Item 281 de 462 Itens
Arte Sacra

SANTA THOMAZIA BELA E RARA IMAGEM EM MADEIRA ENTALHADA, POLICROMADA E DOURADA REPRESENTANDO A SANTA. ASSENTE SOBRE BASE EM MADEIRA DOURADA ESTILO DONA MARIA I. INSCRIÇÃO NA BASE S. THOMAZIA. RESPLENDOR EM PRATA DE LEI. PORTUGAL, SEC. XIX. 33 CM DE ALTURA (considerando o resplendor)NOTA: SANTA THOMÁZIA letrada e devota que morreu em Lisboa no ano do grande terremoto de 1755. A portuguesa Thomázia Maria de Araújo, ou simplesmente D. Thomázia de Jesus, passou boa parte da vida em recolhimentos da cidade de Lisboa, tendo adotado o hábito de terceira Dominica, no Mosteiro do Salvador, 20 anos antes de sua morte. Dona Thomázia era mais do que leitora, sendo também escritora. O Mosteiro do Salvador de Lisboa, onde ela viveu, foi fundado no final do século XIV, era um convento feminino e pertencia aos Dominicanos (Ordem dos Pregadores). Filha de pais honrados, nobres e católicos, Thomázia nasceu na Rua dos Ourives da Prata, no dia 6 de janeiro de 1677, tendo sido batizada na Freguesia da Madalena, região central de Lisboa. Aos 14 anos de idade, os pais a casaram com um capitão de mar e guerra, chamado João da Silva Manoel, homem bem mais velho ou, já de idade varonil, que costumava viajar ao Oriente, levando e trazendo Vice-Reis. Como a vida de viajante o obrigava a afastar-se do lar por alguns meses, ou até mesmo por anos, durante essas longas viagens, o marido que chegou a ficar três anos longe de Portugal deixava a esposa recolhida em conventos de Lisboa, o que permitiu que ela não apenas conhecesse o recolhimento da Misericórdia, mas também outros, além do convento do Salvador. Apesar dos longos períodos de afastamento, do casamento de 15 anos nasceram as filhas Filippa, Maria e Ignez, sendo que a última morreu ainda criança. A morte do marido representou uma nova fase na vida de Thomázia, que, segundo Franco, deu graças por se ver livre das prisões do matrimônio. Mulher de poucas palavras, quase sempre calada, Dona Thomázia dormia pouco, não possuía cama e passava as noites rezando e contemplando, especialmente, a Deus, Nossa Senhora, São Miguel e São José. Passava suas noites no Coro, fazendo exercícios da cruz, as estações da Madre Maria de la Antigua, rezando o terço, acompanhada de alguma freira, além de outras devoções. Os últimos 40 anos de sua vida foram marcados por constante penitência, pois abdicou do consumo de carne e adotou a prática do jejum, alimentando-se apenas de pão e água durante três dias da semana. Nos demais dias, alimentava-se somente uma única vez por dia, no jantar, que consistia de duas sardinhas, pão, queijo, saladas e frutas, exceto as consideradas mais saborosas, como os figos e os melões. Nos últimos dois meses de vida, de acordo com Franco, Thomázia quase não comia, e mesmo uma xícara de chocolate lhe custava muito. Costumava andar encolhida, evitando ao máximo se despir, já que apenas de semanas em semanas trocava suas roupas. Usou um colete de cilício bem apertado por 15 anos, o que lhe trouxe problemas respiratórios, tratados através de 16 sangrias. A fim de se vingar do seu corpo, queimava-se várias vezes ao dia, recorrendo ao fogo do lacre, que pingava 15 vezes na sua carne, por serem 15 os mistérios do Rosário de Maria. O fato de o céu, percebido como oficina dos milagres, atender às orações de Thomázia, acabou por lhe conferir certa fama no convento: passou a ser requisitada por diversos motivos, especialmente para a cura de problemas de saúde, mas também para pregar e desenganar as recolhidas, auxiliando na eliminação das vaidades do mundo e na edificação das delícias do céu. Tinha visões, sonhos, visões e diálogos com a corte celeste e com os mortos. Thomázia sonhava constantemente com Nossa Senhora, enxergava Jesus Cristo, comunicava-se com os anjos, recebia recados e instruções diretamente de Deus e, também, a consolação de santos e anjos. O Senhor se apresentava a ela em forma humana com tal formosura, e assim também o Espírito Santo, que se apresentava na figura de uma pomba tão linda. Com frequência, ela tinha visões dos seus padrinhos espirituais, São José (considerado o Príncipe dos santos) e São Miguel (considerado o Príncipe dos anjos). Thomázia desejava a morte com veemência e anunciava ao divino a sua condição de morta de amor.

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Tipo: Arte Sacra

SANTA THOMAZIA BELA E RARA IMAGEM EM MADEIRA ENTALHADA, POLICROMADA E DOURADA REPRESENTANDO A SANTA. ASSENTE SOBRE BASE EM MADEIRA DOURADA ESTILO DONA MARIA I. INSCRIÇÃO NA BASE S. THOMAZIA. RESPLENDOR EM PRATA DE LEI. PORTUGAL, SEC. XIX. 33 CM DE ALTURA (considerando o resplendor)NOTA: SANTA THOMÁZIA letrada e devota que morreu em Lisboa no ano do grande terremoto de 1755. A portuguesa Thomázia Maria de Araújo, ou simplesmente D. Thomázia de Jesus, passou boa parte da vida em recolhimentos da cidade de Lisboa, tendo adotado o hábito de terceira Dominica, no Mosteiro do Salvador, 20 anos antes de sua morte. Dona Thomázia era mais do que leitora, sendo também escritora. O Mosteiro do Salvador de Lisboa, onde ela viveu, foi fundado no final do século XIV, era um convento feminino e pertencia aos Dominicanos (Ordem dos Pregadores). Filha de pais honrados, nobres e católicos, Thomázia nasceu na Rua dos Ourives da Prata, no dia 6 de janeiro de 1677, tendo sido batizada na Freguesia da Madalena, região central de Lisboa. Aos 14 anos de idade, os pais a casaram com um capitão de mar e guerra, chamado João da Silva Manoel, homem bem mais velho ou, já de idade varonil, que costumava viajar ao Oriente, levando e trazendo Vice-Reis. Como a vida de viajante o obrigava a afastar-se do lar por alguns meses, ou até mesmo por anos, durante essas longas viagens, o marido que chegou a ficar três anos longe de Portugal deixava a esposa recolhida em conventos de Lisboa, o que permitiu que ela não apenas conhecesse o recolhimento da Misericórdia, mas também outros, além do convento do Salvador. Apesar dos longos períodos de afastamento, do casamento de 15 anos nasceram as filhas Filippa, Maria e Ignez, sendo que a última morreu ainda criança. A morte do marido representou uma nova fase na vida de Thomázia, que, segundo Franco, deu graças por se ver livre das prisões do matrimônio. Mulher de poucas palavras, quase sempre calada, Dona Thomázia dormia pouco, não possuía cama e passava as noites rezando e contemplando, especialmente, a Deus, Nossa Senhora, São Miguel e São José. Passava suas noites no Coro, fazendo exercícios da cruz, as estações da Madre Maria de la Antigua, rezando o terço, acompanhada de alguma freira, além de outras devoções. Os últimos 40 anos de sua vida foram marcados por constante penitência, pois abdicou do consumo de carne e adotou a prática do jejum, alimentando-se apenas de pão e água durante três dias da semana. Nos demais dias, alimentava-se somente uma única vez por dia, no jantar, que consistia de duas sardinhas, pão, queijo, saladas e frutas, exceto as consideradas mais saborosas, como os figos e os melões. Nos últimos dois meses de vida, de acordo com Franco, Thomázia quase não comia, e mesmo uma xícara de chocolate lhe custava muito. Costumava andar encolhida, evitando ao máximo se despir, já que apenas de semanas em semanas trocava suas roupas. Usou um colete de cilício bem apertado por 15 anos, o que lhe trouxe problemas respiratórios, tratados através de 16 sangrias. A fim de se vingar do seu corpo, queimava-se várias vezes ao dia, recorrendo ao fogo do lacre, que pingava 15 vezes na sua carne, por serem 15 os mistérios do Rosário de Maria. O fato de o céu, percebido como oficina dos milagres, atender às orações de Thomázia, acabou por lhe conferir certa fama no convento: passou a ser requisitada por diversos motivos, especialmente para a cura de problemas de saúde, mas também para pregar e desenganar as recolhidas, auxiliando na eliminação das vaidades do mundo e na edificação das delícias do céu. Tinha visões, sonhos, visões e diálogos com a corte celeste e com os mortos. Thomázia sonhava constantemente com Nossa Senhora, enxergava Jesus Cristo, comunicava-se com os anjos, recebia recados e instruções diretamente de Deus e, também, a consolação de santos e anjos. O Senhor se apresentava a ela em forma humana com tal formosura, e assim também o Espírito Santo, que se apresentava na figura de uma pomba tão linda. Com frequência, ela tinha visões dos seus padrinhos espirituais, São José (considerado o Príncipe dos santos) e São Miguel (considerado o Príncipe dos anjos). Thomázia desejava a morte com veemência e anunciava ao divino a sua condição de morta de amor.

Item 281 de 462 Itens
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1ª. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente examinadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2ª. Em caso eventual de engano na autenticidade de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3ª. As peças estrangeiras serão sempre vendidas como Atribuídas.

    4ª. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5ª. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação. Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6ª. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7ª. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8ª. Os Organizadores colocarão a título de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone e Internet, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    8.1. LANCES PELA INTERNET: O arrematante poderá efetuar lances automáticos, de tal maneira que, se outro arrematante cobrir sua oferta, o sistema automaticamente gerará um novo lance para aquele arrematante, acrescido do incremento mínimo, até o limite máximo estabelecido pelo arrematante. Os lances automáticos ficarão registrados no sistema com a data em que forem feitos. Os lances ofertados são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS. O arrematante é responsável por todos os lances feitos em seu nome, pelo que os lances não podem ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese.

    8.2. Em caso de empate entre arrematantes que efetivaram lances no mesmo lote e de mesmo valor, prevalecerá vencedor aquele que lançou primeiro (data e hora do registro do lance no site), devendo ser considerado inclusive que o lance automático fica registrado na data em que foi feito. Para desempate, o lance automático prevalecerá sobre o lance manual.

    9ª. O Organizador se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10ª. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11ª. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12ª. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13ª. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14ª. As despesas com as remessas dos lotes adquiridos, caso estes não possam ser retirados, serão de inteira responsabilidade dos arrematantes. O cálculo de frete, serviços de embalagem e despacho das mercadorias deverão ser considerados como Cortesia e serão efetuados pelas Galerias e/ou Organizadores mediante prévia indicação da empresa responsável pelo transporte e respectivo pagamento dos custos de envio.

    15ª. Qualquer litígio referente ao presente leilão está subordinado à legislação brasileira e a jurisdição dos tribunais da cidade de Campinas - SP. Os casos omissos regem-se pela legislação pertinente, e em especial pelo Decreto 21.981, de 19 de outubro de 1932, Capítulo III, Arts. 19 a 43, com as alterações introduzidas pelo Decreto 22.427., de 1º. de fevereiro de 1933.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    A vista com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%.
    Através de depósito ou transferência bancária em conta a ser enviada por e-mail após o último dia do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito ou débito.
    O pagamento deverá ser efetuado até 72 horas após o término do leilão sob risco da venda ser desfeita.

  • FRETE E ENVIO

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes. Veja nas Condições de Venda do Leilão.
    Despachamos para todos os estados. A titulo de cortesia a casa poderá embrulhar as peças arrematadas e providenciar transportadora adequada

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