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Prata de Lei

J. WASTH RODRIGUES E MANOEL ALVES PINTO. ASSINADA E DATADA DE 1933. SÃO PAULO ANTIGO LARGO DA MISERICÓRDIA. ESPESSA PLACA EM PRATA DE LEI CINZELADA POR MANOEL ALVES PINTO A PARTIR DE DESENHO DE WASTH RODRIGUES COM MOLDURA ORIGINAL EM JACARANDÁ. MOSTRA ASPECTO DO LARGO DA MISERICÓRDIA COM A ANTIGA SÉ DE SÃO PAULO, O CHAFARIZ E OS CASARÕES DO ENTORNO. POPULARES TRANSITAM NAS VIAS. BELISSIMA OBRA ICONOGRÁFICA COM A ASSINATURA W. R. DESENHOU E M ALVES PINTO CINZELOU. NO CANTO INFERIOR DIREITO RESERVA COM INSCRIÇÃO LARGO DA MISERICÓRDIA. CURIOSA OBRA ICONOGRÁFICA PAULISTA. BRASIL, INICIO DOS ANOS 30. 35 X 30 CM. NOTA: A Rua Álvares Penteado alarga-se um pouco quando encontra a Rua Direita. Com a apertada movimentação dos pedestres, em direção à Praça da Sé e em direção à Praça do Patriarca, já nem dá para notar que aquele é o velho Largo da Misericórdia. O tempo nele apagou os sinais de sua diferença e de suas históricas funções no centro da cidade. Ali houve dois marcos da São Paulo antiga. Na esquina da Rua Direita, com a fachada voltada para o largo, na direção da Sé, existiu a Igreja da Misericórdia, construída em 1716 e demolida em 1886. Pertenceu à Irmandade da Misericórdia, que pratica a caridade por meio da Santa Casa. O terreno em que houve a igreja ainda lhe pertence. No lugar da igreja demolida foi construído, muito depois, para renda da Misericórdia, o atual edifício Ouro para São Paulo, com o ouro arrecadado para apoiar a Revolução Constitucionalista de 1932. Um segundo marco do largo foi o Chafariz da Misericórdia, erguido em 1793, por meio de subscrição pública, quando Bernardo José de Lorena era governador e capitão-general de São Paulo. Foi autor da obra o mestre-pedreiro Joaquim Pinto de Oliveira Tebas, mulato, que dizem ter sido escravo. Na época da construção do chafariz, ganhava ele 600 réis por dia, uma vez e meia o salário de um branco. Era uma construção de pedra e foi o primeiro chafariz público de São Paulo, com 4 torneiras. O grande historiador da Pauliceia, Nuto Santana, escreveu que a pedra veio de Santo Amaro. Comigo comentou um dia que provavelmente, no entanto, era pedra trazida das proximidades da fazenda beneditina de São Caetano, pelo Rio Tamanduateí, pois fora desembarcada no porto da Tabatinguera. A água descia das cabeceiras do Anhangabaú, do que é hoje o Paraíso, para o chafariz. Ali faziam fila escravos que vinham buscar água em barricas para as moradias. E também escravas. Várias vezes a Câmara recebeu queixas de moradores das redondezas. Era lugar de namoro e algazarra dos cativos. No canto da igreja pregavam-se as proclamas da Câmara, coisa de lugar movimentado. Quando da chegada de bispos e governadores, era o largo um dos lugares adornados com arco votivo de palmas e folhagens, para que sob ele passassem antes do destino final na Sé ou no palácio, no Pátio do Colégio. Davam uma volta pelos pontos extremos do que era então o centro. Dali pra frente, já era o arrabalde. Era também um dos lugares da barulhenta festa de São João. O chafariz do Tebas foi desmontado em 1886 e transferido para o Largo de Santa Cecília (de onde seria removido em 1903). Já em 1883, certo José Antônio Garcia recebera concessão da Câmara para construção, ali, de um quiosque de venda de café, bebidas e petiscos. O largo da algazarra popular aderia aos novos tempos e se transformava no largo da algazarra lucrativa. JOSÉ WASTH RODRIGUES (SÃO PAULO, 19 DE MARÇO DE 1891 - RIO DE JANEIRO, 21 DE ABRIL DE 1957) Foi pintor, desenhista, ilustrador, ceramista, professor e historiador brasileiro. Era tio do também ilustrador Ivan Wasth Rodrigues. Wasth Rodrigues foi importante figura para a história da cidade de São Paulo, sendo responsável pelo desenvolvimento de brasões de vários municípios brasileiros, como o brasão da Cidade de São Paulo e o brasão de Mogi das Cruzes. Também viria, posteriormente, a desenhar o brasão do Estado de São Paulo. Destaca-se ainda por seu trabalho como historiador, deixando várias publicações voltadas à documentação arquitetônica da construção civil e religiosa e obras sobre mobiliário antigo, indumentária, insígnias e armas militares. José Wasth Rodrigues foi pioneiro em demonstrar preocupação em relação às demolições e descaracterizações sofridas por exemplares do patrimônio cultural brasileiro, sugerindo, em inquérito do jornal O Estado de São Paulo sobre Arquitetura Colonial, que "a fundação de uma Sociedade ou Comissão de Arquitetos com plenos poderes junto aos governos e às Cúrias para embargar as demolições e impedir que as restaurações sejam feitas com o sacrifício da fisionomia característica do edifício. MANOEL ALVES PINTO foi um importante ourives e joalheiro estabelecido em São Paulo na Rua de São Bento ativo entre 1920 e 1940. De sua lavra são a gravação de importantes placas algumas comemorativas como a Placa comemorativa do reide do Jahú, a ser oferecida, pelo povo de São Paulo, aos aviadores que cruzaram o Atlântico ; trabalho em ouro e brilhantes, executado pelo joalheiro Alves Pinto, à Rua São Bento, 12-A, vencedor em 1º lugar no concurso da Comissão de Festejos. Em 1927, uma equipe brasileira atravessou o Atlântico, de Gênova até a represa de Santo Amaro: é a epopeia do hidroavião Jahú, relatada pelo jornal paulistano O Estado de São Paulo em 29 de julho de 1927 esses aviadores foram recepcionados como heróis nacionais.

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Tipo: Prata de Lei

J. WASTH RODRIGUES E MANOEL ALVES PINTO. ASSINADA E DATADA DE 1933. SÃO PAULO ANTIGO LARGO DA MISERICÓRDIA. ESPESSA PLACA EM PRATA DE LEI CINZELADA POR MANOEL ALVES PINTO A PARTIR DE DESENHO DE WASTH RODRIGUES COM MOLDURA ORIGINAL EM JACARANDÁ. MOSTRA ASPECTO DO LARGO DA MISERICÓRDIA COM A ANTIGA SÉ DE SÃO PAULO, O CHAFARIZ E OS CASARÕES DO ENTORNO. POPULARES TRANSITAM NAS VIAS. BELISSIMA OBRA ICONOGRÁFICA COM A ASSINATURA W. R. DESENHOU E M ALVES PINTO CINZELOU. NO CANTO INFERIOR DIREITO RESERVA COM INSCRIÇÃO LARGO DA MISERICÓRDIA. CURIOSA OBRA ICONOGRÁFICA PAULISTA. BRASIL, INICIO DOS ANOS 30. 35 X 30 CM. NOTA: A Rua Álvares Penteado alarga-se um pouco quando encontra a Rua Direita. Com a apertada movimentação dos pedestres, em direção à Praça da Sé e em direção à Praça do Patriarca, já nem dá para notar que aquele é o velho Largo da Misericórdia. O tempo nele apagou os sinais de sua diferença e de suas históricas funções no centro da cidade. Ali houve dois marcos da São Paulo antiga. Na esquina da Rua Direita, com a fachada voltada para o largo, na direção da Sé, existiu a Igreja da Misericórdia, construída em 1716 e demolida em 1886. Pertenceu à Irmandade da Misericórdia, que pratica a caridade por meio da Santa Casa. O terreno em que houve a igreja ainda lhe pertence. No lugar da igreja demolida foi construído, muito depois, para renda da Misericórdia, o atual edifício Ouro para São Paulo, com o ouro arrecadado para apoiar a Revolução Constitucionalista de 1932. Um segundo marco do largo foi o Chafariz da Misericórdia, erguido em 1793, por meio de subscrição pública, quando Bernardo José de Lorena era governador e capitão-general de São Paulo. Foi autor da obra o mestre-pedreiro Joaquim Pinto de Oliveira Tebas, mulato, que dizem ter sido escravo. Na época da construção do chafariz, ganhava ele 600 réis por dia, uma vez e meia o salário de um branco. Era uma construção de pedra e foi o primeiro chafariz público de São Paulo, com 4 torneiras. O grande historiador da Pauliceia, Nuto Santana, escreveu que a pedra veio de Santo Amaro. Comigo comentou um dia que provavelmente, no entanto, era pedra trazida das proximidades da fazenda beneditina de São Caetano, pelo Rio Tamanduateí, pois fora desembarcada no porto da Tabatinguera. A água descia das cabeceiras do Anhangabaú, do que é hoje o Paraíso, para o chafariz. Ali faziam fila escravos que vinham buscar água em barricas para as moradias. E também escravas. Várias vezes a Câmara recebeu queixas de moradores das redondezas. Era lugar de namoro e algazarra dos cativos. No canto da igreja pregavam-se as proclamas da Câmara, coisa de lugar movimentado. Quando da chegada de bispos e governadores, era o largo um dos lugares adornados com arco votivo de palmas e folhagens, para que sob ele passassem antes do destino final na Sé ou no palácio, no Pátio do Colégio. Davam uma volta pelos pontos extremos do que era então o centro. Dali pra frente, já era o arrabalde. Era também um dos lugares da barulhenta festa de São João. O chafariz do Tebas foi desmontado em 1886 e transferido para o Largo de Santa Cecília (de onde seria removido em 1903). Já em 1883, certo José Antônio Garcia recebera concessão da Câmara para construção, ali, de um quiosque de venda de café, bebidas e petiscos. O largo da algazarra popular aderia aos novos tempos e se transformava no largo da algazarra lucrativa. JOSÉ WASTH RODRIGUES (SÃO PAULO, 19 DE MARÇO DE 1891 - RIO DE JANEIRO, 21 DE ABRIL DE 1957) Foi pintor, desenhista, ilustrador, ceramista, professor e historiador brasileiro. Era tio do também ilustrador Ivan Wasth Rodrigues. Wasth Rodrigues foi importante figura para a história da cidade de São Paulo, sendo responsável pelo desenvolvimento de brasões de vários municípios brasileiros, como o brasão da Cidade de São Paulo e o brasão de Mogi das Cruzes. Também viria, posteriormente, a desenhar o brasão do Estado de São Paulo. Destaca-se ainda por seu trabalho como historiador, deixando várias publicações voltadas à documentação arquitetônica da construção civil e religiosa e obras sobre mobiliário antigo, indumentária, insígnias e armas militares. José Wasth Rodrigues foi pioneiro em demonstrar preocupação em relação às demolições e descaracterizações sofridas por exemplares do patrimônio cultural brasileiro, sugerindo, em inquérito do jornal O Estado de São Paulo sobre Arquitetura Colonial, que "a fundação de uma Sociedade ou Comissão de Arquitetos com plenos poderes junto aos governos e às Cúrias para embargar as demolições e impedir que as restaurações sejam feitas com o sacrifício da fisionomia característica do edifício. MANOEL ALVES PINTO foi um importante ourives e joalheiro estabelecido em São Paulo na Rua de São Bento ativo entre 1920 e 1940. De sua lavra são a gravação de importantes placas algumas comemorativas como a Placa comemorativa do reide do Jahú, a ser oferecida, pelo povo de São Paulo, aos aviadores que cruzaram o Atlântico ; trabalho em ouro e brilhantes, executado pelo joalheiro Alves Pinto, à Rua São Bento, 12-A, vencedor em 1º lugar no concurso da Comissão de Festejos. Em 1927, uma equipe brasileira atravessou o Atlântico, de Gênova até a represa de Santo Amaro: é a epopeia do hidroavião Jahú, relatada pelo jornal paulistano O Estado de São Paulo em 29 de julho de 1927 esses aviadores foram recepcionados como heróis nacionais.

Informações

Lance

Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação. Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6ª. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8ª. Os Organizadores colocarão a título de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    8.2. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação da empresa responsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de Campinas - SP. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    A vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.
    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser enviada por e-mail após o último dia do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito ou débito.
    O pagamento deverá ser efetuado até 72 horas após o término do leilão sob risco da venda ser desfeita.

  • FRETE E ENVIO

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes. Veja nas Condições de Venda do Leilão.
    Despachamos para todos os estados. A titulo de cortesia a casa poderá embrulhar as peças arrematadas e providenciar transportadora adequada