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Brasil Império

DOM JOÃO VI E DONA CARLOTA JOAQUINA IMPORTANTE LEQUE DE CORTE EM FOLHA ITALIANA E MARFIM COMEMORATIVO DO CASAMENTO DE DOM JOÃO VI E DE DONA CARLOTA JOAQUINA. DECORADO COM MEDALHÕES CONTENDO RETRATO DE DOM JOÃO VI E DE DONA CARLOTA JOAQUINA, OCASIÃO EM QUE RECEBERAM O TÍTULO DE PRINCÍPES DO BRASIL. Uma curiosidade é que na juventude de dom João, era habitual empoar o cabelo, dando-lhe um aspecto grisalho. As pinturas dessa fase retratam o então príncipe regente com cabelos brancos, enquanto em obras posteriores, em que aparece mais velho, o cabelo é escuro PORQUE EMPOAR OS CABELOS JÁ ESTAVA FORA DE MODA.NÃO EXISTE REGISTRO DE OUTRA PEÇA DE INDUMENTÁRIA COMO ESTA ONDE FIGURAM O CASAL DE MONARCAS O QUE FAZ DESSA UMA PEÇA EXTRAORDINÁRIA NÃO SÓ PARA COLECIONADORES MAS TAMBÉM PARA MUSEUS DE GRANDE IMPORTÂNCIA. FUNDO NA TONALIDADE VERDE ÁGUA POSSUI DELICADA DECORAÇÃO COM GUIRLANDAS DE FLORES, FILETES EM OURO E CORNUCÓPIAS COM TOCHAS CRUZADAS SIMBOLIZANTO FERTILIDADE, ABUNDÂNCIA E ILUMINAÇÃO. OS RETRATOS SÃO EMOLDURADOS POR LAURÉIS EM OURO. HAVIA UMA GRANDE EXPECTATIVA PARA ESSE MATRIMÔNIO QUE UNIRIA DUAS GRANDES POTÊNCIAS ULTRAMARINAS, A HISTÓRIA MOSTRA ENTRETANTO QUE OS RESULTADOS DA UNIÃO NÃO FORAM OS ESPERADOS. PORTUGAL, FINAL DO SEC. XVIII. 40 X 50 CM (ESTOJO). Algumas varetas possuem defeitos mas a folha está em ótimo estado. NOTA: Dom João VI, O Clemente, nasceu no palácio de Queluz, em Lisboa, Portugal, no dia 13 de maio de 1767. Seu nome completo era João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antônio Domingos Rafael de Bragança. Era filho da rainha dona Maria I e de Pedro III, que tinha o título de rei, mas não participava do governo por ser um rei consorte. Não participava da política até que seu irmão mais velho, dom Miguel, faleceu de varíola no ano 1788, e ele se tornou herdeiro do trono português. No dia 1º de fevereiro de 1792 assumiu a regência portuguesa em virtude da doença mental de sua mãe, a rainha dona Maria I. Em 1799 casou-se com a princesa espanhola dona Carlota Joaquina, que tinha apenas dez anos de idade, com quem teve nove filhos. Ele sofria de depressão, e teve sua primeira crise em 1805, quando se isolou completamente da corte. Por causa disso, sua esposa dona Carlota tentou afastá-lo do poder para assumir a regência. Alertado pelo seu médico particular, Domingos Vandelli, dom João conseguiu evitar o golpe e a partir daí o casal passou a viver separado. Dom João foi residir no palácio de Mafra. Sempre cercado por padres, era muito religioso e assistia a missa todos os dias. De hábitos regulares, não gostava de mudanças e era desleixado com sua indumentária. Mesmo já casado com Carlota Joaquina, apaixonou-se por Eugênia José de Menezes, dama de honra de Carlota e filha de dom Rodrigo José Antônio de Menezes, primeiro conde de Cavaleiros, mordomo-mor de Carlota e futuro governador de Minas Gerais. Em maio de 1803 Eugênia ficou grávida, embora solteira, e a suspeita caiu sobre dom João. Comentava-se que os dois se encontravam com o auxílio de um padre e do médico João Francisco de Oliveira, físico-mor do Exército. Com a notícia da gravidez, o pai de Eugênia levou-a para a Espanha e a abandonou ao atravessar a fronteira, na cidade de Cadiz. Ela foi acolhida pelas freiras do convento de Conceição de Puerto de Santa Maria, onde sua filha nasceu. Depois se mudou para outros dois conventos e faleceu em um deles, na cidade de Portalegre, no dia 21 de janeiro de 1818. Dom João fez um governo progressista e por algum tempo manteve o império português neutro nos conflitos entre a poderosa Inglaterra e a França de Napoleão Bonaparte. Em 1806, por causa do chamado bloqueio continental imposto pelo imperador francês Napoleão Bonaparte, Portugal tornou-se alvo principal dos inimigos. Sentindo que não poderia combater os franceses em seu próprio território, dom João resolveu transferir a sede da monarquia lusitana para o Brasil. No dia 29 de novembro de 1807 a esquadra da Família Real portuguesa saiu do Rio Tejo, em Lisboa, rumo à colônia, sendo escoltada por 19 navios ingleses, amigos de Portugal. A esquadra inglesa era composta de 8 naus, 4 fragatas, 4 brigues, 1 corveta e 2 escunas. O príncipe-regente viajou em navio separado do navio da sua esposa e suas filhas. Segundo alguns historiadores, a esquadra Real enfrentou grande tempestade perto da ilha da Madeira, no dia 8 de dezembro, que dispersou as naus que traziam a Família Real, e elas aportaram em Salvador, Bahia, às 16h00 do dia 22 de janeiro de 1808, mas o desembarque só se realizou às 17h00 do dia 26 de janeiro do mesmo ano, com a aclamação do povo baiano. No dia 28 de janeiro, ainda em Salvador, dom João VI fez seu primeiro decreto, quando abriu os portos brasileiros às nações amigas, o que ajudou a melhorar o comércio da colônia, que até então só podia negociar com Portugal. Depois, no dia 26 de fevereiro do mesmo ano, a esquadra Real seguiu viagem para o Rio de Janeiro, aonde chegou no dia 7 de março. A partir daí o Brasil começou a receber os benefícios reais: dom João VI criou a Imprensa Régia, Academia de Belas Artes, Teatro Real, Jardim Botânico, Casa da Moeda, Banco do Brasil, Faculdade de Medicina, Academia Militar, Academia da Marinha e 1 casa de pólvora. Em 16 de dezembro de 1815 dom João VI criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, retirando do Brasil a condição de colônia e permitindo aos brasileiros os mesmos direitos dos portugueses. Por causa da guerra contra a França, dom João VI invadiu a Guiana Francesa, devolvendo-a depois da queda de Napoleão, em 1817. Também conquistou a colônia espanhola Banda Oriental, hoje Uruguai, anexando-a ao Brasil com o nome de Província Cisplatina. Dom João VI permaneceu no Brasil mesmo depois da prisão de Napoleão pelos ingleses na Ilha de Santa Helena, em 1815, e depois de se tornar rei de Portugal, com o falecimento de sua mãe, dona Maria I, ocorrido no dia 20 de março de 1816. Em 1820 ocorreu uma revolução em Portugal, onde os revolucionários tinham 3 objetivos: dar uma constituição ao reino, limitando os poderes do rei; exigir a volta imediata de dom João VI a Portugal e voltar o Brasil à antiga condição de colônia. Sem alternativas, dom João VI regressou a Portugal no dia 26 de abril de 1821. Imaginando que os brasileiros não aceitariam mais o retorno do Brasil à condição de colônia, deixou aqui seu filho, dom Pedro, com um conselho: Pedro, se o Brasil se separar de Portugal, toma a coroa para ti, antes que algum aventureiro lance mão dela. Pouco tempo depois, dom Pedro, seguindo o conselho do pai, proclamou a independência do Brasil, tornando-se seu primeiro imperador, com o título de dom Pedro I. Dom João VI só reconheceu a Independência do Brasil em 1825, depois que todas as nações do mundo já o tinham feito. Com essa atitude, recebeu uma indenização e o título de imperador do Brasil, mas esse título não lhe dava qualquer autoridade sobre os brasileiros. No dia 10 de março de 1826 saiu para um passeio de carruagem e no caminho parou para almoçar, tendo como guloseimas galinha assada na manteiga, um pedaço de queijo e algumas laranjas. Depois de algum tempo começou a vomitar e ter convulsões, e faleceu seis dias depois. O corpo do rei foi levado para o mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. As vísceras e o coração foram colocados em um pote de porcelana e enterrados no chão da Capela dos Meninos de Palhavã, no mesmo mosteiro. Em 1993, um arqueólogo encontrou o pote, num trabalho de restauração. Depois de analisar as vísceras, ficou comprovado que dom João morreu envenenado, como se suspeitou na época do seu falecimento. Existem suspeitas de que o mandante do envenenamento tenha sido a própria esposa, a Rainha Dona Carlota Joaquina que desejava ver no trono o seu filho Dom Miguel. PROCESSO DE FABRICO DOS LEQUES: Em França as profissões artesanais estavam estruturadas através de rígidas regras das corporações, sendo necessário um período de aprendizagem de vários anos para o seu exercício autónomo. Tal aplicava-se também, aos fabricantes de leques que até 1780 estavam distribuídos por duas corporações: a dostabletiersque fabricavam a estrutura quer ela fosse em madeira, osso ou marfim e a doséventaillistesque se dedicavam à execução, decoração e montagem da folha. A aprendizagem previa um período inicial de quatro anos (aprendiz) seguido de mais dois como companheiro e finalmente o candidato a mestre tinha que demonstrar os conhecimentos adquiridos através da execução de uma estrutura (no caso dostabletiers) ou de uma folha e respectiva montagem (no caso doséventaillistes), a prova de exame. O processo de fabrico de um leque (além de passar por artesãos diferentes) previa várias e minuciosas fases. Começava pelo corte inicial e grosseiro das peças constitutivas da estrutura (guardas e varetas) designada por armação que podia ser feita de materiais variados como madeiras, madrepérola, casca de tartaruga, marfim, corno, osso. Seguia-se um entalhamento e polimento das mesmas que depois eram vazadas, segundo um modelo pré-existente. Esta fase era particularmente delicada e morosa dada a fragilidade de alguns dos materiais, em particular da madrepérola, mas também porque muitas vezes a decoração era muito pormenorizada. Finalmente, a peça podia ser dourada e montada antes de ser enviada para uméventaillisteque de seguida lhe adaptava uma folha. A montagem da folha não era menos complexa que a criação da estrutura sendo feita em função desta, prevendo inúmeros passos como a gravação de uma placa em nogueira com raios equidistantes que saem mesmo ponto, sobre a qual é colocada a folha do leque na qual se decalcam esses raios (destinados a marcar o plissado) sendo ainda recortada, dobrada em dobras alternadas, por forma a permitir o fecho do leque. As dobras ou o plissado eram feitas através de um molde, exigindo esta fase um bom conhecimento técnico, para que nada de importante da decoração ficasse escondido pelas pregas e assim desaparecesse da decoração. Finalmente, a folha era encaixada e fixada nas varetas. Também neste caso, os materiais usados eram muito variados sendo possível encontrar leques com folha de couro, velino, papel, seda, renda, penas, mica, lantejoulas. Em geral, as folhas não eram assinadas e quando tal acontecia, podiam apresentar a assinatura do pintor, mas não necessariamente a do fabricante. Por outro lado, as varetas eram frequentemente reutilizadas quando a folha se estragava ou quando alguma se partia, sendo nesse caso, a folha cortada ao tamanho de menor número de varetas.

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DOM JOÃO VI E DONA CARLOTA JOAQUINA IMPORTANTE LEQUE DE CORTE EM FOLHA ITALIANA E MARFIM COMEMORATIVO DO CASAMENTO DE DOM JOÃO VI E DE DONA CARLOTA JOAQUINA. DECORADO COM MEDALHÕES CONTENDO RETRATO DE DOM JOÃO VI E DE DONA CARLOTA JOAQUINA, OCASIÃO EM QUE RECEBERAM O TÍTULO DE PRINCÍPES DO BRASIL. Uma curiosidade é que na juventude de dom João, era habitual empoar o cabelo, dando-lhe um aspecto grisalho. As pinturas dessa fase retratam o então príncipe regente com cabelos brancos, enquanto em obras posteriores, em que aparece mais velho, o cabelo é escuro PORQUE EMPOAR OS CABELOS JÁ ESTAVA FORA DE MODA.NÃO EXISTE REGISTRO DE OUTRA PEÇA DE INDUMENTÁRIA COMO ESTA ONDE FIGURAM O CASAL DE MONARCAS O QUE FAZ DESSA UMA PEÇA EXTRAORDINÁRIA NÃO SÓ PARA COLECIONADORES MAS TAMBÉM PARA MUSEUS DE GRANDE IMPORTÂNCIA. FUNDO NA TONALIDADE VERDE ÁGUA POSSUI DELICADA DECORAÇÃO COM GUIRLANDAS DE FLORES, FILETES EM OURO E CORNUCÓPIAS COM TOCHAS CRUZADAS SIMBOLIZANTO FERTILIDADE, ABUNDÂNCIA E ILUMINAÇÃO. OS RETRATOS SÃO EMOLDURADOS POR LAURÉIS EM OURO. HAVIA UMA GRANDE EXPECTATIVA PARA ESSE MATRIMÔNIO QUE UNIRIA DUAS GRANDES POTÊNCIAS ULTRAMARINAS, A HISTÓRIA MOSTRA ENTRETANTO QUE OS RESULTADOS DA UNIÃO NÃO FORAM OS ESPERADOS. PORTUGAL, FINAL DO SEC. XVIII. 40 X 50 CM (ESTOJO). Algumas varetas possuem defeitos mas a folha está em ótimo estado. NOTA: Dom João VI, O Clemente, nasceu no palácio de Queluz, em Lisboa, Portugal, no dia 13 de maio de 1767. Seu nome completo era João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antônio Domingos Rafael de Bragança. Era filho da rainha dona Maria I e de Pedro III, que tinha o título de rei, mas não participava do governo por ser um rei consorte. Não participava da política até que seu irmão mais velho, dom Miguel, faleceu de varíola no ano 1788, e ele se tornou herdeiro do trono português. No dia 1º de fevereiro de 1792 assumiu a regência portuguesa em virtude da doença mental de sua mãe, a rainha dona Maria I. Em 1799 casou-se com a princesa espanhola dona Carlota Joaquina, que tinha apenas dez anos de idade, com quem teve nove filhos. Ele sofria de depressão, e teve sua primeira crise em 1805, quando se isolou completamente da corte. Por causa disso, sua esposa dona Carlota tentou afastá-lo do poder para assumir a regência. Alertado pelo seu médico particular, Domingos Vandelli, dom João conseguiu evitar o golpe e a partir daí o casal passou a viver separado. Dom João foi residir no palácio de Mafra. Sempre cercado por padres, era muito religioso e assistia a missa todos os dias. De hábitos regulares, não gostava de mudanças e era desleixado com sua indumentária. Mesmo já casado com Carlota Joaquina, apaixonou-se por Eugênia José de Menezes, dama de honra de Carlota e filha de dom Rodrigo José Antônio de Menezes, primeiro conde de Cavaleiros, mordomo-mor de Carlota e futuro governador de Minas Gerais. Em maio de 1803 Eugênia ficou grávida, embora solteira, e a suspeita caiu sobre dom João. Comentava-se que os dois se encontravam com o auxílio de um padre e do médico João Francisco de Oliveira, físico-mor do Exército. Com a notícia da gravidez, o pai de Eugênia levou-a para a Espanha e a abandonou ao atravessar a fronteira, na cidade de Cadiz. Ela foi acolhida pelas freiras do convento de Conceição de Puerto de Santa Maria, onde sua filha nasceu. Depois se mudou para outros dois conventos e faleceu em um deles, na cidade de Portalegre, no dia 21 de janeiro de 1818. Dom João fez um governo progressista e por algum tempo manteve o império português neutro nos conflitos entre a poderosa Inglaterra e a França de Napoleão Bonaparte. Em 1806, por causa do chamado bloqueio continental imposto pelo imperador francês Napoleão Bonaparte, Portugal tornou-se alvo principal dos inimigos. Sentindo que não poderia combater os franceses em seu próprio território, dom João resolveu transferir a sede da monarquia lusitana para o Brasil. No dia 29 de novembro de 1807 a esquadra da Família Real portuguesa saiu do Rio Tejo, em Lisboa, rumo à colônia, sendo escoltada por 19 navios ingleses, amigos de Portugal. A esquadra inglesa era composta de 8 naus, 4 fragatas, 4 brigues, 1 corveta e 2 escunas. O príncipe-regente viajou em navio separado do navio da sua esposa e suas filhas. Segundo alguns historiadores, a esquadra Real enfrentou grande tempestade perto da ilha da Madeira, no dia 8 de dezembro, que dispersou as naus que traziam a Família Real, e elas aportaram em Salvador, Bahia, às 16h00 do dia 22 de janeiro de 1808, mas o desembarque só se realizou às 17h00 do dia 26 de janeiro do mesmo ano, com a aclamação do povo baiano. No dia 28 de janeiro, ainda em Salvador, dom João VI fez seu primeiro decreto, quando abriu os portos brasileiros às nações amigas, o que ajudou a melhorar o comércio da colônia, que até então só podia negociar com Portugal. Depois, no dia 26 de fevereiro do mesmo ano, a esquadra Real seguiu viagem para o Rio de Janeiro, aonde chegou no dia 7 de março. A partir daí o Brasil começou a receber os benefícios reais: dom João VI criou a Imprensa Régia, Academia de Belas Artes, Teatro Real, Jardim Botânico, Casa da Moeda, Banco do Brasil, Faculdade de Medicina, Academia Militar, Academia da Marinha e 1 casa de pólvora. Em 16 de dezembro de 1815 dom João VI criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, retirando do Brasil a condição de colônia e permitindo aos brasileiros os mesmos direitos dos portugueses. Por causa da guerra contra a França, dom João VI invadiu a Guiana Francesa, devolvendo-a depois da queda de Napoleão, em 1817. Também conquistou a colônia espanhola Banda Oriental, hoje Uruguai, anexando-a ao Brasil com o nome de Província Cisplatina. Dom João VI permaneceu no Brasil mesmo depois da prisão de Napoleão pelos ingleses na Ilha de Santa Helena, em 1815, e depois de se tornar rei de Portugal, com o falecimento de sua mãe, dona Maria I, ocorrido no dia 20 de março de 1816. Em 1820 ocorreu uma revolução em Portugal, onde os revolucionários tinham 3 objetivos: dar uma constituição ao reino, limitando os poderes do rei; exigir a volta imediata de dom João VI a Portugal e voltar o Brasil à antiga condição de colônia. Sem alternativas, dom João VI regressou a Portugal no dia 26 de abril de 1821. Imaginando que os brasileiros não aceitariam mais o retorno do Brasil à condição de colônia, deixou aqui seu filho, dom Pedro, com um conselho: Pedro, se o Brasil se separar de Portugal, toma a coroa para ti, antes que algum aventureiro lance mão dela. Pouco tempo depois, dom Pedro, seguindo o conselho do pai, proclamou a independência do Brasil, tornando-se seu primeiro imperador, com o título de dom Pedro I. Dom João VI só reconheceu a Independência do Brasil em 1825, depois que todas as nações do mundo já o tinham feito. Com essa atitude, recebeu uma indenização e o título de imperador do Brasil, mas esse título não lhe dava qualquer autoridade sobre os brasileiros. No dia 10 de março de 1826 saiu para um passeio de carruagem e no caminho parou para almoçar, tendo como guloseimas galinha assada na manteiga, um pedaço de queijo e algumas laranjas. Depois de algum tempo começou a vomitar e ter convulsões, e faleceu seis dias depois. O corpo do rei foi levado para o mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. As vísceras e o coração foram colocados em um pote de porcelana e enterrados no chão da Capela dos Meninos de Palhavã, no mesmo mosteiro. Em 1993, um arqueólogo encontrou o pote, num trabalho de restauração. Depois de analisar as vísceras, ficou comprovado que dom João morreu envenenado, como se suspeitou na época do seu falecimento. Existem suspeitas de que o mandante do envenenamento tenha sido a própria esposa, a Rainha Dona Carlota Joaquina que desejava ver no trono o seu filho Dom Miguel. PROCESSO DE FABRICO DOS LEQUES: Em França as profissões artesanais estavam estruturadas através de rígidas regras das corporações, sendo necessário um período de aprendizagem de vários anos para o seu exercício autónomo. Tal aplicava-se também, aos fabricantes de leques que até 1780 estavam distribuídos por duas corporações: a dostabletiersque fabricavam a estrutura quer ela fosse em madeira, osso ou marfim e a doséventaillistesque se dedicavam à execução, decoração e montagem da folha. A aprendizagem previa um período inicial de quatro anos (aprendiz) seguido de mais dois como companheiro e finalmente o candidato a mestre tinha que demonstrar os conhecimentos adquiridos através da execução de uma estrutura (no caso dostabletiers) ou de uma folha e respectiva montagem (no caso doséventaillistes), a prova de exame. O processo de fabrico de um leque (além de passar por artesãos diferentes) previa várias e minuciosas fases. Começava pelo corte inicial e grosseiro das peças constitutivas da estrutura (guardas e varetas) designada por armação que podia ser feita de materiais variados como madeiras, madrepérola, casca de tartaruga, marfim, corno, osso. Seguia-se um entalhamento e polimento das mesmas que depois eram vazadas, segundo um modelo pré-existente. Esta fase era particularmente delicada e morosa dada a fragilidade de alguns dos materiais, em particular da madrepérola, mas também porque muitas vezes a decoração era muito pormenorizada. Finalmente, a peça podia ser dourada e montada antes de ser enviada para uméventaillisteque de seguida lhe adaptava uma folha. A montagem da folha não era menos complexa que a criação da estrutura sendo feita em função desta, prevendo inúmeros passos como a gravação de uma placa em nogueira com raios equidistantes que saem mesmo ponto, sobre a qual é colocada a folha do leque na qual se decalcam esses raios (destinados a marcar o plissado) sendo ainda recortada, dobrada em dobras alternadas, por forma a permitir o fecho do leque. As dobras ou o plissado eram feitas através de um molde, exigindo esta fase um bom conhecimento técnico, para que nada de importante da decoração ficasse escondido pelas pregas e assim desaparecesse da decoração. Finalmente, a folha era encaixada e fixada nas varetas. Também neste caso, os materiais usados eram muito variados sendo possível encontrar leques com folha de couro, velino, papel, seda, renda, penas, mica, lantejoulas. Em geral, as folhas não eram assinadas e quando tal acontecia, podiam apresentar a assinatura do pintor, mas não necessariamente a do fabricante. Por outro lado, as varetas eram frequentemente reutilizadas quando a folha se estragava ou quando alguma se partia, sendo nesse caso, a folha cortada ao tamanho de menor número de varetas.

Informações

Lance

    • 10 lance(s)

    • R$ 3,600.00

  • Lote Vendido
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação. Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6ª. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8ª. Os Organizadores colocarão a título de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    8.2. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação da empresa responsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de Campinas - SP. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    A vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.
    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser enviada por e-mail após o último dia do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito ou débito.
    O pagamento deverá ser efetuado até 72 horas após o término do leilão sob risco da venda ser desfeita.

  • FRETE E ENVIO

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes. Veja nas Condições de Venda do Leilão.
    Despachamos para todos os estados. A titulo de cortesia a casa poderá embrulhar as peças arrematadas e providenciar transportadora adequada