Item 354 de 738 Itens
Esculturas

ANTÔNIO CONSELHEIRO ESCULTURA EM MONOBLOCO DE MADEIRA REPRESENTANDO BEATO ANTONIO CONSELHEIRO. O PERSONAGEM SEGURA CAJADO CUJO CABO FORMA A LETRA A, INICIAL DE ANTONIO E VESTE HABITO DE BEATO. NA PARTE DE TRÁS UM RELICÁRIO USADO PARA GUARDAR OS PATUÁS, AMULETOS COM ORAÇÕES. TRATA-SE DE UM ANTIGO LEGADO DA LEGIÃO DE SEGUIDORES DO BEATO NO FINAL DO SEC. XIX QUE ACABOU LEVANDO AO SANGRENDO EPISÓDIO CONHECIDO COMO GUERRA DOS CANUDOS. 41 CM DE ALTURA.NOTA: Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido emQuixeramobim(CE) em13 de marçode1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim eBoa Viagem, foi comerciante, professor e advogado prático nos sertões deIpueSobral. Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que aRepública, recém-implantada no país, era a materialização do reino doAnti-CristonaTerra, uma vez que o governo eleito seria uma profanação da autoridade daIgreja Católicapara legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração docasamento civile a separação entreIgrejaeEstadoeram provas cabais da proximidade do "fim do mundo". A GUERRA DOS CANUDOS - ESTOPIM - Outubro de1896 Ocorre o episódio que desencadeia a Guerra de Canudos. Antônio Conselheiro havia encomendado uma remessa de madeira, vinda de Juazeiro, para a construção da igreja nova, mas a madeira não foi entregue, apesar de ter sido paga. Surgem então rumores de que os conselheiristas viriam buscar a madeira à força, o que leva as autoridades deJuazeiroa enviar um pedido de assistência ao governo estadual baiano, que manda um destacamento policial de cem praças, sob comando do Tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Após vários dias de espera em Juazeiro, vendo que o rumor era falso, o destacamento policial decide partir em direção à Canudos, em24 de novembro. Mas a tropaé surpreendida durante a madrugadaemUauápelos seguidores de Antônio Conselheiro, que estavam sob o comando dePajeúeJoão Abade. Vinham como quem vinha para reza, ou para a guerra. Foram recebidos à bala pelos sentinelas semi-adormecidos e surpresos. Era a guerra. Manoel Neto assim descreve: "Estabelecia-se, sangrento, o 1º fogo previsto pelo Conselheiro, e a pacata Uauá transformava-se em violento território de combate. O próprio Tenente Pires Ferreira descreve o ataque destacando a "incrível ferocidade" dos assaltantes e a forma pouco convencional como organizavam suas manobras, isto é, usando apitos. A celeridade e a rapidez com que a luta se deu propiciou vantagem inicial aos conselheiristas. Adentraram ao arraial onde ocuparam algumas casas. A lógica, entretanto, prevaleceu. Armados e municiados com equipamentos mais modernos e letais, os soldados do 9º Batalhão de Infantaria impuseram pesadas baixas as forças belomontenses. A crueza do combate foi inegável, sendo que o uso de armas como "facões de folha-larga, chuços de vaqueiro, ferrões ou guiadas de três metros de comprimentos, foices, varapaus e forquilhas, sob o comando de Quinquim Coiam" utilizados em lutas de corpo a corpo produziam cenas dantescas. Foram entre 4 e 5 horas de pânico, sangue, horror e gestos de bravura e pânico. Contabilizadas as baixas de ambas facções, os números determinava a vitória militar das tropas governamentais. No relatório oficial, Pires Ferreira informa que pereceram na batalha, dentre as hostes conselheiristas "cento e cinqüenta, fora os feridos". Passadas várias horas de combate, os canudenses, comandados por João Abade, resolveram se retirar, deixando para trás um quadro desolador. Apesar da aparente vitória, a expedição estava derrotada, pois não tinha mais forças nem coragem para atacar Canudos. Naquela mesma tarde, saqueou e incendiou Uauá e retornou para Juazeiro, com o saldo de 10 mortos (um oficial, sete soldados e os dois guias) e 17 feridos. Estas perdas, embora consideradas"insignificantes quanto ao número"nas palavras do comandante, ocasionaram a retirada das tropas. A SEGUNDA EXPEDIÇÃO - Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial. Comandada pelo majorFebrônio de Brito, depois de atravessar a serra do Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia18e repelida com pesadas baixas pelos conselheiristas, que se abasteciam com asarmasabandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiro ocupava-se da esfera civil e religiosa. O major contou com 250 homens. Eles partiram triunfantes, certos de vitória fácil. Mas voltaram derrotados, tendo perdido mais de cem soldados.Prudente de Morais, presidente na época, ficou indignado e convocou, para o comando de uma nova expedição, o coronelMoreira César, famoso pela violência utilizada contra os revoltosos daRevolução Federalista(1839-1895), no sul do país. A TERCEIRA EXPEDIÇÃO: Março de1897- Na capital do país, diante das perdas e a pressão de políticosflorianistasque viam em Canudos um perigoso focomonarquista, o governo federal assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronelAntônio Moreira César, considerado pelos militares um herói doexército brasileiro, e popularmente conhecido como "corta-cabeças" por ter mandado executar mais de cem pessoas a sangue frio na repressão àRevolução FederalistaemSanta Catarina. A notícia da chegada de tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam de várias áreas doNordestee iam em defesa do "homem Santo". Em2 de março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pela guerra deguerrilhasna travessia das serras, a força, que inicialmente se compunha de 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira César foi morto em combate, tendo o comando sido passado para o coronelPedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo, que também tombou no mesmo dia. Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os chefes militares sertanejos destacaram-sePajeú,Pedrão, que depois comandou os conselheiristas na travessia de Cocorobó, Joaquim Macambira eJoão Abade, braço direito de Antônio Conselheiro, que comandou os jagunços em Uauá. A QUARTA EXPEDIÇÃO: NoRio de Janeiro, a repercussão da derrota foi enorme, principalmente porque se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar amonarquia. Jornais monarquistas foram empastelados e Gentil José de Castro, gerente de dois deles,assassinado. Em abril de 1897, oministro da Guerra, marechalCarlos Machado de Bittencourtpreparou uma expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas da época. Junho de1897- O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em25 de junho, com a coluna Savaget. No dia27, depois de sofrerem perdas consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos. Durante os primeiros meses, as tropas conseguem pouco resultado. Os sertanejos estão bem armados com armas abandonadas pela expedição anterior, e o exército não tem a infra-estrutura necessária para alimentar suas tropas, que passam fome. Agosto de1897- O próprio ministro da Guerra, marechalCarlos Machado de Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e se instalou emMonte Santo, com o intuito de colocar um fim ao caos em que estava o abastecimento das tropas. Monte Santo se torna base das operações . Setembro de1897- Após várias batalhas, a tropa conseguiu fechar o cerco sobre o arraial. Antônio Conselheiro morreu em22 de setembro, supostamente em decorrência de umadisenteria. Após receber promessas de que a República lhes garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente se rendeu com bandeira branca, enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado. Apesar das promessas, todos os homens presos, e também grupos de mulheres e crianças acabaram sendo degolados - uma execução sumária que se apelidou de "gravata vermelha".Com isto, a Guerra de Canudos acabou se constituindo num dos maiores crimes já praticados em território brasileiro. Outubro de1897- O arraial resistiu até5 de outubrode 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de Antônio Conselheiro foi exumado e suacabeçadecepada afaca. No dia6, quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Exército registrou ter contado 5.200 casebres. O conflito de Canudos mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.

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ANTÔNIO CONSELHEIRO ESCULTURA EM MONOBLOCO DE MADEIRA REPRESENTANDO BEATO ANTONIO CONSELHEIRO. O PERSONAGEM SEGURA CAJADO CUJO CABO FORMA A LETRA A, INICIAL DE ANTONIO E VESTE HABITO DE BEATO. NA PARTE DE TRÁS UM RELICÁRIO USADO PARA GUARDAR OS PATUÁS, AMULETOS COM ORAÇÕES. TRATA-SE DE UM ANTIGO LEGADO DA LEGIÃO DE SEGUIDORES DO BEATO NO FINAL DO SEC. XIX QUE ACABOU LEVANDO AO SANGRENDO EPISÓDIO CONHECIDO COMO GUERRA DOS CANUDOS. 41 CM DE ALTURA.NOTA: Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido emQuixeramobim(CE) em13 de marçode1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim eBoa Viagem, foi comerciante, professor e advogado prático nos sertões deIpueSobral. Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que aRepública, recém-implantada no país, era a materialização do reino doAnti-CristonaTerra, uma vez que o governo eleito seria uma profanação da autoridade daIgreja Católicapara legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração docasamento civile a separação entreIgrejaeEstadoeram provas cabais da proximidade do "fim do mundo". A GUERRA DOS CANUDOS - ESTOPIM - Outubro de1896 Ocorre o episódio que desencadeia a Guerra de Canudos. Antônio Conselheiro havia encomendado uma remessa de madeira, vinda de Juazeiro, para a construção da igreja nova, mas a madeira não foi entregue, apesar de ter sido paga. Surgem então rumores de que os conselheiristas viriam buscar a madeira à força, o que leva as autoridades deJuazeiroa enviar um pedido de assistência ao governo estadual baiano, que manda um destacamento policial de cem praças, sob comando do Tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Após vários dias de espera em Juazeiro, vendo que o rumor era falso, o destacamento policial decide partir em direção à Canudos, em24 de novembro. Mas a tropaé surpreendida durante a madrugadaemUauápelos seguidores de Antônio Conselheiro, que estavam sob o comando dePajeúeJoão Abade. Vinham como quem vinha para reza, ou para a guerra. Foram recebidos à bala pelos sentinelas semi-adormecidos e surpresos. Era a guerra. Manoel Neto assim descreve: "Estabelecia-se, sangrento, o 1º fogo previsto pelo Conselheiro, e a pacata Uauá transformava-se em violento território de combate. O próprio Tenente Pires Ferreira descreve o ataque destacando a "incrível ferocidade" dos assaltantes e a forma pouco convencional como organizavam suas manobras, isto é, usando apitos. A celeridade e a rapidez com que a luta se deu propiciou vantagem inicial aos conselheiristas. Adentraram ao arraial onde ocuparam algumas casas. A lógica, entretanto, prevaleceu. Armados e municiados com equipamentos mais modernos e letais, os soldados do 9º Batalhão de Infantaria impuseram pesadas baixas as forças belomontenses. A crueza do combate foi inegável, sendo que o uso de armas como "facões de folha-larga, chuços de vaqueiro, ferrões ou guiadas de três metros de comprimentos, foices, varapaus e forquilhas, sob o comando de Quinquim Coiam" utilizados em lutas de corpo a corpo produziam cenas dantescas. Foram entre 4 e 5 horas de pânico, sangue, horror e gestos de bravura e pânico. Contabilizadas as baixas de ambas facções, os números determinava a vitória militar das tropas governamentais. No relatório oficial, Pires Ferreira informa que pereceram na batalha, dentre as hostes conselheiristas "cento e cinqüenta, fora os feridos". Passadas várias horas de combate, os canudenses, comandados por João Abade, resolveram se retirar, deixando para trás um quadro desolador. Apesar da aparente vitória, a expedição estava derrotada, pois não tinha mais forças nem coragem para atacar Canudos. Naquela mesma tarde, saqueou e incendiou Uauá e retornou para Juazeiro, com o saldo de 10 mortos (um oficial, sete soldados e os dois guias) e 17 feridos. Estas perdas, embora consideradas"insignificantes quanto ao número"nas palavras do comandante, ocasionaram a retirada das tropas. A SEGUNDA EXPEDIÇÃO - Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial. Comandada pelo majorFebrônio de Brito, depois de atravessar a serra do Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia18e repelida com pesadas baixas pelos conselheiristas, que se abasteciam com asarmasabandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiro ocupava-se da esfera civil e religiosa. O major contou com 250 homens. Eles partiram triunfantes, certos de vitória fácil. Mas voltaram derrotados, tendo perdido mais de cem soldados.Prudente de Morais, presidente na época, ficou indignado e convocou, para o comando de uma nova expedição, o coronelMoreira César, famoso pela violência utilizada contra os revoltosos daRevolução Federalista(1839-1895), no sul do país. A TERCEIRA EXPEDIÇÃO: Março de1897- Na capital do país, diante das perdas e a pressão de políticosflorianistasque viam em Canudos um perigoso focomonarquista, o governo federal assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronelAntônio Moreira César, considerado pelos militares um herói doexército brasileiro, e popularmente conhecido como "corta-cabeças" por ter mandado executar mais de cem pessoas a sangue frio na repressão àRevolução FederalistaemSanta Catarina. A notícia da chegada de tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam de várias áreas doNordestee iam em defesa do "homem Santo". Em2 de março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pela guerra deguerrilhasna travessia das serras, a força, que inicialmente se compunha de 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira César foi morto em combate, tendo o comando sido passado para o coronelPedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo, que também tombou no mesmo dia. Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os chefes militares sertanejos destacaram-sePajeú,Pedrão, que depois comandou os conselheiristas na travessia de Cocorobó, Joaquim Macambira eJoão Abade, braço direito de Antônio Conselheiro, que comandou os jagunços em Uauá. A QUARTA EXPEDIÇÃO: NoRio de Janeiro, a repercussão da derrota foi enorme, principalmente porque se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar amonarquia. Jornais monarquistas foram empastelados e Gentil José de Castro, gerente de dois deles,assassinado. Em abril de 1897, oministro da Guerra, marechalCarlos Machado de Bittencourtpreparou uma expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas da época. Junho de1897- O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em25 de junho, com a coluna Savaget. No dia27, depois de sofrerem perdas consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos. Durante os primeiros meses, as tropas conseguem pouco resultado. Os sertanejos estão bem armados com armas abandonadas pela expedição anterior, e o exército não tem a infra-estrutura necessária para alimentar suas tropas, que passam fome. Agosto de1897- O próprio ministro da Guerra, marechalCarlos Machado de Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e se instalou emMonte Santo, com o intuito de colocar um fim ao caos em que estava o abastecimento das tropas. Monte Santo se torna base das operações . Setembro de1897- Após várias batalhas, a tropa conseguiu fechar o cerco sobre o arraial. Antônio Conselheiro morreu em22 de setembro, supostamente em decorrência de umadisenteria. Após receber promessas de que a República lhes garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente se rendeu com bandeira branca, enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado. Apesar das promessas, todos os homens presos, e também grupos de mulheres e crianças acabaram sendo degolados - uma execução sumária que se apelidou de "gravata vermelha".Com isto, a Guerra de Canudos acabou se constituindo num dos maiores crimes já praticados em território brasileiro. Outubro de1897- O arraial resistiu até5 de outubrode 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de Antônio Conselheiro foi exumado e suacabeçadecepada afaca. No dia6, quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Exército registrou ter contado 5.200 casebres. O conflito de Canudos mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.

Item 354 de 738 Itens
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação. Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6ª. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8ª. Os Organizadores colocarão a título de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    8.2. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação da empresa responsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de Campinas - SP. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    A vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.
    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser enviada por e-mail após o último dia do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito ou débito.
    O pagamento deverá ser efetuado até 72 horas após o término do leilão sob risco da venda ser desfeita.

  • FRETE E ENVIO

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes. Veja nas Condições de Venda do Leilão.
    Despachamos para todos os estados. A titulo de cortesia a casa poderá embrulhar as peças arrematadas e providenciar transportadora adequada

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