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Leilão 63004 ACERVO DOS DESCENDENTES DO DUQUE DE CAXIAS E DO VISCONDE DE BAEPENDI: ARTIFICES DA INDEPENDÊNCIA
Leilão 63004 ACERVO DOS DESCENDENTES DO DUQUE DE CAXIAS E DO VISCONDE DE BAEPENDI: ARTIFICES DA INDEPENDÊNCIA
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Informações importantes:
Às oito e meia da noite do dia 7 de maio de 1880, em seu quarto na Fazenda Santa Mônica em Valença no Rio de Janeiro, Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803-1880), rendeu a alma ao Criador. Era o apagar da chama que por mais de sete décadas fulgurou consagrada em sua existência no altar da Pátria. Serviu sob o Brasil Colônia na regência e no reinado de Dom João VI, a Dom Pedro I nas guerras da Independência do Brasil. De igual modo foi pedra angular da pacificação das revoltas durante o Período Regencial, mantendo incólume a integridade do território Nacional. Atuou decisivamente na consolidação de nosso País como escudo silencioso do trono de Dom Pedro II, O Magnanimo. Foi sob este glorioso reinado que firmou-se como o maior pacificador e estrategista do Império. Sufocou revoltas como a Balaiada, as Rebeliões Liberais e a Guerra dos Farrapos, para finalmente atingir o ápice da glória, ao liderar a Tríplice Aliança na Guerra do Paraguai, o maior conflito armado da história das Américas. Ao vislumbrar o sol poente da própria existência, retirou-se da vida pública com honra e mérito inigualáveis até os dias de hoje, escolhendo como reduto do entardecer dos seus dias a Fazenda Santa Mônica, residência de sua filha primogênita, Dona Luísa do Loreto Viana de Lima e Silva Nogueira da GamA (1833-1902), futura Baronesa Consorte de Santa Mônica. Ali viveu sob os cuidados extremados de sua filha por quase três anos. Morreu pacificamente cercado por seus familiares. Viveu Caxias 76 anos, quase 77. O Duque pediu um funeral simples, sem pompa, sem honras, sem pessoas e apenas seis soldados de boa conduta para carregarem seu caixão. Seu último desejo não foi totalmente respeitado: Pedro II enviou uma carruagem usada apenas nos funerais da família imperial, seguida de dezesseis membros da criadagem imperial e treze soldados de boa conduta para carregarem o caixão. Uma grande procissão foi seguida por um funeral com a presença do imperador. Seu corpo foi enterrado junto com o de sua esposa no Cemitério de São Francisco de Paula, na cidade do Rio de Janeiro. Nicolau Carneiro Nogueira da Costa e Gama, genro do Duque de Caxias e Barão de Santa Mônica, por sua vez, era filho de Manuel Jacinto Nogueira da Gama o poderoso Marquês de Baependy (1765-1847), Marechal-de-Campo do Exército Imperial, que orquestrou a infraestrutura, fornecimento de recursos e gestão do corpo de tropas nas Guerras da independência e da Cisplatina. Sob o reinado de Dom Pedro I, foi Ministro da Fazenda do Império e reorganizou o tesouro público deixado em ruínas após o retorno de Dom João VI a Portugal exigido pelas CORTES PORTUGUESAS. Foi também um potentado econômico que constituiu uma das maiores fortunas do Brasil em sua época constituída de uma imensidão de terras e quase um milhar de escravos. O Marquês casou-se com Dona Francisca Mônica Carneiro da Costa (1795-1859) portanto tornou-se genro da BARONESAde São Salvador de Campos dos Goytacases, Dona Ana Francisca Rosa Maciel da Costa (1757-1852). A Baronesa de São Salvador de Campos dos Goytacazes, provinha das mais altas estirpes da nobreza portuguesa e brasileira, ficou conhecida no episódio da Tribuna da Capela Imperial quando recusou-se â assistir missa na presença da Marquesa de Santos. Quando viu a amante do Imperador Dom Pedro I entrar na tribuna, sendo dama da IMPERATRIZ LEOPOLDINA, se disse indignada por estar em companhia de uma "prostituta", e se retirou, o seu gesto foi repetido pelas demais damas presentes, causando escândalo em toda a cidade. Foi o Marquês de Baependy o primeiro senhor da Fazenda Santa Mônica, em Valença, concedida por Carta de Sesmaria, por mercê do Regente Dom João em 9 de agosto de 1814 e batizada com o nome da Santa patrona de sua esposa. Esse feudo particular, legado ao Barão de Santa Mônica, conheceu a riqueza e o esplendor da civilização do café na próspera região de Valença, mas como tantas outras propriedades naquela região amargou a ruína e o desmoronar do império verde com o declínio da lavoura no Império do Vale da Ribeira. Estas vetustas paredes do palacete sede da Fazenda Santa Mônica testemunharam a morte do Marquês de BaependY, o fechar dos olhos para vida do Duque de Caxias, o lacônico fim do Barão com Grandeza de Santa Mônica e também viveu triunfos e festas memoráveis hospedando por quatro ocasiões Dom Pedro II e sua comitiva (1848 para prestar condolência à viúva Marquesa de BaependY, 1865 para inaugurações na região, 1876 para visitar seus velhos amigos aristocratas e em 1881 para prestar condolências a Dona Luísa após a morte de seu pai, o Duque de Caxias). A Fazenda Santa Mônica é um dos maiores e mais suntuosos casarões do Ciclo do Café, localizada no distrito de Barão de Juparanã, em Valença (RJ). O grandioso solar neoclássico possui mais de 80 cômodos e 100 janelas (registros oficiais apontam cerca de 105), distribuídos em mais de 3.000 m² de área construída. A casa foi construída em formato de "U" e suas paredes externas possuem até um metro de espessura no primeiro piso. Conta também com 144 portas e seis escadas internas. Um dos filhos dos Barões de Santa Mônica foi Francisco Nicolau de Lima Nogueira da Gama (1862-1896) casado com sua prima Marianna do Loreto de Lima Carneiro da Silva (1862-1936). Marianna como seu marido Francisco Nicolau, era igualmente neta do Duque de Caxias por linhagem materna. As mães de ambos eram irmãs, filhas do Duque de Caxias e suas únicas descendentes com geração . Quis a providência e o planejamento familiar, que os primos reunissem a linhagem das duas descendentes. Os pais de dona Marianna eram os Viscondes de Ururai, Manuel Carneiro da Silva e Ana do Loreto Carneiro Viana de Lima. O acervo hora apresentado, provém da geração de Francisco e Marianna congregando miscelânias dos acervos de suas importantes linhagens. A Dargent Leilões tem a honra de apresentar seu segundo pregão da temporada de 2026: REMINISCÊNCIAS DA FAZENDA SANTA MÔNICA, DOS DESCENDENTES DO DUQUE DE CAXIAS E DO MARQUÊS DE BAEPENDY: ILUSTRES LUMIARES DA INDENPENDÊNCIA DO BRASIL. NÃO PODERIAMOS DEIXAR DE DESTACAR QUE ESSE ACERVO É UM DOS MAIS IMPORTANTES A NÓS CONFIADOS NOS ÚLTIMOS ANOS, SOBRETUDO SOB O PONTO DE VISTA DA RIQUEZA HISTÓRICA QUE O PERMEIA.