Item 273 de 654 Itens
Quadros

VICTOR MEIRELLES DE LIMA GRANDIOSO RETRATO DO "CONDE DE IPANEMA (JOSÉ ANTÔNIO MOREIRA)", ÓLEO SOBRE CANVAS COM MOLDURA EM JACARANDÁ. ASSINADO PELO ARTISTA. OBRA CATALOGADA NO MUSEU VICTOR MEIRELLES. FOI PINTADO IMEDIATAMENTE APÓS O FALECIMENTO DO NOBRE EM 1879, SOB ENCOMENDA DE JOSÉ ANTONIO MOREIRA FILHO, SEGUNDO BARÃO DE IPANEMA QUE VEM A SER O PRIMOGENITO DO CONDE. O RETRATADO CINGE A COMENDA DA IMPERIAL ORDEM DE CRISTO E A IMPERIAL ORDEM DA ROSA DAS QUAIS ERA DIGNATÁRIO. POSSUI CERTIFICADO DE AUTENCIDADE EMITIDO PELO PROFESSOR MED: 126 X 225 CMNOTA: Victor Meirelles foi um pintor brasileiro. Membro proeminente da Academia Imperial de Belas Artes, era o pintor favorito do Imperador Dom Pedro II. Especializou-se em pintura histórica, mas durante sua carreira contemplou dezenas de encomendas da família real e de membros ilustres. Foi um dos retratistas oficiais da Casa Imperial Brasileira. É considerado por especialistas como o maior representante da pintura acadêmica brasileira e foi o primeiro pintor brasileiro que conquistou reconhecimento no exterior, com a exposição da Primeira Missa do Brasil no salão de paris em 1861. Pintado em 1880, este retrato do 1º conde de Ipanema foi executado por Meirelles quando o pintor estava preste a completar cinquenta anos e sua técnica já estava segura e definitiva. A obra foi descoberta em 2007, quando a pesquisadora Angela Maria Pinto da Silva atribuiu a obra a Victor Meirelles baseada no catalogo da Exposição de História do Brasil de 1881. No entanto, a limpeza deste retrato em 2017 permitiu que a assinatura do artista fosse visualizada no canto inferior direito da pintura, até então catalogada como obra não assinada. Tal confirmação foi procedida pelo Professor Jorge Coli, da UNICAMP que confirmou tal atribuição da obra ao artista e emitiu certificado de autenticidade. José Antônio Moreira, mais conhecido como o Conde de Ipanema, foi um político, negociante, banqueiro, industrial e filantropo brasileiro. Filho de pais portugueses, nasceu em 1797 na cidade de Sao Paulo. Mudou-se para a corte em 1825, instalando-se na rua Direita, onde dali atuou ativamente como político e homem de negócios. Era um dos Donos da Fundição Ipanema, a primeira e uma das mais importantes siderúrgicas do Império, que ajudou diretamente no fornecimento de metais para o desenvolvimento do Brasil. Como político, tomou seu lugar na câmara municipal da capital em 1844 com 10.093 votos, sendo o terceiro vereador mais votado na capital. Acionista Majoritário do Banco Commercial do Rio de Janeiro, refundou em 1951 o Banco do Brasil, em cooperação com Irineo Evangelista de Sousa, o Barao de Maua. Pesquisas recentes apontam que o Conde de Ipanema foi o primeiro presidente do Banco do Brasil e participou da direção da instituição por vários anos. Era também amigo pessoal de Vossa Majestade Imperial e foi agraciando com os títulos de baronato em 24 de março de 1847, as grandezas de barão em 25 de setembro de 1849, o viscondado com grandeza em 2 de dezembro de 1854 e o condado em 20 de fevereiro de 1868. Comendador da Imperial Ordem de Cristo, dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Benfeitor da Santa Casa de Misericórdia, o Conde fez significantes donativos para diversas instituições de caridades, hospitais, para uma seca que houve no Ceará e para a guerra do Paraguai. Faleceu em 1879 aos 81 anos e deixou para seus herdeiros uma fortuna estipulada em mais de seis mil contos de réis (o que seria equivalente a seis mil quilos de ouro), que incluía desde ações em diversas em empresas a prédios e terrenos na capital. Seu filho, o segundo Barão de Ipanema, foi o responsável pelo loteamento das terras do atual Bairro de Ipanema. Este é o único retrato conhecido do Conde de Ipanema que foi pintado por Victor Meirelles. Foi provavelmente encomendado após seu falecimento pela santa casa de misericórdia do rio de janeiro, que em sua homenagem disponibilizou um espaço no saguão principal ao lado de outros provedores e benfeitores da instituição para preservar a importância do retratado. Lá permaneceu por mais de um século e atualmente pertence a uma coleção privada. Apesar da importância para a pintura histórica brasileira, Victor Meirelles foi um artista de poucos trabalhos. Enquanto importantes artistas de sua geração como Pierre-Auguste Renoir e Oscar-Claude Monet pintavam diariamente uma nova pintura, o pintor brasileiro adotou uma postura clássica, onde buscava a perfeição da forma sobre o objeto. Ele preparava vários estudos antes de cada quadro e isto resultava num processo que poderia levar meses até sua conclusão. Ao todo existem apenas pouco mais de uma centena de pinturas feitas pelo artista (como comparação, Renoir pintou mais de 4000 pinturas a óleo). A maior parte do seu acervo pertence, atualmente, as coleções do Museu Nacional de Belas-Artes, ao Museu Histórico Nacional e a outras instituições públicas e religiosas. Segundos dados da pesquisadora Letícia Bauer, do projeto Victor Meirelles, memória e documentação, apenas 16% do acervo d o a r t i s t a p e r t e n c e a colecionadores particulares, sendo sua maioria composta por rascunhos de outros trabalhos e por retratos. Portanto, este retrato do Conde de Ipanema é uma obra definitiva de Victor Meirelles. Até o presente momento, esta pintura é a maior obra assinada por Victor Meirelles em uma coleção particular, existindo apenas outra semelhante em uma coleção particular (o retrato do comendador Souza Breves). Além disso, José Antônio Moreira foi uma das personalidades mais nobilitada retratadas por este artista (com exceção dos retratos encomendados pelos membros da família real e da pintura do Marquês de Abrantes, pintura que permanece no saguão da santa casa de misericórdia.)

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Tipo: Quadros

VICTOR MEIRELLES DE LIMA GRANDIOSO RETRATO DO "CONDE DE IPANEMA (JOSÉ ANTÔNIO MOREIRA)", ÓLEO SOBRE CANVAS COM MOLDURA EM JACARANDÁ. ASSINADO PELO ARTISTA. OBRA CATALOGADA NO MUSEU VICTOR MEIRELLES. FOI PINTADO IMEDIATAMENTE APÓS O FALECIMENTO DO NOBRE EM 1879, SOB ENCOMENDA DE JOSÉ ANTONIO MOREIRA FILHO, SEGUNDO BARÃO DE IPANEMA QUE VEM A SER O PRIMOGENITO DO CONDE. O RETRATADO CINGE A COMENDA DA IMPERIAL ORDEM DE CRISTO E A IMPERIAL ORDEM DA ROSA DAS QUAIS ERA DIGNATÁRIO. POSSUI CERTIFICADO DE AUTENCIDADE EMITIDO PELO PROFESSOR MED: 126 X 225 CMNOTA: Victor Meirelles foi um pintor brasileiro. Membro proeminente da Academia Imperial de Belas Artes, era o pintor favorito do Imperador Dom Pedro II. Especializou-se em pintura histórica, mas durante sua carreira contemplou dezenas de encomendas da família real e de membros ilustres. Foi um dos retratistas oficiais da Casa Imperial Brasileira. É considerado por especialistas como o maior representante da pintura acadêmica brasileira e foi o primeiro pintor brasileiro que conquistou reconhecimento no exterior, com a exposição da Primeira Missa do Brasil no salão de paris em 1861. Pintado em 1880, este retrato do 1º conde de Ipanema foi executado por Meirelles quando o pintor estava preste a completar cinquenta anos e sua técnica já estava segura e definitiva. A obra foi descoberta em 2007, quando a pesquisadora Angela Maria Pinto da Silva atribuiu a obra a Victor Meirelles baseada no catalogo da Exposição de História do Brasil de 1881. No entanto, a limpeza deste retrato em 2017 permitiu que a assinatura do artista fosse visualizada no canto inferior direito da pintura, até então catalogada como obra não assinada. Tal confirmação foi procedida pelo Professor Jorge Coli, da UNICAMP que confirmou tal atribuição da obra ao artista e emitiu certificado de autenticidade. José Antônio Moreira, mais conhecido como o Conde de Ipanema, foi um político, negociante, banqueiro, industrial e filantropo brasileiro. Filho de pais portugueses, nasceu em 1797 na cidade de Sao Paulo. Mudou-se para a corte em 1825, instalando-se na rua Direita, onde dali atuou ativamente como político e homem de negócios. Era um dos Donos da Fundição Ipanema, a primeira e uma das mais importantes siderúrgicas do Império, que ajudou diretamente no fornecimento de metais para o desenvolvimento do Brasil. Como político, tomou seu lugar na câmara municipal da capital em 1844 com 10.093 votos, sendo o terceiro vereador mais votado na capital. Acionista Majoritário do Banco Commercial do Rio de Janeiro, refundou em 1951 o Banco do Brasil, em cooperação com Irineo Evangelista de Sousa, o Barao de Maua. Pesquisas recentes apontam que o Conde de Ipanema foi o primeiro presidente do Banco do Brasil e participou da direção da instituição por vários anos. Era também amigo pessoal de Vossa Majestade Imperial e foi agraciando com os títulos de baronato em 24 de março de 1847, as grandezas de barão em 25 de setembro de 1849, o viscondado com grandeza em 2 de dezembro de 1854 e o condado em 20 de fevereiro de 1868. Comendador da Imperial Ordem de Cristo, dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Benfeitor da Santa Casa de Misericórdia, o Conde fez significantes donativos para diversas instituições de caridades, hospitais, para uma seca que houve no Ceará e para a guerra do Paraguai. Faleceu em 1879 aos 81 anos e deixou para seus herdeiros uma fortuna estipulada em mais de seis mil contos de réis (o que seria equivalente a seis mil quilos de ouro), que incluía desde ações em diversas em empresas a prédios e terrenos na capital. Seu filho, o segundo Barão de Ipanema, foi o responsável pelo loteamento das terras do atual Bairro de Ipanema. Este é o único retrato conhecido do Conde de Ipanema que foi pintado por Victor Meirelles. Foi provavelmente encomendado após seu falecimento pela santa casa de misericórdia do rio de janeiro, que em sua homenagem disponibilizou um espaço no saguão principal ao lado de outros provedores e benfeitores da instituição para preservar a importância do retratado. Lá permaneceu por mais de um século e atualmente pertence a uma coleção privada. Apesar da importância para a pintura histórica brasileira, Victor Meirelles foi um artista de poucos trabalhos. Enquanto importantes artistas de sua geração como Pierre-Auguste Renoir e Oscar-Claude Monet pintavam diariamente uma nova pintura, o pintor brasileiro adotou uma postura clássica, onde buscava a perfeição da forma sobre o objeto. Ele preparava vários estudos antes de cada quadro e isto resultava num processo que poderia levar meses até sua conclusão. Ao todo existem apenas pouco mais de uma centena de pinturas feitas pelo artista (como comparação, Renoir pintou mais de 4000 pinturas a óleo). A maior parte do seu acervo pertence, atualmente, as coleções do Museu Nacional de Belas-Artes, ao Museu Histórico Nacional e a outras instituições públicas e religiosas. Segundos dados da pesquisadora Letícia Bauer, do projeto Victor Meirelles, memória e documentação, apenas 16% do acervo d o a r t i s t a p e r t e n c e a colecionadores particulares, sendo sua maioria composta por rascunhos de outros trabalhos e por retratos. Portanto, este retrato do Conde de Ipanema é uma obra definitiva de Victor Meirelles. Até o presente momento, esta pintura é a maior obra assinada por Victor Meirelles em uma coleção particular, existindo apenas outra semelhante em uma coleção particular (o retrato do comendador Souza Breves). Além disso, José Antônio Moreira foi uma das personalidades mais nobilitada retratadas por este artista (com exceção dos retratos encomendados pelos membros da família real e da pintura do Marquês de Abrantes, pintura que permanece no saguão da santa casa de misericórdia.)

Item 273 de 654 Itens
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação. Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6ª. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8ª. Os Organizadores colocarão a título de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    8.2. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação da empresa responsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de Campinas - SP. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    A vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.
    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser enviada por e-mail após o último dia do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito ou débito.
    O pagamento deverá ser efetuado até 72 horas após o término do leilão sob risco da venda ser desfeita.

  • FRETE E ENVIO

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes. Veja nas Condições de Venda do Leilão.
    Despachamos para todos os estados. A titulo de cortesia a casa poderá embrulhar as peças arrematadas e providenciar transportadora adequada

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