Item 273 de 713 Itens
Ouro

A PARTIR DESSE MOMENTO APREGOAREMOS UMA RARA COLEÇÃO DE JÓIAS DO PERÍODO BARROCO BRASILEIRO. SÃO ORIUNDAS EM SUA MAIORIA DA REGIÃO AURÍFERA DE MINAS GERAIS, OURO PRETO E O TEJUCO. SÃO JÓIAS COM FINS DEVOCIONAIS E SENDO ASSIM APRESENTAM ELEMENTOS DE SIMBOLOGIA CRISTÃ. INICIAMOS COM O LOTE QUE SEGUE: JOIA COLONIAL BRASILEIRA. PORTENTOSO CRUCIFIXO RELICÁRIO ESTILO E ÉPOCA DOM JOSÉ I EM OURO APRESENTANDO CRISTO SOBRE CRUZ, MAGNIFICAMENTE ELABORADA. A CRUZ É RAIADA COM BELO RESPLENDOR, TAMBÉM O CRISTO APRESENTA RESPLENDOR. NA EXTREMIDADE ELEGANTE LAÇO FLORAL QUE SE ARTICULA AO CONJUNTO POR MEIO DE UMA DOBRADIÇA CONFERINDO MOBILIDADE A PEÇA. CRUZ SIMULANDO TRONCO. NA PARTE TRASEIRA ACESSA-SE O RELICÁRIO REMOVENDO A TAMPA EXTERNA. ESTA TAMPA EXTERNA É DECORADA COM OS SÍMBOLOS DA PAIXÃO DE CRISTO: A COROA DE ESPINHOS, A LANÇA E O CRAVO, A ESCADA. O CHICOTE, A CANA, O CALICE DA EUCARISTIA E O FRASCO DE VINAGRE SERVIDO A CRISTO COMO ÁGUA. EXREMIDADES DA CRUZ TRABALHADAS EM VAZADO. REQUINTADA OBRA DA OURIVESARIA BRASILEIRA, RESULTANTE DA INCORPORAÇÃO DAS TÉCNICAS MOÇÁRABES INTRODUZIDAS NO PERÍODO COLONIAL, PELOS PORTUGUESES, NO ARRAIAL DO TEJUCO. DIAMANTINA. MINAS GERAIS. SÉCULO XVIII. 8,5 CM DE ALTURA, 30,4 G.NOTA: Em Minas Gerais, durante o século XVIII, alguns ourives portugueses influenciaram o gosto pelo adorno corporal. O ourives Pantaleão da Costa Dantas aparece no Censo Geral dos Ofícios, realizado entre 1746 e 1747 na Comarca de Vila Rica. no Censo Geral dos Ofícios realizado naquela data na Comarca de Vila Rica. 10 Em 2 de agosto de 1749, constava no registro de uma carta de exame para exercer a ourivesaria, que lhe foi passada na cidade de Braga.11 Francisco de Matos Pereira atuou em 1722 na freguesia de Guarapiranga, que pertencia ao Termo de Mariana. Era, segundo documentos da época, Natural de Lisboa, de presente morador nestas minas freguesia de Guarapiranga, homem casado em Portugal, que vive de seu ofício de ourives do ouro, de edade de trinta anos, pouco mais . Entretanto a obsessão com os descaminhos do ouro fez com que a época pombalina levasse às últimas consequências a política de repressão aos ourives, iniciada já em 1698: a profissão foi extinta por decreto em 1766 o que conduziu a proliferação do trabalho de ourives práticos que produziram as maravilhosas jóias coloniais Brasileiras. Os africanos, junto aos europeus e asiáticos foram responsáveis pela difusão do gosto pela utiliza- ção de joias em terras brasileiras. Percebe-se que quase toda essa gente que viveu na região das Minas Gerais do período colonial usou joias de alguma forma e os exemplos de peças encontradas nos documentos atestam tal prática. Mesmo com o valor monetário sendo o principal foco dos inventários, as joias descritas nesses podem nos dar pistas da dinâmica social e econômica vivida pelos residentes na região onde os documentos foram produzidos e utilizados, ou seja, os distritos ouríferos das Minas Geraes onde o ouro corria em profusão. Em conjunto com os testamentos, cujos legados estão expressos, podem ser encontrados uma grande quantidade de joias, indicando grande fluxo econômico e, provavelmente, grande circulação de pessoas. Os inventários mineiros, quando listam as joias, fazem-nos como sendo ouro lavrado. Eram broches, anéis, cordões de ouro, brincos, laços, braceletes, enfim, ornamentos e artefatos em ouro utilizados na vida cotidiana e foram listados, mesmo que sem referência de técnica ou dimensões. Mas insuperáveis são os registros de cruzes tanto pertencentes a homens como mulheres. Um viajante do sec. XVIII anotava em suas impressões a profusão de jóias que usavam tanto as opulentas senhoras quanto suas escravas:" As peças com que se ornam são de excessivo valor e quando a função o permite aparecem suas mulatas e pretas vestidas com ricas saias de cetim (...) e tanto é o ouro que cada uma leva em fivelas, cordões, pulseiras, colares, ou braceletes de bentinhos que sem hipérbole, bastam para comprar duas ou três negras ou mulatas como a que o leva; a tal conheço eu que nenhuma dúvida se lhe oferce em sair om quinze ou vinte, assim ornadas (Brasil 1787/1799). Assim as joias coloniais tem papel utilitário de reafirmação da riqueza dos donos da terra; serviam como enfeite para escravos em festas pelas cidades e também como adorno para as imagens de santos nas procissões. Uma forma de amostra em situações sociais.

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Tipo: Ouro

A PARTIR DESSE MOMENTO APREGOAREMOS UMA RARA COLEÇÃO DE JÓIAS DO PERÍODO BARROCO BRASILEIRO. SÃO ORIUNDAS EM SUA MAIORIA DA REGIÃO AURÍFERA DE MINAS GERAIS, OURO PRETO E O TEJUCO. SÃO JÓIAS COM FINS DEVOCIONAIS E SENDO ASSIM APRESENTAM ELEMENTOS DE SIMBOLOGIA CRISTÃ. INICIAMOS COM O LOTE QUE SEGUE: JOIA COLONIAL BRASILEIRA. PORTENTOSO CRUCIFIXO RELICÁRIO ESTILO E ÉPOCA DOM JOSÉ I EM OURO APRESENTANDO CRISTO SOBRE CRUZ, MAGNIFICAMENTE ELABORADA. A CRUZ É RAIADA COM BELO RESPLENDOR, TAMBÉM O CRISTO APRESENTA RESPLENDOR. NA EXTREMIDADE ELEGANTE LAÇO FLORAL QUE SE ARTICULA AO CONJUNTO POR MEIO DE UMA DOBRADIÇA CONFERINDO MOBILIDADE A PEÇA. CRUZ SIMULANDO TRONCO. NA PARTE TRASEIRA ACESSA-SE O RELICÁRIO REMOVENDO A TAMPA EXTERNA. ESTA TAMPA EXTERNA É DECORADA COM OS SÍMBOLOS DA PAIXÃO DE CRISTO: A COROA DE ESPINHOS, A LANÇA E O CRAVO, A ESCADA. O CHICOTE, A CANA, O CALICE DA EUCARISTIA E O FRASCO DE VINAGRE SERVIDO A CRISTO COMO ÁGUA. EXREMIDADES DA CRUZ TRABALHADAS EM VAZADO. REQUINTADA OBRA DA OURIVESARIA BRASILEIRA, RESULTANTE DA INCORPORAÇÃO DAS TÉCNICAS MOÇÁRABES INTRODUZIDAS NO PERÍODO COLONIAL, PELOS PORTUGUESES, NO ARRAIAL DO TEJUCO. DIAMANTINA. MINAS GERAIS. SÉCULO XVIII. 8,5 CM DE ALTURA, 30,4 G.NOTA: Em Minas Gerais, durante o século XVIII, alguns ourives portugueses influenciaram o gosto pelo adorno corporal. O ourives Pantaleão da Costa Dantas aparece no Censo Geral dos Ofícios, realizado entre 1746 e 1747 na Comarca de Vila Rica. no Censo Geral dos Ofícios realizado naquela data na Comarca de Vila Rica. 10 Em 2 de agosto de 1749, constava no registro de uma carta de exame para exercer a ourivesaria, que lhe foi passada na cidade de Braga.11 Francisco de Matos Pereira atuou em 1722 na freguesia de Guarapiranga, que pertencia ao Termo de Mariana. Era, segundo documentos da época, Natural de Lisboa, de presente morador nestas minas freguesia de Guarapiranga, homem casado em Portugal, que vive de seu ofício de ourives do ouro, de edade de trinta anos, pouco mais . Entretanto a obsessão com os descaminhos do ouro fez com que a época pombalina levasse às últimas consequências a política de repressão aos ourives, iniciada já em 1698: a profissão foi extinta por decreto em 1766 o que conduziu a proliferação do trabalho de ourives práticos que produziram as maravilhosas jóias coloniais Brasileiras. Os africanos, junto aos europeus e asiáticos foram responsáveis pela difusão do gosto pela utiliza- ção de joias em terras brasileiras. Percebe-se que quase toda essa gente que viveu na região das Minas Gerais do período colonial usou joias de alguma forma e os exemplos de peças encontradas nos documentos atestam tal prática. Mesmo com o valor monetário sendo o principal foco dos inventários, as joias descritas nesses podem nos dar pistas da dinâmica social e econômica vivida pelos residentes na região onde os documentos foram produzidos e utilizados, ou seja, os distritos ouríferos das Minas Geraes onde o ouro corria em profusão. Em conjunto com os testamentos, cujos legados estão expressos, podem ser encontrados uma grande quantidade de joias, indicando grande fluxo econômico e, provavelmente, grande circulação de pessoas. Os inventários mineiros, quando listam as joias, fazem-nos como sendo ouro lavrado. Eram broches, anéis, cordões de ouro, brincos, laços, braceletes, enfim, ornamentos e artefatos em ouro utilizados na vida cotidiana e foram listados, mesmo que sem referência de técnica ou dimensões. Mas insuperáveis são os registros de cruzes tanto pertencentes a homens como mulheres. Um viajante do sec. XVIII anotava em suas impressões a profusão de jóias que usavam tanto as opulentas senhoras quanto suas escravas:" As peças com que se ornam são de excessivo valor e quando a função o permite aparecem suas mulatas e pretas vestidas com ricas saias de cetim (...) e tanto é o ouro que cada uma leva em fivelas, cordões, pulseiras, colares, ou braceletes de bentinhos que sem hipérbole, bastam para comprar duas ou três negras ou mulatas como a que o leva; a tal conheço eu que nenhuma dúvida se lhe oferce em sair om quinze ou vinte, assim ornadas (Brasil 1787/1799). Assim as joias coloniais tem papel utilitário de reafirmação da riqueza dos donos da terra; serviam como enfeite para escravos em festas pelas cidades e também como adorno para as imagens de santos nas procissões. Uma forma de amostra em situações sociais.

Item 273 de 713 Itens
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação. Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6ª. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8ª. Os Organizadores colocarão a título de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    8.2. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação da empresa responsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de Campinas - SP. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    A vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.
    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser enviada por e-mail após o último dia do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito ou débito.
    O pagamento deverá ser efetuado até 72 horas após o término do leilão sob risco da venda ser desfeita.

  • FRETE E ENVIO

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes. Veja nas Condições de Venda do Leilão.
    Despachamos para todos os estados. A titulo de cortesia a casa poderá embrulhar as peças arrematadas e providenciar transportadora adequada

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