em Sorocaba, onde enfrentou seu antigo chefe, o Padre Feijó. Em Minas Gerais, destacou-se no combate de Santa Luzia, decisivo para a vitória. Ao voltar, reassume o comando das armas, como o Pacificador. Após pacificar três províncias, faltava só o Rio Grande do Sul onde a Guerra dos Farrapos entrava no seu sétimo ano. Foi nomeado "presidente da província do Rio Grande do Sul"e "Comandante das Armas". Reorganizou as forças imperiais e depois de dois anos saiu vitorioso. Com a vitória, na Guerra dos Farrapos, Caxias foi agraciado com o título de Conde, em 2 de abril de 1845 e escolhido para o Senado por Dom Pedro II, mandato que exerceu junto com seu pai. Em 1855 foi nomeado para a Pasta da Guerra e em 1862 para "Presidente do Conselho". Nesse mesmo ano, foi promovido a Marechal Graduado do Exército. Caxias combateu em vários conflitos de fronteira no Sul do Brasil e voltou vitorioso ao Rio de Janeiro, quando, recebeu o título de Marquês. A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado ocorrido na América do Sul, na bacia do rio da Prata, que envolveu Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil. O Paraguai era o país que havia alcançado um certo progresso econômico autônomo e seu presidente Solano López resolveu ampliar o território paraguaio e criar o Paraguai Maior, anexando regiões da Argentina, do Uruguai e do Brasil (como Rio Grande do Sul e Mato Grosso), com o objetivo de conquistar o acesso ao Atlântico. Em 1864, o Paraguai ordenou o aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda, no rio Paraguai. A resposta brasileira foi a imediata declaração de guerra ao Paraguai. Em 1865, o Paraguai invadiu o Mato Grosso e o Norte da Argentina, e os governos do Brasil, Argentina e Uruguai criaram a Tríplice Aliança contra Solano López. O Brasil, Argentina e Uruguai contavam com o apoio inglês, recebendo empréstimos para equipar e manter poderosos exércitos. Depois de algumas derrotas, em 1867, Luís Alves de Lima e Silva, então Marquês de Caxias, assumiu o comando das forças militares imperiais, vencendo rapidamente importantes batalhas como as de Itororó, Avaí, Angosturas e Lomas Valentinas, chamadas dezembradas por terem ocorrido no mês de dezembro de 1868. Finalmente Assunção foi ocupada em 5 de janeiro de 1869. Após a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai, Caxias com 66 anos recebe o título de Duque, com medalhas e condecorações. No dia 23 de março de 1874 morre sua esposa. Em 1875, o Duque de Caxias foi nomeado, por Dom Pedro II, para a presidência do Conselho de Ministros e assume também o Ministério da Guerra. Era um Gabinete que serviria à princesa Isabel na ausência do Imperador. Em 1877, cansado e doente, Duque de Caxias se retira para a fazenda do Barão de Santa Mônica, de seu genro, hoje Ji-Paraná, Rio de Janeiro. No dia 7 de maio de 1880, às 20 horas e 30 minutos, fechava os olhos para sempre aquele bravo militar e cidadão que vivera no seio do Exército para glória do próprio Exército. No dia seguinte, em trem especial, chegava na Estação do Campo de Santana o seu corpo, vestido com o seu mais modesto uniforme de Marechal de Exército, trazendo ao peito apenas duas das suas numerosas condecorações, as únicas de bronze: a do Mérito Militar e a Geral da Campanha do Paraguai, tudo consoante suas derradeiras vontades expressas. Outros desejos testamentários são respeitados: enterro sem pompa; dispensa de honras militares; o féretro conduzido por seis soldados da Guarnição da Corte, dos mais antigos e de bom comportamento, aos quais deveria ser dada a quantia de trinta cruzeiros (cujos nomes foram imortalizados no pedestal de seu busto, no passadiço do Conjunto Principal antigo da Academia Militar das Agulhas Negras); o enterro custeado pela Irmandade da Santa Cruz dos Militares; e seu corpo não embalsamado. Quantas vezes o caixão foi transportado, suas alças foram seguras por seis Praças de Pré do 1º e do 10º Batalhão de Infantaria. No ato do sepultamento, o grande literato Visconde de Taunay, então Major do Exército, proferiu alocução assim concluída: "Carregaram o seu féretro seis soldados rasos; mas, senhores, esses soldados que circundam a gloriosa cova e a voz que se levanta para falar em nome deles, são o corpo e o espírito de todo o Exército Brasileiro. Representam o preito derradeiro de um reconhecimento inextinguível que nós militares, de norte a sul deste vasto Império, vimos render ao nosso velho Marechal, que nos guiou como General, como protetor, quase como pai, durante 40 anos; soldados e orador, humilde todos em sua esfera, muito pequenos pela valia própria, mas grandes pela elevada homenagem e pela sinceridade da dor". Seu testamento lavrado em 23 de abril de 1874 mostra que esse grande brasileiro que defendeu invictamente o Brasil por tantas vezes e ocupou posições tão importantes morreu sem muitos bens, mas buscando honrar sua pátria e o serviço a ela prestado. Reza o texto de suas últimas vontades expressas: Em Nome de Deus Amém: Eu, Luiz Alves de Lima, Duque de Caxias, achando-me com saúde e meu perfeito juízo, ordeno o meu testamento, da maneira seguinte: sou católico romano, tenho nesta fé vivido, e pretendo morrer. Sou natural do Rio de Janeiro, batizado na freguesia de Inhamerim; filho legítimo do Marechal Francisco de Lima e Silva, e de sua legítima Mulher, dona Mariana Cândida Bello de Lima, ambos já falecidos. Fui casado a face da Igreja com a virtuosa dona Anna Luiza Carneiro Viana de Lima, Duquesa de Caxias, já falecida, de cujo matrimônio restam dois filhos que são Luiza e Anna, as quais se acham casadas; a primeira com Francisco Nicolas Carneiro Nogueira da Gama, e a segunda, com Manoel Carneiro da Silva, as quais são as minhas legítimas herdeiras. Declaro que nomeio meus testamenteiros, em 1º lugar, o meu genro Francisco Nicolas, em 2º meu genro Manoel Carneiro, em 3º meu irmão e amigo, o Visconde de Tocantins, e lhes rogo que aceitem esta testamentária, da qual só darão contas no fim de dois anos. Recomendo a estes que quero que meu enterro seja feito, sem pompa alguma, e só como irmão da Cruz dos Militares, no grau que ali tenho. Dispensando o estado da Casa Imperial, que se costuma a mandar aos que exercem o cargo que tenho. Não desejo mesmo, que se façam convites pro meu enterro, porque os meus amigos que me quiserem fazer este favor, não precisam dessa formalidade e muito menos consintam os meus filhos que eu seja embalsamado. Logo que eu falecer deve o meu testamenteiro fazer saber ao Quartel General, e ao ministro da Guerra que dispenso as honras fúnebres que me pertencem como Marechal do Exército e que só desejo que me mandem seis soldados, escolhidos dos mais antigos, e melhor conduta, dos corpos da Guarnição, pra pegar as argolas do meu caixão, a cada um dos quais o meu testamenteiro, no fim do enterro, dará 30$000 de gratificação. Declaro que deixo ao meu criado, Luiz Alves, quatrocentos mil réis e toda a roupa do meu uso. Deixo ao meu amigo e companheiro de trabalho, João de Souza da Fonseca Costa, como sinal de lembrança, todas as minhas armas, inclusive a espada com que comandei, seis vezes, em campanha, e o cavalo de minha montaria, arreado com os arreios melhores que tiver na ocasião da minha morte. Deixo à minha irmã, a Baronesa de Suruhi, as minhas condecorações de brilhantes da ordem de Pedro I como sinal de lembrança e a meu irmão, o Visconde de Tocantins, meu candieiro de prata, que herdei do meu pai. Deixo meu relógio de ouro com a competente corrente ao Capitão Salustiano de Barros Albuquerque, também como lembrança pela lealdade com que tem me servido como amanuense. Deixo à minha afilhada Anna Eulália de Noronha, casada com o Capitão Noronha, dois contos de réis. Cumpridas estas disposições, que deverão sair da minha terça, tudo o mais que possuo será repartido com as minhas duas filhas Anna e Luiza, acima declaradas. Mais nada tenho a dispor, dou por findo o meu testamento, rogando as justiças do país, que o façam cumprir por ser esta a minha última vontade escrita por mim e assinada. Rio de Janeiro, 23 Abr 1874 - Luis Alves de Lima Duque de Caxias.
  • PRO ANIMA DEL SACERDOTE  PRECIOSO LIVRO DE ORAÇÕES COM RICA ENCADERNAÇAO  FRONTAL E POSTERIOR EM PRATA DE LEI CONTRASTADA.  TOTALMENTE CROMOLITOGRAFADO EM ESTILO ART NOUVEAU. O TEXTO FOI ESCRITO, PELO PADRE QUE ASSINOU COM MONOGRAMA G.M. AS ILUSTRAÇÕES E DECORAÇÕES FORAM DESENHADAS PELO MINIATURISTA E CALÍGRAFO TORINONÊS VITTORIO VULTEN, QUE SEM DÚVIDA TAMBÉM CALIGRAFOU O TEXTO. ESTÁ DATADO 1909.  LIVRO E ENCADERNAÇÃO EM MUITO BOM ESTADO DE CONSERVAÇÃO. UM ESPLÊNDIDO LIVRO DE ORAÇÕES COM ILUSTRAÇÕES E DECORAÇÕES CROMOLITOGRAFADAS EM TODAS AS PÁGINAS E COM UMA REPRESENTAÇÃO EM ALTO-RELEVO DA VIRGEM NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE POMPÉIA NA ENCADERNAÇÃO EM PRATA . ENCADERNAÇÃO EM PRATA (COM MARCA DE CONTRASTE "800" NA PARTE INFERIOR DA CONTRACAPA, COSTURADA COM DOIS CORDÕES EMBUTIDOS, COM "NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO" DO SANTUÁRIO DA VIRGEM DO ROSÁRIO EM POMPEIA REPRESENTADA NA CAPA FRONTAL EM ALTO RELEVO (MADONA COM O MENINO JESUS OFERECENDO ROSÁRIOS A SÃO DOMINGOS E SANTA CATARINA), LADEADA POR DUAS ÍRIS, ACIMA DE "AVE MARIA" E UM PAINEL COM "SS. VERGINE DI POMPEI", GUARDAS LITOGRAFADAS EM TONS PASTEL COM DETALHES EM OURO, EM UM PADRÃO REPETITIVO DE FLORES ABSTRATAS, CRUZES, ÂNCORAS, CORAÇÕES CORTES DOURADOS. UM LIVRO DE ORAÇÕES ART NOUVEAU TOTALMENTE CROMOLITOGRAFADO, IMPRESSO EM INÚMERAS CORES PASTEL E DOURADO, COM DECORAÇÃO (PRINCIPALMENTE FLORAL) TODOS DESENHADOS POR VITTORIO VULTEN, QUE APARENTEMENTE TAMBÉM EXECUTOU A CALIGRAFIA. ITALIA, INICIO DO SEC. XX. 13 X 7.5NOTA: Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, também conhecida como Rainha das Vitórias, é uma poderosa devoção católica associada à reza do Santo Rosário. A devoção ficou mundialmente conhecida a partir do século XIX na Itália e possui uma tradicional novena de 54 dias para causas consideradas difíceis ou impossíveis. A cidade romana de Pompeia, ao sul de Nápoles, foi destruída pelo vulcão Vesúvio no ano 79. As ruínas permaneceram soterradas sob dez metros de cinzas até o inicio do século XVII, quando foram encontradas.Os trabalhos arqueológicos sistemáticos, realizados até hoje, só começaram quase 200 anos depois da descoberta. Próximo ao local, existe o chamado Vale de Pompeia. Nele, à sombra do velho vulcão adormecido, foi erguido um Santuário dedicado a Nossa Senhora do Rosário, que deu vida à nova cidade de Pompeia, mais conhecida como "Cidade da Caridade", ou, melhor ainda, "Cidade de Maria". Vamos conhecer sua história e saber se faz jus ao nome.Bartolo Longo nasceu em Latiano, e seus pais eram a filha de um alto magistrado e um respeitável médico, que lhe deram sólida formação religiosa e intelectual. Estudante de Direito em Nâpoles, tornou-se um ativista politico anticlerical e abandonou o catolicismo, mas um de seus professores viu a possibilidade de resgatar a ovelha perdida e apresentou-o ao padre Radente, um dominicano com muito cansma. Guiado pelo padre, reencontrou a fé em Cristo e voltou à oração do Rosário, e sua devoção a Nossa Senhora se fez mais vigorosa. Ingressou na Ordem Terceira Dominicana e tornou-se um irmão leigo, com o nome de irmão Rosário"Em 1864, aos 23 anos, advogado formado, abandonou a carreira para se dedicar a Deus e às obras de caridade. Por meio do padre Radente conheceu a condessa Mariana de Fusco, viúva de muita fé, dona de vasto patrimônio e também engajada em obras da Igreja, que o contratou como seu administrador particular.Em 1872, Bartolo foi ao Vale de Pompeia, verificar as terras da condessa, e all deparou com um triste cenario: muitas familias trabalhando nas escavações das ruinas da antiga Pompeia, afastadas do convívio da fe. Naquele instante, Bartolo sentiu que era ali que devia pregar o Rosário.Bartolo e a condessa Mariana, animados por uma ardente fe, ergueram a capela paroquial da novaPompeia, dedicada a Nossa Senhora do Rosário. A única dificuldade encontrada foi quanto à imagem dessa devoção. No entanto, Bartolo acabou recebendo de uma irma uma antiga pintura, que a condessa Mariana mandou restaurar.No quadro, Maria está sentada, segurando o Menino Jesus sobre sua perna direta. Aos seus pés estão São Domingos de Gusmão e Santa Catarina de Sena, que recebem um Rosário do Menino Jesus e de Maria, respectivamente. Ele foi exposto pela primeira vez em 13 de fevereiro de 1876, e desde então milagrosos prodigios ocorrem diante dele. A fama da intercessão da Virgem de Pompeia correu por toda a região, e uma multidão de fiéis e peregrinos foi para lá, ver a imagem.Em março do mesmo ano, Bartolo iniciou a construção de uma igreja maior. Ao mesmo tempo, foi criando obras de caridade e instituições assistenciais destinadas às famílias dos trabalhadores das escavações. Em 1884, para divulgar o projeto e arrecadar donativos, fundou uma tipografia e criou a revista mensal "O Rosário e a nova Pompeia": difundida no mundo até hoje. Para dirigir os orfanatos e as escolas dos filhos
  • RELICARIO DE SÃO PEDRO MÁRTIR - RELICARIO COM FEIÇÃO BARROCA M MADEIRA ESCULPIDA E DOURADA  DECORADA  COM FOLHAS DE ACANTO E VOLUTAS, ENO ALTO EM MEIO A RAMOS DE PALMAS  ATADOS POR LAÇO UM OCULO QUE CONTÉM O RELICARIO COM A RELIQUIA DE SÃO PEDRO. TAMBEM RELIQUIAS DE SANTA ROSÁLIA, SÃO CELESTINO E   SÃO CRISTOVÃO  ITALIA, INICIO DO SEC. XIX. 35 CM DE ALTURA
  • PRECIOSA CRUZ RELICARIO  EM BRONZE QUE SE ABRE CONTENDO EM SEU INTERIOR AS SEGUINTES RELIQUIAS: SÃO FELIX MARTIR (SACERDOTE CONDENADO A MORTE POR DIOCLESIANO), SANTO ALEIXO O HOMEM DE DEUS, SÃO BENEDITO, SANTO ALBERTO MAGNO ( FOI UM FRADE DOMINICANO, FILÓSOFO, TEÓLOGO E CIENTISTA ALEMÃO DO SÉCULO XIII. FICOU FAMOSO POR UNIR FÉ E RAZÃO, FOI PROFESSOR DE SÃO TOMÁS DE AQUINO E É O PADROEIRO DOS ESTUDANTES DE CIÊNCIAS NATURAIS), SANTA REDEMPTA (VIRGEM E EREMITA MUITO ELOGIADA PELO PAPA SÃO GREGÓRIO MAGNO), SÃO JOSÉ DE CUPERTINO (PADROEIRO DOS ESTUDANTES, PROTAGONIZOU OS FENÔMENOS DE ÊXTASES E LEVITAÇÕES, SOBRETUDO QUANDO PRONUNCIAVA OS NOMES DE JESUS E MARIA. TAIS EPISÓDIOS NÃO PASSARAM DESPERCEBIDOS À INQUISIÇÃO DE NÁPOLES, QUE O CONVOCOU PARA SABER SE O JOVEM DE CUPERTINO ESTIVESSE ABUSANDO OU NÃO DA CREDULIDADE POPULAR. E, PRECISAMENTE, DIANTE DOS JUÍZES, REUNIDOS NO MOSTEIRO DE SÃO GREGÓRIO ARMÊNIO, JOSÉ TEVE UMA LEVITAÇÃO. POR ISSO, FOI ABSOLVIDO DE TODAS AS ACUSAÇÕES, MAS O SANTO OFÍCIO O OBRIGOU AO ISOLAMENTO, LONGE DAS MULTIDÕES), SANTO ANTONINO (FICOU PROFUNDAMENTE FAMOSO POR SUA PIEDADE, POR PROTEGER OS POBRES E POR COMBATER A USURA), SÃO VITAL (MARTIR QUE NÃO RENUNCIOU A SUA FÉ), SÃO MAXIMILIANO DE TÉBESSA (UM DOS PRIMEIROS OBJETORES NO MARTIRIOLOGIO CRISTÃO), SÃO ROQUE, SÃO BENTO, SÃO JOÃO BATISTA, SÃO TOMAS DE AQUINO, SÃO FORTUNATO, AGNUS DEI, SANTA JUSTINA, SANTO HILARIO, SÃO PAULINO, SÃO SOFRONIO, SANTA PACIFICA, SÃO SEVERINO. O INTERIOR DA CRUZ É ORNAMENTADO COM PAPEROLES E PÉROLAS. A PARTE DIANTEIRA DA CRUZ TEM UM CRISTO CRUCIFICADO E NA POSTERIOR TEM AS ARMAS CHRISTI, OS SIMBOLOS DA CRUCIFICAÇÃO: A COROA DE ESPINHOS, A ESCADA, A LANÇA, O MARTELO, O ALICATE, OS CRAVOS, OS DADOS E A TÚNICA DE CRISTO. EUROPA, SEC, XVIII, 8,5 CM DE ALTURA
  • RELICARIO MULTIPLO COM BELA ORNAMENTAÇÃO APRESENTANDO AS SANTAS RELIQUIAS DO VEU DE NOSSA SENHORA, DE SÃO JOSÉ ESPOSO DA BEATA VIRGEM MARIA, DE SANTA LUZIA VIRGEM E MARTIR, DE SÃO VICENTE (DIÁCONO ESPANHOL DO SÉCULO IV, MARTIRIZADO NO ANO 304 DURANTE AS PERSEGUIÇÕES DO IMPÉRIO ROMANO. TORNOU-SE UM DOS SANTOS MAIS CÉLEBRES DA PENÍNSULA IBÉRICA. E PADROEIRO DA PRIMEIRA CIDADE DO BRASIL, SÃO VICENTE) , SÃO FORTUNATO MÁRTIR E AO CENTRO SOB PINTURA COM IMAGEM DO SANTO, RELIQUIA DE SÃO PASCHOAL BAYLÃO, O ADORADOR DA EUCARISTIA. A LINDA ORNAMENTAÇÃO INTERNA DO RELICÁRIO APRESENTA FIGURA DE TEMPLO COM COLUNAS E PAEPROLES REMATADOS EM OURO. ATADO COM CORDÕES DE SIGILO E LACRADO COM SELO EM CERA VERMELHA. CONTENDO BRASÃO EPISCOPAL COM ESCUDO OSTENTANDO ARMAS CHRISTI. EUROPA, SEC. XIX.
  • GRANDE RELICARIO MULTIPLO EM TECA METALICA CONTENDO EM SEU INTERIOR AS RELIQUIAS DOS SEGUINTES SANTOS: SÃO JOSÉ ESPOSO DA BEATA VIRGEM MARIA, S. ZACHARIAS PAI DE SÃO JOÃO BATISTA, S. BOAVENTURA (DOUTOR DA IGREJA, IMPORTANTE TEÓLOGO E FILÓSOFO ESCOLÁSTICO MEDIEVAL SÉTIMO MINISTRO-GERAL DA ORDEM DOS FRADES MENORES, FOI TAMBÉM CARDEAL-BISPO DE ALBANO. DECLARADO DOUTOR DA IGREJA EM 1588 PELO PAPA SISTO V COMO "DOUTOR SERÁFICO" AUTOR DE UMA IMPORTANTE TEORIA TIINITÁRIA), SANTO ATANASIO (DOUTOR DA IGREJA, PADROEIRO DOS TEOLOGOS, DOS CLÉRIGOS E DO EGITO FOI CHAMADO DE UM DOS PILARES DA IGREJA), SÃO GREGÓRIO DE NAZIANZO (TAMBÉM CONHECIDO COMO GREGÓRIO, O TEÓLOGO SUAS RELIQUIAS MAIS IMPORTANTES REPOUSAM NA BASILICA DE SÃO PEDRO NA CAPELA GREGORIANA. É PADROEIRO DOS POETAS, ESTUDANTES E PROFESSORES), SANTO ANSELMO, BISPO DA CANTUÁRIA E DOUTOR DA IGREJA ( AUTOR DA TEOLOGIA ESCOLÁSTICA RECEBEU DA IGREJA O TITULO DE DOUTOR MAGNIFICO É PADROEIRO DOS INTELCTUAIS RELIGIOSOS E DOS ESTUDANTES), SÃO CLEMENTE PAPA E MÁRTIR, PADROEIRO DOS MARINHEIROS, DISCIPULO DOS APOSTOLOS CONHECEU DIRETAMENTE SÃO PEDRO E SÃO PAULO TENDO SIDO CITADO NOMINLALMENTE NA CARTA AOS FILIPENSES,), SÃO BASILIO MARTIR (BISPO E TEÓLOGO CONSIDRADO UM DOS MAIORES DOUTORES DA IGREJA, TAMBEM COM GRANDE BENEMERENCIA CONSTRIUIU O PRIMIERO GRANDE COMPLEXO HOSPITALAR DO MUNDO ABERTO AOS NECESSITADOS, ALEM DE CRIAR ORFANATOS E ASILOS FOI TAMBEM DEFENSOR ARDUO DA TRINDADE E ESCREVEU DIRETRIZES IMPORTANTES E RIGOROSAS PARA A VIDA DOS MONGES), SÃO NICOLAU DE MIRA  (TAMBÉM CONHECIDO COMO SÃO NICOLAU DE BARI FOI UM BISPO CRISTÃO GREGO DA ÁSIA  MENOR, É UM DOS SANTOS MAIS POPULARES DA CRISTANDADE E TORNOU-SE, AO LONGO DOS SÉCULOS, SÍMBOLO DE CARIDADE, ESPECIALMENTE PARA COM OS POBRES E AS CRIANÇAS.), SÃO MARITNHO BISPO DE TOURS (UM DOS SANTOS MAIS CELEBRADOS DA IGREJA CATÓLICA APESAR DO CARGO DE LIDERANÇA, MANTEVE UM ESTILO DE VIDA EXTREMAMENTE SIMPLES, VIVENDO COMO UM MONGE E DEDICANDO-SE AOS POBRES, AOS DOENTES E À EVANGELIZAÇÃO), SÃO TOMÁS BECKET (ARCEBISPO DE CANTERBURY QUE ACABOU MARTIRIZADO DENTRO DE SUA PRÓPRIA CATEDRAL EM 1170 POR CAVALEIROS DO REI HENRIQUE II), SÃO CARLOS BORROMEU ( SÃO CARLOS BORROMEU: ELE FOI UM IMPORTANTE ARCEBISPO DE MILÃO E FIGURA CENTRAL DA CONTRA-REFORMA NO SÉCULO XVI, CANONIZADO EM 1610. É O PADROEIRO DOS CATEQUISTAS E SEMINARISTAS), SANTO ESPERIDIÃO (ELE É FAMOSO POR SUA VIDA DE HUMILDADE E POR SER UM GRANDE TAUMATURGO (REALIZADOR DE MILAGRES SÃO ATRIBUIDOS A ELE CURAS, EXPULSÃO DE DEMONIOS E RESSUREIÇÕES), SANTO ESTEVÃO (PRIMEIRO MÁRTIR CRISTÃO E PADROEIRO DOS DIÁCONOS), SÃO SEBASTIÃO MARTIR (UM DOS SANTOS MAIS VENERADOS NO BRASIL), SÃO VICENTE MARTIR (PADROEIRO DE LISBOA), SÃO VALENTIM DE ROMA (PADROEIRO DOS NAMORADOS, QUE VIVEU DURANTE O REINADO DO IMPERADOR CLÁUDIO II  O IMPERADOR PROIBIU O CASAMENTO DE JOVENS RAPAZES. ELE ACREDITAVA QUE HOMENS SOLTEIROS E SEM LAÇOS FAMILIARES ERAM SOLDADOS MUITO MELHORES E MAIS FOCADOS NA GUERRA. VALENTIM CONSIDEROU A LEI INJUSTA E CONTRÁRIA AO SACRAMENTO CRISTÃO. ELE PASSOU A REALIZAR CASAMENTOS EM SEGREDO NOS CALABOUÇOS E FLORESTAS DE ROMA PARA PROTEGER O AMOR DOS JOVENS NOIVOS. UMA FAMOSA HISTÓRIA CONTA QUE ELE ACALMOU UMA DISCUSSÃO ACALORADA DE NAMORADOS OFERECENDO-LHES UMA ROSA E PEDINDO QUE ELES SE LEMBRASSEM DE QUE O AMOR PRECISA SER CULTIVADO COM CUIDADO PARA EVITAR OS ESPINHOS), SÃO BONIFÁCIO MÁRTIR (APÓSTOLO DA ALEMANHA", FOI UM MONGE BENEDITINO INGLÊS E ARCEBISPO. ELE DEDICOU SUA VIDA A EVANGELIZAR OS POVOS GERMÂNICOS E ORGANIZAR A IGREJA NA EUROPA CENTRAL), SÃO PAULO APÓSTOLO DE CRISTO(COMUMENTE CONHECIDO COMO PAULO DE TARSO OU SÃO PAULO, FOI UM MISSIONÁRIO JUDEU E UM DOS MAIS INFLUENTES ESCRITORES, TEÓLOGOS E PREGADORES DO CRISTIANISMO, CUJAS OBRAS COMPÕEM PARTE SIGNIFICATIVA DO NOVO TESTAMENTO PADROEIRO DA MAIOR E MAIS IMPORTANTE CIDADE DO BRASIL QUE LEVA SEU NOME), SÃO THEODORO MARTIR (UM SANTO AMPLAMENTE REVERENCIADO, É O PADROEIRO DOS SOLDADOS, DOS RECRUTAS E DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL. HISTORICAMENTE, ELE TAMBÉM FOI O PRIMEIRO PADROEIRO OFICIAL DA CIDADE DE VENEZA, ANTES DE SER SUBSTITUÍDO POR SÃO MARCOS), SÃO JORGE MÁRTIR (O SANTO GUERREIRO), SÃO JOÃO NEPOMUCENO MARTIR (É UM SANTO DA IGREJA CATÓLICA, REVERENCIADO COMO O MÁRTIR DO SEGREDO DA CONFISSÃO. ELE FOI TORTURADO E JOGADO NO RIO MOLDÁVIA, EM PRAGA, APÓS SE RECUSAR A REVELAR AO REI VENCESLAU IV OS PECADOS QUE A RAINHA HAVIA LHE CONFIDENCIADO), SÃO LOURENÇO MARTIR (PADROEIRO OFICIAL DOS DIÁCONOS, COZINHEIROS, BIBLIOTECÁRIOS, ESTUDANTES, BOMBEIROS E MINEIROS. DIÁCONO E MÁRTIR DA IGREJA CATÓLICA NO SÉCULO III, ELE É CELEBRADO EM 10 DE AGOSTO, DATA EM QUE FOI QUEIMADO VIVO EM ROMA APÓS DEFENDER OS POBRES), SANTO ANDRÉ CORSINI (O RELICÁRIO CONTÉM UMA RELÍQUIA DE SANTO ANDRÉ CORSINI (UM NOBRE ITALIANO DA PRESTIGIADA FAMÍLIA CORSINI. ELE VIVEU ENTRE 1302 E 1373, TORNOU-SE FRADE CARMELITA E ATUOU COMO BISPO DE FIESOLE, NA ITÁLIA. CONHECIDO COMO O "PACIFICADOR" PADROEIRO OFICIAL DA CIDADE DE FLORENÇA, NA ITÁLIA, E TAMBÉM É INVOCADO COMO PROTETOR DOS DIPLOMATAS, DAS PESSOAS CONTRA A DESORDEM CIVIL E CONTRA TUMULTOS), SANTO ANDRÉ AVELINO (SACERDOTE ITALIANO DA ORDEM DOS TEATINOS. ELE É CELEBRADO PELA IGREJA CATÓLICA COMO O PADROEIRO CELESTIAL PROTETOR CONTRA A MORTE REPENTINA E A APOPLEXIA), SÃO CAMILO DE LELLIS (PADROEIRO UNIVERSAL DOS ENFERMOS, DOS HOSPITAIS, DOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE FUNDADOR DA ORDEM DOS CAMILIANOS FICOU MUNDIALMENTE CONHECIDO POR REVOLUCIONAR A FORMA DE CUIDAR DOS DOENTES, TRATANDO-OS COM DIGNIDADE, EMPATIA E ENXERGANDO NELES O PRÓPRIO CRISTO. ELE É AMPLAMENTE CONSIDERADO UM DOS PRECURSORES DA CRUZ VERMELHA) , SÃO VICENTE DE PAULO (PADROEIRO OFICIAL DE TODAS AS ASSOCIAÇÕES DE CARIDADE E OBRAS SOCIAIS DA IGREJA CATÓLICA. CONHECIDO COMO O "PAI DOS POBRES" E GIGANTE DA CARIDADE), SÃO BRUNO (O MONGE ALEMÃO FUNDADOR DA RIGOROSA ORDEM DOS CARTUXOS QUE PRIORIZA O SILENCIO EXTREMO E A VIDA DE CONTEMPLAÇÃO EVIDO À SUA VIDA DE EREMITA E TEÓLOGO, ELE É O SANTO PADROEIRO DOS EXORCISTAS E DA BUSCA INTERIOR), SÃO BENEDITO (PADROEIRO DOS COZINHEIROS CONHECIDO COMO O "SANTO MOURO", ELE É CELEBRADO POR SUA HUMILDADE, CARIDADE E POR SEUS MILAGRES EM VIDA, ESPECIALMENTE A MULTIPLICAÇÃO DE ALIMENTOS NA COZINHA DO CONVENTO ONDE SERVIA), SANTO ANTONIO MARIA ZACCARIA (UM PADRE, MÉDICO E SANTO ITALIANO QUE FUNDOU A ORDEM RELIGIOSA DOS BARNABITAS), SÃO BERARDO MÁRTIR (FRANCISCANO ENVIADO POR SÃO FRANCISCO DE ASSIS JUNTAMENTE COM OUTROS TRES FRADES PARA PREGAR AOS MOUROS NA ESPANHA FORAM MARTIRIZADOS EM MARRAQUEXI), SÃO JOÃO DE DEUS (SOLDADO PORTUGUES FUNDADOS DA ORDEM DOS HOSPITALARIOS PADROEIRO DOS HOSPITAIS, DOS DOENTES, DOS ENFERMEIROS E DE TODOS OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE. ELE TAMBÉM É CONSIDERADO O PADROEIRO DOS LIVREIROS E ALFARRABISTAS, DEVIDO AO SEU TRABALHO INICIAL COMO VENDEDOR DE LIVROS), SÃO PEDRO MARTIR (PADROEIRO DOS INQUISIDORES, DOS FABRICANTES DE CHAPÉUS E UM PROTETOR TRADICIONAL CONTRA A HERESIA), SÃO NICOLAU DE BARI (BISPO PADROEIRO DAS CRIANÇAS, ESTUDANTES, MARINHEIROS, COMERCIANTES E VIAJANTES), SÃO ROQUE ( ELE É CONHECIDO COMO O SANTO PADROEIRO DOS PEREGRINOS, DOS CÃES E PROTETOR CONTRA DOENÇAS GRAVES COMO A PESTE. ELE DEDICOU SUA VIDA A CUIDAR DOS DOENTES), SANTO HOMOBONO (FOI UM COMERCIANTE E ALFAIATE ITALIANO DO SÉCULO XII, NASCIDO EM CREMONA. CONHECIDO COMO O "PAI DOS POBRES", ELE É O PADROEIRO OFICIAL DOS COMERCIANTES, EMPRESÁRIOS, ALFAIATES E SAPATEIROS), SÃO FIDELIS (O ADVOGADOS DOS POBRES, ANTES DE ENTRAR PARA A ORDEM DOS FRANCISCANOS CAPUCHINHOS, ELE FORMOU-SE EM DIREITO E DESTACOU-SE POR DEFENDER OS NECESSITADOS SEM COBRAR NADA), SÃO SERAFIM DE MONTEGRANARO (É UM SANTO FRADE CAPUCHINHO ITALIANO, PADROEIRO DOS PRÓPRIOS CAPUCHINHOS. CONHECIDO POR SUA EXTREMA HUMILDADE, SIMPLICIDADE E POR MILAGRES EM VIDA), SÃO BERNARDO DE CLARAVAL (FOI UM DOS MONGES MAIS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA, DOUTOR DA IGREJA, ELE FOI O PRINCIPAL RESPONSÁVEL PELA EXPANSÃO DA ORDEM CISTERCIENSE E FUNDOU O MOSTEIRO DE CLARAVAL É O INTERCESSOR DAS CAUSAS DIFÍCEIS), SÃO FÉLIX DE CANTALICE (FOI UM HUMILDE FREI CAPUCHINHO ITALIANO (15151587), PRIMEIRO SANTO DA SUA ORDEM, CONHECIDO POR PEDIR ESMOLAS NAS RUAS DE ROMA), SÃO PASCOAL BAILÃO (ELE FOI UM FRADE FRANCISCANO ESPANHOL CONHECIDO POR SUA PROFUNDA DEVOÇÃO À EUCARISTIA, SENDO AMPLAMENTE CONHECIDO COMO O PADROEIRO DAS ASSOCIAÇÕES E CONGRESSOS EUCARÍSTICO), SANTO ALEIXO (O HOMEM DE DEUS, PADROEIRO DOS VIAJANTES, DOS PEREGRINOS E DAQUELES QUE ESTÃO LONGE DA FAMÍLIA). E SÃO JOSÉ ESPOSO DA BEATA VIRGEM MARIA.  O RELICARIO ESTA ATADO COM CORDÕES DE SIGILO E SELADO EM CERA VERMELHA COM BRASÃO EPISCOPAL. O VISOR É EM CRISTAL BISOTADO E O INTERIOR É DECORADO COM PASSAMANARIA. EUROPA, FINAL DO SEC. XVIII OU INICIO DO XIX.
  • RELICARIO DE SÃO JOSÉ ESPOSO DA BEATA VIRGEM MARIA  RELICÁRIO COM TECA EM PRATA DE LEI CONTENDO RELIQUIA DE SÃO JOSE E A INSICRILÇAO ABREVIADA DA FRASE SANCTUS JOSEPHUS, SPONSUS BEATAE MARIAE VIRGINIS. NO FUNDO CORDÕES  DE SGILO E LACRE CONTENDO BRASÃO DE CLERIGO. EUROPA, SE.C XIX. 3 CM DE ALTURA.

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