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  • SANTA CATARINA DE SIENA  RELICÁRIO EM TECA METÁLICA CONTENDO VENERÁVEL RELÍQUIA DE SANTA CATARINA DE SIENA. UM IMPRESSIONANTE  DENTE INTEIRO ATADO A PASSAMANARIA COM INDICAÇÃO ESCRITA NO INTERIOR DO RELICARIO "S. CATH. SEN. V." SIGNIFICA TEXTUALMENTE, EM LATIM:"SANCTAE CATHARINAE SENENSIS VIRGINIS" (DE SANTA CATARINA DE SENA, VIRGEM). ESTÁ LACRADO COM CORDÕES DE SIGILO SOB SELO EPISCOPAL APRESENTANOD GALERO DE ONDE PENDEM SEIS BORLAS DE CADA LADO EMOLDURANDO BRASÃO ENCIMADO POR UMA MITRA E UM BÁCULO ENTRE CRUZ SOBRE FILEIRA COM QUATRO ESTRELAS AINDA SOBRE CRUZ ALADA PELOS SIMBOLOS GREGOS ALPHA E OMEGA SOBRE O LEMA IN CHRISTO IESU.  O BRASÃO CORRESPONDE AO DE DOM GIUSEPPE MILESI PIRONI FERRETTI DA CHANCELARIA DE SIENA RESPONSÁVEL ESPECIFICAMENTE PELO TRIBUNAL DE RELÍQUIAS DE SÃO DOMINGOS, FEITO NOS PRIMEIROS ANOS DE SEU PONTIFICADO COMO BISPO ANTES DE SUA ELEVAÇÃO FORMAL A ARCEBISPO METROPOLITANO. ITALIA, MEADOS DO SEC. XIX. 9,5 X 9 CMNOTA: Trata-se de uma santa muito venerada, antes de tudo na Itália e na Europa. De fato, num decreto em 13 de abril de 1866, o Papa Pio IX declarou Santa Catarina copadroeira de Roma. Em 18 de junho de 1939, o Papa Pio XII declarou-a padroeira da Itália juntamente com São Francisco de Assis. E no dia 1 de outubro de 1999, São João Paulo II tornou-a também padroeira da Europa, juntamente com São Bento (480-547), os Santos irmãos Cirilo e Metódio (missionários entre os povos eslavos no século IX), Santa Brígida da Suécia (1303-1373) e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), uma judia convertida que morreu no campo de Concentração de Auschwitz (1891-1942). Com referência à Igreja Universal, no dia 3 de outubro de 1970, Santa Catarina foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa São Paulo VI. Catarina Benincasa nasceu em Sena, na Itália, no ano de 1347, no dia da anunciação do Anjo Gabriel à Virgem Maria. Era filha de uma família grande de 25 filhos, seus pais eram muito pobres mas possuíam a riqueza da fé. Além de não ter podido estudar, Catarina foi uma menina franzina que vivia doente e, apesar de ter crescido de forma debilitada, isso em nada afetou a missão que depois seria chamada a realizar, pois desde a infância recebeu visões místicas que alimentaram a sua alma. A primeira foi quando ela tinha apenas 7 anos e viu Jesus vestido com vestes pontifícias, sentado em um trono no topo da Igreja dos Dominicanos. Junto a Jesus estavam São Pedro, São Paulo e São João Evangelista. Essa primeira visão foi o que marcou o início de uma vida unida a Cristo através da oração, penitência e de experiências místicas. A pequena Catarina, aos 7 anos, consagrou sua virgindade a Jesus diante de um altar da Santíssima Virgem Maria. Além disso, vivia recolhida em oração e praticando mortificações. O resultado dessa espiritualidade transbordava exteriormente através de fenômenos místicos: ela levitava e era transportada pelo ar ao subir e descer as escadas. Quando Catarina completou 12 anos, como ditava o costume da época, os seus pais começaram a empregar esforços para casá-la e para convencê-la de tal necessidade, mas a menina estava decidida a entregar-se apenas a Jesus  e para expressar sua decisão, cortou os cabelos longos. A atitude de Catarina fez com que seus pais a proibissem de recolher-se em oração e a pusessem a trabalhar nos serviços domésticos. Como filha obediente e humilde dos pais terrenos, pôs-se a trabalhar, mas como filha obediente do Pai celeste, criou uma verdadeira cela interior, e enquanto trabalhava exteriormente, unia seu interior a Jesus por meio da oração.Após uma visão de São Domingos, nasceu no coração da jovem o anseio de fazer parte da Ordem Terceira Dominicana. Catarina encheu-se de coragem para comunicar aos pais o seu desejo e o Espírito Santo conduziu as palavras da jovem aos pais, que acolheram o seu pedido com respeito. Após várias recusas, Catarina recebeu o hábito terciário dominicano e iniciou seu apostolado.Catarina era analfabeta, mas isso não foi um impedimento para que ela ditasse inúmeras cartas ao povo e ao clero com o objetivo de orientar suas atitudes, convocando-os à caridade e à união mais íntima com Deus. Uma missão ainda mais árdua Deus havia colocado no caminho de Catarina: a de trazer o Santo Padre de volta a Roma. Com o intuito de reunir a Igreja que estava dividida, Catarina aprendeu a escrever suas próprias cartas e também viajou para orientar políticos, doutores, bispos, reis e todo tipo de pessoas influentes da sociedade. Catarina viveu na terra como se já estivesse no céu, pois o que mais desejava era unir-se eternamente a quem mais amou e se doou nesta vida terrena: Jesus Cristo. E no dia 29 de abril de 1380, com 33 anos, Catarina partiu deste mundo e foi coroada no céu de todas as graças que plantou na terra.Antes de morrer, Catarina disse: Partindo-me do corpo, na verdade, consumei e dei a vida na Igreja e pela Igreja Santa, o que me é singularíssima graça 1. E de fato, Catarina cumpriu sua missão de defender a Igreja através de tantas cartas e viagens apostólicas. Ela viveu e morreu amando a Esposa de Cristo, a Santa Igreja Católica. A primeira visão de Santa Catarina de Sena ocorreu ainda na sua infância, quando ela tinha apenas 7 anos. Ela estava voltando de um passeio com o seu irmão quando viu Jesus Cristo vestido com ornamentos pontifícios rodeado pelos seus apóstolos Pedro, João e Paulo. Mais tarde, quando estava diante da escolha entre se casar e se tornar uma monja de clausura, São Domingos de Gusmão apareceu para Catarina oferecendo-lhe o hábito da Ordem Dominicana, uma proposta que a levaria a não escolher nem o casamento e nem a vida de clausura, mas a vida de uma leiga que seria missionária no meio do mundo.Em 1368, a Virgem Maria apareceu para Santa Catarina apresentando-lhe a Jesus, que lhe ofereceu um anel belíssimo, unindo-a em matrimônio místico que haveria de ser celebrado junto dele no céu por toda a eternidade.Catarina havia oferecido o seu próprio coração a Jesus, mas não imaginava que, em uma de suas visões, Ele apareceria a ela segurando um coração vermelho resplandecente. Jesus abriu-lhe o peito e trocou o coração da jovem pelo seu próprio coração, o que deixou uma cicatriz permanente, sinal do amor imenso de Jesus Cristo pela sua Catarina. Ela, ainda, recebeu os estigmas de Cristo que só podiam ser vistos por ela, mas que eram fonte de dor e sofrimento.Santa Catarina de Sena teve um papel importantíssimo na união da Igreja. Ela nasceu num contexto em que o Papa não residia mais em Roma há décadas, isso porque a Igreja havia passado por um período de conflito com os governantes que disputavam autoridade. Depois de uma série de conflitos, o Papa Clemente V foi eleito por influência francesa e passou a residir na França para escapar das acusações de Roma.Todo esse contexto enfraqueceu e dividiu a Esposa de Cristo, a Santa Igreja, e Catarina de Sena, impelida pelo Espírito Santo, viu a necessidade de intervir e tentar a todo custo levar o Santo Padre, ou como ela mesma chamava carinhosamente, o Doce Cristo na terra, de volta para Roma. Catarina viajou até Avignon, na França, onde residia o Papa Gregório XI, e foi pessoalmente convencê-lo a retornar para Roma. O Papa a escutava e até mesmo a considerava uma serva de Deus. Em uma das cartas que ela escrevia ao Santo Padre, ela chegou a lembrá-lo de uma promessa que ele havia feito enquanto era cardeal de, caso se tornasse Papa, voltar para Roma.Além de ter convencido o Papa a voltar para Roma, Catarina instruía espiritualmente muitas pessoas influentes e as convenceu a também defender e acolher o retorno do Papa. A Igreja ainda passou pelo grande cisma do ocidente, quando houve um novo conclave e parte dos poderosos não aceitaram e elegeram um antipapa em Avignon. Santa Catarina continuou firme defendendo a autoridade do Papa eleito em Roma e escrevendo cartas a fim de convencer e instruir grandes influências de sua época.  Santa Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380 e foi canonizada em 1461, pelo Papa Pio II. O corpo de Santa Catarina encontra-se na Basílica de Santa Maria sopra Minerva, em Roma, e a sua cabeça está na Basílica de San Domenico em Siena, na Itália. De uma simples menina analfabeta a Doutora da Igreja, Santa Catarina foi reconhecida não apenas por seus grandes feitos em favor da Igreja e do Sumo Pontífice, mas também pelos seus preciosos escritos  especialmente pelo seu livro O Diálogo, cujas páginas foram escritas, muitas vezes, durante suas visões místicas. Santa Catarina de Sena foi declarada Padroeira da Itália em 1939, ao lado de São Francisco de Assis, pelo Papa Pio XII. E em 1970 o Papa Paulo VI a declarou Doutora da Igreja Católica.
  • POTE DE FARMÁCIA - MAGNIFICO  POTE DE FARMÁCIA EM PORCELANA ARTISTICAMANETE DECORADO. BASE E TAMPA DECORADAS COM RICOS BARRADOS EM OURO. INTEGRA UM CONJUNTO DE SETE POTES QUE ESTA SENDO VENDIO EM SEQUENCIA. TODOS ORIUNDOS  DE UMA MESMA FARMACIA. O CORPO TEM EXUBERANTE ESCUDO POLICROMADO ALADO POR FIGURAS MITOLÓGICAS ALEGÓRICAS E FRISOS EM FILETE DE OURO. EM RESERVA APRESENTA O NOME DA SUBSTANCIA QUE CONTINHA SENDO: EMPL: C:OX:FER:" ESTAMPADA NA CARTELA DO POTE DE FARMÁCIA É UMA ABREVIAÇÃO FARMACÊUTICA EM LATIM PARA "EMPLASTRUM CUM OXIDO FERRICO" (OU EMPLASTRUM OXIDI FERRICI), CONHECIDO HISTORICAMENTE COMO EMPLASTRO DE ÓXIDO DE FERRO (OU "EMPLASTRO DE FERRO", TAMBÉM CHAMADO POPULARMENTE NA MEDICINA ANTIGA DE EMPLASTRO ROBÓRANS OU FORTIFICANTE).  NOS SÉCULOS XVIII E XIX, OS EMPLASTROS TÓPICOS À BASE DE ÓXIDO DE FERRO ERAM AMPLAMENTE UTILIZADOS NA MEDICINA GALÊNICA COMO ADSTRINGENTES, TONIFICANTES E REESTRUTURANTES LOCAIS. ACREDITAVA-SE QUE A APLICAÇÃO EXTERNA DO FERRO SOBRE A PELE AJUDAVA A "FORTALECER" ARTICULAÇÕES ENFRAQUECIDAS, ALIVIAR DORES LOMBARES, FIXAR ATADURAS. FRANÇA. SEC. XIX. 28 CM DE ALTURANOTA: Sobre esses curiosos e colecionáveis potes vale a pena transcrever parte das aventuras de José Claudino da Nóbrega descritas em seu livro Memórias de um Viajante Antiquário. Nóbrega foi o pioneiro em desbravar o interior do Brasil em busca de antiguidades, trabalhando a princípio a soldo do grande comerciante português de antiguidades radicado na cidade de Santos, Antonio Frutuoso Amado. Conta-nos em seu livro, na pagina 17, que estando em Mato Grosso na década de 1950, comprou uma coleção de potes de farmácia, daqueles de palmeirinhas, desenho de um padre brasileiro que morou em Paris. Juntamente com outras antiguidades garimpadas despachou de caminhão os potes para o Sr. Amado. Alguns dias depois recebeu um telegrama do comerciante com o seguinte teor: Não compre mais potes vg não sou boticário. Nóbrega relata que ficou contrariado porque tendo viajado todo o país não tinha ainda visto potes de farmácia tão bonitos. Passadas algumas semanas foi encontrar seu contratante para acertar contas em Santos e chegando lá encontrou apenas dois dos potes enviados. Então perguntou ao português: Seu Amado, onde estão os potes? Mandei-lhe cento e cinquenta e só vejo dois. Ao que o comerciante lhe respondeu: O Nóbrega, vieram antiquários europeus e compraram-mos. Fiquei com estes de lembrança, mais tu vais me aumentar o estoque. Para quê? O senhor não é Boticário brincou Nóbrega. Conta o velho Nóbrega que seu Amado não pôde deixar de rir.
  • POTE DE FARMÁCIA - MAGNIFICO  POTE DE FARMÁCIA EM PORCELANA ARTISTICAMANETE DECORADO. BASE E TAMPA DECORADAS COM RICOS BARRADOS EM OURO. O CORPO TEM EXUBERANTE ESCUDO POLICROMADO ALADO POR FIGURAS MITOLÓGICAS ALEGÓRICAS E FRISOS EM FILETE DE OURO. EM RESERVA APRESENTA O NOME DA SUBSTANCIA QUE CONTINHA SENDO: UNG: ALTHAE, ABREVIAÇÃO DO LATIM UNGUENTUM ALTHAEAE. O UNGÜENTO DE ALTEIA OU UNGÜENTO DE MALVAVISCO), UMA PREPARAÇÃO FARMACÊUTICA CLÁSSICA À BASE DE RAÍZES DA PLANTA ALTHAEA OFFICINALIS (ALTEIA/MALVAVISCO), COMBINADA COM CERAS E ÓLEOS (COMO ÓLEO DE GERGELIM OU AZEITE E CERA DE ABELHA). A ALTHAEA OFFICINALIS É UMA DAS PLANTAS MEDICINAIS MAIS ANTIGAS EMPREGADAS NA FARMACOPEIA EUROPEIA. O UNGÜENTO DE ALTEIA ERA UTILIZADO DESDE A ANTIGUIDADE E DURANTE TODA A ERA DAS FARMÁCIAS DE BOTICA COMO UM PODEROSO EMOLIENTE E DEMULCENTE TÓPICO. ERA PRESCRITO PRINCIPALMENTE PARA AMACIAR A PELE, ALIVIAR IRRITAÇÕES, CICATRIZAR FERIDAS, QUEIMADURAS, ABCESSOS E INFLAMAÇÕES CUTÂNEAS. FRANÇA, SEC. XIX. 28 CM DE ALTURANOTA: O primeiro boticário a trabalhar no Brasil foi contrato por Tomé de Sousa. Ele recebia 15 mil réis por ano para cuidar da caixa de botica. Fugindo da Inquisição, a maioria dos boticários eram cristãos-novos, de origem judaica, como Luis Antunes, que possuía uma botica em Recife, em frente ao Hospital da Misericórdia. Os cirurgiões, que formavam a maior parte dos profissionais de saúde, também atuavam como boticários. No século XVIII, como os boticários não tinham formação em química farmacêutica, os droguistas passaram a controlar o preparo e o comércio dos preparados químicos, como sais, tinturas, extratos e várias preparações de mercúrio. Dessa forma, os Vallabela, droguistas italianos radicados em Lisboa, enriqueceram enviando drogas para o Rio de Janeiro e Bahia. Uma importante fonte de renda para os boticários era o fornecimento para as naus de guerra e fragatas. A preparação das caixas de botica, bem sortidas para as tropas ou em socorro a capitanias com epidemias, podia render boa soma aos boticários. Em função da possibilidade de ganhos que o monopólio da fabricação e comércio de remédios lhes garantia, os boticários foram acusados de zelarem mais pelos próprios interesses que pela saúde dos seus semelhantes.Entre 1707 e 1749, 89 boticários prestaram exames no Brasil. Nas boticas jogava-se e conversava-se muito. Viajantes observaram que nos cafés e em certas boticas se reuniam, de portas cerradas, sociedades particulares para se entregarem apaixonadamente a jogos de cartas e de dados. No século XVIII, discussões políticas ou religiosas, além de simples confabulações, ocorriam nesses locais. Vários boticários eram membros da Sociedade Literária do Rio de Janeiro e usavam o espaço das suas boticas para reuniões em que se discutiam temas proibidos. Não havendo imprensa, as boticas tornavam-se um dos poucos espaços para a divulgação das idéias que viriam a ameaçar o próprio estatuto colonial, abrindo os caminhos que levariam à Independência.No Brasil, a Academia Imperial de Medicina (1829 1889) foi o principal fórum de debates sobre o ensino médico e a saúde pública imperial e a principal trincheira voltada a defender o modelo anátomo-clínico francês e as idéias higienistas. A formação médica no ambiente hospitalar se tornou fundamental.No final do Império, as reformas do ensino médico levantaram a bandeira do ensino experimental. Nesse contexto, a fisiologia experimental e a patologia celular, que viriam a produzir da medicina de laboratório, medicina sem doentes, estavam se consolidando no horizonte da clínica.
  • ILLUMINATED BOOKS OF THE MIDDLE AGES  1849.  (COM EX LIBRIS DA BIBLIOTECA DE SIR CHARLES EVAN THOMAS (1817-1902)  E TAMBEM EX LIBRIS DO DR. BERNARDO DE OLIVEIRA) ESCRITO POR HERY NOEL HUMPHREYS E ILUSTRADO POR OWEN JONES  FABULOSA OBRA DE GRANDE FORMATO DETALHANDO A HISTÓRIA DA ILUMINAÇÃO DE MANUSCRITOS ENTRE OS SECULOS IV E XVII. OBRA RARAA COM CROMOLOTOGRAFIAS DE EXEMPLOS HISTÓRICOS DE ILUMINURAS. AS CROMOLITOGRAFIAS FORAM DESENHADAS A MÃO EM PLACAS DE ROCHA CALCÁREA  E IMPRESSAS COM TINTAS COLORIDAS OLEOSAS COM AS CORES DAS OBRAS DO PERÍODO MEDIEVAL.  A MAIOR PARTE DAS ESCALAS FOI APRESENTADA EM TAMANHO DAS ORIGINAIS DO PERIODO MEDIEVAL POR ISSO O LIVRO É TÃO GRANDE. A OBRA FOI FEITA COM A REPRODUÇÃO MANUAL DE MANUSCRITOS LENDÁRIOS GUARDADOS EM BIBLIOTECAS DO MUNDO TODO COMO O EVANGELHO DE LINDISFARNE E O LIVRO DE HORA DE ANA DA BRETANHA.  NA ÉPOCA DE SUA PUBLICAÇÃO A INGLATERRA VIVIA O MOVIMENTO DO RENASCIMENTO GÓTICO . FOI EXREMAMENTE CARO PARA PRODUZIR E POR ISSO OS VOLUMES FORAM ADQUIRIDOS POR NOBRES, INTELECTUAIS ENDINHEIRADOS E BIBLIOTECAS DE PRESTIGIO. O PRIMEIRO PROPRIETÁRIO DESSE VOLUME CUJO EX LIBRIS ESTA LOGO ACIMA DO PERTENCENTE A BIBLIOTICA DO DR. BERNARDO DE OLIVEIRA FOI CHARLES EVAN THOMAS (1817-1902) QUE PERTENCIA A ALTA SOCIEDADE DE LONDRES E INTEGRAVA A NOBREZA RURAL DO REINO UNIDO (ERA DONO DO CASTELO DE GNOLL EM GLARMORGAN. CONHECIDO BIBLIOFILO REUNIU UMA DAS MAIS IMPORTANTES COLEÇÕES DE LIVROS EM SEU TEMPO. FORMATO: GRANDE FÓLIO (ELEPHANT FOLIO / IMPERIAL FÓLIO).ELEMENTOS ILUSTRADOS: INCLUI FRONTISPÍCIO DECORATIVO ADICIONAL IMPRESSO EM CROMO-LITOGRAFIA POR OWEN JONES. O MIOLO ORIGINAL CONTA COM 39 PRANCHAS CROMO-LITOGRAFADAS EXTRA-TEXTO ACOPLADAS/MONTADAS EM PAPEL ENCORPADO, ALÉM DE 1 PRANCHA EM PRETO E BRANCO (LINEAR/PLANA).TIPOGRAFIA: TEXTO IMPRESSO EM PRETO E VERMELHO COM CAPITULARES ORNAMENTADAS.ENCADERNAÇÃO MEIA-MARROQUINO VERMELHO DE ÉPOCA / COURO INTEIRIÇO ESTAMPADO A SECO, LOMBADA COM NERVOS ELEVADOS E DECORAÇÕES FLORAIS EM OURO, CORTES. 58 X 39 CMNOTA: TRATA-SE DE UMA DAS OBRAS MAIS MONUMENTAIS E INFLUENTES DA ERA VITORIANA E UM MARCO HISTÓRICO NA EVOLUÇÃO TÉCNICA DA CROMO-LITOGRAFIA (IMPRESSÃO COLORIDA EM PEDRA). O HISTORIADOR HENRY NOEL HUMPHREYS TRAÇA EM SEU TEXTO A EVOLUÇÃO DOS MANUSCRITOS ILUMINADOS DESDE A ANTIGUIDADE CRISTÃ TARDIA ATÉ A RENASCENÇA. AS PRANCHAS, EXECUTADAS SOB A DIREÇÃO MINUCIOSA DO ARQUITETO E DESIGNER OWEN JONES, REPRODUZEM COM FIDELIDADE IMPRESSIONANTE E OURO POLIDO AS ILUMINURAS ORIGINAIS GUARDADAS NOS PRINCIPAIS PALÁCIOS, MOSTEIROS E BIBLIOTECAS REAIS DA EUROPA.
  • OWEN JONES  THE PREACHER (O PREGADOR) PUBLICADO EM LONDRES EM 1849. EX COLEÇÃO DR. ANTONIO BERNARDES DE OLIVEIRA (1901-1981).   UMA OBRA FABULOSA DO ARTISTA QUE FEZ RESSURGIR NO SEC. XIX A ANTIGA ARTE MEDIEVAL DAS ILUMINAÇÃO DE TEXTOS/ILUMINURA. CADA PAGINA TEM UMA MENSAGEM DA BIBLIA COM CONTEUDO MORALIZADOR E DE CONDUTA CRISTÃ. SÃO ESCRITAS EM INGLES ARCAICO E ILUMINADAS ARTISTICAMENTE PÁGINA POR PAGINA. A PUBLICAÇÃO É DE Remnant & Edmonds pioneira em uma técnica para produzir UMA LUXUOSA ENCADERNAÇÃO EM MADEIRA, QUE ERA MOLDADA COM CALOR. A CAPA EM MADEIRA CERTAMENTE NÃO RESISTIU AO TEMPO E FOI SUBSTITUIDA POR UMA LUXUOSA ENCADERNAÇÃO EM VELUDO ALEMÃO COM APLICAÇÃO DE PRATA DE LEI FORMANDO UM MONOGRAMA COM LETRAS GÓTICAS AHD. COMO EXMPLO CITO O TEXTO EM INGLES ARCAICO E COM SUA VERSÃO TRADUZIDA EM PORTUGUES PARA ILUSTRAR O CONTEUDO DO LIVRO: He that giveth unto the poor shall not lack: but he that hideth his eyes shall have many a curse."TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS" Aquele que dá ao pobre não terá falta; mas o que esconde os seus olhos terá muitas maldições. "ESTE TRECHO É UM VERSÍCULO BÍBLICO EXTRAÍDO DO LIVRO DE PROVÉRBIOS 28:27. O LIVRO ESTÁ COMPLETO E AS PÁGINAS EM OTIMAS CONDIÇOES. 36 X 28 CMNOTA: Owen Jones (1809-1874) foi uma figura de destaque no ressurgimento da arte da iluminura durante a era vitoriana. Em 1841, ele produziu "Ancient Spanish Ballads", o primeiro do que Ruari McLean chama de "livros iluminados". Esses eram livros de presente adornados com vívidas decorações manuscritas medievais e frequentemente utilizavam textos devocionais. Jones também desenhou as encadernações para esses volumes, que muitas vezes eram executadas de maneiras inovadoras em couro. "The Preacher", no entanto, é "a única capa de livro conhecida por ter sido produzida" pelo processo de "entalhe" em madeira de Remnant & Edmonds (McLean, p. 31). Também foi publicado em couro vermelho com estampagem a seco. Cromolitografia completa (34 cromolitografias no total) em azul, vermelho e dourado sobre papel grosso montado em suportes de linho.
  • FANTÁSTICO COMPILADO COM GRAVURAS DOS SEC. XVII, XVIII E XIX REGISTRANDO DEFORMIDADES HUMANAS. ÚNICO NO MUNDO! ATERRADOR E AO MESMO TEMPO HIPNOITZANTE E FASCINANTE. O TRABALHO DE UMA VIDA PARA REUNIR. ADQUIRIDO NA INGLATERRA PELO DR. ANTONIO BERNARDES DE OLIVEIRA (1901-1981) COM  EX LIBRIS DE SUA BIBLIOTECA.   FOLHEAR ESSE LIVRO É INGRESSAR EM UM MUNDO INIMAGINÁVEL. SÃOMAIS 100  IMPRESSIONANTES GRAVURAS QUE PERPASSAM O QUE AS PESSOAS VIAM AO LONGO DOS SÉCULOS COMO ABERRAÇÕES: NANISMO, GIGANTISMO, HIRSUTISMO, MULHERES BARBADAS, GEMÊOS XILOPAGOS, SUPER ANCIÕES E TODA SORTE DE IMPRESSIONANTES EXTERIOTIPOS MORFOLÓGICOS INCOMUNS. O COMPILADO COMEÇA COM UM  ANÚNCIO SOBRE UM ESPETÁCULO DE CURIOSIDADES DO PERÍODO GEORGIANO NA REGÊNCIA ENTRE 1811 E 1820 ANUNCIANDO O QUE APRESENTAMOS TRADUZIDO:  EXPOSIÇÃO.Sr. GODELUCK,(DA ALEMANHA) Pede licença para informar à Nobreza, à Aristocracia e ao Público em geral de sua chegada a Londres,COM DOIS INDIVÍDUOS EXTRAORDINÁRIOS. O primeiro é JOHN HAUPTMANN, nascido na Alemanha, muito baixo, de trinta e três anos de idade, trinta e seis polegadas de altura (91 cm), bem feito e bem proporcionado. A segunda é uma jovem mulher, nascida na Alta Áustria, chamada A PEQUENA NANETTE, de 34 anos de idade, 33 polegadas de altura (83 cm); a mais interessante, pois reúne a uma pessoa muito vantajosa, diversos brilhantes talentos e dotes, que são os encantos da sociedade: ela toca com muita graciosidade no Piano-Forte, e o homem pequenino a acompanha no Violino. Ela fala as línguas francesa, alemã, inglesa e italiana. Seus membros são de uma forma tão delicada, que é preciso vê-la para ter uma ideia exata deles. Eles atraíram a admiração de SUA MAJESTADE, de SUA ALTURA REAL O PRÍNCIPE REGENTE, e de todos os PRÍNCIPES e PRINCESAS da FAMÍLIA REAL, e também das diferentes Cortes da Europa, onde foram apresentados.Eles podem ser vistos todos os dias (exceto aos domingos), das 11 horas da manhã até às 5, e das 6 até às 10 da noite, no Nº 68, Cheapside, City. Entrada:  Assentos da Frente: Um Xelim.  Assentos de Trás: Seis Pence. A Srta. NANETTE e o Sr. J. HAUPTMANN atenderão qualquer família em sua própria residência, com aviso prévio de duas horas. N. B. Uma descrição de suas Viagens pode ser adquirida na Sala, ao preço de 1s., em benefício da Pequena Nanette. APÓS O FOLHETO AS  GRAVURAS VÃO SENDO APRESENTADAS: HENRY JENKINS OLD PARR O IDOSO COM 169 ANOS. E OUTROS SUPER  ANCIOES A SEGUIR. GRAVURAS APRESENTANDO PESSOAS COM MAIS DE 100 ANOS ERAM VENDIDAS COMO CURIOSIDADE NO SEC. XVIII E INICIO DO XIX NO PERIODO GEORGINANO. APÓS A SEQUENCIA INICIAL DE IDOSOS COMEÇA UMA OUTRA ONDE O PRIMEIRO APRESENTADO É THOMAS WOOD (17191783) TORNOU-SE UMA DAS FIGURAS MÉDICAS MAIS CÉLEBRES DO SÉCULO XVIII NA INGLATERRA. APÓS SOFRER DE OBESIDADE SEVERA, GOTA E COMPLICAÇÕES DIGESTIVAS PERTO DOS 40 ANOS, ELE ADOTOU UMA DIETA DRASTICAMENTE AUSTERA (ISENTA DE ÁLCOOL, CARNES E LATICÍNIOS, BASEADA EM PUDIM DE FARINHA DE MARAVALHA/FARINHA GROSSA E ÁGUA). SEU CASO FOI APRESENTADO À ROYAL SOCIETY PELO DR. SIR GEORGE BAKER E PUBLICADO NAS MEDICAL TRANSACTIONS, TORNANDO-SE UM MARCO HISTÓRICO NOS ESTUDOS BRITÂNICOS SOBRE DIETÉTICA E OBESIDADE.VEJA  O INCRIVEL ANTES E DEPOIS DE THOMAS WOOD. APÓS VÁRIOS CASOS DE OBESIDADE EXTREMA SÃO APRESENTADAS DUAS GRANDES XILOGRAVURAS COM ANATOMIA DAS MÃOS DO SEC. XVI (RENASCENÇA GERMANICA) DO QUE É FEITO: GRAVURA EM RELEVO SOBRE MATRIZ DE MADEIRA (XILOGRAVURA), IMPRESSA COM TINTA TIPOGRÁFICA À BASE DE ÓLEO SOBRE PAPEL VERGÊ DE TRAPO.ATRIBUÍDO AOS XILÓGRAFOS E GRAVADORES DA ESCOLA DE ESTRASBURGO DO INÍCIO DO SÉCULO XVI (CÍRCULO DE ARTISTAS COMO JOHANN ULRICH WECHTLIN, HANS BALDUNG GRIEN OU HANS WEIDITZ). ESTAS RARAS  IMAGENS REPRESENTAM A TRANSIÇÃO ENTRE O CONHECIMENTO MEDIEVAL EMPÍRICO E O HUMANISMO RENASCENTISTA, NO QUAL O CORPO HUMANO PASSA A SER MEDIDO E SISTEMATIZADO. AS INSCRIÇÕES EM ALEMÃO ANTIGO (FRÜHNEUHOCHDEUTSCH) CUMPREM FUNÇÃO NORMATIVA E INSTRUMENTAL. FOLHEAR UMA GRAVURA DO QUINHENTOS É QUASE COMO SEGURAR A PRÓPRIA RÉGUA DO MUNDO ANTIGO NAS MÃOS. NAQUELA ÉPOCA, QUANDO O CORPO HUMANO ERA CONSIDERADO A MEDIDA DEFINITIVA DE TODAS AS COISAS, OS MESTRES CIRURGIÕES E GRAVADORES GERMÂNICOS NÃO APENAS DESENHAVAM A ANATOMIA COM PRECISÃO, MAS TRANSFORMAVAM A PRÓPRIA PÁGINA DO LIVRO EM UM INSTRUMENTO VIVO DE AFERIÇÃO  REGISTRANDO QUE A FIGURA HUMANA, EM SUA PROPORÇÃO IDEAL, CABIA EXATAMENTE OITO VEZES NA EXTENSÃO DA PALMA DE SUA MÃO. ASSIM AS SESSÕES VÃO SE SUCEDENDO COM NANISMO, GIGANTISMO, SERES HUMANOS COM CHIFRES, APARENCIA DE ANIMAIS, DEFORMIDADES CORPORAIS, GEMEOS XILÍPAGOS ENFIM SÓ LAMENTO O ESPAÇO PARA FOTOS SER LIMITADO  ESTE PRECIOSO LIVRO É UMA DAS MAIS RARAS COISAS QUE MEUS OLHOS QUE MEUS OLHOS JÁ VIRAM. 43 X 32 CM
  • DON FRANCISCO GOYA (1746-1828)   LOS DESASTRES DE LA GUERRA  COLECCION DE OCHENTA LAMINAS INVENTADAS Y GRABADAS AL AGUA-FUERTE PUBLICATA LA REAL ACADEMIA DE BELLAS ARTES DE SAN FERNANDO. MADRID 1906. FORMATO OBLONGO (236 X 331 MM) EX COLEÇÃO DR. ANTONIO BERNARDES DE OLIVEIRA (1901-1981) COM  EX LIBRIS DA BIBLIOTECA.   80 GRAVURAS ORIGINAIS  EM ÁGUA-FORTE COM ÁGUA FORTE, BURIL E PONTA-SECA E GRAVURA EM METAL, MONTADAS SOBRE GUARDAS. ENCADERNAÇÃO CONTEMPORÂNEA EM MEIO COURO E CAPAS COM PADRÃO MARMORIZADO. ESTA RARISSIMA EDIÇÃO É LIMITADA A APENAS 250 EXEMPLARES. TRATA-SE DA CÉLEBRE SERIE SOBRE OS HORRORES DA GUERRA PENINSULAR CONTRA AS TROPAS DE NAPOLEÃO BONAPARTE. AS PLANCHAS  METÁLICAS ORIGINAIS PERTENCEM À ACADEMIA DE SAN FERNANDO, TENDO SIDO PRODUZIDAS ALGUMAS  VERSÕES POSTERIORES, COM A EXTENSÃO DAS LETRAS DOS SÉCULOS XIX E XX, PARA DESIGNAR O OBJETO COMPLETO. LOS DESASTRES DE LA GUERRA, DE FRANCISCO DE GOYA, É UMA DAS SÉRIES DE GRAVURAS MAIS IMPACTANTES DA HISTÓRIA DA ARTE. GOYA PRODUZIU AS 80 MATRIZES DE COBRE ENTRE 1810 E 1820, MAS A PRIMEIRA EDIÇÃO SÓ FOI PUBLICADA EM 1863, 35 ANOS APÓS A SUA MORTE. O ARTISTA GUARDOU AS OBRAS TEMENDO A FORTE REPRESSÃO POLÍTICA E A CENSURA ABSOLUTISTA DO REI FERNANDO VII. O TÍTULO QUE CONHECEMOS HOJE FOI RESUMIDO PELA ACADEMIA DE BELAS ARTES. O NOME ORIGINAL QUE GOYA ESCREVEU DE PRÓPRIO PUNHO NO ÁLBUM DE PROVAS ERA: TRISTES PRESSENTIMENTOS DO QUE VAI ACONTECER. E O QUE ACONTECEU. E AS CONSEQUÊNCIAS. E OUTROS CAPRICHOS EM VÁRIAS ESTAMPAS. O ARTISTA GRAVOU FRASES CURTAS NA BASE DE CADA CENA QUE FUNCIONAM COMO UM COMENTÁRIO AFIADO. ALGUMAS DIZEM APENAS "EU VI ISSO" (PLACA 44) OU "NÃO SE PODE OLHAR" (PLACA 26), REFORÇANDO O CARÁTER DOCUMENTAL E JORNALÍSTICO DA SÉRIE. GOYA QUEBROU A TRADIÇÃO DA ARTE MILITAR DA ÉPOCA. EM VEZ DE GLORIFICAR GENERAIS, HERÓIS E BATALHAS ÉPICAS, ELE FOCOU NO SOFRIMENTO DOS CIVIS, NA FOME, NAS TORTURAS E NA BRUTALIDADE DE AMBOS OS LADOS (FRANCESES E ESPANHÓIS), SEM IDEALISMO. PARA CRIAR OS CONTRASTES DRAMÁTICOS DE LUZ E SOMBRA, GOYA USOU PRINCIPALMENTE O AGUAFUERTE (ÁCIDO SOBRE COBRE), MAS COMBINOU COM A TÉCNICA DE ÁGUA-TINTA. COMO OS MATERIAIS ESCASSEAVAM DURANTE A GUERRA, ELE CHEGOU A REUTILIZAR PLACAS DE METAL ANTIGAS, RASPANDO COMPOSIÇÕES ANTERIORES PARA GRAVAR AS NOVAS. S 80 GRAVURAS NÃO SÃO ALEATÓRIAS; ELAS CONTAM UMA NARRATIVA DIVIDIDA EM TRÊS BLOCOS: PARTE 1 (LÁMINAS 1 A 47): OS HORRORES E A VIOLÊNCIA DIRETA DA GUERRA.PARTE 2 (LÁMINAS 48 A 64): OS TERRÍVEIS EFEITOS DA FOME QUE ASSOLOU MADRID ENTRE 1811 E 1812. PARTE 3 (LÁMINAS 65 A 80): OS "CAPRICHOS ENFÁTICOS", QUE USAM ALEGORIAS E ANIMAIS PARA CRITICAR A SITUAÇÃO POLÍTICA E O RETORNO DO ABSOLUTISMO APÓS A GUERRA. A DISPOSIÇÃO DE TODOS UM DOS MAIS RAROS LIVROS DE ARTISTA JÁ FEITOS NO MUNDO. NOTA: Francisco José de Goya y Lucientes (Fuendetodos, 30 de março de 1746  Bordeaux, 16 de abril de 1828)nota 1 foi um pintor e gravador espanhol. É considerado o mais importante artista espanhol do final do século XVIII e começo do século XIX. Suas pinturas, desenhos e gravuras refletiram transformações históricas contemporâneas e influenciaram importantes pintores dos séculos XIX e XX. Goya é frequentemente referido como o último dos Velhos Mestres e o primeiro dos modernos. Goya nasceu em uma família de classe média em 1746, em Fuendetodos em Aragão. Ele estudou pintura a partir dos 14 anos com José Luzán y Martinez e mudou-se para Madrid para estudar com Anton Raphael Mengs. Casou-se com Josefa Bayeu em 1773. Sua vida foi caracterizada por uma série de gestações e abortos espontâneos, e apenas um filho do casal sobreviveu até a idade adulta. Goya tornou-se um pintor da corte da Coroa Espanhola em 1786 e este início de sua carreira é marcado por retratos da aristocracia espanhola e da realeza e tapeçarias em estilo Rococó projetados para o palácio real. Goya era reservado e, embora cartas e escritos seus tenham sobrevivido, pouco se sabe sobre seus pensamentos. Ele sofria de uma doença grave e não diagnosticada em 1793 que o deixou surdo, o que se refletiu em seu trabalho, que se tornou progressivamente mais sombrio e pessimista. Seus quadros, murais, gravuras e desenhos parecem refletir uma visão sombria nos níveis pessoal, social e político, e contrastam com sua ascensão social. Ele foi nomeado Diretor da Real Academia em 1795, ano em que Manuel Godoy fez um tratado desfavorável com a França. Em 1799, Goya tornou-se Primer Pintor de Cámara (Pintor da Primeira Corte), classificação mais alta para um pintor da corte espanhola. No final da década de 1790, encomendado por Godoy, ele completou seu La maja desnuda, um nu ousado para a época com influência de Diego Velázquez. Em 180001, ele pintou Carlos IV de Espanha e sua família, também influenciado por Velázquez. Em 1807, Napoleão liderou o exército francês na Guerra Peninsular contra a Espanha. Goya permaneceu em Madrid durante a guerra, o que parece tê-lo afetado profundamente. Embora ele não tenha expressado seus pensamentos em público, eles podem ser inferidos em sua série de gravuras Los Desastres de la Guerra (embora publicada 35 anos após sua morte) e suas pinturas de 1814 O segundo de maio de 1808 e O terceiro de maio de 1808. Outros trabalhos do período incluem as séries Los Caprichos e Los Disparates gravura, e uma variedade de pinturas relacionadas com a insanidade, manicômios, bruxas, seres fantásticos, religião e política, que sugerem que ele temia pelo destino de seu país e por sua própria saúde física e mental. Seus últimos anos culminam com as Pinturas Negras de 18191823, aplicadas a óleo nas paredes de gesso de sua casa, conhecida como Quinta del Sordo (Casa do Surdo) onde, desiludido com os desenvolvimentos políticos e sociais na Espanha, viveu quase isolado. Goya abandonou a Espanha em 1824 para se retirar para a cidade francesa de Bordeaux, acompanhado por sua empregada e companheira muito mais jovem, Leocadia Weiss, que pode ou não ter sido sua amante. Lá ele completou sua série La Tauromaquia e várias outras telas importantes. Após um AVC que o deixou com o lado direito do corpo paralisado, e sofrendo de problemas de visão e de pouco acesso a materiais de pintura, Goya morreu e foi sepultado em 16 de abril de 1828, aos 82 anos. Seu corpo foi depois sepultados na Ermita de San Antonio de la Florida, em Madrid. Curiosamente, seu crânio estava faltando, um detalhe que o cônsul espanhol imediatamente comunicou a seus superiores em Madrid, que responderam: "Envie Goya, com ou sem cabeça".
  • A PARTIR DESSE MOMENTO APREGOAREMOS OUTROS ITENS DA  BIBLIOTECA DO DR. ANTONIO BERNARDES DE OLIVEIRA, QUE FOI TANTO UM MAGISTRAL BIBLIÓFILO COMO UMA DEVOTADO ADMIRADOR DAS ARTES. HÁ POUCOS MESES A DARGENT LEILÕES TEVE OPORTUNIDADE DE APREGOAR O ÚNICO QUADRO DE CEZZANE JÁ NEGOCIADO EM LEILÃO NO BRASIL. A OBRA REFERENCIADA NOS ARQUIVOS DA BIBLIOTECA NACIONAL DA FRANÇA FOI ADQUIRIDA PELO DR. BERNARDO EM INCURSÃO A EUROPA NA DÉCADA DE 1950 LOGO APÓS O FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. ESTA E OUTRAS MARAVILHAS COMO OS LIVROS QUE APRESENTAREMOS A SEGUIR SE TORNARAM ACESSÍVEIS AO MERCADO EXTRA EUROPEU EM VIRTUDE DO MOMENTO ÚNICO APÓS A GUERRA DE PROPORÇÕES APOCALÍPTICAS QUE DEVASTOU O CONTINENTE. DR. BERNARDO SOUBE OPORTUNIZAR SABIAMENTE SUAS AQUISIÇÕES E TROUXE PARA O BRASIL ITENS HISTÓRICOS E ARTÍSTICOS QUE DIFICILMENTE NOSSO MERCADO TERIA ACESSO EM UMA OUTRA CONDIÇÃO. ESSES LIVROS APREGOADOS A SEGUIR SÃO TESOUROS ARTÍSTICOS COBIÇADOS POR GRANDES COLECIONADORES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E POUCOS OS TEM. QUANDO SÃO NEGOCIADOS EM GRANDES E REPUTADAS CASAS DE LEILÃO EUROPEIAS SUSCITAM DISPUTAS ÉPICAS POR UMA ÚNICA RAZÃO: SÃO RAROS EM EXTREMO E QUEM OS TEM NÃO DESEJAM DESFAZEREM-SE DELES. INICIAREMOS ENTÃO ESSA SESSÃO HISTÓRICA.
  • CHARLES PILLIVUYT  MEDAILLES DOR 1867 1878  BELO E EXTENSO APARELHO DE JANTAR EM PORCELANA DA MANUFATURA DE CHARLES PILLIVUYT DA DECADA DE 1880.  DECORAÇÃO FITOMORFICA EM ESMALTES MANUAIS EM ESTILO VELHO PARIS.  APRESENTA DELICADOS ARRANJOS ASSIMÉTRICOS DE GUIRLANDAS E RAMOS  DE FLORES SILVESTRES EM TONS DE AMARELO ,OURO, AZUL E VIOLETA QUE SE ESTENDEM PELA ABA E A CALDEIRA. BORDA PLANA DEMARCADA POR FILETE EM PÚRPURA. COMPOSTO POR 66 PEÇAS   SENDO 30 PRATOS RASOS, 12 PRATOS FUNDOS, 12 PRATOS DE SOBREMESA, 1 GRACIOSA MOSTARDEIRA OU PIMENTEIRA COM FEITIO DE PEQUENA SOPEIRA COM TAMPA, 1 PRATO PARA PEIXE, 3 TRAVESSAS OVAIS, 2 COVILHETES, 1 TRAVESSA REDONDA, 2 EPERGNES, 1 FRUTEIRA, 1 GRANDE SOPEIRA.  FRANÇA, DEC. 1880.NOTA: Durante o sec. XIX a Pillivuytt era uma das marcas francesas favoritas da elite e da nobreza brasileira. . Famílias aristocráticas, diplomatsa e barões do café, encomendavam aparelhos de jantar completos na fábrica de Mehun-sur-Yevre. Enquanto a maioria das porcelanas antigas da época era extremamente frávgil, a Pilllivyt ficou famosa mundialmente por sua durabiliadade mecânica e térmica.  Isso se dava graças a fórmula desenvolvida por eles que combinava proporções perfeitas de caulim, quartzo e feldspato. Por isso além dos palácios a produção da fábrica estava presente nos grandes hotéis e restaurantes de luxo de Paris. Recebeu medalha de ouro nas exposições universais de 1867, 1878 e a grande medalha de honra em 1889 (quando foi inaugurada a torre Eiffel).
  • NARCISO  DE POMPEIA  POR MICHELE AMODIO  ESCULTURA EM BRONZE  DA SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. INSPIRADA NO ORIGNAL ANTIGO DESCOBERTO EM 1862 EM POMPÉIA NA CASA DE NARCISO E ATUALMENTE PRESERVADO EM NÁPOLES. ESSA BELA ESCULTURA É TIPO DE ARTE CRIADO PARA SER VENDIDO AOS ARISTOCRATAS, ORIUNDOS DE FAMÍLIAS ENDINHEIRADAS QUE REALIZAVAM O GRAND TOUR PELA EUROPA COMO UM RITO DE PASSAGEM PARA A VIDA ADULTA. ITALIA, CIRCA DE 1870. 62 CM DE ALTURANOTA: Grand Tour era uma tradicional viagem pela Europa, feita principalmente por jovens da aristocracia. Trata-se da origem histórica do turismo contemporâneo, principalmente da maneira como ele é entendido no Ocidente.O costume floresceu desde cerca de 1600 até o surgimento do tráfego ferroviário em grande escala, na década de 1840, e costumava estar sempre associado a um determinado itinerário. A tradição ainda continuou depois que as viagens por trem e navio a vapor facilitaram os deslocamentos, e jovens dos países americanos e de outros locais do mundo também a realizaram. O Grand Tour servia como um rito de passagem educacional. Associado inicialmente com a Grã-Bretanha, especialmente com a gentry e a nobreza britânica, posteriormente viagens semelhantes também seriam feitas por jovens endinheirados de nações do Norte da Europa e do restante do Continente. Com o tempo, o apelo da Grand Tour tornou-se grande a ponto de ser praticada pelos filhos das mais ricas famílias das colônias dos países Europeus. Dois bons exemplos disso são Simon Bolívar, que segundo consta teve a ideia de liderar o movimento pela independência das colônias da Espanha enquanto viajava pela Itália com seu tutor,4 e José de San Martin, que viajou por boa parte da Europa após terminar seus estudos e chegou a instalar-se por um tempo em Roma, um destino fundamental da Grand Tour. O jornal americano The New York Times descreveu assim a Grand Tour: Há trezentos anos, ingleses jovens e ricos começaram a realizar uma viagem pós-Oxbridge através da França e da Itália, em busca de arte, cultura, e das raízes da civilização ocidental. Com fundos quase ilimitados, ligações aristocráticas e meses (ou anos) disponíveis, eles comissionavam pinturas, aperfeiçoavam seus dotes linguísticos e se misturavam com a nobreza local. O valor primário da Grand Tour, acreditava-se, estava na exposição tanto ao legado cultural da Antiguidade Clássica e do Renascimento, quanto à sociedade aristocrática e chique do continente europeu. Além disso, era a única oportunidade existente de se ver certas obras de arte, e, possivelmente, a única chance de se ouvir certas peças musicais. Um grand tour podia durar de alguns meses até alguns anos. Era comumente realizada em companhia de algum guia conhecedor, ou de um tutor. A Grand Tour teve mais do que uma importância cultural superficial; nas palavras do historiador inglês E.P. Thompson, "o controle da classe dominante, no século XVII, localizava-se antes de tudo numa hegemonia cultural, e, somente depois, numa expressão de poder econômico ou físico (militar)".
  • ALBERTO BARONI  MARINHA COM BARCOS E PESCADOR  OST  ASSINADO PELO ARTISTA NO CANTO INFERIOR ESQUERDO. MUJITO BEM MOLDURADO! BRASIL, MEADOS DO SEC. XX. 71 X 58 CM (CONSIDERANDO-SE O TAMANHO DA MOLDURA) SEM A CONSIDERAR A MOLDURA TEM 50 X 33 CMNOTA: Nasceu em São Paulo, em 1911 e faleceu, em 1994. A pintura não precisa ser alegre, basta que seja triste verdadeiramente. Interessado desde criança, apenas pela pintura, logo abandona o curso primário, alegando total desinteresse pelas matérias. O mestre Antônio Rocco, seu professor de pintura, descobre casualmente o daltonismo de Baroni. Descendente de italianos prósperos, logo é examinado pelos melhores oftalmologistas de então. O diagnóstico é o pior possível  daltonismo total! Portanto, absolutamente incompatível com a carreira de pintor. Desestimulado por todos ingressa no comércio, vindo a trabalhar com os irmãos. Todavia, a arte fala mais alto! Abandona os negócios e tenta novamente o velho sonho. Baroni era um homem determinado! Já havia posto de lado o projeto de constituir família, para se dedicar integralmente à pintura. Da sua vida sentimental, tudo o que sobrou foi um maravilhoso quadro, por ele pintado, numa das paredes da sala de estar de sua casa, do único amor de sua vida  uma jovem de corpo inteiro, aparentando dezoito anos de idade. Baroni, nunca revelou o nome da jovem, nem falava sobre o assunto. Do jeito que o conhecemos, conseguimos imaginar a tremenda luta que travou face à paixão, em favor da arte. Assim, não seria o daltonismo que lhe frustraria o sonho de ser pintor. Durante anos, passa noites em claro, estudando a reflexão da luz. Naquele momento, mais importante que o desenho e as cores era o claro-escuro. Mais tarde, encontra uma solução prática para distinguir as cores  escreve-as nos pincéis e nos tubos de tinta! Os tons, as meias-tintas, são obtidas pela maior ou menor intensidade da reflexão da luz. Ou seja, através da luz e sombra. Entretanto, muitos poucos sabiam do daltonismo de Baroni. Alguns desconfiavam, mas não queriam crer dada a impossibilidade. Baroni era diferente em tudo! Vivia entre a casa e o atelier; jamais entrou num shopping. As fabulosas figuras, em movimento, eram o resultado de suas investidas ao Mercado Municipal, logo ao raiar do sol, onde passava horas observando os feirantes a descarregarem as carroças, bem como, os interiores de igrejas, que deram origem aos famosos coroinhas, às cenas sacras, à Descida da Cruz e à Crucificação. Estes eram os dois únicos lugares que faziam Baroni sair de casa. Muitos achavam que Baroni era profundamente religioso, uma vez que, passava manhãs e tardes dentro de uma igreja. Todavia, as razões eram outras  a luz que vibrava dos paramentos litúrgicos, o claro-escuro que se formava entre a nave central das igrejas com o resto do templo e o espectro de luz irradiado pelos vitrais.Baroni tinha como amigos, Scavone e Oehlmeyer. Ao final da tarde, encontrava-se com Scavone no bar que ficava no térreo do edifício onde ambos tinham atelier, na Praça João Mendes, no centro de São Paulo. As conversas eram as mesmas de sempre: pintura e, política! Scavone morre, em 1970, e Oehlmeyer, três anos mais tarde. Baroni resolve mudar o atelier para a Avenida Aclimação, e instala-se num antigo edifício pertencente à sua família. Daí em diante, sua vida social resume-se a uma ou duas visitas por semana a outro pintor, que muito o admirava: Arnaldo Barbieri, também já falecido. Ao contrário de Baroni, de Oehlmeyer e de Scavone, Barbieri é extrovertido, falante e entusiasta. Baroni, avesso à crítica, a entrevistas e ao que pensavam dele, sempre se negou a falar de si próprio, sequer permitia que alguém o fotografasse ou o visitasse no atelier. Depois de muita insistência acabou cedendo, mas, mesmo assim, avisou-nos que éramos privilegiados, pois não recebia ninguém! Logo em seguida, revelou-nos o seu grande interesse pela simplificação na pintura, e também, o desejo de divulgar a sua obra. Enquanto editávamos o seu filme, chega-nos a notícia que havia falecido. Baroni havia partido, mas a melhor parte dele ficou - A Procissão, O Açougueiro, Descanso dos Trabalhadores, Crucificação, O Despejo, A Morte, O Milagre, O Julgamento e tantos outros. Ainda em vida, disputou vários Salões, mas muitos recusaram as suas obras; ora por inveja, ora por política, ou simplesmente porque duvidavam da sua autenticidade, pela rara beleza que mostravam. Naquela época, os salões eram muito importantes para os pintores, representavam o valor do artista. Apesar da corrupção e dos partidarismos políticos internos, constituía-se, até certo ponto, como único referencial de avaliação para os pintores. À semelhança de Oehlmeyer, Baroni sofre todo o tipo de descriminação e injustiça. Todavia, à medida que o tempo passa, Baroni  surpreende cada vez mais, não só com a qualidade e a beleza, mas também, com a facilidade com que manipula as técnicas e os temas, vindo mais tarde a conquistar os melhores prêmios dos principais salões do país. Cada centímetro quadrado da tela era objeto de estudo detalhado; desde a idealização da obra, passando pela composição, desenho, cores, escala cromática, arranjo de planos, até à sua realização. Na obra A Procissão, vê-se Nossa Senhora no andor e uma imensa multidão acompanhando a procissão. Baroni serviu-se apenas de três modelos: o seu motorista particular, o jardineiro e um mendigo que contratava de quando em quando. Porém, ao contemplar-se a obra, fica-se com a impressão de que todas as pessoas são diferentes. Nos raros momentos de descontração, já que a pintura era a sua vida e lazer, conversava com a família ou assistia, sem prestar muita atenção, a algum programa de televisão. Ainda assim, sempre tinha por perto um lápis ou uma esferográfica e um pedaço de papel. Na falta deste, serviam-lhe os envelopes da correspondência recebida, ou até, extratos bancários, contas de luz e telefone, e às vezes, as próprias cartas; sempre rabiscando um detalhe ou esboçando uma nova idéia! A obra A Procissão, ocupando meia parede da grande sala de jantar, assim foi realizada. Barone foi construindo aquele quadro por partes usando o papel de sacos de pão ou de embrulhos de compras sem fazer a menor idéia, pelo menos no princípio, a que proporções chegaria. Como ele mesmo dizia: este quadro não foi feito, foi surgindo. A obra O Açougueiro, é tremenda, no sentido lato da palavra - um homem de avental branco, todo ensangüentado, empunhando uma faca na mão direita, enquanto a outra mão se apoiava sobre uma mesa, onde jaz um lombo de boi esquartejado, do qual brotava muito sangue. Trata-se de uma obra de grandes proporções, quase em tamanho natural, conferindo-lhe um inexorável realismo  é a obra preferida de Baroni. Tudo aquilo que desperta a atenção de Baroni, logo lhe serve de tema para a próxima obra. Atento à realidade social de seu tempo, retrata como ninguém, o sofrimento humano, a pobreza e a solidariedade.
  • PRATA DE LEI PERÍODO VITORIANO   FORMA PAR COM O OFERTADO NO LOTE ANTERIOR (COLOCAMOS NOS CRÉDITOS EXTRAS UMA FOTO COM OS DOIS JUNTOS PARA SUA REFERÊNCIA) . COM MARCAS DE IMPORTAÇÃO PARA CIDADE DE CHESTER, IMPORTADOR BERTHOLD MÜLLER, UM INFLUENTE AGENTE IMPORTADOR E DISTRIBUIDOR DE JOIAS E PRATARIAS FINAS QUE OPERAVA EXTENSIVAMENTE EM LONDRES NO FINAL DO SÉCULO XIX E INÍCIO DO SÉCULO XX. LETRA DATA 1898. INUSITADO FLOREIRO EM PRATA DE LEI TEOR 925 COM FEITIO DE BOTA FEMININA DOTADA DE ESPORA. DECORADO COM CNEA REVIVALISTA APRESENTANDO A RAINHA ELIZABETH I MONTADA A CAVALO PRATICANDO FALCOARIA, PRÁTICA EM QUE ERA VERSADA. ATRAS DA MONTARIA DA RAINHA UM OUTRO CAVALEIRO VESTIDO COMO SOLDADO DA ERA TUDOR LEVA NO BRAÇO UM OUTRO FALCÃO. REQUINTADAS FLORES E RAMAGENS EM RELEVO DECORAM A PEÇA. NA FACE SUPERIOR O PRATEIRO SIMULOU A CUSCURA DO CALÇADO, OS FUROS PARA PASSAR O CORDÃO E UMA ROSÁCEA. O CANO DA BOTACONTEM UM FRASCO REMOVIVEL EM METAL COM BANHO EM OURO PARA CONTER A AGUA QUE MANTEM VIVAS AS FLORES  UMA PEÇA MARAVILHOSA, INVULGAR E PRÓPRIA PARA COLECIONISMO. FINAL DO SEC. XIX.18 X 23 CM   445 G (SEM CONSIDERAR O FRASCO DE METAL SOMENTE A PRATA) COM O FRASCO TEM 610 GNOTA: O período Tudor-elisabetano, é celebrado por sua cultura literária, dramática, sua música e cavalheirismo. A nobreza elisabetana gostava de um bom passatempo e sabia exatamente como obtê-lo. Os mais ricos, entretiam uns aos outros com grandes banquetes e alimentos caros (como os vindo do novo mundo), além de vinho, jogos, danças, músicas e esportes. Eles praticavam esportes como tênis, bowls, montaria, falcoaria ou caça. As mulheres também participavam de alguns esportes, além de tocarem instrumentos, dançarem, desenharem, costurarem e bordarem. Quando a rainha Elizabeth não estava muito ocupada com assuntos de estado, ela também adorava desfrutar de tais prazeres. As noites na Corte elisabetana, eram sempre repletas de entretenimentos, muitas vezes dedicados à rainha. Muitas vezes, haviam performances públicas realizadas especialmente para ela, embora Elizabeth desfrutasse mais de atividades mais discretas.Elizabeth gostava de andar a cavalo. Ela passava muitas horas cavalgando em alta velocidade, através dos jardins de seus palácios. Seu amor pelo esporte, aterrorizavam seus conselheiros, que temiam que ela pudesse ferir-se gravemente, ou até morrer de uma queda. Mas tais preocupações, nunca intimidaram Elizabeth, que continuou a cavalgar por longas distancias até o fim de sua vida. Mesmo na casa dos sessenta, ela poderia cavalgar uma distância de 17 km, algo que ela prontamente provou a um cortesão, quando este aconselhou-a de que por estar em idade avançada, deveria tomar uma carruagem. Elizabeth cansava suas damas de companhia por cavalgar rápido demais e no início de seu reinado, Robert Dudley, seu mestre da cavalaria, tinha de trazer novos cavalos da Irlanda, já que os cavalos pessoais da rainha, não eram fortes o suficiente para ela. Elizabeth e Dudley andavam a cavalo frequentemente. Ele foi provavelmente, o mais talentoso cavaleiro da Inglaterra e conseguia sem nenhum esforço, alcançar o vigor da rainha em suas velozes cavalgadas. No verão de 1560, Elizabeth e Dudley montaram juntos quase todos os dias, enquanto alguns de seus ministros lamentavam-se de que a ranha, estava negligenciando questões de Estado.Elizabeth também amava falcoaria e caça. Ela caçava cervos com seus cortesãos e quando o pobre animal era pego, ela era convidada a cortar sua garganta. Em 1575, o embaixador francês relatou que ela havia matado seis cervos com seu arco e flecha. A caça era um grande e demorado evento, podendo levar horas de um dia, por isto era frequente que a Rainha e seus cortesãos, muitas vezes fizessem um piquenique na floresta.Os elisabetanos não tinham noções de crueldade animal e desfrutavam de modo geral, de esportes violentos contra eles, como rinhas de ursos, briga de galo e de cães. Elizabeth gostava muito de rinhas de ursos. No entanto, os animais de estimação eram muito amados e bem cuidados. Os cavalos de Elizabeth, significavam muito para ela, eram muito bem tratados, desde a comida a escovação e muito provavelmente, ela tinha seus favoritos. Ela também tinha um pequeno cachorro (talvez vários ao longo do seu longo reinado), que ela amava muito e que estava sempre com ela.Além de participar de esportes, a Rainha também adorava assistir. Ela ocasionalmente assistia a jogos de tênis, especialmente se um de seus cortesãos favoritos estivessem jogando. Uma vez, ela vestiu-se como suas damas de companhia, para poder assistir secretamente Robert Dudley competir em um jogo de tiro, depois ela surpreendeu a todos, ao revelar sua identidade. Às vezes, torneios eram realizados e de 1572 em diante, grandes torneios eram realizados para comemorar o aniversário de coroação da rainha.Elizabeth amava o ar livre e gostava especialmente de fazer longas caminhadas em seus lindos e ornamentados jardins. Em seus muitos palácios, ela tinha terraços construídos, para que ela pudesse andar sossegada, longe de olhares indiscretos.Os elisabetanos, também adoravam a música e Elizabeth, não foi uma excessão. Ela foi uma talentosa musicista, tocando com primor virginais e alaúdes. Ela adorava entretenimentos musicais, chegando a incentivar vários músicos e compositores; também adorava a dança. Ela dançava de maneira difícil e exigente a galharda para manter-se em forma. Como prova de que era uma dança vigorosa, existe um registo de John Stanhope da época em que a rainha tinha por volta de 50 anos:A rainha está bem como eu lhe asseguro seus exercícios habituais são seis ou sete galhardas em um dia, além de tocar e cantarEla também adorava dançar A Volta com seus cortesãos. Nesta dança, as damas elegantemente pulavam no ar (embora nem todos acreditassem que fosse elegante; algumas pessoas acreditavam que era vergonhoso, pois muitas mulheres mostravam seus joelhos). Robert Dudley também gostava de dançar e ele, juntamente com Elizabeth, dançavam tão bem quanto cavalgavam. Ele tinha um dança com seu nome, chamada A dança de Leicester. Quando ficou mais velha, não podendo dançar tanto quanto costumava, Elizabeth gostava de assistir suas damas dançarem. Ela também gostava de cantar e supostamente, o fazia bem.Ela também foi patrona das artes e literatura e adorava assistir peças de teatro, bailes de máscaras e outras performances dramáticas. Ela tinha sua própria companhia de atores, chamada de Os atores da Rainha, e estes, muitas vezes executavam peças para ela e seus cortesãos. Robert Dudley também tinha sua própria companhia, e costumava pagá-los para realizarem peças para a rainha.Além de todos estes passatempos, ela também foi uma erudita incrivelmente talentosa e adorava aprender. Ela supostamente costumava estudar de duas à três horas por dia e lia muitos clássicos, além de possuir um amplo conhecimento de história. Sua habilidade para línguas, fazia com que ela pudesse ler livros em latim, grego ou francês e à medida que aprimorou suas leituras, passou a traduzir obras clássicas para o inglês. Poesia era outro de seus passatempos favoritos e alguns de seus poemas, existem até hoje. Veja a seguir, um dos poemas de Elizabeth I:Senhor em partida:Eu sofro e não atrevo-me a mostrar meu descontentamento,Eu amo e ainda assim, sou obrigada a parecer odiar,Eu o faço, embora não atrevo-me a dizer o que significou,Eu pareço uma muda resoluta, mas tagarelante por dentro,Eu sou e não sou, eu congelo e ainda sou queimada,Desde mim, outro eu tornei-me.Meu cuidado é como minha sombra no sol,Segue-me voando e voa quando o persigo,Fica e repousas sobre mim, acaso o que tenha feito,Seu cuidado tão familiar, acaso faz lamentar-me,Não significa que encontro um meio de tirá-lo de meu seio,Até que no fim das contas, o sufoco.Algumas gentis paixões, escorregam para dentro de minha mente,Pois sou macia e feita de neve derretida,Ó existe mais cruel amor e que assim, seja gentil,Deixe-me flutuar ou afundar, ir para o alto ou para baixo,Ou deixe-me viver com mais doce satisfação,Ou morrer e então, esquecer o que o amor significou.**Este foi o mais famoso e talvez mais elogiado poema de Elizabeth I. É popularmente conhecido como On Monsieur Departure, embora não haja nenhuma evidência, que conecte-o com a saída da Inglaterra, do último pretendente de Elizabeth, Francis, Duque de Alençon e Anjou.Bordados também eram um passatempo popular entre as mulheres. Maria Rainha dos Escoceses, foi uma bordadeira muito talentosa, Elizabeth também, chegando a passar noites bordando com suas damas de companhia.Haviam também passatempos para dias frios ou chuvosos, que eram realizados no conforto do palácio, como gamão, jogo de xadrez ou carteado. A irmã mais velha de Elizabeth, Maria I, foi uma ávida jogadora de cartas, uma das melhores e é provável que Elizabeth tenha aprendido com ela alguns truques e desfrutado de apostas com seus cortesãos. (TUDOR BRASIL PASSATEMPOS DA RAINHA EM: https://tudorbrasil.com.br/2014/10/16/elizabeth-i-parte-xi-passatempos-da-rainha/)
  • GRANDE E PRECIOSO CETRO DE IMPERADOR DE FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO EM PRATA DE LEI. CORPO LISO COM FEITIO DE BALAUSTRE FINALIZADO COM ESFERA EM QUE REPOUSA POMBA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO COM SUAS ASAS ABERTAS. BRASIL, SEC. XVIII/XIX, 42 CM DE COMPRIMENTO.390 GNOTA: Das festas do Divino Espírito Santo na corte do Rio de Janeiro, nos idos do Império Brasileiro em Mataporcos (próximo ao antigo solar da Marquesa de Santos), do Campo de Santana e da Lapa do Desterro (Glória), entre 1853 a 1855, dá-nos Melo Morais Filho uma descrição minuciosa em uma dezena de páginas de seu livro "Festas e Tradições Populares do Brasil": "A pombinha vai voando a lua a cobriu de um véu, o Divino Espírito Santo pois assim desceu do céu." "Nos ranchos, um rapazola ia com a bandeira, sendo as vestimentas de todos casaca e calções escarlates com galões de ouro, colete de seda branca debruada de cores, sapatos baixos de fivela, chapéu de feltro de copa afunilada e abas largas, ornado de fitas, distinguindo-se o porta-estandarte por vestuário mais pomposo e pelo grande tope de flores, pregado no chapéu, de forma diferente." Dos bandos da "folia" à hora em que, "na casa do festeiro roncava o baile", passando pela eleição das mesas das Irmandades, os leilões, a missa, até os "doze velhos cabeçudos, com suas competentes lunetas, casacas de rabo de tesoura e botões de papelão, andando curto, arrastando os pés, que seguiam para o tablado, às risadas dos espectadores, que lhes aplaudiam os desgarres", figuras egressas das antigas festas religiosas tradicionais de Portugal que, decadentes as do Divino, acabaram, depois, por refugiar-se no Carnaval brasileiro. O Campo de Santana sintetizava o grosso da função: na rua de S.Pedro uma fila de barracas assemelhavam ter os tetos de fogo e nas portas e balcões os vendedores de sorte e de comidas gesticulavam e gritavam como possessos; as lanterninhas das quitandeiras faiscavam, as músicas estrondavam e "a multidão com suas vestimentas pitorescas, apinhada no chafariz que aí existia, ou movendo-se em grupos, lembrava um quadro de mestre da escola veneziana. Quando as luminárias acendiam-se, o campo regurgitava de curiosos e de gente que comprava sortes, ceava nas barracas, caminhava ao acaso e recebia entradas" para as barracas que exibiam desde ginástica e quadros vivos, mímicas, pirâmides humanas, volteios eqüestres, teatrinho de bonecos, comédias, e mágicas. "No império, o imperador, com seu manto verde e sua coroa dourada, dominava no meio de sua corte... Eis o que era naquele tempo a festa popular do Divino, quando a nossa sociedade não tinha a pretensão de querer impor-se pela decadência de seus costumes e pelo enervamento de seu senso religioso" - lamenta. Vitorino Nemésio, em "O Segredo de Ouro Preto e outros ensaios", depõe como partícipe da festa do Divino no Encantado, em Inhaúma (Rio), realizada no dia 8 de junho de 1852. "Jamais prosa ou voz viva descreverão capazmente esta romaria a ilhéus atrás de uns vitelos enfeitados, ao comprido de subúrbios fragosos de uma metrópole de milhões de, no suor e no pó de uma fila compacta de festeiros, rente aos camiões e bondes de uma população sortida e alegre que traja à frescata." Porque são os descendentes dos açoreanos, que há mais de cem anos talham bifes e churrascos nos açougues cariocas e fundaram o Império do Encantado, os que agora fazem a festa. "Hoje os netos de Ti João da Ilha e de Tiazé ainda desfilam ao som do Pezinho, no milagre da fé milenária enriquecida e transmitida - perene!" "Abençoai a todos nós com a vossa divindade" entoam os cantadores. Diversos Impérios houve no Rio de Janeiro: no largo do Estácio, o da Floresta, o de Maracanã. O ten. cel. Lima Figueiredo, em "Cidades e sertões" transcreve crônica de Otávio Tavares sobre o festejo do Divino no lago Janauacá, Amazonas: "Numa canoa engalanada com folhas de palmeira e totalmente iluminada com lanternas e papéis coloridos são colocadas as insígnias do Divino. Noite escura. Acompanhando aquela canoa, mil outras, de todos os feitios, desde a ubá fragílima até a igarité de fundo chato, e menos perigosa, coalham o lago, "dando a impressão de que há boiando pequeninas ilhas floridas. Terminada a procissão são colocados dispositivos cheios de azeite protegidos com papel de seda de todas as cores - e acesas as grisetas (Griseta - Lamparina ) - o lago toma um aspecto grandioso oferecendo-nos uma orgia de cores como se houvesse tombado sobre ele um arco-íris aceso e partido aos pedaços, cujos fragmentos ficassem a boiar, a boiar, dentro da moldura tenebrosa das selvas..." Assemelha-se aos "Irmãos da Canoa", Irmandade que promove os festejos do Divino em Tietê, S. Paulo, que Alceu Maynard Araújo descreve em seu "Documentário Folclórico Paulista": "Sociedade sui generis - uma confraria sem estatutos, sem reuniões, sem diretoria eleita (apenas com um presidente perpétuo, o ilustre folclorista e historiógrafo Benedito Pires de Almeida), porém onde há disciplina e fraternidade. Embora se dividam em dois grupos: irmãos do rio acima e do rio abaixo, sob o mesmo uniforme se unem todos os devotos, irmãos de uma só Irmandade - a do Divino Espírito Santo. Dirigem-na o mestre e o contramestre, também denominado "Irmão Andante". Figuram ainda o trio indispensável: "bandeireiro", alferes da bandeira do Divino, e "folião", violeiro, chefe da "folia , grupo angariador de esmolas (constituído por meninos, com caixa e ferrinhos) e o "salveiro" que, com trabuco, dá "salvas", as descargas louvadoras ao divino patrono. Quarenta e cinco dias antes da festa, os grupos vão esmolar, rio acima e rio abaixo, dançando o religioso "cururu" (Cururu - Dança, canto em desafio, relacionados com as festas religiosas no plano da louvação popular.) e, quando remam, cantando a "serenga" (Serenga - Canto sem palavras, dando a impressão de cantochão, ajudando a ritmar as remadas.). No último domingo do ano é o dia máximo da festa - há o encontro das canoas. Das que angariaram donativos rio acima e rio abaixo. (...) há o "encontro". Os rojões sobem, as bombas espocam ensurdecedoras e a multidão delira. Findo o encontro as canoas voltam para o Porto Velho, onde os irmãos da canoa, festeiros, autoridades religiosas, civis e militares desembarcam, rumando com milhares de pessoas, em procissão, conduzindo o Divino até à matriz. Os romeiros com seus tradicionais uniformes brancos, carapuça vermelha, descalços, remos arvorados, penetram na igreja. Há uma cerimônia religiosa." Em Santa Catarina a festa, sendo a mesma, toma tons diferentes: "Da Bandeira pendem fitas multicores, que na sua romaria são acrescidas de outras fitas ofertadas pelos fiéis; da orquestra constam o tradicional bombo, de batida característica, sem faltar a rabeca, de som indispensável na orquestra, o violão, a viola com suas quatro cordas, a gaita, os pandeiros e a cantoria pelo mestre, que, além dos versos tradicionais, improvisa, homenageando pessoas importantes que prestigiam as bandeiras". Mas até a queixa é a mesma: "Não revestida com as formalidades e simbolismo do passado, quando em cada povoado uma comissão de irmãos da Irmandade do Divino, portando as suas "opas", acompanhava o grupo de "foliões" na sua tarefa de recolher ofertas." (Doralécio Soares, "Folclore Brasileiro". Em São Paulo, segundo Hélio Damante (Folclore Brasileiro), "é intrinsecamente pobre, limitando-se ao grupo de cantadores e músicos, que dão seu recado, levam o Divino, enfeitado de fitas, a percorrer as casas, e depois se despedem "até o ano que vem", como nestes versos, recolhidos em Mogi das Cruzes: O Divino se despede nesta hora de alegria. Se despede e vai deixando esta rica companhia. Viola, cavaquinho, caixa, reco-reco incluem-se no instrumental". Em Goiás festeja-se o Divino em várias cidades: em Pirenópolis, desde o ano de 1819 existe a festa do Divino, que compreende novenário, procissão, mastro, e naturalmente, Imperador e Mordomos, além da Coroa e Bandeira. Mas, o que caracteriza a festa do Divino de Pirenópolis é a presença de 80 a 120 cavaleiros com máscaras de papelão na forma de cabeças de boi, enormes chifres ornados com flores de papel, vestindo roupas coloridas, que percorrem as ruas durante tardes e noites, do sábado à terça-feira, e se apresentam no "campo das cavalhadas". "Na terça-feira, ao final dos festejos, sairão atrás da Banda de Música até à casa do imperador, para, juntamente com muitas outras pessoas envolvidas,"entregar a Festa". (Carlos Rodrigues Brandão, "O Divino, o Santo e a Senhora") As festas populares e tradicionais não podem ser apenas consideradas "eventos", pois, como dizem Francisco Weffort e Márcio Souza ("Um olhar sobre a cultura brasileira") "das mais tradicionais às mais modernas , deitam raízes profundas na vida dos grupos que as promovem". É lícito supor que o culto ao Divino Espírito Santo tenha sido trazido ao Maranhão pelos primeiros açorianos que aqui chegaram, em duas levas: a primeira em 1620, trazida por Manuel Correa de Melo, por conta de Jorge de Lemos Bittencourt, e a segunda por Antônio Ferreira Bittencourt, no ano seguinte, partes da imigração de 200 casais que viriam construir dois engenhos de açúcar, plano do provedor-mor do Brasil Antônio Muniz Barreiros. No Estado o Divino é cultuado em várias localidades, principalmente na capital e em Alcântara. Na cidade destacam-se, entre outras, as festas promovidas pela "Casa das Minas" e pela "Casa de Nagô", dois templos de culto afro-brasileiro. Em Alcântara alcança grande brilho, muito embora não tenha mais a pompa dos tempos da nobreza imperial da velha cidade, quando até 13 festeiros por ano promoviam disputa para fazer a melhor figura. Hoje, se aparecem 3 dispostos a essa responsabilidade, são muitos! Os festejos do Maranhão distinguem-se dos demais pela presença marcante das "caixeiras", geralmente senhoras idosas que, com toques característicos, acompanham os cortejos, ruflando grandes caixas, no feitio dos antigos tambores militares. São em número variável, de 6 a 10, e são elas que tiram as cantigas, quase sempre improvisadas. Sobre a festa de Alcântara temos dois trabalhos publicados: "A festa do Divino Espírito Santo em Alcântara (Maranhão)", em 2a. edição de 1988, e " Festa do Divino", de 1999, "um roteiro a altura da sabedoria dos melhores "mestres-salas" (segundo a folclorista Maria Michol Pinho de Carvalho), organizado, com a audiência de antigos moradores de Alcântara, do domingo de Pentecostes (primeiro e último dia da comemoração), dia a dia, passo a passo, com o único fim de proporcionar às novas gerações o esquema do tradicional festejo, para que seja ele realizado com, pelo menos, as mínimas obediências aos padrões antigos. Seria fastidioso repetir aqui, para Alcântara, o que foi copiosamente dito acerca do Divino em outros lugares. Falemos apenas das diferenças existentes: O Império compõe-se de 13 pessoas: 1 Imperador (que a cada ano se alterna com 1 Imperatriz), 1 Mordomo-Régio e 5 Mordomos-Baixos (Mordomas, no caso da Imperatriz). A cor oficial do Imperador é a vermelha; o verde, a do Mordomo-Régio. Os demais adotam o azul-claro, ou o rosa. Integravam a Folia petitória, que antigamente percorria léguas e léguas de estradas, 1 bandeireiro, 3 caixeiras, 3 bandeireiras (meninas), 2 cidadãos de confiança e carregadores para o transporte das ofertas, além do "Vicente", um menino que recolhia as esmolas em dinheiro, assim chamado (não se sabe porquê) fosse Pedro, João ou Marcelo. Tais folias não mais se realizam, pois as oferendas são cada vez mais raras, seja pela apertura geral, seja pela religiosidade que parece minguante, não compensando as despesas da viagem. Foram-se os bons tempos em que os devotos ricos davam dois, três bois para a festa, capoeiras inteiras de galinhas, de presente para o Divino. O fazendeiro, hoje, nas mais das vezes "gente de fora", não acredita mais nos poderes do Divino, opera no open-market, acessa a Internet, pertence à UDR. Por outro lado, é muito perigoso, impraticável mesmo, andar por ínvios caminhos carregando uma coroa de prata... se nem os santos antigos têm assegurada sua permanência nos nichos das igrejas! Na quarta-feira, véspera da Ascensão, dá-se a chegada do mastro ao porto do Jacaré: sob intensa foguetaria e música da banda, salta do barco um tronco de 10 metros, ornamentado com ramos de murta e é conduzido aos ombros de uma vintena de caboclos e cavalgado por inúmeras crianças. O cortejo de festeiros, caixeiras, músicos e toda a multidão de gente percorre as ruas da velha cidade até atingir o local apropriado, onde é erguido, plantado e enfeitado com cachos de banana e cocos da praia. No topo, aberta ao vento, oscila nos gonzos, tangida pelo vento, a bandeira do Santo, com a coroa, ou a pomba. Durante o percurso as cantoras tiram versos e os carregadores respondem com o refrão: "Que bonito pé de mato (arê, arê-ê-ê-ei - a) que a natureza botou (arê, are-ê-ê-ei - a) para me servir de mastro (arê, are-ê-ê-ei - a) para o nosso Imperador (arê, are-ê-ê-ei-a)" As mesas de doces são uma história à parte pela criatividade de seus autores - Antônio Tavares, Ênio Aymoré Ramos, Diógenes Ribeiro e outros tantos que deixaram fama de grandes decoradores, substituídos por D. Mariazinha Bastos, Antônio Tavares Neto, Gerson Brito etc. e onde se destacam os excepcionais "doces-de-espécie", simples ou duplos, no feitio de folhas, cestos, bichos etc. etc., receitas e habilidades transmitidas de geração a geração. E as "prisões"? A mando do Imperador, um vassalo, com seu séqüito, vai à casa de um Mordomo "prendê-lo". Cada "preso" incorpora-se ao cortejo, ao som dos cânticos das caixeiras e gritos do povo... e vai ao próximo Mordomo. Por fim, todos visitam o mastro, onde, para se libertarem, pagam prendas ao Divino. E as "visitas" dos Mordomos ao Imperador? À porta de cada Mordomo, grita o Mestre-Sala: "- Viva o Mordomo em trânsito! E toca-se um trecho do Hino Nacional. Assim vão, de casa em casa, à luz mortiça das espaçadas lâmpadas de Alcântara e dos fogos de artifício e das lanternas de papel colorido, até ao Imperador, que sai ao encontro da farândola folgazã, e, entrando todos à casa, tem início o baile e os comes-e-bebes até à madrugada! Haja fôlego para tantos folguedos, pois todos os dias da semana são dias de prazer e de alegria! Mas, ainda há o domingo-do-meio e outra semana em que o Imperador retribui as visitas dos Mordomos, e são novos desfiles e bailes, para chegar, finalmente, o grande dia - o domingo de Pentecostes: missa às 10, o Imperador de azul-marinho; Mordomos de ternos escuros; os mais, de vermelho, até as pombinhas, obrigadas à regra, engraçadas nas suas jaquetinhas rubras, aninhadas nas bandejas! O almoço do dia é vário e farto, toda a tradição da cozinha portuguesa apurada pelo negro e pelo índio: a galinha assada, de molho pardo, o vatapá, o bolo de arroz, as tortas (fritadas) dos gostosos camarões de Alcântara, com o acompanhamento indispensável da farinha d'água... e o molho de pimenta grosso pedindo grogue, e o vinho à vontade, que os festeiros têm mão-aberta, o governo deu ajudazinha, os fiéis cooperaram, o comércio também; os doces variados, de coco, de buriti, de goiaba, nas compoteiras antigas remanescentes de outras festas, de outras casas, de outra gente rica e poderosa... branco no Senado da Câmara, pretos no eito plantando algodão, Sinhozinho em Coimbra estudando "leses"! Mas... todos para igreja. Sai a procissão: o rapaz com a bandeira grande, o andor de seda brilhante, em cujo nicho de abriga a Coroa fulgindo ao sol, levado por quatro moças em toalete de gala, seguido pelo Imperador fardado, botões dourados, dragonas, luvas, cetro, o manto escarlate, guardado por dois vassalos, de roupa cinzenta e faixas verde-amarelas atravessadas ao peito. E os Mordomos com seus séqüitos e a orquestra e o povo. De vez em quando estronda um foguete de taboca. Nas janelas as pessoas rezam e se benzem... O Divino vai passando, misericordioso, dispensando bênçãos, concedendo graças! Recolhe-se a procissão. Realiza-se o "pelouro". São revelados os nomes dos próximos festeiros. No dia seguinte o Imperador irá de casa em casa investindo nas funções os escolhidos. Acabou-se a Festa do Divino. Outra Festa do Divino está começando.
  • IMPÉRIO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO - MAGNÍFICA COROA EM PRATA DE LEI DECORADA COM FLORES E RAMAGENS DISPOSTAS ENTRE ELEGANTES ROCAILLES.. CINCO HASTES REUNIDAS  SOB ORBE COROADA COM DIVINO ESPÍRITO SANTO EM REALÍSTICO FEITIO DE PÁSSARO COM ASAS ABERTAS. BASE FENESTRADA ESTILO DONA MARIA I. BRASIL, SEC. XIX.   26 CM DE ALTURA. 360 GNOTA: Este é um fato pitoresco ocorrido na Pindamonhangaba do início do século XIX. O pano de fundo do acontecimento é a Festa do Divino Espírito Santo. Em 4 de agosto de 1827 foi lavrado na VILLA DE NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO DE PINDAMONHANGABA um relato Nossa fonte é um documento datado de 4 de agosto de 1827, os autos de um processo legal. Naquele ano de 1827, o cidadão Salvador Francisco de Tolledo foi a juízo com a intenção de receber a quantia de oito mil réis que o padre Luís Justino Velho Columbreiro lhe devia e morrera sem lhe pagar. O padre mencionado, na ocasião em que contraíra a dívida era vigário colado (pároco) da Vila Real de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pindamonhangaba, mas foi na qualidade de imperador da Festa do Divino que havia acertado com Salvador de Tolledo que lhe pagaria dezesseis mil réis para que o mesmo saísse pela região levando a bandeira do divino, cantando na folia e recolhendo donativos dos fiéis para a realização dos festejos ao Divino Espírito Santo. Nesta missão Toledo teria passado três meses longe de casa, andando por caminhos agros (terra cultivada ou cultivável), espinhosos e cerros (colinas penhascosas).Como pagamento pelas andanças à cata de recursos para a festa, o padre pagara-lhe somente a metade, ou seja, oito mil réis, e não fora em dinheiro, mas em fazenda na logem de José Camillo Lelles. Tomando o termo logem como casa de comércio e atentando para o complemento logem de fazenda ceca utilizado pelo escrivão na ocasião do depoimento de José Camillo Lellles na qualidade de testemunha de Tolledo, e considerando o termo fazenda como mercadorias, pode-se concluir que o estabelecimento onde o padre havia autorizado seu credor a receber em mercadorias, comercializava gêneros sólidos e não molhados como vinho azeite e outras substâncias líquidas. E fora o que o contratado pelo então imperador do divino recebera, conforme confirmação do comerciante Lelles, acrescentando que sabia que o padre ficara devendo outra parte por ser da casa do falecido vigário, no sentido de ser conhecido da família, frequentar sua residência. Além do mercador Lelles, no processo foram inquiridas como testemunhas por parte de Francisco de Tolledo, o padre Claro Vieira Cortes. Este religioso declarou estar ciente da dívida do vigário, mas não se lembrava quanto ao tempo de duração da empreitada de Tolledo, se haviam sido mesmo três meses.Outra testemunha apresentada, Joaquim Ferreira da Silva, fora um dos integrantes da comitiva do divino liderada por Tolledo, um dos companheiros de folia. Segundo este, andaram mais de três meses pelos distritos da Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso, Taubaté São Luís, Cunha e outras localidades na mesma diligência de pedir esmolas Joaquim não só confirmou a dívida do padre, mas afirmou ser o vigário homem muito pouco inclinado a pagar o que devia. Consta na conclusão do processo, que não tendo sido apresentada nenhuma oposição por parte de José Cerqueira César, testamenteiro do padre Justino Velho Columbreiro, o juiz Antonio Melitão de Souza Aimbere determinou que apensa aos autos de inventário do finado devedor se lhe separassem bens para seu devido pagamento, sem prejuízo de terceiro. O vigário Luís Columbreiro foi ordenado padre pelo Seminário São José, do Rio de Janeiro, em 1779 fora responsável pela paróquia de Pindamonhangaba de 1793 a 1806. Seu falecimento se dera em 25 de agosto de 1826. Levando em conta esses dados, a cobrança vinha a juízo um ano após a morte do devedor. Ainda com bases no mesmo autor, mais curioso é o fato de a dívida haver sido contraída no período em que o padre exercia a função de pároco, isto é, pelo menos 20 anos antes. Supõe-se então que o credor tenha sido cobrado ao longo de duas décadas e nada do seu vigário soltar-lhe os cobres
  • PORCELANA DO PERÍODO GEORGE III -  MARCAS INCISAS ATRIBUIDAS A PORCLEANA DE CAUGHLEY (S INCISO REPRESENTANDO A PALAVRA SALOPIAM) E NUMERAÇÃO APLICADA MANUALMENTE. EXUBERANTE SERVIÇO PARA SOBREMESA EM PORCELANA COM DECORAÇÃO BOTÂNICA SOB FUNDO CELADON REMATADO EM OURO. APRESENTA FLORES EXOTICAS E SAMAMBAIS . COMPOSTO POR OITO PEÇAS: SÃO DOIS SUPORTES PARA SERVIÇO (COMPORTS) COM PÉS ELEVADOS EM FEITIO DE TAÇA INVERTIDA. TAMBEM SEIS PRATOS. A DECORAÇÃO É EXPLENDIDA, ELEGANTE E APAIXONANTE. INGLATERRA, FINAL DO SEC. XVIII. OS PRATOS TEM 23 CM DE DIAMETRO E OS COMPORTS TEM 23 X 12 CM. NOTA: As louças com decoração botânica no período georgiano na Inglaterra refletem o interesse científico e artístico da época pelas plantas, destacando-se por pinturas manuais detalhadas, uso da técnica de transferência (transferware) e inspiração em enciclopédias da natureza. A fascinação por botânica e jardinagem impulsionou a reprodução fiel de flores, folhas e espécimes reais nas peças de cerâmica e porcelana. As Fábricas usavam a pintura manual realista quanto a impressão por transferência em cobre, permitindo traços finos em massa branca. A porcelana com esmaltes simulando celadon aperfeiçoada no final do período, trazia uma base clara e translúcida que valorizava as cores das plantas.Principais Manufaturas: Chelsea e Derby: Pioneiras na pintura floral delicada e naturalista inspirada no estilo Rococó inicial. Worcester: Conhecida por buquês botânicos coloridos e detalhes dourados sobre fundos esmaltados. Wedgwood: Fundada por Josiah Wedgwood, inovou na cerâmica refinada com relevos e motivos inspirados na natureza e na antiguidade
  • PRATA DE LEI PERÍODO VITORIANO   FORMA PAR COM O OFERTADO NO LOTE A SEGUIR (COLOCAMOS NOS CRÉDITOS EXTRAS UMA FOTO COM OS DOIS JUNTOS PARA SUA REFERÊNCIA). COM MARCAS DE IMPORTAÇÃO PARA CIDADE DE CHESTER, IMPORTADOR BERTHOLD MÜLLER, UM INFLUENTE AGENTE IMPORTADOR E DISTRIBUIDOR DE JOIAS E PRATARIAS FINAS QUE OPERAVA EXTENSIVAMENTE EM LONDRES NO FINAL DO SÉCULO XIX E INÍCIO DO SÉCULO XX. LETRA DATA 1898. INUSITADO FLOREIRO EM PRATA DE LEI TEOR 925 COM FEITIO DE BOTA FEMININA DOTADA DE ESPORA. DECORADO COM CNEA REVIVALISTA APRESENTANDO A RAINHA ELIZABETH I MONTADA A CAVALO PRATICANDO FALCOARIA, PRÁTICA EM QUE ERA VERSADA. ATRAS DA MONTARIA DA RAINHA UM OUTRO CAVALEIRO VESTIDO COMO SOLDADO DA ERA TUDOR LEVA NO BRAÇO UM OUTRO FALCÃO. REQUINTADAS FLORES E RAMAGENS EM RELEVO DECORAM A PEÇA. NA FACE SUPERIOR O PRATEIRO SIMULOU A CUSCURA DO CALÇADO, OS FUROS PARA PASSAR O CORDÃO E UMA ROSÁCEA. O CANO DA BOTACONTEM UM FRASCO REMOVIVEL EM METAL COM BANHO EM OURO PARA CONTER A AGUA QUE MANTEM VIVAS AS FLORES  UMA PEÇA MARAVILHOSA, INVULGAR E PRÓPRIA PARA COLECIONISMO. FINAL DO SEC. XIX.18 X 23 CM   445 G (SEM CONSIDERAR O FRASCO DE METAL SOMENTE A PRATA) COM O FRASCO TEM 610 GNOTA: O período Tudor-elisabetano, é celebrado por sua cultura literária, dramática, sua música e cavalheirismo. A nobreza elisabetana gostava de um bom passatempo e sabia exatamente como obtê-lo. Os mais ricos, entretiam uns aos outros com grandes banquetes e alimentos caros (como os vindo do novo mundo), além de vinho, jogos, danças, músicas e esportes. Eles praticavam esportes como tênis, bowls, montaria, falcoaria ou caça. As mulheres também participavam de alguns esportes, além de tocarem instrumentos, dançarem, desenharem, costurarem e bordarem. Quando a rainha Elizabeth não estava muito ocupada com assuntos de estado, ela também adorava desfrutar de tais prazeres. As noites na Corte elisabetana, eram sempre repletas de entretenimentos, muitas vezes dedicados à rainha. Muitas vezes, haviam performances públicas realizadas especialmente para ela, embora Elizabeth desfrutasse mais de atividades mais discretas.Elizabeth gostava de andar a cavalo. Ela passava muitas horas cavalgando em alta velocidade, através dos jardins de seus palácios. Seu amor pelo esporte, aterrorizavam seus conselheiros, que temiam que ela pudesse ferir-se gravemente, ou até morrer de uma queda. Mas tais preocupações, nunca intimidaram Elizabeth, que continuou a cavalgar por longas distancias até o fim de sua vida. Mesmo na casa dos sessenta, ela poderia cavalgar uma distância de 17 km, algo que ela prontamente provou a um cortesão, quando este aconselhou-a de que por estar em idade avançada, deveria tomar uma carruagem. Elizabeth cansava suas damas de companhia por cavalgar rápido demais e no início de seu reinado, Robert Dudley, seu mestre da cavalaria, tinha de trazer novos cavalos da Irlanda, já que os cavalos pessoais da rainha, não eram fortes o suficiente para ela. Elizabeth e Dudley andavam a cavalo frequentemente. Ele foi provavelmente, o mais talentoso cavaleiro da Inglaterra e conseguia sem nenhum esforço, alcançar o vigor da rainha em suas velozes cavalgadas. No verão de 1560, Elizabeth e Dudley montaram juntos quase todos os dias, enquanto alguns de seus ministros lamentavam-se de que a ranha, estava negligenciando questões de Estado.Elizabeth também amava falcoaria e caça. Ela caçava cervos com seus cortesãos e quando o pobre animal era pego, ela era convidada a cortar sua garganta. Em 1575, o embaixador francês relatou que ela havia matado seis cervos com seu arco e flecha. A caça era um grande e demorado evento, podendo levar horas de um dia, por isto era frequente que a Rainha e seus cortesãos, muitas vezes fizessem um piquenique na floresta.Os elisabetanos não tinham noções de crueldade animal e desfrutavam de modo geral, de esportes violentos contra eles, como rinhas de ursos, briga de galo e de cães. Elizabeth gostava muito de rinhas de ursos. No entanto, os animais de estimação eram muito amados e bem cuidados. Os cavalos de Elizabeth, significavam muito para ela, eram muito bem tratados, desde a comida a escovação e muito provavelmente, ela tinha seus favoritos. Ela também tinha um pequeno cachorro (talvez vários ao longo do seu longo reinado), que ela amava muito e que estava sempre com ela.Além de participar de esportes, a Rainha também adorava assistir. Ela ocasionalmente assistia a jogos de tênis, especialmente se um de seus cortesãos favoritos estivessem jogando. Uma vez, ela vestiu-se como suas damas de companhia, para poder assistir secretamente Robert Dudley competir em um jogo de tiro, depois ela surpreendeu a todos, ao revelar sua identidade. Às vezes, torneios eram realizados e de 1572 em diante, grandes torneios eram realizados para comemorar o aniversário de coroação da rainha.Elizabeth amava o ar livre e gostava especialmente de fazer longas caminhadas em seus lindos e ornamentados jardins. Em seus muitos palácios, ela tinha terraços construídos, para que ela pudesse andar sossegada, longe de olhares indiscretos.Os elisabetanos, também adoravam a música e Elizabeth, não foi uma excessão. Ela foi uma talentosa musicista, tocando com primor virginais e alaúdes. Ela adorava entretenimentos musicais, chegando a incentivar vários músicos e compositores; também adorava a dança. Ela dançava de maneira difícil e exigente a galharda para manter-se em forma. Como prova de que era uma dança vigorosa, existe um registo de John Stanhope da época em que a rainha tinha por volta de 50 anos:A rainha está bem como eu lhe asseguro seus exercícios habituais são seis ou sete galhardas em um dia, além de tocar e cantarEla também adorava dançar A Volta com seus cortesãos. Nesta dança, as damas elegantemente pulavam no ar (embora nem todos acreditassem que fosse elegante; algumas pessoas acreditavam que era vergonhoso, pois muitas mulheres mostravam seus joelhos). Robert Dudley também gostava de dançar e ele, juntamente com Elizabeth, dançavam tão bem quanto cavalgavam. Ele tinha um dança com seu nome, chamada A dança de Leicester. Quando ficou mais velha, não podendo dançar tanto quanto costumava, Elizabeth gostava de assistir suas damas dançarem. Ela também gostava de cantar e supostamente, o fazia bem.Ela também foi patrona das artes e literatura e adorava assistir peças de teatro, bailes de máscaras e outras performances dramáticas. Ela tinha sua própria companhia de atores, chamada de Os atores da Rainha, e estes, muitas vezes executavam peças para ela e seus cortesãos. Robert Dudley também tinha sua própria companhia, e costumava pagá-los para realizarem peças para a rainha.Além de todos estes passatempos, ela também foi uma erudita incrivelmente talentosa e adorava aprender. Ela supostamente costumava estudar de duas à três horas por dia e lia muitos clássicos, além de possuir um amplo conhecimento de história. Sua habilidade para línguas, fazia com que ela pudesse ler livros em latim, grego ou francês e à medida que aprimorou suas leituras, passou a traduzir obras clássicas para o inglês. Poesia era outro de seus passatempos favoritos e alguns de seus poemas, existem até hoje. Veja a seguir, um dos poemas de Elizabeth I:Senhor em partida:Eu sofro e não atrevo-me a mostrar meu descontentamento,Eu amo e ainda assim, sou obrigada a parecer odiar,Eu o faço, embora não atrevo-me a dizer o que significou,Eu pareço uma muda resoluta, mas tagarelante por dentro,Eu sou e não sou, eu congelo e ainda sou queimada,Desde mim, outro eu tornei-me.Meu cuidado é como minha sombra no sol,Segue-me voando e voa quando o persigo,Fica e repousas sobre mim, acaso o que tenha feito,Seu cuidado tão familiar, acaso faz lamentar-me,Não significa que encontro um meio de tirá-lo de meu seio,Até que no fim das contas, o sufoco.Algumas gentis paixões, escorregam para dentro de minha mente,Pois sou macia e feita de neve derretida,Ó existe mais cruel amor e que assim, seja gentil,Deixe-me flutuar ou afundar, ir para o alto ou para baixo,Ou deixe-me viver com mais doce satisfação,Ou morrer e então, esquecer o que o amor significou.**Este foi o mais famoso e talvez mais elogiado poema de Elizabeth I. É popularmente conhecido como On Monsieur Departure, embora não haja nenhuma evidência, que conecte-o com a saída da Inglaterra, do último pretendente de Elizabeth, Francis, Duque de Alençon e Anjou.Bordados também eram um passatempo popular entre as mulheres. Maria Rainha dos Escoceses, foi uma bordadeira muito talentosa, Elizabeth também, chegando a passar noites bordando com suas damas de companhia.Haviam também passatempos para dias frios ou chuvosos, que eram realizados no conforto do palácio, como gamão, jogo de xadrez ou carteado. A irmã mais velha de Elizabeth, Maria I, foi uma ávida jogadora de cartas, uma das melhores e é provável que Elizabeth tenha aprendido com ela alguns truques e desfrutado de apostas com seus cortesãos. (TUDOR BRASIL PASSATEMPOS DA RAINHA EM: https://tudorbrasil.com.br/2014/10/16/elizabeth-i-parte-xi-passatempos-da-rainha/)
  • 1º BARÃO DE ITAMBÉ FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA (1780-1866)  BELO PRATO FUNDO PERTENCENTE AO SERVIÇO DO BARÃO DE ITAMBÉ. MANUFATURA EM PORCELANA DE PARIS. BORDA VERDE COM "VERMICULATED GROUND" REMATADO EM OURO. NA PARTE SUPERIOR, RESERVA ENRIQUECIDA COM MOTIVOS FLORAIS EM OURO, CONTENDO  OS DIZERES: "B. DE ITAMBÉ". AO CENTRO ROSÁCEA DOURADA. PASTA DURA. A MEU VER UM DOS MAIS BELOS SERVIÇOS DE PORCELANA DOS TITULARES BRASILEIROS. REPRODUZIDO NO LIVRO "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL" POR JENNY DREYFUS NA PAG. 275, SEM MARCA. FRANÇA. SÉCULO XIX. 24 CM DE DIÂMETRO.NOTA: Francisco foi titulado barão por Decreto de 15 de novembro de 1856 em função de vários serviços prestados ao Segundo Reinado, tomando tal designação toponímica de um pico e de uma povoação de Minas Gerais, onde se radicara sua família. Nasceu na Fazenda da Ilha, em Conceição da Barra (São João d'El Rei), em 6 de setembro de 1780, e faleceu em Vassouras em 22 de março de 1866, aos 85 anos, sendo filho do Capitão Francisco José Teixeira (nascido em 1750 em São Tiago da Cuxita, na Comarca de Guimarães, Arcebispado de Braga, Portugal e falecido em 1788 quando trabalhava como minerador no Rio das Mortes, em Minas Gerais) e de D. Ana Josefa de Souza (nascida em 1758 em São João d'El Rei e falecida em 23 de janeiro de 1808) e neto paterno de Belchior Gonçalves e de Helena Teixeira e materno de Manuel Martins de Carvalho e de Josefa de Souza Monteiro. Casou-se em 13 de setembro de 1802 com Francisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro, nascida também em São João d'El Rei no dia 4 de junho de 1781 e morta em Vassouras em 6 de setembro de 1864 aos 83 anos, por uma infeliz coincidência no dia do aniversário de 83 anos do marido. Era ela filha do sargento-mor José Leite Ribeiro e de D. Escolástica Maria de Jesus (nascida em 1745 no Distrito de Nazaré, também em São João d'El Rei, e falecida na mesma cidade em 25 de junho de 1823, aos 78 anos de idade), sendo neta paterna de Francisco Leite Ribeiro e de Isabel Ferreira e materna do sargento-mor Lourenço Correia Sardinha (nascido em Portugal em data ignorada e falecido em Minas Gerais em 1747) e de Maria da Assunção Morais (nascida em São João d'El Rei em 1721 e ali morta em 1763). Francisca Bernardina também era sobrinha do barão de Itamarandiba (Joaquim Vidal Leite Ribeiro), sendo sua mãe irmã do barão de Ayuruóca ou Airuóca (Custódio Ferreira Leite). O barão de Itambé foi um banqueiro de grande renome em toda a área do Vale do Paraíba e político de imenso prestígio e respeito, principalmente em Vassouras, cidade em que desenvolveu vários trabalhos sociais. A propósito, deixou ele no centro de Vassouras e bem ao lado da Matriz um belo palacete edificado entre 1848 e 1849 por José Joaquim Botelho. Trata-se de uma rica e elegante construção assobradada, com cobertura em telha de canal, de pé direito elevado. No sobrado, na parte central, há um amplo salão com três portas que se abrem para a varanda corrida com guarda-corpo de ferro e belos desenhos nas vidraças das portas. Por sua vez, o pavimento térreo, que é mais longo que o segundo, possui cinco janelas. À direita do solar, lateralmente, aparece o pórtico de entrada para a chácara, dotado de portão de ferro robusto e desenho refinado, encimado por frontão partido que tem ao centro uma gárgula de louça. O belo prédio hoje pertence à Universidade de Vassouras.Os barões de Itambé geraram 11 filhos (8 homens e 3 mulheres), sendo que o segundo - Francisco José Teixeira Leite - foi titulado barão de Vassouras em 1871. Além de banqueiro, o barão de Itambé foi também agricultor e prestigiado chefe político, tendo sido agraciado pelo Império como Comendador da Imperial Ordem da Rosa.A descendência o barão de Itambé 01. JOSÉ EUGÊNIO TEIXEIRA LEITE (1803-1873), nascido em 28 de julho de 1803 em Conceição da Barra. Casado em 25 de janeiro de 1835 com Maria Guilhermina Cândida Teixeira Leite, sua prima. O casal teve 6 filhos (José Eugênio Filho, Francisco Leopoldo, Maria, João, Francisca e Ana). 02. FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA LEITE, O BARÃO DE VASSOURAS (1804-1884), casado uma primeira vez com sua prima Ana Esméria Teixeira Leite e uma segunda vez com outra prima, Alexandrina Teixeira Leite. Com a primeira esposa ele gerou 7 filhos e com a segunda mais  11 descendentes. Esse barão merecerá um capítulo futuro. 03. JOÃO EVANGELISTA TEIXEIRA LEITE (1807-1861), nascido em Conceição da Barra em 15 de maio de 1807. Casado em 26 de outubro de 1837 com Ana Bernardina de Carvalho, nascida em 1816 e falecida em 1851, filha do 1º Barão do Amparo. O casal gerou 5 filhos, sendo que a terceira (Amélia Eugênia Teixeira Leite) casou-se com Joaquim Gomes Leite de Carvalho, o 2º barão do Amparo, seu tio. Os outros quatro foram João Evangelista Filho, Francisco Augusto, Francisca Bernardina e Ana Bernardina. 04. MARIANA (OU MARIA ALEXANDRINA) TEIXEIRA LEITE (1808-1842), nascida em Conceição da Barra em 18 de dezembro de 1808 e falecida em São João d'El Rei em 28 de junho de 1842. Casada em 2 de novembro de 1827 com Batista Caetano de Almeida (nascido em 3 de maio de 1797 e falecido em 24 de junho de 1839), com quem gerou 5 filhos (Mariana, Emília, Batista Caetano Filho, Manoel e Francisca Bernardina). 05. ANTÔNIO CARLOS TEIXEIRA LEITE (1810-1877), nascido em Conceição da Barra em 26 de julho de 1810 e morto em 20 de outubro de 1810. Casado em primeiras núpcias com Maria Jesuína Teixeira Leite, sua contraparente, não se descobrindo registro de filhos para eles. Casado uma segunda vez com Umbelina Cândida Teixeira Leite, sua prima, teve com ela 8 filhos (João Olímpio, Antônio Carlos, Custódio Sobrinho, Umbelina, Ernestina, Carlos Alberto, Jorge Luiz e Luciano Arnaldo). 06 JOAQUIM JOSÉ TEIXEIRA LEITE (1812-1872), nascido em Conceição da Barra e batizado na Matriz daquela cidade em 6 de fevereiro de 1812. Faleceu em Vassouras em 14 de novembro de 1872. Casado em 15 de agosto de 1847 com Ana Esméria Corrêa e Castro, filha de Laureano Corrêa e Castro, o barão de Campo Belo. O casal teve apenas duas filhas: Francisca e Eufrásia Teixeira Leite, esta nascida em 1850. Eufrásia herdou dos pais, entre outros vários bens, a Chácara da Hera. 07. CARLOS TEIXEIRA LEITE (1814-1873), nascido em Conceição da Barra, onde foi batizado em 28 de julho de 1814. Casado na mesma cidade, em primeiras núpcias, em 6 de setembro de 1844, com sua sobrinha Mariana Alexandrina Teixeira de Almeida (filha de Batista Caetano e Maria Alexandrina), com quem gerou três filhos (Mariana, Carlos e Luciano). De um segundo casamento com Carlota Augusta do Couto Teixeira, em 18 de outubro de 1858, nasceram mais 5 filhos (Francisca, Francisco José, Ernesto, Julieta e Estefânia). 08.ANA JESUÍNA C NDIDA TEIXEIRA LEITE (1815-1899), nascida em Conceição da Barra em 10 de dezembro de 1815. Casada com o Comendador Luciano Leite Ribeiro. Não se conhecem descendentes do casal. 09. MARIA GABRIELA TEIXEIRA LEITE (1817-1883), nascida em Conceição da Barra em 28 de setembro de 1817 e falecida em 21 de agosto de 1883. Casada, em 6 de setembro de 1844, com o Major Francisco José Teixeira e Souza, seu primo nascido em 1800. Tiveram 5 descendentes, sendo que a filha Emília Gabriela Teixeira Leite e Souza tornou-se esposa de Manuel Gomes de Carvalho, o barão do Rio Negro. 10. CUSTÓDIO TEIXEIRA LEITE (1819-1883), nascido em Conceição da Barra em 1819 e falecido na cidade de Nice, na França, em 1 de fevereiro de 1883. Casado com sua prima Teresa Vidal Leite Ribeiro. Tiveram três filhos falecidos solteiros, cujos nomes não se tornaram conhecidos. 11. PEDRO TEIXEIRA LEITE - Sem maiores dados.
  • 1º BARÃO DE ITAMBÉ FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA (1780-1866)  BELO PRATO RASO PERTENCENTE AO SERVIÇO DO BARÃO DE ITAMBÉ. MANUFATURA EM PORCELANA DE PARIS. BORDA VERDE COM "VERMICULATED GROUND" REMATADO EM OURO. NA PARTE SUPERIOR, RESERVA ENRIQUECIDA COM MOTIVOS FLORAIS EM OURO, CONTENDO  OS DIZERES: "B. DE ITAMBÉ". AO CENTRO ROSÁCEA DOURADA. PASTA DURA. A MEU VER UM DOS MAIS BELOS SERVIÇOS DE PORCELANA DOS TITULARES BRASILEIROS. REPRODUZIDO NO LIVRO "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL" POR JENNY DREYFUS NA PAG. 275, SEM MARCA. FRANÇA. SÉCULO XIX. 24 CM DE DIÂMETRO.NOTA: Francisco foi titulado barão por Decreto de 15 de novembro de 1856 em função de vários serviços prestados ao Segundo Reinado, tomando tal designação toponímica de um pico e de uma povoação de Minas Gerais, onde se radicara sua família. Nasceu na Fazenda da Ilha, em Conceição da Barra (São João d'El Rei), em 6 de setembro de 1780, e faleceu em Vassouras em 22 de março de 1866, aos 85 anos, sendo filho do Capitão Francisco José Teixeira (nascido em 1750 em São Tiago da Cuxita, na Comarca de Guimarães, Arcebispado de Braga, Portugal e falecido em 1788 quando trabalhava como minerador no Rio das Mortes, em Minas Gerais) e de D. Ana Josefa de Souza (nascida em 1758 em São João d'El Rei e falecida em 23 de janeiro de 1808) e neto paterno de Belchior Gonçalves e de Helena Teixeira e materno de Manuel Martins de Carvalho e de Josefa de Souza Monteiro. Casou-se em 13 de setembro de 1802 com Francisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro, nascida também em São João d'El Rei no dia 4 de junho de 1781 e morta em Vassouras em 6 de setembro de 1864 aos 83 anos, por uma infeliz coincidência no dia do aniversário de 83 anos do marido. Era ela filha do sargento-mor José Leite Ribeiro e de D. Escolástica Maria de Jesus (nascida em 1745 no Distrito de Nazaré, também em São João d'El Rei, e falecida na mesma cidade em 25 de junho de 1823, aos 78 anos de idade), sendo neta paterna de Francisco Leite Ribeiro e de Isabel Ferreira e materna do sargento-mor Lourenço Correia Sardinha (nascido em Portugal em data ignorada e falecido em Minas Gerais em 1747) e de Maria da Assunção Morais (nascida em São João d'El Rei em 1721 e ali morta em 1763). Francisca Bernardina também era sobrinha do barão de Itamarandiba (Joaquim Vidal Leite Ribeiro), sendo sua mãe irmã do barão de Ayuruóca ou Airuóca (Custódio Ferreira Leite). O barão de Itambé foi um banqueiro de grande renome em toda a área do Vale do Paraíba e político de imenso prestígio e respeito, principalmente em Vassouras, cidade em que desenvolveu vários trabalhos sociais. A propósito, deixou ele no centro de Vassouras e bem ao lado da Matriz um belo palacete edificado entre 1848 e 1849 por José Joaquim Botelho. Trata-se de uma rica e elegante construção assobradada, com cobertura em telha de canal, de pé direito elevado. No sobrado, na parte central, há um amplo salão com três portas que se abrem para a varanda corrida com guarda-corpo de ferro e belos desenhos nas vidraças das portas. Por sua vez, o pavimento térreo, que é mais longo que o segundo, possui cinco janelas. À direita do solar, lateralmente, aparece o pórtico de entrada para a chácara, dotado de portão de ferro robusto e desenho refinado, encimado por frontão partido que tem ao centro uma gárgula de louça. O belo prédio hoje pertence à Universidade de Vassouras.Os barões de Itambé geraram 11 filhos (8 homens e 3 mulheres), sendo que o segundo - Francisco José Teixeira Leite - foi titulado barão de Vassouras em 1871. Além de banqueiro, o barão de Itambé foi também agricultor e prestigiado chefe político, tendo sido agraciado pelo Império como Comendador da Imperial Ordem da Rosa.A descendência o barão de Itambé 01. JOSÉ EUGÊNIO TEIXEIRA LEITE (1803-1873), nascido em 28 de julho de 1803 em Conceição da Barra. Casado em 25 de janeiro de 1835 com Maria Guilhermina Cândida Teixeira Leite, sua prima. O casal teve 6 filhos (José Eugênio Filho, Francisco Leopoldo, Maria, João, Francisca e Ana). 02. FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA LEITE, O BARÃO DE VASSOURAS (1804-1884), casado uma primeira vez com sua prima Ana Esméria Teixeira Leite e uma segunda vez com outra prima, Alexandrina Teixeira Leite. Com a primeira esposa ele gerou 7 filhos e com a segunda mais  11 descendentes. Esse barão merecerá um capítulo futuro. 03. JOÃO EVANGELISTA TEIXEIRA LEITE (1807-1861), nascido em Conceição da Barra em 15 de maio de 1807. Casado em 26 de outubro de 1837 com Ana Bernardina de Carvalho, nascida em 1816 e falecida em 1851, filha do 1º Barão do Amparo. O casal gerou 5 filhos, sendo que a terceira (Amélia Eugênia Teixeira Leite) casou-se com Joaquim Gomes Leite de Carvalho, o 2º barão do Amparo, seu tio. Os outros quatro foram João Evangelista Filho, Francisco Augusto, Francisca Bernardina e Ana Bernardina. 04. MARIANA (OU MARIA ALEXANDRINA) TEIXEIRA LEITE (1808-1842), nascida em Conceição da Barra em 18 de dezembro de 1808 e falecida em São João d'El Rei em 28 de junho de 1842. Casada em 2 de novembro de 1827 com Batista Caetano de Almeida (nascido em 3 de maio de 1797 e falecido em 24 de junho de 1839), com quem gerou 5 filhos (Mariana, Emília, Batista Caetano Filho, Manoel e Francisca Bernardina). 05. ANTÔNIO CARLOS TEIXEIRA LEITE (1810-1877), nascido em Conceição da Barra em 26 de julho de 1810 e morto em 20 de outubro de 1810. Casado em primeiras núpcias com Maria Jesuína Teixeira Leite, sua contraparente, não se descobrindo registro de filhos para eles. Casado uma segunda vez com Umbelina Cândida Teixeira Leite, sua prima, teve com ela 8 filhos (João Olímpio, Antônio Carlos, Custódio Sobrinho, Umbelina, Ernestina, Carlos Alberto, Jorge Luiz e Luciano Arnaldo). 06 JOAQUIM JOSÉ TEIXEIRA LEITE (1812-1872), nascido em Conceição da Barra e batizado na Matriz daquela cidade em 6 de fevereiro de 1812. Faleceu em Vassouras em 14 de novembro de 1872. Casado em 15 de agosto de 1847 com Ana Esméria Corrêa e Castro, filha de Laureano Corrêa e Castro, o barão de Campo Belo. O casal teve apenas duas filhas: Francisca e Eufrásia Teixeira Leite, esta nascida em 1850. Eufrásia herdou dos pais, entre outros vários bens, a Chácara da Hera. 07. CARLOS TEIXEIRA LEITE (1814-1873), nascido em Conceição da Barra, onde foi batizado em 28 de julho de 1814. Casado na mesma cidade, em primeiras núpcias, em 6 de setembro de 1844, com sua sobrinha Mariana Alexandrina Teixeira de Almeida (filha de Batista Caetano e Maria Alexandrina), com quem gerou três filhos (Mariana, Carlos e Luciano). De um segundo casamento com Carlota Augusta do Couto Teixeira, em 18 de outubro de 1858, nasceram mais 5 filhos (Francisca, Francisco José, Ernesto, Julieta e Estefânia). 08.ANA JESUÍNA C NDIDA TEIXEIRA LEITE (1815-1899), nascida em Conceição da Barra em 10 de dezembro de 1815. Casada com o Comendador Luciano Leite Ribeiro. Não se conhecem descendentes do casal. 09. MARIA GABRIELA TEIXEIRA LEITE (1817-1883), nascida em Conceição da Barra em 28 de setembro de 1817 e falecida em 21 de agosto de 1883. Casada, em 6 de setembro de 1844, com o Major Francisco José Teixeira e Souza, seu primo nascido em 1800. Tiveram 5 descendentes, sendo que a filha Emília Gabriela Teixeira Leite e Souza tornou-se esposa de Manuel Gomes de Carvalho, o barão do Rio Negro. 10. CUSTÓDIO TEIXEIRA LEITE (1819-1883), nascido em Conceição da Barra em 1819 e falecido na cidade de Nice, na França, em 1 de fevereiro de 1883. Casado com sua prima Teresa Vidal Leite Ribeiro. Tiveram três filhos falecidos solteiros, cujos nomes não se tornaram conhecidos. 11. PEDRO TEIXEIRA LEITE - Sem maiores dados.
  • 1º BARÃO DE ITAMBÉ FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA GRANDE E MAGNÍFICA TRAVESSA EM PORCELANA DE PARIS COM SUNTUOSA DECORAÇÃO EM "VERMICULATED GROUND" REMATADO EM OURO. É O PRESENTOIR DA LEGUMEIRA APREGOADA NO LOTE ANTERIOR E IDENTICO AO CONJUNTO APRESENTADO NOS DOIS LOTES ANTERIORES. A TITULO DE REFERÊNCIA APRESENTAREMOS NO ÚLTIMO LOTE DESSE LOTE A FOTOGRAFIA DA LEGUMEIRA SOBRE O PREENTOIR. BORDA VERDE COM "VERMICULATED GROUND" REMATADO EM OURO. NA PARTE SUPERIOR, RESERVA ENRIQUECIDA COM MOTIVOS FLORAIS EM OURO, CONTENDO OS DIZERES: "B. DE ITAMBÉ". AO CENTRO ROSÁCEA DOURADA. PASTA DURA. REPRODUZIDO NO LIVRO "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL" POR JENNY DREYFUS NA PAG. 275, SEM MARCA. FRANÇA. SÉCULO XIX. 46 CM DE DIÂMETRO FRANÇA, SEC. XIX. 33 CM DE COMPRIMENTO.
  • 1º BARÃO DE ITAMBÉ FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA (1780-1866)  PRINCIPESCA TERRINE PERTENCENTE AO SERVIÇO DO BARÃO DE ITAMBÉ. A TRAVESSA QUE LHE SERVE COMO PRESENTOIR SERÁ APRESENTADA NO LOTE A SEGUIR. ESTE CONJUNTO FORMADO PELO LOTE ATUAL E O PRÓXIMO É IDENTICO AO APRESENTADO NOS DOIS LOTES ANTERIORES.  MANUFATURA EM PORCELANA DE PARIS. BORDA VERDE COM "VERMICULATED GROUND" REMATADO EM OURO. NA TAMPA E NO CORPO  RESERVAS ENRIQUECIDAS COM MOTIVOS FLORAIS EM OURO, CONTENDO OS DIZERES: "B. DE ITAMBÉ".A TAMPA TEM ESPETAULAR PEGA DUPLA TRANÇADA QUE SE ERGUE MAJESTOSAMENTE SOBRE O CONJUNTO. ELEVADA SOBRE QUATRO FORMIDÁVEIS PÉS REMATADOS EM OURO. REPRODUZIDO NO LIVRO "LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL" POR JENNY DREYFUS NA PAG. 275, SEM MARCA. FRANÇA. SÉCULO XIX. 32 CM DE DIAMETRO.

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