Peças para o próximo leilão

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  • PRINCIPESCO ANEL EM PLATINA COM CRAVAÇÃO DE GRANDE ESMERALDA DE OTIMA QUALIDADE COM OITO CT  EMOLDURADA POR BRILHANTES. PERTENCEU A UM CONDE ITALIANO QUE VIVEU NO BRASIL EMIGRADO JUNTAMENTE COM O CONDE MATARAZZO. ARO 7, 8,8 G.
  • FABULOSO TANKAR EM MARFIM COM ALMA EM PEWTER. DE MUITO GRANDE DIMENSÃO ESSE TANKAR SEISCENTISTA REPRESENTA COM MAGNIFICOS ENTALHES A DECUSA DIANAEPRESENTANDO FIGURA DA DEUSA DIANA EM DUAS CENAS. NUMA DELAS A DEUSE ESTÁ SENTADA SOB FRONDOSA ÁRVORE COM UM CÃO A SEUS PÉS SENDO SERVIDA POR PUCCI, AO SEU LADO ACTEON QUE CARREGA EM SUAS COSTAS UM CERVO ABATIDO. EM OUTRA CENA CERCADA POR SUAS NINFAS ESTÁ DIANA DESNUDA PREPARANDO-SE PARA O BANHO. AS DUAS CENAS APONTAM PARA O DESENROLAR DO DRAMA DA TRANSFORMAÇÃO DE ACTEON EM CERVO APÓS ESPIONAR O BANHO DA DEUSA CASTA. A ALÇA TEM FEITO DE DOPHIM. UMA OBRA DIGNA DE QUALQUER MUSEU REAL EUROPEU! EUROPA, SEC. XVII. 28 CM DE ALTURA.NOTA: O mito de Diana e Acteon pode ser encontrado na obra Metamorfoses, de Ovídio. O conto narra o destino infeliz de um jovem caçador chamado Acteon, que era neto de Cadmo, e seu encontro com Ártemis, chamada pelos romanos de Diana, deusa da caça e conhecida pela sua castidade. No episódio, a deusa está nua e desfruta de um banho, durante a primavera, com a ajuda de sua escolta de ninfas, quando o homem mortal inconscientemente se depara com a cena. As ninfas gritam de surpresa e tentam cobrir Diana, que espirra água em Acteon, em um ataque de fúria envergonhada.Ele é transformado em um cervo com couro manchado, chifres longos e perde a sua capacidade de falar. Em seguida, foge com medo. Pouco tempo depois, no entanto, seu cães o encontram e o matam, deixando de reconhecer seu próprio mestre
  • PRECIOSA PULSEIRA EM PLATINA CRAVEJADA COM APROXIIMADAMENTE 150 BRIHANTES TALHE ANTUÉRPIA TOTALIZANDO APROXIMADAMENTE 15 CT. A PEDRA CENTRAL TEM 0,80 CT. CRAVAÇÃO INGLESA. JÓIA EXCEPCIONAL E SUNTUOSA!  19 CM DE COMPRIMENTO.56,8 G
  • MAGNIFICO ORATÓRIO E CREDÊNCIA EM MADEIRA DE EXCEPCIONAL FATURA. COSNTRUIDO EM DOIS CORPOS, O ORATORIO TEM PORTAS ALMOFADADADAS, BELA CIMALHA. DOBRADIÇAS DE CANETA. O INTERIOR TEM PEANHAS REMATADAS EM OURO BRUNIDO. A CREDENCIA TEM GAVETA CENTRAL, PÉS ARQUEADOS REMATADOS POR FOLHA DE ACANTO E BASE COM FEITIO DE GARRAS. ELEGANTE CONJUNTO! BRASIL, INICIO DO SEC. XIX. MEDIDAS DO ORATORIO: 140 H X 86 L X 36 P A CREDENCIA TEM 88 (H) X 93 (C) X55 (P). A ser retirado na residencia da familia no Bairro Jardim Europa, cidade de São Paulo
  • SHIBAYAMA MESTRE MASAMITSU O UM DOS MAIORES ESCULTORES  EM MARFIM DO PERÍODO MEIJI  FOI SEU DISCÍPULO O GRANDE ESCULTOR IMPERIAL ISHIKAWA KOMEI i  PALACIANO VASO EM MARFIM COM DECORAÇÃO SHIBAYAMA EM MADREPÉROLA, CORAL, CASCO DE TARTARUGA, OSSO E PEDRAS SEMI PRECIOSAS. EM UM LADO EXUBERANTE DECORAÇÃO COM GALOS SOBRE CEREJEIRA EM FLOR, PÁSSAROS E FLORES. NA FACE OPOSTA PÁSSAROS EM TORNO DE MAGNIFICENTE ARRANJO FLORAL. POSSUI ASSINATURA DO MESTRE MASAMITSU EM PLACA DE MADREPÉROLA. MASAMITSU (NOME ARTÍSTICO DE KIKUGAWA TAZAEMON), NASCIDO EM 1822 FOI CÉLEBRE PELA ESCULTURA DE NETZUKES COM FIGURAS HUMANAS ELABORADAS E PEIXES OS QUAIS EXPORTOU PARA O OCIDENTE ATRAVÉS DE HACHISUKAYA YOSHINOSUKE E OUTROS COMERCIANTES DE YOKOROMA QUE APROVEITARAM A ABERTURA DOS PORTOS JAPONESES AO COMÉRCIO EXTERIOR EM 1859.  NA DÉCADA DE 60 TOMOU POR DISCIPULO AQUELE QUE VIRIA A SER O MAIS IMPORTANTE ESCULTOR EM MARFIM DO PERÍODO MEIJI, Ishikawa Kmei. ISHIKAWA ESTEVE DURANTE DEZ ANOS SOB OS ENSINAMENTOS DESSE MESTRE. AS OBRAS DE ISHIKAWA GANHARAM O MUNDO, ADOTOU ENTÃO O NOME KOMEI RETIRADO DO INICIO DO NOME DE SEU MESTRE MASAMITSU(MITSU) QUE SIGNFICA LUZ. ESSA MAGNIFICA PRODUÇÃO EM SHIBAIAMA DO LENDÁRIO MESTRE MASANITSU ESTA ACOMODADA SOBRE ELEGANTE PASE EM MADEIRA COM ENCAIXE ESPECIAL PARA ACOMODAÇÃO DO VASO, BASE E VASO SÃO OBRAS DO MESTRE MASAMITSU. JOBRAS DO MESTRE MASAMITSU  ESTÃO PRESENTES NAS PRINCIPAIS COLEÇÕES DE MARFINS ORIENTAIS DO MUNDO, INCLUINDO A COLEÇÃO IMPERIAL JAPONESA. JAPÃO, MEADOS DO SEC. XIX. 55 CM DE ALTURA (COM A BASE). 37 CM DE ALTURA (SOMENTE O VASO) QEU TEM 11 CM DE DIAMETRO E INCRIVEIS 2 CM DE ESPESSURA DE MARFIM. NOTA: Depois que os portos do tratado foram abertos em 1859, a importação de mercadorias baratas e produzidas em massa devastou inicialmente as indústrias de artesanato japonesas. No entanto, o crescente interesse pela arte japonesa após a Exposição Universal de Paris em 1867 criou novos mercados. O governo Meiji foi rápido em descobrir que a exportação de artesanato era uma maneira de compensar o saldo negativo do comércio e envidou grandes esforços para exportar arte e artesanato japoneses sob a supervisão do Ministério da Agricultura e Comércio. Por exemplo, o valor das exportações de cerâmica, auxiliado pelo apoio do governo, aumentou quinhentos por cento de 1880 a 1900.  13 A arte de exportação era geralmente hibridizada de elementos tradicionais e ocidentais, mas não apenas trazia uma receita desesperadamente necessária, como sugeria que uma estética japonesa era, se não superior, pelo menos compatível com uma ocidental. A escultura em marfim, que se espalhou durante o período Edo, atingiu um pico na produção de Meiji para os mercados ocidentais.
  • GUANYIN AVALOKITESVARA  DINASTIA MING  PRECIOSA ESCULTURA EM BRONZE COM RESQUICIOS DE DOURAÇÃO E POLICROMIA PROVENIENTE DA PRODUÇÃO DO PERÍODO MING CHINÊS.  REPRESENTA A BODHISATTVA SENTADA EM VAJRASANA, COM MÃO DIREITA EM KARANA MUDRAE A MÃO ESQUERDA SEGURANDO UMA TIGELA DE ESMOLAS. VESTE MANTO MONÁSTICO ESVOAÇANTE, ABERTO NO PEITO REVELANDO JÓIAS ELABORADAS. OS CABELOS SÃO ATADOS EM TRANÇAS DESCENDO PELOS OMBROS EM UM PENTEADO ALTO ATRÁS DE REQUINTADA  COROA, COMPLEXA E BONITA QUE  INCORPORA IMAGEM DO BUDA AMITABHA. OS DETALHES SÃO DESTACADOS COM PIMENTOS EM VERMELHO, O ROSTO É BONITO E REDONDO, E A EXPRESSÃO É SOLENE, MAS SUAVE. O COQUE É ALTO, AS ORELHAS SÃO ALTAS E OS OMBROS SÃO CAÍDOS, E A PONTA DO LÓBULO DA ORELHA É USADA COM BRINCO. OS DETALHES DESTA ESTÁTUA SÃO TRATADOS DE FORMA METICULOSA, VÍVIDOS, OS DETALHES MOSTRAM A SOBERBA HABILIDADE DO ESCULTOR. COMBINA O GOSTO ESTÉTICO DA ARTE CHINESA E TIBETANA COM AS TÉCNICAS DE EXPRESSÃO. UM PAR DE MÃOS HÁBEIS DO ARTESÃO CRIOU UMA ESTÁTUA REQUINTADA DE BODHISATTVA. COM O PASSAR DO TEMPO, O CHUMBO É LAVADO. DEPOIS DE CENTENAS DE ANOS DE VENTO, GEADA, CHUVA E NEVE, EROSÃO PELO SOL E PELA LUA, MAS A BELEZA DO PASSADO AINDA SUBSISTE E SE IMPÕE.  A PARTE DE BAIXO TEM PROTEÇÃO DE MADEIRA, E NO INTERIOR ANTIGOS CHUMAÇOS DE ALGODÃO RESGUARDAM MANDALAS E AMULETOS. CHINA, DINASTIA MING, 20 CM DE ALTURA. NOTA: Em meados do século XIII, o Império Mongol começou a se expandir para o mundo exterior. Depois de destruir as Dinastias Liao, Jin e Song, entrou nas Planícies Centrais e estabeleceu a Dinastia Yuan, a primeira dinastia unificada estabelecida por minorias étnicas na China. história. Embora a história da Dinastia Yuan tenha apenas noventa e oito anos, ela trata várias religiões com cortesia. Os mongóis trouxeram o budismo tibetano para as planícies centrais, e o estilo da combinação de Han e segredos apareceu. Mais tarde, Zhu Yuanzhang proclamou o imperador, e o país foi chamado de "Da Ming". Durante o reinado da Dinastia Ming, o confucionismo, o budismo e o taoísmo foram altamente considerados pelos governantes como uma das ferramentas dominantes, o que de certa forma tornou o budismo, o taoísmo e o confucionismo secularizados e popularizados. Antes da Dinastia Tang, a maioria das estátuas de Bodhisattva eram masculinas, marcadas com uma barba nos lábios, em pé ou sentadas eram masculinas. Após a Dinastia Tang, a estátua Avalokitesvara Bodhisattva gradualmente se aproximou da imagem feminina, com um rosto redondo e roliço, e um rosto mais bonito e suave. Nas dinastias Song e Ming, era completamente feminino. No entanto, o Buda não tem forma, e todas as formas evoluem com todos os seres vivos.
  • FABULOSA MESA DE SALÃO SETECENTISTA CONSTRUÍDA EM MADEIRA COM IMPRESSIONANTE MARCHETARIA INCORPORANDO EBANO, NOGUEIRA, OLIVEIRA E AZEVINHO.  ESTILO RENASCENCE FRANCESA LOUIS XIII,  TRABALHO DE TOULOUSE DO INICIO DO SEC. XVII. DOTADA DE QUATRO PERNAS EM BALAÚSTRE COM MARCHETARIA DE RAMOS E BOTÕES FLORAIS. AS PERNAS SÃO REUNIDAS POR TRAVE EM X COM SEUS SEGMENTOS TAMBÉM MARCHETADOS COM RAMOS E BOTÕES. O ENCONTRO DAS TRAVES SE DÁ EM UM CIRCULO CENTRAL MARCHETADO COM GRANDE BORBOLETA. A CAIXA É TAMBÉM TOTALMENTE MARCHETADA COM RAMOS, FLORES E VOLUTAS POSSUINDO UMA GRANDE GAVETA. O TAMPO TEM EXUBERANTE MARCHETARIA COMS FLORES, RAMAGENS, RESERVAS COM PEQUENOS PÁSSAROS E TRÊS  FRISOS MARCHETADOS COM ÉBANO E MADEIRA CLARA SENDO UM PRÓXIMO A EXTREMIDADE, UM A MEIO CAMINHO DO CENTRO ONDE SÃO APRESENTADOS QUATRO GRANDES FALCÕES EM CADA FLANCO E AO CENTRO UM FRISO LOBADO EMOLDURA GRANDE ARRANJO FLORAL. OS ELEMENTOS DE FALCONARIA INDICAM SER ESSA UMA MESA QUE FOI FEITA PARA UMA SALA ARISTOCRÁTICA, A FALCOARIA FOI DURANTE O REINADO DE LOUIS XIII ELEVADA A CONDIÇÃO DE ESPORTE PREFERIDO DO REI. ESSA MESA É UM EXEMPLO DE VIRTUOSE, COM ELEVAOO VALOR DECORATIVO E HISTÓRICO COMO MAGNÍFICO EXEMPLAR DA FORNITURE LOUIS XIII. FRANÇA, INICIO DO SEC. XVII, 114 X 83 X 79 CMNOTA: Na França , a falcoaria atingiu seu auge de complexidade, escala e magnificência no século XVII sob o esplendor de  Luís XIII.  A  falcoaria do rei consistia de 300 aves. Eram especializadas em seis categorias para o vôo da garça, o vôo do papagaio e do corvo, o vôo sobre o rio, o vôo da perdiz, e assim por diante. Numerosas pinturas, tapeçarias e obras de literatura sobrevivem deste período. Tornou-se fora da lei após a revolução quando um escriba negligenciou a inclusão da falcoaria na lista de técnicas de caça aceitáveis na legislação de caça de 1844 e, embora continuasse sob o Império, não havia disposição legal para isso. Um avivamento veio após a última guerra. Em 1945 foi formada a Association Nationale des Fauconniers et Autoursiers Francais (ANFA). O objetivo era legalizar, reviver e popularizar a falcoaria e proteger as aves de rapina. Foi fundamental para obter proteção legal total para as aves de rapina francesas. Hoje, A França tem um significado especial para o patrimônio cultural da falcoaria. Em 1999, submeteu a coleção Pierre-Amédée Pichot ao Museu de Arles para inclusão no Registro Mundial da UNESCO; é, sem dúvida, um dos arquivos relacionados à falcoaria mais significativos do mundo. O International Musée de la Venerie em Gien também tem uma coleção de falcoaria, incluindo belas artes e tapeçarias significativas.
  • SERVIÇO DAS CORÇAS DE DOM JOÃO VI  COMPANHIA DAS INDIAS REINADO JIAQING  EX COLEÇÃO ALCIDES VIDIGAL.  D. JOÃO VI - TRAVESSA DE FORMA OVAL EM PORCELANA CIA DAS ÍNDIAS, ESMALTES FAMÍLIA VERDE. BORDA DECORADA COM DRAGÕES EM OCRE E QUATRO RESERVAS COM SOL, CALDEIRA COM CENA REPRESENTANDO FIGURAS E CORÇA. UM DOS MAIS RICOS SERVIÇOS DE D. JOÃO VI. PEÇA DO MESMO SERVIÇO REPRODUZIDA À PÁG. 99 DO LIVRO LOUÇA DA ARISTOCRACIA DO BRASIL, POR JENNY DREYFEUS. CHINA, SEC. XVIII. 34 CM DE COMPRIMENTONOTA: De acordo com Leila Mezan Algranti, em seu artigo: Em torno da mesa do rei: artefatos, convivialidade e celebração no Rio de Janeiro joanino, em 26 de abril de 1821, após doze anos de estadia no Rio de Janeiro, iniciava-se a viagem de regresso de D. João VI a Portugal a fim de, mais uma vez, preservar sua Coroa e domínios. Para a autora, a partida da Corte foi precedida de muitas indecisões políticas e de intensos preparativos de ordem prática, da mesma forma como acontecera ao viajar para o Brasil, em 1807. Naquela ocasião, em meio aos riscos de invasão do Exército napoleônico, foi necessário acomodar nas embarcações não só os ilustres passageiros, mas também um conjunto imenso e variado de coisas destinadas ao uso particular de seus proprietários, bem como da Casa Real.Um conjunto de peças de prata, roupas de mesa e artigos de copa, recém-chegados do Rio de Janeiro, viajou para Lisboa sob a incumbência de Joze de Britto, fiel da mantearia do rei, e foi entregue no pátio das cozinhas do Palácio da Ajuda a Joze Caetano Trigo, também funcionário do mesmo departamento da Casa Real, o qual realizou o registro das peças e o assinou por ordem de João Lourenço de Andrade que, por sua vez, recebeu todo o material em nome de Caetano Joze de Campos e Andrade Pinto, manteeiro da Casa Real, naquele momento. O título do registro Inventário da Prata, Roupa e mais trem pertencente à Mantearia de Sua Majestade que veio do Ryo de Janeiro indica claramente que, ao retornar do Rio de Janeiro, D. João VI fez embarcar objetos de prata, os quais constituíam parte ou a totalidade de um serviço de mesa. Entretando deixou no país quase todos os serviços de porcelana adquiridos para seu uso aqui ou trasladados de Portugal quando de sua fuga. O conjunto poderia conter elementos da famosa baixela Germain, assim denominada por ter sido encomendada a François Germain por D. José I, em 1756, após o terremoto ter destruído a baixela de D. João V, fabricada pelo ourives de Luís XIV (Thomas Germain) e pai do prateiro de D. José. A suposição de que poderia haver peças da baixela Germain de D. José I entre os artefatos registrados no inventário advém do fato de que há informações sobre seu transporte para o Brasil, bem como estudos referentes à divisão da mesma entre D. João VI e D. Pedro I, antes do retorno do monarca a Portugal. Os bens que permaneceram no Brasil, por sua vez, teriam sido gravados com as insígnias imperiais e o monograma P1º. De acordo com Leonor d'Orey, considerando-se o que atualmente se encontra preservado desta baixela em Portugal, o lote do imperador do Brasil era menor, embora incluísse várias peças muito prestigiosas, as quais se encontram dispersas em coleções particulares e de museus estrangeiros, vendidas após a deposição de D. Pedro II. Sabe-se igualmente que entre a prataria de mesa de grande aparato pertencente à Casa Real havia peças da baixela dos duques de Aveiro, confiscada pela Coroa, após o atentado a D. José em 1759,15 assim como peças denominadas avulsas. Por outro lado, as baixelas para D. Pedro I foram encomendadas às famosas casas francesas, embora a técnica dos ourives radicados no Brasil fosse excelente, como apontou Francisco Marques dos Santos. Segundo o mesmo autor, muitas dessas peças emigraram, mas algumas voltaram. Havia, portanto, na corte no Rio de Janeiro, mais de um serviço de mesa em prata, sendo que um conjunto significativo dessas peças atravessou o Atlântico pelo menos duas vezes, a exemplo do que se sucedeu com a Família Real. Além disso, vários desses objetos foram possivelmente fabricados na França e na Inglaterra, uma vez que os prateiros portugueses nem sempre eram considerados, na época, suficientemente habilidosos para agradar o sofisticado gosto da alta nobreza portuguesa, consumidora de produtos de luxo importados não só de outros países da Europa, como do Oriente. Embora, como apontou Gonçalo de Vasconcelos e Sousa, houvesse prateiros de renome em Portugal, fabricando artefatos de mesa e mesmo baixelas completas, cuja qualidade do trabalho atingiu durante o século das Luzes um dos seus momentos mais importantes. De qualquer modo, a mesa da Casa Real e aquelas de outros membros das elites europeias e luso-brasileiras eram há muito tempo aparamentadas com artefatos de prata estrangeiros, bem como com porcelanas e vidros chineses, germânicos e franceses. Como bem apontou Nuno Vassallo e Silva, em seu estudo sobre a ourivesaria da mantearia da Casa de Aveiro, não é possível refletir sobre as baixelas de prata ou de porcelana usadas na mesa real sem levar em conta a conexão dessa indústria com as manufaturas europeias e orientais. Assim, é possível dizer que os objetos de luxo destinados ao serviço de mesa da Corte joanina, no Rio de Janeiro, resultavam de um circuito comercial e de comunicação que interligava diferentes impérios coloniais (português, inglês, francês), os quais se estendiam por três continentes: Europa, Ásia e América. No caso dos artefatos de prata que nos interessam comentar neste estudo, é provável que a matéria-prima utilizada fosse originária da América espanhola, tendo retornado ao mesmo continente após ter sido trabalhada por habilidosos artesãos franceses para uso e ostentação dos monarcas portugueses. Por outro lado, tais objetos indicam um movimento mais amplo de evolução do gosto e da maneira de viver dos membros da aristocracia europeia, que remonta ao final do século XVII, cuja etiqueta de mesa foi fixada na corte de Luís XIV. Como assinalou Marco Daniel Duarte, a alta sociedade quando se sentava à mesa se quer aprisionar por regras de etiqueta rígida. Mesmo levando-se em conta que no final do século XVIII Portugal acompanhava o restante da Europa, adotando nos banquetes reais a porcelana das índias e francesa como alternativas às baixelas de prata, conforme esclareceu Cristina Neiva, a prataria de mesa continuava a representar a riqueza e o poder das famílias reais, haja vista não só a encomenda de D. José I a François Germain, cuja baixela foi produzida ao longo da segunda metade do século XVIII, como também o fato de esta ter sido dividida entre o monarca e seu primogênito, antes da partida de D. João VI para a Europa. Sinal de que as mesas dos reis não poderiam prescindir dos objetos de prata em algumas situações. Observa-se de imediato na lista de bens que chegaram do Rio de Janeiro que os objetos destinados à copa eram de cobre ou de bronze, enquanto os de mesa eram em prata. Um dado indicativo da separação dos dois espaços tanto em termos de funções destinadas à alimentação como de simbologia e hierarquia dos objetos no ambiente doméstico. Estes atestam algumas tarefas desempenhadas no espaço, como a preparação das frutas e dos doces, bem como de clarear o sal, fazer e distribuir o pão e as saladas, além de confeccionar e realizar as obras de decoração. A copa oferecia ainda suporte ao serviço de mesa. Na lista analisada, há diferentes tipos de objetos, como, por exemplo, cafeteiras de cobre com e sem torneiras, além de chocolateiras e chaleiras do mesmo material, assim como tachos, escumadeiras, frigideira de ferro para torrar café, caixas para conduzir a prata e as iguarias, tabuleiros sortidos, gral de pedra e bancos para arear facas. A qualidade e, especialmente, a quantidade dos objetos nos permitem pensar que estes poderiam ser utilizados em uma mesa servida à francesa forma ainda predominante no período joanino , na qual os alimentos eram oferecidos em duas ou três mesas sucessivas cobertas com travessas de alimentos de vários tipos. Daí denominarem-se primeira, segunda e terceira cobertas ou serviços. A última coberta era de doces e de frutas, como indicam os livros de receitas do período e os protocolos a serem seguidos nos banquetes oficiais. O serviço de mesa à francesa necessitava de um grande número de objetos do mesmo tipo, não só para dispor simultaneamente os vários alimentos de uma coberta, como para promover rapidamente a reposição das iguarias nas sucessivas mesas ou cobertas. Os serviços em porcelana são divididos entre as porcelanas de encomenda da China (cia das índias): Galos , Pavões, Corças, Correios, Pastores, das Rosas, Vista Grande e Vista Pequena. Há também registro dos Europeus: Reino Unido e Camaristas, em porcelana francesa, Espinha de peixe e os chamados 'de barra bordeaux' , 'sépia e verde' e "de barra rosa"chamado Pingo de Ouro, em porcelana possivelmente também francesa, o de "Wedgwood" e o conhecido também como "das Rosas", em porcelana inglesa.
  • SEVRES  PALACIANO CENTRO DE MESA DE GRANDES DIMENSÕES EM PORCELANA AZUL ROYAL COM MAGNIFICA GUARNIÇÃO EM BRONZE ORMOLU. ALÇAS LATERAIS REMATADAS POR FIGURAS DE CARIÁTIDES. LINDAS GUIRLANDAS E ROCAILLE COMPLETAM A DECORAÇÃO. ESTILO E ÉPOCA IMPÉRIO. FRANÇA, SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. 36 X 53 CM
  • JULLIAN DILLENS (1849-1904)  LINDA ESCULTURA EM BRONZE ORMOLU REPRESENTANDO MENINOS CARREGANDO CESTO. ASSINADA PELO ARTISTA. BELISSIMA ESCULTURA! UMA OBRA DE JULLIAN DILLENS ALCANÇOU EM LEILÃO NA SOTHERBYS EM LONDRES UM VALOR SUPERIOR A 140.000  DOLARES.  BELGICA, SEC. XIX. 35 CM DE ALTURA.NOTA: Julien Dillens (8 de junho de 1849 - 24 de dezembro de 1904) foi um escultor belga nascido em Antuérpia , filho do pintor Hendrick Joseph Dillens . Dillens estudou com Eugène Simonis na Académie Royale des Beaux-Arts . Em 1877 recebeu o Prix de Rome por um chefe gaulês feito prisioneiro pelos romanos . Em Bruxelas, em 1881, executou os grupos intitulados Justice e Herkenbald, o Brutus de Bruxelas . Para o frontão do orfanato de Uccle, Figure Kneeling (Galeria de Bruxelas), e a estátua do advogado Hippolyte Metdepenningen em frente ao Palais de Justice em Ghent , ele foi premiado com a medalha de honra em 1889 na Exposição Universal de Paris , onde , em 1900, suas Duas Estátuas do Monumento de Anspach lhe valeram uma distinção semelhante. Para a cidade de Bruxelas, ele executou Os quatro continentes (Maison du Renard, Grand, Place), Os Lansquenets coroando os lucarnes da Maison de Roi e o Monumento de Everard 't Serclaes sob as arcadas da Maison de l'Etoile, e, para o governo belga, Arte Flamenga, Arte Alemã, Arte Clássica e Arte Aplicada à Indústria (todos no Centro de Belas Artes de Bruxelas), O Louro do Jardim Botânico de Bruxelas e a estátua de Bernard van Orley ( Petit Praça Sablon , Bruxelas). Obras adicionais produzidas por Dillens incluem An Enigma (1876), os bustos de bronze de Rogier de la Pasture e PP Rubens (1879), Etruria (1880), The Painter Leon Frederic (1888), Madame Léon Herbo, Hermes, um esquema de decoração para a fachada ogival do hotel de ville em Ghent (1893), O gênio do monumento fúnebre da família Moselli, O silêncio da morte (para a entrada do cemitério de St Gilles), duas cariátides para a prefeitura de St. Gilles, plaqueta de apresentação ao Dr. Heger, medalhas de MM. Godefroid e Vanderkindere e dos Três Burgomestres de Bruxelas, e os marfins Allegretto, Minerva e o Memorial Jamaer.Dillens morreu em Bruxelas o 24 de dezembro de 1904.
  • VELHO PARIS  GRANDIOSO PAR DE JARROS EM PORCELANA COM EXUBERANTE DECORAÇÃO FLORAL EM ESMALTES REMATADO EM PROFUSO OURO. SÃO MAGNIFICOS! FRANÇA, SEC. XIX. 44 CMD E ALTURA
  • FAUSTOSO OSTENSÓRIO EM PRATA DE LEI FUNDIDA, REPUXADA E CINZELADA. VERDADEIRA OBRA DE ARTE DO BARROCO BRASILEIRO SETECENTISTA. POUCAS VEZES SE VERÁ PEÇA DE TAL MAGNIFICÊNCIA E BELEZA. EXEECUÇAO DE ARTÍFICE  DE ELEVADO GRAU DE HABILIDADE E ERUDIÇÃO. NA PARTE SUPERIOR, ENTRE RAIOS DE RESPLENDOR ROLOS DE NUVENS COM MUTOS ANJOS EMOLDURAM OCULO EM VERMEIL QUE CONTÉM A LUNA TAMBÉM COM FEITIO DE ANJO PARA EXPOSIÇÃO DA SANTA HÓSTIA. O FUSTE TRIFACETADO SUBDIVIDE-SE DA BASE EM SEGMENTO  APOIADO SOBRE TRÊS LINDAS ESFERAS QUE SE REPETEM NOS PÉS. A REQUINTADA BASE TEM TRÊS RESERVAS RELEVADAS CERCADAS DE LAURÉIS CONTENDO : O PELICANO ARRANCANDO AS ENTRANHAS PARA ALIMENTAR SUAS CRIAS, O CORDEIRO MÍSTICO QUE SUSTENTA COM AS PATAS UM ESTANDARTE TAMBÉM ESTA ASSENTE SOBRE O ALTAR DE SACRIFÍCIO E NA OUTRA RESERVA O DIVINO ESPÍRITO SANTO PAIRANDO SOBRE LINGUAS DE FOGO. JUNTO AOS PÉS TRES TORÇOS DE ANJOS QUE SÃO SUCEDIDOS PELOS TRÊS GRANDES PÉS EM BOLA. CHAMO ATENÇÃO PARA O REQUINTE, A ERUDIÇÃO E A MAJESTADE DESSE OSTENSÓRIO, EM ANOS DE ATIVIDADE ESSE É O MAIS ESPETACULAR QUE JÁ VI. BRASIL, SEC. XVIII. 70 CM DE ALTURA, 4770 G (INTEIRAMENTE DE PRATA SEM ALMA EM OUTRO MATERIAL)NOTA: O simbolismo do pelicano assenta-se sobre uma comovente lenda com origem na idade média, que afirma que o pelicano, quando não encontra alimento para sustentar sua prole, rasga seu próprio ventre para alimentá-la com seu sangue. O pelicano é uma ave de grande porte que vive nas regiões aquáticas em todos os continentes, possui bico avantajado e tem, no bico inferior uma bolsa onde acumula os peixes pescados. As fêmeas alimentam os filhotes despejando as reservas acumuladas na bolsa membranosa. Para esvaziá-la, comprime o peito com o bico, fato este, que deu origem a essa antiga lenda, onde o pelicano abre o próprio peito para dele extrair sua carne a fim de alimentar os filhotes , quando não encontra alimento. Simboliza, portanto, o amor com desprendimento. No simbolismo católico, o pelicano é Jesus Cristo dando seu sangue para a salvação da humanidade, ou alimentando o homem na eucaristia. Também é o símbolo da Redenção. As igrejas medievais a aceitaram em suas decorações, mais de um católico o adotou em suas armas e Henrique VIII chegou a mudar as armas do Arcebispo de Granmer por três pelicanos. No intuito de ajudar a guerra que os cruzados sustentavam na Terra Santa contra os muçulmanos, o Papa Inocêncio III ordenara que em todas as igrejas fossem colocados cofres, muitos feitos de troncos de árvores cavados, cujo objetivo seria recolher donativos dos fiéis, já que o clero medieval, embora detivessem suas mãos grande parte das riquezas da época, não se mostrava suficientemente generoso. Dessa forma, os construtores das catedrais medievais, tomaram o costume de colocar troncos ao lado das pias de água benta, para que os fiéis pudessem neles depositar o dinheiro da vida. E a fim de melhor inspirar o sentimento da caridade, estes artistas deram a esses troncos a forma do pelicano, como ainda pode ser visto em algumas catedrais européias. Nenhum outro símbolo podia melhor expressar o que se pretendia. Só o símbolo da abnegação da ave que se sacrifica a si mesma para alimentar a sua prole, podia representar aquele que se priva de seus haveres em benefício dos pobres.
  • EMILLE GALLE - GRANDE VASO EM CAMEO GLASS PADRÃO HIBISCUS. FEITIO DE TAÇA COM CORPO BOJUDO UNIDO POR FUSTE A BASE CIRCULAR. ASSINADO PELO ARTISTA. GRANDE E MAGNÍFICO! FRNAÇA, SEC. XIX. 30 CM DE ALTURA. NOTA: ÉMILE GALLÉ - ( Nancy , 08 de maio de 1846 - Nancy , 23 de setembro de 1904) é considerado um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Seus primeiros trabalhos foram executados usando vidro transparente decorado com esmalte, mas ele logo criou um estilo original que se caracterizava por um vidro pesado, opaco , esculpido ou gravado com motivos vegetais, muitas vezes em duas ou mais cores conhecido como Cameo Glass . Sua carreira decolou depois que sua obra recebeu elogios na Exposição de Paris de 1878 . Dentro de uma década de outra exibição bem sucedida na Exposição de Paris de 1889 , Gallé tinha alcançado fama internacional e seu estilo, com sua ênfase no naturalismo e motivos florais, estava na vanguarda do movimento Art Nouveau emergente. O que é menos conhecido é o engajamento social de Gallé. Ele era um humanista convicto, e esteve envolvido na organização de escolas noturnas para a classe trabalhadora (l ' Université populaire de Nancy ). Ele foi tesoureiro da filial Nancy da Liga dos Direitos Humanos da França e, em 1898, com grande risco para o seu negócio, um dos primeiros a envolver-se ativamente na defesa de Alfred Dreyfus (um capitão do exército francês de origem judaica. Injustamente acusado e condenado por traição - depois anistiado e reabilitado - foi o centro de um famoso episódio de conotações sociais e políticas, durante a Terceira República Francesa, e que ficou conhecido como o caso Dreyfus). .Ele também defendeu publicamente os judeus romenos e falou em defesa dos católicos irlandeses contra a Grã-Bretanha, apoiando William O'Brien , um dos líderes da revolta irlandesa. Em 1901, juntamente com Victor Prouvé ,Louis Majorelle , Antonin Daum e Eugene Vallin , fundou um movimento Art Nouveau conhecida como École de Nancy (A Escola Nancy). Muitas das obras Gallé são mantidos no Musée de l'École de Nancy .
  • SANTÍSSIMA TRINDADE  RARA E MAGNIFICA IMAGEM EM MADEIRA POLICROMADA E PRATA DE LEI. FORMIDÁVEL EXEMPLAR DA IMAGINÁRIA PERNAMBUNCANA, ESCOLA DE OLINDA. O FORMIDÁVEL GRUPO ESCULTÓRICO DE MUITO BOA QUALIDADE MORFOLÓGICA E PICTÓRICA REPRESENTA OS INTEGRANTES DA SANTISSIMA TRINDADE: DO LADO DIREITO O  DIVINO PAI ETERNO, COM RICAS VESTES REAIS E MANTO, ERGUENDO O BRAÇO DIREITO EM POSIÇÃO DE BENÇÃO. A BOCA ENTREABERTA COMO A PROFERIR A BENÇÃO QUE SUA MÃO ANUNCIA. DO LADO ESQUERDO O CRISTO TRIUNFANTE, REPRESENTADO VESTINDO O SENDAL E UM RICO MANTO ESVOAÇANTE. SEGURA UMA CRUZ DE ONDE PENDE ESTANTANDE COM A FÓRMULA DA INFÂMIA INRI. ENTRE O PAI E O FILHO ESTÁ UM MAGNIFICO RESPLENDOR EM PRATA E AO CENTRO UM DIVINO ESPIRITO SANTO EM MADEIRA RECOBERTO EM OURO. EXPRESSIVOS OLHOS EM VIDRO TORNAM O CONJUNTO AINDA MAIS REALÍSTICO .A POLICROMIA É BELISSIMA, OS CABELOS SÃO PRIMOROSAMENTE ESCULPIDOS. TODAS ESSAS CARACTERISTICAS ALIADAS A RARIDADE DA REPRESENTAÇÃO DESSA DEVOÇÃO TORNAM ESSE PRECIOSO GRUPO ESCULTÓRICO UM SINGULAR EXEMPLO DA ARTE SACRA PERNAMBUCANA DO FINAL DO SEC. XVIII. MUITO ASSEMELHADA AS CARACTERISTICAS ESCULTÓRICAS DESSE CONJUNTO É A IMAGEM DE SÃO FRANCISCO DE BORJA PROVENIENTE DO COLÉGIO JESUÍTA DE OLINDA QUE HOJE INTEGRA O ACERVO DO MUSEU DE ARTE SACA DE PERNAMBUCO (MASP), VIDE NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE A IMAGEM CITADA, QUE É DE IGUAL MODO ATRIBUIDA AO SEC. XVIII SEM QUE ENTRENTANTO SE CONHEÇA SUA AUTORIA. PERNAMBUCO, FINAL DO SEC. XVIII. 46 CMD E ALTURA (ALTURA MAXIMA DO RESPLENDOR ONDE ESTÁ CENTRALIZADO O DIVINO).NOTA: No primeiro milênio do cristianismo não havia representação de Deus ou da Santíssima Trindade, restringindo-se à figura de Cristo. Santo Irineu disse que o visível do Pai é o Filho e o invisível do Filho é o Pai. Santo Irineu morreu em 202 e foi bispo de Lyon. As primeiras representações de Deus Pai aparecem no século XIII, já em forma de ancião, em referência ao Deus de Israel, Senhor do Tempo e baseado na visão de Daniel (cp. 7, 9): do antigo dos dias. Assim, em toda a Idade Média, Deus Pai foi representado e aparecera no séc. XIV e XV em Portugal a representação da Trindade com o Deus Pai ancião, tendo a pomba representando o Divino Espírito Santo sobre o peito. E, entre as pernas, à frente, a figura de Cristo crucificado, como se vê na capela da Santíssima Trindade, da Sé de Braga, a mais antiga catedral portuguesa. Uma das representações mais queridas da Santíssima Trindade vem da Igreja Ortodoxa Russa. Trata-se do ícone de Rublev, atribuído à Andrei Rublev (1360-1427/1430), em que a Trindade é representada por três anjos diferenciados pelas cores de suas vestes (azul, carmesim e verde). As três figuras aparecem assentadas em torno de uma mesa com um prato, tendo ao fundo uma árvore e uma construção. A cena se refere à visão que teve Abrãao nos carvalhos de mambré, conforme descrito no Livro do Gêneses, capítulo 18, versículos 1-8. A Igreja ocidental, na verdade, não assume essa representação anteriormente ao século XX.. O Concílio de Trento (1563) deixou a critério dos Bispos definir se era útil ou nociva à fé as imagens de Deus existente e a sua produção. Em 1621 o  Papa Urbano VIII condenou a representação da Trindade Tricéfala, ou seja, uma figura com três cabeças. Já o papa Bento XIV (1740-1758) não recomenda as Três Pessoas no seio da Virgem Maria e as três Pessoas Iguais, e diz tolerar as imagens em que o Pai aparece em forma de homem idoso, o Filho no seio e o Espirito Santo em forma de Pomba no meio dos dois, como essa imagem apresentada no lote em pregão. grejas dedicas à Santíssima Trindade foram poucas, tanto em Portugal como no Brasil. Houve no Rio de Janeiro uma Paróquia dedicada à Santíssima Trindade no lugar denominado Japiubá, instituída ainda no século XVII, cujas imagens do Pai e do Filho ainda subsistem em coleção particular, não sendo localizado o divino. Existe ainda em Angra dos Reis uma imagem em uma capela onde estão representados Pai e Filho lado a lado e o Espírito Santo ao centro, sobre eles. AS festividades em louvor a SANTISSIMA TRINDADE no Brasil Colonial tinham rito determinado pela Igreja: A festividade da Santíssima Trindade deveria ser no dia próprio, com toda a pompa, no primeiro domingo após o Pentecostes, com novena, matinas na véspera, missa solene cantada com o Santíssimo exposto, sermão e procissão. Além dessa festa, deveria serem feitas as festas: São João da Mata, no dia 17 de dezembro; Nossa Senhora das Dores, no dia 15 de setembro; além de missas nos dias de Santo Estêvão e São Domingos e nos dias Santos. Na primeira sexta-feira da Quaresma as confrarias dessa invocação celebravam o Jubileu com confissões, missa e rasoura do Senhor Bom Jesus. ( INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE TIRADENTES)
  • BELA SALVA EM PRATA DE LEI COM MARCAS DO PRATEIRO UNIÃO. GALERIA FENESTRADA DECORADA COM ROCAILLE. PLANO COM BELOS GUILOCHES., ASSENTE SOBRE PÉS EM GARRA. BRASIL, SEC. XX. 18 CM DE DIAMETRO 265G
  • CAMUSSO  CONJUNTO COM 12 MANTEGUEIRAS  INDIVIDUAIS EM PRATA DE LEI DE ALTO TEOR. ESTILO GEORGIANO. BORDA RECORTADA. 8,5 CM DE DIAMETRO.
  • IMPERIO AUSTRO HUNGARO - SUNTUOSO DESPOJADOR EM PRATA DE LEI. BORDA COM ROCAILLE RELEVADAS. ARREMATE COM QUERUBIM . ASSENTE SOBRE TRES PÉS EM FENESTRAS. AUSTRIA, INICIO DO SEC. XX. 34 CM DE COMPRIMENTO.
  • MIGUEL ORTIZ BERROCAL - MINI CRISTINA  Escultura QUEBRA CABEÇA em 25 elementos. 9.500 exemplares. ASSINADA E NUMERADA 3112.  16 X 8 CMNOTA: Miguel Ortíz yBerrocal (28 de setembro de 1933 - 31 de maio de 2006) foi um artista conhecido por suas esculturas de quebra-cabeças. Nasceu em Villanueva de Algaidas, Málaga, Espanha, e casou-se com Maria Cristina de Bragança (filha da pretendente ao trono português Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança). concentrou sua vocação artística na Escola de Artes Gráficas e Ofícios, onde estudou com o professor Ángel Ferrant. Málaga. "Meu pai queria que eu fosse médico como ele, mas eu gostava de arte. No final concordamos em estudar arquitetura. A descoberta da matemática foi como quando São Paulo caiu do cavalo. Me fez entender a dimensão do espaço e a escultura conquistada. O que mais me interessa é a forma e o valor interno, acrescentou. Em 1952 inaugurou sua primeira exposição de desenhos de paisagens da Andaluzia, na Galeria Xagra, em Madri. Em seguida, ganhou uma bolsa de estudos para Paris, depois viveu entre a França e a Itália e começou a expor por toda a Europa. Em 1959 começou a criar esculturas conhecidas como Grande Torso Destacável e Homenagem a Piero della Francesca, Em seguida, ele ganhou uma bolsa de estudos para Paris. A partir daí viveu entre a França e a Itália e começou a expor por toda a Europa. Em 1959 começou a criar esculturas conhecidas como o Grande Torso Destacável e Homenagem a Piero della Francesca, Em seguida, ele ganhou uma bolsa de estudos para Paris. A partir daí viveu entre a França e a Itália e começou a expor por toda a Europa. Em 1959 começou a criar esculturas conhecidas como o Grande Torso Destacável e Homenagem a Piero della Francesca, que evidenciam o apelo das formas articuladas em materiais como o bronze e a reprodução seriada. Em 1966 se estabeleceu em Verona e logo adquiriu um palácio do século XVIII, Villa Rizardi, perto de Verona. Berrocal foi o designer das estátuas dos Prêmios Goya da Academia Espanhola de Cinema, e estava interessado desde a juventude em criar um sistema combinatório desmontável e transformável de esculturas que caracterizaram toda a sua produção posterior. Nele, há uma busca constante de novos conceitos e espaços desconhecidos dentro da estrutura que abre caminho para a participação do espectador. Escultores como Oteiza e Chillida, entre outros, influenciaram a obra de Berrocal, que recorreu a clássicos como torsos, cabeças ou figuras reclinadas e, sobretudo, a um certo antropomorfismo para evitar resultados geométricos e abstratos excessivos. No entanto, é evidente a impregnação da matemática e da arquitetura em suas esculturas, a partir de sua própria inclinação e educação. Berrocal trabalhava com diversos materiais: ferro, madeira, porcelana, bronze ou prata. Seu estilo é caracterizado pela meticulosidade e precisão na execução de peças manipulativas complexas, e precisão dos desenhos e resultam em montagens posteriores de elementos escultóricos formados, por sua vez, outras peças possuem identidade própria. para fazer peças mecanicistas, e seu desenho era cada vez mais elementar e essencial. Desde 1952 quando inaugurou sua primeira exposição na Galeria Xagra, em Madri realizou inúmeras exposições em todo o mundo e seu trabalho está nos principais museus e instituições da Europa e América. Em 1984 teve sua primeira retrospectiva na Espanha, realizada no Palácio de Velázquez del Retiro, e em 1992 criou duas esculturas para a Exposição Mundial de Sevilha, que foram colocadas no Comitê Olímpico Internacional e no auditório de La Cartuja, respectivamente, e em 28 de fevereiro de 1993 recebeu o Medalha de Ouro da Andaluzia. Desde 2002 transferiu a sua oficina de Verona (Itália) para a sua cidade natal para estabelecer a sua produção junto do futuro Museu Berrocal, patrocinado pela Fundação Algaidas, interessada no estudo e conservação da obra de Berrocal. O município de Villanueva de Algaidas (Málaga) declarou um dia de luto oficial quando ele morreu. O prefeito José Cabrera disse que considerou a morte do artista uma "perda no mundo da cultura na Andaluzia, Espanha e para o povo de Villanueva de Algaidas". Villanueva de Algaidas (Málaga), Espanha.
  • LINDA CAFETEIRA EM PRATA DE LEI. ESTILO GEORGIANO. BRASIL, SEC. XX. 17 CM DE ALTURA.
  • GRANDE E ELEGANTE COPO EM PRATA DE LEI DECORADO COM MAGNIFICAS GUIRLANDAS. BORDA COM PEROLADOS. BRASIL, SEC. XIX. 13,5 CM DE ALTURA.

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